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terça-feira, 27 de junho de 2017

Jaguar bota o Leão para correr na Segundona

Texto e fotos: Estevan Azevedo


Salve, amigos!

No último domingo, depois de fracassadas tentativas de armar uma caravana, dirigi-me sozinho à cidade de Jaguariúna, a “Estrela da Mogiana”, para colocar na lista mais uma equipe, a 469ª, bem como o 124º estádio. Em campo, Jaguariúna FC e CA Taquaritinga, duelo válido pela 12ª rodada do Grupo 2 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, no belo Estádio Alfredo Chiavegato.

O time da casa fazia sua penúltima apresentação no torneio e já estava matematicamente eliminada. Os visitantes, depois de um primeiro turno sem vencer, conquistaram 3 resultados positivos, e novo sucesso deixaria o Leão muito perto da segunda fase.


A bela fachada do estádio Alfredo Chiavegato


Jaguariúna Futebol Clube - Jaguariúna/SP


Clube Atlético Taquaritinga - Taquaritinga/SP


Quarteto de arbitragem formado por Edson Alves da Silva, Luis Alexandre Nilsen, Helio Antonio Salvia de Sá e Maicon Osvaldo da Silva, com os capitães das equipes

Após as fotos oficiais da partida, dirigi-me às espaçosas tribunas de imprensa. Com uma assistência de 112 pagantes, a grande maioria na incansável e barulhenta torcida visitante, e uma renda de R$ 815,00, a partida teve dois momentos bem distintos.

A primeira etapa sinalizava que o time azul não criaria muitas dificuldades às ambições do CAT. A bola permaneceu os primeiros 30 minutos no campo de ataque da equipe tricolor. Quando o Jaguariúna conseguia atravessar a linha mediana, perdia a posse de bola rapidamente.

Todavia, o amplo domínio foi convertido em um único tento, marcado por Paulo Henrique aos 15 minutos. Já no final da segunda etapa, os visitantes pareciam seguros da vitória, e apertaram o freio, talvez preocupados com o forte calor que guiava a partida.


Paulo Henrique festeja seu gol junto ao bom número de torcedores visitantes presentes


Lance da primeira etapa


Isolada subida ao ataque do time azul na primeira etapa


Kinzel, goleiro do Jaguariúna, impede o segundo gol dos visitantes

A expectativa para a segunda etapa era de que o CAT viesse disposto a matar o jogo logo nos primeiros minutos e administrar o resultado. Faltou combinar com o Jaguar.

A perspectiva se inverteu completamente, e foi o tricolor que teve dificuldades para administrar a posse de bola e cruzar a linha de meio campo. Sorte do camisa 7 azul Garça, que fez os dois gols da virada, aos 17 e aos 28 da etapa final, o primeiro deles em uma cobrança de falta magistral. Não fosse o arqueiro Guilherme fazer uma magnífica defesa com os pés, a vitória dos anfitriões teria sido ainda mais elástica.


Lance da segunda etapa


A partida chegou a ser interrompida na segunda etapa, por conta de um pipa que caiu no campo


Goleiro Guilherme impediu vexame maior dos visitantes


Do banco, André Love regeu bem a orquestra azul, rumo à vitória

No finalzinho da partida, uma confusão envolvendo os jogadores das duas equipes levou à expulsão de Gustavo, do Jaguariúna, Cristiano e Geovane do CAT. Após o apito final, teve mais confusão, primeiro entre um gandula e o goleiro do CAT, depois uma tentativa de invasão do vestiário do time da casa, pela equipe visitante, após provocação do auxiliar técnico do onze azul.



Confusão dentro e fora de campo depois do final da partida

Fim de jogo, Jaguariúna 2x1 Taquaritinga, resultado que lavou a honra dos anfitriões eliminados, e interrompeu a série de três vitórias do Leão, deixando mais distante o sonho de classificação. A equipe terá que vencer em casa a Internacional de Bebedouro e, na última rodada, superar o líder XV de Jaú no Zezinho Magalhães se quiser continuar sonhando com a participação na série A3 de 2018.

Até a próxima!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Independente vence o São Judas e continua invicto na Segundona

Fala, pessoal!

