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sexta-feira, 3 de setembro de 2021

No aniversário de 111 anos, nova goleada corintiana no Paulista Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Setembro começou bem cedo com minha visita a um grande aniversariante. O 1º de setembro marca o aniversário do Sport Club Corinthians Paulista e tive o prazer de ver o time feminino em ação atuando no histórico campo, o Estádio Alfredo Schurig, pelo Campeonato Paulista Feminino. Deixando a comemoração ainda melhor, o adversário foi o Nacional.

Cheguei cedo na casa alvinegra e, diferente do que está rolando nas outras categorias, fui obrigado a dar aquela enorme volta para entrar no clube pelo portão do tamboréu, quase na Marginal Tietê. Um rapaz, certamente algum aspone, deu um show de falta de educação e não permitiu que passasse por trás do estádio. Fazia tempo que não rolava essa zona. É a síndrome do pequeno poder em seu estado cristalino.




Corinthians e Nacional posados e a imagem das capitãs com o quarteto de arbitragem

O sol brilhava forte e fiquei nas cabines acompanhando uma partida que todo mundo sabia quem venceria, restando apenas saber por quanto. O Corinthians é a maior força da categoria e vinha de um ótimo trunfo contra a Ferroviária fora de casa na ida da semi do Brasileiro. No estadual, três jogos, três vitórias e o favoritismo total. O Nacional tinha apenas um ponto, sofreu duas goleadas seguidas e queria perder de pouco.

Quando a ação começou, nenhuma surpresa. Mesmo com um time misto, as comandadas de Arthur Elias não tiveram dificuldade. O que complicou foi uma certa preguiça e uma boa pitada de preciosismo. O primeiro tempo foi repleto de lances que, se tivessem atuado com mais disposição, teriam chegado às redes sem dificuldades. Antes de Pardal abrir o placar de cabeça aos 23 minutos, o Timão já tinha posto duas bolas na trave.

Conforme a peleja foi seguindo, as locais finalizaram outras duas vezes no travessão até que Bianca Gomes ampliou aos 45. Na virada para a segunda etapa o duelo tomou um rumo diferente e durante os 15 minutos iniciais o que se viu foi um aproveitamento enorme: de cinco oportunidades criadas, quatro viraram gols. Grazi, Diany, Miriã e Jheniffer anotaram na sequência. Depois disso, nova pasmaceira e o desânimo tomou conta.

O lance mais agudo até os minutos finais foi o único do onze visitante. A goleira da casa Natascha estava acompanhando as suas companheiras no ataque do círculo central. Em uma troca de passes que deu errado, a pelota sobrou com Mari. Ela chutou do meio-campo e, aproveitando o fato da arqueira estar super adiantada, a finalização tirou tinta da trave. Foi um pecado! Jogando na base do banho-maria, o time da casa ainda foi capaz de marcar pela sétima vez com a camisa 14 Tarciane.


Marcação firme da equipe corintiana no meio-campo



Detalhes dos dois primeiros gols alvinegros marcados por Pardal e Bianca Gomes na etapa inicial




Grazi fez o terceiro logo no primeiro minuto do tempo final. Miriã marcou o quinto e Tarciane, de cabeça, fechou a goleada



Não foi uma atuação maiúscula, mas o novo triunfo manteve o Corinthians na primeira colocação do Paulista Feminino

O placar de Corinthians 7-0 Nacional foi pouco perto do que poderia ter sido. Agora as mosqueteiras seguem para a volta da semi do Brasileirão buscando a vaga na quinta decisão seguida. Ao escrete ferroviário, a esperança é ganharem outro pontinho até o final da primeira fase e a certeza de que estão adquirindo bastante experiência.

