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quarta-feira, 20 de março de 2013

Centro Olímpico massacra o Kindermann na Copa do Brasil Feminino

Opa, 

Na última segunda-feira tivemos uma daquelas oportunidades únicas de curtir um jogo perdido de primeiríssima linha que gostamos tanto. O confronto entre Centro Olímpico e o genial Kindermann de Caçador/SC, válido pela ida das quartas da Copa do Brasil de Futebol Feminino teve como palco o Estádio Paulo Machado de Carvalho

Infelizmente, e como não poderia deixar de ser, o público passou longe do Pacaembu... Melhor ainda para o JP. Qualquer transeunte que passasse na frente do tradicional estádio paulistano na hora da peleja (19 horas), não diria que algumas das principais jogadoras da modalidade estavam prestes a entrar em campo contra uma força do sul do país. 

Claro que por ser um jogo tão insólito, vários amigos que adoram um joguinho perdido se fizeram presentes, como o Mílton, Luiz, Colucci, Renato, Ricardo e o sumidaço David. Eu cheguei cedo, e ninguém além de mim foi credenciado a captar imagens da partida. 


AD Centro Olímpico (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Kindermann FC (feminino) - Caçador/SC. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem composto pela árbitra Simone Xavier, as assistentes Renata Ruel de Brito e Maria Núbia Leite e a quarta árbitra Katiúscia da Mota Lima junto com as capitãs das equipes. Foto: Fernando Martinez. 

Nas duas primeiras fases o ADECO eliminou o Novo Mundo do Paraná e a Portuguesa. Já a equipe catarinense, que chegou a disputar a primeira divisão estadual de futebol masculino de 1999 até 2002, eliminou o Comercial de Campo Grande e o tradicional Vasco da Gama. Mesmo com a presença das selecionáveis Érika, Maurine, Calan e Debinha no time paulista, esperava um confronto equilibrado. 


Ataque local com Érika. Foto: Fernando Martinez. 

Mas não foi nada disso que aconteceu. Tirando os minutos iniciais, o time caçadorense não foi páreo para o ótimo time paulistano, atual vice-campeão do certame. O ADECO praticamente não fez força para garantir 98% da classificação para a semi-final da competição já na peleja de ida. 


Lance de ADECO x Kindermann no Pacaembu. Foto: Fernando Martinez. 


Bom ataque de Debinha pela esquerda para grande defesa da arqueira catarinense. Foto: Fernando Martinez. 

Jogando na boa, no tempo inicial as paulistas chegaram aos 3x0. O primeiro gol foi marcado pela jogadora Gabi aos 6 minutos, aproveitando rebote dentro da área. O segundo foi marcado por Andressa aos 13. Ela cobrou falta pela direita e, após falha da goleira Lei, viu a bola entrar direto no gol. 


Bola no fundo das redes do Kindermann no primeiro gol do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez. 


Bola alçada na área no segundo gol das meninas paulistas. Foto: Fernando Martinez. 

Antes dos primeiro tempo terminar o Centro Olímpico fez mais um com Mau, novamente em bola cruzada na área do Kindermann, decididamente um grande ponto fraco do time visitante, aos 41 minutos. Aproveitei o descanso do intervalo para fazer algumas imagens do estádio que são impossíveis de se fazer com ele cheio. Depois subi para as numeradas bater um rápido papo com os amigos presentes. 


Visão geral da numerada coberta do Pacaembu praticamente vazio. Foto: Fernando Martinez. 

Dali vi o time local começar o tempo final com ainda mais vontade e marcando o quarto e o quinto gols na sequência. Gabi e Debinha fizeram aos 14 e aos 15 minutos, já impondo uma sonora goleada. Depois disso o Kindermann até chegou com perigo, mas as atacantes conseguiram desperiçar duas ótimas oportunidades de pelo menos marcarem o golzinho de honra. 


Lance do quarto gol do time local. Foto: Fernando Martinez. 


Agora o quinto, marcado por Gabi. Foto: Fernando Martinez. 

