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terça-feira, 21 de março de 2023

Audax rebaixado para a Segunda Divisão em 2024

Texto e fotos: Fernando Martinez


Tinha várias partidas agendadas na região na tarde de sábado, todas válidas pela última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3. Acabei escolhendo ir até o Estádio José Liberatti acompanhar o Audax x Desportivo Brasil que poderia ser o último capítulo do alvirrubro na terceirona. O time precisava de um pequeno milagre na luta contra a queda.

O Audax precisava ganhar do Desportivo e ainda torcia para Votuporanguense e Sertãozinho não vencerem seus jogos contra Rio Preto e São José. Se isso tudo não acontecesse, o antigo Pão de Açúcar voltaria à Segundona, torneio que não joga desde 2008. Mas de acordo com tudo que (não) aconteceu no decorrer da Série A3, eu sinceramente achava que a salvação seria apenas na base do milagre. A diretoria fez tudo errado e a queda apenas "premiaria" o fraco trabalho.


GO Audax EC - Osasco/SP


Desportivo Brasil PL - Porto Feliz/SP


Capitães com o árbitro Michel de Camargo, os assistentes Guilherme Holanda Moura Lima e Cláudio Rafael Ribeiro e o quarto árbitro Tarciano Jose de Lima

Fui com o Milton nessa e o Rochdale recebeu um público bem pequeno, assim como em todo o certame, para ver a possível despedida do clube osasquense. Um clima bastante diferente do que se via ali nos tempos entre 2014 e 2016, quando o local era repleto de torcedores, figuras que pairavam em torno de Mário Teixeira, o homem-forte do time, e aspones mil. Tinha apenas um fotógrafo em campo, eu mesmo, registrando o momento.

Eu tinha acompanhado os confrontos do Audax contra o Red Bull Bragantino II - O Retorno, derrota por 1 a 0, e o empate por 0 a 0 contra o Rio Preto. Não esperava uma atuação muito diferente e a expectativa se confirmou. O alvirrubro foi mal, assim como em quase toda a competição. A equipe até tentou fazer uma pressão nos minutos iniciais, só que as investidas foram tímidas.

Sem demorar, o Desportivo, que lutava por uma vaga entre os oito melhores, abriu o marcador aos 16 minutos. Renan recebeu bom passe de Giba e tocou na saída de Paulo Vítor. O gol foi o golpe fatal nas pretensões osasquenses. Aos 35 Fábio K meteu a mão na bola dentro da área e o árbitro anotou pênalti. Rodrigo Andrade cobrou sem problema e ampliou a vantagem da agremiação de Porto Feliz.


Lance do começo da peleja no Rochdale


Oliveira, goleiro do Desportivo, comemorando o primeiro gol



Atrás no marcador, o Audax pouco fez atrás do empate



O segundo gol visitante, em pênalti cobrado por Rodrigo Andrade

O 2 a 0 contra era um pesadelo e no intervalo todo mundo já sabia que não tinha jeito. O Votuporanguense estava ganhando e o Sertãozinho empatando. Porém o maior problema estava no Rochdale. Nem a expulsão de Lucas Adell aos oito ajudou os donos da casa. Foram raros os lances de perigo. Elton em tiro pelo meio tentou e a grande chance do gol de honra saiu dos pés de Wesley Bolinha aos 33. Ele recebeu na esquerda, driblou o goleiro... e chutou pela linha de fundo.





O Audax correu atrás de uma melhor sorte, porém não teve sucesso


A melhor chance osasquense foi nesse lance. Wesley Bolinha driblou o goleiro e chutou pela linha do fundo


Boa defesa de Oliveira nos minutos finais

No fim, a partida terminou em Audax 0-2 Desportivo Brasil. O antigo time da capital paulista voltará para a Segunda Divisão (que não será mais a última em 2024) após 16 anos. Fruto de uma série de erros e situações que implodiram um dos projetos mais bem feitos no país até hoje. Isso sem contar o ego e a vontade de abraçar o mundo e um toque do Rei Midas ao contrário. Tudo em que tocaram se destruiu. Agora vão ter que recomeçar o projeto praticamente do zero.

Estive no primeiro jogo do Pão de Açúcar, um empate de 2 a 2 com o Jabaquara no Ulrico Mursa em 2007. Acompanhei a trajetória desde o começo. Emblemático ver o retorno à quarta divisão depois de 15 anos sendo o único fotógrafo credenciado no Rochdale. As matérias que pintaram na grande rede mostram imagens do vice-campeonato de 2016, mas quase ninguém tem fotos da péssima campanha de 2023. Mais uma prova que o Jogos Perdidos, apesar de sermos pré-históricos na internet, é muito necessário ainda hoje.

