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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Triunfo palmeirense no clássico do sub-20 contra o Santos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegou a segunda-feira e com ela fechei as coberturas do fim de semana no Allianz Parque. Foi a minha 19ª partida na casa alviverde desde setembro de 2020, transformando o estádio no lugar que mais visitei durante a pandemia, à frente dos 18 jogos no Parque São Jorge. Pelo Campeonato Brasileiro sub-20, clássico entre Palmeiras e Santos válido pela terceira rodada do certame.

Sem conseguir viajar por conta de tudo que vem acontecendo no país, as coberturas estão concentradas no eixo Allianz-Fazendinha-Nacional-Canindé. De um total de 83 jogos no futebol pandêmico, 64 foram nesses quatro locais. Sinto falta de mudar o cenário? Muito, mas por enquanto não há o que ser feito. Resta torcer pelo sucesso da vacinação e que as variantes da covid não sejam tão agressivas como os especialistas apontam. Aí sim poderei cogitar em fazer algo perto da antiga normalidade.


O glorioso sorteio de lado antes do clássico entre Palmeiras e Santos pelo Brasileiro sub-20

Falando do clássico, essa foi a sexta vez que acompanhei um confronto entre palmeirenses e santistas, a terceira pelo sub-20. Nas duas anteriores, dois triunfos do Peixe: 3x1 no saudoso Parque Antarctica pelo Paulista de 2005 e 3x2 na Arena Barueri pela semi da Copa São Paulo de 2013. Em 2021, o verde somou quatro pontos nas duas rodadas iniciais - três deles no triunfo em cima do Bahia - enquanto o alvinegro somou três. O problema era que a equipe do litoral vinha de uma goleada sofrida contra o Grêmio por 5x2.

Assim como tenho feito nas últimas coberturas, cheguei no estádio e me dirigi às cabines. Como as instalações são ótimas, ficar ali é a melhor pedida. Lá do alto vi uma peleja boa principalmente no tempo inicial. Os donos da casa começaram com tudo e com apenas 18 segundos abriram o marcador. Newton ajeitou para o artilheiro Gabriel Silva, ele entrou na área e chutou cruzado, superando o goleiro Breno. Foi o gol mais rápido da história do Allianz.

Quem imaginou que o Santos sentiria o tento se enganou rapidinho. Os visitantes foram ao ataque na busca pelo empate de forma instantânea. Aos nove Weslley fez grande jogada pela direita e mandou colocado. Natan se esticou e desviou pela linha de fundo. Lucas Sena cobrou falta com perigo aos onze e aos 15 o placar foi igualado. Brayan estava ligado na saída de bola adversária, desarmou Pedro Bicalho e chutou na saída de Natan.

Com o 1x1, foi a vez o Palmeiras devolver a pressão. Aos 18 Breno fez um verdadeiro milagre em bicuda à queima-roupa de Ruan. Na sequência, Naves finalizou e a zaga afastou. Aos 23 Matheus Nunes deu uma ajudinha aos paulistanos e colocou a mão na pelota dentro da área. Gabriel Silva, sempre ele, bateu com perfeição e recolocou o Palmeiras em vantagem. Foram 25 minutos de muita emoção. Com o 2x1 a partida caiu de produção e só tivemos outro bom momento aos 41, quando Gabriel Silva – ele de novo - atacou pela direita e atirou na trave.


Chegada santista pelo alto nos primeiros minutos da partida


Chute de Brayan aos 15 minutos e o empate do Peixe


O alviverde não se intimidou com o 1x1 e permaneceu no campo de ataque


Gabriel Silva bateu o pênalti com classe e recolocou os donos da casa em vantagem


Aos 40, Gabriel Silva avançou pela direita e chutou firme. A bola bateu no travessão

Na etapa final as equipes retornaram ao gramado sintético na pegada de mostrarem serviço. O que se viu foi um monte de oportunidades criadas na base do toma lá dá cá. Se o Santos teve assustou aos sete e oito minutos, o verde respondeu com duas chances de ouro aos nove e aos 12. Conforme o relógio foi andando, o pessoal sossegou o facho. A partir dos 25 os comandados de Wesley Carvalho se preocuparam mais em defender a vitória e chamaram o Santos ao seu campo. O Peixe chegou perto de um novo empate aos 27 em lance com ótima defesa de Natan e aos 49 em perigosa cobrança de falta de Lucas Henrique.






