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terça-feira, 16 de julho de 2019

Na Arena Corinthians, a gloriosa estreia do CSA no Jogos Perdidos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde que a Portuguesa deixou de participar da Série A do Campeonato Brasileiro eu praticamente parei de assistir jogos do mais importante certame nacional. Desde o ano em que sediamos a Copa do Mundo, foram apenas quatro pelejas que acompanhei in loco, três em 2014 e uma em 2017. O número voltou a aumentar no domingo passado com a esperada (e demorada) inclusão na Lista do time profissional do CSA atuando contra o Corinthians. Além disso, é a primeira vez que aparecem aqui no Jogos Perdidos.

Tinha visto o onze alagoano apenas duas vezes até hoje, as duas pela Copa São Paulo. A primeira em 2001 numa derrota contra o Capivariano em Capivari e um empate por 2x2 com o Vasco da Gama em Barueri no ano seguinte. Depois disso o time sumiu do mapa, pelo menos por aqui. O clube chegou a atuar perto da capital nos últimos anos, mas não tinha conseguido organizar uma cobertura. Mais de 17 anos após ter visto a gloriosa equipe pela última vez, nada melhor do que "tirar o J" em grande estilo na Arena Corinthians.


Times perfilados antes do começo do jogo

O alviceleste não jogava contra o mosqueteiro na capital paulista desde 1983, quando perdeu por 4x2 no Morumbi pela Taça de Ouro. O histórico contava com quatro duelos e quatro triunfos corintianos. Com certeza esse é o confronto mais legal do alvinegro na sua casa na atual edição da Série A. Por vários motivos eu não podia perder. O bom é que por ser uma partida com menor apelo, consegui comprar o ingresso sem nenhuma dificuldade apesar da cancha receber novamente um bom público.

Fui sozinho até a Arena e o clima foi, claro, bem diferente do que encontrei ali durante a Copa América nas três partidas que assisti ali (na ordem: Peru 0x5 Brasil, Colômbia 0x0 Chile e Argentina 2x1 Chile). Sem estrangeiros, sem bandeiras de países diferentes e apenas o preto e branco dando a tônica. Meu lugar foi próximo do que fiquei na goleada tupiniquim contra os peruanos que fechou a primeira fase e dali vi um jogo em que apenas uma equipe atacou.

O Corinthians emplacou um sem número de chances e alugou o campo de defesa adversário. O problema, só para variar, foi um problema que é crônico há meses e meses: a criação de ataques realmente bons. Os comandados de Fábio Carille mostraram uma enorme dificuldade em finalizar de forma decente e as investidas foram meia-bomba. Na primeira etapa o maior lance foi com Vágner Love e uma cavadinha que foi salva em cima da linha.

No segundo tempo o cenário não mudou, e com isso a torcida foi perdendo o bom humor a cada finalização pela linha de fundo. Eu estava numa relax, numa tranquila e numa boa, sossegado por ver o CSA principal pela primeira vez, só que o número de gols perdidos pelo escrete local foi de tirar do sério até quem estava desencanado. A tarde estava tão zicada que aos 26 minutos,o árbitro não marcou pênalti claro a favor do Corinthians. Parecia que seria uma tarde de horror contra um dos piores colocados da competição.


Bola levantada dentro da área do CSA


Jonatan Gómez, 29 alagoano, em lance pela esquerda


Ralf (15) disputando a bola pelo alto no meio-campo


Gil, zagueiro mosqueteiro, se aventurando no ataque


Ótima defesa de Jordi, goleiro do CSA, em cobrança de falta

Foi apenas aos 32 minutos que a torcida pôde comemorar quando Vágner Love recebeu bom passe de Boselli e encheu o pé direito, inaugurando o marcador na Arena. Pouco depois a arbitragem anulou o que seria o segundo gol. No fim, o placar ficou mesmo no magro Corinthians 1-0 CSA e que serviu para o alvinegro subir na tábua de classificação. Os alagoanos estão na 19ª posição e são candidatos fortes ao rebaixamento. Apesar do jogo sofrido, foi legal ter ido lá.

