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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Portuguesa perde outra e está na lanterna da Série A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechei a rodada dupla do domingo num daqueles confrontos geniais que tanto gostamos: duelo do último contra o penúltimo do Campeonato Paulista da Série A2. O problema foi que, seguindo no processo "como acabar com um clube", um dos envolvidos era a Portuguesa, o outro o Penapolense. Foi mais um capítulo da sofrida via crucis lusitana na competição. O palco foi o abandonado Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.

A Lusa vem fazendo uma campanha horrorosa e nas oito primeiras rodadas empatou cinco vezes e perdeu três. Com os resultados da rodada do sábado, ela entrou na zona de rebaixamento e precisava derrotar o lanterna Penapolense, também sem nenhuma vitória, se quisesse sair da incômoda posição. Nenhuma novidade sabendo do cenário de terra arrasada que temos pelos lados do Canindé. A cada rodada que passa, tenho mais certeza que os tempos de glória e jogos grandes vai demorar para voltar.

Detalhe: a diretoria lusitana teve a brilhante ideia de estipular o valor do ingresso em R$ 100 na atual temporada tentando forçar os torcedores a comprarem o carnê que que dá direito a ver todos os jogos por R$ 140. O lance do carnê em si é ótimo, o que não pode é definir um valor abusivo desses no ingresso cheio. Essa ideia estúpida só nos faz crer que o trabalho está sendo feito com o claro intuito de acabar com a quase centenária agremiação paulistana. Se não for isso, não faz sentido nenhum.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O simpático quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Leandro Carvalho da Silva, os assistentes Alex Alexandrino e Fernando Afonso de Melo e o quarto árbitro Thiago Lourenço de Mattos. Na imagem, também os capitães das duas equipes


O delegado da FPF na partida foi José de Assis Aragão, figura histórica do futebol brasileiro. Antes do jogo lembramos dos seus tempos de técnico e suas duas passagens pelo Nacional nos anos 90

O clima nas arquibancadas, claro, não era nada tranquilo. Nem bem a bola tinha rolado e a rapaziada já estava xingando Deus e o Mundo. Nenhum atleta foi poupado dos apupos e vaias e cada toque errado, a cada finalização desperdiçada e a cada bola perdida. O Penapolense não tem um time bom, só que conseguiram se aproveitar do nervosismo local e construíram uma senhora vantagem já na etapa inicial.

O primeiro gol visitante foi marcado aos 32 minutos. Douglas cruzou da direita e o zagueiro Lucas Bahia deu uma furada antológica quando mergulhou tentando o corte. A pelota então sobrou para Ricardinho. Ele matou e chutou de primeira, colocando no canto esquerdo de Rafael Pascoal. Nos acréscimos, a zaga rubro-verde assistiu Rafael Sayão avançar e tocar na esquerda para Franklin. O camisa 6 entrou na área e chutou no contra-pé do arqueiro, ampliando a vantagem visitante.

Se o ambiente já não estava legal, esse 0x2 deixou a coisa numa vibe terrível. Só um milagre no tempo final faria a galera sair do estádio um pouco menos revoltada. Milagre, pois quando a peleja recomeçou, nada mudou. O novo comandante, o técnico Paulo Roberto, provavelmente arrancava os cabelos na cabine. Vale registrar que os jogadores da Portuguesa pelo menos tentavam. O problema é que a capacidade técnica deles não é muito grande.


Início de ataque lusitano no começo do duelo contra o Penapolense


Boa saída do gol de Rafael Pascoal em ataque aéreo visitante



Duas investidas rubro-verdes pelo setor direito

O escrete paulistano chegou dentro da área do CAP algumas vezes e em nenhuma delas criou uma oportunidade digna de registro. Como desgraça pouca é bobagem, o Penapolense chegou aos 3x0 aos 25 minutos num ataque bem despretensioso. João Lucas aproveitou bola espirrada na intermediária e acertou um chutaço no canto esquerdo. Tudo bem que a situação é péssima, porém nem o torcedor mais pessimista imaginava que sofreriam uma goleada do lanterna em casa.

