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sexta-feira, 20 de agosto de 2021

Goleada palmeirense contra a Desportiva Paraense no Allianz

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechei a rodada dupla de quinta-feira com minha segunda incursão na Copa do Brasil sub-17. Por cortesia do sorteio, o Palmeiras, segundo paulista que joga o torneio, atuou no Allianz Parque e recebeu a genial Desportiva Paraense em busca de um lugar nas oitavas de final. Um daqueles jogos que não tinha como ficar de fora.

Iniciei os trabalhos com o triunfo do Ibrachina de virada em cima do Red Bull Bragantino e graças a uma alteração recente da CPTM, fui de trem direto da Mooca até a Barra Funda. Estava um calor do cão, então quebrei minha marca de 18 meses sem pisar em um shopping para fazer uma boquinha antes da rodada e aproveitar o ar-condicionado. Descolei um lugar bem afastado de todo mundo e maravilha. De barriga cheia fui ao Allianz conferir o raro duelo.

Os dois entraram na disputa ainda levando em conta a performance de 2019. O Palmeiras por ter sido o vice-campeão paulista e a Desportiva por ter conquistado o título sub-17 em cima do Carajás. Ano passado fizeram campanhas bem diferentes: o escrete do Pará foi eliminado pelo Sport logo na estreia enquanto o alviverde despachou Avaí Rondônia, Jacuipense e Athlético/PR e depois caiu na semi contra o São Paulo.



A Desportiva Paraense entrando em campo com seu belíssimo uniforme e a foto oficial do quart... bom, vocês sabem qual é

Essa foi a segunda vez que acompanhei a agremiação de Marituba ao vivo. Em 2016 estive em Bragança Paulista para a partida deles contra o Bahia pela Copa São Paulo. Fato que não eram nada favoritos atuando na bela cancha paulistana. O que não tinha como esperar era sofrerem uma das dez maiores goleadas da história da competição. O favoritismo palmeirense foi confirmado desde os primeiros movimentos.

A Desportiva simplesmente não viu a cor da bola e foi dominada sem cerimônia pelos locais. O Palmeiras mostrou o cartão de visitas logo aos três minutos com o gol de cabeça do glorioso Canadá. Luiz Freitas ampliou aos sete após passe de Thalys e aos 16 o país mais frio da América do Norte fez o terceiro. O escrete visitante até tentava dar suas escapadas no campo de ataque, porém não tinha sucesso.

Thalys fez o quarto aos 23 minutos e aos 37 Giovani tocou na saída de Carlos e marcou 5x0. Isso sem contar as chances desperdiçadas e a boa atuação de Carlos em duas oportunidades. No intervalo a classificação já estava mais do que assegurada. Restava saber qual seria a atitude dos atletas locais durante o tempo final. Será que diminuiriam o ritmo?


O alviverde não deu espaços à Desportiva Paraense e não demorou para marcar...


O Palmeiras abriu o marcador logo aos três minutos neste lance: gol de cabeça de Canadá


Luiz Freitas recebeu bom passe da direita e ampliou para 2x0 aos sete minutos


Raro ataque visitante na etapa inicial


Investida paulista pela direita do ataque no tempo final

Não diminuíram tanto, mas que a peleja deu uma caída não há como negar. Mesmo jogando na boa, tivemos mais gols. O sexto saiu dos pés de Marquinhos aos 11 minutos depois de belo drible no zagueiro. Canadá completou seu "hat trick" aos 17 com uma cabeçada que encobriu Carlos. De pênalti Daniel fez o oitavo aos 25. A Desportiva não apelou e aos 32 por pouco não fez o gol de honra em tiro pela direita que bateu na trave. Quase no fim, Jhonatan deu números finais ao massacre.