A "semana" mosqueteira no JP. que se iniciou na semana passada. terminou na tarde de segunda-feira com um joguinho da Copa Paulista em Osasco. A quarta cobertura corintiana foi no meu aniversário. Sempre é muito legal ver futebol ao vivo quando completamos outro ano de vida.

Até lá!

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Ficha Técnica: Corinthians 1-0 CSA

Competição: Campeonato Brasileiro; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Wagner Reway (PB); Público: 33.952 pagantes; Renda: R$ 1.392.676,36; Cartões amarelos: Sornoza, Fagner (Cor); Ricardo Bueno, Alan Costa, Nilton, Cassiano, Luciano Castán, Celsinho (CSA); Gol: Vágner Love 32 do 2º.
Corinthians: Cássio; Fagner, Manoel, Gil e Danilo Avelar; Ralf (Régis), Júnior Urso e Sornoza; Pedrinho (Boselli), Clayson e Vagner Love (Gabriel). Técnico: Fábio Carille.
CSA: Jordi; Celsinho (Cassiano), Alan Costa, Luciano Castan e Rafinha; Naldo, Nilton (Jeankléber), Jonatan Gómez (Victor Paraíba) e Apodi; Alecsandro e Ricardo Bueno. Técnico: Argel Fucks.
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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Corinthians e Chapecoense terminam iguais na Arena

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nesse último final de semana não teve jogo perdido na pauta, e sim um duelo de campeões pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro 2017. Corinthians e Chapecoense, respectivamente os vencedores dos certames paulista e catarinense, duelaram na Arena Corinthians na primeira apresentação da Chape na Série A depois da tragédia de novembro.

Assim como todo mundo, fiquei muito mal com tudo o que aconteceu na noite de 29 de novembro e aquilo me abalou mais do que eu poderia acreditar. Virei sócio do clube após o acidente para, mesmo que de forma simbólica, ajudar na reconstrução do time. Por tudo isso eu não queria ficar de fora da primeira apresentação da equipe na capital bandeirante pós-acidente.

Não via um joguinho dos atuais campeões da Copa Sul-Americana desde 2013, numa noite aonde eles venceram o São Caetano no ABC pela Série B. Na minha lista, conto com mais duas apresentações do time e nenhuma derrota: um 0x0 contra o Guarani pela Copa do Brasil 2008 e um triunfo contra o Santo André pela Série C de 2011. Já estava na hora de ver novamente o alviverde em campo.

Fazia tempo que eu não via uma peleja da Série A in loco (a última tinha sido um Palmeiras x Grêmio no Pacaembu em 2014). Aliás, vale mencionar que após a queda da Portuguesa em 2013, eu tinha ido em apenas três até então. Taí um campeonato que cada vez tenho menos vontade de acompanhar, muito pela dificuldade de credenciamento e muito também por ser difícil demais ver algum jogo dos "Grandes" não sendo sócio-torcedor.

Consegui um ingresso na raça com o auxílio do amigo Bruno, figurinha carimbada na Arena Corinthians desde sua inauguração. Fechando o quórum da noite, o Fiel Torcedor Ricardo Pucci. Um público pagante de 31.470 torcedores foi ao estádio para acompanhar a primeira apresentação do Mosqueteiro dentro dos seus domínios depois do título conquistado na semana anterior.

Mas o time de Parque São Jorge não repetiu as boas atuações de ultimamente, principalmente as fora de casa. Os comandados de Fábio Carille viram a Chape criar as melhores chances da peleja e, somado à péssima arbitragem, a noite não teve muitos momentos felizes a favor dos locais. Os visitantes quase fizeram o primeiro aos cinco minutos num chute de Rossi na trave.


