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terça-feira, 5 de novembro de 2019

JP na Copa do Mundo sub-17 (parte 11): Goleada da Fúria contra o Tadjiquistão

Texto e fotos: Fernando Martinez


O último dia do mês de outubro reservou o final da imensa e histórica cobertura do Jogos Perdidos na primeira fase da Copa do Mundo sub-17. No magnífico Estádio Kléber Andrade, o Grupo E pediu passagem com o insólito duelo entre a Espanha, atual vice-campeã, e a genial seleção do Tadjiquistão, responsável direta pelo aumento significativo dos nossos seguidores no Twitter. É, na era das redes sociais, qualquer ajuda é sempre válida.

Os tadjiques chegaram cedo no Brasil e seis dias antes da estreia no Mundial fizeram um sensacional amistoso internacional com o elenco sub-20 do Audax na cidade de Osasco. A minha presença era obrigatória, e tudo que falei sobre a partida no Twitter gerou um engajamento enorme nas redes. O número de perfis que seguem o JP praticamente dobrou. O 2x2 foi o pano de fundo de uma noite genial que será lembrada por muito tempo.

O Tadjiquistão disputa o torneio apenas pela segunda vez em todos os tempos. Na primeira, em 2007, chegou nas oitavas e foi eliminado pelo Peru nos pênaltis. A viagem ao Brasil foi confirmada durante o campeonato sub-16 da AFC. As quartas de final reuniram quatro times que eu já tinha visto versus quatro inéditos. O único triunfo de uma equipe nova foi do Tadjiquistão, que eliminou a Coreia do Norte nos pênaltis. As minhas demais torcidas - Omã, Indonésia e Índia - lamentavelmente foram eliminadas. Lembrando que vi os norte-coreanos em 2015 na cidade de Concepción no Chile em compromisso contra a Rússia na Copa do Mundo.

A Espanha estava na minha Lista desde o glorioso 10x0 que aplicou conta o Taiti na Copa das Confederações de 2013. Confesso que apesar de ter raízes no país ibérico, eu não sou o maior fã da Fúria. Eles carimbaram o passaporte para a Copa eliminando a Hungria (que depois conquistou uma vaga na repescagem) nas quartas do europeu sub-17. Essa é a décima participação no Mundial e por quatro vezes, inclusive na Índia em 2017, chegaram na decisão e foram derrotados. Os espanhóis estavam em quinto lugar no histórico dos 82 participantes desde 1985 e possuem a honra de terem aplicado a maior goleada do certame: 13x0 em cima da Nova Zelândia em 1997.



Dois detalhes da bela fachada do Estádio Kléber Andrade, um dos mais sensacionais que já visitei


Enquanto puder, vou encher de foto do Kléber Andrade pois é um estádio maravilhoso. Essa cobertura é simplesmente genial


Outro detalhe, agora de dia, de um detalhe da arquitetura genial do estádio capixaba

Descansei pouco durante a madrugada pois fiquei na ativa até às sete da matina. Acordei cedo e fui com a dupla de amigos Bruno e Caio dar uma voltinha em Vitória, cidade que não conhecia. Na volta pegamos um trânsito animal e por pouco não perdemos a hora. Antes de me dirigir à entrada da imprensa passei pelo portão principal do belíssimo complexo. Não canso de dizer que me impressionei bastante com a beleza do lugar. Entra no meu Top 5 pessoal dos estádios mais legais que já visitei.

O público era diminuto quando pisei no gramado, algo natural levando em conta que a peleja começaria às cinco da tarde de uma quinta-feira. Na rodada inicial, a Espanha empatou em 0x0 com a Argentina e o Tadjiquistão venceu Camarões. O país da Ásia Central era o líder da chave, mas eu não esperava que eles surpreendessem atuando contra a Fúria. Decidi logicamente acompanhar o ataque ibérico e não me arrependi nem um pouco.




As seleções sub-17 de Espanha e Tadjiquistão no gramado do Kléber Andrade em Cariacica. Também a foto dos capitães com o quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Ivan Barton e o primeiro assistente David Santos de El Salvador (por curiosidade os mesmos da outra foto de trio que fiz, no França x Chile de Goiânia), o segundo assistente Zachari Zeegelaar do Suriname e o quarto árbitro Ivo Mendez da Bolívia

Nem bem a ação tinha começado e a Espanha abriu o marcador. No terceiro minuto, Navarro mandou até Germán Valera na esquerda. O camisa 10 entrou na área e tocou na saída do goleiro. Aí começou um show à parte na tarde: os atletas indo comemorar direto para as lentes do blog. O atleta do Atlético de Madrid fez sua festa de forma exclusiva e os atletas restantes de linha vieram no embalo. Fotos desse naipe a gente não tira toda hora.