Na saída de bola a Lusa diminuiu com Fernandinho aproveitando rebote da zaga e com a bola desviando na zaga. Aos 38, o mesmo Fernandinho fez o segundo em cobrança de pênalti que bateu na trave antes de entrar. Com cerca de 10 minutos faltando, rolou uma pressão em busca do empate. Foi uma blitz um tanto quanto desorganizada em que o goleiro da Pantera da Noroeste pouco trabalhou. Logo, o marcador não sofreu alteração.


Uma tímida ofensiva da Portuguesa no tempo final


Escanteio pela direita e boa saída do goleiro Samuel Pires


O primeiro gol paulistano foi marcado por Fernandinho em cobrança de pênalti aos 33 do segundo tempo


Já que a situação lusitana não está fácil, pelo menos dá pra descansar um pouco na arquibancada do Canindé

O placar final de Portuguesa 2-3 Penapolense colocou os paulistanos na lanterna da Série A2 após nove rodadas realizadas. Inacreditável como o fundo do poço no Canindé parece não ter fim. Há seis anos, era um clube que jogava A1, Série A do nacional e Copa Sul-Americana. Hoje está perto de disputar a Série A3 no seu centenário. Triste ver a Lusa cada vez pior e sem nenhuma expectativa de mudança.

A sorte foi que no exato momento do apito final um dilúvio imenso deu as caras na Zona Norte e espantou a torcida. O protesto feito antes da partida não se repetiu depois dela. Foi o que salvou diretoria e atletas. Na semana que vem os rubro-verdes visitarão o Taubaté em busca da primeira vitória. Daqui a duas semanas, receberão o Nacional na sua casa.

Foi isso. Fui até o metrô e ainda tive que dar uma passeada no ar condicionado antes de retornar à Pinheiros. Apesar da noite ter chegado, os blocos ainda estavam bombando e o mundo estaria na redondeza. Desci uma estação antes e fui a pé em meio aos foliões, passando menos perrengue do que imaginava. Ufa.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2-3 Penapolense

Competição: Campeonato Paulista Série A2; Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Leandro Carvalho da Silva; Público: 587 pagantes; Renda: R$ 11.570,00; Cartões amarelos: Lucas Bahia (Por), Osmar, Guilherme e Rafael Sayão (Pen); Gols: Ricardinho 32 e Franklin 47 do 1º, João Lucas 25, Fernandinho 33 e 38 (pênalti) do 2º.
Portuguesa: Rafael Pascoal; Hudson, Lucas Bahia, Polidoro e Bruno Costa (Cesinha); Jonatas Paulista, Paulinho (João Gurgel), André Rocha (Luizinho) e Bruno Ribeiro; Matheus Rodrigues e Fernandinho. Técnico: Paulo Roberto Santos.
Penapolense:  Samuel; Douglas, Guilherme, Alex Flávio e Franklin; Raniele, Jácio (Willian), Carlos Henrique (João Lucas) e Rafael Sayão; Ricardinho e Osmar (Jefferson). Técnico: Edson Só.
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quinta-feira, 8 de março de 2018

Novo massacre do Nacional na A2, agora contra o Penapolense

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de quarta-feira reservou mais uma apresentação do Nacional no Campeonato Paulista da Série A2, o meu 28º jogo seguido do time atuando dentro de casa. Vindo de vitória contra o Juventus, o clube da Água Branca recebeu o Penapolense no Estádio Nicolau Alayon dependendo de uma vitória para entrar pela primeira vez no G4 do torneio.

A torcida estava confiante de acompanhar um novo triunfo, mas o que ninguém poderia esperar é que um raio estava prestes a cair pela terceira vez no mesmo lugar. Após destroçar o CA Votuporanguense por 5x1 e o Taubaté por 6x1, o Nacional simplesmente mostrou 20 minutos brilhantes e aniquilou uma das forças da A2 (o CAP ainda não havia saído do G4 até então).


