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terça-feira, 18 de agosto de 2026

Na Arena Barueri, Palmeiras bate Juventude e garante terceiro lugar

Texto e fotos: Fernando Martinez


Com muito calor, o domingo reservou uma cobertura sempre bem-vinda do Campeonato Brasileiro Feminino nas páginas do JP. Sem a dor nas costas que me atrapalhou na maior parte do mês, caí da cama cedinho e fui até a Arena Barueri conferir de perto Palmeiras x Juventude, confronto válido pela penúltima rodada da primeira fase.

O alviverde, já classificado para as quartas de final, estava na terceira posição antes da rodada, enquanto o Juventude ocupava a 15ª posição, com apenas 10 pontos. Apesar da campanha ruim, a equipe gaúcha deve se manter na elite em 2027, pois não acredito que a dupla Vitória e América/MG, ambas com sete pontos, consiga ultrapassá-la. Não cair é uma grande conquista.

Eu decidi ir nesse jogo pois descobri, no começo do torneio, graças ao aplicativo Futbology, que faltavam quatro equipes para ver todas da Série A1 do nacional feminino com seus elencos principais: Juventude, Mixto, Fluminense e Botafogo. O Mixto eu consegui ver no Canindé contra o Corinthians. O Juventude saiu da lista de pendências em Barueri (aliás, tinha visto o clube em ação somente uma vez, no Brasileiro sub-20 de 2022, contra o Avaí/Kindermann). Já a dupla carioca eu só vi na base. Talvez consiga ver o Flu ainda este ano, enquanto o Bota vai ficar em aberto, pois ele deve ser rebaixado.



Palmeiras e Juventude posados antes do jogo válido pela penúltima rodada da primeira fase do Brasileiro Feminino


A árbitra Samia Kelle de Amorim Alves (RJ), as assistentes Veridiana Contiliani Bisco (SP) e Izabele de Oliveira (SP) e a quarta árbitra, também paulista, Jessica Aparecida Milani

Livre, pelo menos por enquanto, da dor que vem me acompanhando desde o começo de agosto, decidi que faria o caminho a pé da Estação Jardim Belval até o estádio. Só que a tenebrosa Via Mobilidade estragou os planos, e fui obrigado a ir de táxi em virtude da operação tartaruga feita pela concessionária. Tudo bem, acontece nas melhores famílias. No fim, cheguei cedo, de boa e com tempo de fazer todos os trâmites sem pressa.

Fui acompanhar o ataque local no primeiro tempo e não me arrependi. O Palmeiras ocupou o campo de defesa do Juventude, e o que se viu foi um monte de chances de gol para as mandantes. A goleira Thaís Amorim fez pelo menos três ótimas defesas, mas não foi capaz de impedir o gol de Gláucia. A camisa 9 acertou um belo chute da direita e encobriu a arqueira. Não sei se ela chutou direto ou cruzou. O que sei é que foi um golaço.

Na etapa final, o astro-rei deixou o campo sem nenhuma sombra, então fui acompanhar o restante do duelo nas tribunas da Arena. Lá do alto, vi o Juventude chegar mais vezes dentro da área palmeirense, nenhuma com sucesso. Quem se destacou foi a atacante Bia Zaneratto. Aos 17, ela finalizou e Thaís Amorim falhou. Aos 24, ela completou um cruzamento da direita e anotou o terceiro. Mais oportunidades foram criadas sem que o marcador fosse alterado novamente.




O Palmeiras tomou as rédeas da partida desde os primeiros momentos



Detalhe do gol e a comemoração de Gláucia no primeiro gol da manhã




Apesar da pressão, o alviverde ficou apenas no 1 a 0 na etapa inicial




No segundo tempo, seguiu a pressão mandante


Bia Zaneratto completando de cabeça para as redes no terceiro gol do Palmeiras

O tranquilo resultado positivo manteve e confirmou a terceira posição para as alviverdes, independentemente do que acontecer na última rodada. O clube tem 35 pontos e não conseguirá ficar à frente de Corinthians e São Paulo, os dois primeiros, nem ser ultrapassado pela Ferroviária. O Juventude segue em 15º e com poucas chances de ser rebaixado.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 3-0 Juventude

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Samia Kelle de Amorim Alves/RJ; Público: 274 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Brena Carolina e Núbia; Gols: Gláucia 17 do 1º, Bia Zaneratto 17 e 24 do 2º.
Palmeiras: Matascha; Ana Guzmán, Poliana, Giovanna Campiolo e Andressinha (Melanie Chirinos); Brena Carolina, Espinales (Duda Santos) e Bia Zaneratto; Tainá Maranhão (Ana Flávia), Emily Assis (Ana Guimarães) e Gláucia (Nicoly). Técnica: Rosana Augusto.
Juventude: Thaís Amorim; Bell Silva, Grazi, Joiceane Scatola e Carla Cruz; Limpia Fretes, Carol Ladaga (Paloma Lemos), Leka (Laurinha) e Baião (Tefinha); Maíza Piovezan (Loirão) e Marussi (Núbia). Técnico: Luciano Brandalise.

