Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador SEV. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SEV. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Nacional aplica a maior goleada da sua história mas é eliminado da Segundona

Opa,

Chegou ao fim a primeira fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Após menos de três meses (!) de disputas, a rodada final foi disputada na manhã do último domingo e muitas pelejas eram decisivas. Como infelizmente ainda não inventaram uma máquina que me faça estar em vários lugares ao mesmo tempo, escolhi acompanhar a quase impossível luta do Nacional por uma vaga na segunda fase jogando contra o SEV, até então líder isolado do Grupo 6.

Pouco mais de 100 pessoas pagaram ingresso para a provável despedida nacionalina da temporada 2013. A equipe precisava golear o time de Hortolândia e torcer por uma derrota de Primavera ou Atibaia, que jogariam respectivamente contra Guarulhos e Sumaré, os dois sacos de pancadas da chave. E apesar de esperar um triunfo do onze da capital, não tinha a menor ideia que estava prestes a presenciar um momento histórico.

Junto comigo para essa peleja tive a companhia do namoradeiro David, cada vez mais recluso a baladas culturais e cinematográficas. Também estava por lá o Alexandre Giebrescht, que igual ao que vos escreve assistiu todas as pelejas do time ferroviário em casa nesse ano.

No papo pré-jogo com o Miguel, amigo faz-tudo do NAC, fiquei sabendo que o ex-jogador Cetale, ex-Botafogo e ex-Nacional, havia morrido no começo da madrugada. Triste fim para o atleta que teve a honra de ser companheiro de Garrincha com a camisa do Fogão. Morando nas dependências do clube da Barra Funda há algum tempo, tive a honra de poder saber de algumas histórias de sua carreira em conversas recheadas de nostalgia. Fica a homenagem do JP a ele.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SEV - Hortolândia/SP. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem escalado para a partida decisiva com o árbitro Carlos Roberto dos Santos Júnior e os assistentes Anderson Jose Coelho e Fausto Augusto Moretti. Junto a eles os capitães Charles Dickens (SEV) e Carlão (NAC). Foto: Fernando Martinez.

Como o sol estava forte decidi ir para as tribunas do Nicolau Alayon e dali vi o Nacional começar o jogo num ritmo eletrizante. A equipe perdeu duas ótimas oportunidades para sair na frente do time visitante antes do relógio marcar quatro minutos. Mesmo de forma menos intensa, o time criando as melhores oportunidades.


Bola passando perto do gol em ataque do Nacional no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.

Após alguns bons contra-ataques do SEV, o Naça finalmente conseguiu abrir o placar aos 26 minutos. Quem marcou foi o camisa 2 Edvan em um belo chute de fora da área. Cinco minutos depois a equipe fez o segundo após grande troca de passes que envolveu todo o ataque local e terminou com o chutaço de Emerson no ângulo direito do arqueiro Charles Dikens.


Falta para o SEV no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.


Atleta nacionalino carregando a pelota no meio-campo. Foto: Fernando Martinez.

Apesar da boa vontade das duas equipes - principalmente o SEV, que chegou a perder uma chance com o gol aberto - o marcador não foi mais alterado no tempo inicial. As notícias que chegavam indicavam porém que nada adiantava a vitória parcial do Nacional. Em Sumaré o Atibaia já vencia por 5x0 e em Indaiatuba o Primavera derrotava o Guarulhos pela contagem mínima.


Ataque local pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Com esse sentimento da eliminação precoce no campeonato na mente de todos o segundo tempo começou. O jogo estava sendo levemente dominado pelo time da casa e até pouco depois do décimo minuto o marcador ainda mostrava 2x0. Só que do nada tudo mudou... Ainda tentando encontrar esperança mesmo com os resultados positivos dos adversários diretos pela vaga, o time ferroviário passou a massacrar impiedosamente o SEV.


O segundo tempo começou morno, mas aos poucos se tornou antológico. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do Naça tentando chegar perto da área do SEV. Foto: Fernando Martinez.

A peleja ficou fácil demais e num intervalo de apenas 12 minutos o Nacional fez cinco (!) gols. Sem perder a conta, Emerson fez o terceiro aos 13, Hulk o quarto aos 15, Emerson de novo aos 19, Jean aos 23 e Emerson, o artilheiro da manhã com quatro tentos, marcou o sétimo aos 25. Desses, destaque para a lambança do arqueiro Charles Dikens no sexto gol e o sétimo, um golaço por cobertura do fatal camisa 8.


