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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Fortaleza despacha o Remo e está nas oitavas de final

Texto e fotos: Fernando Martinez


A FPF encheu o domingo de jogo legal e não restou alternativa a não ser jogar tudo para o alto e sortear a pedida igual aos antigos programas de auditório sorteando cartinhas dos espectadores. A escolha ficou com um genial Remo x Fortaleza no Estádio Nicolau Alayon com direito a muito calor e 35 graus de sensação térmica. A entidade, obviamente, seguiu com a máxima que a Copa São Paulo de Futebol Júnior é feita pensando somente na televisão e que se dane o torcedor.

A Comendador Souza recebeu um público enorme e entre a rapaziada que marcou presença, um bom quórum de amigos que contou com o roqueiro Bruno, Raul, Pucci, seu Natal, Luigi e o casal coqueluche de Mauá Luiz, que não via há bastante tempo, e Simone. Todo mundo espremido na parte coberta do Alayon naquele que foi o meu 400º jogo de Copinha em todos os tempos. É o segundo torneio que mais vi, só perdendo para a atual Segundona Paulista.


Clube do Remo (sub-20) - Belém/PA


Fortaleza EC (sub-20) - Fortaleza/CE


Capitães com o árbitro Gabriel Furlan, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Henrique Mascarenhas Moura e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão

Fiz as fotos oficiais e esses foram os únicos minutos em que estive em campo. Não estava na pegada de cozinhar e acompanhei o que rolou dentro das quatro linhas lá do alto. Remo e Fortaleza estavam no Grupo 31 na primeira fase, e os paraenses venceram o duelo realizado na Rua Javari por 1 a 0. Depois o alviazul eliminou o Nacional, enquanto o tricolor despachou o XV de Piracicaba.

A partida começou com o Remo melhor e aos três minutos Henrique Vigia criou bom momento. Aos 18, nova oportunidade com Nuna finalizando de longe. Kanu levou perigo aos 27. Só dava o Clube do Remo, e o Fortaleza só chegou aos 35 em tiro de longe de Júlio Henrique. Na última chance da etapa inicial, Kanu não abriu o placar a favor dos paraenses por milagre.

Enquanto a bola rolava, eu derretia mesmo estando na sombra. Aliás, vale registrar outra invencionice da FPF na atual edição da Copinha, o tenebroso horário de 12h45. Fazer isso por causa da TV eu até entendo, o problema é encher de confrontos nesse péssimo horário sem transmissão (a não ser pela internet, claro). Crueldade sem tamanho com os atletas. Só comprova outra vez que as decisões são tomadas por pessoas que não entendem nada de futebol.






O calor foi implacável durante todo o Remo x Fortaleza

Bom, na etapa final tudo mudou. Logo aos quatro minutos Riquelme abriu o marcador a favor do Fortaleza em belíssima cobrança de falta. O Remo sentiu o golpe e sofreu o segundo aos 19 em cabeçada de Wendel. Com 2 a 0, o onze cearense passou a administrar a vantagem. Os remistas quase descontaram com Pedro Victor aos 29, sem sucesso. Ramires, camisa 19, entrou em campo com o transistor defeituoso e levou dois cartões amarelos em um espaço de menos de 10 minutos, sendo expulso.


Detalhe do belíssimo gol de falta de Riquelme, que abriu o caminho para o triunfo cearense




O Remo até tentou, mas não conseguiu fazer seu gol


Placar final com classificação do Fortaleza no Alayon

No fim, o Remo 0-2 Fortaleza poderia ter sido diferente caso os paraenses tivessem aproveitado as chances nos 45 minutos iniciais. Como não conseguiram, o tricolor está nas oitavas de final e agora vai enfrentar o Ibrachina. Ao Leão Azul fica a melhor participação na história da Copinha com o 26º lugar, superando a 27ª posição de 2010. Bela campanha dos azulinos.