O tempo final teve boas oportunidades dos dois lados, mas o placar não foi alterado. Pelo número de chances, ambos mereciam ter feito mais gols

Só que no fim não teve jeito para o alvinegro e o clássico ficou no Palmeiras 2-1 Santos. O alviverde agora está em quinto lugar com sete pontos ganhos e o Peixe é o 13º. São Paulo e Flamengo estão na liderança com 100% de aproveitamento. Na próxima rodada o verde visita o Internacional enquanto no ABC o time do litoral recebe a Chapecoense.

Essa será uma rara semana sossegada futebolisticamente falando. Na pauta livre do Jogos Perdidos, estaremos na ativa apenas no sábado pela Série C do Brasileiro. Tirando isso, reta final de Copa América, Eurocopa e muita leitura. Hora de manter a mente tranquila.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 2x1 Santos

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Fabiano Monteiro dos Santos/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Naves, Fabinho, Rafael Moreira; Gols: Gabriel Silva 18'', Brayan Krüger 15 e Gabriel Silva 25 do 1º.
Palmeiras: Natan; Garcia, Naves (Talisca), Ruan Santos e Vanderlan (Vitor Hugo); Fabinho (Yago Santos), Pedro Bicalho (Vitinho) e Jhonatan (Jhow); Gabriel Silva, Newton (Marino) e Kevin. Técnico: Wesley Carvalho.
Santos: Breno; Gustavo Moreira (Gabriel) (Kaio Henrique), Thiago Balieiro, Wellington Tim e Lucas Sena (Natan); Rafael Moreira (Filipe), Matheus Nunes (Stênio) e Lucas Barbosa; Alex, Wesley Patati e Brayan Krüger (Alex Negueba). Técnico: Rodrigo Chipp.
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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Portuguesa, mesmo sem jogar bem, vence a segunda pela Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Domingo foi um dia frio em São Paulo. Passei boa parte do dia envelopado no cobertor e o bom senso dizia para permanecer assim até a hora de dormir. Como aqui é tudo pelo social, isso não aconteceu. Descolando aquela força e o ânimo de ouro para sair de casa, fui ao gelado Estádio Oswaldo Teixeira Duarte acompanhar o confronto paulista entre Portuguesa e São Bento pelo Campeonato Brasileiro da Série D.

Ambas as equipes fazem parte do Grupo A07 - que nome horroroso - e estavam invictas antes do duelo do domingo. Detalhe que nas oito partidas que ambas fizeram combinadas, apenas um triunfo - da Portuguesa contra o Santo André pela terceira rodada - e sete empates. Metade da chave ainda não venceu e, faltando dez rodadas até o final da primeira fase, não temos como ter a menor ideia do que pode acontecer.



Equipes entrando no gramado do Canindé. Abaixo, aquela imagem do quarteto de arbitragem com os capitães dos clubes

Sem torcida e praticamente sem imprensa, além de mim apenas um fotógrafo estava credenciado, assisti meu terceiro Portuguesa x São Bento na história praticamente sozinho e com muito frio. Após a ótima vitória contra o Ramalhão com direito a um futebol bem jogado, eu pensei que o onze local fosse fazer valer o fator campo novamente. Ficou apenas na expectativa. Durante os 90 minutos foi o escrete sorocabano quem buscou o gol com mais vontade.

Os comandados de Fernando Marchiori, técnico que vem cometendo alguns erros de escalação desde a Série A2, não estavam inspirados e foram dominados pelo adversário. Como o São Bento não é nenhum Real Madrid, isso não significou tanta coisa. Mesmo assim, até os 32 minutos o clube do interior criou quatro bons momentos para inaugurar o placar no Canindé. O primeiro aos dois minutos com o cruzamento do senegalês Papa Faye e cabeçada de Johnny defendida por Dheimison.

O arqueiro local foi bem novamente aos 16 em finalização do jogador africano. Bruno Formigoni arriscou aos 25 e o tiro passou perto. Aos 32, investida de Johnny e chute batendo do lado de fora da rede. Os sorocabanos eram melhores, mas quem fez 1x0 foi a Portuguesa no único ataque perigoso no tempo inicial. A bola foi cruzada da esquerda, a zaga não conseguiu afastar e Caíque colocou no canto de Airon. Antes do intervalo Ayrton testou Dheimison de longe e o camisa 1 defendeu.