Grande defesa de Charles Dikens, arqueiro do time de Hortolândia. Foto: Fernando Martinez.


Ótima oportunidade de gol do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.

Faltando mais de vinte minutos para a peleja acabar, o placar "quase eletrônico" do Nicolau Alayon mostrava 7x0, o que já era um recorde inesperado. Mas como somente uma equipe jogava, a certeza era que a torcida da casa ainda iria comemorar mais, para desespero do homônimo do mais popular romancista inglês da era vitoriana. Dito e feito...


Um dos inúmeros ataque do Nacional no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Sexto gol do time da casa, marcado pelo jogador Jean. Foto: Fernando Martinez.

Sem dar mostras que estava afim de parar com o massacre, Jean fez um belo gol aos 34 minutos, o oitavo. O camisa 7 Thiago Cruz quis aumentar o número de gols bonitos e aos 41 acertou um chute sem pulo e marcou o nono. Era a primeira vez que o Nacional fazia nove gols num só jogo oficial, mas o recorde seria ampliado aos 47 minutos com o gol de Jean. Ele recebeu na direita e chutou forte, colocando a pelota no canto direito.


Início de mais um gol dos donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o resultado final de Nacional 10-0 SEV (o segundo placar assim que vi num período de um mês) foi histórico em vários sentidos. Primeiro, essa foi a maior goleada nacionalina contando jogos oficiais de competição (amistosos não entram nessa lista) em todos os tempos. O recorde anterior era um 8x1 contra o Espanha (atual Jabaquara) em 19/09/1940. Segundo, o time também trucidou a antiga marca de vitória com maior diferença de gols. As duas maiores até a manhã de domingo haviam sido dois 6x0 contra Pinhalense e Inter de Bebedouro respectivamente em 1978 e 1998. Parece maluquice, mas a equipe nunca havia vencido um jogo por 7x0 ou mais.

Essa foi a quinta vez no século que uma partida de qualquer divisão do campeonato paulista terminou com um time fazendo 10 gols em outro. Mas há uma peculiaridade que torna esse resultado ainda mais surreal: nas quatro partidas anteriores (Capivariano 10-1 Ginásio Pinhalense pela Segundona 2005; Mirassol 10-2 Araçatuba na A2 do mesmo ano; União Mogi 10-0 União Suzano pela Segundona 2006 e Américo 10-1 Jaboticabal na Segundona de 2009), o vencedor derrotou uma equipe que estava nas últimas posições. Nunca havia acontecido de alguém derrotar o líder de um grupo ou do campeonato em si por diferença tão grande de gols. Se bobear, essa foi a primeira vez que isso aconteceu em todos os tempos aqui em São Paulo (ainda farei esse levantamento).


Placar final mostrando simplesmente a maior goleada da história do Nacional Atlético Clube em 94 anos de história. Nunca antes a equipe havia feito 10 gols numa partida oficial. Foto: Fernando Martinez.

Mas no final de nada adiantou ter feito essa goleada, já que a equipe terminou o jogo eliminada da competição. O Primavera tomou sufoco do Guarulhos mas conseguiu o ponto que precisava para ficar na terceira colocação do Grupo 6 e assegurar sua vaga na próxima fase junto com o próprio SEV e o Atibaia. Independente da inesperada saída do técnico Toninho Moura logo no começo das disputas, e sem querer apontar um ou mais culpados por essa eliminação, fica evidente que o trabalho do Nacional ficou a desejar.

Não adianta ver que o Naça teve melhor pontuação do que 14 das 24 equipes que permanecem no certame para a disputa da segunda fase. Não adiantar ver que o time teve o terceiro melhor ataque entre os 45 participantes nem que o atacante Victor Sapo é o atual vice-artilheiro da Segundona... O que fica mesmo é a vergonha da equipe ter sido eliminada ainda na primeira fase da quarta divisão paulista.

E como o calendário da última divisão é a "maravilha" que é, a equipe profissional agora só voltará às atividades em maio de 2014 (!). Ficaremos dez meses (!) sem assistir um joguinho do Nacional Atlético Clube. Confesso que não entendo como os dirigentes das equipes que jogam a Segundona aceitam se submeter a esse tipo de situação. Não tem como um time viver jogando dois meses e meio durante um ano. Se tiver, peço encarecidamente que me expliquem, pois já tentei centenas de vezes entender o que rola de verdade...