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Thiago Duarte Peixoto, os assistentes Marco Antônio Motta Junior e Leonardo Augusto Villa, a quarta árbitra Regildênia de Holanda Moura e os capitães dos times

Em quatro confrontos na história, os paulistanos nunca tinham vencido o adversário interioranos e quebraram esse mini-tabu pagaram a dívida com juros e correção. Logo aos seis minutos, a zaga visitante falhou e perdeu a bola para Bruno Xavier. Ele avançou pela direita e chutou cruzado, abrindo o placar. Pouco depois do gol, caiu um verdadeiro temporal no estádio e, sem guarda-chuva, fui obrigado a me abrigar na parte coberta.

O que se viu até os 24 minutos foi algo próximo do que podemos chamar de massacre propriamente dito. Bruno Xavier fez o segundo da tarde aos 18 num chute no canto direito. Aos 20, Emerson Mi recebeu ótimo passe da direita e chutou no canto. Quatro minutos depois Bruno Nunes deixou o dele após uma boa troca de passes do setor ofensivo.

Com o relógio marcando 24 minutos, o Nacional vencia por 4x0 e a vitória estava garantida. Não tinha como crer que o Penapolense pudesse ter forças para buscar melhor sorte dentro de campo. Jogando só na boa e se poupando, o Naça levou o restante do tempo inicial na base do banho-maria.


Chute de Bruno Xavier que originou o primeiro gol do massacre nacionalino


Chance do time da Água Branca pelo alto


O Penapolense foi completamente dominado durante todo o primeiro tempo

Na volta pro tempo final, os visitantes se mandaram na base do perdido por quatro, perdido por oito. Aos oito minutos Copetti recebeu bom passe de Branquinho e mandou na trave. Pouco tempo depois foi a vez dos paulistanos mandarem uma no travessão em lance onde um dos zagueiros do Penapolense quase faz contra.

Aos 20 minutos saiu o quinto gol com o camisa 8 Tiaguinho aproveitando belo passe de Emerson Mi. Mesmo com a enorme vantagem, parecia que quem estava vencendo era o onze visitante, tamanha a pressão dos locais. O melhor exemplo dessa brilhante atuação aconteceu aos 37. Um ataque em massa obrigou o goleiro Bruno a fazer duas belíssimas defesas em sequência, porém na terceira chance, Luiz Henrique acertou um chute no ângulo direito e deu números finais à goleada.


No segundo tempo o Nacional não diminuiu o ritmo e continuou atacando


Nesse lance quase saiu o quinto local. O zagueiro do CAP jogou contra a própria meta e a bola bateu na trave


A marcação do Penapolense deu vários espaços aos atacantes locais


Luiz Henrique chutando com estilo para fechar novo massacre do Nacional na Série A2

O placar final de Nacional 6-0 Penapolense quebrou uma série de marcas (mais uma vez) do onze ferroviário. É a primeira vez desde 1962 que a equipe fez cinco ou mais gols em três partidas no mesmo ano (e isso que estamos ainda em março), foi a primeira vitória contra o CAP em todos os tempos e foi apenas o quarto 6x0 aplicado pelo time na história, o primeiro na segunda divisão em 40 anos (o outro foi contra o Ginásio Pinhalense em 4 de junho de 1978).