Com uma carona do indefectível Jandir voltamos à capital com planos de pegar os trilhos da péssima ViaMobilidade no dia seguinte ver de perto o mata-mata da Série A2

Até lá!

Ficha Técnica: Audax 0-2 Desportivo Brasil

Local: Estádio José Liberatt (Osasco); Árbitro: Michel de Camargo; Público: 137 pagantes; Renda: R$ 1.620,00; Cartões amarelos: Carlos, Piá, Fábio K, Wesley, Lucas Adell, Gildevan, Índio, Hamilton Faria (PF do Audax); Cartão vermelho: Lucas Adell 8 do 2º; Gols: Renan 16 e Rodrigo Andrade (pênalti) 36 do 1º.
Audax: Paulo Vitor; Altair (Wesley Bolinha) (Igor), Rodrigo Sabiá (Kendy), Lucas Andrade e Fábio K (Sayão); Carlos, Dudu (Andrey) e Wesley; Geovani, Piá e Elton. Técnico: Márcio Ribeiro.
Desportivo Brasil: Oliveira; Douglas, Lucas Adell, Índio e Renan; Igor Cristiano (Alisson Adriano); Giba (Bruno Lucca) e Kayo (Padilha); Gustavo Queiroz (Lombardi), Rodrigo Andrade e Giovanny Morais (Gildevan). Técnico: Fábio Toth.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Desportivo Brasil derrota o Nacional e vence a primeira na A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Completamos um ano de pandemia nessa semana e, como se fôssemos Bill Murray no Dia da Marmota, estamos vivendo situações bem parecidas com as quais estávamos vivendo em março de 2020. O assunto "parar o futebol" é uma delas. Como a bola (ainda) está rolando, na quarta-feira tomei um banho de álcool em gel, coloquei duas máscaras e peguei o caminho até o Estádio Nicolau Alayon. Na pauta livre do JP, a estreia do Nacional em casa no Campeonato Paulista da Série A3 recebendo o Desportivo Brasil.

O onze ferroviário derrotou o Olímpia no interior e estreou no certame com o pé direito. Contando as vitórias em todos os jogos-treino, entra na competição, pelo menos na teoria, com uma boa expectativa. Claro que sempre que esperamos alguma coisa do clube da Barra Funda nada acontece, mas vamos dar tempo ao tempo. Vale lembrar que em 2021 a cobertura da A3 vai acontecer apenas na Comendador Souza, pois todos os outros 15 participantes estão longe da capital. Como viajar na pandemia é algo fora de cogitação, vamos cobrir pouca coisa.

Foram poucos os duelos entre os dois na história, apenas seis: dois triunfos do Nacional, ambos na Segundona de 2012, um da equipe portofelicense e três empates. O grande problema é que já são nove anos sem vitórias nacionalistas e após os 90 minutos de futebol o pequeno tabu foi ampliado. A boa impressão deixada em Olímpia não deu as caras no Alayon e o Desportivo venceu pela primeira vez no torneio (na estreia, empataram com o Batatais).



Os times perfilados, os capitães e o quarteto de arbitragem

Logo aos 11 minutos o Desportivo Brasil inaugurou o placar. O glorioso Madalena completou cruzamento da esquerda, Matheus Poletine defendeu e no rebote o mesmo camisa 9 marcou. Atuando com quase nenhuma inspiração, o Nacional teve seu primeiro momento de perigo somente aos 33 em lance que Raynan, camisa 2 visitante, afastou pela linha de fundo tirando tinta da trave. Teria sido um belo gol contra.

Sem deixar a peteca cair, a agremiação vermelha e branca ampliou aos 39. Nathan Índio aproveitou trombada de dois adversários e fez um lançamento primoroso na direção de Madalena. Ele ganhou de Everton Dias na corrida, entrou na área e tocou por baixo do arqueiro. O Nacional diminuiu dois minutos depois com Éder Paulista escorando passe de Mendes pela esquerda. Era a chance de rolar aquela gloriosa injeção de ânimo nos ferroviários na busca pelo empate.

O problema foi que Matheus Poletine deu uma bela força ao Desportivo aos 43. Em cobrança de falta, a pelota foi levantada da direita, o arqueiro saiu todo errado, caçou uma enorme borboleta e Guilherme cabeceou no canto com o gol totalmente aberto. Foi um enorme banho de água fria nas pretensões nacionalistas, complicando ainda mais a situação nos 45 minutos finais.