Bom, voltando à vaca fria, agora a Segunda Divisão estadual terá os 24 sobreviventes divididos em seis chaves, e dois de cada grupo irão garantir vaga na terceira fase do certame. menos mal que agora temos aquela famosa e aguardada "mistura" de equipes, panorama que nos traz uma série de times sensacionais para perto de casa. Como sempre fazemos, iremos trazer vários desses jogos sensacionais a partir do próximo final de semana.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 30 de abril de 2013

JP na estreia da Segundona 2013 com vitória do SEV em Guarulhos

Fala, pessoal! 

Finalmente depois de muitos meses de espera começou o Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Esse é o carro-chefe do JP e de longe é a competição mais aguardada por nós durante o ano. E como não poderia deixar de ser, nos fizemos presentes em três partidas de dois grupos diferentes da rodada inicial. 

No sábado, depois da rodada dupla nas categorias de base logo cedo fomos até a cidade de Guarulhos, palco do jogo de estreia do Grupo 6. No gramado do Estádio Antônio Soares de Oliveira o Guarulhos recebeu o SEV, voltando ao profissionalismo após dois anos de ausência. 

A segundona desse ano conta com 45 times divididos em oito chaves: três com cinco participantes, e cinco com seis. Ao final da fase inicial, os três primeiros colocados de cada grupo, totalizando 24 equipes, garantirão vaga na segunda fase. Aí começará a parte mais importante (e genial) do certame, aquela que mistura times de todas as regiões do estado. 

Mas apesar de adorarmos a segundona, falta muito para que a mesma se torne um campeonato mais encorpado. Pra começar, essa primeira fase com poucos jogos é ruim demais. Não tem como fazer futebol profissional em apenas oito partidas (casos dos times dos grupos 1, 2 e 5) durante o ano todo. 

Outro fator que deixa demais à desejar é a tal "capacidade mínima dos estádios". Atualmente os estádios da segunda divisão precisam obrigatoriamente ter o mínimo de cinco mil lugares comprovados para que seja devidamente liberado pela FPF. Isso numa competição aonde a média de público não passa de 500 pessoas. 

Essa obrigatoriedade deveria ser revista urgentemente, pois impede o surgimento de times de cidades menores, como sempre aconteceu nas divisões inferiores do paulistão através dos tempos. Hoje em dia cidades como Vera Cruz, Severínia, Rinópolis e Nhandeara (todas com times que já jogaram profissionalmente em décadas anteriores) não podem participar mais do estadual pois não tem estádios à altura dessa regulamentação. 

A nosso ver, o ideal seria a liberação de uma praça esportiva com qualquer capacidade, desde que todos os laudos necessários para a prática do esporte fossem emitidos e o clube mandante garantisse a segurança dos torcedores. Impedir que isso aconteça é não prestigiar e incentivar o surgimento de times novos pelo interior paulista. 

Mas o fator mais absurdo da segundona em si é a cota que a FPF paga às equipes participantes. A entidade dá a cada clube 14 mil reais para toda a disputa. Isso mesmo, 14 mil reais (!). Agora peço que os amigos me acompanhem no raciocínio: se somarmos a cota de todos os times, temos o valor de 630 mil bagarotes. 

Logo, para efeito de comparação, se cada um dos quatro "grandes" do estado ganha a bagatela de 10 milhões e 815 mil reais para jogar a Série A1, cada um ganha 17 vezes mais do que TODOS os times da última divisão juntos. Se compararmos cada time isoladamente, o valor pago a Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos é 772 vezes maior (!). 

Complicado isso não? Ainda mais se levarmos em conta que os quatro citados tem patrocínios fortes, ganham cotas gordas da televisão, tem grandes torcidas que propiciam rendas altas nos seus jogos, vendem camisas em todo o país e tem plenas condições de lucrarem em várias frentes. Claro que eles merecem ganhar mais do que os outros, mas 722 vezes mais? Essa distância não poderia ser um pouco menor? Mesmo que a cota não aumente, não seria legal a FPF buscar patrocínios para o certame como por exemplo empresas de ônibus, empresas regionais e afins? 

Enquanto não temos respostas para essas perguntas (e nem sei se teremos algum dia), ficamos com o esquema atual mesmo. Bom, fomos para Guarulhos meio fora do ar, já que o almoço monstro numa churrascaria nos deixou baleados. De qualquer forma, a chegada no estádio foi tranquila e logo estava dentro de campo para fazer as imagens oficiais... ah, novamente exclusivas no JP: 


AD Guarulhos - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez. 