Ataque aéreo do Timão no primeiro tempo


Zaga da Chapecoense afastando a bola da área

Apesar dos visitantes insistirem bastante, foi o alvinegro quem abriu o marcador com um belo gol de Jô aos 22 minutos. Atuando de forma mais incisiva do que o adversário, os catarinenses viram o intervalo chegar com a derrota parcial. Na volta pro segundo tempo o Corinthians quase amplia em cabeçada de Rodriguinho.

Só que no lance seguinte, o empate da Chapecoense saiu dos pés de Wellington Paulista, velho conhecido do blog nos tempos em que ele comandava o ataque do Juventus no meio dos anos 2000. Daí pra frente o jogo foi nervoso, tenso e com o árbitro Elmo Alves Cunha mandando muito mal. Sem maiores emoções, assim que a peleja chegou ao seu final.


Visão geral da Arena Corinthians com mais de 30 mil pagantes para o confronto de campeões estaduais


Ataque corintiano pela esquerda no tempo final

O Corinthians 1-1 Chapecoense foi um resultado bem mais ou menos pro time paulista, e os dois pontos perdidos podem fazer muita falta em dezembro ao término das 38 rodadas. Falando da Chape, serviu para quebrar uma série de três derrotas e conquistar um pontinho fora de casa, algo sempre legal no longo nacional.

Até a próxima!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Palmeiras joga bem e engata a terceira no nacional

Fala, pessoal!

Depois da grande virada nacionalina arranjei forças do fundo da alma e fui fazer uma jornada no ritmo dos embalos de sábado à noite no Estádio Paulo Machado de Carvalho. Em franca recuperação no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras recebeu o Grêmio em busca da terceira vitória seguida.


Times perfilados para o Hin... bom, vocês sabem. Foto: Fernando Martinez.

Quase trinta mil pessoas encheram o velho estádio para essa partida. Além da pressão enorme exercida pelas arquibancadas, o retrospecto era todo a favor dos paulistas. Em nove confrontos realizados no Pacaembu até então, o Palmeiras nunca perdeu (sete vitórias e dois empates). Ah, e vale registrar que esse também foi o - se tudo der certo - o antepenúltimo jogo do time no Pacaembu antes da mudança para a nova casa.


Início de ataque palmeirense. Foto: Fernando Martinez.

Da numerada e com a companhia do amigo Ricardo Espina, vi um bom jogo de futebol. Logo no começo Cristaldo perdeu gol feito e durante todo o tempo inicial o time da casa foi melhor. O Grêmio só incomodou nos contra-ataques e teve uma chance clara brilhantemente defendida por Fernando Prass.


Bola alçada na área local. Foto: Fernando Martinez.

Os 45 minutos chegaram ao fim com o zero no marcador. No segundo, Barcos, um dos jogadores mais homenageados pela coletividade verde, saiu de heroi para vilão em apenas sete minutos. Aos 10 ele fez o gol que abriu o marcador para os visitantes e aos 17 ele fez lambança e conseguiu ser expulso numa jogada besta na lateral.


Barcos abrindo o placar para o Grêmio em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.


Belíssima lua passeando pelo Pacaembu. Foto: Fernando Martinez.

Toda a partida correta que o time dirigido pelo superado Felipão estava fazendo se diluiu com o vento e o time da casa, empurrado de forma sensacional pela torcida, conseguiu um resultado histórico. Era certeza para quase todos ali que a equipe viraria a peleja.


Lance do gol de empate paulista. Foto: Fernando Martinez.

E não deu outra: com gols de Mouche e João Pedro respectivamente aos 22 e 29 minutos o alviverde virou a partida de forma sensacional. O Grêmio, com um a menos e completamente grogue, não foi páreo para o time paulista.


Comemoração alucinada no segundo gol do Palmeiras. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Palmeiras 2-1 Grêmio afastou ainda mais o alviverde da zona de rebaixamento. Falo isso há algum tempo e reitero: na minha visão, o time NÃO será rebaixado pois tem muita equipe pior nesse nacional. O time agora está em 12º lugar com 34 pontos.