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

São Paulo confirma a melhor campanha no Paulista Feminino sub-15

Texto e fotos: Fernando Martinez


Seguindo com a minha retomada de coberturas aqui no JP, no sábado à tarde fui até Osasco acompanhar de perto a última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista Feminino sub-15. No Estádio José Liberatti, o já classificado São Paulo recebeu o novato, e lanterna, Mirassol para confirmar a melhor campanha do Grupo 2.

O estadual infantil das meninas teve 15 clubes participando da disputa: oito no Grupo 1 e sete no Grupo 2. Os times jogaram em turno único dentro da chave, e os quatro melhores de cada grupo avançaram às quartas de final. O São Paulo, como sempre, é um dos favoritos ao título e tinha campanha de quatro vitórias e um empate até então. O Mirassol, que faz sua estreia na categoria em 2026, também empatou uma vez, mas perdeu seus outros quatro compromissos.




As imagens de São Paulo, Mirassol e das capitãs com a arbitragem do confronto em Osasco

Aliás, vale dizer que a graça dos torneios femininos da FPF está nas categorias de base. Isso porque a entidade simplesmente matou o Paulista adulto, transformando um campeonato que era referência no país em um mero preenchedor de buraco. Não tenho a menor vontade de acompanhar mais o estadual, tamanho o desinteresse que ele desperta depois das várias mudanças para pior promovidas pela federação. Triste.

Como nos velhos tempos, encontrei a dupla Luigi & Milton na Estação Osasco e, de lá, fomos de táxi até o Rochdale. Por ser um jogo com número baixo de torcedores, consegui colocar os amigos na tribuna, sem aperto e na boa. Nós três fomos ver pela primeira vez a equipe interiorana em ação com seu elenco feminino.

Quando a bola começou a rolar, deu o esperado. O São Paulo fez um daqueles "ataques contra defesa" e, mesmo com aquela certa má-vontade que estamos acostumados a ver, foram vários os momentos de perigo. Na etapa inicial, Laura Garcia e Fefe chegaram às redes. No tempo final, fui assistir à peleja junto com a dupla, e o Tricolor se manteve melhor em campo. Kakau ampliou aos 13 e Ourique, no último minuto, deu números finais ao duelo.







O São Paulo foi melhor do que o Mirassol na maior parte do jogo no Rochdale


Fefe chutando e ampliando a vantagem são-paulina




Na etapa final, as meninas do Tricolor confirmaram mais uma vitória no Paulista Feminino sub-15

O triunfo por 4 a 0 manteve a equipe do Morumbi com a melhor campanha da primeira fase do Paulista Feminino sub-15. O adversário das quartas de final será o Audax, que terminou na quarta colocação do Grupo 1. Os demais confrontos serão: Santo André x Centro Olímpico, Corinthians x Teal Rising e Ferroviária x SESI. A próxima fase começa a ser disputada no dia 29.

Consegui voltar rapidinho para o QG da Zona Oeste e passar o restante do sábado na paz. No domingo cedo, retornei à ativa, com o Brasileiro Feminino na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: São Paulo 4-0 Mirassol

Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Éberton Aparecido Monteiro; Público e Renda: Portões abertos; Gols: Laura Garcia 12 e Fefe 23 do 1º, Kakau 13 e Ourique 34 do 2º.
São Paulo: Maria Luiza (Larissa); Juliana, Laura Garcia, Ana Clara (Paola) e Vi (Rennya); Lorenna (Lydi), Nicoly, Kakau (Manuela) e Isa Chella (Rafinha); Ourique e Fefe (Laura Domingues). Técnico: Felipe Estevam.
Mirassol: Maria Cecília (Alice); Laura Monteiro, Mariane, Laura Queiroz e Bianca; Maria Clara (Maria), Mirella (Mirelly) (Julinha), Vitorinha e Manu; Pato e Aninha (Laura Costa). Técnico: Letícia Barros.

