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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Ibrachina elimina o grande Santa Cruz e está entre os 64

Texto e fotos: Fernando Martinez


O duelo que encerrou a última rodada do Grupo 30 da Copa São Paulo de Futebol Júnior definiu o segundo classificado da chave para a próxima fase. Foi mais um daqueles dignos do velho Elifoot pelo surrealismo envolvido. O novato Ibrachina recebeu o tradicionalíssimo Santa Cruz precisando de um empate.

Falei na matéria de Canaã 2x4 Botafogo/PB que não via o Belo há dez anos, e o Santinha também entra na mesma conta. Estive algumas vezes em partidas da Cobra Coral das Séries A e B (inclusive um empate contra o Corinthians em 2001 por 2 a 2 que eu não tenho nenhuma lembrança a respeito... ainda bem que tenho tudo anotado) até 2007 e depois as aparições praticamente sumiram. Desde então fui apenas em um amistoso do tricolor contra o Campinense no Arruda em 2012 em uma viagem surreal que até hoje não acredito que fiz e um confronto contra o Ceará pela Copinha em 2013.



Ibrachina e Santa Cruz, dois times que nunca irão se cruzar em categorias adultas, frente à frente na Copinha 2023


O árbitro Leonel Marcos Fialho da Silva, os assistentes José Lucas Cândido de Souza e Juliano Cesar dos Santos Moreno, o quarto árbitro Gustavo Henrique da Silva e os capitães das duas equipes

Já o Ibrachina é figurinha carimbada nos cronogramas desde que surgiram, no meio da pandemia, em 2021. Ir no seu campo, que fica na Rua Borges de Figueiredo, na Mooca, é saber que vai ver um jogo de boa, sem aperto. Se ficar muito sol ou se chover demais, você se protege sem problemas. Sim, a grade atrapalha para tirar fotos quando estamos fora, porém, é um lugar bastante agradável.

O clima estava agradável, pena que o jogo em si não tenha sido tão bom quanto. Sem dar sopa ao azar, o Ibrachina abriu o marcador aos sete minutos. Fabricio avançou pela esquerda, entrou na área e finalizou forte. Thiago Henrique defendeu e a bola subiu no quarto andar. Um dos zagueiros se preparava para afastar, mas Jucélio apareceu primeiro, tocou de cabeça e colocou os paulistas na frente.

O Santa Cruz agora teria que fazer dois gols, só que não chegou nem perto disso. A equipe atuou praticamente sem nenhuma inspiração e não assustou a meta defendida pelo goleiro Kauê. O tempo inicial não foi nenhuma maravilha e o final foi pior. Fica difícil até escrever algo a respeito. Os pernambucanos ficaram com um a menos aos 29 minutos com a expulsão de Ruan Robert e o Ibrachina passou, com toda a razão, a se considerar na segunda fase. Aos 40 minutos, em investida pela esquerda, Mauro recebeu e chutou cruzado, definindo o placar final.







Apesar da expectativa, não foi um bom duelo entre Ibrachina e Santa Cruz na Mooca




O segundo tempo foi super devagar e salvou apenas pelo gol do time paulista na reta final

O Ibrachina 2-0 Santa Cruz colocou os paulistas entre os 64 melhores times da Copa São Paulo, assim como em 2022. Na próxima fase, eles enfrentarão o Vasco, primeiro colocado do Grupo 29. Falando nisso, nem bem tinha acabado a peleja na Mooca e saí correndo de lá junto com o jovem decano Milton. Tínhamos outra rodada dupla na Grande São Paulo e não podíamos vacilar.

Até lá!