SEV - Hortolândia/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Wanecley Lopes da Silva, assistentes Patricia Carla De Oliveira e Sérgio Cardoso dos Santos e o quarto árbitro Willer Fulgencio Santos junto com os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

A equipe da Grande São Paulo inicia sua 33ª participação consecutiva na história do campeonato paulista buscando ao menos passar de fase. Desde que a segundona foi criada nesse formato em 2005, o time teve como melhor classificação o 14º lugar em 2008. Tirando isso, campanhas abaixo do razoável. Para tristeza da sua torcida, a certeza é que a vitória maior é conseguir passar de fase. 


Primeira chegada perigosa do Guarulhos contra o SEV. Foto: Fernando Martinez. 

O Social Esportivo Vitória, mais conhecido como SEV, vai jogar a sua décima temporada nas divisões de acesso. Nascida como Sociedade Esportiva Votuporanga em 2002, mudou de denominação e cidade em 2006. O time chegou a disputar a Série A3 por quatro anos consecutivos e nunca passou da 14ª colocação até o rebaixamento de 2008. Após dois anos de ausencia, o time volta prometendo surpreender. 


Jogador do Guarulhos tentando alcançar a pelota. Foto: Fernando Martinez. 


Zagueiro do SEV sofrendo pressão de atleta local. Foto: Fernando Martinez. 

E o jogo foi melhor do que esperávamos. O Guarulhos começou bem e na primeira chegada perdeu um gol feito. Um dos atacantes da equipe recebeu ótimo passe em profundidade, entrou na área, driblou o goleiro, mas chutou a bola pra fora. Foi aquela típica oportunidade que não pode ser perdida. 


Chegada local pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez. 

O castigo para o onze local veio pouco depois com o primeiro gol do SEV. Jonathan escorou de cabeça cruzamento da esquerda e abriu o placar aos 9 minutos. O time da casa teve mais posse de bola e chegou mais vezes dentro da área do adversário durante o tempo inicial, mas não conseguiu o empate. 


Comemoração de Jonathan com o primeiro gol da equipe hortolandense. Foto: Fernando Martinez. 

No segundo tempo acompanhei a peleja das cabines de imprensa, e ali deu para sentir que a torcida guarulhense confiava numa virada. E a equipe jogou bem, mas além de não conseguir sucesso na maioria das finalizações, quando elas eram boas, a trave, por duas vezes, aparecia para deixar a peleja ainda dramática. 


O time visitante teve menos oportunidades de gol, mas foi mais letal do que o Guarulhos. Foto: Fernando Martinez. 


Golpe de karatê no gramado do Antônio Soares de Oliveira. Foto: Fernando Martinez. 

E no velho esquema do "quem não faz, toma", o SEV chegou ao segundo gol aos 23 minutos. O ataque da equipe de Hortolândia costurou toda a defesa guarulhense e Phelipe finalizou no canto direito do arqueiro. Daí para frente, os locais até tentaram, mas não foram capazes de furar o bloqueo defensivo do SEV. 


Chute de Phelipe no segundo gol do SEV na peleja. Foto: Fernando Martinez. 


Festa total dos jogadores do SEV com o gol no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Final de jogo: Guarulhos 0-2 SEV. Boa vitória hortolandense na estreia da segundona 2013. Com essa vitória, a equipe assume a liderança do Grupo 6 após o primeira rodada junto com Nacional e Atibaia, que respectivamente venceram o Sumaré e o Primavera. 

Com a rodada tripla finalizada voltei para casa para um bom descanso na noite de sábado, pois domingo cedo tinha outra peleja da segundona para curtir. Teve estreia profissional de time amador tradicional no cronograma. 

Até lá! 

Fernando

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Primavera vence e chega ao G4 do seu grupo na Segundona

Olá,

Finalizando meu roteiro futebolístico de quatro jogos, saí de Campinas no último domingo após ter visto de perto o jogo que ratificou o título de Campeão da Série A3 ao Red Bull Brasil e segui viagem até a simpática cidade de Indaiatuba. Me dirigi ao Estádio Ítalo Mário Limongi, também conhecido como "Gigante da Vila", para acompanhar a partida E.C. Primavera x SEV/Hortolândia, válida pela quarta rodada da primeira fase do Grupo 4 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. 

