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quinta-feira, 6 de maio de 2021

Palmeiras goleia o Náutico e fica perto das quartas da Copa do Brasil sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Apesar da FPF não estar se preocupando com a liberação da imprensa nos jogos do estadual, na CBF a coisa é diferente. Na quarta-feira a Copa do Brasil sub-20 foi retomada na sua segunda fase e, devidamente credenciado, fui ao Allianz Parque assistir o encontro entre Palmeiras e Náutico. Não assistia os pernambucanos ao vivo desde 2014, uma eternidade.

Na fase inicial você viu aqui no JP que o alviverde da Zona Oeste eliminou a Liga de Presidente Médici do Maranhão na fase inicial com uma tranquila goleada por 8x0. O Timbu atuou fora de casa e derrotou o genial Real Ariquemes por 3x0. Os 32 participantes se transformaram em 16 e estamos nas oitavas de final. O Palmeiras é o único paulista no certame, já que o Corinthians passou uma vergonha enorme e foi eliminado pelo União ABC/MS.

Como a população já decretou o final da pandemia por conta própria, o caminho até o estádio da Zona Oeste foi com mais gente na rua do que deveria ter. Passei pelo portão principal faltando bastante tempo até o apito inicial e me dirigi ao meu lugar marcado no setor destinado aos fotógrafos. Aí foi só esperar o começo da peleja. O atual tetracampeão paulista da categoria era favorito por atuar em casa e eu esperava uma partida ao menos animada.


Hoje não tem mais foto posada, ninguém faz. Então quando rolar a gente vai colocar aqui. Mesmo de lado. Mesmo de longe

Logo no primeiro ataque local o placar foi inaugurado, afastado aquele medo eterno de um 0x0. A zaga visitante falhou, Marino roubou a bola e cruzou na área por baixo. Gabriel Silva, atacante que vem atuando no time alternativo do Paulista, completou de prima e fez 1x0. Os alvirrubros buscaram equilibrar as ações, pena para eles que foram muitos passes errados e finalizações sem direção.

O escrete paulista estava na boa, contra-atacava com qualidade e na reta final praticamente definiu sua sorte. Aos 36 minutos teve marcada uma falta na entrada da área. Yago Santos bateu no canto direito e ampliou. Aos 43 o colombiano Marino Hinestroza fez uma brilhante jogada individual, percorreu metade do campo se livrando dos adversários e tocou na saída de Gabriel Lima. Os 3x0 no intervalo dificilmente seriam revertidos.

Por causa disso no tempo final o Palmeiras segurou sua vantagem e manteve o Náutico sem assustar. Marcelinho entrou e por pouco não fez o quarto em tiro cruzado. Aos 34 Kevin foi expulso e somente aí o alvirrubro quase descontou com um belíssimo chute colocado da direita que tirou tinta da trave. Aos 43 Gabriel Silva marcou pela segunda vez ao concluir um bom passe de Marcelinho. Nos acréscimos ele poderia ter feito o terceiro em pênalti bem defendido por Gabriel Lima.


Gabriel Silva chutando e abrindo o caminho para a goleada alviverde


O Náutico até tentou deixar tudo equilibrado, mas os ataques não foram efetivos


Bola estufando a rede pernambucana no gol de falta de Yago Andrade



Na etapa final o Palmeiras diminuiu o ritmo e mesmo assim obrigou a zaga do Timbu a trabalhar


Gabriel Silva poderia ter feito o seu terceiro tento na noite nesse pênalti aos 46, só que o goleiro Gabriel Lima defendeu

No fim, o Palmeiras 4-0 Náutico praticamente põe o alviverde nas quartas de final da Copa do Brasil sub-20. Os dois voltarão a se enfrentar domingo nos Aflitos e o Timbu precisa de um pequeno milagre. O vencedor desse duelo pega quem se classificar de ABC e Avaí. Também na quarta os catarinenses fizeram 3x0 fora de casa. Só perderão a vaga na base da catástrofe.