Detalhes do primeiro tempo de Nacional x Desportivo Brasil na Comendador Souza


Madalena saindo para comemorar o primeiro gol do Desportivo


Aqui, o terceiro gol visitante marcado por Guilherme em falha do goleiro Matheus Poletine

O papo no intervalo não adiantou muito e no segundo tempo o Desportivo continuou melhor. Apesar de não atacar com tanto afinco, permaneceu levemente superior. Aos 11, Alex por pouco não fez 4x1 quando, livre de marcação, cabeceou torto pela linha de fundo. Somente nos últimos 20 minutos o Nacional conseguiu criar boas oportunidades.

Gustavo França pelo alto aos 31 e Paolo em brilhante jogada individual pela esquerda aos 35 chegaram perto de marcar a favor dos locais. Levi aos 40 fez uma defesa sensacional em tiro à queima-roupa. A pressão deu resultado aos 41 em grande arrancada do zagueiro Bruno Cruz. Ele avançou por todo o gramado e rolou até Paolo na direita. O jogador bateu firme na saída de Levi. Aos 51 Everton Dias quase empatou em finalização da marca do pênalti que saiu pelo alto.






No segundo tempo o Nacional melhorou e igualou as forças


De tanto insistir, Paolo fez o segundo gol nacionalista... pena que foi tarde demais

No fim, a reação improvável não se concretizou e o marcador ficou em Nacional 2-3 Desportivo Brasil. A derrota derrubou os paulistanos para a sétima posição com os três pontos conquistados na rodada anterior. O escrete de Porto Feliz sobe ao quinto lugar com quatro. No próximo final de semana o Naça recebe o Rio Preto enquanto o Desportivo visita o Olímpia.

Na sequência rolou um Portuguesa x Água Santa no Canindé, porém, mesmo credenciado, não quis dar sopa ao azar e voltei ao QG na Zona Oeste. Retorno aos gramados na noite de sexta-feira com uma insólita partida digna de jornadas no Elifoot.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 2x3 Desportivo Brasil

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitra: Adeli Mara Monteiro; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gustavo França, Jaílton (AT-N), Madalena, Renan Chaves, Tito; Gols: Madalena 11 e 37, Éder Paulista 39 e Guilherme 43 do 1º, Paolo 41 do 2º.
Nacional: Matheus Polentini; Léo Machado (Bruno Cruz), Everton Dias, Gustavo França e César; Wellinton Gigante, Guilherme Lobo (Paolo), Brener (Matheus Costa) e Mendes; Éder Paulista e Wallace (Wal). Técnico: Ricardo Silva.
Desportivo: Levy Sabatim; Raynan (João Duarte), Édson, Leonan e Luís Henrique; Guilherme (Bruno Luka), Wellington, Nathan Índio (Renan Chaves) e Alex (Mateus Pansanato); Madalena (Kaynan Ribeiro) e Tito. Técnico: Elio Sizenando.
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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Outro vacilo do Nacional, agora contra o Desportivo Brasil

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de fazer uma apresentação abaixo da média na terça-feira (derrota para a Portuguesa por 2x0), o Nacional voltou a campo na tarde de sábado pensando em apagar a má impressão enfrentando o Desportivo Brasil pela oitava rodada da primeira fase da Copa Paulista em seu Grupo 3. Foi um daqueles famosos "jogos de seis pontos" no Estádio Nicolau Alayon, o 47º consecutivo com cobertura do JP.

O grande problema era que a equipe da Zona Oeste já estava com uma sequência de cinco jogos sem nenhuma vitória e por isso perdeu o técnico Ricardo Silva após o revés contra os lusitanos. A nova parceira nacionalista escolheu Felipe Alves para dirigir a equipe interinamente até o fim da fase. Mesmo com todas as dificuldades, uma vitória deixaria a equipe próxima da vaga na segunda fase.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Desportivo Brasil Participações Ltda. - Porto Feliz/SP


Os capitães dos times junto ao árbitro Willer Fulgêncio Santos, os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e João Petrucio dos Santos e o quarto árbitro Felipe Barros

Essa foi a quinta vez que Nacional e Desportivo Brasil se enfrentaram na história. Nas quatro anteriores, retrospecto favorável aos paulistanos com duas vitórias e dois empates. Dois desses jogos tiveram cobertura do JP: o 1x0 pela Segunda Divisão em 2012 e o empate por 1x1 na Série A3 de 2017. Contando um triunfo num amistoso contra a Portofelicense em 1945, o escrete ferroviário nunca tinha sido derrotado por uma equipe da bela cidade interiorana... isso até sábado.