A Portuguesa chegou poucas vezes dentro da área do São Bento durante o primeiro tempo


Para azar do time visitante, o gol rubro-verde saiu justamente no único ataque perigoso. Caíque foi o autor do gol aos 35 minutos


O onze de Sorocaba buscou o empate nos minutos restantes da etapa inicial, sem sucesso

Não foi uma atuação magnífica do Bentão, porém a derrota parcial não era lá muito justa. Na etapa final eles continuaram com maior volume de jogo, mas chance mesmo foi difícil de ver. A Lusa se segurava e pouco se arriscava. Nas duas vezes que chegou perto da meta visitante de forma incisiva, duas oportunidades tímidas: uma com cobrança de falta de Feijão aos 17 e outra em tiro de Marzagão aos 32.

O time azul e branco se lançou com tudo ao ataque em busca do quinto empate no torneio e deu mais espaços nos últimos minutos. Foi aí que o rubro-verde se mostrou fatal. Na última volta do ponteiro Maykinho avançou em velocidade pela esquerda, ganhou da marcação e mandou rasteiro na área. Lucas Douglas chegou com tudo, encheu o pé e colocou no canto de Airon. A vitória estava garantida.


Tentativa pelo alto de Lucas Douglas (11) já no segundo tempo



Fraga (15) e Dogão (13) mostrando segurança na defesa do São Bento


O clube sorocabano criou boas chances e tentou o empate durante toda a etapa final


No último minuto, Lucas Douglas completou cruzamento de Maykinho e fechou a vitória paulistana


Placar final da sofrida vitória lusitana, a segunda na atual edição da Série D

O resultado de Portuguesa 2-0 São Bento não foi justo, só que em futebol isso não diz muito. Os visitantes atacaram bastante e levaram dois gols nas duas principais investidas paulistanas. Foi o primeiro revés do clube na Série D de 2021. Já pelo lado vencedor, a invencibilidade foi mantida a duras penas. De concreto, sinais claros de que o futebol precisa melhorar logo. Em uma chave tão equilibrada, manter a instabilidade pode custar a classificação.

Como estava frio, fui a pé até a estação Armênia do metrô encontrando no caminho várias criaturas da noite que já tomavam conta da região. Toda vez que ando por lá vejo que tudo está bem abandonado. O bairro em que morei de 1985 a 2008 está cada vez mais largado.

Voltei à ativa na tarde de segunda-feira com clássico pelo Brasileiro sub-20. Joguinho bom de assistir.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2x0 São Bento

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Lucas Guimarães Horn/RS; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Marco, Makelele, Fellipe Ferreira, Bruno Formigone, Alan Dotti (AT-S), Dogão; Gols: Caíque 34 do 1º, Lucas Douglas 45 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão, Willian Magrão, Patrick e Marco (Diego Jussani); Caíque (Tauã), Cesinha (Maykinho), Marzagão e Raphael Luz (Felipe Souza); Ermínio (Tito) e Lucas Douglas. Técnico: Fernando Marchiori.
São Bento: Airon; Makelele, Dogão, Fellipe Ferreira e Alysson (Marcelo Sendeski); Fábio Bahia (Léo Costa), Bruno Formigone (Fraga) e Kayan; Papa Faye (Igor Bolt), Johny e Ayrton (Judson). Técnico: Paulo Roberto.
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terça-feira, 6 de julho de 2021

Oeste segue sem vencer no Brasileiro da Série C

Texto e fotos: Fernando Martinez


Eu nem lembro a última vez que tinha acordado tão cedo para ver um jogo de futebol como aconteceu no sábado. Bom, desde que a presença do Oeste no Campeonato Brasileiro da Série C foi sacramentada, coloquei como um dos objetivos ver o duelo do rubrão contra o genial Ypiranga de Erechim na Arena Barueri. Mesmo com o apito inicial desse duelo marcado para às 11 da matina, encarei a missão e me mandei até a cidade da Grande São Paulo.

Por ser contrafluxo, o trem estava vazio. Apesar do sol, o vento frio da madrugada se fazia presente. Como não estava a fim de andar, peguei um Uber - um dos únicos politicamente conscientes que existem e, território tupiniquim - na estação de trem e rapidinho estava no estádio. Lá encontrei pela primeira vez no ano a dupla Mário e Lucas, amigo que vem fazendo um grande trabalho atrás do Brusque na Série B. Foi apenas o segundo jogo no ano que tive companhia em 2021.



