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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Primeira vitória da Portuguesa na Série A1 do nacional feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na última quarta-feira o Campeonato Brasileiro Feminino da Série A1 prosseguiu na sua terceira rodada e eu fui mais uma vez até o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte ver de perto um compromisso da Portuguesa. As rubro-verdes receberam o Vitória/PE sob o olhar de mais ou menos trinta pessoas.

Esse número baixíssimo de torcedores é mais do que justificado, já que partida marcada para as três da tarde num dia da semana e sem nenhuma divulgação é cancha vazia na certa. Nessa temporada também não há mais o patrocínio da Caixa ou transmissão em nenhuma televisão, logo, o negócio fica ainda mais complicado.

Aliás, uma salva de palmas (#ironia) para as emissoras de TV que não se dão ao trabalho de divulgar o trabalho das meninas. Os que fazem isso são os mesmos que enchem a boca para falar aquele já conhecido rol de bobagens quando a seleção não conquista medalha na Olimpíada ou quando não vão bem na Copa do Mundo. Dizem que "ninguém apoia o futebol feminino", quando eles próprios não dão a mínima pro principal campeonato da categoria no país. E a CBF? Bom, dela a gente não espera nada.

Junto com o decano Milton Haddad, fui ao Canindé em mais uma bela tarde do outono paulistano e ninguém que passasse na porta do clube diria que algum jogo seria realizado ali naquele momento. Sem problemas fui ao gramado, bati aquele papo com o amigo Édson de Lima, com o Borracha, preparador de goleiros da Lusa, e fui captar os instantâneos oficiais.


Associação Portuguesa de Desportos (Feminino) - São Paulo/SP


Associação Acadêmica e Desportiva Vitória das Tabocas (Feminino) - Vitória de Santo Antão/PE


O trio paulista composto pelo árbitro Daniel Bernardes Serrano e pelos assistentes Fabrini Bevilaqua Costa e Enderson Emanoel da Silva posa para as lentes do JP junto com as duas capitãs

Ambas as agremiações não haviam vencido nas duas rodadas iniciais. A Portuguesa empatou sem gols com o Rio Preto dentro de casa e com o Foz do Iguaçu no Paraná. As pernambucanas foram derrotadas pela Ponte Preta e ficaram no zero com o Audax. No embolado Grupo 2, a Lusa era sexta colocada e o Vitória o sétimo. Vale dizer que essa foi a sexta apresentação do onze nordestino na Grande São Paulo e a primeira que eu vi. No JP, cobrimos a primeira visita, acontecida em maio de 2012 num duelo contra o ADECO pela falecida Copa do Brasil Feminina no Pacaembu.

Três dias depois sofrer um 6x0 pro Corinthians no estadual, a Portuguesa começou a peleja bastante inspirada e mostrando muita vontade. As locais sofreram um susto no primeiro minuto, porém aos três abriram o marcador com Baratinha recebendo passe da direita e chutando firme do meio da área.

Quando o relógio contava doze minutos, a equipe local atacou pelo meio e a finalização foi interceptada por uma das zagueiras. Outra defensora afastou e, quando a pelota já estava no campo de ataque visitante, o árbitro marcou pênalti após sinalização do assistente número 2. A marcação aconteceu pois a interceptação foi com o braço. Dayana Dias cobrou a penalidade com categoria e acertou o ângulo direito da arqueira do Vitória/PE.

O onze visitante acusou o golpe e demorou para voltar a assustar a arqueira local. Enquanto isso, a Lusa chegou perto de marcar o terceiro tento em dois momentos. Somente aos 44 minutos o Vitória criou a sua melhor oportunidade até então numa bola na trave.


A Portuguesa iniciou o jogo com tudo, não dando a menor chance pro Vitória/PE


Baratinha chutando para abrir o marcador no Canindé


O segundo gol da Lusa, marcado em cobrança de pênalti de Dayana Dias


Disputa de bola pelo alto no meio de campo


Novo bom ataque da camisa 11 Baratinha

No segundo tempo pouco mudou e a Portuguesa se manteve com os melhores momentos. No quinto minuto saiu o terceiro gol, porém ele foi anulado pela arbitragem por causa de uma falta na goleira. Aos 17 a camisa 7 Bia, um dos destaques do elenco, recebeu passe na direita e tocou no canto. A pelota ainda bateu na trave antes de entrar.