Mais um jogo do Nacional no Nicolau Alayon em 2018 e mais uma goleada, a terceira

O triunfo colocou o Nacional na terceira colocação da Série A2 após 11 rodadas disputadas com 20 pontos ganhos. Faltando quatro compromissos, o clube da Água Branca tem tudo para se classificar entre os quatro melhores e disputar o acesso. Falta muito, mas estão deixando o pessoal sonhar.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de março de 2017

No apagar das luzes, Portuguesa derrota o Penapolense

Texto e fotos: Fernando Martinez


O fraco jogo entre Nacional e Matonense na tarde de quarta-feira somado a uma preguiça monstro quase me deixou de fora da sessão noturna de futebol. Quase. No fim, arranjei forças sobrenaturais e me mandei pro Estádio Oswaldo Teixeira Duarte para mais uma apresentação da Portuguesa no Campeonato Paulista da Série A2, dessa vez contra o Penapolense.

Antes dessa rodada, a 14ª da primeira fase, os rubro-verdes estavam na 11ª posição com 16 pontos, sete atrás da Pantera da Noroeste, quinta colocada na classificação geral e brigando ponto a ponto por uma vaga no G4 da competição. Por conta de todo o drama lusitano na A2, essa foi mais uma decisão num compromisso aonde só a vitória importava.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


Capitães dos times, o árbitro Alessandro Darcie, os assistentes Fausto Augusto Moretti e Diogo Correia dos Santos e o quarto árbitro Luiz Carlos Júnior

Cheguei ao Canindé na companhia do amigo Mílton Haddad e do mestre do bom humor, Paulo Shrek. Enquanto eles foram para as arquibancadas, eu fui pro gramado e fiquei ali durante todo o tempo inicial. Detalhe: essa foi a primeira vez que o Penapolense se apresentou na casa lusitana.

Pena que os primeiros 45 minutos tenham sido, mais uma vez, de baixo nível técnico. A Portuguesa irritou sua torcida com mais um festival de passes errados, lançamentos sem direção e jogadas equivocadas. O melhor com a camisa rubro-verde foi Leandro Domingues, ele o responsável pela melhor chance local numa belíssima cobrança de falta com grande defesa de Samuel.

O Penapolense não foi assim uma Brastemp, mas chegou a assustar o setor defensivo local mais de uma vez. Ricardo Berna mostrou serviço e fez três boas defesas, duas em chutes de longe e uma quando o próprio zagueiro tentou cortar e mandou contra o seu gol. Além disso, a zaga salvou uma bola em cima da linha.


Ataque lusitano pela direita e a forte marcação do setor defensivo do CAP


Guilherme desperdiçando uma grande oportunidade do time visitante abrir o marcador


Disputa de bola na linha de fundo


O goleiro Samuel fez grande defesa em cobrança de falta de Leandro Domingues

No tempo final subi na área de imprensa, afinal, ficar sem blusa no vento gelado de 17 graus é gripe na certa. Me instalei confortavelmente numa das cabines e vi a equipe da casa voltar ao gramado mais ligada e disposta. O CAP finalmente começou a sofrer pressão, ainda que tímida.

Quando os visitantes tentavam começar a atacar, merecidamente a Lusa abriu o marcador aos 13 minutos. Leandro Domingues dominou na intermediária e tocou para Fernando na esquerda. O camisa 8 fez um cruzamento primoroso e Adílson apareceu entre os zagueiros, cabeceando firme para fazer o primeiro.

Após sofrer esse gol, o Penapolense retornou ao ataque e aos 23 minutos igualou o placar. Na primeira chance real de gol da segunda etapa a bola foi levantada na área e Gilvan subiu mais alto, colocando a pelota no canto esquerdo de Ricardo Berna, que falhou no lance.

Ele se redimiu da falha e segurou bem o ataque adversário nos minutos seguintes. Quando os acréscimos chegaram eu achava que o empate estava consolidado. É, só que a estrela de Leandro Domingues brilhou no último lance. Luizinho fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Foram alguns segundos de um bate-rebate na pequena área antes da pelota sobrar pro camisa 10. Ele encheu o pé e marcou o segundo gol lusitano para o completo delírio da maior parte dos 436 pagantes.