Sem o paulista para cobrir, vamos ficar mesmo nas competições de base. Tenho alguns alvos nos próximos dias, resta saber se o ânimo de sair de casa em meio a uma pandemia que parece não ter fim vai me fazer sair de boa. Vamos aguardar.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x0 Náutico

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Vinicius Furlan/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Kevin, Vitor Vellaske, Luan; Cartão vermelho: Kevin 34 do 2º; Gols: Gabriel Silva 3, Yago Santos 35 e Marino 43 do 1º, Gabriel Silva 43 do 2º.
Palmeiras: Mateus; Davi (Fubá), Ruan Santos (Talisca), Michel (Jhow) e Daniel Alves; Yago Santos (Érick Pluas), Marino Hinestroza (Marcelinho), Vitinho e Kevin; Newton Williams (Robinho) e Gabriel Silva. Técnico: Wesley Carvalho.
Náutico: Gabriel Lima; Quipapá (Edgo), Pedro, Marcelo Augusto (Luan) e Vitor Vellaske; Kaycky, Luís Felipe, Gustavo (Kauan) e Wanderson (Gustavo Café); Júlio e Leonardo Gomes (Dí). Técnico: Levi Gomes.
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segunda-feira, 26 de abril de 2021

Pelo Brasileiro Feminino, Palmeiras goleia o Cruzeiro e segue invicto

Texto e fotos: Fernando Martinez


Chegamos em outro sábado e de novo pintou uma sessão noturna pelo Campeonato Brasileiro Feminino. Na minha estreia no Allianz Parque na categoria, o invicto Palmeiras recebeu o Cruzeiro pela terceira rodada do turno único da fase inicial. Foi apenas a terceira vez que vi uma apresentação das meninas alviverdes na história, a primeira dentro da sua casa própria.

Nas duas rodadas anteriores as paulistanas empataram com a Ferroviária, as atuais campeãs da América, por 2x2 na capital e fizeram 3x0 no Avaí/Kindermann, o último vice nacional, jogando no Sul. Atuando contra um Cruzeiro que não tinha vencido - empatou com o Real Brasília e perdeu do Grêmio - a ideia era manter a invencibilidade. Vale registrar que a diretoria verde apostou alto tentando quebrar a hegemonia corintiana. No ano passado foram semifinalistas da A1 e acabaram eliminadas pelas maiores rivais.

Durante a semana passada a FPF continuou sem liberar imprensa nos jogos da A1 e A2 do Paulistão. Já a CBF liberou normalmente os profissionais no nacional feminino. Independentemente de quem está certo ou não, é muito bizarro um mesmo estádio poder receber fotógrafos e repórteres em partidas de uma entidade e de outra não. A abstinência de trabalho está tão grande que esse Palmeiras x Cruzeiro contou com 19 profissionais só para captar as imagens, fato incomum no feminino. Boa parte dos que estavam ali foram na base do “quem não tem cão, caça com gato”. Não é o caso do JP, claro.

O caminho do QG até a Pompéia foi rápido e durante o trajeto foi impossível não notar o grande número de pessoas em bares, restaurantes e lojas de serviços como colchões e móveis de casa. Boa parte da rapaziada sem máscara, algo normal se levarmos em conta que a pandemia acabou e estamos vivendo num mar de tranquilidade. Bom, adoraria que as últimas linhas fossem a realidade, pena que não são. É assustador ver boa parcela da população jogar contra e querer encerrar a pandemia na marra. Infelizmente nosso cenário apocalíptico totalmente insuportável ainda vai longe.

Foram alguns quilômetros percorridos em 20 minutos e entrei nas dependências do Allianz faltando quase uma hora e meia para o apito inicial. A ótima biografia do gênio Keith Moon me fez companhia até o duelo começar. Quando tudo começou, as alviverdes tentaram emplacar aquela blitz marota, só que o marcador foi aberto pelas cruzeirenses. Mariana Santos ganhou a dividida no meio-campo, viu a goleira Taty Amaro adiantada e mandou um tirambaço. A pelota encobriu a camisa 1 num daqueles famosos "gols que Pelé não fez". Histórico.

Após fazer 1x0, a postura do Cruzeiro foi totalmente defensiva e no restante da etapa inicial mal conseguiu chegar perto da área adversária novamente. O Palmeiras teve maior posse, porém não foi o bastante para que isso se transformasse rapidamente pelo menos no empate. Somente aos 46 minutos, num lance que parecia sem perigo, que a igualdade foi alcançada. Duda Santos cobrou falta de longe, Mary Camilo pulou atrasada e viu o tiro entrar no seu canto esquerdo.



O início da jogada e a comemoração do gol de Mariana Santos, marcado quase do meio de campo. Uma pintura!



Dois lances pelo lado direito do ataque cruzeirense no tempo inicial

A expectativa era que, com o 1x1, as locais fossem para cima da zaga celeste no tempo final. Surpreendendo um total de zero pessoas, foi exatamente isso que rolou. Aos sete, Bruna Calderan obrigou Mary a trabalhar. Onze minutos depois, saiu a virada. Katrine cobrou falta pela direita dentro da área. Mary saiu mal e Agustina, livre no segundo pau, fez o dela. Na saída de bola o Cruzeiro perdeu o domínio e Bia Zaneratto foi lançada. A camisa 10 meteu um chutaço colocado quase da meia lua e ampliou a vantagem paulistana.