Com essa cobertura fechei a terceira fase da Copa São Paulo. Na segunda-feira começaram os trabalhos na quarta fase, já contando com apenas 16 times em busca do caneco.

Até lá!

Ficha Técnica: Remo 0-2 Fortaleza

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Gabriel Furlan; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Guty, Kanu, Ramires, Jonílson, Ryan Guilherme, Riquelme; Cartões vermelhos: Ramires 41 e Felipinho 48 do 2º; Gols: Riquelme 4 e Wendel 19 do 2º.
Remo: Ruan Lucas; Rodriguinho, Jonílson, Davi e Ely; Nuna (Felipinho), Renan Tiago (Kakaroto), Henrique Vigia e Guty (Ramires); Kanu (Pedro Victor) e Grecco (Tico). Técnico: Eivaldo Júnior.
Fortaleza: Bruno Guimarães; Júlio Henrique (João Henrique), Kauã, Patrick e Matheus; Fubá (Breno Ricardo), Ryan Guilherme (Geílson), Riquelme (Paulo Roberto) e Amorim (Wendel); Riquelmo (Gustavo) e Carlos Daniel. Técnico: Leandro Zago.

sábado, 6 de janeiro de 2018

Portuguesa vai bem, derrota o Remo e se classifica

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na sexta-feira, poucas horas depois de ter acompanhado a Copa Rubro-Verde, voltei ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte para outra rodada dupla, agora pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. Na abertura da segunda rodada do Grupo 32, a Portuguesa recebeu o Remo pensando em emplacar o segundo triunfo na competição (derrotou os baianos do Teixeira de Freitas na estreia).

Foi muito legal ter a chance de voltar a ver jogo da Copinha no Canindé depois de 16 anos. A última partida realizada ali havia sido a final de 2002 entre Portuguesa e Cruzeiro (debaixo um temporal monstro que teve o onze rubro-verde bi-campeão). Aliás, esse foi o único realizado no estádio nesse século pelo torneio. Já rodadas da fase inicial não aconteciam lá desde 1998.


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


Clube do Remo (sub-20) - Belém/PA


Trio de arbitragem e capitães dos times

Apesar do título de 2002, vale dizer que desde então os paulistanos fizeram poucas campanhas de destaque na Copinha. Além de terminarem sem nenhuma vitória nos últimos dois anos, não passaram de fase em cinco das últimas seis edições. Desempenho terrível de um dos participantes mais assíduos do torneio (em 2018 participa pela 47ª vez).

Já o Remo está na sua sétima participação e nas seis anteriores passou de fase apenas uma vez, em 2010 (ano em que vi o confronto dos paraenses contra o genial Al-Hilal da Arábia Saudita na cidade de Paulínia). Derrotados na estreia pelo América Mineiro, tinham a árdua tarefa de vencer os donos da casa e ainda terem chance de classificação.

É, só que quando a bola rolou não teve jeito pro Leão Azul. A Portuguesa foi senhora absoluta da peleja e viu o calor ser o adversário mais perigoso na tarde. O goleiro Matheus quase não trabalhou. Os locais insistiram bastante e abriram o placar aos 32 minutos com um chute cruzado de César.

Antes do tempo inicial terminar o zagueiro Mateus Brunetti - detalhe: a Portuguesa tem nada menos do que seis (!) jogadores com o nome "Mateus" inscritos na Copinha - ampliou o marcador, levando a partida pro intervalo com a vitória parcial de 2x0. Durante o descanso dos jogadores, dei uma olhada na minha lista e vi que esse foi o quinto (!) Portuguesa x Remo que acompanhei na vida, isso de um total de oito jogos do time do Norte do país. Uma marca um tanto quanto surreal.