Ficha Técnica: Ibrachina 2-0 Santa Cruz

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Leonel Marcos Fialho da Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Vieira, Léo, Kauã, Vinicius, Wenderson, Ruan Robert; Cartão vermelho: Ruan Robert 29 do 2º; Gols: Jucélio 7 do 1º e Mauro 40 do 2º.
Ibrachina: Kauê; Flavio, Léo, Carlos e Vieira; Matheus Maycon, Gabriel Miranda e Victor Moura (Danillo); Fabricio (Matheus Gabriel) (Vinicius), Jucélio (Kauã) (Marquinhos) e Mauro (Gustavo Paulo). Técnico: Leandro Mehlich.
Santa Cruz: Thiago Henrique; Dudu, Ruan Robert, Jonathan e Jonas (Raí); Igor Cezario (João Vitor), Wenderson (Alleph) e Anthony (Alejandro); Ezequiel, Keven (Hugo) e João Guilherme (Diego). Técnico: Felipe Alves.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Cobra Coral dá bote certeiro e mata bacalhau na Série B

Salve amigos!!

Um inesperado final de semana em Recife, para conhecer minha recém nascida afilhada, não poderia deixar de fora a passagem por um estádio de futebol. Infelizmente, uma partida nada perdida, mas quando se está entre os fanáticos torcedores do Santa Cruz, o contentamento de um amante de futebol beira a plenitude.

Agradeço aqui ao amigo Esequias Pierre, que muito amavelmente me ciceroneou pela Veneza Brasileira, e ainda me agraciou com o CD de uma Troça Carnavalesca organizada por torcedores do Santinha, e três simpáticas cobrinhas, mascotes da equipe.


Detalhe do carinho recebido por Pierre. Foto: Estevan Azevedo.

Depois de me buscar em Olinda, passamos pelos arredores do Arruda, coletando outros torcedores tricolores e rumamos à Arena Pernambuco, palco de cinco pelejas na última Copa, e estádio já visitado por mim em duas oportunidades na Copa das Confederações 2013. O jogo? Santa Cruz x Vasco da Gama pelo Campeonato Brasileiro da Série B.

Dessa vez, deixei o esquema metrô-ônibus e aproveitei a carona do amigo, que lamentava o fato de o Santa não jogar no Arruda, estádio central e de fácil acesso. Realmente, chegar a Arena tem sido um martírio para os pernambucanos. No meu caso, o jogo era um sábado à tarde, e pegamos muito trânsito por conta de diversas pessoas que se dirigiam para diferentes destinos no interior do estado.


Arena Pernambuco, versão pós-Copa. Foto: Estevan Azevedo.

Já próximo ao palco da partida, a organização do trânsito não é das melhores. A impressão que fica é a de que os (des)organizadores realmente se reúnem na véspera a fim de descobrir um meio de causar o maior transtorno possível. Bom, pelo menos o estacionamento é amplo e pertinho do acesso às arquibancadas. Embora não haja segurança nenhuma no local, apesar do salgado valor pago pela vaga.


Nossa visão durante a partida. Foto: Estevan Azevedo.


Papai Joel observando atentamente a equipe. Foto: Estevan Azevedo.

Entramos minutos antes do apito inicial, e nos posicionamos na direção de um dos córneres, a fim de fugir dos raios solares. A primeira etapa foi amplamente dominada pelo Santa Cruz, que manteve a posse de bola no campo de ataque e criou boas chances, mas sem conseguir abrir o placar. O Vasco mal respondia, apenas conseguiu conter o ímpeto pernambucano após os 30 minutos. Mas nesses quinze minutos finais apenas cozinhou o galo, mal chegando próximo do gol pernambucano.


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Zaga vascaína cortando cruzamento. Foto: Estevan Azevedo.

No intervalo provei uma saborosa paleta mexicana de paçoca, espécie de sorvete fabricado na Bahia e vendido na Arena. Com pedaços enormes de paçoca no corpo da guloseima, ganhou fácil o selo JP de qualidade. Uma especiaria requintada, das que raramente podem ser encontradas em canchas nacionais.


Uma das raras subidas do Vasco ao ataque na primeira etapa. Foto: Estevan Azevedo.


O segundo tempo foi jogado com iluminação artificial. Foto: Estevan Azevedo.

A partida mudou na segunda etapa. O Santa Cruz demonstrava cansaço, e o Vasco se aproveitava de sucessivas falhas na saída de bola pernambucana, e levava bastante perigo. Os donos da casa pareciam fadados a sucumbir a qualquer momento, e o gol vascaíno amadurecia.