O Cruzeiro até então não tinha atacado, e na primeira chegada teve sucesso. Mariana Santos, ela novamente, investiu pela direita e chutou cruzado. Taty Amaro pulou e não conseguiu evitar o segundo tento azul. Sem dar sopa ao azar, a veterana Chú recebeu ótimo passe de Bia Zaneratto aos 44 minutos, finalizou entre as zagueiras e, mesmo com a arqueira mineira tocando de leve, fez o quarto gol paulista, decretando o placar final.



O Palmeiras continuou atacando bastante nos primeiros minutos da etapa final


Mary Camilo falhou e Agustina, livre no segundo pau, virou o marcador no Allianz


Batida de Chú no último gol da noite. Novo triunfo palestrino no Brasileiro Feminino

O Palmeiras 4-2 Cruzeiro manteve as alviverdes na vice-liderança da Série A1 do Brasileiro Feminino depois de três rodadas realizadas com sete pontos ganhos. O líder é o Corinthians com 100% de aproveitamento. Já as mineiras estão na zona de rebaixamento com um ponto. As palestrinas visitam o lanterna Botafogo no meio da semana e as cruzeirenses recebem o São José.

Voltei ao QG sem pressa e novamente sem saber qual será a próxima cobertura. A Serie A3 Paulista volta amanhã e, como a A1 e a A2, não terá presença de imprensa. Com os campeonatos voltando em ritmo desesperado, com jogos a cada dois dias, clubes obrigados a atuar fora dos seus estádios por conta dos compromissos apenas noturnos, custos bancados por eles próprios e um desequilíbrio técnico grande, eu me recuso a acompanhar as três divisões. Vamos ver quando os times realmente serão respeitados.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x2 Cruzeiro

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Bia Zaneratto, Carol Baiana, Bruna Calderan, Vanessinha, Duda; Gols: Mariana Santos 3, Duda Santos 46 do 1º, Agustina 18, Bia Zaneratto 19, Mariana Santos 28 e Chú 44 do 2º.
Palmeiras: Taty Amaro; Bruna Calderan (Carol Santos), Agustina, Thaís e Tainara (Carol Baiana); Camilinha (Ary Borges), Duda Santos, Katrine (Manuela) e Rafa Andrade (Karol Arcanjo); Bia Zaneratto e Chú. Tecnico: Ricardo Belli.
Cruzeiro: Mary Camilo; Rebeca Prado, Pires, Thamirys e Eskerdinha; Capelinha, Duda, Vanessinha e Mariana Santos; Pâmela (Mayara Vaz) (Marília) e Lucero. Técnico: Marcelo Frigerio.
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segunda-feira, 19 de abril de 2021

Tranquila vitória corintiana na abertura do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após 35 dias quietinho e fechado em casa, encarei os embalos de sábado à noite como se fosse Tony Manero para a gloriosa abertura do Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 em 2021, a nona edição desde que o certame retornou de vez ao calendário. Com duas máscaras e banhado em álcool em gel segui até o Estádio Alfredo Schurig conferir in loco o duelo de campeões da temporada passada: Corinthians x Napoli/SC.

Não há dúvida que as meninas alvinegras entram no nacional como as maiores favoritas. O time do técnico Arthur Elias chegou nas últimas quatro finais do Brasileiro, ganhando as taças em 2018 e 2020 e ficando com o vice em 2017 e 2019. No Paulistão, são as atuais bicampeãs de 2019/2020 e foram vice em 2018. Isso sem contar, claro, o grande título da Libertadores de 2019 ¹. Um clube que vem fazendo história de forma brilhante e que já colocou o nome no rol de grandes equipes da categoria em todos os tempos.

O escrete catarinense, que faz sua estreia na elite em 2021, foi o grande campeão da A2 em 2020 ganhando do Botafogo/RJ na decisão e ostentando com uma campanha sensacional e invicta com nove vitórias e quatro empates. Nas quartas, elas eliminaram o Juventus com triunfo na capital paulista e empate no Sul. Lembrando que elas têm uma parceria operacional com o Avaí/Kindermann, atual vice-campeão nacional, e chegam querendo se manter na A1.

