Texto e fotos: Fernando Martinez
Retomando a rotina aqui no bom e velho Jogos Perdidos, a tarde de quarta-feira reservou mais um capítulo da triste saga do Nacional no Campeonato Paulista da Série A4. Lanterna com apenas um ponto e nenhum gol marcado em sete rodadas, o onze paulistano recebeu o sempre genial Taquaritinga tentando afastar a zica que parece não ter fim.
No sábado, o técnico Tuca Guimarães reestreou no comando do clube da capital e pouco adiantou: o Tanabi levou a melhor e venceu por 2 a 0. Atuando em casa e já sem muito tempo a perder, vencer era obrigação. O CAT, oitavo colocado com 10 pontos, certamente não seria presa fácil.
Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP
Clube Atlético Taquaritinga - Taquaritinga/SP

Capitães com o árbitro Alef Feliciano Pereira, os assistentes Alison Alberto dos Santos e Mateus Ribeiro e o quarto árbitro Leonardo de Jesus Sampaio
Na companhia do decano Milton Haddad acompanhei um primeiro tempo em que o Nacional não foi mal. Os donos da casa criaram quatro boas oportunidades: duas delas pararam em ótimas defesas de Vinícius e outra teve a zaga salvando em cima da linha. As investidas visitantes pouco assustavam. O grande problema é que o Nacional está com alma e cara de rebaixado e, no último lance da etapa inicial, Thiaguinho acertou um chute no canto e abriu a contagem para o CAT.
O lance foi uma ducha de água fria e, no segundo tempo, o Nacional já não voltou com o mesmo ímpeto. O golpe fatal para as pretensões nacionalistas surgiu aos 10 minutos, novamente com Thiaguinho. A partir daí, tudo desmoronou. O Taquaritinga passou a jogar sem adversário e marcou mais duas vezes, com Messias e Erick, construindo uma goleada histórica na Comendador Souza.
Lances do primeiro tempo de Nacional x Taquaritinga

A comemoração de Thiaguinho no primeiro gol do CAT
Momentos do tempo final no Nicolau Alayon, em outra tarde trágica para os paulistanos
Desde 1972 o Nacional não sofria um 4 a 0 em casa. Naquela ocasião, diante do saudoso Saad, pelo inacabado Torneio 25 de Janeiro. Em partidas do estadual, algo assim não ocorria desde o distante 15 de novembro de 1959, quando o Santos saiu de campo vencedor com dois gols de um rapaz chamado Pelé. Foi apenas a sexta vez, em todos os tempos, que esse placar apareceu no tradicional estádio da capital.
Agora são nove partidas (oito em 2026 e uma em 2025) sem anotar um mísero gol, recorde absoluto em 107 anos de história do clube. No sábado encaram o também ameaçado Comercial precisando desesperadamente dos três pontos. Caso contrário, os comandados de Tuca Guimarães já podem começar a se despedir da A4 para o ano que vem.
Até a próxima!
Ficha Técnica: Nacional 0-4 Taquaritinga
Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Alef Feliciano Pereira; Público: 125 pagantes; Renda: R$ 3.000,00; Cartões amarelos: Gabriel Vieira, Scarabelli, Messias, Kaio Ellyson e João Victor; Gols: Thiaguinho 49 do 1º, Thiaguinho 10, Messias 28 e Erick 39 do 2º.
Nacional: Luizão; Roger Ronye (Felipe Brian), Alex, Caio e Fábio (Roger Ferreira); Gabriel Vieira, Rafa, Gabriel Batista (João Pedro) e Mazola (Davi); Geovane Itinga (Kléber) e Marllon. Técnico: Tuca Guimarães.
Taquaritinga: Vinícius; Cristiano, Kaio Ellyson, Erick e Anthony; Scarabelli (Raphi), Thiaguinho (Pedro Emídio), João Victor (Lucas Moreira) e Messias (Kauan Pereira); Caio e Pedrinho (Douglas Santos). Técnico: Silvinho Canuto.




















