No domingo o futebol deu um tempo e o dia serviu para um belo descanso. Também valeu para me preparar de forma exata para a semana repleta de futebol de terça até sexta-feira.

Até lá!

Fernando

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Palmeiras se recupera e sai da lanterna do Brasileiro

Fala, pessoal!

Até a última quarta-feira já contabilizava na minha lista 127 jogos vistos in loco válidos pelo Campeonato Brasileiro. De todos eles, foram 10 equipes jogando como mandantes, de Corinthians a Náutico, de Portuguesa a Grêmio. Mas em todos os meus anos nesta indústria vital, nunca tinha visto um jogo do Palmeiras nessa competição.

Na quinta resolvi encerrar essa escrita e fui até o Estádio Paulo Machado de Carvalho para o confronto do alviverde contra o Vitória pela 24ª rodada do certame. Essa foi a primeira partida do clube centenário depois do massacre de 6x0 que sofreu em Goiás no domingo anterior.

Embora na lanterna e no sufoco, o time paulistano tinha na história sua grande aliada para conquistar os três pontos. Com uma dica do amigo Vítor Dias, verifiquei que o Vitória simplesmente NUNCA venceu um jogo de Brasileiro como visitante contra os quatro grandes de São Paulo.

Isso mesmo, contando de 1971 pra cá, o rubro-negro baiano jogou 61 vezes contra Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos como visitante e nunca saiu-se vitorioso. O terrível retrospecto conta com 16 empates e 45 derrotas. E na 62ª chance, não foi dessa vez que a longa escrita foi quebrada.


Saída temerosa do goleiro Deola no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

O Vitória jogou mal e não foi páreo para o aplicado time palmeirense. Mesmo com uma equipe distante demais da sua centenária trajetória, o Palmeiras se recuperou na boa e venceu sem maiores percalços. No primeiro tempo o zagueiro Lúcio fez 1x0 de cabeça aos 25 minutos.


Mais uma tentativa do Vitória dentro da área local. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o time ampliou num golaço que teve a participação de Cristaldo, Bernardo e Henrique. Comandado pelo instável valdívia, o triunfo foi tranquilo. Nas arquibancadas, Matheus "Renato Russo" Trunk vibrou a cada dividida dos atletas palestrinos.


Valdívia dando uma descansada na linha lateral. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o Palmeiras 2-0 Vitória marcou o primeiro resultado positivo do alviverde por dois gols de diferença desde o longínquo 10 de maio. Naquela data, o Goiás foi derrotado pelo mesmo placar. Com os três pontos o time pulou para a 17ª posição, mas ainda ocupa um incômodo lugar na zona de rebaixamento.

Depois do jogo encontrei o sumidaço Nílton, o eterno campeão de botão do Rio Grande do Norte, e o Luiz. Também com a presença do Ricardo Espina, subimos na boa até a Rua da Consolação para dali seguirmos até nossos lares. A meia hora com os amigos foram infinitamente melhores do que os 90 minutos da peleja...

Até a próxima!

Fernando

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Corinthians joga bem (!) e goleia o Goiás na Arena

Opa,

Com a queda da Portuguesa ficou mais complicado para mim acompanhar de perto o Campeonato Brasileiro. Tanto que somente na última quinta-feira fiz minha estreia na edição 2014 do certame. Na novíssima Arena Corinthians vi o confronto do Corinthians, óbvio, contra o Goiás.

A chegada até Itaquera foi relativamente tranquila mesmo com as famosas cenas de guerra que vemos às seis da tarde na Estação Luz. Sem o monte de barreiras da FIFA foi super fácil entrar nas dependências do estádio. Vale registrar a presença do amigo Luiz Fôlego relembrando as jornadas da Copa e responsável por me descolar o ingresso para a pugna.


Corinthians e Goiás perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Como já era esperado, as coisas mudaram no novo estádio alvinegro em relação ao que vi na Copa do Mundo. Agora vários tapumes dividem os setores e as arquibancadas temporárias - local de onde assisti dois jogos do Mundial - estão sendo desmontadas, deixando o local com um aspecto de obra em andamento.


