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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Jogos Nada Perdidos: Palmeiras bate a LDU no Nubank Parque

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se na terça eu acompanhei um jogo fantasma que não teve transmissão e nenhum interesse geral além dos times envolvidos pela Paulista Cup sub-18, na quarta o panorama mudou um pouquinho. Teve noite de Taça Libertadores da América na pauta livre do JP, direto do Nubank Parque. Palmeiras e LDU ficaram frente a frente, abrindo a disputa das quartas de final.

O app Futbology me ajudou a perceber um dado importante há alguns meses: a última derrota que vi do alviverde in loco foi no longínquo 27 de janeiro de 2013, um 3 a 2 sofrido para o Penapolense no Pacaembu. Desde então, eram absurdos 28 jogos e 28 vitórias. Amigos torcedores do time da Zona Oeste clamam pela minha presença mais vezes. Pela Taça Libertadores, eram 13 triunfos em 13 oportunidades, em sequência que começou com um 4 a 0 em cima do The Strongest em fevereiro de 2000.

Ainda em 2000, mais precisamente no dia 3 de março, eu vi a LDU pela única vez até a noite de quarta. Naquela oportunidade, os equatorianos visitaram o Corinthians no velho Paulo Machado de Carvalho e foram goleados por 6 a 0. Foi a primeira apresentação do alvinegro com seu time titular após o título mundial conquistado no Maracanã pouco menos de dois meses antes. Ficar velho também é isso, lembrar de coisas do arco da velha com clareza de detalhes.



Aquela postagem sem times perdidos, mas que vai bem de vez em quando. Palmeiras e LDU posados antes do jogo do ex-Allianz, atual Nubank Parque


Os capitães com o quarteto de arbitragem venezuelano liderado por Jesús Valenzuela

Voltando a 2026, a torcida palmeirense, apesar de ver seu time ganhando muitos títulos há vários anos, vive cabreira com a atual fase. Mesmo indo bem no Brasileirão, na Libertadores e na Copa do Brasil, a rapaziada não confia plenamente na equipe... enfim. Mais de 38 mil pagantes viram um jogo não tão bom do alviverde, mas que teve resultado positivo no fim.

No primeiro tempo, o Palmeiras nem criou tanto assim, porém marcou o seu gol em uma bobagem da zaga visitante, chute de Vitor Roque, rebote do goleiro e cabeçada de Giay. Não foram 45 minutos tão sensacionais. Na etapa final, os mandantes tiveram mais posse e a LDU teve, a rigor, um momento só digno de registro. Mesmo assim, o marcador não foi alterado. O triunfo pela contagem mínima gerou, acreditem, algumas vaias das arquibancadas. Semana que vem é a volta na altitude de Quito. Da minha parte, segue a saga: 29ª vitória alviverde nos últimos 29 jogos vistos.



Imagens do início de Palmeiras x LDU



A finalização de Vitor Roque e a bola dentro da meta após a cabeçada de Giay







No fim, o alviverde não fez uma partida de encher os olhos da sua torcida

Após uma sessão de futebol nada perdido, a ideia é voltar com a programação normal no fim de semana. Isso se São Pedro permitir.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 1-0 LDU

Local: Nubank Parque (São Paulo); Árbitro: Jesús Valenzuela (Ven); Público: 38.458 pagantes; Renda: R$ 3.191.808,35; Cartões amarelos: Gustavo Gómez, Lucas Evangelista, Bruno Fuchs, Michael Estrada, Fernando Cornejo, Yerlin Quiñónez e Gian Allala; Gol: Giay 25 do 1º.
Palmeiras: Carlos Miguel; Murilo, Gustavo Gómez e Barboza; Giay, Marlon Freitas, Lucas Evangelista e Piquerez; Jhon Arias, Vitor Roque (Heittor) e Flaco López. Técnico: Abel Ferreira.
LDU: Gonzalo Valle; Marcelo Weigandt, Gian Allala, Ricardo Adé e Luis Segovia; Fernando Cornejo (Rodríguez), Jesús Pretell (González) e Lucas Rodríguez (Alvarado); Janner Corozo, Yerlin Quiñónez (Carabalí) e Michael Estrada (Deyverson). Técnico: Gustavo Álvarez.

quinta-feira, 10 de setembro de 2026

Paulista Cup sub-18: Um 0 a 0, muitos pênaltis e uma vaga na decisão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Originalmente, na terça-feira passada, eu tinha um compromisso, mas ele foi cancelado na noite de segunda, então a agenda ficou totalmente liberada. Decidi então acompanhar a segunda semifinal da Paulista Cup sub-18, um duelo de conhecidos entre Nacional e São Bernardo no Estádio Nicolau Alayon. Tive a companhia do decano Milton, amigo que não encontrava há bastante tempo.