Esse jogo representava uma ótima chance para as equipes melhorarem os números das suas campanhas, pois antes do início da rodada, ambas tinham conseguido uma vitória em três jogos, tendo sido derrotadas em duas oportunidades, sendo que dessa maneira cada uma entrava em campo com três pontos ganhos em nove possíveis.

Chegando ao estádio, a minha primeira ação foi procurar algum representante do time de Hortolândia, com o objetivo de esclarecer porque os mandos de jogos passaram a ser em Indaiatuba, bem como sobre possível mudança de sede.

A assessoria de imprensa informou que o estádio em Hortolândia está interditado por falta de alguns laudos e, dessa maneira, a SEV foi obrigada a encontrar um outro local para exercer os seus mandos de jogos e alternativa foi a cidade de Indaiatuba. Com relação a uma possível mudança de sede, consegui apurar que em 2.010 nada vai acontecer, pois a sede oficial continuará sendo Hortolândia, porém os mandos dos jogos continuarão em Indaiatuba. Para o futuro, irão aguardar os acontecimentos para uma tomada de decisão. 

O fato de a SEV passar a mandar seus jogos em Indaiatuba criou uma situação curiosa, pois quando da realização do jogo de volta entre essas duas equipes, novamente em Indaiatuba, o mando será da SEV e o "visitante" será o real dono da casa. Coisas de uma nova era no futebol. 

Depois de tudo esclarecido, fui para o gramado e aguardei a entrada dos times e dos árbitros para fazer as costumeiras fotos oficiais, as quais são exclusivas e estão apresentadas abaixo: 


E.C. Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Social Esportiva Vitória - Hortolândia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Alessandro da Silva Balieiro, os assistentes Fábio Luiz Freire e João Edilson de Andrade e o quarto árbitro Márcio Adriano Silva posam junto com os capitães dos times. Foto: Orlando Lacanna.

Bola rolando e o Primavera assumindo o controle das ações, não permitindo que a SEV passasse do meio de campo. Logo aos 4 minutos, o "Fantasma da Ituana" teve um pênalti a favor e poderia com isso inaugurar o placar, mas o avante Mirandinha mandou a bola para fora, decepcionando os torcedores locais. 


Pênalti desperdiçado pelo Primavera no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar do desperdício do pênalti, o Primavera continuou absoluto no jogo, dominando territorialmente e criando sucessivas chances para inaugurar o placar, mas acabava esbarrando ora na precipitação nas conclusões, ora nas boas defesas do goleiro Pablo.


Boa defesa do goleiro da SEV em mais um ataque dos donos da casa. Foto: Orlando Lacanna.

A superioridade do Primavera era tão flagrante que a SEV somente chegou ao campo de ataque por volta do trigésimo minuto e mesmo assim sem muito perigo, uma vez que o goleiro Rudi não teve trabalho para praticar a defesa.


Única defesa do goleiro do Primavera no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Até o final do primeiro tempo, os donos da casa criaram mais algumas chances, mas continuavam pecando nas finalizações. Para piorar as coisas para a SEV, na marca dos 42 minutos, o zagueiro Bruno foi expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo. Mesmo com um homem a mais, o Primavera não conseguiu chegar ao gol e, sendo assim, a primeira etapa foi concluída sem que ninguém mexesse no placar. 

Na segunda etapa o panorama da partida não mudou, ou seja, o Primavera continuou dominando as ações e insistindo no ataque, principalmente através do atacante Mirandinha em jogadas pelo lado direito. Aos 7 e 8 minutos, a abertura da contagem esteve próxima de acontecer, porém os atletas Palito e Mirandinha desperdiçaram as chances. O jogo parecia ataque contra defesa e o gol era uma questão de tempo.

De tanto insistir, o Primavera chegou ao seu primeiro gol aos 13 minutos, anotado por Robinho, aproveitando rebote do goleiro Pablo que não conseguiu segurar um cruzamento rasteiro de Mirandinha da direita. Esse gol foi fruto de uma jogada que vinha sendo tentada com insistência.


Finalmente o 1º gol do Primavera anotado na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

Em vantagem no marcador, o time da casa continuou no ataque e não demorou muito para aumentar a diferença, pois aos 22 minutos chegou à marcação do seu segundo gol, marcado novamente por Robinho, agora numa cobrança de falta da intermediária que o goleiro da SEV aceitou.


Bola no fundo da rede da SEV no segundo gol primaverino. Foto: Orlando Lacanna.

