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segunda-feira, 24 de agosto de 2026

JP in Rio (1 de 4): Pó de arroz, casa cheia e uma vitória inédita no Maracanã

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de quase um ano sem pisar fora do estado de São Paulo, no sábado passado comecei uma viagem ao Rio de Janeiro. Não teve apenas futebol na pauta, mas a programação esportiva foi bem legal, apesar de não ter times pequenos envolvidos. O começo foi com um jogo do nada perdido pelo Campeonato Brasileiro. No Maracanã, acompanhei o interessante duelo entre Fluminense e Remo.

A ida até o Rio foi corrida e o cronograma deu uma atrasada. A ideia era chegar meia hora antes do apito inicial no ex-maior do mundo, porém só entrei no estádio com a bola rolando. Quando cheguei, notei algo parecido com areia ou uma espécie de pó em quantidade industrial pelas arquibancadas e, sem conhecer nada do pré-jogo do Tricolor das Laranjeiras, não sabia que nada mais era do que pó de arroz lançado pela torcida quando a equipe entra em campo.

O que mais tinha ali era gente com pó de arroz espalhado pelo cabelo, pela pele e pelas roupas, tudo branquinho, branquinho. Isso sem contar as cadeiras e o chão. No fim, acabou sendo uma enorme sorte não estar lá na hora do lançamento e ser brindado com o pó branco incrustado até a alma, praticamente até o fim dos dias. Super apoio as tradições, mas, se rolar uma próxima vez, a ideia é ficar em um setor sem tanta poeira. Além disso, era o setor das organizadas e tudo estava um aperto só. Má escolha.


Não é o mesmo estádio da Copa de 1950, mas é sempre legal ter a chance de ver um jogo no Maracanã


Visão geral do ex-maior do mundo para o duelo entre cariocas e paraenses

Quando entrei, fui subindo, subindo, subindo até encontrar um lugar menos apinhado. A classificação do Flu na Libertadores e a boa fase na Série A animaram a rapaziada, e o setor atrás do gol estava entupido. Foram mais de 30 mil pagantes. Vale registrar que foi a primeira vez que fiquei ali na arquibancada desde a decisão da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 e a primeira vez que vi um duelo de dois clubes brasileiros no estádio.

O confronto foi entre o 4º e o 18º colocados no Brasileiro, com 23 rodadas disputadas. É, mas o Flu teve trabalho para derrotar o clube paraense. No primeiro jogo entre eles pelo nacional no Maracanã desde 1978 (!), a torcida sofreu com as finalizações ruins dos locais. O escrete carioca ocupou o campo de defesa remista durante a maior parte do tempo, porém foram justamente os visitantes que ficaram em vantagem com o gol de Jajá aos 31.

A pressão do Flu foi ainda maior na segunda etapa. Espremido entre a massa dos torcedores, acompanhei o onze local criar um sem número de oportunidades. O Remo suportou a pressão até os 21, quando Hulk acertou boa cabeçada, a bola tocou na trave, quicou na pequena área e, com um baita efeito, foi morrer no fundo do gol. A pressão estava absurda e Kevin Serna virou o marcador de cabeça aos 37. Resultado merecido.




Detalhes de Fluminense x Remo, lá do alto, pela Série A


De longe, Hulk comemora o gol de empate



No fim, o Flu conseguiu a virada


Como em São Paulo não tem bandeira há décadas, é legal demais vê-las em ação quando saímos de casa

O 2 a 1 manteve o Flu na quarta colocação, com 41 pontos, e o Remo em 18º, com 23. Faltam agora 14 jogos para cada um. Torço pela permanência do clube paraense na primeira divisão em 2027. Ah, vale registrar que essa foi a primeira vez que vi o time profissional do Fluminense vencer uma partida. Eram cinco empates e quatro derrotas até então.

O duelo do Maracanã chegou ao fim, mas a rodada não. A sessão noturna do sábado serviu para colocar na Lista um estádio que queria visitar há muito, muito tempo. Finalmente pude assistir a uma partida na linda casa do Vasco da Gama.

Até lá!