German Valera (10) encarando a marcação de Isroil Kholov (21) no começo do jogo



Uma coisa genial nessa partida foi que fui o único fotógrafo do meu setor. Com isso, em três dos gols, os atletas espanhóis vieram comemorar do meu lado. German Valera, autor do primeiro gol, primeiro comemorou sozinho e depois todos os jogadores quiseram aparecer

Com o time todo dentro do campo de defesa adversária, o segundo tento pintou aos 19 quando Robert Navarro completou com facilidade um cruzamento da esquerda de Valera. Pablo Moreno aos 34 recebeu belo passe em profundidade e finalizou de bico, sem chances para Shohrukh Qirghizboev. A Espanha estava tão ligada que dois minutos depois Alvaro Carrillo deu uma força ao Tadjiquistão. O zagueiro recuou a pelota até Ivan Martinez - outro parente meu perdido pela Europa - e não viu que o arqueiro estava fora do gol. Um gol contra de almanaque.


Disputa no meio-campo com Pablo Moreno (19), Shohrukh Sangov (11), German Valera (10) e Moriba Ilaix (14)


Muhammadrasul Litfullaev (4) acompanhando de perto o camisa 10 espanhol German Valera


Roberto Navarro chutando para fazer o segundo tento da Espanha

Aos 46, tudo voltou ao normal quando Moreno entrou na área, driblou um defensor e cruzou para Larrubia, jogador do Málaga. O camisa 17 chutou meio sem jeito e mesmo assim ampliou a vantagem, praticamente resolvendo a fatura em definitivo. Na sequência outra vez fui agraciado com uma comemoração particular para as lentes do JP. Foi com esse lance que a etapa inicial terminou.


Pedri Gonzalez (18) pela esquerda do ataque da Fúria



David Larrubia (17) chutando para fazer o quarto gol da Espanha e depois ele vindo comemorar de forma exclusiva

No tempo final os europeus diminuíram o ritmo e seguraram a vantagem pois sabiam que a vitória estava no papo. Os bons momentos, porém, continuaram surgindo. Moreno levou perigo logo no primeiro minuto em finalização que foi desviada pela zaga. Os tadjiques por pouco não marcaram o segundo quando Rahmatov arriscou do meio de campo ao ver Martínez adiantado. Foi por pouco que o goleiro fez a defesa.

Aos 17, Javi Lopez fez boa jogada pela lateral e cruzou por baixo. Roberto Navarro, avante do Real Sociedad, encheu o pé, a bola resvalou na zaga e morreu no fundo da rede. O camisa 20 comemorou como? Claro, perto do que vos escreve. A foto não estará no Marca, no Mundo Deportivo ou no As, somente no Jogos Perdidos. Não tem como saber se serão jogadores de ponta, independentemente disso já estão devidamente registrados nas nossas páginas. Voltando ao jogo, a última chance saiu aos 30 quando Pedri Gonzalez acertou o travessão em chegada pela direita.


No segundo tempo o ímpeto espanhol diminuiu e Shohrukh Qirghizboev (16) não teve tanto trabalho


Shahrom Nazarov (5) tentando se desvencilhar da marcação de Moriba Ilaix (14, abaixado na imagem)


Roberto Navarro (20) e a comemoração pelo quinto gol espanhol


Zaga do Tadjiquistão neutralizando ofensiva da Espanha


Placar final da partida que abriu a segunda rodada do Grupo E

No fim, o Espanha 5-1 Tadjiquistão foi uma vitória maiúscula, justa e que deixou os europeus próximos das oitavas de final. A Fúria somava quatro pontos contra três dos asiáticos e na jornada final atuaria contra a seleção de Camarões. Os tadjiques duelariam com a Argentina, uma missão altamente complicada. Uma coisa é fato: de tudo que acompanhei na competição, a atuação ibérica nos primeiros 45 minutos foi o que mais me impressionou, positivamente falando.

Com uma hora faltando para a última partida com cobertura do blog na fase inicial da Copa do Mundo sub-17 eu já estava com saudade. A despedida foi em grande estilo com um confronto repleto de memória afetiva.

Até lá!

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Ficha Técnica: Espanha 5x1 Tadjiquistão

Local: Estádio Kléber Andrade (Cariacica/ES); Árbitro: Ivan Barton (ELS); Público: 1.589 pagantes; Cartões amarelos: Alvaro Carrillo, Amadoni Kamolov; Gols: German Valera 4, Roberto Navarro 20, Pablo Moreno 35, Alvaro Carrillo (contra) 37 e David Larrubia 46 do 1º, Roberto Navarro 19 do 2º.
Espanha: Ivan Martínez; Alejandro Frances, Javi López (Adrian Gómez) e José Martínez; Benat Turrientes (Alejandro Blesa), Moriba Ilaix e Roberto Navarro; Alvaro Carrillo, German Valera (David Larrubia), Pedri González e Pablo Moreno. Técnico: David Gordo.
Tadjiquistão: Shohrukh Qirghizboev; Jonibek Sharipov, Muhammadrasul Litfullaev (Ozodbek Panzhiev), Shahrom Nazarov, Shohrukh Sangov e Isroil Kholov; Nidoyor Zabirov, Amadoni Kamolov e Sharifbek Rahmatov (Emomali Ahmadkhon); Rustam Soirov (Sunatullo Ismoilov) e Islom Zairov. Técnico: Zainidin Rahimov.
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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O surreal encontro entre Audax e Tadjquistão (!) no Rochdale