O arqueiro do Santinha teve muito trabalho na etapa final mas conseguiu cumprir bem seu papel. Fotos: Estevan Azevedo.

Eis que, aos 40 minutos de jogo, a estrela de Osvaldo Canindé, o técnico pé-quente com grande experiência por clubes nordestinos, brilhou com força. Dois jogadores que entraram na segunda etapa deram novos rumos à partida. Renatinho, no campo de defesa, viu Cassiano sozinho pela direita do ataque e fez um lançamento perfeito. Cassiano deslocou o zagueiro vascaíno, centrando a bola, penetrando na área e tocando no canto direito do goleiro vascaíno, para delírio da fanática torcida coralista.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Azevedo.


Ataque tricolor no segundo tempo. Foto: Estevan Azevedo.

Fim de jogo, Santa Cruz 1x0 Vasco, resultado que deixou o Santinha em sétimo lugar, e o Vasco em terceiro, ao final da rodada. O acesso ainda está muito difícil para os pernambucanos, mas o momento do time é bom, e se a sequência de bons resultados continuar, o clube pode surpreender, após um início muito ruim.

O Vasco, apesar da irregular temporada, deve confirmar o acesso. O título, porém, está custando muito caro para o clube, que talvez não tenha garrafas vazias pra vender em número suficiente. Os adversários já estão falando que o bacalhau será vice.


Com Pierre a direita, a rapaziada presente se reuniu pra registrar o momento. Foto: Transeunte.


Escultura “O Artilheiro”, de Abelardo da Hora, valorizando o entorno do estádio. Foto: Estevan Azevedo.

Se chegar no estádio foi complicado, a saída não foi diferente. Com as cerca de 20 mil pessoas presentes se retirando praticamente ao mesmo tempo, os poucos acessos ficam congestionados rapidamente, num verdadeiro caos.

Com a sabedoria de um “Jurandyr”, Pierre se embrenhou por entre caminhos de São Lourenço da Mata e Camaragibe, e com segurança retornamos a Recife, a tempo de visitar o largo onde, há 100 anos, começou a história do Santinha. Um delicioso arrumadinho de bacalhau (não poderia ser outro o prato do jantar) e algumas biritas depois, Pierre ainda me levou até o meu QG, em Jaboatão dos Guararapes.

Foi isso! Até a próxima!

Estevan

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Santa Cruz derrota o Ceará em clássico nordestino no Grupo N

Opa, 

Fechando a primeira rodada do Grupo N da 44ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, o público presente no Estádio Vereador José Pereira em Sumaré viu um importante clássico nordestino: Ceará x Santa Cruz/PE. Mas apesar de ser um duelo repetido inúmeras vezes no profissionalismo, na Copinha a história é outra. 

Essa é primeira vez que os dois times disputam a mesma edição do certame. O Ceará faz apenas sua sexta participação (disputou antes em 1985, 2009, 2010, 2011 e 2012), nunca tendo conseguido passar da primeira fase. O Santinha disputou um número maior de campeonatos, mas estava fora do torneio desde 2006. A melhor colocação da Cobra Coral foi o sexto lugar em 1992. 


Ceará SC (sub-20) - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez. 


Santa Cruz FC (sub-20) - Recife/PE. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Na hora em que o árbitro iniciou a peleja todo o marasmo do primeiro jogo se repetiu. As duas equipes não mostraram um bom futebol e fizeram uma partida bastante truncada e concentrada no meio de campo. Para tristeza dos amantes do ludopédio, vimos poucos lampejos de lucidez no setor ofensivo. 


Chute cruzado que originou o primeiro gol do Santa Cruz na partida contra o Ceará. Foto: Fernando Martinez. 


Goleiro cearense indo buscar a pelota no fundo das redes no gol inicial da peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Os melhores lances ficaram por conta do Santa Cruz, o time que mais se destacou entre os quatro da chave sem sombra de dúvida. Sem muito esforço, o onze pernambucano chegou aos 3x0. Os dois primeiros gols saíram ainda no tempo inicial, com Marainha e Wagner marcando. 


Wagner marcando o segundo dos pernambucanos. Foto: Fernando Martinez. 