Ficha Técnica: Fluminense 2-1 Remo

Local: Maracanã (Rio de Janeiro/RJ); Árbitro: João Vítor Gobi/SP; Público: 30.215 pagantes; Renda: R$ 1.525.343,50; Cartões amarelos: Hércules e Yago Pikachu; Gols: Jajá 31 do 1º, Hulk 21 e Kevin Serna 37 do 2º
Fluminense: Fábio; Samuel Xavier (Júlio Fidelis), Ignácio, Thiago Silva e Renê; Martinelli e Hércules (Nonato); Canobbio (Kevin Serna), PH Ganso e Soteldo (Riquelme); Hulk (Germán Cano). Treinador: Marcão.
Remo: Marcelo Rangel; Yago Pikachu, Marllon (Patrick), Tchamba e Marlon; Zé Welison e Zé Ricardo (Leonel Picco); Marcelinho (Galeano), Vitor Bueno (David Braga) e Jajá (Alef Manga); Taliari. Treinador: Léo Condé.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Na Arena Barueri, Palmeiras bate Juventude e garante terceiro lugar

Texto e fotos: Fernando Martinez


Com muito calor, o domingo reservou uma cobertura sempre bem-vinda do Campeonato Brasileiro Feminino nas páginas do JP. Sem a dor nas costas que me atrapalhou na maior parte do mês, caí da cama cedinho e fui até a Arena Barueri conferir de perto Palmeiras x Juventude, confronto válido pela penúltima rodada da primeira fase.

O alviverde, já classificado para as quartas de final, estava na terceira posição antes da rodada, enquanto o Juventude ocupava a 15ª posição, com apenas 10 pontos. Apesar da campanha ruim, a equipe gaúcha deve se manter na elite em 2027, pois não acredito que a dupla Vitória e América/MG, ambas com sete pontos, consiga ultrapassá-la. Não cair é uma grande conquista.

Eu decidi ir nesse jogo pois descobri, no começo do torneio, graças ao aplicativo Futbology, que faltavam quatro equipes para ver todas da Série A1 do nacional feminino com seus elencos principais: Juventude, Mixto, Fluminense e Botafogo. O Mixto eu consegui ver no Canindé contra o Corinthians. O Juventude saiu da lista de pendências em Barueri (aliás, tinha visto o clube em ação somente uma vez, no Brasileiro sub-20 de 2022, contra o Avaí/Kindermann). Já a dupla carioca eu só vi na base. Talvez consiga ver o Flu ainda este ano, enquanto o Bota vai ficar em aberto, pois ele deve ser rebaixado.



Palmeiras e Juventude posados antes do jogo válido pela penúltima rodada da primeira fase do Brasileiro Feminino


A árbitra Samia Kelle de Amorim Alves (RJ), as assistentes Veridiana Contiliani Bisco (SP) e Izabele de Oliveira (SP) e a quarta árbitra, também paulista, Jessica Aparecida Milani

Livre, pelo menos por enquanto, da dor que vem me acompanhando desde o começo de agosto, decidi que faria o caminho a pé da Estação Jardim Belval até o estádio. Só que a tenebrosa Via Mobilidade estragou os planos, e fui obrigado a ir de táxi em virtude da operação tartaruga feita pela concessionária. Tudo bem, acontece nas melhores famílias. No fim, cheguei cedo, de boa e com tempo de fazer todos os trâmites sem pressa.

Fui acompanhar o ataque local no primeiro tempo e não me arrependi. O Palmeiras ocupou o campo de defesa do Juventude, e o que se viu foi um monte de chances de gol para as mandantes. A goleira Thaís Amorim fez pelo menos três ótimas defesas, mas não foi capaz de impedir o gol de Gláucia. A camisa 9 acertou um belo chute da direita e encobriu a arqueira. Não sei se ela chutou direto ou cruzou. O que sei é que foi um golaço.

Na etapa final, o astro-rei deixou o campo sem nenhuma sombra, então fui acompanhar o restante do duelo nas tribunas da Arena. Lá do alto, vi o Juventude chegar mais vezes dentro da área palmeirense, nenhuma com sucesso. Quem se destacou foi a atacante Bia Zaneratto. Aos 17, ela finalizou e Thaís Amorim falhou. Aos 24, ela completou um cruzamento da direita e anotou o terceiro. Mais oportunidades foram criadas sem que o marcador fosse alterado novamente.




O Palmeiras tomou as rédeas da partida desde os primeiros momentos



Detalhe do gol e a comemoração de Gláucia no primeiro gol da manhã




Apesar da pressão, o alviverde ficou apenas no 1 a 0 na etapa inicial




No segundo tempo, seguiu a pressão mandante


Bia Zaneratto completando de cabeça para as redes no terceiro gol do Palmeiras

O tranquilo resultado positivo manteve e confirmou a terceira posição para as alviverdes, independentemente do que acontecer na última rodada. O clube tem 35 pontos e não conseguirá ficar à frente de Corinthians e São Paulo, os dois primeiros, nem ser ultrapassado pela Ferroviária. O Juventude segue em 15º e com poucas chances de ser rebaixado.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 3-0 Juventude