A Paulista Cup tem ganhado importância a cada ano que passa e, apesar de detalhes que precisam ser melhorados e aperfeiçoados em caráter de urgência, os torneios são bem organizados. Diversos filiados da FPF participam de inúmeras competições. O sub-18 começou em junho e teve 20 participantes. O Nacional chegou na semi vencendo todos os seus seis compromissos, enquanto o Bernô tinha campanha de quatro vitórias, um empate e uma derrota.




Nacional e São Bernardo posando apenas com os titulares e com o fundo das imagens diferente do habitual. Também a foto do trio de arbitragem com os capitãs

O maltratado gramado do campo da Rua Comendador Souza viu um jogo nota 5, nada mais do que isso. Favorito, o escrete local não mostrou o futebol que o levou a ser o maior candidato ao título. Nos primeiros 45 minutos, poucas emoções. Na etapa final, o Naça chegou muito perto de abrir o marcador em duas oportunidades, enquanto o São Bernardo também criou dois momentos de perigo. No fim, um sempre incômodo 0 a 0 e a definição nos pênaltis.







O jogo não foi a maior maravilha do mundo, mas não foi um horror. Não passa de ano, mas foi quase: nota 4.5



O pênalti defendido pelo goleiro nacionalista Bryan e o que garantiu a classificação paulistana para a decisão

Após cinco batidas de cada uma das equipes, 3 a 3. Na primeira cobrança alternada, o Nacional marcou. Na vez do Bernô, o goleiro Bryan pegou o terceiro pênalti e colocou os ferroviários na grande decisão contra o Corinthians, que eliminou o Ibrachina. O clube do Parque São Jorge vai em busca do bi, já que venceu a decisão de 2025 contra o mesmo São Bernardo. Os dois estavam na mesma chave na primeira fase e o Naça venceu por 4 a 1.

Saindo de uma partida totalmente obscura para outra com muito mais interesse, na quarta-feira retornei ao estádio do Palmeiras para uma noite de Libertadores com um time que eu não via ao vivo há mais de 26 anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 0-0 São Bernardo (pen 4-3)

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Vinícius Diniz Camargo; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Matheus, Yohan e Samuel Alves.
Nacional: Bryan; Enzo, Felipe Rodrigues, Felipe Machado e Yago; Matheus (Ryan), Brunão (Quiroga), Pedro Santos e Lucas Lima (Jouberland); Luís Fernando e Yohan (Pedro César). Técnico: Édson Kruss.
São Bernardo: Murilo; Gabriel, Pedro (Alyson), Gui Goto e Daniel; Victor, Cristiano Ronaldo (Fábio), Samuel Alves (Arthur) e Lucas Pardim (João Gabriel); Petter (Pierre) e Cabelo. Técnico: Leonardo Santos.

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Na friaca, Corinthians confirma vaga na semifinal

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fez muito frio na última segunda-feira, feriado de sete de setembro, na capital paulista. Na raça, enfrentei a baixa temperatura para acompanhar a decisão da última vaga na semi do Campeonato Brasileiro Feminino. Fui até o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte acompanhar o confronto entre Corinthians e Cruzeiro, reedição da final do torneio em 2025, na volta das quartas de final.

O final de semana estava com uma programação nota 10... só que São Pedro estragou tudo, mandando muita chuva tanto no sábado quanto no domingo. Como já estou em uma fase light, ficar debaixo d'água não faz minha cabeça como antes. Restou ver o duelo na casa rubro-verde. É, mas não foi fácil sair do QG da Zona Oeste e enfrentar a friaca. Na base do tudo pelo social, não quis deixar o feriado prolongado sem nenhuma cobertura.




A árbitra Rejane Caetano da Silva (CE), as assistentes Maria de Fátima da Trindade (AL) e Patrícia dos Reis do Nascimento (BA), a quarta árbitra Adeli Mara Monteiro (SP) e as capitãs

No duelo de ida, o Corinthians dominou o confronto e venceu pela contagem mínima com um gol no fim. Jogando pelo empate, a vantagem era enorme. Vale registrar a demora na definição do local da peleja. A Neo Química Arena não foi liberada por, na palavra oficial dos dirigentes, ter recebido jogo no dia anterior. Apesar da demora em conseguir tirar laudos que estavam vencidos, o Canindé foi confirmado somente cinco dias antes.