Obs.: No Paulista sub-15 não há distribuição de cartões. Aos 28 do segundo tempo, Mirelly, atleta camisa 18 do Mirassol, levou punição disciplinar pela segunda vez na partida e acabou sendo substituída pela camisa 19 Julinha.

domingo, 16 de agosto de 2026

Centro Olímpico surpreende o Bandeirante e larga na frente no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana de molho, a dor nas costas deu uma trégua e, na sexta-feira, resolvi acompanhar o início do mata-mata da Série B do Campeonato Paulista sub-20. Tinha várias opções de jogos e acabei decidindo pelo inédito confronto entre Centro Olímpico e Bandeirante de Birigui, um dos clubes que sempre gostei de ver ao vivo, no CERET.

Vi o BEC com certa frequência na primeira década do século 21. Depois, a presença da equipe por essas bandas passou a ser mais espaçada. O sub-20 eu tinha visto ao vivo apenas uma vez, em uma vitória contra o ECUS em 2015. O profissional eu não vejo desde 2023, quando enfrentaram e foram derrotados pelo São Bernardo pela A3. Na primeira fase, o clube que usa o uniforme da seleção paulista terminou invicto e como líder do Grupo 1. Já o ADECO ficou na segunda posição do Grupo 9, atrás apenas do Nacional. Mostrei aqui a última apresentação do onze paulistano, uma goleada sofrida contra o próprio Naça.




Os dois times posados de forma exclusiva para o JP além do quarteto de arbitragem com os capitães

Tive a companhia do amigo Luigi após sete meses para essa jornada. Pegamos o ônibus na Estação Carrão e chegamos no CERET cedo, sem pressa. Hoje é um dos locais mais legais para assistir futebol na cidade de São Paulo. Dá um certo trabalho para ir lá, mas sempre vale a pena. Cerca de 30 pessoas, entre elas o amigo Eduardo e o mooquense Estevan, acompanharam o duelo.

Eu imaginava que o Bandeirante tinha um leve favoritismo em virtude de ter melhor campanha, porém, quando a bola rolou, isso ficou apenas no papel. O Centro Olímpico foi bem e fez um duelo bastante equilibrado. Na etapa inicial, o escrete da capital teve duas boas chances para abrir o placar, enquanto o BEC, a rigor, teve somente um bom momento. O 0 a 0 quando o intervalo chegou era um placar justo.

Na segunda etapa tudo mudou. O Centro Olímpico melhorou e encurralou os visitantes. Os donos da casa mandaram duas bolas na trave e tiveram duas chances claríssimas para marcar. A insistência deu resultado aos 28, com o gol de Daniel Sobral. Quatro minutos depois, Pedro Duarte ampliou. O BEC sentiu o golpe e quase levou o terceiro pouco antes do apito final. O 2 a 0 ficou barato.








Detalhes do primeiro tempo no CERET





Na segunda etapa o Centro Olímpico saiu em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final. Na última foto, a comemoração de Pedro Duarte no segundo gol mandante

Agora o Bandeirante precisa derrotar os paulistanos por três gols de diferença na próxima sexta-feira para se classificar. Se ganhar por dois, a decisão da vaga será nos pênaltis. O Centro Olímpico pode perder por um que ainda assim estará entre os 16 melhores da competição pela primeira vez. Certo é que terá bastante emoção em Birigui, cidade que, de forma absurda, ainda não visitei.

Tinha sessão noturna na pauta, mas decidi me poupar. Depois de duas semanas de molho, não dá para ficar arrepiando tanto ainda. No sábado voltei aos campos com a última rodada da primeira fase do Paulista Feminino sub-15 na pauta. Teve time novo na lista feminina.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 2-0 Bandeirante