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Samia Kelle de Amorim Alves/RJ; Público: 274 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Brena Carolina e Núbia; Gols: Gláucia 17 do 1º, Bia Zaneratto 17 e 24 do 2º.
Palmeiras: Matascha; Ana Guzmán, Poliana, Giovanna Campiolo e Andressinha (Melanie Chirinos); Brena Carolina, Espinales (Duda Santos) e Bia Zaneratto; Tainá Maranhão (Ana Flávia), Emily Assis (Ana Guimarães) e Gláucia (Nicoly). Técnica: Rosana Augusto.
Juventude: Thaís Amorim; Bell Silva, Grazi, Joiceane Scatola e Carla Cruz; Limpia Fretes, Carol Ladaga (Paloma Lemos), Leka (Laurinha) e Baião (Tefinha); Maíza Piovezan (Loirão) e Marussi (Núbia). Técnico: Luciano Brandalise.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

São Paulo confirma a melhor campanha no Paulista Feminino sub-15

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo com a minha retomada de coberturas aqui no JP, no sábado à tarde fui até Osasco acompanhar de perto a última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista Feminino sub-15. No Estádio José Liberatti, o já classificado São Paulo recebeu o novato, e lanterna, Mirassol para confirmar a melhor campanha do Grupo 2.

O estadual infantil das meninas teve 15 clubes participando da disputa: oito no Grupo 1 e sete no Grupo 2. Os times jogaram em turno único dentro da chave, e os quatro melhores de cada grupo avançaram às quartas de final. O São Paulo, como sempre, é um dos favoritos ao título e tinha campanha de quatro vitórias e um empate até então. O Mirassol, que faz sua estreia na categoria em 2026, também empatou uma vez, mas perdeu seus outros quatro compromissos.




As imagens de São Paulo, Mirassol e das capitãs com a arbitragem do confronto em Osasco

Aliás, vale dizer que a graça dos torneios femininos da FPF está nas categorias de base. Isso porque a entidade simplesmente matou o Paulista adulto, transformando um campeonato que era referência no país em um mero preenchedor de buraco. Não tenho a menor vontade de acompanhar mais o estadual, tamanho o desinteresse que ele desperta depois das várias mudanças para pior promovidas pela federação. Triste.

Como nos velhos tempos, encontrei a dupla Luigi & Milton na Estação Osasco e, de lá, fomos de táxi até o Rochdale. Por ser um jogo com número baixo de torcedores, consegui colocar os amigos na tribuna, sem aperto e na boa. Nós três fomos ver pela primeira vez a equipe interiorana em ação com seu elenco feminino.

Quando a bola começou a rolar, deu o esperado. O São Paulo fez um daqueles "ataques contra defesa" e, mesmo com aquela certa má-vontade que estamos acostumados a ver, foram vários os momentos de perigo. Na etapa inicial, Laura Garcia e Fefe chegaram às redes. No tempo final, fui assistir à peleja junto com a dupla, e o Tricolor se manteve melhor em campo. Kakau ampliou aos 13 e Ourique, no último minuto, deu números finais ao duelo.







O São Paulo foi melhor do que o Mirassol na maior parte do jogo no Rochdale


Fefe chutando e ampliando a vantagem são-paulina




Na etapa final, as meninas do Tricolor confirmaram mais uma vitória no Paulista Feminino sub-15

O triunfo por 4 a 0 manteve a equipe do Morumbi com a melhor campanha da primeira fase do Paulista Feminino sub-15. O adversário das quartas de final será o Audax, que terminou na quarta colocação do Grupo 1. Os demais confrontos serão: Santo André x Centro Olímpico, Corinthians x Teal Rising e Ferroviária x SESI. A próxima fase começa a ser disputada no dia 29.

Consegui voltar rapidinho para o QG da Zona Oeste e passar o restante do sábado na paz. No domingo cedo, retornei à ativa, com o Brasileiro Feminino na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: São Paulo 4-0 Mirassol

Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Éberton Aparecido Monteiro; Público e Renda: Portões abertos; Gols: Laura Garcia 12 e Fefe 23 do 1º, Kakau 13 e Ourique 34 do 2º.
São Paulo: Maria Luiza (Larissa); Juliana, Laura Garcia, Ana Clara (Paola) e Vi (Rennya); Lorenna (Lydi), Nicoly, Kakau (Manuela) e Isa Chella (Rafinha); Ourique e Fefe (Laura Domingues). Técnico: Felipe Estevam.
Mirassol: Maria Cecília (Alice); Laura Monteiro, Mariane, Laura Queiroz e Bianca; Maria Clara (Maria), Mirella (Mirelly) (Julinha), Vitorinha e Manu; Pato e Aninha (Laura Costa). Técnico: Letícia Barros.