O ADECO perdeu uma série de gols claros, mas aos 30 Andressa, novamente em falha do setor defensivo caçadorense, fechou o massacre paulista com o sexto gol. Com esse tento, o marcador não foi mais alterado. 


Fechando a goleada paulista, Andressa marcou novamente aos 30 do segundo tempo. Era o sexto gol do ADECO. Foto: Fernando Martinez. 


Zaga do Kindermann cabeceando a pelota pra longe da área. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Centro Olímpico 6-0 Kindermann. Essa vitória deixou o time paulista praticamente garantido na próxima fase da Copa do Brasil Feminino. Quando essa fase terminar, teremos dois times do eixo sul e dois do eixo norte/nordeste classificados. A CBF fará então um sorteio para "misturar" as agremiações. 


Placar final com grande goleada do Centro Olímpico. Foto: Fernando Martinez. 

Após o jogo ainda fiquei um bom tempo conversando com o pessoal da FPF antes de pegar a ladeira e ir fazer uma boquinha com os amigos numa padaria na Avenida Doutor Arnaldo. Tivemos meia hora de surrealidade no recinto com um sensacional "desafio das pizzas", algo que sempre faz bem para o espírito. 

Até a próxima! 

Fernando

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Centro Olímpico goleia a Lusa e está nas oitavas da Copa do Brasil

Opa, 

Depois de acompanhar o duelo entre Lusa e Rio Claro, a grande maioria dos torcedores saiu do Canindé e seguiu para os seus respectivos lares. Diferente desse pessoal, eu e os amigos presentes no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte (Mílton, Nílton e Cosme) ficamos pelas redondezas pois um esperadíssimo e imperdível jogo válido pela segunda fase da Copa do Brasil de Futebol Feminino estava agendado para as 19:30. 

Além desse seleto grupo de notáveis, apenas alguns torcedores de ocasião ficaram por ali para acompanhar o confronto de ida entre Portuguesa e Centro Olímpico. Infelizmente essa é a tônica do futebol feminino brasileiro: jogos praticamente clandestinos sem a presença da mídia ou de torcedores que gostem mesmo da categoria. O que vale mesmo é que nós do JP temos a consciência tranquila com isso, pois vira e mexe algum joguinho de meninas pinta nas nossas páginas. 

Como já tinha imaginado, só o JP se fez presente para fazer a cobertura do confronto paulistano. De forma exclusiva agora seguem as imagens oficiais. 


A Portuguesa de D (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


AD Centro Olímpico (feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem e capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Contando com a participação de 32 equipes, a Copa do Brasil Feminina conta com a presença de três equipes de São Paulo. O Centro Olímpico se classificou por ser o atual vice-campeão paulista e a Lusa por terminar o estadual 2012 na quarta posição (o XV de Piracicaba, terceiro colocado, resolveu não participar). O São José, atual campeão, é o outro integrante do estado. 

Na primeira fase as duas agremiações garantiram a vaga sem maiores sustos. O ADECO venceu suas duas partidas contra o Novo Mundo/PR (a primeira por 2x1 fora de casa e a segunda por 1x0 no Pacaembu), enquanto a Portuguesa goleou o Cruzeiro/RS longe do Canindé por 5x0, garantindo a classificação sem precisar do jogo de volta. Mesmo sem ter visto nenhuma equipe em campo, considerava o time da Secretaria Municipal de Esportes favorito, até pela presença das atletas da seleção Maurine e Érika. 


Zagueira do Centro Olímpico fazendo o corte. Foto: Fernando Martinez. 

E tirando uma falta cobrada que bateu na trave, a Portuguesa foi presa fácil para o ótimo time do Centro Olímpico durante todo o tempo. No primeiro tempo os visitantes fizeram 2x0, ficando a um gol de eliminar a Portuguesa já nessa partida (de acordo com o regulamento, vitória por três gols de diferença ou mais nas duas primeiras fases elimina o jogo de volta). 


A única chance de gol perigosa para as donas da casa em todo o jogo. A cobrança de falta bateu na trave. Foto: Fernando Martinez. 