Ataque lusitano pela direita no começo do jogo


Atleta do Remo com o olhar fixo na pelota


O goleiro remista Jheymmyson (!) fazendo boa defesa em chute de longe


A Portuguesa não sofreu sustos e permaneceu a maior parte do tempo dentro do campo de defesa adversário


Rara chegada do Remo dentro da área rubro-verde


Defensor local protegendo a pelota de atacante paraense

Já no tempo final o bafo apertou e não teve como os times apresentarem um futebol digno. Mesmo nas cabines do estádio também sofri com o fortíssimo calor. No fim, não houve nenhuma alteração no placar e o árbitro encerrou o jogo com Portuguesa 2-0 Remo. A vitória classificou a Lusa para a segunda fase depois de quatro anos. O onze paraense foi eliminado com o revés.

Da minha parte, voltei ao gramado pra segunda peleja do dia que reuniu outro antigo campeão e outro time novo na Lista. Não tem jeito, primeira fase de Copinha é sempre uma das coisas mais legais do ano.

Até lá!

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Remo vence o Al Hilal e se classifica para a Segunda Fase da Copa São Paulo

Opa,

Após a eliminação do Paulínia FC da 41ª Copa São Paulo de Futebol Júnior no Estádio Luís Perissinoto, era a vez da segunda partida do dia válida pelo Grupo U. E era um dos jogos mais esperados pelo que vos escreve pois reuniu uma equipe de fora do país, o Al Hilal Au-Saudi Club da Arábia Saudita, algo que não acontecia na Copinha desde o longínquo 1997. O adversário dos sauditas foi o Clube do Remo, buscando sua classificação.

Mesmo sendo jogo que seria transmitido ao vivo pela TV, tivemos bastante facilidade para as fotos oficiais. E não dava para perder mesmo, já que acredito que não verei mais o Al Hilal ao vivo algum dia.




Al Hilal Au-Saudi Club (sub-18) - Riad/Arábia Saudita. Foto: Fernando Martinez.


Clube do Remo (sub-18) - Belém/PA. Foto: Fernando Martinez.

Como disse antes, não tinha como perder a chance de ver um time estragneiro jogando a Copinha. Os sauditas foram a 12ª equipe do exterior a disputar o torneio na história. De 1980 até 1997, quando a Seleção da China e o Cerro Porteño jogaram e foram mal ao final do torneio daquele ano - e que tive a oportunidade de ver partidas das duas equipes jogando no Canindé - os estrangeiros da Copa São Paulo disputaram 39 partidas, vencendo um total de apenas 6 jogos, empatando 7 e perdendo 26. Os 11 times somados marcaram 38 gols e sofreram juntos 97. Dá para perceber que nunca tivemos uma campanha boa de algum time de fora por aqui.

Foi muito legal a iniciativa da FPF em voltar com os estrangeiros no torneio. Pena que dos três anunciados que participariam só o Al Hilal jogou (em tempo, Portsmouth/ING e o representante da África do Sul desistiram da competição). Conversei com o pessoal da Federação e eles ficaram bastante decepcionados com a pequena procura de inscrições dessas equipes do exterior. Pode ser que no ano que vem o torneio seja disputado só por times brasileiros. Uma pena, mas torcemos que eles continuem com essa idéia de convidar equipe do mundo todo.

E essa foi a segunda equipe saudita que incluo na minha Lista. A primeira que vi foi o Al Nasr, que jogou o Mundial da FIFA disputado no Brasil há 10 anos atrás, em janeiro de 2000. Podemos mesmo dizer que não é muito fácil ver uma equipe da Arábia Saudita jogando em terras tupiniquins.

Se despedindo do torneio, já que já estavam eliminados antes da rodada começar, o Al Hilal jogou contra um Remo que dependia apenas de uma vitória simples para conseguir ser campeão do grupo e se classificar para a Segunda Fase da Copinha pela primeira vez. Vale registrar que essa é a terceira participação dos paraenses no torneio e desde 2005 não jogavam o importante campeonato.


Cobrança de falta para o Remo no começo de partida. Foto: Fernando Martinez.


Tentativa de ataque dos paraenses debaixo do forte calor em Paulínia. Foto: Fernando Martinez.