A torcida primaverina ainda comemorava a marcação do segundo gol, quando aos 23 minutos o meia Palito balançou a rede da SEV pela terceira vez, concluindo com êxito mais uma jogada iniciada pelo lado direito. Foi só tocar de pé esquerdo para o gol vazio. 


Mais um gol do Primavera, agora o terceiro marcado por Palito. Foto: Orlando Lacanna.

Com a vantagem de três gols, o Primavera deu uma segurada, mas continuou criando chances naturalmente, uma vez que a SEV não apresentava resistência alguma na sua defesa, sendo que alguns dos seus atletas demonstravam muito cansaço. Para piorar, o goleiro da SEV foi expulso aos 31 minutos por cometer uma falta dura fora da área, impedindo uma real chance de gol. 

A partida se aproximava do final com os donos da casa insistindo em desperdiçar oportunidades e, por conta disso, o jogo chegou ao fim com placar de Primavera 3 - 0 SEV, resultado que colocou o time de Indaiatuba no G4 do seu grupo, deixando-o na 4ª colocação com 6 pontos. Com relação ao time de Hortolândia, a derrota o deixou na última (8ª) colocação do grupo com 3 pontos. Nessa partida a SEV não apresentou um bom futebol e foi totalmente dominada pelo adversário. Dessa forma, se não houver uma boa melhorada, dificilmente chegará à segunda fase da competição.

Jogo encerrado e outra viagem de retorno a São Paulo para finalmente descansar depois de acompanhar quatro jogos, sendo dois no sábado e dois no domingo. Apesar do cansaço, valeu o esforço.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Flamengo goleia SEV e se classifica no Grupo E da Copinha

Olá,

Ainda acompanhando a rodada dupla do Grupo E da 40ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, disputada no último sábado, permaneci no Estádio José Francisco "Tico" Breda em Hortolândia, para assistir a partida de fundo envolvendo o Social Esportivo Vitória, mais conhecido como SEV/Hortolândia contra o tradicional Clube de Regatas do Flamengo da cidade do Rio de Janeiro/RJ.

A partida assumiu um caráter decisivo, pois o vencedor garantiria a passagem para a próxima fase da competição, ao passo que, se houvesse um empate, as duas equipes "morreriam abraçadas" e o classificado seria o ABC de Natal. Portanto, as duas equipes se viam na obrigação de ir a busca dos três pontos e, com isso, a partida prometia muitas emoções ao excelente público presente que se mostrava super empolgado com a possibilidade da equipe da casa chegar à segunda fase.

Mantendo a tradição do JP, antes de começar a falar do jogo, apresento os participantes do espetáculo nas fotos que estão abaixo:


SEV/Hortolândia (Sub-20) - Hortolândia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


C.R. Flamengo (Sub-20) - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem. Foto: Orlando Lacanna.

Como já era esperado, as equipes saíram com tudo em busca da vitória e, com isso a partida foi se tornando empolgante, proporcionando grandes emoções aos torcedores dos dois times. Os donos da casa jogavam com muito entusiasmo, o que acabava provocando algumas situações de preocupação ao setor defensivo dos cariocas.


Um dos ataques do SEV no inicio da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o Flamengo foi crescendo na partida e acabou inaugurando o placar, logo aos 15 minutos, através de Bruno Paulo, numa jogada que teve início no lado esquerdo. O time local sentiu o gol, e por alguns minutos, se perdeu um pouco na partida, propiciando ao Flamengo criar algumas jogadas de perigo, como aconteceu aos 19 minutos, porém o goleiro Diego salvou a lavoura do time da casa.


Ataque perigoso do Fla no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

O goleiro do SEV voltou a brilhar, aos 28 minutos, praticando outra boa defesa, segurando uma cobrança de falta que tinha o endereço certo.


Defesa espetacular do goleiro do SEV. Foto: Orlando Lacanna.

A partida estava tão empolgante que nem notei o tempo passar e, quando me liguei, o árbitro encerrou a primeira etapa com a vantagem mínima a favor dos cariocas.

Na segunda etapa, o SEV começou forte, pois sabia que tinha apenas quarenta e cinco minutos para virar o placar e chegar à tão sonhada classificação. Nos dez minutos iniciais, os donos da casa atacaram com mais frequência, mas não foram felizes nas conclusões e, como no futebol o não aproveitamento das chances é fatal, a vitória flamenguista começou a ficar mais evidente, aos 16 minutos, quando o excelente meia Camacho cobrou uma falta com perfeição e marcou o segundo gol do time da Cidade Maravilhosa.