Assim como acontece desde 2019, o nacional será disputado por 16 equipes em turno único e as oito melhores se garantem nas quartas de final. Iranduba, Audax, Ponte Preta e Vitória foram rebaixados em 2020 e no lugar subiram, além do Napoli, Botafogo do Rio, Bahia e Real Brasília. São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia e Minas Gerais estão representados na A1. A maior surpresa em relação ao que vemos no masculino é a presença de duas agremiações da capital federal entre as melhores do país.

Tive a ajuda do glorioso Luciano Claudino, o "amigo do JP", na busca pelo credenciamento. Tudo foi confirmado na sexta-feira bem em cima da pinta. Agora, não tem como não citar a surrealidade que é termos a CBF liberando imprensa nos seus torneios no estado de São Paulo e a FPF impedindo de todas as formas. Ou não pode nada ou pode tudo. Fica claro que as duas entidades não estão falando a mesma língua. Cá entre nós, a ideia é a federação mostrar serviço somente quando os quatro grandes estiverem em ação no Paulistão. Nos demais, deixa quieto.

O metrô estava de boa e estava praticamente sozinho no ônibus que me levou até a Zona Leste. Estranho foi entrar na sede social do alvinegro e ver tudo apagado, fechado e sem nenhum movimento. Já fui ali dezenas de vezes e ver tudo do jeito que vi impressionou. Nada mais justo levando em conta o estágio atual da pandemia. Não demorou e logo estava na numerada do Parque esperando o apito inicial.




Os dois times devidamente posados para as imagens oficiais no gramado da Fazendinha e depois as capitãs com o quarteto de arbitragem

Os cerca de 40 profissionais que estavam por ali acabaram vendo uma peleja que não teve surpresas. Ostentando uma absurda marca de 21 jogos invictos como mandante e 17 no Brasileiro, as locais não sofreram sustos e abriram a competição com uma vitória relativamente fácil. As oito atletas que disputaram amistosos pela seleção não estavam em campo e nem fizeram falta. O Napoli emplacou uma atuação digna, lutou muito, mas não teve nenhum lance efetivo de perigo.

Decorridos cinco minutos, no primeiro ataque que teve, o Timão abriu o marcador. Jheniffer recebeu belo passe de Grazi, dominou e bateu na saída de Gaby. No minuto seguinte foi a vez de Grazi quase ampliar em tiro que passou perto da trave. Aos 41, nova chance da estreante Jheniffer, que mandu na rede pelo lado de fora. A etapa inicial terminou com o triunfo parcial pela contagem mínima.




No primeiro tempo o Timão abriu 1x0 no começo e depois segurou a partida

Aos quatro do tempo final Bianca Gomes finalizou do meio da área e Gaby defendeu. Aos nove, Jheniffer, ela de novo, teve a melhor oportunidade até então em momento cara-a-cara que finalizou por cima. Aos 14 Grazi mandou uma bola com perfeição de fora da área e ela bateu na trave. Minutos depois a mesma atleta completou escanteio da esquerda também no travessão. O 2x0 teimava em não sair.

Somente aos 29 que o grito de gol se ouviu novamente no gramado da Fazendinha. Yasmim cruzou na cabeça de Gabi Nunes e ela, sempre com o seu incrível faro de artilheira, fez o segundo. Aos 37, em novo levantamento de Yasmim, foi a vez de Gabi Zanotti subir entre as zagueiras e fechar a fatura. Vitória fácil, sem sustos e que poderia ter uma diferença maior caso as oportunidades criadas tivessem sido convertidas.




Três lances da etapa final de Corinthians x Napoli


A iluminação está bem ruim no Parque São Jorge. Do lado oposto às cabines, apenas 26 dos 60 refletores estão funcionando. O ataque mandante teve apenas sete (!) das 20 lâmpadas acesas o que gerou uma sombra enorme no setor ofensivo esquerdo. O Corinthians precisa ajudar as atletas e também o pessoal da imprensa pois não está legal



Detalhe do segundo e terceiro gol corintianos, ambos marcados de cabeça por Gabi Nunes e Gabi Zanotti

O placar de Corinthians 3-0 Napoli somado aos outros resultados da rodada colocaram as alvinegras no primeiro lugar da tabela. Apenas o Avaí/Kindermann, o vice de 2020, venceu seu compromisso, os seis restantes terminaram empatados. Agora as corintianas contam 22 jogos sem perder como mandantes, um total de 21 vitórias e um empate (justamente a final de 2019 quando foram derrotadas pela Ferroviária nos pênaltis). Como disse no início da matéria, as adversárias terão que suar bastante se quiserem tirar o tri da equipe de Arthur Elias.