Depois da vitória nacionalina no sábado, o domingo cedo proporcionou a chance de incluir mais um time novo na nossa Lista. Motorizados com a "guerreira" Belina 83 da família Ortunho, eu e o Emerson seguimos ate a cidade de Jaguariúna, para acompanhar in loco a peleja entre São Judas Tadeu e Independente de Limeira. O palco do confronto foi o belíssimo Estádio Alfredo Chiavegato.

Madrugamos e saímos da capital paulista bastante cedo, tudo para evitar eventuais percalços na viagem. Chegamos na cidade que faz parte da região metropolitana de Campinas com muita antecedência e logo achamos o estádio. Foi a primeira vez que estive no local, e pude confirmar que é um dos campos mais bonitos do nosso interior.

Como esse jogo foi transmitido pela Rede Vida, encontrei os amigos Thiago Fagnani e Chico correndo atrás das informações das equipes. Após um bom papo com eles e também com o trio de arbitragem, fomos fazer as fotos oficiais e exclusivas, tradição do JP:


EC São Judas Tadeu L - Jaguariúna/SP. Foto: Fernando Martinez.


Independente FC - Limeira/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times, árbitro Ageu Lima da Cunha e assistentes David Botelho Barbosa e Leandro Fernandes Rodrigues. Foto: Fernando Martinez.

As duas equipes fazem parte do manco Grupo 3 da Segundona. Mas essa chave está definida há tempos, com o time de Limeira, Palmeirinha, Guaçuano e Brasilis classificados. CAL Bariri e a equipe de Jaguariúna nem incomodaram os adversários e fizeram campanhas ruins. Para esse jogo, esperávamos que o invicto Independente vencesse sem dificuldade.


Ataque do Independente de Limeira pela esquerda no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Atacante do Galo tentando se livrar da marcação adversária. Foto: Fernando Martinez.

Com um sol fortíssimo, fomos acompanhar o ataque do time visitante no tempo inicial. Nos primeiros minutos o Galo de Limeira foi avassalador, mas aos poucos esse ímpeto onfensivo diminuiu, e o São Judas mostrou muita raça para segurar o zero no marcador. Os visitantes não conseguiam impor sua técnica e erravam muitos passes.


Zaga do São Judas afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma saída de bola para o time local. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos 35 minutos o Independente finalmente fez valer sua campanha invicta e marcou o primeiro. Depois de grande jogada pela direita, a bola foi tocada para Alexandre. Ele tocou firme no canto do goleiro do São Judas e deixou o Galo em vantagem. O primeiro tempo seguiu sem maiores emoções e o intervalo logo chegou.


Disputa de bola pelo alto ao final da primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.

Graças ao forte calor, resolvemos acompanhar o segundo tempo da parte mais alta do estádio, lugar aonde ficam as câmeras de TV. E enquanto conversávamos sobre a vida, o segundo tempo começou. Mas a partida estava devagar e num clima de amistoso. O São Judas tentou deixar tudo igual, mas as poucas investidas ofensivas não levavam nenhum perigo.


Falta cruzada na área do time local no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores no alto em mais um ataque visitante. Foto: Fernando Martinez.

Já o Independente conseguia encaixar ataques interessantes, mas todos desperdiçados pelos seus atacantes. O jogo foi seguindo moroso num murcho 0x1 até que Ângelo marcasse mais um para o Independente no último lance da partida.


Uma das poucas oportunidades do São Judas no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: São Judas Tadeu 0-2 Independente. A vitória deixa a equipe de Limeira perto de conquistar o primeiro lugar do Grupo 3 ao final da primeira fase e ainda invicto. Já o time de Jaguariúna continua com seus cinco pontos negativos e na última colocação geral da Segundona. Mesmo sem a punição do TJD, o time teria apenas um ponto ganho em campo. Fica claro que o planejamento para 2012 precisa ser diferente.

Vale registrar que o público pagante dessa partida foi de apenas 10 torcedores. A renda de R$ 50,00 não daria para pagar a nossa despesa de viagem. Esse foi o terceiro menor público oficial numa partida em que estive presente, perdendo apenas para um Osasco FC x Jacareí com 5 pagantes em 2007 e um Fabril x Sport com 8 pagantes em 2009. Os dois jogos tiveram posts aqui no JP.