Arquibancada temporária norte sendo desmontada. Foto: Fernando Martinez.

Outro ponto bem diferente foi que, apesar das confortáveis cadeiras, todo mundo viu o jogo em pé (é, confesso que eu não entendo muito isso). De pé, os mais de 26 mil pagantes acabaram vendo provavelmente a melhor apresentação corintiana nesse ano.


Jadson armando ataque corintiano pela direita. Foto: Fernando Martinez.

Invertendo os papéis que estamos acostumados a ver, o ataque funcionou e a defesa provocou calafrios nos torcedores. O primeiro tempo teve um Corinthians melhor, mas foi o Goiás que abriu o marcador. Guerrero depois empatou de cabeça e levou a peleja em 1x1 para os vestiários.


Guerrero tentando o seu de cabeça. Foto: Fernando Martinez.


Público razoável para Corinthians x Goiás. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o time esmeraldino surpreendeu novamente e fez 2x1 aos 15 minutos. Parecia que o Corinthians deixaria nova chance de vitória em casa escapar. O bom futebol local não deixou que a zebra passeasse na Arena. Com gols de Elias e três do atacante Luciano, o Timão voltou a vencer no nacional.


Momento do segundo gol goiano. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Corinthians 5-2 Goiás, que poderia ter sido um 8x3, refletiu bem o que foi a peleja. O time paulista continua na difícil caça ao líder Cruzeiro, só que a cada rodada que passa fica mais a certeza que os mineiros são favoritos para mais um título.

A volta foi mais tranquila e feita via trem até o QG do Bom Retiro. O cronograma marcava pelejas para sexta e sábado, mas por vários motivos voltei aos campos somente no domingo.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Santos vence fácil a Chapecoense no Alçapão

Salve amigos!

Na semana passada recebi uma visita muito especial em casa, do amigo australiano Sami Özergun, torcedor do Fenerbahce, do Chelsea, e do Santos. Como bom anfitrião, não poderia deixar de leva-lo à Vila Belmiro para o confronto do Peixe com a Chapecoense, pelo Campeonato Brasileiro da Série A, a “premier league” brazuca.


Bom público presente na Vila. Foto: Estevan Azevedo.

Bom, como a Vila Belmiro está longe de ser uma Arena digna de Copa do Mundo, de nosso assento à beira do gramado é separado do tapete por uma parede de vidro com colunas opacas que atrapalha um pouco da visão, e prejudica demais as fotos.


Aranha se prepara para uma de suas belas defesas. Foto: Estevan Azevedo.

Mas deixo aqui o registro de nossa presença na interessante peleja. A primeira boa chance foi do alvinegro praiano: Lulas Lima recebeu da direita e ajeitou de cabeça para GabiGol, que bateu no canto direito de Danilo, e conseguiu um escanteio para o time, após o desvio da zaga.


No intervalo a partida, a mascote Baleia deu as caras. Foto: Estevan Azevedo.

Logo aos 12 minutos a defesa da Chapecoense abusou do direito de errar e Rildo abriu o placar, para a alegria dos torcedores presentes. A Chapecoense apostou na bola parada com Fabiano cobrando e com o “cigano” Abuda mandando MUITO à esquerda do gol de Aranha. A vantagem mínima para os locais foi o placar do intervalo.


Ataque do Peixe na segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.

Os visitantes voltaram animados para a segunda etapa, e obrigaram Aranha a fazer uma bela defesa logo nos primeiros minutos. Mas aos seis minuto Thiago Ribeiro correu pela direita e cruzou para Gabriel marcar o segundo, desmantelando os planos do treinador Celso Rodrigues.


Gabriel (7) infernizou a defesa verde. Foto: Estevan Azevedo.

Mesmo assim, a Chapecoense seguiu valente, e buscava um golzinho. Aranha fez outras grandes defesas em chutes de Abuda. Apostando nos contra ataques, o time da Vila chegou ao terceiro gol aos 35 minutos. Gabriel lançou Thiago Ribeiro pela direita, e ele cruzou para Diego Cardoso, que chegou livre na pequena área e balançou as redes.