Na arquibancada montada atrás do gol do estacionamento do Luís Perissinoto, todos os jogadores e comissão técnica do Atlético/PR estavam torcendo ferozmente para oa árabes, já que se o Remo não vencesse a classificação seria dos paranaenses. E os simpáticos paraenses começaram o jogo buscando o gol, mas muito nervosos nas conclusões das jogadas. Os atletas estavam afobados demais, talvez sentindo a pressão e orbigação de ter que ganhar a peleja.


Jogador do Remo mandando a bola para dentro da área dos árabes. Foto: Fernando Martinez.

O Al Hilal, sem mais compromisso nenhum com a Copinha, foi aos poucos botando as manguinhas de fora e passou a levar bastante perigo com seu rápido ataque. Aos 15 minutos, para desespero da torcida do Remo presente em Paulínia, o time árabe teve um pênalti marcado a seu favor. Mas na cobrança o camisa 10 da equipe telegrafou o canto e o goleiro Lino fez a boa defesa, mandando para escanteio.


Pênalti perdido pelo Al Hilal aos 15 do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Lançamento do Remo para o campo de defesa dos sauditas. Foto: Fernando Martinez.

Mas o restante do primeiro tempo não teve muito mais emoções, pois o Remo não acertava o pé e o time do Al Hilal também parou de incomodar a defesa azulina. Nesse meio tempo voltei ao buffet, pois saco vazio não para em pé. Na meia hora restante acredito que limpei duas garrafas de suco de laranja e mais uma de Coca-Cola. Junto com a bandeja dos mini-kibes, que limpei mais do que a metade dela.

Só desci de lá no intervalo da partida para conversar com a amiga Graziele Crizol, auxiliar número 2 da primeira partida do dia. Bom poder colocar a conversa em dia com pessoas que valem a pena. O segundo tempo então começou e eu ainda estava conversando ao lado das cabines de imprensa. Pouco depois subi para o local aonde ficam as câmeras de TV, pois não estava mesmo afim de encarar o sol forte.


Ótima chance do remo no começo da segunda etapa. Foto: Fernando Martinez.

A segunda etapa foi um pouco melhor do que a primeira, mas o Al Hilal voltou melhor e teve algumas chances de abrir o marcador contra os paraenses. A torcida do time - também ajudada por torcedores do rival Paysandu - ainda tentava empurrar a equipe, mas a situação não estava fácil. E a cada chance perdida a favor ou contra o Remo, os jogadores do Atlético/PR torciam muito atrás do gol defendido pelo arqueiro do Lino.


O Al Hilal foi melhor no segundo tempo, aqui em lance pela esquerda do seu ataque. Foto: Fernando Martinez.

A partida foi seguindo com o cheiro de 0x0 no ar, e com o time saudita melhor postado no gramado. O time mereceu fazer seu gol, e o herói mesmo foi o já citado goleiro Lino com três defesas à queima-roupa. E quando achávamos que nada mais aconteceria e eu veria meu primeiro jogo sem gols em 2010, tudo mudou. Aos 44 minutos, depois de uma bola cruzada da direita, o jogador Peterson cabeceou e contou com a falha do arqueiro árabe, que deixou a bola escapar das suas mãos e viu ela entrar calmanente no canto direito.


Mais uma perigosa investida do Al Hilal em cima da defesa do Remo. Foto: Fernando Martinez.

Na hora os zagueiros do Al Hilal levantaram o braço pedindo impedimento. Imediatamente olhei o bandeirinha demorando uma fração de segundo a mais para correr para o centro de campo. O árbitro também acabou confirmando o gol, o que deixou todo mundo da comissão técnica saudita inconformada. Na hora percebi o técnico querendo tirar o time de campo, algo bastante comum por aqui nos anos 30 e 40 do século passado.