O alviverde começou a segunda etapa no mesmo pique da primeira: atacando


Canadá fez o sétimo palmeirense e seu terceiro na noite neste lance aos 17 da etapa final


A Desportiva Paraense não desanimou e tentou a sorte no campo de ataque algumas vezes, nenhuma com sucesso


De pênalti, Daniel marcou o oitavo tento do Palmeiras


A melhor chance de gol da Desportiva aconteceu em ataque de Tony pela direita aos 32 minutos. Zé Henrique voou e a bola bateu na trave


Placar final do massacre alviverde no Allianz Parque

O Palmeiras 9-0 Desportiva Paraense igualou a maior vitória alviverde na competição, o triunfo contra o Avaí Rondônia em 2020. Não há muito o que ser falado e não ser que a equipe paulista vem como um dos postulantes ao título. O clube da Zona Oeste busca a terceira conquista. Na próxima fase o adversário será o Confiança. Ao pessoal do Pará, a certeza de que fizeram o que puderam e esperamos que levem isso como uma experiência importante para o futuro.

Da minha parte a semana tem sido boa: três jogos, dois times e um estádio novo na Lista e um total de 28 gols marcados. Já deu um belo upgrade na média, pois a sequência do mês de julho e começo de agosto estava uma calamidade. Vamos ver se o panorama continua assim.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Palmeiras 9x0 Desportiva Paraense

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Robert, Wendell; Gols: Canadá 3, Luiz Freitas 7, Canadá 16, Thalys 23 e Giovani 37 do 1º, Marquinhos 11, Canadá 17, Daniel (pênalti) 25 e Jhonatan 43 do 2º.
Palmeiras: Zé Henrique; Robert, Mina, Gabriel Vareta e Pedro; Léo (Jota), Luiz Freitas (Jean Carlos) e Giovani (Marquinhos); Daniel (Jhonatan), Thalys (Allan) e Canadá (Wendell). Técnico: Orlando Ribeiro.
Desportiva Paraense: Carlos; Paulinho (Gabriel), Vigia, Belém e Esquerdinha; Juan, Ivanei (Pablo), Murilo (Henry) (Pedro Thomaz) e Vinícius; Leílson (Toni) e Juninho (Kajipok). Técnico: Pablo Lima.
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Copa São Paulo: Bahia afasta a zebra e goleia a Desportiva/PA


A espremida e mal formulada primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior chegou ao fim com poucas surpresas espalhadas em seus 28 grupos. Duas delas atuaram no domingo passado e eu consegui armar uma rodada dupla para ver ambas em ação. A primeira foi a genial Desportiva Paraense, o time 616 da Lista, atuando contra o Bahia em Bragança Paulista.

Para essa partida, o destaque foi o ressurgimento do $eu Natal após meses de sumiço. Como ele armou algum esquema maluco na ZL paulistana e conseguiu um possante emprestado, eu e o amigo Luiz seguimos de carona com o taxista das estrelas até a simpática cidade. A viagem foi feita tranquilamente e faltando meia hora para o apito inicial, já estava dentro de campo.

Não visitava o Estádio Nabi Abi Chedid - para mim o local será eternamente conhecido como Estádio Marcelo Stéfani, mas em nome da informação, cito o nome oficial - desde 2008. Minha última vez ali havia sido num surreal confronto entre Portuguesa e o já extinto Ulbra Ji-Paraná de Rondônia em 27 de fevereiro daquele ano. Como o Braga jogará a A2 nessa temporada, pretendo marcar presença ali algumas vezes.

É inegável que hoje o local está numa situação muito melhor do que estava antigamente, principalmente por conta do restaurante montado embaixo da parte coberta do estádio, com direito a uma bela vista do campo de jogo enquanto o cliente bate aquela xepa esperta.

Voltando ao tema futebol, originalmente Bragança Paulista não seria sede na Copinha, e só conquistou esse direito depois que a cidade de Ilhabela teve problemas com seu estádio. Isso gerou uma situação bizarra (entre várias que aconteceram nesse ano): o time da cidade, caso do Bragantino, acabou não atuando longe da sua casa, mais precisamente em Limeira.