Atacante do Santa tomando um coça dentro da área cearense. Foto: Fernando Martinez. 

O terceiro aconteceu aos 11 do tempo final com Auteni. O Ceará ainda diminuiu aos 24 através de Dener, mas nada que atrapalhasse a boa estreia do Santinha. Só que no geral não gostei muito do futebol apresentado nessa chave. De todas que acompanhei até aqui, com certeza foi a mais que deixou a desejar. 


Atletas apostando corrida na lateral esquerda. Foto: Fernando Martinez. 


Chegada forte da zaga do Ceará. Foto: Fernando Martinez. 

No final, o placar ficou em Ceará 1-3 Santa Cruz. Santinha e Sumaré terminaram a jornada inicial na liderança do Grupo N. Na rodada dessa quarta-feira, o time pernambucano sapecou um 3x0 contra o time paulista, se isolando na liderança. Cearenses e os roraimenses do São Raimundo ficaram no empate e acabaram eliminados. 

Só que nós nem esperamos o apito final do clássico nordestino para pegarmos o boné e deixarmos as dependências do Vereador José Pereira. O cronograma estava apertado, e como a jornada vespertina estava marcada para começar às 14 horas, não tivemos outra opção senão irmos embora. Tudo para vermos um dos grupos mais legais dessa edição da Copinha na cidade de Rio Claro. 

Até lá! 

Fernando

quarta-feira, 13 de junho de 2012

JP no Recife (1 de 2): A estreia no Nordeste com um amistoso sensacional no Arruda

Fala pessoal! 

No final da minha mini-turnê profissional, que rolou em março e abril passados decidi juntar uns trocados e armar para junho uma viagem baseada no futebol, o melhor tipo de turismo para o pessoal do JP. Após pesquisar bastante tabelas de campeonatos diversos, decidi montar um esquema monstro e segui firme e forte para enfrentar o calor de Recife, a "Veneza Brasileira" e capital do estado de Pernambuco. 

Cheguei na calorenta cidade na tarde da sexta-feira passada e depois de dois dias de turismo "normal" - que incluiu um genial bate-volta até João Pessoa no sábado - o domingo foi reservado para uma rodada dupla em dois dos três principais estádios da cidade. E minha estreia em pelejas na Região Nordeste não poderia ter sido em melhor estilo, já que a agenda marcava um amistoso interestadual entre Santa Cruz e Campinense no sensacional Estádio José do Rego Maciel, também conhecido como Mundão do Arruda


Entrada principal do Estádio José do Rego Maciel, o Arruda. Foto: Fernando Martinez. 

Era sonho de criança visitar o Arruda, já que além de ser o maior palco do futebol pernambucano, foi o lugar de alguns jogos que guardo bem na minha memória. Dois são especificamente nos tempos em que eu ainda me importava com o escrete canarinho. O primeiro uma vitória de 2x0 contra o Paraguai pela Copa America de 1989 com mais de 87 mil pagantes, e o segundo a sensacional goleada de 6x0 contra a Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994, quando 96.200 torcedores pagaram ingresso. Desde então, eu coloquei na cabeça que precisava ver uma partida ali. 


Visão do sensacional Estádio do Arruda, casa do Santa Cruz. Foto: Fernando Martinez. 

Só que por muito pouco esse meu sonho não fica comprometido. Tudo graças à lamentável sucessão de liminares que adiaram o início das Séries C e D do Campeonato Brasileiro 2012. No dia 10 de junho, a tabela original da terceirona marcava um Santa Cruz x Rio Branco do Acre, o jogo principal da minha viagem. Sorte que o pessoal do "Mais Querido" vem marcando alguns amistosos oficiais (amistosos e não jogos-treino, ouviram, times paulistas?) enquanto o certame não começa. 

E o jogo contra o Campinense foi nada mais, nada menos do que o confronto entre os respectivos campeões estaduais desse ano. O time paraibano também aguarda a definição do triste lenga-lenga que fez o futebol brasileiro retroceder cerca de 25 anos, mas pela Série D. A Raposa está no Grupo 3 da última divisão nacional junto com Baraúnas, Horizonte, Petrolina e Ypiranga/PE. 