Com 3x0 a favor e jogando bem, até dava pra crer que as rubro-verdes já tinham garantido os três pontos. É, só que as meninas do Vitória não desanimaram e renovaram as esperanças de melhor sorte com o gol de Ronaldinha aos 26 minutos. A camisa 3 recebeu passe da direita e tocou do meio da área.

Vimos vários ataques seguidos a favor das visitantes e aos 38 a mesma Ronaldinha arriscou um tiro de longe. A camisa 12 paulistana foi mal e a pelota passou no meio dos seus braços. Era o segundo gol do Vitória/PE. O Tricolor das Tabocas buscou o empate com todas as forças, porém as locais conseguiram se defender bem e seguraram com unhas e dentes o placar.


Arqueira pernambucana saindo para cortar cruzamento dentro da sua área


A camisa 7 lusitana Bia, um segundo antes dela marcar o terceiro gol local


Dura disputa de bola na linha de fundo do ataque da Portuguesa


Placar final da ótima peleja realizada no Canindé, a primeira vitória do onze rubro-verde na Série A do Brasileiro Feminino

O resultado de Portuguesa 3-2 Vitória/PE marcou o primeiro triunfo da Lusa na Série A1 do nacional em 2018, o primeiro desde 16 de setembro de 2015 (um 4x2 em cima do Centro Olímpico também no Canindé). As meninas agora são vice-líderes do Grupo 2 com cinco pontos, dois atrás do Santos. O Vitória está na lanterna com apenas um.

Foi isso. Na parte da noite o lance foi ver mais um jogo dos play-offs da NBA antes de pegar o caminho do mundo dos sonhos. Futebol de novo só no final de semana, se tudo der certo com categoria de base e mais uma rodada do futebol feminino de São Paulo.

Até a próxima!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

JP na semifinal da Copa do Brasil de Futebol Feminino

Olá, 

Aproveitando a oportunidade de, quando possível, apresentar algo diferente aos amigos internautas que nos acompanham, no último sábado, não viajei e fui até o Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho, o charmoso Pacaembu, para conferir a partida de ida de uma das semifinais da Copa do Brasil de Futebol Feminino. A partida em questão foi Associação Desportiva Centro Olímpico/SP contra o Vitória de Santo Antão Associação Acadêmica e Desportiva/PE

Essa competição foi iniciada com 32 equipes divididas em 16 grupos, sendo disputada desde o início no sistema de mata-mata, com jogos de ida e volta, com exceção da primeira e segunda fases, nas quais, vitória do time visitante por diferença de dois ou mais gols, elimina a partida de volta. Nesse contexto, o time paulistano estreou na competição, fora de casa, contra o CEPE/Duque de Caxias/RJ, vencendo por 4 x 0 e eliminando o jogo de volta. Na sequência, enfrentou o Atlético Mineiro, vencendo as duas partidas (2 x 1 e 5 x 0). Em seguida teve como adversário o Vasco da Gama, tendo empatado o primeiro jogo em 0 x 0 e vencido o segundo por 3 x 0, chegando à semifinal. 

Pelo lado das pernambucanas, a trajetória foi iniciada contra o Boca Júnior/SE, com uma goleada de 9 x 0, sem a necessidade do jogo de volta. Em seguida, teve pela frente o América de Natal, tendo aplicado uma sonora goleada de 15 x 0, sendo que também não precisou da segunda partida. Na sequência, cruzou com o Pinheirense/PA e o venceu por duas vezes (2 x 0 e 1 x 0), carimbando o passaporte para a semifinal. 