A Arena Barueri vazia na manhã de sábado e os capitães com o quarteto de arbitragem posando para a foto oficial

Cobri a derrota do Oeste contra o Mirassol na estreia na Arena. Não há dúvidas que a performance é assombrosa e absurdamente ruim. Quem viu a equipe ir bem na A2 e chegar perto do acesso se espanta com a mudança. Nas cinco rodadas disputadas, nenhuma vitória conquistada e pior, nenhum gol a favor. Confesso que gostaria de saber o motivo do caldo ter entornado tão cedo. Como desgraça pouca é bobagem, o adversário da vez era o vice-líder do Grupo B.

O Ypiranga fez bonito no Gauchão, ficando em quinto lugar. Começou a Série C com tudo somando três vitórias, um empate e apenas uma derrota. Presente no torneio desde 2016, o escrete gaúcho foi líder do Grupo B em 2019 e 2020 e não subiu ano passado por detalhe. Certamente disputarão o acesso novamente. Falando da história deles conosco, o Canarinho debutou no JP há 15 anos em empate contra o extinto Porto Alegre FC no magnífico Lami Parque. A última vez foi em 2017, em triunfo contra o São Bento em Sorocaba também pela terceirona nacional.

Quando a ação começou, ficou clara a diferença das campanhas, principalmente na etapa inicial. O Ypiranga não deu a menor chance ao onze local e construiu uma boa vantagem já nos primeiros 45 minutos. O Oeste começou a peleja meio fora do ar e com quinze minutos o placar já era de 2x0 contra. O tento que abriu a vitória gaúcha saiu aos cinco minutos. Jonathan cruzou da esquerda, a zaga não foi capaz de afastar e Sodré testou do segundo pau.

Aos oito Léo Artur avançou com liberdade pela esquerda e chutou de longe. A bola saiu à direita de Deivity. Aos dez, Silvano cruzou e Quirino chegou um milésimo atrasado. Quatro minutos depois ele não vacilou. O atleta recebeu lançamento longo em profundidade, avançou sozinho, driblou Rodolfo e ampliou a vantagem. O rubro-negro conseguiu criar seus momentos e aos 32 Deivty fez boa defesa em tiro de Léo Artur.

Aos 34 o Oeste finalmente fez o primeiro gol na Série C após 484 minutos. Deivid cruzou da direita na cabeça de Zeca. O ataque foi bom, mas Deivity falhou no lance. O Ypiranga nem deixou a equipe paulista pôr as manguinhas de fora. Aos 36 por pouco não fez o terceiro em cabeçada de Dico. Aos 39, tudo deu certo. A zaga local estava toda desarrumada e viu Muriel entrar na área, rolar até Dico e o camisa 11 não perdoar.


Quirino (9) subindo e a zaga do Oeste interceptando o lançamento


No início o Oeste criou bons momentos para abrir o marcador


Cruzamento de Jonathan que originou o primeiro gol visitante, marcado por Sodré



Duas ótimas oportunidades criadas pelo escrete paulista



Bola no fundo da rede rubro-negra no 0x2 e a comemoração de Quirino

Não restava alternativa ao Oeste a não ser atacar em peso buscando diminuir o prejuízo no tempo final. O Ypiranga recuou e durante meia hora os paulistas foram melhores. Assustaram em tiros de longe aos dois e cinco minutos e marcaram pela segunda vez aos 15. A defesa gaúcha afastou mal cobrança de escanteio e Léo Ceará acertou um belo chute de fora da área. Kalil chegou perto do empate aos 27 em investida pela esquerda que terminou com boa intervenção de Deivity.

É, acontece que quando a fase é ruim, não tem muito o que fazer. Mesmo melhor em campo, o Oeste sofreu o quarto gol no primeiro ataque de perigo do Ypiranga. Fidelis cruzou rasteiro da direita, a pelota passou por todo mundo na área, incluindo Rodolfo, e chegou em Dija Baiano. O camisa 23 estava livre e ganhou aquele presente perfeito. Ele escorou tranquilamente e fez a festa. Foi o golpe fatal no onze de Barueri. Nos acréscimos, Júnior Alves foi expulso após cometer falta dura e só não deu uns tapas no árbitro pois foi contido pelos colegas.