Boa saída do arqueiro do Penapolense no começo do segundo tempo


Lance do gol de empate do CAP aos 23 minutos


Ataque da Portuguesa em busca da virada

O placar final de Portuguesa 2-1 Penapolense manteve os 100% de aproveitamento da Lusa no seu estádio. A equipe permanece na 11ª posição, agora cinco pontos acima da zona de rebaixamento faltando cinco partidas para o final da primeira fase. Já o CAP continua em quinto, dois pontos atrás do Batatais, atual quarto colocado.

Após assistir doze jogos nos últimos doze dias, nada mais justo do que um merecido descanso. Além disso, o lance foi descolar tempo suficiente para continuar com as pesquisas para uma nova publicação que contará as histórias das divisões de acesso paulistas através dos tempos. Um sonho antigo será realizado em breve. 😊

Até a próxima!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Tarde molhada e tudo igual entre Guarani e Penapolense no Brinco

Texto e fotos: Fernando Martinez


O Projeto 40 está próximo de ser concluído e no último domingo fiz a derradeira viagem do cronograma. O destino foi a cidade de Campinas, mas dessa vez com uma visita ao belo Estádio Brinco de Ouro da Princesa. Na pauta, o encontro entre Guarani e Penapolense pela 12ª rodada do Campeonato Paulista da Série A2.

Essa partida não estava na programação original do Projeto, já que a ideia era ver os dois aqui perto da capital. Como a televisão mudou várias pelejas de dia e horário e eu mudei meu planejamento algumas vezes, não restou outra alternativa a não ser colocar as figurinhas 34 e 35 de uma vez do álbum indo até a terceira maior cidade do estado.


Guarani Futebol Clube - Campinas/SP


Clube Atlético Penapolense - Penápolis/SP


O árbitro Adriano de Assis Miranda, os assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Luís Alexandre Nilsen e o quarto árbitro Luiz Carlos Ramos Júnior junto com os capitães dos times

Esse foi apenas o segundo confronto entre Guarani e Penapolense na história do estadual. No primeiro, acontecido na A2 do ano passado, o CAP se deu melhor e venceu por 2x0 jogando no Tenente Carrico. Jogando na sua casa, o Bugre precisava vencer para não se afastar ainda mais do G4.

Desisti de fazer a sessão matutina de futebol para não ter problema com o horário do ônibus. A viagem foi feita de boa, sem problema e dentro do tempo estipulado. Na rodoviária encontrei o "amigo do JP" Luciano Claudino e seguimos pro Brinco com o sol desaparecendo e em seu lugar surgindo inúmeras nuvens carregadas. A promessa era de chuva.

Falando do tempo, graças a uma sensacional frente fria o final de semana teve frio e chuva, mas dizer simplesmente que choveu é pouco perto do volume absurdo de água que caiu durante os 90 minutos. Fazia muito tempo que não via um jogo ser disputado debaixo de um dilúvio tão intenso e que não deu trégua por um minuto sequer. O que me salvou foi ter ficado no túnel de entrada do time da casa por cortesia dos fiscais da FPF. Se não fosse isso, estaria perdido.

O gramado do Brinco segurou a onda apenas nos primeiros minutos. Depois o que se viu foram os atletas tentando driblar seus adversários e as poças d'água. A primeira chance da peleja aconteceu logo no primeiro minuto quando PV, camisa 5 do Penapolense, tocou de cabeça e a bola bateu na trave.

No decorrer do tempo inicial não vimos muita chance de gol e as ações ficaram concentradas no meio-campo. As maiores emoções aconteceram em lances com Bruno Nazário. Por duas vezes ele caiu dentro da área visitante e todos pediram pênalti, porém o árbitro nada marcou. Foi com o placar em branco que o primeiro tempo se encerrou.


