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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Novo nome, estádio vazio e vitória rubro-negra sobre o líder Palmeiras

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em mais de um mês de Copa do Mundo, só fui capaz de sair do casulo uma vez para ver um jogo de futebol in loco. Na manhã da última terça-feira fiz isso pela segunda vez, aproveitando o fato de somente à tarde ter peleja do Mundial agendada. Em uma daquelas sessões de futebol bem perdidas, o Palmeiras recebeu o Flamengo em seu campo, em duelo válido pelo Campeonato Brasileiro sub-17.

A partida teve portões fechados e também serviu para a CBF fazer testes do impedimento semiautomático, que estará pelos campos do país no Brasileirão em breve. Vai ser um prato cheio para as inúmeras mesas-redondas seguirem falando sobre os mesmos assuntos por horas e horas a fio. Só que o fato mais importante foi a estreia do novo nome do estádio: Nubank Parque, embora ainda fosse possível ver a antiga denominação em alguns pontos. Da minha parte, vou certamente me referir ao local pelo nome antigo por algum tempo.




As fotos oficiais de Palmeiras, Flamengo e do quarteto de arbitragem com os capitães

Um Palmeiras x Flamengo poderia levar qualquer um a acreditar que seria um jogo com ambos ocupando as primeiras posições. Ledo engano. O Alviverde era o líder isolado, com 18 pontos, mas o Rubro-Negro ocupava a insólita 18ª posição entre os 20 participantes, com apenas seis, à frente apenas de Vitória e Atlético/GO. Só que, dentro de campo, as campanhas não fizeram tanta diferença.

Antes mesmo do primeiro minuto, o Flamengo abriu a contagem com um bizarro gol contra de Juan Ramos, que fez um péssimo recuo para o goleiro e mandou a bola para o fundo das redes. O escrete local sentiu o golpe e, apesar de criar bons momentos, não foi capaz de empatar. Para piorar, o Fla fez o segundo com Daniel Silva ainda na etapa inicial.

No segundo tempo, o Palmeiras se lançou ao ataque para diminuir o prejuízo, mas não teve sucesso nas investidas. O Flamengo encontrou o contra-ataque todo a seu favor, porém não ampliou por azar. Com um jogador a menos desde os 13 minutos, o Alviverde anotou o gol de honra nos acréscimos, com boa jogada de Caio Matheus pela direita, e ficou nisso.












Lances do Palmeiras x Flamengo válido pelo Brasileiro sub-17 no Nubank Parque, ex-Allianz Parque

O 2 a 1 colocou o Fla na 15ª posição, agora com nove pontos. O Palmeiras, que manteve os 18, sofreu sua segunda derrota em oito jogos e perdeu a liderança para o Fluminense, que chegou aos 19 pontos. Corinthians, Cruzeiro e Fortaleza aparecem na sequência, todos com 16.

Sem ninguém no estádio, saí rapidinho com destino ao QG da Zona Oeste, pois tinha semifinal da Copa do Mundo para curtir. Pena que uma Copa do Mundo tão legal esteja chegando ao fim com seleções bem sem graça. Mesmo assim, isso não tira o brilho do melhor Mundial que já vi na minha vida.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 1-2 Flamengo/RJ

Local: Nubank Parque (São Paulo); Árbitro: Gabriel Henrique Meira Bispo/SP; Público e Renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Niakson, Lucas Silva, Daniel Silva, Ricardo Pietro (Fla) e Jordan Michel; Cartão vermelho: Niakson 13 do 2º; Gols: Juan Ramos (contra) 1 e Daniel Silva 40 do 1º, Caio Matheus 48 do 2º.
Palmeiras: Audo; Samuel, João Conti, Isaac Leocádio (Lucas Silva) e Juan Ramos; Niakson, Isaac Nicolas (Maurício), Ruan Yago (Caio Matheus) e Thauan (Paulo Matheus); Kaíque Gabriel (Matheus Cordeiro) e Ícaro (Diego). Técnico: Artur Itiro
Flamengo: Gabriel Werneck; Bernardo Nunes, Paulo César, Daniel Silva (Arthur Andrades) e Rafael Barreto; Ykaro Silva (Kauã Carlos), Isaac Gomes (Walace Ínácio), Rafael Tenório e João Vítor Couto; Luiz Guilherme (Pedro Henrique) e Thomas Robson (Jordan Michel). Técnico: Daniel Franklin.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Santos vence o União São João em raro amistoso no sumido Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em meio à maratona televisiva da Copa do Mundo e à minha total ausência dos gramados desde que o Mundial da Concacaf começou, no sábado de manhã retomei provisoriamente a agenda com um joguinho bem legal no abandonado Estádio Paulo Machado de Carvalho. O Santos, sem o seu camisa 10, que não atua em gramados sintéticos e está esquentando o banco nos EUA, recebeu o União São João em um sensacional amistoso, algo raro hoje em dia.