No segundo tempo a partida continuou animada. O Ypiranga buscando ampliar a vantagem e o Oeste querendo diminuir o prejuízo



Fidelis (15) cruzando da direita para o gol de Dija Baiano. O Ypiranga fechava o marcador na Arena Barueri


Júnior Alves foi expulso nos acréscimos e por pouco não agrediu o árbitro pernambucano

Fim de papo na Arena: Oeste 2-4 Ypiranga/RS. Com a vitória do São José contra o Mirassol o rubro-negro agora é o lanterna do Grupo B da Série C. Tudo bem que são 18 jogos na fase inicial e faltam ainda dois terços até a rodada final. Agora, é fato que as coisas precisam mudar o quanto antes em Barueri. A Série D é uma realidade caso não comecem a mostrar resultados. Na semana que vem pegam o Ituano, time que venceu os últimos três confrontos. Moleza... só que não. Já o Ypiranga está em segundo na chave, atrás apenas do líder invicto Criciúma.

Na companhia da dupla de amigos peguei uma carona até o metrô Tietê e dali voltei ao QG da Zona Oeste. Foi um sábado com Eurocopa e Copa América na programação. No domingo voltei à ativa com outro compromisso lusitano na Série D.

Até lá!

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Ficha Técnica: Oeste 2x4 Ypiranga/RS

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Michelangelo Martins Junior/PE; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Dico, Deivity, Kauã Jesus; Cartão vermelho: Júnior Alves 48 do 2º; Gols: Sodré 5, Quirino 14, Zeca 34 e Dico 39 do 1º, Léo Ceará 14 e Dija Baiano 31 do 2º.
Oeste: Rodolfo; Luís Ricardo, Victor Lisboa, Júnior Alves e Davi (Douglas); Alison, Deivid (Tite), Bruno Miguel (Léo Ceará) e Kauã Jesus; Zeca (Kalil) e Léo Artur (De Paula). Técnico: Roberto Cavalo.
Ypiranga/RS: Deivity; Muriel, Douglas, Kanu e Jonathan; Mikael, Silvano (Erick), Clayton (Fidélis) e Sodré (Luiz Felipe); Quirino (Christopher) e Dico (Dija Baiano). Técnico: Júnior Rocha.
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sexta-feira, 2 de julho de 2021

Jogo fraco no Allianz e triunfo palestrino contra o Bahia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram mais de dez dias longe dos gramados. Perdi alguns jogos e o HD do meu computador. Fotos que não poderia ter perdido e arquivos que miseravelmente não fiz backup agora jazem no céu eletrônico. De luto, descolei ânimo e retornei ao normal na quinta-feira com a estreia do JP no Campeonato Brasileiro sub-20 em 2021. Direto do Allianz Parque, acompanhei o duelo entre Palmeiras e Bahia pela segunda rodada.

Organizado pela CBF desde 2015, o torneio terá pelo terceiro ano seguido os 20 melhores clubes do ranking nacional da entidade jogando entre si em turno único na fase inicial. Os oito melhores estarão nas quartas. Depois, semi e a grande decisão. Nas seis edições realizadas até hoje, enorme equilíbrio com seis campeões diferentes. O Atlético Mineiro é o detentor do título, conquistado nos pênaltis em cima do Athletico/PR.

Na rodada de estreia, os dois times empataram seus compromissos: o alviverde com o Atlético/GO e o tricolor com o Fluminense. Na temporada 2020 pelo Brasileiro, triunfo paulistano por 5x3 no Nordeste. Pela Copa do Brasil, também ano passado, o Bahia devolveu com juros o revés e venceu duas vezes o Palmeiras na semifinal, se credenciando para disputar - e perder - a decisão com o Vasco da Gama. Boa hora dos palmeirenses devolverem as derrotas.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times no gramado sintético do Allianz Parque. Só faltou o árbitro preencher a súmula de forma correta

O grande problema foi que a partida foi bem abaixo do esperado. O Bahia ficou os 90 minutos na defesa e não teve nenhum momento de perigo. Sério, nenhum mesmo. Para a sorte dos baianos, o Palmeiras também não estava nos seus melhores dias, já que o toque final foi falho em todas as investidas que criou. Os donos da casa tiveram três chances dignas de registro na etapa inicial.