Pelota na caçapa do SEV no segundo gol do Flamengo. Foto: Orlando Lacanna.

Não precisou de muito tempo e, o rubro-negro alcançou seu terceiro gol, aos 20 minutos, agora marcado pelo volante Lenon num belo chute cruzado da direita, depois de uma ótima jogada trabalhada pelo ataque carioca.


Em close o momento exato da bola indo para a rede no terceiro gol flamenguista. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo com a vantagem de três gols, os visitantes continuaram em cima e quase chegaram ao quarto gol, entretanto, esbarraram mais uma vez nas defesas do goleiro Diego. Aos 29 minutos, o time de Hortolândia chegou perto de diminuir a diferença, mas dessa vez quem brilhou foi o goleiro Marcelo do time do Rio que impediu o grito de gol da galera local.

A vitória flamenguista se aproximava e, mesmo assim o ataque carioca continuava forçando as jogadas ofensivas, enquanto o SEV lutava bravamente para diminuir a diferença, tornando esse jogo o melhor de todos dentre os que acompanhei esse ano pela Copinha.

Quem pensava que não haveria mais emoções no final da partida, se enganou, pois o Flamengo chegou ao seu quarto gol, aos 37 minutos, em mais um belo gol, agora marcado por Vinícius Paquetá.


Último gol do Flamengo na partida. Foto : Orlando Lacanna.

Apesar dos quatro gols contra, os donos da casa continuaram jogando com muita dignidade e chegaram ao seu gol de honra, marcado por Samuel, nos acréscimos. Esse gol foi muito comemorado pelos torcedores locais, apesar da derrota estar praticamente consumada.

Como o que é bom passa rápido, a partida chegou ao seu final com o marcador apontando SEV/Hortolândia 1 - 4 Flamengo que classificou o time do Rio de Janeiro para a próxima fase, quando enfrentará o Fortaleza em jogo eliminatório. Tive ótima impressão do time rubro-negro, em especial do meio de campo para frente, com destaque para Bruno Paulo, Lenon, Vinícius Paquetá e, principalmente o meia Camacho que tem tudo para se tornar um grande jogador profissional.

Fim de jogo e fim de festa. E, para variar, nova viagem de volta para São Paulo, via Campinas, para o famoso descanso. Naquele momento já sabia qual rodada dupla seria acompanhada por mim no domingo, mas isso fica para depois.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Nacional e SEV ficam no empate em jogo dramático

Opa,

Depois do massacre do Linense no sábado cedo, a tarde foi reservada para mais um jogo do Campeonato Paulista da Série A3, campeonato que apareceu bastante aqui e que perderá espaço semana que vem com o começo da Segundona... Mas enquanto ela não começa, segui até o Estádio Nicolau Alayon para mais uma tarde de sofrimento com o Nacional enfrentando o SEV de Hortolândia. E novamente com a devida autorização oficial seguem aqui as fotos oficiais e exclusivas das equipes que só o JP proporciona a todos. E dessa vez tem também do trio.


Nacional AC - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


SEV - Hortolândia/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Eduardo Constantino de Oliveira, os auxiliares Fábio Aparecido Ribeiro e Tatiane Sacilotti Camargo e o quarto árbitro Élvio Fábio da Silva posam com os capitães das equipes de forma exclusiva para as lentes do JP. Foto: Fernando Martinez.

Chegando lá encontrei o Victor e o David aguardando a partida e com eles os amigos Rodrigo Collucci, Fernando Correia e Paolo Gregori aproveitando a bela tarde de sábado na Comendador Souza. Tudo para ver o Nacional em mais uma chance de chegar ao G8. Depois de ter perdido para o Palmeiras B, a vitória era mais do que obrigação. Já o SEV perdeu seis pontos no TJD e agora espera um verdadeiro milagre em busca da salvação e da permanência na A3 em 2009.


Chance perigosa para o Naça no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores do SEV roubam a bola e saem para o ataque. Foto: Fernando Martinez.

O jogo começou com o Nacional em cima dos visitantes tentando fazer seu primeiro gol no bom e velho abafa. Depois de boas chances criadas, o time abriu o placar aos 18 minutos com um belo chute de Alex Braz de fora da área. Para a festa da torcida ferroviária, Naça 1 a 0. Mas o que era festa logo virou um novo tormendo. De forma incompreensível, o Nacional conseguiu a façanha de tomar a virada do SEV, que não se intimidou, aos 20 e 24 minutos. Nos dois lances o jogador Douglas Richard marcou de cabeça após cruzamentos na área. Em seis minutos, o Nacional já estava perdendo o jogo.