Mas acalmado por alguns membros mais sensatos da sua comissão ele desistiu da idéia, e mesmo assim entrou no campo para dar uma acossada no juiz. Em virtude de ter reclamado bastante também o goleiro saudita foi expulso e seu reserva entrou no lugar. Os acréscimos ainda serviram para o camisa 9 do Al Hilal, Al Johani, ser expulso por ter dado um pontapé no seu adversário.

Final de jogo: Al Hilal 0-1 Remo. Vitória suada para o time do Norte do país que deixou a equipe com a primeira colocação do grupo U e classificada para a segunda fase, aonde jogará contra o Desportivo Brasil na próxima quarta-feira. Para os árabes fica como maior momento na Copinha a oportunidade de ter disputado um torneio bastante importante no país cinco vezes campeão do mundo.

Após o jogo ainda tentei muito, mas muito mesmo, conseguir uma camisa oficial da equipe para a minha humilde coleção. Eu e o seu Natal entramos no vestiário, arranhei inglês com Deus e o mundo e até participei da reza do pessoal do time - todos virados para Meca - mas nada feito. Pior que 124 pessoas que não tinham nada a ver com a partida foram presenteadas com uma camisa do clube e eu fiquei com uma pedra, no melhor estilo Halloween do Snoopy.

Meia hora depois pegamos o possante 558 para voltarmos à capital paulista. Mas a viagem não foi boa não, já que cheguei por aqui com um mal-estar tremendo e descobri depois que tive uma insolação não muito agradável debaixo de tanto calor. Acabei abortando a programação da rodada do domingo para ficar de repouso em casa, acompanhando a definição dos jogos da Segunda Fase da Copinha pela internet.

E na semana ainda tem mais aqui no JP!

Abraços

Fernando

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Portuguesa com mais três preciosos pontos na Série B

Fala pessoal!

Nessa última sexta-feira tivemos mais uma rodada do sensacional Campeonato Brasileiro da Série B. De longe melhor e muito mais emocionante do que a Série A, o campeonato está chegando na sua reta final, já que depois da partida em questão só faltam sete jogos para cada time buscar um lugar no Brasileiro 2008. E como não poderia deixar de ser, segui sozinho para o Canindé para acompanhar o jogo entre Portuguesa e Remo. Ah, e além disso, essa partida marcou meu jogo número 200 no ano!

Mais do que decisivo, o jogo era um passo gigante para a Portuguesa se firmar de vez entre os quatro primeiros colocados da Série B, buscando voltar à elite, lugar que não ocupada desde 2002. Do outro lado, o Remo com certeza tentaria não deixar o rubro-verde fazer a festa, já que o time da cidade de Belém está numa situação complicadíssima, dentro da zona de rebaixamento e às portas da Série C no ano que vem.

E o jogo foi difícil mesmo para a Portuguesa. Durante o primeiro tempo o Remo não dava espaços para os anfitriões e parava quase todas as jogadas com faltas, algumas até sendo duras demais. A Portuguesa mesmo jogando bem tinha sérias dificuldades para entrar na área azulina. E a boa torcida lusitana presente no estádio ficava mais aflita a cada minuto que se passava.


Escanteio para a Portuguea no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Nessa toada de jogo difícil o jogo foi para o intervalo sem a a abertura do placar, mesmo com algumas chegadas esparsas da Lusa no gol do Remo. As vezes é mais difícil mesmo jogar contra times que lutam contra o rebaixamento do que times que estão no alto da tabela. E o Remo era a prova viva disso. E com uma fome do cão, aproveitei os quinze minutos de intervalo para destruir um pacote de fantásticas bolcahas wafer que vendem na porta do Canindé...

Bom, para o segundo tempo havia no ar a certeza que o drama seguiria, mas com o melhor time da Portuguesa dos últimos anos, a esperança era de que o time conseguisse o tão sonhado gol. E com a notícia que a Ponte Preta tinha feito seu gol contra o Criciúma fora de casa o ânimo foi renovado.