Saí com o Parque São Jorge já respirando os ares de 111 anos de vida do clube da Zona Leste. Achei bem legal poder ver um jogo em um dia tão especial. Sem tempo a perder, fui ao metrô encontrar o amigo Milton Haddad pois tinha sessão vespertina de futebol na Comendador Souza pela Segundona.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 7x0 Nacional

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Miriã, Katiuscia; Gols: Pardal 23 e Bianca Gomes 45 do 1º, Grazi 1, Diany 4, Miriã 11, Jheniffer 14 e Tarciane 40 do 2º.
Corinthians: Natascha; Katiuscia, Pardal (Giovanna Campiolo), Tarciane e Yasmim (Juliete); Grazi (Andressinha), Diany (Ingryd), Miriã (Gabi Portilho) e Cacau; Bianca Gomes (Adriana) e Jheniffer. Técnico: Arthur Elias.
Nacional: Lavínia; Ju Primon, Gio Mendes (Victória) (Maria), Camila e Jeniffer; Emily (Rafa), Mariana, May (Fran) e Cinthia; Mari e Vitoriano (Mica). Técnico: Luiz Souza.
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quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Palmeiras anota sua maior goleada na história da Copa do Brasil sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de um domingo em que tudo deu errado, a noite de terça-feira reservou uma grata surpresa. Fui de novo ao Allianz Parque acompanhar o duelo de ida da segunda fase da Copa do Brasil sub-17 entre Palmeiras e Confiança. O alviverde era franco favorito, o que eu não contava era que estava prestes a ver outra goleada monstro pouco tempo depois do 14x0 de Cotia.

Na primeira fase o alviverde não tomou conhecimento da Desportiva Paraense e aplicou um 9x0 também na capital paulista. Jogando contra o Confiança, time de Série B e que eliminou o Ríver jogando no Piauí, achei que pudesse ser um confronto relativamente parelho, apesar do favoritismo paulista. Vale lembrar que a fase de oitavas de final é disputada em ida e volta.



Visão geral do Allianz Parque para Palmeiras x Confiança e o árbitro batendo aquele papo com os capitães

Cheguei no estádio cedo e fiquei um bom tempo conversando com a simpática assessora de imprensa do Palmeiras. Ela me informou, entre outras coisas, que a ideia é que o local seja utilizado com mais frequência pela base mesmo quando a torcida retornar. Notícia boa pensando em todos que ainda não conhecem a cancha. Foi quase uma hora de papo até que eu subi para as limpíssimas cabines de imprensa, algo raro.

A partida começou e aos dois minutos o Palmeiras mostrou o cartão de visitas com o gol de Thalys de cabeça. Já deu aquela animada na esperança de ver muitos gols. Aos 15, Daniel ampliou completando cruzamento de Robert. Após o 2x0 no placar, os locais sossegaram o facho e atacaram com menos intensidade. Mesmo assim o Confiança pouco fez e não foi páreo. Apesar de criarem quatro boas chances, o marcador permaneceu sem alterações.



Dois ataque do Palmeiras no primeiro tempo. Os donos da casa não foram tão perigosos assim durante os 45 minutos iniciais


Um raro escanteio a favor do time sergipano


Marcador do Confiança fazendo um balé para tentar interceptar o passe adversário

Dava para sentir que se forçassem um pouco a defesa do Dragão poderia sair uma goleada. Confiei nos atacantes alviverdes, desci das cabines e fui acompanhar o ataque paulistano de perto nos últimos 45 minutos. Foi a melhor decisão que poderia ter tomado pensando em captar fotos boas. O Confiança sofreu do começo ao fim e saiu de campo com uma goleada monstro na sacola.

João, goleiro sergipano e grande destaque da noite, não queria deixar a rapaziada da casa comemorar e salvou três gols certos dos cinco aos sete minutos. Luís Guilherme e Wendell por duas vezes ficaram no quase. O Confiança segurou a onda até os 13 minutos, momento em que Daniel aproveitou passe de cabeça de Luís Guilherme e marcou pela terceira vez. Depois disso, foi um massacre.

Allan anotou aos 15 e aos 25, chegando aos 5x0. Cauâ Vinícius bateu pênalti sofrido por Daniel aos 27, Wendell deixou o dele aos 35 e na sequência Daniel, um dos melhores do onze palestrino, anotou o oitavo aos 36. Na arquibancada passei a acreditar que os dois dígitos eram uma possibilidade enorme. Aos 40 Kauã Oliveira fez o nono e no último lance, Luís Guilherme recebeu belo passe de Wendell e fechou a fatura.