Vale dizer que a CBF obriga os clubes a atuarem em estádios com capacidade mínima para 10 mil pessoas no mata-mata. Isso em um torneio que só tem públicos maiores do que mil almas em fases decisivas, geralmente com o Corinthians sendo mandante. Mais um absurdo entre vários cometidos pela entidade. Não tem o menor cabimento obrigar os times a deixarem as suas casas em uma decisão descolada da realidade. E outro detalhe que vale ser mencionado sempre: a casa das corintianas é a Fazendinha, não Itaquera.

Pouco mais de dois mil torcedores marcaram presença no Canindé e quem foi viu um jogo legal, que começou com um susto para as locais. O Cruzeiro neutralizou a vantagem corintiana com um gol meio esquisito de Marília Furiel logo aos seis minutos. Será que as atletas sentiriam o golpe? Será que a apresentação desastrosa contra o Internacional na última rodada da primeira fase se repetiria? Johnson deu a resposta aos 19 minutos, deixando tudo igual após falha coletiva do sistema defensivo cruzeirense.

O empate foi um golpe decisivo nas intenções do Cruzeiro. O Corinthians passou a dominar a peleja e virou o placar em uma jogada espetacular aos 27. Gabi Zanotti avançou pela direita e cruzou para o meio. Johnson deu um corta-luz incrível e Tamires acertou um chute espetacular, colocando no canto esquerdo e deixando as alvinegras na frente. O 2 a 1 saiu cedo, porém a impressão que tive na beira do gramado era que as mineiras não conseguiriam a classificação.

As alvinegras permaneceram dominando as ações ofensivas na etapa final e Thaís Ferreira ampliou o placar com gol de cabeça aos 15 minutos. Sem mostrar nenhum poder de reação, as cruzeirenses foram pouco ao ataque e não foram derrotadas por uma diferença maior pela falta de pontaria nas finalizações paulistas. No fim, o 3 a 1 colocou o Corinthians na décima semifinal seguida do Brasileirão Feminino. Agora, o adversário em busca de outra decisão será o Bahia. A outra semi terá São Paulo e Flamengo frente a frente.


As jogadoras cruzeirenses comemorando o primeiro gol da tarde/noite






Apesar do 1 a 0 contra, o Corinthians não desanimou e saiu em busca do empate


Johnson deixou tudo igual no Canindé




O início da jogada, a finalização e a comemoração de Tamires no segundo gol alvinegro


Gabi Zanotti, outra vez destaque das paulistas


Na etapa final, o Corinthians seguiu dominando



Detalhe do terceiro gol paulista na fria noite na casa rubro-verde




As mandantes tiveram chances para ampliar a vitória. Na última foto, a goleira do Cruzeiro fazendo falta fora da área

Não sei quais serão as duas equipes que estarão na decisão, mas aposto que a principal emissora que transmite o campeonato vai colocar pelo menos um dos confrontos em dia e horário ruins. Querem apostar?

Até a próxima!

Ficha Técnica: Corinthians 3-1 Cruzeiro

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitra: Rejane Caetano da Silva/CE; Público: 5.701 pagantes (2.201 presentes); Renda: R$ 80.234,50; Cartões amarelos: Duda Sampaio, Vitória Calhau e Cláudia; Cartão vermelho: Nickolas Ferreira (PF-Cru) 49 do 2º; Gols: Marília Furiel 6, Jhonson 19 e Tamires 27 do 1º, Thaís Ferreira 15 do 2º.
Corinthians: Nicole; Gi Fernandes, Erika, Thaís Ferreira e Thaís Regina; Tamires, Duda Sampaio e Gabi Zanotti (Ariel Godoi); Vic Albuquerque (Andressa Alves), Belén Aquino (Day Rodríguez) e Jhonson (Gisela Robledo). Técnico: Emily Lima.
Cruzeiro: Cláudia; Giménez, Capelinha, Vitória Calhau e Bedoya (Rafa Levis); Pri Back (Mari Andrade), Letícia Alves (Ketlin), Vanessinha e Gisseli (Michelle Romero); Byanca Brasil (Radija) e Marília Furiel (Milena Ferreira). Técnico: Jonas Urias.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Corinthians acorda no segundo tempo e goleia o Santa Fé

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo do sábado no Estádio Alfredo Schurig foi válido pelo Campeonato Paulista sub-17 e era um daqueles que a gente não tinha como perder. Afinal, foi a primeira visita do Santa Fé FC à capital em torneios da FPF. Jogar contra o Corinthians foi um dos pontos altos da ainda curta história da longínqua equipe do interior do estado.