Visão geral do jogo entre Portuguesa e Remo... mais um passo do rubro-verde rumo à Série A de 2008. Foto: Fernando Martinez.

Mas o Remo continuava batendo demais e a Portuguesa com dificuldades para entrar na área adversária. Parecia que o gol só sairia em um lance de brilhantismo isolado. E foi isso mesmo que aconteceu, quando o árbitro marcou um pênalti sem contestação quase no meio da segunda etapa. Na cobrança o goleiro Thiago teve como adversário o manjadíssimo goleiro do Remo Danrlei. Danrlei que aliás apareceu aqui no JP como capitão do São José de Porto Alegre na minha turnê pelo Rio Grande do Sul em março desse ano.

Na cobrança o goleiro rubro-verde esbanjou categoria e com uma paradinha genial ele só deslocou o Danrlei e colocou a bola calmamente no gol azulino. Ufa! Portuguesa na frente.


Visão da boa torcida da Portuguesa presente no estádio. Já fazia tempo que não víamos uma sequência de jogos com bom público por lá. Foto: Fernando Martinez.

Mas o jogo continou difícil e o Remo até tentou alguma coisa, mas a defesa bem postada da Portuguesa não deixou o time visitante chegar. E mais uma vez com sofrimento, a Portuguesa conseguiu mais três preciosos pontos. Final de jogo: Portuguesa 1-0 Remo. Com a rodada toda a seu favor, a Portuguesa então se firmou no G-4 e agora tem duas pedreiras fora de casa (CRB e Avaí) buscando pelo menos quatro pontos para poder seu sonhado objetivo.

Bom, depois do jogo voltei para casa e esperei pela rodada dupla fantástica do sábado. É, o JOGOS PERDIDOS foi num gramado nunca antes pisado por alguém do blog mais alternativo do Brasil. Até lá!

Fernando

segunda-feira, 14 de maio de 2007

JP na primeira rodada da Série B

Fala pessoal!

Na última sexta-feira um dos campeonatos mais legais para se acompanhar teve seu início: o Campeonato Brasileiro da Série B. E apesar de não ser um dos campeonatos mais perdidos - já o foi, mas hoje em dia ele tem o destaque que merece - o JOGOS PERDIDOS acompanhou a primeira rodada in loco. A pedida da sexta à noite foi o jogão entre o recém-promovido Grêmio Barueri e o atual campeão paraense, o Clube do Remo. O jogo aconteceu no Palestra Itália, enquando a Arena de Barueri ainda não está pronta.

Junto comigo o Jurandyr apareceu por lá e mesmo com um friozinho básico, curtimos das numeradas descobertas o jogo entre os dois times. O Barueri está disposto a fazer bom papel nessa Série B, e o mínimo é se manter nessa divisão. Já o Remo busca a participação na Série A em 2008, coisa que não acontece faz tempo.

E o jogo começou interessante, com boas alternativas para as duas equipes. O Remo até tentava dominar a partida, mas o Barueri se fechou direitinho e não deixava brechas na sua defesa. E foi o time da casa quem abriu o placar aos 6 minutos. Depois de cruzamento da esquerda, o jogador Leandro cabeceou meio sem jeito e a bola acabou encobrindo o goleiro do time paraense. Barueri 1 a 0 no placar.


Lance do jogo entre Grêmio Barueri e Remo, pela primeira rodada da Série B. Foto: Fernando Martinez.

E durante o resto do primeiro tempo tivemos um jogo bastante equilibrado, com chances para os dois lados, mas o jogo foi para o intervalo com a vantagem mínima para o GRB. No intervalo constatei que os preços das guloseimas no Palestra é exagerado. Dois reais num pacote chocho de pipoca e três pilas numa garrafinha de refrigerante está na base da extorsão. Aê pessoal, tem gente tirando lucro demais aí...


