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terça-feira, 20 de outubro de 2026

São Bernardo FC pouco produz e perde para o Criciúma

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último domingo, pintou uma sessão vespertina, algo que fazia tempo que não acontecia. Direto do Estádio Primeiro de Maio, fui acompanhar o duelo de Tigres entre São Bernardo FC e Criciúma, válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Foi apenas a segunda cobertura do Jogos Perdidos na segundona nacional em 2026.

Eu quis ir nesse jogo, pois não via o elenco profissional do Criciúma desde 2013. Em 31 de julho daquele ano, estive no Canindé para o duelo dos catarinenses contra a Portuguesa, em meio à última temporada lusitana na elite. O jogo, que terminou empatado por 1 a 1, não foi bom, assim como a partida do domingo. Ruim também foi a recusa do clube do Sul em posar para a foto oficial. Aliás, há uma enormidade de times por aí que não dão a mínima para isso. Pior é ver os fotógrafos dos próprios clubes não ligarem. Aqui no JP, foto posada é obrigação.



Times perfilados e o São Bernardo em sua foto oficial antes do jogo. Outra vez o clube visitante se recusou a posar. Antipatia pura


Os capitães das equipes junto com o árbitro Bruno Pereira Vasconcelos (BA), os assistentes Luís Carlos de Franca Costa (RN) e Vanessa Santos Azevedo (SE) e o quarto árbitro Guilherme Nunes de Santana (SP)

O Tigre do ABC começou a peleja com mais vontade e chegou perto de abrir o placar em dois momentos: aos sete minutos, em um ótimo chute de Dudu Miraíma, defendido por Airton no canto, e aos 13, quando Pará chutou cruzado e Foguinho chegou atrasado no lance. O Criciúma, que só se defendia, passou a também se arriscar no campo de ataque a partir dos 20 minutos. Aos 34, César Martins abriu o placar de cabeça após cruzamento da direita. Diego quase ampliou na sequência, em rebote de Alex Alves.

O frio, um pequeno milagre nesse mês de outubro, ficou mais forte na etapa final, e eu fiquei no meu cantinho, agasalhado, acompanhando as tentativas de ataque dos mandantes. Pena que a partida tenha caído demais de produção. O São Bernardo FC poderia ter ficado até agora em campo que certamente o gol de empate não teria saído. O escrete paulista não teve absolutamente nenhuma chance de gol. O Criciúma também pouco fez, e os 45 minutos finais foram marcados por uma total falta de inspiração coletiva.










Não foi um jogo bom no ABC Paulista. No fim, o Criciúma venceu e segue com o sonho do acesso vivo

O triunfo do Tigre de Santa Catarina deixou o clube na quinta posição, com 59 pontos em 34 jogos disputados. Naquele momento, a equipe disputaria a repescagem com o Fortaleza para decidir uma vaga na A em 2027. O Vila Nova é o líder, seguido pelo Novorizontino. O São Bernardo FC está em 12º, com 46 pontos, e conseguiu se manter na segundona para a próxima temporada.

Com frio e garoa, saí do estádio com destino à capital, felizmente sem enfrentar a péssima frequência que marcou a ida, feita na companhia do decano Milton Haddad. Em tempos difíceis, é sempre muito bom permanecer aquecido dentro da nossa bolha. Sair dela é sempre assustador. Na segunda, voltei a cobrir a Paulista Cup infantil e juvenil após quase dois anos.

Até lá!

Ficha Técnica: São Bernardo FC 0-1 Criciúma

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Bruno Pereira Vasconcelos/BA; Público: 1.070 pagantes; Renda: R$ 12.880,00; Cartões amarelos: Felipe Garcia e Foguinho; Gol: César Martins 34 do 1º.
São Bernardo FC: Alex Alves; Marcão, Jemerson e Luizão (Pedro Vitor); Hugo Sanches, Foguinho (Romisson), Dudu Miraíma e Anderson Pará (Mário Sérgio); Lucas Fernandes (Fabrício Daniel), Felipe Garcia e Pedrinho (Daniel Davi). Técnico: Vinícius Bergantin.
Criciúma: Airton; César Martins (Bruno Alves), Rodrigo e Luciano Castán; Willean Lepo (Marcinho), Ronald, Fellipe Mateus e Marcelo Hermes; Otero (Waguininho), Nicolas (Yuri Tanque) e Diego Gonçalves (Gui Lobo). Técnico: Umberto Louzer.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Jogos Nada Perdidos: São Paulo faz o mínimo, vence o Vasco e sobe na tabela

Texto e fotos: Fernando Martinez


A noite de sábado reservou um joguinho nada perdido pelo Campeonato Brasileiro. Decidi ir até o Estádio Cícero Pompeu de Toledo para ver São Paulo x Vasco da Gama, confronto que, para mim, sempre remete à final de 1989, vencida pelo clube do Rio de Janeiro. Em 2026, a situação de ambos é bem diferente.