Aos 13, Bruno Menezes recebeu passe na direita, foi até a esquerda e chutou forte. O tiro bateu na rede pelo lado de fora. Aos 24 ele de novo aproveitou rebote, finalizou com força e a zaga afastou. A zaga visitante novamente salvou a pátria aos 41 quando Kevin foi travado em lance pela lateral. E foi só.




Pouco se viu no primeiro tempo de Palmeiras x Bahia. Os locais estavam com pouca inspiração, enquanto os visitantes passaram do meio de campo duas ou três vezes

No segundo tempo, o Palmeiras permaneceu com a bola nos pés e pouca efetividade. Aos quatro, Kevin cortou para o meio e arriscou. Vinícius Favero se esticou todo e mandou pela linha de fundo. Sem ser injusto e falar que o Bahia nada fez, a única vez que se aproximou da área local foi aos doze minutos em chute da esquerda que Kaíque defendeu sem problemas. Aos 15, tiro de longe do ataque paulistano que passou perto.

Após esse lance a peleja caiu ainda mais de produção e a acompanhar a CPI da Covid via celular foi melhor do que Palmeiras e Bahia apresentavam no gramado sintético do Allianz Parque. Perdi um jogo com quatro gols na terça-feira e um com sete na quarta, então a cada volta do relógio o desânimo aumentava por estar prestes a ver um 0x0. Nada acontecia até que Henri subiu de cabeça e completou com estilo escanteio da esquerda aos 34 minutos. Ufa!


O jogo estava tão fraco que a emoção mesmo ficou por conta da CPI da Covid que acompanhei via celular. Não faltou emoção em Brasília




A peleja estava com carinha de 0x0 até que Henri fez o gol da vitória aos 34 minutos. Não tem foto pois a câmera estava desligada, fato que aconteceu por quase todo o tempo final

Sem tempo de mais nada, a partida ficou no Palmeiras 1-0 Bahia. Se não fosse o zagueiro alviverde eu teria visto um 0x0 após quatro meses. O triunfo colocou os paulistanos na oitava colocação com quatro pontos ganhos, enquanto o escrete nordestino é o 13º com um. O torneio está no começo e não tem como fazer absolutamente nenhuma previsão por enquanto. A decisão está prevista apenas para novembro.

Voltando ao velho ritmo, a ideia é emplacar três coberturas de sábado a segunda-feira. Vamos ver se o ânimo e a força de vontade me deixam completar a trinca.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 1x0 Bahia

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: João Vitor Gobi; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Garcia, Everton; Gols: Henri 34 do 2º.
Palmeiras: Kaíque; Garcia (Ramon), Henri, Ruan Santos (Naves) e Vanderlan (Vitor Hugo); Fabinho, Pedro Bicalho (Yago Santos) e Jhonatan (Vitinho); Kevin, Newton e Bruno Menezes (Gabriel Silva). Técnico: Wesley Carvalho.
Bahia: Vinícius Favero; Rander, Guilherme, Barcellos e Ryan; Matheus Lins, Miqueias (João Vítor) e Hiago (Domingos); Everton, Gregory e Gilmar (Raí). Técnico: Eduardo Guadagnucci.
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quarta-feira, 23 de junho de 2021

Palmeiras goleia e rebaixa o Napoli para a A2 feminina

Texto e fotos: Fernando Martinez


Domingo foi um dia de preguiça e frio e arranjar forças para sair de casa não foi nada fácil. Descolei um ânimo extra por imaginar que a chance de goleada no duelo entre Palmeiras e Napoli pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino no Allianz Parque era bastante grande. Minha expectativa se consolidou no que foi a maior goleada da edição 2021 do torneio.

O alviverde chegou nesse compromisso com o segundo lugar consolidado após o triunfo corintiano em cima do Minas Brasília na véspera. O resultado não mudaria em nada a situação do escrete paulista ao final da fase inicial a não ser que a invencibilidade no certame seria ampliada. Já falando do Napoli, atual campeão invicto da Série A2, a peleja era de extrema importância pois poderia decretar de vez o rebaixamento matematicamente falando.

Estivemos na primeira apresentação das catarinenses no Brasileirão em 17 de abril. A derrota por 3x0 contra o Corinthians no confronto das duas campeãs nacionais de 2020 não foi uma surpresa e a expectativa era que pudessem ao menos se segurar na A1 na temporada de estreia. O que se viu, porém foi uma campanha muito ruim com apenas uma vitória - contra o Avaí/Kindermann, clube da mesma cidade - em treze jogos. Caso fossem derrotadas pelo Palmeiras a queda estaria confirmada.