Tentativa de ataque do Remo no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Na volta para o segundo tempo, logo aos seis minutos um dos refletores se apagou e o jogo ficou paralisado por quase trinta minutos. Olha, de onde estávamos acreditamos que o jogo poderia ter rolado perfeitamente, mas como é o árbitro quem manda... na volta, o jogo tinha um Remo buscando mais o gol do que o Barueri. O time azul do Pará jogava bem, mas pecava nas finalizações.


Detalhe do refletor apagado e da iluminação que sobrou no começo do segundo tempo. Não dava para jogar assim não? Fotos: Fernando Martinez.

E na velha máxima do futebol "quem não faz, toma", o Barueri chegou ao seu segundo gol. Depois de bom lance pela esquerda, a bola foi cruzada na área. O goleiro do Remo deixou ela passar e o jogador Giuliano só teve o trabalho de concluir para as redes. Grêmio Barueri 2 a 0.


Detalhe do segundo gol do Grêmio Barueri, deixando o time em situação mais confortável. Foto: Fernando Martinez.

Na base do desespero, o Remo foi com tudo pra cima do time da casa, criando chances claras de gol e também deixando o contra-ataque aberto. Foi o melhor momento do jogo, com chances perdidas para os dois lados. O Remo então finalmente conseguiu fazer seu gol aos 63 minutos, com o jogador Edílson. Nos acréscimos, quase que o time do Pará arranca um empate na marra, numa cabeçada que bateu na trave e a defesa do Barueri afastou.

Mas no final o jogo ficou mesmo Grêmio Barueri 2-1 Remo. Ótima vitória do time da Grande São Paulo, que começa a Série B com o pé direito, diferente da Portuguesa, que já tomou três em Fortaleza. E até o final do ano vocês verão aqui no JP jogos da Série B do Brasileiro, mesmo não sendo o campeonato mais perdido do mundo.

No sábado e domingo curtimos mais Segundona Paulista.

Até lá

Fernando

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Vitória salvadora (mais uma) da Portuguesa na Série B

Fala povo!

Como sempre, ontem tivemos mais uma rodada do JOGOS PERDIDOS no Campeonato Brasileiro da Série B. Como já é de praxe estivemos no Canindé, acompanhando o jogo entre Portuguesa - e eu estive em 13 dos 14 jogos da Portuguesa esse ano na segundona - e Remo. Mais um clássico dos desesperados na Série B, e a Lusa lutando contra seu maior fantasma na história. Junto comigo o Mílton apareceu no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, na esperança de que a vitória fosse conquistada.

Depois da boa partida contra o Náutico, o rubro-verde jogu muito bem novamente. O time é outro nas mãos do Vágner Benazzi, inegavelmente! A Lusa começou à mil, e se aproveitando de um Remo extremamente recuado, dominou o jogo desde o seu primeiro minuto. Logo aos 11 minutos o time chegou ao seu gol. Foi o primeiro grande momento do Alex Alves na partida. Numa cobrança de falta perfeitamente ensaiada, o camisa 7 da Lusa colocou a bola na cabeça do jogador Leonardo Silva que, milimetricamente, colocou no ângulo esquerdo. Festa no Canindé.


Tudo bem que ficou meio fora, mas todos nesse lance estavam olhando para o Leonardo Silva, que iria fazer o primeiro gol da partida. Foto: Fernando Martinez.

Depois do gol a Portuguesa teve alguna lapsos na sua defesa, mas nada que atrapalhasse a grande partida do time. O time continuava dentro da área do time de Belém, e o segundo gol era questão de tempo. Ele veio em graaaande estilo, feito pelo craque do jogo, Alex Alves. O jogador seguiu com a bola dominada, e da entrada da área soltou a bomba no ângulo: Lusa 2 a 0. Depois do gol o Remo ainda teve o jogador Landu expulso de forma infantil, e o jogo ficou ainda mais fácil para a Lusa.


