Procure no JP

quinta-feira, 11 de março de 2021

Desportivo Brasil derrota o Nacional e vence a primeira na A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Completamos um ano de pandemia nessa semana e, como se fôssemos Bill Murray no Dia da Marmota, estamos vivendo situações bem parecidas com as quais estávamos vivendo em março de 2020. O assunto "parar o futebol" é uma delas. Como a bola (ainda) está rolando, na quarta-feira tomei um banho de álcool em gel, coloquei duas máscaras e peguei o caminho até o Estádio Nicolau Alayon. Na pauta livre do JP, a estreia do Nacional em casa no Campeonato Paulista da Série A3 recebendo o Desportivo Brasil.

O onze ferroviário derrotou o Olímpia no interior e estreou no certame com o pé direito. Contando as vitórias em todos os jogos-treino, entra na competição, pelo menos na teoria, com uma boa expectativa. Claro que sempre que esperamos alguma coisa do clube da Barra Funda nada acontece, mas vamos dar tempo ao tempo. Vale lembrar que em 2021 a cobertura da A3 vai acontecer apenas na Comendador Souza, pois todos os outros 15 participantes estão longe da capital. Como viajar na pandemia é algo fora de cogitação, vamos cobrir pouca coisa.

Foram poucos os duelos entre os dois na história, apenas seis: dois triunfos do Nacional, ambos na Segundona de 2012, um da equipe portofelicense e três empates. O grande problema é que já são nove anos sem vitórias nacionalistas e após os 90 minutos de futebol o pequeno tabu foi ampliado. A boa impressão deixada em Olímpia não deu as caras no Alayon e o Desportivo venceu pela primeira vez no torneio (na estreia, empataram com o Batatais).



Os times perfilados, os capitães e o quarteto de arbitragem

Logo aos 11 minutos o Desportivo Brasil inaugurou o placar. O glorioso Madalena completou cruzamento da esquerda, Matheus Poletine defendeu e no rebote o mesmo camisa 9 marcou. Atuando com quase nenhuma inspiração, o Nacional teve seu primeiro momento de perigo somente aos 33 em lance que Raynan, camisa 2 visitante, afastou pela linha de fundo tirando tinta da trave. Teria sido um belo gol contra.

Sem deixar a peteca cair, a agremiação vermelha e branca ampliou aos 39. Nathan Índio aproveitou trombada de dois adversários e fez um lançamento primoroso na direção de Madalena. Ele ganhou de Everton Dias na corrida, entrou na área e tocou por baixo do arqueiro. O Nacional diminuiu dois minutos depois com Éder Paulista escorando passe de Mendes pela esquerda. Era a chance de rolar aquela gloriosa injeção de ânimo nos ferroviários na busca pelo empate.

O problema foi que Matheus Poletine deu uma bela força ao Desportivo aos 43. Em cobrança de falta, a pelota foi levantada da direita, o arqueiro saiu todo errado, caçou uma enorme borboleta e Guilherme cabeceou no canto com o gol totalmente aberto. Foi um enorme banho de água fria nas pretensões nacionalistas, complicando ainda mais a situação nos 45 minutos finais.





Detalhes do primeiro tempo de Nacional x Desportivo Brasil na Comendador Souza


Madalena saindo para comemorar o primeiro gol do Desportivo


Aqui, o terceiro gol visitante marcado por Guilherme em falha do goleiro Matheus Poletine

O papo no intervalo não adiantou muito e no segundo tempo o Desportivo continuou melhor. Apesar de não atacar com tanto afinco, permaneceu levemente superior. Aos 11, Alex por pouco não fez 4x1 quando, livre de marcação, cabeceou torto pela linha de fundo. Somente nos últimos 20 minutos o Nacional conseguiu criar boas oportunidades.

Gustavo França pelo alto aos 31 e Paolo em brilhante jogada individual pela esquerda aos 35 chegaram perto de marcar a favor dos locais. Levi aos 40 fez uma defesa sensacional em tiro à queima-roupa. A pressão deu resultado aos 41 em grande arrancada do zagueiro Bruno Cruz. Ele avançou por todo o gramado e rolou até Paolo na direita. O jogador bateu firme na saída de Levi. Aos 51 Everton Dias quase empatou em finalização da marca do pênalti que saiu pelo alto.






No segundo tempo o Nacional melhorou e igualou as forças


De tanto insistir, Paolo fez o segundo gol nacionalista... pena que foi tarde demais

No fim, a reação improvável não se concretizou e o marcador ficou em Nacional 2-3 Desportivo Brasil. A derrota derrubou os paulistanos para a sétima posição com os três pontos conquistados na rodada anterior. O escrete de Porto Feliz sobe ao quinto lugar com quatro. No próximo final de semana o Naça recebe o Rio Preto enquanto o Desportivo visita o Olímpia.

Na sequência rolou um Portuguesa x Água Santa no Canindé, porém, mesmo credenciado, não quis dar sopa ao azar e voltei ao QG na Zona Oeste. Retorno aos gramados na noite de sexta-feira com uma insólita partida digna de jornadas no Elifoot.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Nacional 2x3 Desportivo Brasil

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitra: Adeli Mara Monteiro; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Gustavo França, Jaílton (AT-N), Madalena, Renan Chaves, Tito; Gols: Madalena 11 e 37, Éder Paulista 39 e Guilherme 43 do 1º, Paolo 41 do 2º.
Nacional: Matheus Polentini; Léo Machado (Bruno Cruz), Everton Dias, Gustavo França e César; Wellinton Gigante, Guilherme Lobo (Paolo), Brener (Matheus Costa) e Mendes; Éder Paulista e Wallace (Wal). Técnico: Ricardo Silva.
Desportivo: Levy Sabatim; Raynan (João Duarte), Édson, Leonan e Luís Henrique; Guilherme (Bruno Luka), Wellington, Nathan Índio (Renan Chaves) e Alex (Mateus Pansanato); Madalena (Kaynan Ribeiro) e Tito. Técnico: Elio Sizenando.
_________________________

Nenhum comentário:

Postar um comentário