E foi justamente o Grupo 22 o responsável pelas maiores surpresas da fase inicial, quando Desportiva e Araxá terminaram respectivamente na primeira e segunda colocações, eliminando nada menos do que o poderoso Atlético Mineiro. Aposto que nem o mais fanático torcedor dessas duas humildes agremiações contava com isso.

Como ninguém contou direito a história da equipe na grande rede, vale dizer que essa é uma equipe fundada em 2008 e que já foi campeã paraense da categoria sub-20 em 2013. Em 2015 a Desportiva foi eliminada na semi-final do estadual, e mesmo assim se classificou para a Copinha depois da desistência da Tuna Luso. No fim do ano passado o time fez sua estreia no profissionalismo jogando a segundona e perdeu o acesso para o Águia de Marabá.

O Bahia fez campanha apenas suficiente para terminar em segundo no Grupo 21, atrás do Taubaté e à frente da Desportiva Aliança de Alogoas e do Sabiá do Maranhão. Podemos falar que a verdadeira estreia do Esquadrão de Aço foi nessa peleja válida pela segunda fase, pois o time começou o jogo a mil e quando os paraenses se ligaram o placar já mostrava 2x0 para o tricolor.


EC Bahia (sub-20) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.


Sociedade Desportiva Paraense (sub-20) - Marituba/PA. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro gol aconteceu aos 10 minutos em grande jogada de Cristiano pela esquerda. O camisa 11 viu o arqueiro deixar a meta desprotegida e na tentativa de encobrir Wesley, ele deu um toque de leve. O chute saiu bem torto mas por sorte serviu como uma assistência para Felipinho, que apareceu livre no segundo pau para tocar de cabeça e abrir o marcador.

Aos 24 o Bahia acertou uma boa troca de passes na entrada da área e Felipinho, contando um pouquinho de sorte depois da bola ser tocada por um zagueiro da Desportiva, chutou colocado no canto direito. Os paraenses até que fizeram uma mini-pressão no restante do tempo inicial, porém isso não deu nenhum resultado e o tempo inicial terminou com a importante vantagem baiana.


Felipinho saindo para comemorar seu primeiro gol da manhã. Foto: Fernando Martinez.


Bola zanzando pela área da Desportiva Paraense. Foto: Fernando Martinez.


Zaga paraense cortando cruzamento. Foto: Fernando Martinez.


Felipinho se preparando para chutar e fazer o segundo do Bahia. Foto: Fernando Martinez.

Como a programação do dia era de rodada dupla, aproveitei o intervalo para sair de campo e resolvi experimentar os serviços do restaurante do estádio. Enquanto comia muito bem por um preço relativamente baixo, o segundo tempo começou. A Desportiva passou a maior parte do tempo no campo adversário, sem que isso se transformasse em chances claras.

O time até que estava bem, só que aos 24 minutos o goleiro Wesley entregou o ouro e praticamente deu a vaga na terceira fase para o onze nordestino. Ele quis fazer uma rápida reposição e colocou a pelota nos pés de Geovane Itinga, que depois de perder uns 17 gols, finalmente fez o seu. Para fechar de vez o caixão da Desportiva, Felipinho completou seu hat trick aos 31 num contra-ataque primoroso.


Pelota escapando do domínio de jogador da Desportiva. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme em ataque baiano. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos jogadores do Esquadrão de Aço por conta da classificação para a terceira fase. Foto: Fernando Martinez.

Frank fez o gol de honra aos 37 e o placar terminou em Desportiva Paraense 1-4 Bahia. Mesmo com a eliminação, ficou a certeza de que a equipe fez uma campanha histórica, terminando na 44º posição entre os 112 participantes. Para um time tão novo sem dúvida é um resultado incrível. Os baianos continuaram firmes e fortes na Copinha, e na fase seguinte enfrentaram a outra surpresa vinda do Grupo 22, o Araxá.

Da minha parte, a jornada do dia se encerrou com outro insólito encontro que só a Copinha pode nos proporcionar, na primeira partida que vi na capital paulista em 2016.

Até lá!

Fernando