Times alinhados para o início do amistoso. Foto: Fernando Martinez. 

Bom, para ver a peleja armei um esquema ninja no dia anterior, já que o hotel aonde estava hospedado era bem longe da casa tricolor. Com uma providencial carona, cheguei na porta do Arruda bem antes do apito inicial para garantir meu ingresso sem percalços, já que a promessa era de um bom público, algo normal nos jogos do clube. Ao andar em volta do estádio pude ver as vigas de sustentação de um dos anéis superiores que avançam em cima da Rua das Moças, acesso da parte lateral. Pena que por um lapso não fiz nenhuma foto dali. 

Ingresso na mão e então fui passear um pouco pelo centro antigo de Recife e também passar na porta da Ilha do Retiro. Fiz algumas imagens da casa do maior rival do Santa Cruz e finalmente voltei de vez para o palco do primeiro jogo do domingo. Logo ao entrar nas dependências do José do Rego Maciel fiquei impressionado com o tamanho do estádio. Com certeza é um dos maiores que visitei até hoje e além disso me lembrou bastante o Monumental de Nuñez, casa do River Plate. 


Zaga do Santa Cruz iniciando um ataque da equipe. Foto: Fernando Martinez. 


Boa chegada do Campinense pela direita. Foto: Fernando Martinez. 

Falando do jogo, o bom público presente no Arruda na quente tarde de domingo não teve tantos motivos pra comemorar durante os primeiros 45 minutos. A primeira metade do tempo inicial foi de estudos, e nenhuma das equipes apresentou um futebol vistoso. Depois dos 20 minutos o Santa passou a incomodar de leve o goleiro paraibano, e aos 31 minutos o atacante Dênis Marques, o "Predador Coral" acertu um chutaço e colocou o onze local na frente do marcador. 


Ataque do santa Cruz pelo alto no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

O Campinense acordou e se lançou ao ataque durante o restante do primeiro tempo. Aos 36 a equipe chegou ao empate com um golaço de Charles Wagner, que chutou de fora da área e, contando com um leve desvio no zagueiro, colocou a pelota no fundo das redes de Diego Lima. Antes do apito final, o mesmo Diego Lima fez milagre em cobrança de falta do Campinense e levou o jogo para o intervalo com a igualdade por um gol. 


Cobrança de falta para a Raposa que obrigou o goleiro Diego Lima a fazer uma belíssima defesa. Foto: Fernando Martinez. 


Dois momentos aprazíveis durante o amistoso. Primeiro um simpático cachorrinho que, mesmo sem pagar ingresso, perambulava sem destino pelas arquibancadas e depois um grupo de policiais curtindo uma boa roda de resenha atrás do gol. Fotos: Fernando Martinez. 

Após um intervalo aonde fiquei zanzando pelas arquibancadas do Arruda, o segundo tempo começou com a noite dando as caras por lá e os refletores já ligados. O Santa voltou um pouco melhor e fez dois gols seguidos aos 11 e 12 minutos. O segundo foi novamente de Dênis Marques e o terceiro foi de Renatinho, que finalizou de forma certeira uma jogada com ótima troca de passes de todo o ataque pernambucano. 


Escanteio para o time pernambucano já no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 


Outro bom ataque do Santa. Foto: Fernando Martinez. 

Perdido por três, perdido por dez, o Campinense então resolveu ocupar o campo defensivo do Mais Querido, causando grande preocupação na torcida e na zaga local. Diego Lima fez milagre aos 23, mas aos 28 não teve como defender a cabeçada de Adriano. A Raposa continuou no ataque e aos 41 minutos teve a maior oportunidade de deixar tudo igual novamente depois da marcação de uma penalidade máxima. Mas Adriano bateu mal o pênalti e o arqueiro tricolor fez a defesa. 


Lance aonde a zaga do Santa Cruz cometeu pênalti aos 40 do segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 


Detalhe do pênalti perdido por Adriano aos 41 minutos. Diego Lima segurou a vitória. Foto: Fernando Martinez. 