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Marcus Vinicius Salles de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Rafael Lemos, Pedro Duarte, Romarinho, Pegoraro e Vítor Hugo; Gols: Daniel Sobral 28 e Pedro Duarte 32 do 2º.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro (Romarinho), Gabriel (Lucas), Daniel Sobral e Gustavo Dias; Rafael Lemos, Isaque (Pedro Martins), Andreas Biasotto e Giuseppe; Diogo Gonzaga (Luka) e Pedro Duarte (Visentin). Técnico: Adílson Nascimento.
Bandeirante: Gallinari; Gabriel Yamauti (Cunha), Eric, Giovanni Coqueiro (Bruno Henrique) e Gigante; Roberto, Max (Samuel), Pegoraro (Lucas Mossen) e Marcos Vinícius (Amendoim); Dener (Vítor Hugo) e Pedro Vito. Técnico: Roni.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Nacional atropela o Centro Olímpico no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Agosto não está sendo fácil. Com uma dor nas costas que não passa de jeito nenhum desde o começo do mês, a programação feita com carinho pelo que vos escreve virou pó. Tentando ver se a situação estava melhor, na sexta-feira encarei uma jornada até o Estádio Nicolau Alayon para acompanhar a última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista sub-20 em sua Série B. Em campo, confronto paulistano entre Nacional e Centro Olímpico.

Os dois times já estavam praticamente classificados antes de se enfrentarem. O ADECO era o líder da chave, enquanto o Nacional ocupava a terceira posição. Um triunfo do escrete ferroviário o colocaria na ponta ao término da fase. Eu tinha visto o Naça em ação contra o Terceiro Milênio — vitória pela contagem mínima — e achava que seria um jogo equilibrado. Enganei-me feio.




Os capitães, o quarteto de arbitragem e as equipes em fotos exclusivas do Jogos Perdidos

Se no caminho até a casa do Nacional as costas estavam quietinhas, bastou descer do ônibus para ela, a dor, chegar com tudo. Na base do Dorflex, vi uma atuação local totalmente surpreendente. Eu esperava equilíbrio, porém o que vi foi um onze local superior desde os primeiros movimentos. Com certeza foi a melhor atuação da equipe da Zona Oeste no torneio até agora.

Nicolas Ramos mostrou o cartão de visitas para o Centro Olímpico logo aos dois minutos, aproveitando rebote do goleiro Marcello para abrir a contagem. Bastante superior, Ruan Santos fez o segundo aos 19. O ADECO pouco fez e não mostrou o futebol que o colocou na segunda fase com antecedência. O 2 a 0 no intervalo ficou barato.

Na etapa final, contando com a companhia do amigo Pucci nas sociais da Comendador Sousa, segui vendo uma partida maiúscula do onze nacionalista. Jogando na boa, sem sustos e animando a boa torcida presente, Ruan Santos fez o terceiro aos 18 e, de pênalti, Klayton Silva deu números finais ao duelo aos 42. O 4 a 0 foi simplesmente a maior goleada que vi do sub-20 do Nacional em todos os tempos. Na próxima fase, o adversário será o União Mogi. Já o Centro Olímpico vai encarar o Bandeirante de Birigüi.



Nicolas Ramos aproveitando o rebote e comemorando o primeiro gol nacionalista


Então líder da chave, o Centro Olímpico não foi páreo para os donos da casa



Bola na rede do ADECO no segundo gol local, marcado por Ruan Santos



Mais dois momentos da etapa inicial na Comendador Souza



Na etapa final, o Nacional se manteve dono da peleja



Ruan Santos anotou o terceiro para o Nacional


De pênalti Klayton Silva fechou o marcador


Goleada nacionalista na última rodada da primeira fase do Paulista sub-20 - Série B

Me arrastando até o ponto de ônibus, voltei para o QG da Zona Oeste travado e já sabendo que os planos do final de semana tinham ido para o brejo... de novo. Agora só volto aos campos quando melhorar de vez. Quando? Espero que seja breve.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 4-0 Centro Olímpico

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Israel de Souza Catarino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Enzo Ferraro, William Hora, Ruan Santos, Gustavo Ferreira, Gustavo Dias, Giuseppe e Leonardo; Gols: Nicolas Ramos 2 e Ruan Santos 19 do 1º, Ruan Santos 18 e Klayton Silva (pênalti) 42 do 2º.
Nacional: Bryan; Enzo Ferraro (Klayton Silva), João Medeiros, Felipe Machado e Yago Panham; Wallacy, Davi (Gustavo Ferreira), Ryan Matos (Leonardo Signoreto) e Lucas Costa; Ruan Santos (Bruno Maciel) e Nicolas Ramos (William Hora). Técnico: Edson Kruss.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro, Pedro Martins, Lucas (Guilherme) e Daniel Sobral; Gustavo Dias (Isaque), Davi Sobral (Alyson), Giuseppe (Luka) e Pedro Duarte (Visentin); Romarinho (Gustavo Borges) e Leonardo (José Henrique). Técnico: Adílson Nascimento.