Placar final da boa estreia corintiana na edição 2021 do Brasileiro Feminino, a 12ª vitória seguida como mandante na competição

Sem pressa, saí do Parque São Jorge com a cidade praticamente vazia com destino à Zona Oeste. Peguei uma inesperada chuva somente chegando próximo do QG, felizmente. Na mente, a incerteza de quando será a próxima cobertura. Com a FPF não dando brecha aos profissionais da imprensa, sobra apenas a CBF... e olhe lá!

Até a próxima!


¹ O título da Libertadores-17 não foi citado pois o campeão daquela edição foi o Audax. Faço questão de contextualizar tudo pois o que mais se vê por aí é informação errada. Tudo nasceu dois anos antes, quando o time de Osasco, então comandado por Arthur Elias, foi bem no estadual e ganhou uma vaga na Copa do Brasil do ano seguinte. No começo de 2016, querendo voltar ao futebol feminino, o Corinthians viu uma boa oportunidade e descolou uma parceria com os osasquenses. Ficou definido que no Paulista e no Brasileiro usariam a camisa alvinegra e na Copa, que aconteceria no segundo semestre, usariam a vestimenta do Audax (com o nome “Corinthians” no peito, como se fosse um patrocinador). Foram mal no estadual, no nacional e na última Copa do Brasil de todos os tempos levaram a taça, garantindo uma vaga na Libertadores do ano seguinte.

No começo de 2017 ambos disputaram Paulista e Brasileiro no primeiro semestre simultaneamente, com dois elencos distintos. Na Libertadores, apesar da vaga ser da agremiação da Grande São Paulo, ficou decidido que, por uma questão de visibilidade na mídia, a camisa a ser utilizada seria a do Corinthians. O título veio em final contra o Colo-Colo coroando bela campanha. Aí nasceu toda a confusão, pois nas fotos aparecia o uniforme paulistano (que teve o nome "Audax" no peito, invertendo o "patrocinador" de 2016). Assim, torcida e a maior parte da "mídia especializada" caíram no erro, ignoraram o contexto todo e passaram a considerar o Corinthians campeão, ignorando completamente o que realmente aconteceu. Alguns ainda colocam um "Audax/Corinthians" – denominação que nunca existiu de forma oficial – na lista e contam títulos para duas agremiações (!). Outro absurdo.

A verdade é uma só: a agremiação de Osasco é a campeã da Libertadores de 2017. O painel com o rol dos vencedores da Libertadores Feminina na sede da Conmebol no Paraguai e a taça do certame tem o escudo do Audax como detentor do título em 2017 e nenhuma menção ao mosqueteiro. O prêmio pela conquista foi pago integralmente ao clube da Cidade Trabalho, o real dono da vaga. O argumento definitivo é que, na edição de 2018, foi o alvirrubro quem disputou o torneio de clubes como o “último campeão”. O Corinthians ficou de fora. Apenas outro caso claro de tentar reescrever a história aproveitando o fato que um pequeno não tem voz ou espaço na mídia. Torcedor pode achar o que quiser, mas quem informa tem o dever de repassar a informação correta, sem clubismo ou achismo. Viu alguém falar "o Corinthians é bi da Libertadores Feminina"? Desconfie. :)

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Ficha Técnica: Corinthians 3x0 Napoli/SC

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Adeli Mara Monteiro/SP; Público e renda: Portões fechados; Gols: Jheniffer 5 do 1º, Gabi Nunes 29 e Gabi Zanotti 37 do 2º.
Corinthians: Kemelli; Paulinha, Katiuscia, Diany e Yasmim; Gabi Zanotti, Bianca Gomes (Pardal), Cacau (Juliete) e Gabi Portilho (Gabi Nunes); Grazi e Jheniffer. Técnico: Arthur Elias.
Napoli: Gaby; Miriam (Yaki Vecca), Vero (Karen), Thays e Thaini; Sara, Treyci, Pâmela (Juliana) e Mariana; Malu e Naiane (Larissa). Técnica: Carine Bosetti.
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terça-feira, 16 de março de 2021

Nacional volta a vencer na A3 mantendo tabu contra o Rio Preto

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de sábado fiz a minha última cobertura futebolística antes de nova paralisação dos torneios da FPF em virtude da pandemia. Fui até o Estádio Nicolau Alayon assistir um duelo bem comum nas divisões de acesso do estadual dos anos 90 até hoje: Nacional x Rio Preto. Foi a quinta vez que assisti esse jogo, o terceiro pelo Campeonato Paulista da Série A3.