Placar final da partida. Foto: Estevan Azevedo.

Bruno Rangel, do meio da rua, ainda teve uma boa chance de diminuir o placar, mas ficou nisso. Fim de jogo, Santos 3x0 Chapecoense, resultado que aproximou os vitoriosos do G4, mas já estava nas contas da equipe Chapecoense, que segue bem na luta pra se manter na primeira divisão.


Presença super internacional na Vila: Sami, eu entre um casal de japoneses, e o australiano Vince com sua esposa brasileira, Patricia. Foto: Transeunte.

Até a próxima!

Estevan Azevedo

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Portuguesa fica na Série A depois de ficar no zero com o Grêmio

Opa!

Fechando o ano futebolístico, na quente tarde de domingo fui pela 15ª vez na atual edição do Campeonato Brasileiro ao Estádio Oswaldo Teixeira Duarte num jogo da Portuguesa. Ainda levemente ameaçada pelo rebaixamento, os rubro-verdes receberam o Grêmio, vice-líder do certame.

A equipe paulistana precisava de um empate para escapar da Série B no ano que vem, enquanto os gaúchos também precisavam de um resultado igual, mas para se garantirem na fase de grupos da Libertadores. Esse foi o quinto Lusa x Grêmio que vi em todos os tempos. O último havia sido o 2x2 pela Série A do ano passado.


Times perfilados para a última apresentação em 2013. Foto: Fernando Martinez.

O belíssimo público de 4.383 pagantes viu uma partida que teve o Grêmio melhor durante a maior parte do tempo. Logo aos três minutos Barcos obrigou o goleiro Lauro a fazer ótima defesa. Aos 22, o mesmo Barcos se aproveitou de falha de Valdomiro, driblou o arqueiro e chutou. Lima salvou a pátria lusitana e tirou em cima da linha. No último lance, foi a vez de Vargas fazer Lauro trabalhar.


Rara chegada lusitana no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

A coisa estava feia para os comandados de Guto Ferreira. No tempo final Zé Roberto, sempre ele, foi responsável por três ótimos ataques visitantes antes dos dez minutos. O melhor deles aconteceu numa cobrança de falta que bateu na trave. Sabendo que os outros resultados garantiam a equipe na Série A, a Lusa nada fez.


Zé Roberto cobrando falta na trave no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

A partir dos 20 minutos a peleja caiu assustadoramente de produção e a maior diversão foi contar o número de ônibus que entravam no Terminal Tietê. Como estávamos no alto da arquibancada, ficou fácil de se divertir dessa forma. Quando o árbitro apitou pela última vez, os objetivos de ambas as agremiações foi cumprido.


Visão geral do Canindé para mais um Portuguesa x Grêmio. Foto: Fernando Martinez.


Renato Gaúcho, o grande Renight, de butuca na peleja. Foto: Fernando Martinez.

O Portuguesa 0-0 Grêmio deixou os rubro-verdes na 12ª colocação da Série A com 48 pontos ganhos e garantiu o tricolor como vice-campeão. Náutico, Ponte Preta, Vasco da Gama e Fluminense jogarão a Série B em 2014. A comemoração da coletividade lusitana pela queda do Flu foi enorme. Resta agora aprender com os erros dessa temporada e se preparar para 2014.


O placar final que salvou a Lusa da Série B e colocou o Grêmio na fase de grupos na Libertadores. Foto: Fernando Martinez.

Com esse post encerro as atividades aqui no Jogos Perdidos na temporada. Mais um ano que se vai e em breve outro que se inicia. Só da minha parte foram inacreditáveis 200 partidas vistas em 2013, uma marca que não alcançava desde 2007. Vamos ver se ano que vem a performance continua assim.

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Portuguesa vence e mantém tabu contra o Atlético/MG

Fala, pessoal!