O jogador Leandrão sobe mais alto do que a zaga do SEV em ataque no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

A partir daí começou um novo festival de horrores em campo. O Nacional não conseguia se impor e todos seus ataques eram bisonhamente desperdiçados. O time não conseguia emplacar mais do que três toques no ataque seguidos e perdia a cabeça ao não conseguir chances concretas de gol. O SEV, jogando de forma precisa, quase ampliou em alguns contra-ataques.


Agora o goleiro Dida salva o SEV saindo de forma precisa do gol. Foto: Fernando Martinez.

Bom, mas o jogo avabou indo com a vitória de 2 a 1 para o SEV até o intervalo. Nesse intervalo conversamos bastante e muitas previsões para a Segundona 2008 foram feitas. A agenda de jogos está afinadinha para o começo do campeonato...

Então fomos atrás do gol defendido pelo arqueiro do SEV acompanhar o segundo tempo. Então vimos algo praticamente impossível acontecer, algo que não vemos toda hora e se alguém contasse não acreditaríamos. O Naça voltou disposto a empatar o jogo e aos 11 minutos teve a chance disso numa cobrança de pênalti. O zagueiro Ânderson, que colocou a mão na bola dentro da área e cometeu a falta foi expulso. Mas na cobrança, o jogador Alex Braz telegrafou o canto e o goleiro Dida (!) defendeu.


Exato momento em que o goleiro Dida defendia cobrança do camisa 11 do Naça, evitando o empate. Foto: Fernando Martinez.

Na saída de bola, aos 13, o jogador Candinho foi expulso e o Nacional tinha dois jogadores a mais e mais de meia hora para tentar empatar. Mas o time insistia em ridículos chuveirinhos na área, quando a opção mais óbvia era chutar de longe. O jogo então ficou mais propicio para o Naça quando o atacante Douglas Richard foi expulso aos 25 minutos. Com três a mais parecia que a coisa agora iria...

E foi mesmo, para o brejo. O time errava passes absurdos, cruzava a bola na área de forma afobada e não oferecia nenhum perigo para o SEV, que fez uma barreira com seus atletas restantes na entrada da área. O Nacional não chutava de longe e deixava a sua torcida à beira da loucura. Só por volta dos 35 minutos que o time passou a arriscar alguns chutes.


Lance plástico no ataque do Naça, tentando o empate a todo custo. Foto: Fernando Martinez.

E logo se confirmou que essa era a opção certa, o time criou boas chances nesses chutes e em duas vezes quase marcou, uma numa bola na trave e outra quando a bola passou raspando o canto esquerdo do goleiro. Mas de tanto insistir, Alex Braz se redimiu e marcou um gol espetacular aos 44 minutos, em bola de fora da área que entrou brilhantemente no ângulo esquerdo do goleiro.


Belíssimo gol do Nacional em bela foto. Notem que o goleiro se esticou todo, mas não deu. Foto: Victor Minhoto.

Nos acréscimos então quase o milagre acontece, mas a auxiliar anulou o gol que o Naça marcou aos 49 minutos alegando impedimento. Teve bastante reclamação, mas do nosso ângulo não deu para ver se estava ou não impedido o ataque do Naça. E no final ficou tudo igual: Nacional 2-2 SEV.

O Nacional vai se complicando cada vez mais nos jogos em casa e fica cada vez mais distante da classificação. E conseguir não ganhar de um time com três a menos em casa é tarefa que não é para qualquer um. Já o SEV ainda sonha com o milagre, mas a situação está complicada! E o JP deixa aqui também um abraço ao técnico do nacional Túlio Tanglioni, que passa por um monento extremamente complicado no âmbito familiar. Conversei com ele antes da partida e reitero aqui os desejos de força, superação e fé, para que ele possa sair bem desses momentos ruins que está passando. Um abraço a ele!

Depois do jogo fomos para o centro, aonde parte da trupe foi curtir um famoso mate na Avenida São João. Eu fui descansar para me preparar para a viagem do domingo cedo, aonde tivemos a chance de acompanhar um jogo que lembrou os velhos tempos...

Até mais

Fernando