Ao chegar no Pacaembu, a minha primeira ação foi obter as escalações das duas equipes, que utilizaram os antigos vestiários localizados atrás da meta do portão principal, me remetendo aos velhos tempos. Analisando as duas formações, observei que os dois times estavam recheados de ex-atletas do Santos FC, que desativou o departamento de futebol feminino, sendo que o time de São Paulo contava com 10 ex-santistas (5 titulares e 5 suplentes), enquanto o Vitória apresentava 8 ex-Sereias da Vila (6 titulares e 2 reservas). Por conta dos dois elencos, a expectativa era de uma partida equilibrada. 

Conseguidas as escalações, subi para o gramado e, junto à lateral, fiquei aguardando a entrada das equipes e do quarteto de arbitragem, com o objetivo de fazer as tradicionais fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo: 


A.D. Centro Olímpico - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna. 


Vitória de Santo Antão A.A.D - Vitória de Santo Antão/PE. Foto: Orlando Lacanna. 


Quarteto de arbitragem e as duas capitãs. Foto: Orlando Lacanna. 


A linda Maurine, uma das várias ex-Sereias da Vila, agora defendendo as cores do Centro Olímpico. Foto: Orlando Lacanna. 

Com a bola em movimento, o Centro Olímpico tomou iniciativa de ir ao ataque e foi criando alguns momentos de perigo ao setor defensivo pernambucano, como aconteceu logo aos 2 minutos, quando a camisa 10 Gabi (ex-Santos) desviou de cabeça, um cruzamento vindo da direita, assustando a goleira Thaís. Aos 9 minutos, foi a vez da camisa 7 Debinha criar problemas à defesa do Vitória, mas a goleira Thaís praticou difícil defesa, demonstrando ótimo reflexo. 


Ação ofensiva do Centro Olímpico pela esquerda no começo da partida. Foto: Orlando Lacanna. 

O domínio paulista continuou e, aos 15 minutos, a goleira do Vitória voltou a mostrar serviço ao defender uma arremate venenoso da camisa 23 Naty, porém, na marca dos 26 minutos, não teve jeito e o Centro Olímpico chegou à marcação do seu gol, através de Gabi, que invadiu a área pela direita e arrematou cruzado, com a goleira chegando a tocar na bola, mas não evitando que a gorduchinha fosse para o fundo da sua meta. 


Momento exato do arremate de Gabi, que resultou no gol do Centro Olímpico. Foto: Orlando Lacanna. 


Bola indo morrer no fundo da rede pernambucana, com a linda bandeira do Vitória ao fundo. Foto: Orlando Lacanna. 

Em inferioridade no placar, as meninas do Vitória foram com mais determinação ao campo ofensivo e passaram a exigir mais atenção da defesa paulistana, sendo que aos 32 minutos, o Vitória levou grande perigo à goleira Vivi, que tirou com os olhos uma cobrança de falta executada por Thaisinha (ex-Santos), com a bola passando muito perto do travessão. 


Bola raspando o travessão em cobrança de falta de Thaísinha. Foto: Orlando Lacanna. 

Mesmo em vantagem, o Centro Olímpico esteve mais próximo da marcação do seu segundo gol, do que o Vitória chegar à igualdade. Aos 39 e 46 minutos, a goleira visitante entrou em ação novamente e evitou que a sua meta fosse vazada de novo, praticando outras duas boas defesas, neutralizando arremates de Gabi e Karen (também ex-Santos). Apesar do maior domínio do Centro Olímpico, o Vitória quase chegou ao empate, aos 43 minutos, num lance em que a goleira Vivi e a camisa 19 Andréia não se entenderam e quase entregaram o gol de bandeja, mas conseguiram se recuperar e, com isso, o primeiro tempo foi encerrado com a vantagem mínima a favor das paulistas. 

Na segunda etapa, logo no começo, aos 2 minutos, o Vitória chegou forte no ataque, através da sua camisa 10 Bia (outra ex-Santos), mas na hora da conclusão, a zaga paulista conseguiu atrapalhar a atacante pernambucana, que acabou perdendo o equilíbrio e finalizou fraco e pra fora. Foi a melhor chance do Vitória até aquele momento da partida. A resposta do Centro Olímpico foi quase imediata, pois aos 4 minutos, Naty penetrou pela esquerda, limpou a zaga e cruzou com precisão para trás, encontrando Gabi, que concluiu por cima do travessão, desperdiçando ótima chance. 