Choveu muito durante todo o jogo no Brinco de Ouro. Os times sofreram com o gramado encharcado


Crystian (2) cruza com a marcação firme de Uederson (19)


Penapolense trocando passes pela direita


Alef (13) passa, mas a bola fica parada na poça d'água


Fumagalli cobra falta no final do primeiro tempo

No segundo tempo o temporal continuou firme e forte e no primeiro momento de perigo o placar foi inaugurado. Só que para a tristeza da maioria dos 3.736 pagantes, foi um gol do escrete visitante. Léo Carvalho cobrou falta da direita, a bola passou por todo mundo dentro da área e foi morrer no fundo do gol de Luís Henrique.

Ao invés de se abater com o tento sofrido, o Guarani foi pra cima e passou a ocupar o campo de defesa da Pantera da Noroeste. Se não dava pra chegar pertinho da meta defendida por Samuel Pires graças ao gramado molhado e por conta da boa atuação do setor defensivo, a alternativa era chutar de longe.

Depois de tanta insistência, quando o relógio marcava 26 minutos a equipe campineira deixou tudo igual. Fumagalli, sempre ele, avançou com a pelota pela esquerda e tocou para o camisa 9 Eliandro. Ele driblou o zagueiro e chutou forte no canto para finalmente vencer o arqueiro da Pantera.

O empate não sossegou o ímpeto bugrino e dali até o fim rolou mais pressão em cima da zaga do CAP. Samuel apareceu bem e no último lance da molhada tarde, a virada não aconteceu por milagre. Após chute de longe, a bola bateu na trave, voltou na pequena área e os atacantes não conseguiram finalizar. Apesar de merecer a vitória, não teve jeito pro Bugre.



Jogadores dentro da área do Bugre no lance do primeiro gol do Penapolense, marcado por Léo Carvalho. Na segunda foto, a comemoração pelo tento


Samuel Pires faz grande defesa em chute de longe



Bola estufando as redes do CAP no gol de Eliandro e a alucinada comemoração pelo empate no Brinco


Nessa imagem, a bola quase se perde em meio à água presente no gramado da casa alviverde


Último ataque do Bugre e por muito pouco o time não virou o marcador... a bola bateu na trave

No fim, o Guarani 1-1 Penapolense não foi bom para nenhum dos times. O Bugre continua em oitavo, agora com 16 pontos, e o CAP está uma posição acima com 17. Ambos não estão longe do G4 e tudo ainda é possível faltando oito jogos para o final da primeira fase da competição.

Por obra divina a chuva que castigou quem estava em campo parou exatamente na hora do apito final e com isso pude finalizar a jornada na boa. A viagem SP-Campinas foi feita no sossego e cheguei em casa um pouco além do esperado, mas nada assim tão grave. Na segunda teve mais futebol pela Série A2, dessa vez bem do lado de casa.

Até lá!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Moleque Travesso joga bem e vence no seu retorno à Série A2


Para a alegria dos amantes do bom e velho estadual, no último dia 30 tiveram início duas das três divisões de acesso organizadas pela FPF. Infelizmente no sábado não rolou nenhuma partida nas redondezas, mas no domingo caí da cama cedo para fazer minha primeira cobertura no Campeonato Paulista da Série A2 direto do Estádio Conde Rodolfo Crespi. Em campo, o recém-promovido Juventus recebeu o recém-rebaixado Penapolense.

Com os dois estaduais começando também teve início a quinta e última edição do Projeto 40 (pelo menos com essa denominação). Se em 2012 não rolou de "completar a coleção", consegui o tri em 2013-2014-2015. Em 2016 espero chegar no mês de maio comemorando o tetra para fechar a saga com chave de ouro. Para quem não sabe, o projeto nada mais é do que assistir pelo menos uma vez ao vivo cada um dos 40 times participantes das séries A2 e A3.

Para começar com o pé direito, não podia perder a visita do CAP à capital, pois deixar de vê-lo agora tornaria a missão um pouco mais difícil. A Pantera ficou três anos na principal divisão do estado, e após fazer uma A1 bastante ruim na temporada passada, voltou para a A2 já com planos de não ficar muito tempo nessa divisão. No elenco do time, vale registrar a presença de Zelão, ex-Corinthians, e Rodrigo Souto, ex-Santos e ex-São Paulo.