Eu tive a chance de ir a Santa Fé do Sul na Copinha e o lugar é longe demais. Distante quase 630 quilômetros da capital, parece que a gente nunca vai chegar. Quanto ao time em si, ele ainda não tinha se apresentado na maior cidade do estado. Conversei com um diretor do clube e ele estava feliz pela oportunidade de enfrentar um grande já na segunda fase do torneio. É a chance que eles esperavam por toda a primeira fase. O clube terminou a disputa do Grupo 1 na quarta colocação, enquanto o alvinegro foi segundo no Grupo 12.




Apenas os onze titulares nas fotos de Corinthians e Santa Fé, como deveria ser em todos os jogos. Abaixo, os capitães e o quarteto de arbitragem

O Corinthians vem fazendo uma grande campanha no Brasileiro da categoria e certamente é um dos candidatos ao título. Só que tem uma coisa complicada na disputa simultânea das duas competições: a manutenção do foco. Pessoas que trabalham no time garantem que é difícil fazer a molecada se concentrar no estadual da mesma forma, e o primeiro tempo na Fazendinha foi uma mostra disso.

O alvinegro foi bem e mandou na peleja, mas jogou sem tanta inspiração e sem aquela intensidade que toda competição deve ter. Miguel Moscardo, um dos destaques do elenco, abriu o marcador aos três minutos e só. Os avantes chegaram a perder algumas chances, mas estava difícil acertarem a meta defendida por João Gabriel. No intervalo, o placar mostrava triunfo parcial pela contagem mínima.

Não consegui ficar na numerada na companhia dos amigos, pois não me deixaram tirar fotos dali. Um absurdo. É a síndrome do pequeno poder em seu grau máximo. Permaneci no gramado de olho no ataque mandante e o panorama foi completamente outro. O alvinegro teve uma atuação de gala. Lucão, aos três, acertou um belíssimo chute de fora da área e ampliou. Miguel Moscardo fez outro e Rhyan Ladeira fez dois, ambos em tiros de longe. Se o time tivesse melhor pontaria, teria marcado pelo menos mais três ou quatro vezes.


O jogo marcou a primeira apresentação do Santa Fé na capital paulista




De cabeça, Miguel Moscardo abriu o placar no Parque




Apesar da pressão, o Corinthians terminou os primeiros 40 minutos com a vantagem pela contagem mínima


Lucão comemorando seu belíssimo gol no começo da etapa final




O Santa Fé não foi capaz de parar o bom ataque paulistano




Bola dentro do gol no quarto e quinto gol corintianos. Na última foto, a comemoração de Rhyan Ladeira


Boa goleada corintiana na Fazendinha em cima do Santa Fé

O Corinthians 5-0 Santa Fé foi pouco diante do tamanho do domínio do onze paulistano na etapa final. Com sete pontos em três jogos, o Timão é líder isolado do Grupo 20, quatro à frente de São José e do próprio Santa Fé. O outro time da chave é o Desportivo Brasil, figurinha carimbada em chaves com o alvinegro.

Deixei a Fazendinha na companhia da dupla Bruno/Milton e peguei o caminho do QG da Zona Oeste. Cortei a sessão vespertina para ficar de boa, já que tinha concurso na manhã do domingo. Como devo visitar a família na semana, o futebol por aqui deve dar uma pausa por alguns dias.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Corinthians 5-0 Santa Fé

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Diego Lopes dos Santos; Público e Renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Rhyan Ladeira; Gols: Miguel Moscardo 3 do 1º, Lucão 3, Miguel Moscardo 18, Rhyan Ladeira 26 e 29 do 2º.
Corinthians: Matheus Alemão; Kevin Fernando, Lucão (Felipe Aguirra), Nathan e Wendel (Pedro Nogueira); Lucas Splichal (Piracicaba), Sales (Tupã) e Gabriel Cordeiro; Matheus Rocha (Rhyan Ladeira), Igor Macedo (Léo Amistá) e Miguel Moscardo (Jerry Vinícius). Técnico: Guilherme Nascimento.
Santa Fé: João Gabriel; Paulo (Jhoy), Gonçalves, Juan e Eduardo; Viquinho (Índio), Brito (Guireli), Pedro (Octávio) e Gabriel (Ryan); Arthur e Ichiro (João). Técnico: Bruno Bazzanini.