Bola alçada na área do Vitória no início da segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna. 

Apesar do maior ímpeto ofensivo do Vitória, foi o Centro Olímpico que criou as melhores chances de alterar o placar, como aconteceu aos 11, 23 e 24 minutos, em jogadas que foram concluídas por Gabi (duas vezes) e Karen, sendo que no primeiro e terceiro lances, a goleira Thaís salvou a lavoura nas duas oportunidades, constituindo-se no grande nome do jogo. No segundo lance, a bola foi para fora, porém levou perigo. 

Nos últimos 10 minutos o Vitória foi com tudo, uma vez que um gol na casa do adversário seria muito importante na definição da equipe que seguirá na competição. O melhor momento do "Tricolor das Tabocas", aconteceu na marca dos 43 minutos, quando a camisa 99 Carol Baiana mandou de cabeça a bola para o fundo da rede paulista, mas a assistente levantou a bandeira e o gol não foi validado. Não houve reclamações. 


Boa defesa da goleira Vivi do Centro Olímpico nos minutos finais da partida. Foto: Orlando Lacanna. 


Detalhe do gol não validado do Vitória no fim da partida. Foto: Orlando Lacanna. 

Fim de jogo com o placar eletrônico do Pacaembu mostrando Centro Olímpico 1 - 0 Vitória, resultado que dá a vantagem do empate ao time paulista no jogo de volta, que definirá uma das vagas à final e que será realizado em Vitória de Santo Antão/PE, no Estádio Severino Cândido Carneiro, no próximo sábado, dia 26/5. O time pernambucano para avançar precisa vencer por dois gols de diferença ou repetir o placar de 1 x 0, levando a decisão para os pênaltis. A equipe vencedora dessa semifinal, enfrentará o vencedor de São José/SP e São Francisco/BA, que também jogaram no último sábado, com a vitória sendo conquistada pelas paulistas por 4 x 1. Portanto, podemos ter uma final entre duas equipes de São Paulo. Agora é aguardar os jogos de volta. 

Partida encerrada e um pequeno giro pela Avenida Paulista, recordando os velhos tempos do meu antigo "front", porém não demorei muito, pois teria que dormir cedo, uma vez que no domingo de madrugada iria iniciar mais uma viagem ao interior, para cobrir mais uma decisão de título de uma das competições de acesso, mas isso é papo pra outro post. Foi isso. 

Abraços, 

Orlando

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

No sufoco, a Inter de Limeira vence o Vitória/PE pela Copinha

Opa,

Após a goleada santista, foi a vez do time da casa entrar no gramado do Estádio Major José Levi Sobrinho para a segunda apresentação na Copa São Paulo de Futebol Júnior. A Internacional local tinha como adversário o Vitória de Pernambuco, time que já tinha visto in loco em 2011, também pela Copinha.

O empecilho para fazer as fotos posadas dessa vez era o enorme temporal que estava prestes a cair na cidade. Na base da sorte, fiz as imagens segundos antes do dilúvio chegar.


AA Internacional (sub-18) - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Vitória de Santo Antão AAD (sub-18) - Vitória de Santo Antão/PE. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem da partida e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Depois da vitória santista, a Inter precisava vencer para igualar a pontuação do alvinegro da Vila Belmiro. Mesmo empurrado pela torcida, o Leão da Paulista não fez bom jogo na primeira metade do tempo inicial. O time teimava em cruzar a bola na área, mas os zagueiros pernambucanos neutralizavam o perigo de forma tranquila.


Bola cruzada pela Inter no começo do jogo contra o Vitória/PE. Foto: Fernando Martinez.

Já o Vitória também não fez muito, mesmo tentando surpreender o goleiro local em chutes de longe. Enquanto o jogo rolava, um verdadeiro dilúvio caía em Limeira, refrescando a boa torcida presente e já nos preocupando em relação a viagem de volta para São Paulo.