Se na etapa inicial o alviverde não foi tão incisivo, na etapa final o cenário foi bastante diferente. A zaga do Confiança sofreu durante todo o tempo


Luís Guilherme ajeitando para Daniel (no meio da área) marcar o terceiro gol alviverde


Allan tocando na saída de João... 4x0


De novo Allan marcou. Ele recebeu na esquerda e acertou um chutaço sem chances para João. Era o quinto tento palmeirense


Kauan Vinícius bateu pênalti de forma primorosa e fez o sexto gol da noite


Detalhe do sétimo gol. Wendell fez aproveitando rebote de João em chute de Danilo


Foi uma cabeçada até certo ponto sem muita pretensão, mas a trajetória da bola pegou João de surpresa. Daniel fez o seu terceiro e o oitavo gol paulista


Kauã Oliveira comemorando o 9x0 aos 41 do tempo final


No último lance da noite Luís Guilherme recebeu na esquerda, invadiu a área e bateu na saída de João. Era o décimo gol dos donos da casa

Fim de cotejo: Palmeiras 10-0 Confiança. Foi a maior goleada do alviverde na história da competição e a quinta maior em todos os tempos. Detalhe: das cinco maiores, quatro aconteceram em 2021, entre elas o São Paulo 14x0 Santo Antônio/MS, a maior de todas. Isso mostra que a parada da pandemia fez muito mal aos times pequenos. Bom, o compromisso de volta será apenas protocolar, já que obviamente o onze paulista não vai perder por dez gols de diferença. Apesar de tudo, parabéns pela atuação digna do time nordestino.

Dando aquela olhada marota na minha lista de jogos, vi que foi o sexto 10x0 da vida, o primeiro desde o Portuguesa 0x10 Santos pelo Paulista Feminino em 2018. Também foi a 15ª vez em 3.192 partidas que vi uma equipe marcar dez gols ou mais. Digamos que não é toda hora que vejo algo assim.

Com essa cobertura encerrei os trabalhos no mês de agosto. Setembro começou cedo, na manhã do dia 1º, com uma visita a um aniversariante ilustre.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 10x0 Confiança

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: José Guilherme Souza/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Wendell; Gols: Thalys 2 e Daniel 16 do 1º, Daniel 13, Allan 16, 25, Kauan Vinícius 28, Wendell 35, Daniel 36, Kauã Oliveira 41 e Luís Guilherme 45 do 2º.
Palmeiras: Addi; Robert (Zuin), Mina, Serafim (Kauã Oliveira) e Léo; Jean Carlos (Kauan Vinícius), Marquinhos (Allan), Luís Guilherme e Thalys; Daniel (David Kawan) e Canadá (Wendell). Técnico: Orlando Ribeiro.
Confiança: João; Thassyo, João Vítor, Dudu e Luciano (Gabriel Bezerra); Seedorf, Robert, Kauan e Thayran (Diogo); Matheusinho e Thewilly (Matheus Estevão) (Gilvan). Técnico: Marcílio Campos.
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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

O não-jogo entre Barcelona e Paulista de Jundiaí pela Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


A manhã do domingo reservava um jogo imperdível pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O encontro surreal entre Barcelona Capela e Paulista de Jundiaí no Estádio Nicolau Alayon. Confronto válido pela terceira rodada da fase inicial em seu Grupo 4. Confesso que aguardava essa peleja com bastante ansiedade.

O Elefante vinha de duas derrotas - 0x2 contra o Mauaense também no Nacional e 0x2 contra o Flamengo em Guarulhos - e buscava melhor sorte contra o tradicionalíssimo Galo do Japi. O time jundiaiense foi campeão da competição em 2019, mas fez uma A3 horrorosa em 2020 e retornou à última divisão. Na estreia, empate contra o Corvo e na sequência um revés até certo ponto inesperado contra o Colorado de Caieiras.

Fez frio no domingo e até o decano Milton Haddad resolveu acompanhar tudo de uma grade nos campos sintéticos que ficam no portão da ambulância. Como ali existe uma visão boa e ele estava há um ano e meio sem futebol ao vivo, o velho amigo quis retornar à ativa na base do improviso. Pena que não teve futebol e vimos uma série de acontecimentos lamentáveis.