Direto das cabines do Allianz Parque, as imagens oficiais das duas equipes posadas e depois do quarteto de arbitragem e das duas capitãs

Sem desmerecer as meninas do sul do país, acredito que nem o mais fiel torcedor napolitano acreditava em um bom resultado na capital bandeirante. Elas lutaram, foram leais e não desanimaram por um minuto sequer... pena que no fim não teve choro nem vela e o rebaixamento se tornou realidade. As palmeirenses colocaram a maior capacidade técnica no gramado e não tomaram conhecimento das visitantes.

A etapa inicial foi uma sinfonia de uma nota só. Bia Zaneratto abriu a contagem aos nove minutos e Thais ampliou aos 13 em belo cruzamento de Maria Alves. Dos 17 aos 41 as meninas chegaram perto do terceiro tento em seis momentos, a principal deles aos 29. O Napoli passava do meio de campo em investidas esporádicas e facilmente neutralizadas pela zaga alviverde. Apesar da pressão, somente aos 43 e 45 o marcador foi ampliado. Primeiro Duda Santos aproveitou rebote de Gaby em finalização de Bruna Calderan e depois Thaís, de novo de cabeça, fez o quarto.


Tirando um ou outro ataque, o Napoli praticamente viu o Palmeiras jogar durante os 90 minutos na capital paulista


Bia Zaneratto abrindo o marcador aos nove minutos


Aos 13, Thaís marcou o segundo tento alviverde de cabeça


Boa chance pelo lado esquerdo do ataque local


Duda Santos saindo para comemorar o terceiro gol da noite, sem chances para Gaby

As locais diminuíram o ritmo no tempo final, o que não impediu que chegassem às redes outras vezes. Aos 10, Julia Bianchi cobrou escanteio na cabeça de Agustina, que anotou o quinto. O placar só voltou a ser alterado após o trigésimo minuto. Foi Maria Alves, recém-contratada da Juventus de Turim, que fez o sexto aos 30 completando bom lançamento na área. Tainara fez o dela aos 35 e Bia Zaneratto, a grande artilheira da competição, deu números finais aos 49 recebendo bom passe de Chú.


Na etapa final, o Palmeiras se manteve o tempo todo dentro do campo de defesa catarinense


Agustina cabeceando no que seria o quinto gol do Palmeiras no Allianz


O zaga do Napoli sofreu contra o rápido e bem armado time paulista


O cruzamento de Chu para o gol de Maria Alves, o sexto, aos 30 minutos


Bia Zaneratto fechou o massacre aos 49 com um belo chute no canto esquerdo


Placar final da maior goleada da edição 2021 do Campeonato Brasileiro Feminino que decretou matematicamente o rebaixamento do Napoli

O Palmeiras 8-0 Napoli foi a maior goleada do Brasileiro Feminino edição 2021 superando o 8x2 aplicado pelo Corinthians em cima do São José. Além disso, a invencibilidade chegou a 14 partidas. Já a equipe catarinense estará na Série A2 de 2022, voltando à segundona um ano após o acesso. Fica a torcida para que possam fazer um trabalho de resgate na próxima temporada.

Sem mais delongas, deixei a casa palmeirense com destino ao QG da Zona Oeste rapidinho pois a fome já estava tomando conta do meu ser. Futebol de novo provavelmente no fim da semana se o ânimo e a Eurocopa deixarem.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 8x0 Napoli

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Ottilia; Gols: Bia Zaneratto 9, Thaís 13, 45 e Duda Santos 43 do 1º, Agustina 10, Maria Alves 30, Tainara 35 e Bia Zaneratto 49 do 2º.
Palmeiras: Jully; Bruna Calderon (Tainara), Agustina, Thaís (Giovana), Rafaelle e Camilinha (Chu); Duda Santos (Carol Baiana), Julia Bianchi e Katrine; Bia Zaneratto e Maria Alves (Ottilia). Técnico: William Bitencourt.
Napoli: Gaby; Miriam, Vero, Thays e Thaini; Julia (Jaine), Treyci, Luana (Naiane) e Larissa Vasconcelos (Yaki Vecca); Soraya (Aninha) e Malu (Karen). Técnica: Carine Bosetti.
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