Quem abriu a contagem foi a camisa 10 Gabi em cobrança de pênalti aos 16 minutos. O segundo foi de Debinha aos 26, completando bom passe de Érika. Apesar de jogar em casa o time rubro-verde não esboçou nenhuma reação. O clima da partida era ótimo e a única coisa que preocupava era a chance de chuva. No intervalo não teve jeito e o temporal veio forte. Com isso, fui encontrar os amigos na parte coberta do estádio. 


Primeiro gol do time visitante aos 16 minutos, em cobrança de pênalti de Gabi. Foto: Fernando Martinez. 

Dali acompanhei o segundo tempo, praticamente um treino de luxo para o Centro Olímpico. Logo aos 4 minutos, Debinha fez seu segundo gol e terceiro do time, deixando a equipe livre do jogo de volta. O tento veio após falha da zaga lusitana. Daí até os 30 minutos, o jogo caiu bastante de produção e o que salvou mesmo foi a surreal e animada conversa entre os amigos presentes. 


Visão geral de Portuguesa x Centro Olímpico, pela segunda fase da Copa do Brasil Feminina. Foto: Fernando Martinez. 

Nos minutos finais, o Centro Olímpico voltou a atacar com perigo e marcou mais três vezes. Calan fez o quarto em cobrança de falta aos 32, e a artilheira da noite Debinha fez o quinto (ajudada por lambança da arqueira Dida) e sexto aos 42 e 45 minutos. Ela terminou a peleja com quatro gols e subiu para o topo da tábua de maiores goleadores do certame. 


Bola estufando as redes de Dida no quarto gol do ADECO. Foto: Fernando Martinez. 


Ataque do time visitante pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Portuguesa 0-6 Centro Olímpico. A vitória nesse "set" colocou o ADECO entre os oito melhores times do país. Na busca pelo título que não veio em 2012 (a equipe perdeu a final para o São José), agora o onze paulistano enfrentará o Kindermann por uma vaga na semi. 


Placar final com a vitória e classificação do Centro Olímpico para as oitavas da Copa do Brasil Feminina. Foto: Fernando Martinez. 

Só que o apito final não significou o término da noite de domingo para nós. Foi só a árbitra apitar o fim da peleja que a chuva voltou de forma assustadora e implacável. Conseguimos ainda sair do Canindé, mas fomos obrigados a nos abrigar debaixo da marquise de uma loja na região do estádio. Ficamos ali pacientemente esperando a boa vontade da chuva chegar ao seu fim. 

Muito tempo depois, e sem que a chuva tivesse acabado de vez, fomos correndo ao metrô Armênia e dali cada um seguiu para seu destino final. De qualquer forma, valeu demais, pois acompanhar uma rodada dupla dessas é sempre algo muito interessante. 

Até a próxima! 

Fernando

terça-feira, 12 de junho de 2012

São José conquista a Copa do Brasil de Futebol Feminino

Olá, 

Depois de passar 11 dias zanzando pelo Nordeste, retornei a São Paulo no último sábado e, no domingo cedo, fui até o Estádio Paulo Machado de Carvalho, o tradicional Pacaembu, com o objetivo de conferir a partida de volta da decisão da Copa do Brasil de Futebol Feminino. O confronto reuniu o time paulistano da A.D. Centro Olímpico contra o São José E.C. da cidade de São José dos Campos. 

Como na partida de ida, realizada no interior, o São José venceu por 1 x 0, entrou em campo precisando apenas de um empate para conquistar o título, sendo que até uma derrota por um gol, desde que marcasse pelo menos um tento, também lhe garantiria a taça. 

A chegada ao Pacaembu foi muito tranquila, sem enfrentar aqueles congestionamentos monstros, que são habituais em São Paulo. Diante disso, cheguei com tempo de sobra para o credenciamento e aguardar as equipes para fazer as fotos oficiais, sempre uma cortesia do JP aos amigos internautas que nos acompanham. As fotos estão apresentadas abaixo: 


A.D. Centro Olímpico - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna. 


