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terça-feira, 9 de julho de 2013

Série C Carioca na periferia de Xerém: JP voltando a seu devido lugar

Salve amigos!

Após merecidas férias para acompanhar um torneio nada perdido, tive que lavar a alma em minha última passagem pela Cidade Maravilhosa. Assim sendo, no último sábado acompanhei o amigo Cláudio Burguer até a cidade de Duque de Caxias, na Grande Rio, mais precisamente em seu distrito de Xerém, já pertinho de Petrópolis, para acompanhar a emocionante disputa entre Esprof e Mangaratibense, valendo vaga na segunda fase do Campeonato Carioca da Terceira Divisão.

Minha namorada Bruna Amaral, administradora de meu “QG Maravilhoso” não poderia ficar de fora, assim como o fotógrafo Sandro Vox, a serviço do Site FutRio. Todos devidamente embarcados na nova viatura JP, o “Tefinho”, seguimos em direção do fantástico Estádio de Los Larios, chegando com antecedência suficiente para preparar material para um post da série “Estádios pelo Brasil”, a ser publicado oportunamente.

Como o grupo A do torneio é “manco”, em virtude da desistência do Rio das Ostras, a partida era de vida ou morte para o time alvirrubro, que precisava da vitória, já que folgaria na última rodada, contabilizando os pontos da vitória por WO contra o time da Região dos Lagos. Aos visitantes, bastaria o empate. Correndo por fora na briga pelas duas vagas, a equipe do Barcelona, contabilizando o WO contra o Rio das Ostras a seu favor na penúltima rodada, e tendo pela frente o eliminado Condor, da rodada derradeira.


Esprof A de FC. Foto: Estevan Mazzuia.


Grêmio Mangaratibense. Foto: Estevan Mazzuia.


Capitães entre o quarteto de arbitragem, formado por André Rodrigo Rocha, Andréia Izaura Maffra Marcelino de Sá, Eliziane Vidal dos Santos Durões e Leonardo Blanquet Mamed. Foto: Estevan Mazzuia.

O jogo começou bastante agitado e equilibrado, como pedia a disputa. As primeiras chances claras de gol, entretanto, foram dos visitantes. Aos 10 minutos, Gustavo foi lançado na direita e bateu um cruzado rasteiro de fora da área, obrigando o arqueiro Rafael da Silva a se esticar todo para impedir o tento. Antes de sair pela linha de fundo, a pelota ainda triscou o pau direito do goleiro.


Zazá (Esprof) e Dóryan (Mangaratibense) em jogada junto a lateral na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Após a pausa técnica da primeira etapa, embora os visitantes estivessem um pouco melhor na partida, o time da casa criou uma boa jogada, com Thiago descendo pela esquerda e cruzando rasteiro para o miolo da pequena área. O gol teria sido inevitável, mas Luiz não alcançou a bola.


Ataque do Mangaratibense na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.


Detalhe de uma partida bem disputada no Larião. Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar de demonstrar mais qualidade no posicionamento e no toque de bola, o time do Boto Cinza dava espaço ao Esprof, que subia ao ataque com bastante perigo, mas sem conseguir finalizar a gol. Dessa forma, os atletas foram para o chuveiro sem que as redes da Toca dos Tigres fossem balançadas.


Arqueiro Rafael Jesus foi fundamental aos visitantes. Foto: Estevan Mazzuia.


Mais uma boa briga ainda na primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Para a segunda etapa fui acompanhar a partida das arquibancadas, e não vi uma grande mudança no panorama da partida. O treinador Márcio Moreira mexeu no time, tentou de tudo, mas o gol não saía para a equipe cabofriense.


Visão panorâmica do Los Larios, por ocasião da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Com o calor em Xerém, já era esperado que a qualidade do jogo caísse gradativamente, e nenhuma chance clara de gol foi criada, em que pese a boa aplicação dos atletas em campo. Se houve falta de criatividade, não foi por falta de esforço dos jogadores.


Moreno cobrando falta...


... e zagueiro se esticando pra defender o Mangaratibense. Fotos: Estevan Mazzuia.

Já no final, os corações foram para nas pontas das chuteiras, e as táticas ficaram esquecidas nas pranchetas dos treinadores. Assim, aos 38 minutos, a bola sobrou para Thiaguinho, que havia entrado na segunda etapa, para deleite da torcida que o pedia desde o início da peleja.

Visivelmente fora de forma, o jogador arriscou um bom chute da intermediária, e Rafael Jesus defendeu parcialmente. Após a cobrança de escanteio, a bola sobrou para o defensor Zazá, meio sem jeito, bater de calcanhar para a tranquila defesa do arqueiro gremista. No abafa, o Esprof teve uma nova chance pouco depois, com Luiz batendo com perigo à esquerda da meta, num chute travado pelo lateral adversário Julio.