No final, o marcador não foi mais alterado e a peleja acabou mesmo com Santa Cruz 3-2 Campinense. O campeão pernambucano agora continua com sua sequência de treinamentos para a Série C, enquanto os paraibanos fazem o mesmo aguardando o início da quarta divisão nacional. A única certeza é que ambos precisam ainda melhorar caso queiram pensar em acesso. 

E nem deu pra ficar perdendo muito tempo após o término do amistoso, e logo saí do Arruda para encontrar um táxi que me levasse à segunda partida do domingo. E não foi um jogo perdido, mas fui mesmo assim pois era uma chance única de "matar" mais um estádio.. 

Até lá! 

Fernando

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Mais uma vacilada rubro-verde pela Série B

Opa,

Continuando com os posts do final-de-semana, e mesmo sem ter visto jogos do naipe que o Orlando viu na sua fantástica viagem pelo Distrito Federal, sexta à noite eu e o Jurandyr seguimos até o Estádio do Canindé para mais um jogo do Campeonato Brasileiro da Série B. A pedida da vez era seguir a saga lusitana rumo à Série A em 2008. Entraram em campo então os times da Portuguesa e do Santa Cruz, fazendo uma campanha mediana no campeonato.

O jogo era crucial para as pretensões rubro-verdes, já que o time praticamente perdeu dois pontos na terça-feira anterior jogando com o Paulista em Jundiaí. Três pontos em casa eram essenciais para a campanha continuar boa. E o time começou animado com o grande público presente no estádio e logo aos 7 minutos abriu o placar em gol do jogador Erick.


Visão geral do jogo entre Portuguesa e Santa Cruz. Foto: Fernando Martinez.

A Portuguesa continou em cima do time pernambucano e não dava espaços aos visitantes. Apenas em poucos contra-ataques o Santa Cruz chegava, mas sem perigo ao gol dos anfitriões. E aproveitando a boa partida, o time da Portuguesa logo chegou ao segundo gol, marcado por Romeu (contra) aos 27 minutos. Parecia que o jogo seria um dos mais tranqüilos no Canindé... parecia!

Depois do segundo gol o time perdeu claras chances de ampliar o placar com seus atacantes. E seguindo e aproveitando essa certa inoperância lusitana, o Santa teve suas chances e chegou ao seu primeiro gol nos acréscimos do primeiro tempo. Em pênalti cometido de forma completamente desnecessária e sem cabimento, o jogador Nildo fez a sua parte e levou o jogo para o intervalo com a vantagem mínima para os mandantes em 2 a 1.


O Santa faz o primeiro gol, de pênalti, nos acréscimos do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, vimos realmente que o público estava animado com o tradicional bandeirão e muita cantoria. Também pudera, já que esse é o ano que a Portuguesa tem mais chances de retornar ao lugar que merece na série A do Brasileiro.


Escanteio para a Portuguesa no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas quando o jogo recomeçou, a velha sina de perder gols em casa estava de volta, e o time fazia uma pressão efêmera, sem objetividade e irritando sua torcida. E para desespero de todos o Santa Cruz então chegou ao inesperado empate. Isso aconteceu aos 15 minutos, e a jogada do gol começou, a nosso ver, em lance irregular, já que a bola claramente saiu pela linha lateral e o auxiliar número 2 não viu. E para piorar o astral, quem marcou foi ojogador Johnson, ex-atleta da Lusa e que cansou de perder gols na sua estada no Canindé.


Mais um escanteio e mais uma chance perdida pela Lusa. Foto: Fernando Martinez.

Depois do gol o panorama foi o famoso "ataque contra defesa", com a Portuguesa perdendo chances demais e perdendo a preciosa chance de somar três pontos em casa. E o jogo seguiu nesse esquema furado até seu final. Final de jogo: Portuguesa 2-2 Santa Cruz. Péssimo resultado lusitano que tira o time do G-4 e faz com que sua torcida se preocupe de novo com o desfecho do campeonato.

Bom, e depois de tudo isso voltei para casa para ficar de boa para aguardar a rodada do sábado.

Até lá

Fernando