São José E.C. - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna. 


Quarteto de arbitragem ao lado das duas capitãs. Foto: Orlando Lacanna. 


Troféu de Campeão que seria entregue ao final da partida. Foto: Orlando Lacanna. 

O Centro Olímpico tinha que reverter a vantagem do adversário e foi com tudo para o ataque, sendo que, logo aos 5 minutos, abriu a contagem, num gol olímpico anotado pela musa Maurine, que cobrou com muito efeito um tiro esquinado pelo lado esquerdo. Foi um golaço. 


Bola indo para o fundo da meta no gol de Maurine. Foto: Orlando Lacanna. 

O gol animou ainda mais as atletas paulistanas, mas não contavam com a falha incrível do setor defensivo, aos 7 minutos, quando a camisa 9 Giovânia marcou o gol de empate, sem sofrer nenhuma marcação das zagueiras que ficaram estáticas assistindo a atacante empurrar a bola para o fundo da meta, ao aproveitar uma sobra num bate-rebate, após cobrança de escanteio pela esquerda. 


Início da jogada que resultou no gol de empate do São José. Foto: Orlando Lacanna. 

A partida era disputada num ritmo intenso, com as duas equipes se lançando ao ataque de forma alternada, sendo que, em apenas quatro minutos, foram criadas três chances reais de gol. A primeira, aos 10 minutos, a favor do São José, quando Giovânia escapou pela esquerda, deixou a goleira para trás e, mesmo sem ângulo, tocou para o gol vazio, mas a zagueira Andréia salvou em cima da linha fatal.

Um minuto depois, foi a vez da camisa 7 Debinha, do Centro Olímpico, desperdiçar ótima chance. Aos 14 minutos, Michele Carioca, do São José, perdeu o gol mais feito do jogo, ao tocar por cima, uma bola recebida cara a cara com a goleira Vivi. A defesa paulistana parou esperando a marcação de impedimento que não aconteceu e quase sofreu o segundo gol. 


Chance incrível desperdiçada por Michele Carioca. Foto: Orlando Lacanna. 

Com o passar do tempo, o time do interior assumiu o controle das ações e foi chegando com perigo à área do Centro Olímpico. Aos 20 minutos, a camisa 7 Michele Carioca, invadiu a área, driblou a goleira e foi derrubada. Todos esperavam a marcação do pênalti, mas para surpresa geral, a árbitra mandou o lance seguir. Talvez a árbitra estivesse encoberta e não viu a jogada faltosa dentro da área. 


Momento exato em que Michele Carioca foi derrubada pela goleira Vivi. Foto: Orlando Lacanna. 

Pelo lado do time paulistano, a camisa 2 Maurine, fazia toda diferença, correndo e driblando como nunca, porém não conseguia que as suas companheiras dessem sequência às jogadas criadas por ela. Diante disso, tentava as jogadas individuais, sendo que, aos 21 minutos, levou muito perigo à goleira Kaká, que saltou, mas não achou nada. 

Durante seis minutos, o setor defensivo do Centro Olímpico teve um apagão e acabou sofrendo dois gols. O segundo tento joseense foi marcado por Franciele, aos 24 minutos e o terceiro, por Michele Carioca, aos 30 minutos. Com isso, o time de São José dos Campos abriu uma grande vantagem, indo para o intervalo com uma mão na taça, pois naquele momento, só perderia o título, se o adversário marcasse quatro gols e não sofresse nenhum. Difícil, mas como em futebol surpresas acontecem, o jeito era aguardar os 45 minutos finais. 

Na segunda etapa, como não poderia ser diferente, o Centro Olímpico acelerou o ritmo buscando a diminuição da diferença. Aos 5 minutos, a camisa 7 Debinha, exigiu ótima defesa da goleira Kaká. Aos 15 minutos, foi a vez da camisa 21 Raquel, chegar bem perto da marcação do segundo gol paulistano, porém, mais uma vez, a goleira Kaká fez a diferença. 


Ótima chance desperdiçada pelo Centro Olímpico no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna. 