Já pesquisei bastante sobre o antigo SPR e nos seus 102 anos de existência ele tem mais derrotas do que vitórias. Além disso, o retrospecto com boa parte dos adversários que enfrentou na história é negativo. Uma das raras agremiações que possui uma performance ruim contra o time da Barra Funda é justamente o Jacaré. Nos 26 confrontos, 11 triunfos paulistanos, seis do alviverde e nove empates.

Agora, a marca mais relevante é o longo tabu a favor do Nacional. Desde que foi derrotado por 3x1 em 28 de junho de 1998, também pela A3, o Naça soma dez partidas sem perder, incluída aí uma série incrível de oito vitórias seguidas. Nenhuma equipe foi derrotada tantas vezes consecutivas pelo clube da Zona Oeste. Na sequência temos os sete triunfos contra o São Bernardo entre 1988 e 2010 e contra o Taubaté de 1966 a 1976.


Nacional e Rio Preto entrando no gramado do Nicolau Alayon

Vindo de uma derrota contra o Desportivo Brasil em tarde que poucas coisas funcionaram bem, o técnico Ricardo Silva fez algumas mudanças precisando voltar a vencer (e ampliar a marca histórica). O Rio Preto estava invicto e buscava pelo menos um ponto. Da minha parte, o destaque ficou por conta que fui convocado a ser o locutor da cancha já que o titular da pasta não estava presente. Ano passado trabalhei na Segundona, agora na A3. Logo serei chamado em campeonatos de divisões maiores. Uma coisa é certa: Nunca as escalações foram cantadas de forma tão especial quanto sábado.

Das cabines da Comendador Souza vi os donos da casa abrirem o placar logo aos dois minutos, algo incomum na história nacionalista. Após bate-rebate, a bola sobrou na esquerda para Brener. Ele cruzou e Nino, zagueiro rio-pretense, se antecipou a Éder Paulista e fez contra. A partir daí os visitantes dominaram totalmente as ações e encurralaram os locais.

Aí brilhou a estrela de Rafael Vianna. Foi a estreia do arqueiro com a camisa alvi-azul depois de muitos anos sendo reserva de André Dias no Juventus. O camisa 1 ganhou a posição de Matheus Poletine e mostrou serviço fazendo várias defesas sensacionais. Aos 21 ele fez defesa em finalização à queima-roupa de Thiaguinho. Aos 29, bela intervenção em tiro de fora da área de Ataliba. Nos acréscimos, o mesmo Ataliba bateu falta e o goleiro fez milagre de mão trocada.







No primeiro tempo o Nacional fez o gol e parou. O Rio Preto atacou muito e criou várias chances para o empate

O domínio do Glorioso continuou nos primeiros minutos da etapa final. Luan teve uma chance de ouro aos seis, mas resolveu dar um drible extra e estragou a jogada. No minuto seguinte, eu presenciei o gol perdido mais bisonho em toda minha vida de estádios. A zaga do Rio Preto recuou a pelota até Lúcio. Ele dividiu com Wal e perdeu o domínio. Paolo, que entrou no intervalo, recebeu o maior presente de sua vida. Ele poderia ter tocado com o gol aberto, só que esperou o arqueiro se recuperar, driblou de novo e, novamente com a meta aberta, mandou por cima. O camisa 17 conseguiu perder um gol três vezes. Esse até eu faria.

Aos 23 Jé arrancou pela direita e de novo Rafael Vianna apareceu bem. Falei com o pessoal que estava próximo nos minutos seguintes que o Rio Preto tinha atacado com tanta fúria que certamente o físico não ia aguentar. Dito e feito. O pessoal arriou e o Nacional conseguiu voltar ao jogo. Aos 28, em investida sensacional de Éverton Dias pela direita, ele avançou e cruzou na cabeça de Éder Paulista. Aos 31, Paolo teve a oportunidade do terceiro e desperdiçou.

O Jacaré conseguiu marcar aos 36 quando teve um pênalti a seu favor quando Wellinton Gigante meteu a mão na bola dentro da área. Jé bateu bem e diminuiu. A reação foi fugaz e o Nacional permaneceu todo no campo de ataque. Wallace saiu cara-a-cara com Lúcio aos 38 e bateu em cima do goleiro. Paolo finalizou pela linha de fundo aos 42. Aos 47 Wallace, um dos destaques locais, foi derrubado na área. Mendes cobrou a penalidade com perfeição e fechou a fatura.