Após o apito final voltamos para São Paulo tentando ver se daria tempo armar mais um jogo no dia. Mas chegamos tarde, e mesmo com sono acompanhei a vitória paraguaia em cima do Brasil, talvez na pior sequência de pênaltis na história de uma equipe.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 12 de julho de 2011

Brasilis garante vaga na próxima fase da Segundona

Olá,

No último fim de semana, tive a oportunidade de estar presente em apenas uma partida válida por uma das competições acompanhadas pelo JOGOS PERDIDOS. Para variar um pouquinho, fui ver de perto um jogo valendo pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A pedida dessa vez, foi viajar até a turística cidade de Águas de Lindóia, indo ao Estádio Leonardo Barbieri, palco da partida Brasilis F.C. Ltda. x E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F. Ltda., que valeu pela 11ª rodada da primeira fase da competição, no seu Grupo 3.

Essa partida era decisiva para o time da casa, uma vez que a vitória o conduziria à próxima fase do campeonato, tendo pisado no tapete verde com 8 pontos e situado na 4ª posição. Pelos lados dos visitantes, a partida representava a oportunidade de conseguir a primeira vitória na competição, pois até aquele momento, o time de Jaguariúna não havia vencido ninguém, tendo conseguido apenas um empate. Estava colocado na última (6ª) posição do grupo, com -5 pontos. A pontuação negativa nasceu de uma punição aplicada pelo TJD da FPF, que resultou na perda de 6 pontos, por conta da inclusão de jogadores irregulares em duas partidas.

Cheguei ao meu destino meio em cima da hora, mas nada que impedisse fazer as fotos oficiais dos times e dos arbitros, que posaram com exclusividade para o JP. As fotos estão apresentadas abaixo:


Brasilis F.C. Ltda. - Águas de Lindóia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F. Ltda. - Jaguariúna/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem comandado por Regildênia de Holanda Moura com seus assistentes Giuliano Neri Colisse e Willian Rogério dos Santos Turola, ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi realizada com portões fechados, por conta da falta de um laudo do Corpo de Bombeiros. Confesso que viajei não sabendo dessa situação, que tem sido meio frequente na competição desse ano.

Nos primeiros trinta minutos de bola rolando, as ações foram equilibradas, com o Brasilis mantendo um pouco mais a posse de bola, porém não conseguindo criar jogadas ofensivas que levassem perigo ao goleiro adversário. Somente aos 22 minutos, o time mandante conseguiu concluir pela primeira vez contra a meta adversária e, mesmo assim, o arremate de Reginaldo não levou perigo.


Uma das tentativas de ataque do Brasilis no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Primeira conclusão dos donos da casa executada por Reginaldo. Foto: Orlando Lacanna.

Os visitantes jogavam com muita tranquilidade e conseguiram criar dois bons momentos, sendo o primeiro na marca dos 24 minutos, num bonito giro e arremate do centroavante Lucas, no interior da área, que passou por cima do travessão. O segundo momento foi aos 26 minutos, quando o camisa 7 Makson cobrou falta com perigo, obrigado o goleiro e capitão Adriano a praticar boa defesa.

A partir do trigésimo minuto, o Brasilis começou a tomar conta do jogo, impondo a sua melhor condição técnica e criando situações que pederiam ter resultado em bola na rede. Aos 30 minutos, o lateral João Paulo cobrou uma falta alçando a bola para o interior da área, achando o zagueiro Fabão, que cabeceu com perigo, exigindo a primeira boa defesa do goleiro Franciel.


Defesa do goleiro Franciel saindo nos pés do atacante Gian. Foto: Orlando Lacanna.

Pouco a pouco, o domínio do Brasilis foi ficando mais acentuado e as chances foram surgindo, como aconteceu aos 33, 37 e 38 minutos em lances que foram concluídos por Reginaldo, Leonardo (de cabeça) e William. Como as oportunidades não foram aproveitadas, os primeiros 45 minutos chegaram ao fim sem que ninguém mexesse no placar, num primeiro tempo que o Brasilis ficou devendo.

Durante o intervalo, dei uma chegada na lanchonete do estádio e lá encontrei o ex-atleta Oscar, que defendeu a Ponte Preta, São Paulo, Seleção Brasileira, etc. Ele é o comandante do Brasilis, embora o Presidente seja o seu filho Matheus, que estava no banco de reservas, usando a camisa 18, podendo entrar na partida a qualquer momento, o que acabou acontecendo por volta dos 30 minutos da segunda etapa. Lembrei do time do Perilima do estado da Paraíba, cujo Presidente também atuava pela equipe.