O time do São José procurava administrar o jogo, tocando a bola com calma e saindo em contra-ataque e, numa dessas, aos 20 minutos, chegou ao seu quarto gol, anotado por Michele carioca, num verdadeiro gol "espírita". A atacante invadiu pela direita, deixou a zagueira sem ação e bateu totalmente sem ângulo, mas, para surpresa geral, a bola fez uma curva maluca e foi morrer no fundo da rede da meta defendida por Vivi, que ficou sem entender nada. 


Momento exato da conclusão de Michele Carioca, marcando o quarto gol joseense. Foto: Orlando Lacanna. 

Com o placar registrando 4 x 1 e com o título praticamente garantido, o São José passou a tocar a bola com mais frequência, só aguardando o apito final. Na marca dos 42 minutos, o Centro Olímpico chegou ao seu segundo gol, anotado pela camisa 30 Karen, mas já era tarde. Nos acréscimos, algumas atletas se estranharam e as duas camisa 9 (Chu e Giovânia) foram expulsas. 


Sururu ao final da partida, que resultou em duas expulsões. Foto: Orlando Lacanna. 

Fim de jogo com o placar eletrônico do Pacaembu mostrando Centro Olímpico 2 - 4 São José, resultado que deu o título da Copa do Brasil e uma das vagas à Libertadores de 2.013 ao time de São José dos Campos. Aliás, o time do Vale do Paraíba vai disputar a Libertadores desse ano, por ter conquistado o título no ano passado, quando derrotou o Santos. Em 2.012, o Foz do Iguaçu também disputará o título continental por ter vencido a Copa do Brasil de 2.011. 

Vale ressaltar que ainda não está definida a cidade que será sede da Libertadores de 2.012, havendo chance da cidade pernambucana de Vitória de Santo Antão ser a escolhida. Se essa hipótese for confirmada, a equipe do Vitória também participará como promotora da competição. 

Assim que a árbitra levantou o braço encerrando a partida, começou a festa pelo título, com as atletas indo até o alambrado para comemorar junto com a torcida joseense presente. 


Jogadoras do São José comemorando junto com a torcida. Foto: Orlando Lacanna. 

Mesmo tristes e com algumas atletas chorando muito, as meninas do Centro Olímpico subiram ao pódio e receberam as medalhas comemorativas ao Vice-Campeonato. Parabéns a todas elas e aos demais componentes da equipe paulistana. 


Equipe do Centro Olímpico com as medalhas pelo Vice-Campeonato. Foto: Orlando Lacanna. 

Depois da premiação às meninas do Centro Olímpico, foi a vez da delegação do São José subir ao pódio e receber as medalhas e o troféu pela conquista do título. 


A capitã Bagé erguendo a taça conquistada. Foto: Orlando Lacanna. 


Delegação do São José fazendo a festa pelo título. Foto: Orlando Lacanna. 


Início da tradicional volta olímpica. Foto: Orlando Lacanna. 


Elenco e comissão técnica junto com o troféu conquistado. Foto: Orlando Lacanna. 

Como de hábito, deixo aqui registrados os cumprimentos do JP, às atletas, comissão técnica, dirigentes e torcedores por terem alcançado o primeiro lugar numa competição de nível nacional e que abre as portas à uma competição de nível internacional. 

Assim que a festa terminou, deixei o Pacaembu e fui rapidamente curtir um almoço de domingo na companhia de pessoas super queridas. Foi isso. 