Rafael da Silva também teve boa atuação sob as traves esprofianas. Foto: Estevan Mazzuia.


Julio cobrando falta para o Mangaratibense. Foto: Estevan Mazzuia.

Nos cinco minutos finais, viu-se um belo rali em busca do gol, que finalmente saiu, já nos acréscimos, mas em favor dos visitantes, um verdadeiro banho de água fria sobre o Esprof. Uma despretensiosa cobrança de lateral pela direita da defesa esprofiana contou com a desatenção dos exaustos atletas da equipe, e a bola acabou sobrando livre para Weliton, que havia entrado na metade da segunda etapa. Com categoria, o jogador deslocou o goleiro e sacudiu as redes, garantindo a classificação em primeiro lugar no grupo para o Grêmio.


Detalhe do abafa final. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo, Esprof 0x1 Mangaratibense. Contra o Rubro Social, na última rodada, o time azul poderá dar uma folga aos titulares, enquanto que o Esprof fica na torcida por um improvável tropeço do Barcelona diante do eliminado Condor, de Queimados, no estádio Luso Brasileiro.

Foi isso!

Abraços

Estevan

quinta-feira, 24 de agosto de 2006

JP e a Taça OPG na Região dos Lagos (parte 1 de 2)

Buenas!

Quarta feira com folga. Dia de descansar para a maioria das pessoas, mas para nós do JP é dia de caçar Jogos Perdidos. E dessa vez minha opção foi um tanto fora do habitual, pois fui até Arraial do Cabo, no Estádio Barcelão, para acompanhar a Torneio Octávio Pinto Guimarães de futebol sub-20, um dos torneios mais fantásticos do Rio de Janeiro. E a partida marcada para às 11:00 da matina foi entre o Esprof, que a gente já tava devendo por aqui e o novato Silva Jardim, equipe fundada este ano e que vai jogar também a terceirona do Rio.

Chegando lá fui extremamente bem-recebido pelo diretor do Esprof, Roberto Bigode, que já conhecia o JP, por nossas andanças pelo Rio e foi extremamente gentil comigo. Um abraço ao Roberto! E antes das fotos oficiais, vamos a uma apresentação também do Estádio.


Fachada do estádio Hermenegildo Barcellos em Arraial do Cabo. Foto: Emerson Ortunho.


Esprof A.F.C. (sub-20) - Cabo Frio / RJ (mandando os jogos em Arraial do Cabo / RJ). Foto: Emerson Ortunho.


Silva Jardim F.C. (sub-20) - Silva Jardim / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem formado pelo árbitro da FERJ Fábio Rogério Neves da Conceição, pelos assistes da Liga Local Eduardo Leandro e Antonio Carlos de Oliveira, juntos dos capitães das equipes e do quarto árbitro. Foto: Emerson Ortunho.


Antes da partida os jogadores, dirigentes e árbitros rezaram pela morte de Eduardo Vianna. Foto: Emerson Ortunho.


Capitão do Esprof presenteia o capitão do Silva Jardim com uma flâmula. E o escudo do Silva Jardim, ainda pouco conhecido no pedaço. Fotos: Emerson Ortunho.

A partida começou em um ritmo bem lento, com o Esprof tomando as iniciativas do jogo. E apesar de chegar bastante vezes ao campo do Silva Jardim, o Esprof pecava nas finalizações e não levava grande perigo a zaga do visitante. Nessa toada, ninguém conseguiu abrir o placar e o jogo foi para o intervalo em 0 a 0.


Ataque do Esprof no primeiro tempo. Foto: Emerson Ortunho.


Jogador do Esprof tenta evitar o cruzamento. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, quem resolveu sair para o jogo foi o Silva Jardim, que passou a levar bastante perigo a meta do Esprof. Porém, como sempre o futebol nunca é lógico, quem marcou foi o Esprof, após uma cobrança de escanteio. A equipe visitante que vinha bem nessa etapa, sentiu bastante o gol e se perdeu um pouco no jogo.


Jogador do Esprof é seguido de perto do marcador do Silva Jardim. Foto: Emerson Ortunho.

O que se viu na seqüência foi um jogo equilibrado, com o Esprof administrando o resultado e o Silva Jardim procurando o empate, mas sem a mesma coesão do início da segunda etapa. Mais pro final do jogo, o Esprof conseguiu ampliar. Uma sobrou pingando na intermediária e ninguém do Silva Jardim foi na jogada, parecia até que o jogo estava parado. Um meia do Esprof aproveitou e mandou um tirambaço, pegando o geleiro visitante de calças curtas e marcando um golaço.