O time do Morumbi ocupava a 10ª colocação, enquanto o Vasco era o 14º. Nada de muito brilhante. Vale registrar que esse foi apenas meu terceiro jogo do Tricolor pela Série A do nacional. Minha estreia foi em 2001, em um modorrento 0 a 0 contra o Gama, e voltei a vê-lo em ação apenas em 2022, contra o Atlético Mineiro, em novo empate, agora por 2 a 2. Já o Vasco eu não via ao vivo desde a última apresentação do clube na Série B de 2022, quando venceu o Ituano por 1 a 0. Na capital, a última vez tinha sido em 2014, contra a Portuguesa.



Diferente de outros times, São Paulo e Vasco da Gama posaram para as fotos oficiais. Ponto para a história


O árbitro Fernando Antônio Nascimento Filho (PA), os assistentes Victor Hugo dos Santos (PR) e Acácio Menezes Leão (PA), o quarto árbitro Paulo Roberto Alves Júnior (PR) e os capitães


A torcida do Vasco marcou presença e lotou o setor visitante do estádio são-paulino

Quase perdi a hora da partida, pois, na minha cabeça, confundi os horários e achei que o jogo começava às 21h30. Por sorte, não estou tão longe do estádio, então deu tempo de corrigir a rota e chegar a tempo para o credenciamento. Diferente do que acontece em jogos das Séries A e B, as duas equipes fizeram as fotos oficiais, gesto que sempre desperta bons sentimentos na equipe de reportagem do Jogos Perdidos.

Após captar as imagens, fui acompanhar o ataque são-paulino nos primeiros 45 minutos. Mas não foi boa a peleja, longe disso. Até rolou movimentação dos dois times, nada além disso. O Vasco foi melhor, porém não foi capaz de transformar essa maior disposição em gols. No intervalo, o óbvio 0 a 0 traduziu perfeitamente o que aconteceu em campo: os dois ataques terminaram a etapa sem nenhuma finalização.

No tempo final, segui no mesmo lugar, e o São Paulo melhorou com a entrada de Lucas. Ele foi o responsável pela primeira finalização da noite, aos 13 minutos, e, aos 22, os locais abriram o placar. Pedro Lima chutou rasteiro, e Artur desviou, mandando a bola no canto direito. O próprio Artur quase fez o segundo aos 33, em um chute que acertou a trave. O Vasco nada fez e perdeu outra no nacional.







Lances do primeiro tempo no Morumbi







No segundo tempo, o São Paulo marcou o gol da vitória

O triunfo pela contagem mínima colocou o São Paulo em nono lugar, com 42 pontos, enquanto o Vasco agora é o 15º colocado, com os mesmos 35. Mas o maior fato do atual momento do torneio é que o Corinthians, sem sombra de dúvida, é o pior time. O morto time do Parque São Jorge segue a passos largos rumo ao segundo rebaixamento na história.

Retornei ao QG da Zona Oeste sem pressa, sem aperto e retomei as coberturas no domingo à tarde com a Série B do Brasileiro. Teve time que não via ao vivo há 13 anos na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: São Paulo 1-0 Vasco da Gama

Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (São Paulo); Árbitro: Fernando Antônio Nascimento Filho/PA; Público: 31.501 pagantes; Renda: R$ 1.190.350,00; Cartões amarelos: Artur, Iago, Colidio e Gabriel; Gol: Artur 22 do 2º.
São Paulo: Rafael; Newton Júnior, Arboleda e Rafael Tolói (Sabino); Pedro Lima, Bobadilla, Marcos Antônio (Pablo Maia) e Iago; Artur (Osorio), Luciano (Lucas) e Calleri (Gustavo Santana). Técnico: Dorival Júnior.
Vasco da Gama: Léo Jardim; Paulo Henrique (Puma Rodríguez), Gabriel, Robert Renan e Cuiabano; Sosa (Jair), Tchê Tchê (Thiago Mendes) e Lescano (Adson); Andrés Gomez, Colidio e Bruno Duarte (Brenner). Técnico: Pedro Emanuel.