CA Juventus - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


CA Penapolense - Penápolis/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Demetrius Pinto Candançan, os assistentes Orlando Massola Junior e Helio Antonio Salvia de Sá e o quarto árbitro José Cláudio Ribeiro da Silva posam para a foto oficial junto com os capitães dos times. Do CAP, Rodrigo Souto. Do Juventus, Rafael Ferro. Foto: Fernando Martinez.

O Moleque Travesso tem a volta do atacante Gil - que não atuou na estreia - e também de Elder Granja, esse no banco de reservas, e quer pelo menos se manter na A2, divisão em que pouco atuou nesse século. Como de praxe nos últimos anos, um público de mais de 3 mil pessoas foi à Javari e viu uma peleja de grande qualidade, principalmente no tempo final. No primeiro tempo, os times fizeram um jogo disputado, mas com poucas chances de gol até os 35 minutos. Depois disso, o bicho pegou.

O CAP chegou perto de abrir o marcador por duas vezes. A primeira num tiro à queima-roupa de Rodrigo Souto e a segunda com o atacante Fio chutando milimetricamente no canto esquerdo. nas duas oportunidades o arqueiro André Dias foi magistral e com defesas brilhantes impediu que os visitantes saíssem na frente.

Na sequência o camisa 11 grená Adriano Paulista quase marcou numa bola que bateu na trave. No último lance do tempo inicial, Léo Souza foi derrubado dentro da área. Ele mesmo foi para a cobrança da penalidade máxima e tirou o primeiro zero do placar. Foi dessa forma que os primeiros 45 minutos chegaram ao fim.


Disputa de bola na esquerda do ataque juventino. Foto: Fernando Martinez.


Astorga (3) e Derli (8) sobem alto dentro da área do CAP. Foto: Fernando Martinez.


Léo Souza abriu o placar para o Moleque Travesso em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.

O calor era absurdo, e depois de me abastecer com uns oito copos d´água, fui pegar meu lugar numa das únicas sombras dentro de campo, quase na entrada do vestiário dos árbitros. Dali vi um segundo tempo ótimo em que o Juventus foi senhor da partida. Na hora de criar, tudo bem. Na hora de finalizar, tudo mal. A equipe da casa mostrou um problema crônico nas finalizações.

Os grenás jogaram fora a chance de aplicar uma goleada logo no primeiro jogo da, pelo menos no papel, Série A2 mais difícil dos últimos tempos. Adriano Paulista foi o responsável por dois momentos surreais. O primeiro aos 28 minutos quando ele acertou a trave e o outro aos 39, quando ele teve a meta completamente aberta à sua disposição, porém o atleta conseguiu mandar pra fora. Além disso, o CAJ teve um gol anulado de forma bastante esquisita.


Adiel comemorando seu gol no tempo final... pena que o árbitro anulou. Foto: Fernando Martinez.


Samuel Pires subindo sozinho para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.


Todo mundo de olho na pelota em mais um ataque grená no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

O onze visitante ainda tentou alguns espasmos ofensivos mesmo com um a menos (a equipe teve dez em campo desde os 22 minutos depois da expulsão de Zelão), só que não teve forças para igualar o marcador. No fim, o Juventus 1-0 Penapolense decretou a ótima estreia do escrete paulistano na A2 de 2016. O Juve deixou o público presente bastante animado com o futuro na competição.

Para variar só um pouquinho, o pós-jogo teve aquele almoço esperto com o trio Mílton-Cosme-Pucci e também uma nova edição do meu Supermarket pessoal com os amigos, tudo para aproveitar os preços baixos de um supermercado decente, algo que não acontece aqui no Bom Retiro. O futebol voltou à pauta no meio da semana, com uma infernal rodada dupla no ABC.

Até lá!

Fernando