Ataque do Esprof no segundo tempo. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Esprof 2 x 0 Silva Jardim. Resultado justo, pois o Esprof foi mais eficiente no jogo e chegou com certa tranqüilidade ao resultado. O Silva Jardim até que merecia um golzinho, mas para uma equipe que está começando até que foi muito bem.

Antes de terminar, vale uma menção sobre a cidade de Arraial do Cabo, muito aconchegante e com um mar com cores que eu nunca vi igual. Pena que minha estada lá foi muito rápida, pois eu ainda iria atrás de outro joguinho na parte da tarde, mas isso fica para o próximo post.

Até lá!

Emerson

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Rodada Fluminense no JP (parte 2 de 3)

Buenas de novo!

Bom, continuando com a saga pelo futebol do Rio de Janeiro, eu e o David saímos de Mesquita e rumamos por um grande atalho até o bairro de Bangu. Lá nós iraiamos assistir a partida Céres x Esprof, com início previsto para às 13:00 horas, no Estádio João Francisco da Silva. O jogo valeria também pelo Campeonato Carioca de Juniores das Divisões de Acesso.

Chegando lá com meia hora de antecedência, seguimos uma regra já comum entre os admiradores de Jogos Perdidos, que nada mais é que verificar se o ônibus do adversário já chegou. Tudo isso para garantir que a partida irá realmente acontecer. Bom, prontamente identificamos o ônibus do Esprof e ficamos tranqüilos saboreando alguns salgadinhos.

Faltando uns 10 minutos para o início da partida, o quarteto de arbitragem entrou em campo, e logo nos dirigimos até eles para pedir autorização para fotografar a partida. Antes de falar com o árbitro, eu já havia comentado com o David que estava estranhando não ver a equipe do Céres aquecendo. Enfim, qual não foi a surpresa ao falar com o árbitro: fui informado que o jogo não aconteceria.


Esprof A.F.C (sub-20) - Cabo Frio / RJ (equipe em fantástica pose). Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emerson Ortunho.

O árbitro disse que o Céres alegou desconhecer a existência daquela partida. Simplesmente fantástico! Depois consegui conversar com o coordenador de futebol do Céres que assumiu bem tranquilamente a responsabilidade pelo fato. Ele disse que havia impresso uma tabela no início da competição e esse jogo estava previsto para o próximo sábado. Ele sabia da orientação do Departamento Técnico da FERJ de acompanhar a tabela pela INTERNET, mas disse não ter tido tempo para fazer isso. Genial! Fazia tempo que não ouviámos uma resposta como essa. Isso faz lembrar a velha desculpa do Montenegro de Osasco, que o Jurandyr, o Milton e o Orlando cansaram de ouvir.

Como manda o regulamento, o árbitro aguardou a equipe do Ceres por 30 minutos e comunicou o encerramento da partida ao capitão do Esprof, decretando o WO.


Jogadores do Esprof aguardando o anúncio do final da partida. Jogadores e quarteto de arbitragem deixando o campo após a decretação do WO. Fotos: Emerson Ortunho.

Foi para mim e também para o David, o primeiro WO que nós presenciamos nessa longa história de Jogos Perdidos. E o mais curioso de tudo, foi que quem protagonizou o WO, foi o time da casa. Tenho certeza que essa é uma situação raríssima. Apesar de não assistir e partida e não poder colocar o Esprof na Lista, achei tudo o maior barato.

Após tudo isso e como nós iriámos assitir a partida de fundo que começaria às 15:00 horas, no mesmo estádio, ficamos com uma grande lacuna de tempo... E para matar esse tempo, resolvemos visitar o Estádio Proletário Guilherme da Silveira, que fica ali pertinho.

Deixamos o carro no Céres mesmo e seguimos a pé, para conhecermos melhor o bairro. Logo na saída passamos por uma grande feira-livre, que curiosamente não vende pastéis e seguimos pelas ruas de Bangu. Apesar de ser um bairro bem pobre, o lugar é até simpático, com população idem.

Chegamos em Moça Bonita rapidinho e tanto eu como o David, conhecemos mais um templo sagrado do futebol.


Fachada do estádio de Moça Bonita. Foto: Emerson Ortunho.


Arquibancada coberta do Estádio Proletário Guilherme da Silveira. Foto: Emerson Ortunho.

Depois fizemos o caminho de volta e pudemos apreciar novas paisagens do bairro, passando por esse bucólico e poluído córrego.


Emerson e David perdidos em Bangu. Fotos: David Liberskind e Emerson Ortunho.

De volta ao Céres, foi só aguardar a terceira partida do dia, ou seria a segunda? WO é considerado partida? Fiquei na dúvida, mas esse jogo fica para o próximo post.

Abraços!

Emerson