Detalhe do gol mais perdido que vi em estádios. Paolo simplesmente desperdiçou três chances no mesmo lance


O contraste dos uniformes de Nacional e Rio Preto


O cruzamento de Éverton Dias que gerou o segundo gol nacionalista


Detalhe do pênalti infantil cometido por Wellinton Gigante aos 35 minutos


Bola estufando a rede local na cobrança de Jé


Nos acréscimos, o Nacional confirmou sua vitória com um pênalti bem cobrado por Mendes

O Nacional 3-1 Rio Preto foi uma peleja melhor do que 90% do que vemos na Série A1 e do que vimos em boa parte dos da reta final das maiores competições de 2020. Fato. Foram 90 minutos super agradáveis, com lances de perigo, emoção e muitas alternativas. Os ferroviários foram do sétimo ao terceiro lugar e os rio-pretenses caíram do sexto ao nono. Além disso, agora são nove as vitórias seguidas do Naça em cima do alviverde de São José do Rio Preto.

Sem saber quando estarei de novo num campo de futebol, fiz o caminho de volta pensando com os meus botões e refletindo sobre o enorme absurdo que estamos vivendo. Uma pessoa que consiga juntar frases simples e somar dois mais dois sabe que a condução da pandemia por parte de boa parte dos governantes foi criminosa. Uns dão risada e praticam a política da morte, outros só falam e tomam medidas ineficazes. Assim fica difícil a gente se sair bem.

Com a (nova) interrupção do futebol no estado não temos como saber quais são os próximos passos ou as próximas coberturas. O que esperamos é que todos se cuidem, façam a sua parte e não deem ouvidos a boçais que não sabem agir como seres humanos. Fico na torcida para que alguma luz ilumine o caminho de quem toma as decisões (apesar de achar impossível).

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 3x1 Rio Preto

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Pires de Oliveira; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gustavo França, Mendes, Mendes, Lúcio, Jé, Nino, Iago Pereira, Bruno Miguel, Ataliba; Cartões vermelhos: Mendes e Jé 51 do 2º; Gols: Nino (contra) 2 do 1º, Éder Paulista 28, Jé (pênalti) 36 e Mendes (pênalti) 47 do 2º.
Nacional: Rafael Vianna; Wellinton Gigante, Éverton Dias, Gustavo França e César; Bruno Cruz (Matheus Costa), Guilherme Lobo (Reinaldo), Brener (Paolo) e Mendes; Éder Paulista (Wallace) e Wal (Diego Chiclete). Técnico: Ricardo Silva.
Rio Preto: Lúcio; Iago Pereira, Nino, Bruno Miguel e Luciano Souza; Beto (Jé), Gabriel Tota, Moisés (Renan Morales) e Ataliba; Leandro Love (Luan) e Thiaguinho (Teteu). Técnico: Ivan Canela.
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segunda-feira, 15 de março de 2021

Palmeiras x Presidente Médici/MA: o jogo mais perdido de 2021

Texto e fotos: Fernando Martinez


A noite de sexta reservou um confronto surreal e totalmente insólito válido pela edição 2021 da Copa do Brasil sub-20. No gramado sintético do Allianz Parque o Palmeiras, atual tetra campeão paulista e uma das forças da categoria nos últimos anos, enfrentou a humilde Liga Esportiva de Presidente Médici, atual campeã maranhense. Uma daquelas partidas que provavelmente nunca mais se repetirão e que teria um enorme quórum de amigos e conhecidos se tivesse sido realizada com portões abertos.

Você viu aqui no Jogos Perdidos que o alviverde conquistou o inédito tetra paulista vencendo o Corinthians nos pênaltis na decisão de 2020. Já o Presidente Médici conquistou seu primeiro caneco na história com uma campanha genial. Eles entraram no certame na segunda fase e eliminaram Chapadinha, Juventude e Bacabal nos pênaltis antes de vencerem o Americano na final por 2x0. Campeões com apenas uma vitória é genial.

A equipe foi fundada em 2007 e, pelo que consegui apurar, estreou no sub-20 exatamente no ano passado (vale comentar que o site da FMF é tenebroso de tão ruim. Encontrar informações históricas sobre torneios realizados pela entidade na página oficial é pior do que encontrar agulha no palheiro. Bem que podiam fazer um site minimamente decente, não?). O Campeonato Maranhense de Juniores – denominação utilizada apenas em 2020 – foi de tiro curto em virtude da pandemia, mas o que importa é que colocaram o nome na história.


O Palmeiras x Presidente Médici foi o jogo mais perdido que vi em muito tempo. O último tinha sido o Ponte Preta x Afogados pela Copa do Brasil de 2020, exatamente um ano antes do duelo de Allianz Parque

Confesso que nunca tinha ouvido falar a respeito da cidade de Presidente Médici. Como JP também é cultura, apurei que o município, que fica a 168 quilômetros de distância de São Luís, fazia parte de Santa Luzia do Paruá até 1994, quando se emancipou. A população oficial no último censo de 2010 era de 6.374 pessoas. Ou seja, os moradores cabem oito vezes no Allianz Parque e ainda sobra espaço. Aliás, todos os estádios que recebem jogos profissionais na capital bandeirante podem acomodar os medicenses sem aperto.