O ex-zagueiro Oscar da Seleção Brasileira e seu filho Matheus atual Presidente do Brasilis. Fotos: Orlando Lacanna.

Na segunda etapa, o panorama da partida mudou totalmente, pois desde primeiro minuto, o Brasilis tomou conta das ações, não dando nenhuma chance ao São Judas de articular jogadas de ataque. O jogo se tornou praticamente de uma única equipe. Nesse toada, o placar só não foi inaugurado, aos 16 minutos, graças a um verdadeiro milagre do goleiro Franciel que espalmou um tiro à queima-roupa do centravante Gian. Houve rebote e na nova conclusão, o goleiro voltou a evitar o gol, desviando para escanteio. Foram duas defesas de porte.


Defesa sensacional do goleiro Franciel do São Judas. Foto: Orlando Lacanna.

De tanto insistir, o Brasilis chegou ao seu gol inaugural na marca dos 20 minutos, anotado pelo camisa 9 Gian, numa cabeçada desferida da entrada da grande área e de costa para o gol, surpeendendo o goleiro do São Judas, que quando se deu conta, a bola já estava no fundo da sua meta.


Bola estufando a rede no gol inicial do Brasilis. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo em vantagem no placar, o Brasilis manteve a postura ofensiva, visando o aumento da contagem para liquidar a fatura de vez e garantir classificação para a segunda fase. Aos 33 minutos, o camisa 16 Wilson, marcou o segundo gol dos anfitriões, após aproveitar um lançamento sob medida pela meia esquerda, tocando com categoria no canto esquerdo da meta defendida pelo goleiro Franciel. Dois minutos após, o zagueiro Fabão quase marca o terceiro gol, numa cabeçada desviada pelo goleiro.

Ao longo da segunda etapa o São Judas praticamente inexistiu no ataque, tendo arrematado pela primeira vez, somente aos 39 minutos, numa conclusão que o goleiro Adriano defendeu sem maiores problemas. Aos 42 minutos, o volante Reginaldo do Brasilis, numa bobeira, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso, desfalcando a sua equipe para o próximo jogo e talvez por mais alguns, dependendo do resultado do julgamento.


Jogada aérea do ataque do Brasilis na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A partida chegou aos seu final com o marcador indicando Brasilis 2 - 0 São Judas Tadeu, resultado que classificou matematicamente o time de Águas de Lindóia, que permaneceu na 4ª posição, agora com 11 pontos, não podendo mais ser alcançado pelo 5º colocado. Quanto ao time de Jaguariúna, ainda não foi dessa vez que a primeira vitória foi conseguida.

Fim de jogo e, diferente das viagens anteriores, dessa vez não retornei a São Paulo, permanecendo na linda Águas de Lindóia para passar o resto do fim de semana, desfrutando das belezas da cidade e do conforto do hotel escolhido para hospedagem. Dessa vez, combinei futebol com turismo, uma vez que ninguém é de ferro. Foi isso.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 7 de junho de 2011

Ausência de médico impede realização de partida pela Segundona em Jaguariúna

Olá,

Após o jogo de sábado em Jacareí, me preparei para mais uma viagem ao interior paulista, para conferir uma partida do Grupo 3 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão que seria realizada no domingo pela manhã, no belo Estádio Municipal Alfredo Chiavegato, localizado na belíssima cidade de Jaguariúna. A partida em questão era E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F.L. x CAL Bariri e valeria pela sexta rodada da primeira fase do certame.

Esse jogo foi escolhido para ser acompanhado pelo JP, principalmente pela razão do time da casa nunca ter aparecido nas nossas páginas virtuais, até porque é o seu primeiro ano no futebol profissional. Por outro lado, o time visitante poucas vezes apareceu e, portanto, seria uma combinação perfeita para mostrar alguma novidade aos internautas que nos acompanham.

Realizei uma viagem supertranquila, chegando com bom tempo de antecedência em relação ao horário marcado para o início da partida. Fiz tudo o que normalmente faço antes do jogo começar, indo aos vestiários pegar as escalações e conversar com os atletas e árbitros visando a feitura das fotos oficiais. Tudo caminhava normal, sendo que tão logo os dois times e os árbitros entraram em campo, fiz as tradicionais fotos oficiais, as quais, mais uma vez, são exclusivas e estão apresentadas abaixo:


E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F.L. - Jaguariúna/SP. Foto: Orlando Lacanna.