O primeiro tempo até foi razoável. Os donos da casa começaram a peleja tomando a iniciativa e criaram mais bons momentos do que no Canindé. Éder Paulista e Luciano Pintinho chegaram perto de abrir o marcador nos primeiros minutos. O Desportivo quase fez aos 11 em duas finalizações consecutivas. Primeiro Felipe Lacerda salvou em chute à queima-roupa e depois a zaga salvou em cima da linha.

No minuto seguinte, o Nacional respondeu com Luciano Pintinho chutando cruzado da esquerda. Melhor em campo, os ferroviários perderam seu camisa 9 aos 32 minutos depois de choque com o goleiro Arthur em novo bom momento pelo meio. A razoável apresentação foi premiada aos 43 quando Gabriel Mendes chutou e a pelota bateu na mão de defensor visitante dentro da área. Éder Paulista cobrou o pênalti com precisão e colocou os locais em vantagem.


Disputa de bola pelo alto no ataque nacionalista


O bonito contraste das camisas no Alayon


Luciano Pintinho perde grande chance. Nesse lance ele se machucou e teve que ser substituído


Chegada local pela direita e a firme marcação de três atletas visitantes


No fim do primeiro tempo o Nacional abriu o marcador nessa cobrança de pênalti

Foi até certo ponto animador a performance nacionalista no tempo inicial, porém tudo desandou na etapa final. O onze paulistano simplesmente não voltou ao gramado e não teve nenhuma oportunidade digna de registro, com isso foi dominado completamente pelo Desportivo Brasil. A completa inoperância dos atletas paulistanos irritou a sua torcida.

Com o ataque nulo, quem dançou foi o setor defensivo local, pois tiveram que trabalhar bastante. O primeiro bom momento vermelho surgiu quando Alex cruzou na área e Welder cabeceou perigosamente pela linha de fundo. Aos 25 minutos, o inevitável empate saiu após grande troca de passes do ataque alvirrubro e finalização de Campanholo. Na sequência Willian cobrou de forma brilhante uma falta de longe e a pelota parou na trave do Nacional.

A enorme insistência do Desportivo deixava claro que a virada era questão de tempo. Confirmando o que todos esperavam, o segundo gol aconteceu aos 37 minutos quando Alex finalizou da marca do pênalti aproveitando passe de David. Mesmo com a vantagem no marcador, os visitantes continuaram criando e tiveram oportunidades de ampliar. Na base da sorte o Nacional não sofreu mais gols.


Lance agudo dentro da área visitante no começo do tempo final


Jhonatan (9) armando o tiro de fora da área


Bola explodindo na trave do Nacional em cobrança dos alvirrubros


Mais um ótimo momento do Desportivo Brasil no fim da peleja

O placar final de Nacional 1-2 Desportivo Brasil ainda deixou os ferroviários no G4 após a vitória corintiana em cima da Portuguesa. Mesmo com toda a ruindade apresentada e o fraco futebol, a centenária agremiação ferroviária poderá se classificar na próxima rodada: basta ganharem do Corinthians e a Portuguesa não vencer o Juventus. Bom, o problema é justamente um triunfo nacionalista, algo raro em 2019 (foram apenas cinco até aqui em 23 jogos disputados).

Seguindo o trem dos jogos perdidos retomei a jornada no domingo bem cedo com rodada decisiva da Segundona. Teve retorno a um estádio da Grande São Paulo depois de quatro anos.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 1-2 Desportivo Brasil

Competição: Copa Paulista; Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Willer Fulgêncio Santos; Público: 188 pagantes; Renda: R$ 2.320,00; Cartões amarelos: Rodrigo San (Nac), Welder, Alex, João Gabriel, Campanholo (Des); Gols: Éder Paulista (pênalti) 44 do 1º, Campanholo 25 e Alex 37 do 2º.
Nacional: Felipe Lacerda; Veloso, Rodrigo San, Lucas Xuxa e Denner (Leandro Caju); Rogério Maranhão, Éder Paulista, Caio Mendes e Emerson Mi; Luciano Pintinho (Laecio) e Gabriel Mendes (Matheus Lu). Técnico: Felipe Alves.
Desportivo Brasil: Arthur; Welder, Edson, Willian e Guilherme; João Gabriel (Klaidher), Alex, Wellington (David Elias) e Lucas Douglas; Jhonatan e Andrei (Campanholo). Técnico: Simão Freitas.
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Portuguesa abre vantagem em cima do Desportivo Brasil

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram longos 29 dias sem futebol por absoluta falta de grana e de uma nhaca monstra, porém no último domingo voltei às coberturas com o duelo entre Portuguesa e Desportivo Brasil no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte no início das quartas-de-final da Copa Paulista. Aquele famoso encontro entre a tradição e o futebol moderno tão combatido por alguns.