Barcelona e Paulista pisando no gramado do Nicolau Alayon




As fotos clássicas dos times posados e do quarteto com os capitães antes do não-jogo pela Segundona

As equipes foram ao gramado na hora marcada e, pouco antes do apito inicial, notamos que o quarteto de arbitragem estava próximo aos bancos de reservas. No mesmo momento vi a ausência da famigerada ambulância. Bom, na verdade faltavam as DUAS definidas pelo regulamento. Já pintou aquele desespero e o que ouvíamos era que "ela estava chegando".

Ficamos esperando a boa vontade e pouco antes das dez e meia pintou uma, só que no portão errado. Aí foi mais tempo até ela chegar no local determinado. Ela chegou, de acordo com o relato dos que estavam no gramado, faltando um integrante. Quando bateu exatamente 30 minutos de atraso o Paulista passou a fazer pressão na arbitragem para que a maior autoridade em campo desse o WO. O que se viu a partir daí foi aquele disse-não-disse e muita pressão visitante.

Por volta das 10h40 pintou a segunda ambulância no horizonte. Alguém na arquibancada deu a letra e ao mesmo tempo o escrete de Jundiaí retornou aos vestiários. Ficou claro que eles não queriam correr o risco de disputarem a partida e perderem algum ponto. O Barcelona tentou convencer a todos que estava tudo certo... e não teve sucesso. Por volta das 10h45 o árbitro desistiu de esperar. Na minha visão, dava tranquilamente para a bola rolar. Faltou uma pitada de bom senso a mais.

Quando fomos atrás de explicações, ficamos sabendo que o clube da capital foi o menos culpado. A ambulância contratada simplesmente achou que o horário da peleja era às três da tarde. Quando os responsáveis do Barcelona se tocaram que a rapaziada não chegaria, chamaram outra às pressas. De qualquer forma agora a situação fica por conta do STJD. Lamentável.



Aquele bate-papo nada proveitoso na espera pela partida. O que vi de barbaridade nesse meio-tempo não foi brincadeira


Já com o jogo suspenso, o elenco do Barcelona se reuniu no centro do gramado. Uma manhã vergonhosa no Nacional

Eis que fiquei sem o jogo da manhã e sem o jogo da tarde pelo Brasileiro sub-20, pois a CBF mudou o horário no sábado. Tinham outras pelejas na parte da tarde pela Segundona, porém como não estava credenciado, não restava opção a não ser pegar o caminho de casa. Para quem estava com planos de ver uma rodada dupla ficar sem nada é complicado.

Até a próxima!


Atualização: Em 13 de setembro o STJD decidiu que o Barcelona perdeu os pontos e foi obrigado a pagar multa de R$ 100,00. A gente já imaginava...

Sem dificuldade, Portuguesa vence o Madureira no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sábado a Portuguesa fez sua última apresentação no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte na primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário foi o glorioso Madureira do Rio de Janeiro, um dos clubes mais legais do estado vizinho. Não via o Tricolor Suburbano ao vivo desde 2015, também contra o rubro-verde no Canindé pela Série C.

A Lusa entrou em campo classificada por conta dos resultados da tarde, então queria os três pontos para roubar de novo o primeiro lugar que o Santo André tomou horas antes. Os visitantes estavam há cinco compromissos sem vencer e eu sinceramente não achava que quebrariam a marca. Da minha parte, não foi fácil vencer a preguiça. Como é tudo pelo social sempre, descolei aquela famosa força que nem de locais que nem sabemos que existem.


Portuguesa e Madureira antes do jogo válido pela 13ª rodada do Grupo A7 da Série D


Se o fotógrafo da Portuguesa não faz a foto posada nunca, pelo menos dessa vez o fotógrafo visitante fez. Mesmo de longe, aqui está o glorioso Madureira


Capitães das agremiações e quarteto de arbitragem

Direto das cabines vi um jogo de um time só. A Portuguesa tomou conta das ações e não sofreu nada. O Madureira manteve a sequência negativa e nada fez. Willian Magrão quase abre o placar aos sete em cabeçada após escanteio da esquerda. Aos 15, Danilo Pereira acertou uma bomba de fora da área e Davi fez milagre. Dez minutos depois, duas chances seguidas: Tito mandou uma bicuda que a zaga salvou em cima da linha, no rebote Magrão chutou por cima.