Por essas e por outras que competições como a Copa do Brasil sub-20 e sub-17 e a Copa São Paulo de Futebol Júnior são tão geniais. Duvido que qualquer uma das pessoas envolvidas com o clube nordestino poderia imaginar que um dia estariam em São Paulo jogando num estádio como o Allianz. Imaginem a alegria de todos ao terem essa incrível e única chance na vida. Pena que boa parte da "mídia especializada" diz que esses times nada acrescentam. Não sabem de nada.

A molecada da Liga conseguiu o mérito de segurar o Palmeiras durante quase 45 minutos. Sim, o fato de o alviverde não ter se acertado durante todo o tempo inicial foi basicamente o que determinou o placar zerado, porém os meninos maranhenses mostraram bastante dedicação e fizeram uma apresentação digna. O problema foi que em toda jogada um pouco mais dura, algum atleta rubro-amarelo caía no chão e demorava para se levantar. Isso fez o árbitro dar cinco minutos de acréscimos... e foi aí que a partida começou a se definir.

Os donos da casa acertaram o pé entre os 44 e 49 minutos, abrindo sem dó a porteira. O marcador foi inaugurado com o panamenho (!) Newton. Ele ganhou de dois defensores, do goleiro e tocou com o gol vazio. Davi recebeu belo passe da direita aos 47, deu um drible genial no zagueiro e ampliou. Newton fez outro aos 49 aproveitando rebote dentro da área. Com os 3x0 de vantagem, só um terremoto de magnitude 9.2 na Escala Richter tiraria a vaga do escrete paulistano.





O belo contraste entre os dois uniformes no gramado do Allianz Parque



Na primeira foto, o detalhe do gol que abriu a goleada verde marcado por Newton. Depois o panamenho comemorando pela segunda vez no 3x0 que fechou o primeiro tempo

Quando a etapa final começou, o Presidente Médici até tentou fazer aquele gol de honra que se transformaria num verdadeiro troféu. Foi por pouco que ele não saiu, principalmente no décimo minuto quando a zaga salvou em cima da linha um tento que parecia certo. Um pecado. Passado esse momento, só deu Palmeiras. Aos 15, o colombiano Marino escorou escanteio da direita. Dois minutos depois ele cruzou e Newton chegou ao hat-trick da noite. Uma jogada genuinamente latino-americana.

Pedro Acácio marcou pela sexta vez aos 21 em jogada individual. Marino ampliou para 7x0 aos 29 e Vitinho fechou a goleada aos 33 de cabeça. Os locais tiveram novas oportunidades até os 45, mas não converteram. O Palmeiras 8-0 Presidente Médici colocou o alviverde nas oitavas de final da Copa do Brasil contra Real Ariquemes ou Náutico e também registrou a maior goleada da história do estádio. Nada mal. De qualquer forma, o elenco da Liga Esportiva merece os parabéns.




Três lances do tempo final. Tirando um ataque perigoso dos visitantes, só deu Palmeiras


Marino, atacante colombiano, fez o quarto alviverde de cabeça


Pedro Acácio fez o sexto em belíssima jogada individual


Vitinho fechou a goleada com o oitavo tento aos 33 minutos

Antes do futebol ser interrompido (de novo), no sábado ainda deu tempo de encerrar as coberturas, por enquanto, em nova apresentação do Nacional como mandante na Série A3.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 8x0 Presidente Médici/MA

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Pedro Acácio; Gols: Newton 44 e 49, Davi 47 do 1º, Marino 15 e 29, Newton 17, Pedro Acácio 21 e Vitinho 33 do 2º.
Palmeiras: Mateus; Davi (Vitinho), Henri (Jhow), Zabala e Vitor Hugo; Ramon, Pedro Bicalho (Pluas) e Pedro Acácio (Yago Andrade); Kevin, Robinho (Marino) e Newton (João Pedro). Técnico: Wesley Carvalho.
Presidente Médici: Arley; Lucas, Maffia (Renan), Bruno Menezes e Fonseca (Robson); Gabriel Turi, Barbeirinho e Bastico (Paulo Sérgio); Lyandro Gabriel (Adriel), Lé (Marcos Antônio Pimentinha) e Paulinho (Rickelmi). Técnico: Jaílson Negueba.
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