Orlando

segunda-feira, 21 de maio de 2012

JP na semifinal da Copa do Brasil de Futebol Feminino

Olá, 

Aproveitando a oportunidade de, quando possível, apresentar algo diferente aos amigos internautas que nos acompanham, no último sábado, não viajei e fui até o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o charmoso Pacaembu, para conferir a partida de ida de uma das semifinais da Copa do Brasil de Futebol Feminino. A partida em questão foi Associação Desportiva Centro Olímpico/SP contra o Vitória de Santo Antão Associação Acadêmica e Desportiva/PE

Essa competição foi iniciada com 32 equipes divididas em 16 grupos, sendo disputada desde o início no sistema de mata-mata, com jogos de ida e volta, com exceção da primeira e segunda fases, nas quais, vitória do time visitante por diferença de dois ou mais gols, elimina a partida de volta. Nesse contexto, o time paulistano estreou na competição, fora de casa, contra o CEPE/Duque de Caxias/RJ, vencendo por 4 x 0 e eliminando o jogo de volta. Na sequência, enfrentou o Atlético Mineiro, vencendo as duas partidas (2 x 1 e 5 x 0). Em seguida teve como adversário o Vasco da Gama, tendo empatado o primeiro jogo em 0 x 0 e vencido o segundo por 3 x 0, chegando à semifinal. 

Pelo lado das pernambucanas, a trajetória foi iniciada contra o Boca Júnior/SE, com uma goleada de 9 x 0, sem a necessidade do jogo de volta. Em seguida, teve pela frente o América de Natal, tendo aplicado uma sonora goleada de 15 x 0, sendo que também não precisou da segunda partida. Na sequência, cruzou com o Pinheirense/PA e o venceu por duas vezes (2 x 0 e 1 x 0), carimbando o passaporte para a semifinal. 

Ao chegar no Pacaembu, a minha primeira ação foi obter as escalações das duas equipes, que utilizaram os antigos vestiários localizados atrás da meta do portão principal, me remetendo aos velhos tempos. Analisando as duas formações, observei que os dois times estavam recheados de ex-atletas do Santos FC, que desativou o departamento de futebol feminino, sendo que o time de São Paulo contava com 10 ex-santistas (5 titulares e 5 suplentes), enquanto o Vitória apresentava 8 ex-Sereias da Vila (6 titulares e 2 reservas). Por conta dos dois elencos, a expectativa era de uma partida equilibrada. 

Conseguidas as escalações, subi para o gramado e, junto à lateral, fiquei aguardando a entrada das equipes e do quarteto de arbitragem, com o objetivo de fazer as tradicionais fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo: 


A.D. Centro Olímpico - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna. 


Vitória de Santo Antão A.A.D - Vitória de Santo Antão/PE. Foto: Orlando Lacanna. 


Quarteto de arbitragem e as duas capitãs. Foto: Orlando Lacanna. 


A linda Maurine, uma das várias ex-Sereias da Vila, agora defendendo as cores do Centro Olímpico. Foto: Orlando Lacanna. 

Com a bola em movimento, o Centro Olímpico tomou iniciativa de ir ao ataque e foi criando alguns momentos de perigo ao setor defensivo pernambucano, como aconteceu logo aos 2 minutos, quando a camisa 10 Gabi (ex-Santos) desviou de cabeça, um cruzamento vindo da direita, assustando a goleira Thaís. Aos 9 minutos, foi a vez da camisa 7 Debinha criar problemas à defesa do Vitória, mas a goleira Thaís praticou difícil defesa, demonstrando ótimo reflexo. 


Ação ofensiva do Centro Olímpico pela esquerda no começo da partida. Foto: Orlando Lacanna. 

O domínio paulista continuou e, aos 15 minutos, a goleira do Vitória voltou a mostrar serviço ao defender uma arremate venenoso da camisa 23 Naty, porém, na marca dos 26 minutos, não teve jeito e o Centro Olímpico chegou à marcação do seu gol, através de Gabi, que invadiu a área pela direita e arrematou cruzado, com a goleira chegando a tocar na bola, mas não evitando que a gorduchinha fosse para o fundo da sua meta. 


Momento exato do arremate de Gabi, que resultou no gol do Centro Olímpico. Foto: Orlando Lacanna. 


Bola indo morrer no fundo da rede pernambucana, com a linda bandeira do Vitória ao fundo. Foto: Orlando Lacanna. 

Em inferioridade no placar, as meninas do Vitória foram com mais determinação ao campo ofensivo e passaram a exigir mais atenção da defesa paulistana, sendo que aos 32 minutos, o Vitória levou grande perigo à goleira Vivi, que tirou com os olhos uma cobrança de falta executada por Thaisinha (ex-Santos), com a bola passando muito perto do travessão. 