Outra falta, mas que acabou batendo na barreira pernambucana. Foto: Fernando Martinez.

Aos 28 minutos aconteceu a primeira chance real de gol para o onze limeirense, numa bola na trave após grande cobrança de falta. A torcida ainda soltou o famoso "uhhh" algumas vezes nas sempre presentes bolas alçadas, mas nada digo de registro. O primeiro tempo se encerrou com o murcho 0x0 e ainda com muita chuva.

O intervalo foi legal, pois continuei a atualizar os posts do final-de-semana com uma trilha sonora que contou, entre outras pérolas, com a música Girls Just Wanna Have Fun, da Cyndi Lauper. Acho que nem em 1983, ano do lançamento desse disco, eu poderia escutar isso num estádio de futebol. Obrigado, Internacional!


Detalhe de mais uma falta na intermediária para o time local. Foto: Fernando Martinez.

A segunda etapa começou e aos 4 minutos a Inter quase marcou o primeiro em chute fraco pelo alto, mas que obrigou o goleiro pernambucano a fazer defesa complicada, bem em cima da linha do gol. Aos 6, o arqueiro visitante apareceu bem novamente mandando pra escanteio grande chute da intermediária.


Outro cruzamento do time limeirense. Foto: Fernando Martinez.

O Vitória chegou pela primeira vez aos 10 minutos, em chute de longe que o goleiro local bateu roupa, mas nenhum que atacante soube aproveitar. Conforme o tempo foi passando, a torcida foi se irritando cada vez mais com a quantidade enorme de conclusões erradas da equipe local. Os atacantes da Inter propiciaram lances bisonhos, e erros foram vistos em profusão.

Aos 23 veio a maior chance do jogo, em bola cruzada para a pequena área, mas que um dos atacantes do Leão chutou na trave, mesmo sem goleiro. A toada do jogo foi seguindo assim até os minutos finais, levando a torcida ao desespero. Pior, eu já avistava mais um horroroso 0x0 no horizonte.


Boa jogada pela direita no final do jogo. Desespero à vista. Foto: Fernando Martinez.

Com muita vontade, mas sem nenhuma objetividade, o onze limeirense buscava o gol de todas as formas. Escutei de alguns jornalistas que a única forma do zero sair do marcador viria dos pés do camisa 10 do time. E não deu outra, pois esse jogador segurou uma bola pela direita, entrou na área e sofreu pênalti. O lance foi aos 47 minutos, e a torcida foi ao delírio.


Cobrança de pênalti que decretou a vitória da Inter em cima do Vitória/PE. Foto: Fernando Martinez.

A cobrança foi feita pelo atleta Marcos, que chutou forte e sem chances para o arqueiro pernambucano, fazendo a enorme festa do pessoal que ainda estava nas dependências do Major José Levi Sobrinho. Final de jogo: Inter de Limeira 1-0 Vitória/PE. Esse suado triunfo deixou a equipe do interior paulista com os mesmos seis pontos do Santos e com três gols positivos de saldo. Na rodada final, a equipe depende de um empate para conquistar seu lugar na próxima fase da Copinha.

Como tínhamos bastante tempo até o horário do ônibus para São Paulo sair, ficamos um bom tempo fazendo uma boquinha numa barraca de sandubas na porta do Limeirão. O lanche de calabresa ganhou uma nota 6, algo só um pouco acima do razoável na escala JP de se alimentar em estádios. Fora que os preços estão mais caros do que os vistos em São Paulo.

Satisfeitos, mas com um rombo no bolso, subimos de volta para a avenida que fica pertinho do Limeirão, e sem problemas pegamos nosso ônibus às 21:40 com destino à capital do estado. Chegamos tarde mais uma vez, cansados e dispostos a fazer da segunda-feira um dia somente de descanso. Mas na terça e na quarta tinha mais Copinha na pauta do JP.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Nacional vence a segunda partida pelo Grupo X da Copinha

Opa,

Graças ao dilúvio que caiu em São Paulo e adjacências na tarde de sábado, e a uma rodada dupla de futebol americano na TV, acompanhei somente dois jogos na segunda rodada da primeira fase da Copa São Paulo de Juniores, isso no domingo. Mas foram jogos especiais num tradicional palco do futebol paulista. Mesmo com portões fechados, estive no Estádio Nicolau Alayon para o segundo dia de disputas do Grupo X. E o primeiro jogo da minha jornada foi entre o Nacional e o pernambucano Vitória das Tabocas. Vale lembrar que essa equipe era antigamente conhecida somente como Vitória.