Jogada do ataque da Portuguesa no segundo tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo a Portuguesa voltou meio dormindo e pensando em administrar o resultado. O Remo não mostrava nenhuma força e isso fez com que a Portuguesa começasse a atacar novamente, mais uma vez com uma jogada genial do Alex Alves, a Lusa chegou ao terceiro gol. Com um passe de letra, a bola sobrou para o lateral Wílson Goiano que chutou para a área. No meio do caminho, o camisa 9 Giancarlo só escorou e fez o terceiro.

O Remo ainda chegou ao seu gol, num lance confuso dentro da área e com finalização do jogador Xavier. Mesmo com a Portuguesa recuada, o time azul não teve competência para furar o bloqueio rubro-verde.


Escanteio para o Remo, no final da partida. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 3-1 Remo. Mais um passo da Portuguesa para tentar sair da incômoda zona de rebaixamento. Tudo bem que a situação ainda é crítica, mas o ânimo dos torcedores já começa a ficar diferente... tomara que dê tudo certo!

Nesse feriado começa (para nós de São Paulo) o magnífico Octogonal Final da Série C, com a presença maciça do JP no Palestra Itália. E sábado e domingo teremos muitas coisas legais para postarmos! Até lá...

Abraços

Fernando

quarta-feira, 19 de julho de 2006

Brasileiro Série B: Santo André 3-0 Remo

Fala povo!

Como disse no post anterior, a noite da terça-feira foi o retorno do JOGOS PERDIDOS ao Estádio Bruno José Daniel em jogos do Campeonato Brasileiro da Série B. Em quórum respeitável do blog, além do que vos escreve, Mílton, David e Jurandyr (junto com sua esposa Iara), estiveram presentes para acompanhar Santo André e Remo. Chance única de garantir três pontos em casa para o time do ABC, já que o Remo está jogando bem abaixo do esperado nesse campeonato.

A lógica prevaleceu desde o começo da partida. O domínio andreense era fácil, e logo aos 9 minutos, o volante Galiardo fez o seu depois de uma cobrança de falta em que ele apareceu sozinho na frente do goleiro. Com o um a zero no placar o jogo parecia que ia ficar ainda mais tranquilo. E ficou, pelo menos na primeira etapa.


Falta perigosíssima para o Ramalhão no primeiro tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Sabendo administrar os espaços, o time andreense perdeu em posse de bola para o Remo, mas os paraenses não levaram muito perigo à meta andreense. Nessa toada o Santo André ainda marcou o segundo nessa etapa. Depois de cobrança de escanteio, o atacante Bebeto subiu mais alto do que todo mundo e fez o seu. O jogo foi para o intervalo com dois a zero para os donos da casa.


Escanteio que originou o segundo gol do Santo André, marcado por Bebeto. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo começou com uma pressão do time do Remo, buscando e correndo atrás de um melhor resultado. Eles conseguiram um melhor toque de bola e mais domínio territorial, mas nada que o time da casa se preocupasse ou que sofresse algum risco. Cadenciando o jogo, não sofreu sustos, e ainda por cima, aos 49 minutos marcou mais um no contra-ataque. Depois de chute que o goleiro do Remo soltou, o jogador Pará fez o seu e selou o placar final.


Um dos ataques do Remo no segundo tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Santo André 3-0 Remo. Ótima vitória do time andreense e com um bom saldo de gols para o resto do campeonato. Já ao Remo fica a esperança de seus torcedores de que pior do que está não pode ficar.

Fica aqui o registro também que encontrei no final do jogo, nas arquibancadas do estádio, a musa do JOGOS PERDIDOS, a auxiliar de arbitragem Aline Lambert. Como sempre, extremamente simpática e atenciosa conosco! Fica aqui o abraço do JP a ela, e mais uma vez fica registrado a admiração que temos pelo seu trabalho e simpatia.

No mais, cada um voltou pra sua casa e o que vale é que tem mais time novo na Lista pintando por aí, mesmo que tenha que ser em jogo grande da Libertadores. Fiquem ligados!

Até mais

Fernando