O Madureira foi segurando a pressão paulista em banho-maria e acabou sofrendo o gol no apagar das luzes. Aos 45, Maykinho foi derrubado dentro da área. Lucas Douglas bateu o pênalti na boa e colocou os locais em vantagem. Quando a etapa final começou, tudo se resolveu no comecinho. Em grande passe de Willian Magrão, Danilo Pereira recebeu e atirou cruzado, ampliando o marcador.

Com o 2x0 contra os visitantes se entregaram de vez e a Lusa perdeu a oportunidade de aplicar uma goleada, pois perdeu um monte de momentos. Se faltou gol, não faltou cartão amarelo. Sete atletas que estavam pendurados foram amarelados e ficaram limpos já pensando na segunda fase. A equipe que vai até Cianorte será bastante diferente. Bom, isso na real é o que menos importa.



A etapa inicial teve a equipe paulista jogando melhor e sem sofrer sustos


A foto está tremida, mas vale igual. Aqui um dos lances mais perigosos e que teve defesa magistral de Davi


Lucas Douglas inaugurou o placar no último lance do primeiro tempo




A partida foi meio sem graça no segundo tempo. A Lusa ampliou no começo e depois só segurou a vantagem


Placar final do duelo no Canindé. A Portuguesa vai tentar a liderança da chave na rodada final da fase inicial

O Portuguesa 2-0 Madureira recolocou os paulistanos na liderança do Grupo A7 e jogam para manter essa posição no Paraná na última rodada. O adversário sairá do Grupo A8 e pode ser Caxias, Esportivo, Marcílio Dias ou Juventus de Jaraguá do Sul. Qualquer um menos o Caxias, que já vi várias vezes, está ótimo.

Tinha uma rodada dupla planejada no domingo... só que no fim acabei não vendo absolutamente nada pois a CBF mudou o horário do jogo da tarde na calada da noite e o de manhã teve um lamentável WO. Falarei disso em breve.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2x0 Madureira

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Michelangelo Martins Junior/PE; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Lucas Douglas, Maykinho, Caíque, Marzagão, Wellington Reis, Danilo Pereira, Cesinha, William Magrão, Feijão, Índio, Tanque, Jonnathan Luiz; Gols: Lucas Douglas (pênalti) 45 do 1º, Danilo Pereira 6 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão (Lenon), William Magrão, Patrick e Denis Neves; Caíque (Wellington Reis), Maykinho (Cesinha), Marzagão (Tauã) e Danilo Pereira; Tito e Lucas Douglas (Rafael Tchê). Técnico: Fernando Marchiori.
Madureira: Davi; PC, Mario Pierre, João Pedro (Marcão) e Juninho; Jonnathan Luiz (Lucas Zen), Xuxa (Douglas Cunha), Leandro Sardinha e Marcelinho; Eduardo (Guilherme Augusto) e Índio (Tanque). Técnico: Alfredo Sampaio.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Nacional x Ibrachina: Tudo igual na Comendador Souza

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em 2021 as quintas-feiras estão praticamente reservadas para o Campeonato Paulista sub-20. Na última, fiz minha estreia no Estádio Nicolau Alayon no torneio conferir um duelo inédito pela quarta rodada do Grupo 6: Nacional x Ibrachina. Um jogo que não aconteceria se a FPF não tivesse unificado as duas divisões no ano passado.

Falei aqui sobre o surgimento do clube da Mooca na matéria do emocionante triunfo contra o Red Bull Bragantino na rodada anterior. Na chave, o pessoal do Instituto Sociocultural Brasil-China só pega time tradicional e, obviamente por estarem disputando a competição pela primeira vez, todos os confrontos são inéditos. A ideia de acompanhá-los na Comendador Souza me pareceu muito boa.