Essa foi apenas a segunda partida no Pacaembu em 2026. A primeira desde a final da Copinha, em janeiro. O estádio agora não é mais do futebol e só tem eventos insossos sendo realizados em suas dependências. Um triste fim, com um sem-número de responsáveis, nenhum deles devidamente mencionado por quem deveria falar sobre o assunto. Vale registrar que o prédio que ocupará o local do falecido Tobogã segue em obras, ainda sem previsão de término. Uma vergonha.


Times entrando em campo para o amistoso



O União São João posado e a foto oficial dos capitães com o quarteto de arbitragem.


Detalhe da antiga arquibancada amarela sem o tradicional alambrado


Falando em Santos e Copa do Mundo, vale registrar a placa que fala sobre o número de gols marcados pelo Rei Pelé no Pacaembu. Em tempos de um lamentável revisionismo sobre os feitos do Rei do Futebol, sempre bom lembrar quem foi o maior de todos

Ah, o detalhe mais estranho foi ver o campo sem o alambrado. Depois das obras, ele existia somente na curva das antigas arquibancadas Verde e Amarela, mas, no sábado, não estava mais lá. Apenas algumas grades ocupavam o lugar. Ficou legal nas fotos, mas é mais uma bizarria na extensa lista de atrocidades cometidas pela dona do local. Quem entregou o estádio para esse pessoal deve estar feliz.

A previsão era de 18 graus e céu nublado. Na hora H, fez 25 e o sol apareceu, com direito a muito céu azul. Passei um calor do cacete, mas tudo bem. Como sempre, me credenciei direitinho e estava na beira do gramado para as fotos posadas. Pedi, e o onze de Araras posou sem crise. Já com o Santos, sem chance. Tem time que é de uma frescura sem tamanho nessa hora. Dizem que "fazer foto atrapalha o aquecimento". Ahã.

O duelo colocou frente a frente um time de Série A e uma equipe da A3. Apesar disso, o primeiro tempo foi bem equilibrado. Sem seus principais nomes, o Peixe produziu pouco, e os visitantes conseguiram se segurar sem muita dificuldade. No segundo tempo, a história foi bastante diferente.

O Alvinegro recomeçou a peleja a milhão e, no primeiro ataque, abriu a contagem com um belo chute de Moisés pela esquerda, quase sem ângulo. O jogo seguiu na base do ataque contra defesa, porém o marcador só foi ampliado aos 36 minutos, com tento de João Ananias. Pouco depois, Juninho, ex-Robinho Júnior, fechou a contagem ao converter um pênalti. Um 3 a 0 categórico.








Detalhes do primeiro tempo do amistoso entre Santos e União São João



Moisés fazendo boa jogada pela esquerda e depois comemorando o primeiro gol da manhã





Momentos da etapa final no Paulo Machado de Carvalho



Aqui o segundo gol santista, marcado por João Ananias



Juninho, ex-Robinho Júnior, fechou o triunfo do Peixe em gol de pênalti

Sem ter muito tempo a perder, saí rapidinho do Pacaembu. Tinha um Canadá x Marrocos às duas da tarde e, como em toda Copa do Mundo, não tinha como perder. Futebol in loco de novo? Não tenho a menor ideia.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Santos 3-0 União São João

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Guilherme Francisco Rosário; Público: 10.054 pagantes; Renda: R$ 202.970,00; Gols: Moisés 1, João Ananias 36 e Juninho (pênalti) 40 do 2º.
Santos: Gabriel Brazão (Diógenes) (João Pedro); Gabriel Menino (Davizinho), Lucas Veríssimo (Willian Arão), Luan Peres (Adonis Frias) e Escobar (João Ananias); João Schmidt (Samuel Pierri) (Nicola Profeta), Gustavo Henrique (Christian Oliva), Rollheiser (Pepê Fermino) (Vinicius Fabri); Miguelito (Juninho), Barreal (Moisés) e Rony (Gabigol). Técnico: Cuca.
União São João: João Souto; Ronaldo (Bobô), Felipe Torres, Fernando Brito e Tallys (Luan); Ruan, Wagner (Eliel), Léo Souza (Maycon) e Rafael Costa (Miguel); Maikynho e Bruninho (Warlei). Técnico: Thiago Oliveira.