A Lusa penou bastante na segunda fase, mas conseguiu sua classificação na bacia das almas vencendo o São Paulo na derradeira rodada, terminando como segunda colocada do Grupo 4. O time de Porto Feliz teve um caminho mais light e foi líder do Grupo 6. Um total de 1.852 pessoas pagaram ingresso, todas preocupadas com as instáveis atuações rubro-verdes na fase anterior.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro. Dessa vez não teve foto posada pois estava chovendo demais e eu não estava na pegada de me molhar até a alma

Para a surpresa da maioria, eu incluído, a Lusa fez uma partida acima da média, principalmente no primeiro tempo. Numa apresentação inspirada do atacante Guilherme Queiroz, o camisa 7 mais uma vez foi decisivo. Mesmo com o Desportivo Brasil jogando bem e ficando mais tempo com a bola nos pés a Lusa foi mais efetiva.

Aos 27 minutos Marcelinho Paraíba fez grande jogada pela esquerda, tocou para o atacante e ele bateu na saída do goleiro Gilberto. Sete minutos depois ele aproveitou um cruzamento perfeito de Romarinho e fez o segundo de cabeça. Presenciamos algo que costumeiramente não vemos em apresentações do rubro-verde: objetividade nos ataques.

Antes do primeiro tempo terminar o escrete paulistano teve mais dois grandes momentos. O Desportivo Brasil foi para o vestiário feliz por não estar perdendo por mais gols. Diferente do que vi no Canindé em jogos da Copa Paulista, dessa vez não teve xingamento, reclamação ou stress dos torcedores locais, e sim muita animação com a boa atuação.


O Desportivo até que começou bem a partida, mas logo foi dominado pela Portuguesa


Zaga visitante cortando escanteio cobrado pela esquerda


Detalhe do segundo gol lusitano, marcado por Guilherme Queiroz de cabeça

No tempo final, os visitantes retornaram ao gramado no mesmo clima do começo do duelo. A primeira boa chance em toda a peleja aconteceu no 14º minuto. Depois de um bate-rebate incrível dentro da área paulistana, Edson finalizou e o zagueiro Paulo Fernando salvou em cima da linha. Aos 16, Hélio recebeu bom cruzamento na área e cabeceou firme, só que João Vítor foi ligeiro e impediu o tento visitante.

A partir daí, a Lusa voltou ao comando e aos 18 quase fez o terceiro com Romarinho chutando na trave. Três minutos depois não deu pro onze portofelicense... Romarinho chutou de longe, Gilberto deu rebote e Marcelinho Paraíba completou, ampliando a vantagem paulistana. A peleja seguiu em banho-maria e, com o que se via no gramado, parecia que o Desportivo estava mortinho da silva. Pena num vacilo rubro-verde aos 46, Raul bateu escaneio e Hélio fez o gol de honra visitante.


No tempo final os escrete interiorano voltou disposto a diminuir o prejuízo


A Portuguesa atacou bastante pelo alto 


Visão geral de um Canindé encharcado para Portuguesa 3-1 Desportivo Brasil

O placar final de Portuguesa 3-1 Desportivo Brasil foi uma senhora vitória, mas o tento sofrido nos acréscimos assustou um pouco a torcida paulistana. A equipe poderá perder por um gol de diferença que ainda assim estará na semi-final. Vitória por dois gols dará a classificação ao clube de Porto Feliz. Não vai ser fácil, porém a esperança da permanência no cenário nacional com a conquista da vaga na Série D é uma grande motivação.

Como ficarei na capital durante a semana, deve pintar cobertura da Copa do Brasil sub-17 na quarta-feira. Apresentação genial da base na Arena Corinthians e a chance de pisar no gramado pela segunda vez na história não é algo que se perca.

Até lá!