Equipes adentrando o gramado histórico do Nicolau Alayon e aquela hora marota de definir quem começa com a bola

Se vi o Ibrachina igual a seleção brasileira na semana anterior, agora vi com o uniforme da seleção chinesa. Eles deixaram uma boa impressão no que vos escreve na virada em cima do Bragabull, mas contra o escrete ferroviário não foram bem. A molecada estava mais preocupada em tentar ganhar as jogadas no grito e com isso os donos da casa atuaram melhor praticamente durante todos os 90 minutos.

O Ibrachina teve só uma chance real na etapa inicial em escanteio pela esquerda aos 18 minutos e conclusão que pegou de leve na trave. Após isso, só deu Nacional. Os dois melhores lances foram aos 30 e 38, ambos os momentos com grande intervenção de Cainã, o melhor do onze visitante, primeiro em cabeçada e depois em conclusão à queima-roupa de Enzo. No intervalo, aquele 0x0 sempre incômodo.






O Ibrachina, que dessa vez jogou de China e não de Brasil, sofreu pressão do Nacional no primeiro tempo mas o marcador não foi alterado

Na etapa final o Ibrachina recuou e os locais foram ainda mais perigosos. Logo na saída o Nacional criou boa oportunidade em tiro de longe que passou perto. Aos cinco Gui fez ótima jogada pelo meio, tirou do zagueiro e obrigou Cainã a fazer boa defesa novamente. Na sequência Gui de novo assustou pela direita. Ele chegou na linha de fundo e cruzou. A bola caprichosamente tocou no travessão.

O gol era questão de tempo... só que ele saiu a favor do Ibrachina. A equipe chegou em chute de fora da área e na sequência ganhou uma falta pela direita. A pelota foi levantada na cabeça de Breno. Ele subiu sozinho e colocou no canto esquerdo de Gustavo. O Naça não desanimou e aos 22 deixou tudo igual com jogada individual de Fabricio. Ele recebeu belo passe, invadiu a área e sofreu pênalti. O jogador continuou de pé e tocou no canto direito.

Com 1x1 a peleja deu uma caída de ritmo e pouco aconteceu. O perigo voltou a rondar a meta visitante somente nos acréscimos em duas chances do bom Nicolas, camisa 7 nacionalista. O grande problema foi que Cainã, o grande destaque da tarde, salvou o Ibrachina. Aos 45 ele salvou ataque cara-a-cara e aos 48 o desviou finalização certeira com a ponta dos dedos.





No tempo final, só deu Nacional... mas foi o Ibrachina que fez 1x0 no único ataque perigoso


O escrete nacionalista empatou pouco depois de sofrer o gol visitante. Apesar de criar vários momentos após o 1x1, não conseguiu a virada

Ao término do tempo regulamentar, o placar de Nacional 1-1 Ibrachina manteve a invencibilidade ferroviária em duas frentes: não ganhou e não perdeu. O escrete da Mooca se mantém nas primeiras posições e certamente vai disputar uma vaga na segunda fase. Da minha parte, não foi a partida mais sensacional do mês de agosto, mas tudo bem. O que vale é ter colocado outro um joguinho na lista.

A programação retorna com tudo no sábado com a última apresentação lusitana na Série D do Brasileiro em sua primeira fase no Canindé.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 1x1 Ibrachina

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitra: Marianna Nanni Batalha; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gui, Kaike, Léo, Henrique, Hugo Silva (AT-I); Cartão vermelho: Hugo Silva (AT-I) 22 do 2º; Gols: Breno 16 e Fabrício 21 do 2º.
Nacional: Gustavo; Kaike, Victtor, Cezinha e Harinson; Léo (Alexander), Matheuzinho (Pedrinho), Marcão (Nicolas) e Gui; China (Gustavo) e Enzo (Fabrício). Técnico: Renan Martins.
Ibrachina: Cainã; Flávio (Samuel), Murilo, Vitão e Dias; Evangelista, Dudu (Kauã), Pablo (Índio) e Breno; Henrique e Matheus. Técnico: Fabiano Carneiro.
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