Texto e fotos: Fernando Martinez


Nos quase 15 anos de Jogos Perdidos já vimos muita coisa diferente. Vários confrontos insólitos, amistosos surreais e duelos que ninguém imaginava que aconteceriam. Na última terça-feira tive o enorme prazer de acompanhar uma partida que será lembrada para sempre, bem do jeitinho que achamos genial. No gramado do Estádio José Liberatti, em Osasco, o time sub-20 do Audax enfrentou nada menos do que a equipe sub-17 do Tadjiquistão (!).

Apesar dos meus mais de 3 mil jogos no currículo, poucas vezes vi algo tão alternativo na vida. Cheguei a cobrir um São Bento x Cuba em 2012 e acho que somente esse empata no quesito "alternatividade" com o Audax x Tadjiquistão. São aqueles momentos que o futebol se transforma em algo ainda mais especial. Ver uma seleção de um país que faz fronteira com China, Uzbequistão, Afeganistão e Quirquistão zanzando numa noite fria de terça-feira na Grande São Paulo é algo que nem pensamentos 100% surreais poderiam imaginar.

Fiquei sabendo da peleja menos de uma semana antes e, mesmo prestes a ver a seleção asiática na Copa do Mundo sub-17, não tinha como deixar de ir ao Rochdale presenciar esse momento repleto de surrealidade. Junto comigo, claro, um sem número de amigos, todos emocionados até o último fio de cabelo com a raríssima chance de colocar na Lista uma figurinha bem difícil de conseguir. Como a maior parte dos presentes não vai acompanhar o mundial in loco, ninguém queria desperdiçar a oportunidade.

O selecionado asiático se classificou para a Copa após ser vice-campeão do torneio sub-16 da AFC, a confederação asiática. A disputa direta da vaga foi com a Coreia do Norte - seleção que apareceu aqui durante o mundial do Chile em 2015 - e a vitória saiu nos pênaltis. Depois, chegaram ao honroso vice-campeonato perdendo a decisão contra o Japão. Será a segunda vez que participarão da Copa. Na primeira, na Coreia do Sul em 2007, ganharam dos Estados Unidos e foram derrotados por Bélgica e Tunísia na primeira fase. Mesmo assim foram às oitavas e então foram eliminados nos pênaltis pelo Peru.

Chegamos em 2019 e, às vésperas do certame organizado pela FIFA (que infelizmente não terá sede em São Paulo), o Tadjiquistão passou por Osasco somente para esse amistoso internacional contra o sub-20 do clube osasquense. Se a presença de público foi diminuta e levou cerca de 60 torcedores à cancha, nas redes sociais e na internet foi bem diferente. O jogo foi transmitido pelo Facebook, teve presença do pessoal do globoesporte.com e a simples menção no perfil oficial do JP no Twitter dobrou o número de seguidores.


Grêmio Osasco Audax Esporte Clube (sub-20) - Osasco/SP


Seleção do Tadjiquistão (sub-17)


Capitães dos times e quarteto de arbitragem


Banco de reservas do Tadjiquistão com atletas e comissão técnica passando frio em Osasco

Chegamos no Rochdale e logo vimos que as duas equipes estavam no aquecimento e que o quarteto de arbitragem também estava no gramado. Tudo ok para o cotejo. Conversamos com integrantes da diretoria da agremiação local, da delegação visitante e também da imprensa presente. Descobrimos ali que Musashi Mizushima, ex-atleta do São Paulo que serviu de inspiração para o desenho "Super Campeões", faz parte da comissão técnica do Tadjiquistão. Também fui humildemente entrevistado pelo pessoal super gente boa do GE. Poucas vezes vimos uma matéria ser feita de forma tão cuidadosa como fizeram.

No horário marcado, exatamente às oito da noite, finalmente a bola começou a rolar. O Audax começou mostrando serviço e criou boas chances de gol, todas defendidas pelo goleiro Shohrukh. O camisa 1 era o nome da peleja até que, aos 27 minutos, tomou um frangaço e viu o clube paulista inaugurar o marcador. Zainidin Rahimov, seu técnico, resolveu substituir o atleta em virtude do erro e o pobre rapaz saiu de campo chorando. Os visitantes sofreram o segundo gol e, por ser uma equipe sub-20 contra uma sub-17, chegamos a achar que poderia pintar uma goleada.