© 2018

segunda-feira, 27 de março de 2017

Nacional e Desportivo Brasil ficam no empate pela Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último sábado, o oitavo dia seguido de futebol, rolou novo compromisso do time que mais aparece no blog nos últimos tempos, o glorioso Nacional AC. O time ferroviário recebeu o Desportivo Brasil, o time 38 do Projeto 40, no Estádio Nicolau Alayon pela 14ª rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A3.

O Data Fernando informa que esse foi o terceiro confronto entre ambos na história. Os dois primeiros aconteceram na Segunda Divisão de 2012 e tanto em Porto Feliz quanto na capital, o time ferroviário venceu pela contagem mínima (aliás, vale lembrar que a partida realizada em São Paulo teve cobertura do blog).

A maior novidade da tarde foi a re-estreia de Tuca Guimarães, o técnico que dirigiu a Portuguesa em nove rodadas da Série A2, no banco de reservas local. Ele foi o comandante do time da Água Branca durante os 16 jogos realizados na Copa Paulista de 2015 e retorna tentando melhorar a performance da equipe que havia vencido apenas dois dos últimos sete compromissos.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Desportivo Brasil Participações Ltda - Porto Feliz/SP


Capitães dos times junto ao árbitro Júnior César Lossávaro, os assistentes Leandro Almeida dos Santos e José Lucas de Souza e o quarto árbitro Luciano Silva

Fui até a Comendador Souza na boa e sem pressa, com tempo de fazer meu café da manhã de forma bastante tranquila no bar que fica na porta do estádio. Enquanto estava ali um temporal inesperado deu as caras. Felizmente o dilúvio terminou antes de ir ao gramado e captar as fotos oficiais, como de praxe, exclusivas.

Credenciado pela sequência de cinco jogos sem derrota, o Desportivo Brasil foi superior ao time da casa na maior parte da peleja. A primeira chance foi aos 18 minutos do tempo inicial em cobrança de falta de Pio. Aos 22 bola na trave do camisa 1 paulistano após cobrança de falta. O goleiro Felipe Lacerda teve bastante trabalho para segurar o ataque adversário.

O Nacional não conseguia entrar dentro da área adversária, muito por conta da segura atuação de todo o setor defensivo do Desportivo. Aos 29, aconteceu a última boa oportunidade visitante no tempo inicial, novamente sem resultar em gol. Com o placar em branco, a partida chegou ao seu intervalo.


A marcação do Desportivo Brasil funcionou durante a maior parte do jogo no Alayon


Ataque aéreo a favor dos donos da casa


Boa intervenção de Felipe Lacerda em chute de longe do Desportivo


Anderson Luís, camisa 6 do time de Porto Feliz, levitando no gramado nacionalino

Fui até a parte coberta da velha cancha paulistana e dali vi todo o tempo final na companhia dos amigos presentes. Até os trinta minutos, praticamente nada aconteceu. Como num estalo de dedos, tudo mudou a partir do minuto 31. Johnny, camisa 16 do Desportivo, recebeu bom passe no meio, avançou por todo o campo de defesa, cortou pra esquerda e chutou forte no canto sem chances para Felipe Lacerda.

Os atletas nem tiveram tempo de comemorar já que na saída de bola o Nacional deixou tudo igual. Depois de cruzamento da direita, Thiaguinho apareceu entre os zagueiros pra fazer seu primeiro gol na Série A3. Antes do apito final a emoção finalmente apareceu e os dois times criaram importantes momentos para a marcação do segundo gol. Apesar disso, o placar não foi mais alterado.


Lance do gol do Desportivo Brasil em belo chute de Johnny


Negueba atacando pela esquerda


O goleiro do Nacional voando para mandar a bola pra escanteio

Final de jogo: Nacional 1-1 Desportivo Brasil. Esse empate recolocou a equipe da Água Branca no G8, mais precisamente na oitava colocação, agora com 22 pontos, mesma pontuação dos portofelicenses, que estão em sétimo. Faltando cinco rodadas pro término da primeira fase, o Naça simplesmente vai enfrentar quatro clubes que estão acima dele na tábua de classificação, a começar pela Matonense, quarta-feira, também no Alayon. Não será nada fácil garantir um lugar na segunda fase.

Continuei a jornada com um passeio no centro da cidade antes de voltar pra casa e ficar o tempo todo no sofá curtindo o sábado. Fechando a maratona futebolística, na tarde de domingo, o nono dia seguido com futebol, retornei ao Canindé para mais um capítulo do sofrimento lusitano na Série A2.

Até lá!