Juventus vence, mas Santo André avança nos pênaltis

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último sábado, retornei ao canteiro de obras que atualmente é o Estádio Conde Rodolfo Crespi para acompanhar o duelo entre Juventus e Santo André pela volta das oitavas de final da Série A do Campeonato Paulista sub-20 e também conferir o estado atual das melhorias prometidas pela SAF para a casa grená.

Fui pela primeira vez ali no confronto entre Juventus e Jabaquara, que fechou a primeira fase, e o que vi um mês depois me deixou assustado com o futuro. Pouca coisa efetivamente mudou, e começo a crer que a reinauguração oficial para a edição 2027 do Paulistão será uma tarefa complicada. Nada está pronto, e será preciso acelerar o ritmo das obras para que o estadual seja disputado ali.




Juventus, Santo André e a imagem oficial do quarteto de arbitragem com os capitães dos times


No jogo contra o Jabaquara estava só o ferro. Agora existe uma lona mostrando que estamos na ARENA Javari

Ao contrário do clima positivo do Juventus contra o Jabuca, a missão agora era bem mais difícil. Na partida de ida, o Ramalhão fez 3 a 1 e podia até perder por um gol de diferença para avançar às quartas. O Juventus precisava vencer por dois para levar a decisão aos pênaltis e por três para se garantir direto. A expectativa era a melhor possível, e ambas as equipes entregaram um jogo muito bom, acima da média.

O Juventus começou a peleja daquele jeito, indo para o ataque, pois precisava marcar. Conseguiu abrir a contagem aos nove minutos, em bom ataque de Victor pela direita e chute cruzado que morreu no canto direito de Miguel. Os donos da casa criaram bons momentos para ampliar, mas, aos poucos, o Santo André equilibrou a ação. Com chances dos dois lados, o clube do ABC deixou tudo igual com um belo chute de Emerson de fora da área.

O 1 a 1 deu uma assustada nos donos da casa. No início do segundo tempo, o Santo André ficou perto da virada em duas investidas nos primeiros minutos, ambas desperdiçadas. Os vacilos custaram caro e, aos 10, o Juventus fez o segundo gol. Antônio marcou de cabeça após bola cruzada da esquerda e indecisão da zaga andreense. A peleja seguiu em bom ritmo, e os dois times continuaram testando as defesas adversárias. O Moleque Travesso voltou a marcar com uma pintura de Rafael Cardoso. Ele quis cruzar e colocou a pelota no ângulo direito de Miguel. Um golaço. Pena que a transmissão da FPF não pegou o gol, um crime.



O belo chute de Victor e a comemoração para as lentes do Jogos Perdidos





Mais lances do ótimo tempo inicial na Javari


Hora de descanso nas obras da nova arquibancada





Momentos da etapa final do ótimo Juventus x Santo André


A comemoração do terceiro gol grená, uma pintura

Ao término do tempo regulamentar, o onze paulistano devolveu o 3 a 1 da ida, e a decisão foi aos pênaltis. Henrique, Nathan Borges e Felipe fizeram para o Juventus, e Bernardo, goleiro que entrou apenas para os penais, defendeu o chute de Antônio. O Santo André foi perfeito e anotou as cinco batidas com Lucão, Murilo Lelis, Paulo César, Kauan Mota e Fran, ficando com uma das vagas nas quartas de final. Na próxima fase, o onze do ABC vai enfrentar o Santos. Ao Juventus, fica o gostinho do quase.


Bernardo pegando o pênalti de Antônio



O gol decisivo de Fran e a comemoração do escrete andreense

A partida na ARENA Javari tinha acabado, mas a rodada não. Fui a uma sessão noturna no Morumbi, pela Série A do Brasileiro, para mais uma cobertura do Jogos Nada Perdidos.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 3-1 (3-5) Santo André

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Riquelme, Matheus Yuri (Juv), Henrique, Kauan Mota, Gabriel Dias, Emmanuel Egydio e Fran; Cartão vermelho: Márcio Leite (PF-San) no pós-jogo; Gols: Victor 9 e Emerson 37 do 1º, Antônio 10 e Rafael Cardoso 32 do 2º.
Juventus: Arthur Rodrigues; Ian (Rafael Cardoso), Nathan Borges, Anthony e Felipe; Fabrício (Thiago Felicci), Victor, Riquelme (Eduardo) (Gabriel Jonas) e Henrique; Antônio e Vitor Coca (Matheus). Técnico: Marcelo Pap.
Santo André: Miguel (Bernardo); Allan Kennedy (Danilo Costa), Gabriel Dias (Arthur Rufino), Kauan Mota e Guilherme Henrique; Paulo César, Thierry Hanry (Lucão), Fran e Murilo Lelis; Emmanuel Egydio (Justin Tyler) e Emerson (Gabriel Miranda). Técnico: Leandro Mehlich.