Só que aos poucos o Tadjiquistão foi entrando no clima e diminuíram a contagem numa jogada individual de Islam Zoirov e no último lance deixaram tudo igual numa boa cobrança de pênalti de Sharifbek Rakhmatov. Como a alternatividade estava em alta, até a luz acabou no intervalo, levando cerca de dez minutos para voltar. Deu tempo de fazer aquela marota disputa de penais no breu com os amigos enquanto os refletores não acenderam.


Detalhe do pouco surreal amistoso entre o time sub-20 do Audax e o sub-17 do Tadjiquistão


Defensor do Tadjiqustão trocando passes no campo de defesa


Joe (10) levantando a bola na área visitante


Gui Angelo (3), tocando a pelota sob a marcação de Islom Zairov (10)


Islom Zairov (10) correndo livre no campo de defesa do Audax prestes a fazer o primeiro da sua seleção


Sharifbek Rahmatov deixando tudo igual de pênalti no fim do primeiro tempo

Na segunda etapa rolou a grande história da noite. Mukhriddin, o goleiro que tinha entrado após as falhas de Shohrukh, se machucou e o substituído retornou ao gramado (em amistoso pode acontecer isso). Logo após o Audax teve um pênalti marcado a seu favor. A cobrança foi no canto esquerdo, e o ex-vilão se transformou em heroi ao defender de forma brilhante.

A peleja teve lances ríspidos durante o tempo final e alguns integrantes da comissão técnica do Tadjiquistão chegaram a pedir ao técnico local orientar seus atletas a pegarem leve, afinal, o grande motivo da viagem, a Copa do Mundo sub-17, estava prestes a começar. O treinador do Audax atendeu com simpatia as solicitações, mas não passou nada aos seus comandados.


O goleiro Mukhriddin Khasanov fazendo bela defesa em chute de longe


Finalização perigosa do Audax de Erick Rosales (16)


De heroi a vilão: o goleiro Shohrukh Qirghizboev se redimiu das falhas do tempo inicial e voltou a campo para pegar um pênalti


Umedzhon Kholikov (17) em lance pela esquerda


Zetão (22) tocando na bola com a marcação de Umedzhon Kholikov (17)


Mehrobjon Azimov (12) em ofensiva do Tadjiquistão pela esquerda

No fim, o placar ficou em Audax 2-2 Tadjiquistão, um bom resultado do onze osasquense contra um adversário internacional e um ótimo teste do selecionado asiático às vésperas do mundial. Eles farão parte do Grupo E junto com Camarões, Argentina e Espanha. Estaremos orgulhosamente presentes no duelo contra os europeus no penúltimo dia da viagem que começará em breve.

Depois dessa noite épica peguei o caminho da capital para nova noite de plantão no trabalho. Antes de seguir com destino à Copa, fiz a despedida momentânea da capital bandeirante no dia seguinte com outro joguinho da base no Pacaembu. Aliás, o que está tendo de partida no velho Paulo Machado de Carvalho não é brincadeira... sorte nossa.

Até lá!

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Ficha Técnica: Audax 2x2 Tadjiquistão

Competição: Amistoso Internacional; Local: Estádio José Liberatti (Osasco); Árbitro: Pietro Dimitrof Stefanelli; Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Brasília (Aud), Amadoni Kamolov, Emomali Ahmadkhon, Rustam Soirov (Tad); Gols: Joe 27, Ramires 29, Islom Zairov 38 e Sharifbek Rahmatov (pênalti) 45 do 1º.
Audax: Mário Sérgio (Zetão) (João Gabriel); Lucas Felix (Erick Rosales), Gui Angelo (Gustavo Victor), Matheus Lins (Brasília) (Gabriel Anjos) e Gabriel Poti (Lucas Carvalho); Ifeanyi Valentine (Cleyson), Dudu (Wictinho), Marco (Henrique Estevão) e Joe (Cadu); Ramires (Tche Tche) e Müller (Mascarenhas). Técnico: Jean Rodrigues.
Tadjiquistão: Shohrukh Qirghizboev (Mukhriddin Khasanov) (Samandar Karimov) (Shohrukh Qirghizboev); Shahrom Nazarov (Azizbek Hasanov), Isroil Kholov, Jonibek Sharipov (Mehrobjon Azimov), Muhammadrasul Litfullaev (Parviz Khodzhiev) e Shohrukh Sangov (Emomali Ahmadkhon); Amadoni Kamolov (Ozodbek Panzhiev), Shuhrat Elmurodov (Rustam Soirov), Nidoyor Zabirov (Umedzhon Kholikov) e Sharifbek Rahmatov; Islom Zairov (Sunatullo Ismoilov). Técnico: Zainidin Rahimov.
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