Fechando a rodada de futebol do final de semana, no domingo à noite fui fazer minha penúltima visita ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte no Campeonato Brasileiro 2013. Dessa vez a Portuguesa recebeu o atual campeão das américas, Atlético Mineiro, buscando se afastar um pouco mais da zona de rebaixamento.


Times alinhados antes da peleja no Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Essa foi a quarta vez que acompanhei esse confronto no Canindé, e em nenhum deles a equipe paulista perdeu. Aliás, contando jogos pelo nacional, o Galo NUNCA derrotou a Lusa como visitante. Isso mesmo, em 13 jogos realizados de 1974 até 2012, o time mineiro nunca conseguiu sair de campo vitorioso. Algo muito surreal.


Ataque rubro-verde no início do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Vale registrar porém que a Lusa também não ganhava do Atlético há mais de 13 anos. Na tarde de 10 de setembro de 2000 eu estive na casa rubro-verde e vi os locais vencerem o alvinegro de Minas Gerais por 2x1 em peleja válida pela Copa João Havelange. A esperança da torcida local era que essa sequência de sete pelejas sem triunfos fosse quebrada.


Bola aérea na área do Galo. Foto: Fernando Martinez.

E diferente do que mostramos aqui no confronto dos dois em 2006 e 2008, sempre com a Portuguesa em situação difícil nos campeonatos em questão, a peleja dessa vez foi tranquila e sem sustos para a equipe local. O Atlético estava muito desfalcado e não foi nem sombra do time que conquistou o continente.


Falta para a equipe paulista no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo assim a Portuguesa demorou para abrir o marcador. O grito de gol só saiu da garganta dos torcedores no último lance do tempo inicial, com uma bela jogada pela direita e conclusão precisa de Bruno Henrique. No segundo tempo nada mudou a o time visitante continuou sendo dominado facilmente.


Visão geral do Osvaldo Teixeira Duarte. Foto: Fernando Martinez.

Na buena, o escrete paulista ampliou com Henrique aos 19 minutos e a peleja seguiu de forma calma demais, algo que não é muito comum em compromissos lusitanos. No fim, o placar de Portuguesa 2-0 Atlético/MG deixou a Lusa com 44 pontos, três acima do Z4 mas ainda correndo riscos. As duas próximas partidas serão fora de casa.

Até a próxima!

Fernando

sábado, 16 de novembro de 2013

Santos vence o Bahia em jogo no Pacaembu

Opa,

Quinta-feira, véspera de feriado e antes de me desligar para curtir a sexta-feira dei uma passadinha rápida no Estádio Paulo Machado de Carvalho para um jogo válido pelo Campeonato Brasileiro 2013. Ali, Santos e Bahia fizeram um confronto em campo neutro pela 34ª rodada do certame.


Times perfilados antes do Hino Nacional. Foto: Fernando Martinez.

Na história do nacional essa foi apenas a terceira vez que Peixe e Tricolor de Aço jogaram no Pacaembu. E nos dois compromissos anteriores, o time nordestino venceu uma e empatou a outra. Para quebrar esse pequeno tabu, o Santos apostava numa boa presença de público graças aos ingressos baratos. A entrada para o tobogã custava apenas 2 reais.


Visão geral do Pacaembu para Santos x Bahia. Foto: Fernando Martinez.

Um bom grupo de amigos aproveitou essa promoção e também foi ao Pacaembu: a dupla alfabética Mílton e Nílton e o monstro dos ingressos Ricardo Espina. Numa noite muito agradável, vimos o Bahia começar o jogo de forma mais objetiva. Lutando contra o rebaixamento, a equipe criou duas ótimas chances de gol, a melhor delas defendida de forma precisa pelo goleiro Aranha.


Santos atacando pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Após essa oportunidade desperdiçada pelos visitantes, o Santos acordou e marcou o primeiro com o meia Montillo aos 37 minutos. O primeiro tempo acabou com a vantagem mínima para o onze paulista. No segundo, o Peixe não quis dar sopa pro azar e apresentou um futebol muito melhor.