Entrei sem problemas para fazer as matérias dos dois jogos, praticamente de forma exclusiva. As arquibancadas estavam às moscas, somente com a presença de alguns membros das comissões técnicas, e só. Mas independente disso, as fotos foram obtidas sem problema algum.


Nacional AC (sub-18) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


AAD Vitória das Tabocas (sub-18) - Vitória de Santo Antão/PE. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Fernando Martinez.

Vitorioso na rodada inicial, o Nacional buscava mais uma triunfo para ficar com grandes chances de se classificar para a próxima fase, algo que não acontece desde 2005. Aliás, nos últimos 14 anos, o time da Barra Funda só foi além da primeira fase uma vez. Uma situação bastante ruim para um time que já foi duas vezes campeão da Copinha.

Para os pernambucanos, que sofreram uma doída derrota apenas no último minuto na estreia contra a Portuguesa, a ordem era sacudir a poeira e tentar os três pontos. Estreante na competição, o Vitória é o oitavo time pernambucano a disputar a Copinha. E na minha lista eu já tenho jogos dos outros sete times, graças a isso "completei a coleção" nessa partida.


O Nacional chegou sempre pela esquerda do ataque durante o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas os atletas não corresponderam tanto na primeira etapa. A partida foi muito embolada no meio de campo, sem que as duas equipes criassem chances claras de gol. Como sempre, o calor atrapalhou bastante, inclusive o que vos escreve, e a maior emoção foi saber como conseguiria copinhos d'água gelados para saciar a interminável sede.


Boa oportunidade para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

O tempo inicial terminou com o placar em branco. Aproveitei então o intervalo para conversar com o supervisor do clube, o sempre simpático Carlinhos, sobre os planos do Naça para 2011. Com uma parceria de uma empresa de marketing, o time busca planos de sucesso nesse ano. O diretor da empresa, Roberto, discorreu sobre as ideias para todas as dependências do time ferroviário, e posso dizer que os planos são fantásticos. Eles incluem até uma eventual instalação de iluminação no estádio. Torço desde já para que dê certo.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

Interrompi o bom papo para acompanhar o segundo tempo das tribunas da Comendador Souza, já que não sou de ferro. E o Vitória das Tabocas simplesmente morreu fisicamente durante o tempo final, e o Nacional se aproveitou disso.

Bom, na verdade não se aproveitou muito, já que seus atacantes conseguiram perder muitos, mas muitos ataques com oportunidades agudas de gol. O pessoal da comissão técnica do Naça chegou às vias do desespero com as chances perdidas. Pior que o tempo era implacável, e o jogo corria rápido para o seu final sem o gol dos donos da casa.


Ótima saída do goleiro pernambucano ao final do tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.

Pior que eu já me preocupava com a chance do segundo 0x0 em três jogos, algo inédito na minha sequência de mais de 1800 jogos ao vivo. Mas aos 42 minutos o jogdor Rodrigo salvou o dia para o time paulistano e conseguiu acertar um chute que milimetricamente foi parar no canto esquerdo do goleiro pernambucano.


Bola que percorreu toda a pequena área sem nenhum atacante do Nacional para a finalização. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Nacional 1-0 Vitória das Tabocas. O resultado deixou o Nacional com seis pontos conquistados e cinco gols de saldo. A posição na chave para a rodada final seria definida após o jogo de fundo. O time do Nordeste brasileiro foi eliminado logo na primeira fase, mas fez duas boas partidas, aonde foi somente derrotado nos minutos finais em virtude da grande diferença física. Mas o dia ainda não tinha terminado na Comendador Souza...

Abraços!

Fernando