Obs.: No Paulista sub-15 não há distribuição de cartões. Aos 28 do segundo tempo, Mirelly, atleta camisa 18 do Mirassol, levou punição disciplinar pela segunda vez na partida e acabou sendo substituída pela camisa 19 Julinha.

domingo, 16 de agosto de 2026

Centro Olímpico surpreende o Bandeirante e larga na frente no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana de molho, a dor nas costas deu uma trégua e, na sexta-feira, resolvi acompanhar o início do mata-mata da Série B do Campeonato Paulista sub-20. Tinha várias opções de jogos e acabei decidindo pelo inédito confronto entre Centro Olímpico e Bandeirante de Birigui, um dos clubes que sempre gostei de ver ao vivo, no CERET.

Vi o BEC com certa frequência na primeira década do século 21. Depois, a presença da equipe por essas bandas passou a ser mais espaçada. O sub-20 eu tinha visto ao vivo apenas uma vez, em uma vitória contra o ECUS em 2015. O profissional eu não vejo desde 2023, quando enfrentaram e foram derrotados pelo São Bernardo pela A3. Na primeira fase, o clube que usa o uniforme da seleção paulista terminou invicto e como líder do Grupo 1. Já o ADECO ficou na segunda posição do Grupo 9, atrás apenas do Nacional. Mostrei aqui a última apresentação do onze paulistano, uma goleada sofrida contra o próprio Naça.




Os dois times posados de forma exclusiva para o JP além do quarteto de arbitragem com os capitães

Tive a companhia do amigo Luigi após sete meses para essa jornada. Pegamos o ônibus na Estação Carrão e chegamos no CERET cedo, sem pressa. Hoje é um dos locais mais legais para assistir futebol na cidade de São Paulo. Dá um certo trabalho para ir lá, mas sempre vale a pena. Cerca de 30 pessoas, entre elas o amigo Eduardo e o mooquense Estevan, acompanharam o duelo.

Eu imaginava que o Bandeirante tinha um leve favoritismo em virtude de ter melhor campanha, porém, quando a bola rolou, isso ficou apenas no papel. O Centro Olímpico foi bem e fez um duelo bastante equilibrado. Na etapa inicial, o escrete da capital teve duas boas chances para abrir o placar, enquanto o BEC, a rigor, teve somente um bom momento. O 0 a 0 quando o intervalo chegou era um placar justo.

Na segunda etapa tudo mudou. O Centro Olímpico melhorou e encurralou os visitantes. Os donos da casa mandaram duas bolas na trave e tiveram duas chances claríssimas para marcar. A insistência deu resultado aos 28, com o gol de Daniel Sobral. Quatro minutos depois, Pedro Duarte ampliou. O BEC sentiu o golpe e quase levou o terceiro pouco antes do apito final. O 2 a 0 ficou barato.








Detalhes do primeiro tempo no CERET





Na segunda etapa o Centro Olímpico saiu em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final. Na última foto, a comemoração de Pedro Duarte no segundo gol mandante

Agora o Bandeirante precisa derrotar os paulistanos por três gols de diferença na próxima sexta-feira para se classificar. Se ganhar por dois, a decisão da vaga será nos pênaltis. O Centro Olímpico pode perder por um que ainda assim estará entre os 16 melhores da competição pela primeira vez. Certo é que terá bastante emoção em Birigui, cidade que, de forma absurda, ainda não visitei.

Tinha sessão noturna na pauta, mas decidi me poupar. Depois de duas semanas de molho, não dá para ficar arrepiando tanto ainda. No sábado voltei aos campos com a última rodada da primeira fase do Paulista Feminino sub-15 na pauta. Teve time novo na lista feminina.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 2-0 Bandeirante

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Marcus Vinicius Salles de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Rafael Lemos, Pedro Duarte, Romarinho, Pegoraro e Vítor Hugo; Gols: Daniel Sobral 28 e Pedro Duarte 32 do 2º.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro (Romarinho), Gabriel (Lucas), Daniel Sobral e Gustavo Dias; Rafael Lemos, Isaque (Pedro Martins), Andreas Biasotto e Giuseppe; Diogo Gonzaga (Luka) e Pedro Duarte (Visentin). Técnico: Adílson Nascimento.
Bandeirante: Gallinari; Gabriel Yamauti (Cunha), Eric, Giovanni Coqueiro (Bruno Henrique) e Gigante; Roberto, Max (Samuel), Pegoraro (Lucas Mossen) e Marcos Vinícius (Amendoim); Dener (Vítor Hugo) e Pedro Vito. Técnico: Roni.