Ataque baiano pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Sem dar nenhum espaço aos baianos, Cícero marcou duas vezes, aos 21 e aos 26 minutos, e completou a boa vitória alvinegra no Pacaembu. Legal que pelo jeito não vai demorar para vermos o Santos jogando de forma mais frequente no velho estádio. Com o inevitável "abandono" do local pelos times paulistanos, o tapete estará estendido para os praianos mandarem mais jogos na cidade aonde possui mais torcedores.


Chance santista no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

No final, o jogo ficou em Santos 3-0 Bahia. Resultado que não significou muito para os santistas, mas que deixou mais preocupada a grande torcida do tricolor. O time está devendo faz algum tempo e o temível fantasma do rebaixamento assusta.

Sem pressa, saímos do estádio e fomos levar o amigo Nílton para passear pela primeira vez na Avenida Paulista. Só depois de muito tempo cada um pegou o caminho de casa. Tirei o feriado da Proclamação da República para colocar o sono em dia, e o futebol só voltou à pauta no sábado, mais uma vez no Pacaembu e agora com título palmeirense na Série B.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Portuguesa e Coritiba ficam no zero no Canindé

Fala, pessoal!

Após a vitória palmeirense no Pacaembu, o sábado reservou a minha 13ª ida ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte na atual edição do Campeonato Brasileiro, isso em 15 jogos realizados ali. Já não apresentando um futebol de encher os olhos, a Portuguesa recebeu o Coritiba buscando uma vitória para se afastar do Z4.

Um bom quórum de amigos se fez presente no Canindé para esse jogo. Além dos sempre presentes Paulo "Shrek" (e seus 100%), Jamil e Mílton, personalidades como o Cosme, Rei dos Brechós paulistanos, Nílton, campeão potiguar de futebol de botão, e Matheus Trunk, numa inesperada sessão off-alviverde, também bateram cartão.


Times perfilados no gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Sem vencer há três jogos, a Portuguesa voltou a se aproximar perigosamente da zona de rebaixamento. Vencer o Coxa dentro do seu estádio era essencial para que o grupo dirigido por Guto Ferreira pudesse respirar um pouco mais. Grupo aliás que "sofre" nas mãos da diretoria lusitana.


Visão geral do Canindé para Portuguesa x Coritiba. Foto: Fernando Martinez.

A equipe paulistana também queria manter um longo tabu contra os paranaenses jogando como mandante. Em 11 jogos realizados até hoje pela primeirona nacional (e não contando as pelejas da Série B), a Portuguesa perdeu apenas uma vez, isso nos idos de 1976. Desde então, foram 10 jogos sem nenhuma derrota.


Escanteio para o Coxa no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Um bom público foi ao Canindé, mas a peleja não ficou à altura das expectativas. O futebol apresentado foi apenas burocrático durante a maior parte do tempo inicial. Diogo, voltando de contusão, foi o dono da jogada bisonha da noite ao perder um gol feito cara-a-cara com o arqueiro visitante.


Chance de gol para a Lusa no tempo final anulada por impedimento. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo a peleja melhorou e aí surgiu o nome da partida. Vanderlei, goleiro do Coritiba, foi o responsável direto pelo 0x0. Ele fez defesas importantes e impediu que a Portuguesa pudesse abrir o marcador. Destaque negativo para o atacante Diogo, claramente fora de ritmo e responsável por mais uma jogada bisonha no tempo final.

No fim, o placar de Portuguesa 0-0 Coritiba deixou os paulistanos na 14ª posição com 40 pontos, quatro acima do Z4. O Coxa tem 41 e está uma colocação acima. Restando cinco jogos para cada equipe, os rubro-verdes precisam voltar logo a vencer caso não queiram amargar novo rebaixamento. Ainda faltam dois jogos na capital bandeirante, contra Atlético/MG e Grêmio, e se tudo der certo, estarei presente em ambos.

Até a próxima!

Fernando