Bola raspando o travessão em cobrança de falta de Thaísinha. Foto: Orlando Lacanna. 

Mesmo em vantagem, o Centro Olímpico esteve mais próximo da marcação do seu segundo gol, do que o Vitória chegar à igualdade. Aos 39 e 46 minutos, a goleira visitante entrou em ação novamente e evitou que a sua meta fosse vazada de novo, praticando outras duas boas defesas, neutralizando arremates de Gabi e Karen (também ex-Santos). Apesar do maior domínio do Centro Olímpico, o Vitória quase chegou ao empate, aos 43 minutos, num lance em que a goleira Vivi e a camisa 19 Andréia não se entenderam e quase entregaram o gol de bandeja, mas conseguiram se recuperar e, com isso, o primeiro tempo foi encerrado com a vantagem mínima a favor das paulistas. 

Na segunda etapa, logo no começo, aos 2 minutos, o Vitória chegou forte no ataque, através da sua camisa 10 Bia (outra ex-Santos), mas na hora da conclusão, a zaga paulista conseguiu atrapalhar a atacante pernambucana, que acabou perdendo o equilíbrio e finalizou fraco e pra fora. Foi a melhor chance do Vitória até aquele momento da partida. A resposta do Centro Olímpico foi quase imediata, pois aos 4 minutos, Naty penetrou pela esquerda, limpou a zaga e cruzou com precisão para trás, encontrando Gabi, que concluiu por cima do travessão, desperdiçando ótima chance. 


Bola alçada na área do Vitória no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna. 

Apesar do maior ímpeto ofensivo do Vitória, foi o Centro Olímpico que criou as melhores chances de alterar o placar, como aconteceu aos 11, 23 e 24 minutos, em jogadas que foram concluídas por Gabi (duas vezes) e Karen, sendo que no primeiro e terceiro lances, a goleira Thaís salvou a lavoura nas duas oportunidades, constituindo-se no grande nome do jogo. No segundo lance, a bola foi para fora, porém levou perigo. 

Nos últimos 10 minutos o Vitória foi com tudo, uma vez que um gol na casa do adversário seria muito importante na definição da equipe que seguirá na competição. O melhor momento do "Tricolor das Tabocas", aconteceu na marca dos 43 minutos, quando a camisa 99 Carol Baiana mandou de cabeça a bola para o fundo da rede paulista, mas a assistente levantou a bandeira e o gol não foi validado. Não houve reclamações. 


Boa defesa da goleira Vivi do Centro Olímpico nos minutos finais da partida. Foto: Orlando Lacanna. 


Detalhe do gol não validado do Vitória no fim da partida. Foto: Orlando Lacanna. 

Fim de jogo com o placar eletrônico do Pacaembu mostrando Centro Olímpico 1 - 0 Vitória, resultado que dá a vantagem do empate ao time paulista no jogo de volta, que definirá uma das vagas à final e que será realizado em Vitória de Santo Antão/PE, no Estádio Severino Cândido Carneiro, no próximo sábado, dia 26/5. O time pernambucano para avançar precisa vencer por dois gols de diferença ou repetir o placar de 1 x 0, levando a decisão para os pênaltis. A equipe vencedora dessa semifinal, enfrentará o vencedor de São José/SP e São Francisco/BA, que também jogaram no último sábado, com a vitória sendo conquistada pelas paulistas por 4 x 1. Portanto, podemos ter uma final entre duas equipes de São Paulo. Agora é aguardar os jogos de volta. 

Partida encerrada e um pequeno giro pela Avenida Paulista, recordando os velhos tempos do meu antigo "front", porém não demorei muito, pois teria que dormir cedo, uma vez que no domingo de madrugada iria iniciar mais uma viagem ao interior, para cobrir mais uma decisão de título de uma das competições de acesso, mas isso é papo pra outro post. Foi isso. 

Abraços, 

Orlando