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Calor, gols perdidos e classificação tranquila do Ibrachina

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo do Ibrachina no sábado foi válido pelo Campeonato Paulista sub-17. Depois de fazer 3 a 1 fora de casa, o clube da Mooca recebeu o São Bernardo na Ibrachina Arena com a faca e o queijo na mão para se garantir nas oitavas de final sem muito esforço.

A campanha do sub-17 não tem os mesmos números do sub-15, mas, mesmo assim, é sensacional: 19 jogos, 15 vitórias, dois empates e duas derrotas. A missão não é nada fácil, mas a ideia pelos lados do clube é pelo menos repetir a performance de 2025, quando a equipe chegou à decisão e acabou derrotada pelo Sfera.




Ibrachina, São Bernardo, quarteto de arbitragem e capitães dos times

Assim como aconteceu no triunfo em cima do Brasilis pelo infantil, o Ibrachina não tomou conhecimento do Bernô e foi senhor da partida. Apesar do forte calor — que me obrigou a ficar na arquibancada, protegido pela sombra —, a pressão local foi grande desde os primeiros movimentos. O que complicou foi a falta de precisão nas finalizações.

Na primeira etapa, o Ibrachina chegou às redes somente uma vez, com Samuel Zanon, aos 17 minutos. Na etapa final, o número de chances criadas foi absurdo. O escrete paulistano perdeu pelo menos sete ou oito boas oportunidades de marcar. No fim, anotou apenas mais dois gols: um novamente com Samuel Zanon e outro em cobrança de pênalti de Arthur Tigrão.






O Bernô não foi páreo para o Ibrachina na Mooca



Arthur Tigrão fechando a vitória do Ibrachina em cobrança de pênalti


O segundo 3 a 0 colocou o sub-17 do Ibrachina nas oitavas de final

O 3 a 0 ficou barato e poderia ter sido muito mais. No fim, o que importou foi a confirmação da classificação para as oitavas de final. O adversário agora será o Cosmopolitano. Em 2024, ambos se enfrentaram pela mesma competição, e o jogo na capital foi um dos mais confusos que já vi na vida. Foram dez expulsões e a partida terminou antes do tempo regulamentar porque o time de Cosmópolis ficou sem jogadores suficientes para continuar. Espero que seja mais tranquilo desta vez.

Derretendo de calor, voltei para o QG da Zona Oeste para ficar o restante do sábado descansando, já que a noite mal dormida estava cobrando seu preço.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Ibrachina 3-0 São Bernardo

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Israel de Souza Catarino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Pedro Augusto, Nicolas Melo, Estevão Parente, Arthur Tigrão, Samuel Zanon, Douglas Rodrigues, João Victor, Kauê Schurkim, Heitor Pelegrini, Gabriel Cerato e Gabriel Gonzaga; Gols: Samuel Zanon 17 do 1, Samuel Zanon 7 e Arthur Tigrão (pênalti) 15 do 2º.
Ibrachina: Lorenzo Lucas; Estevão Parente (Douglas Rodrigues), Pedro Henrique, Nicolas Melo e Pedro Augusto (Pedro Rezende); Diego Cilito, Arthur Tigrão (Matheus Micolette), Samuel Borges (João Victor) e Pietro Jesus (Miguel Castro); Samuel Zanon (Luiz Guilherme) e Gustavo Godoy (Kauan Pereira). Técnico: Alexandre Seichi.
São Bernardo: Murilo Felex; Mateus Boarochelo (Weslley), Moisés Silva, João Luís e Heitor Pelegrini; Gabriel Cerato, Gabriel Gonzaga, Juninho e Kevyn Ryan; Kauê Schurkim (Caio Costa) e Bryan Pereyra (Lucas Ticianelli). Técnico: Rodrigo Oliveira.