CAL Bariri - Bariri/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem composto por Edson Pereira Santana, Caio Mesquita de Almeida, Jumar Nunes Santos e Amur C.G. Davi Oliveira e os capitães. Foto: Orlando Lacanna.

Quando recebi a escalação oficial do CAL, notei que o nome do técnico era Lela. Indaguei a pessoa que me entregou a papeleta com a escalação e fui informado que de fato era o mesmo ex-atleta do Coritiba, que venceu o Brasileiro de 1.985 em decisão contra o Bangu na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, o Lela é pai dos atletas Alecssandro, atacante do Vasco (ex-Inter de Porto Alegre) e Richarlysson do Atlético Mineiro (ex-São Paulo). Trata-se de uma pessoa simpatíssima, com a qual rolou um papo superinteressante, lembrando dos tempos em que ele era jogador, inclusive do Noroeste de Bauru.


O ex-craque do Coritiba Campeão Brasileiro de 1985, Lela, agora comandando o CAL Bariri. Foto: Orlando Lacanna.

Voltando ao jogo, após as fotos, os time ficaram perfilados para execução do Hino Nacional Brasilieiro e em seguida, o árbitro chamou os capitães para fazer as recomendações de praxe e realizar a escolha do campo. Tudo pronto para o início da partida, certo? Em princípio sim, mas não era bem assim.

Deixei o gramado e fiquei numa das laterais para começar a fotografar lances da partida. Notei as equipes posiconadas, a presença dos policiais e da ambulância, mas nada de o árbitro autorizar o início da partida. Como o jogo não começava, procurei saber o que estava acontecendo e fui informado que, até aquele momento, o médico não havia chegado ao estádio e, como todos sabem, sem a presença de um médico portando o seu CRM não há jogo.

Por conta da informação da ausência do médico, o jeito era esperar, sendo que a partir daquele momento, começaram surgir informações desencontradas sobre a chegada do doutor. A primeira foi de que o pneu do carro dele teria furado, mas já estava a caminho.

O árbitro informou que aguardaria os 30 minutos que constam do Regulamento. Passados mais alguns minutos, a informação era de que os dirigentes do São Judas não estavam mais conseguindo contato com o médido, via celular, mas que estavam providenciando outro doutor. Comecei a ficar desconfiado que tinha perdido a viagem, mas como a esperança é a última que morre, fiquei firme aguardando a presença do primeiro ou do segundo médico.

Após decorridos quase 35 minutos de espera, chegou a informação de que finalmente o médico havia chegado. De fato chegou um senhor que ficou junto ao alambrado, não ingressando no gramado. Diante disso, o árbitro central e o quarto árbitro se dirigiram ao senhor que seria o médico e apuraram que ele não estava portando o CRM e que teria que ir buscar não sei aonde.

Como o árbitro já havia aguardado 40 minutos, chamou os capitães das duas equipes e comunicou que não haveria jogo. Diante disso, alguns dirigentes do time da casa, ainda tentaram convencer o árbitro a voltar atrás e aguardar mais algum tempo, mas não houve jeito e jogo foi mesmo suspenso.


Árbitro informando aos capitães a suspensão da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Por conta da suspensão da partida, o caso vai ser apreciado pelo TJD da FPF, que julgará os fatos e tomará uma decisão a respeito, que tanto poderá resultar na marcação de uma nova data para realização da partida, como já aconteceu, ou condenar a equipe mandante como uma multa e a perda dos pontos a favor do adversário, considerando o resultado de 3 x 0 para o CAL Bariri. Vamos aguardar a decisão do TJD.


Atletas conversando e deixando o gramado. Foto: Orlando Lacanna.

Por falar em Justiça Desportiva, o São Judas Tadeu foi denunciado duplamente no artigo 214 do CBJD, que trata de utilização de jogador em situação irregular e aguarda julgamentos, pois são dois processos distintos. Se for considerado culpado irá perder pontos na competição. Esse primeiro ano de profissionalismo do São Judas está meio tumultuado, mas poderá valer de aprendizado para o futuro.

Depois de tudo que aconteceu, só me restava retornar a São Paulo com uma certa frustação, mas ciente de que tentamos fazer o possível para mostrar novidades aos que nos acompanham, mas nem sempre depende tudo de nós. Fica para uma próxima oportunidade.

Abraços,

Orlando