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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Chile estreia bem no Sul-Americano sub-20 derrotando as peruanas


Para fechar a rodada dupla do sábado no Campeonato Sul-Americano Feminino Sub-20, as seleções do Peru e no Chile foram ao gramado do Estádio Ulrico Mursa em busca da primeira vitória na competição. As peruanas haviam perdido para as paraguaias na primeira rodada do Grupo A, enquanto as chilenas faziam sua estreia.

O histórico dessas seleções na história da competição é bastante tímido. A "La Roja" chegou na quarta colocação por duas vezes - 2008 e 2010 - e a "La Blanquirroja" também chegou em quarto lugar, mas apenas em uma oportunidade, em 2006. Na tábua geral de pontos até hoje, o Chile é quinto lugar e o Peru nono, só á frente do Uruguai.



Seleções do Peru e do Chile posadas antes do jogo no Ulrico Mursa. Fotos: Fernando Martinez.


Trio equatoriano com a árbitra Susana Corella e as assistentes Monica Amboya e Viviana Segura junto com a quarta árbitra equatoriana Sirley Cornejo e as capitãs das seleções. Foto: Fernando Martinez.

Apesar de ser uma competição continental, as arquibancadas da casa lusitana estavam com um público ainda menor para o jogo de fundo. O local só não estava mais vazio porque as delegações do Brasil e da Bolívia foram lá para prestigiar a peleja. O futebol feminino já não tem uma audiência grande, aí junta uma divulgação nula e o resultado é esse. Uma pena.

Após as imagens oficiais, fui acompanhar o ataque chileno. Estava ainda empolgado pelo bom futebol mostrado na preliminar, então foi um anticlímax ver o primeiro tempo desse duelo. A peleja foi bastante fraca e sem nenhuma emoção. As meninas da terra de Pablo Neruda foram superiores, porém não foram capazes de criarem uma única chance de gol sequer durante os 45 minutos iniciais.


Ataque do Chile no começo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Scarleth Lozano, camisa 19 do Peru, e sua marcação implacável. Foto: Fernando Martinez.


Defensoras peruanas trocando passes no campo de defesa. Foto: Fernando Martinez.

As peruanas se preocuparam apenas em se defender e o futebol competitivo mostrado na derrota contra o Paraguai não apareceu novamente. Os selecionados fizeram um jogo tão murcho que o maior destaque ficou por conta das peripécias alucinadas do amigo Renato Rocha em mais um dia de inspiração além do normal, fazendo todos os trocadilhos possíveis e imagináveis com a seleção do Peru.

No tempo final a chuva apertou e subi para as tribunas do Ulrico Mursa. De lá vi o jogo melhorar muito, principalmente por conta da atuação do Chile. A arqueira Maryory Sanchez trabalhou bastante, principalmente em jogadas da camisa 17, Paulina Lara. A atleta de 19 anos foi a maior destaque da sua equipe, deixando a zaga do alvirrubra zonza e sem conseguir pará-la de nenhuma forma.

Só que a cada minuto completado parecia que o gol estava predestinado a não acontecer pois o toque final era falho. Se com os pés não tinha jeito, as chilenas usaram a cabeça para abrirem o marcador. Aos 32 a seleção teve escanteio pela esquerda. A bola foi levantada na área e Katya Ponce, meio sem querer, tocou de cabeça no canto esquerdo de Maryory Sanchez.

Quatro minutos depois a grande atuação de Paulina foi premiada com um belo gol em chute colocado da jovem atleta de fora da área. O Peru não desanimou e aos 44 diminuiu num golaço. Alejandra Ramos recebeu um passe de calcanhar no ar e acertou um belíssimo sem pulo no ângulo direito. Pena para sua seleção que não tinha tempo pra mais nada.


Primeiro lance do tempo final e quase gol olímpico. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe do primeiro gol do Chile, em cabeçada de Katya Ponce. Foto: Fernando Martinez.


Paulina Lara, o maior destaque do Chile no jogo. Foto: Fernando Martinez.


Rosario Holley, camisa 11 da La Roja, em lance no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Peru 1-2 Chile mostrou que as duas seleções podem até arrancar um pontinho de Venezuela, Paraguai e Brasil, mas que provavelmente isso não será suficiente para ambas conquistarem uma vaga na fase final, que começa no dia 29. Somente as duas primeiras colocadas da chave se garantem entre as quatro melhores equipes do certame.

A volta para São Paulo dessa vez não teve nenhum ônibus quebrado e também nenhum escocês bebaço. Cansado por conta dos dois bate-volta seguidos até o litoral, passei o domingo na base da morgação completa no conforto do meu lar. Talvez role de acompanhar a fase final da competição de perto... vamos ver se tudo dá certo.

Até a próxima!

Fernando

Venezuela suporta a pressão e goleia o Paraguai no Ulrico Mursa


Não deu nem tempo de descansar direito, mas depois do bate-volta de sexta-feira para fazer minha estreia no Campeonato Sul-Americano Feminino Sub-20 em Santos, no sábado fiz novamente a viagem para o litoral, agora para duas partidas do Grupo A em outro cenário: saiu a Vila Belmiro, entrou o Estádio Ulrico Mursa, casa da Briosa.

O quórum foi menor do que o do dia 20, mas mesmo assim foi uma reunião de respeito: Luiz, Pucci, Renato (este já no litoral desde o dia anterior) e o curioso Victor de Andrade. Apesar do feriado a viagem foi feita de forma tranquila e com muito tempo de antecedência já estávamos nas redondezas da casa lusitana. O óbvio destaque ficou por conta da agradabilíssima temperatura - cerca de 22 graus - e do tempo nublado.

Poucas pessoas estavam no Ulrico Mursa para a abertura da rodada dupla com as seleções da Venezuela e do Paraguai em campo. As venezuelanas buscavam a reabilitação, pois haviam perdido para o Brasil na rodada inicial. Já as paraguaias derrotaram com dificuldades o Peru pelo placar de 3x2. No histórico da competição, ampla vantagem da La Albirroja com dois vices (2004 e 2014) e três terceiros lugares (2006, 2008 e 2010). As meninas da Vino Tinto tem como melhor resultado apenas um quinto lugar em 2014.



Seleções sub-20 da Venezuela e do Paraguai. Fotos: Fernando Martinez.


Capitãs das seleções com a árbitra uruguaia Nadia Fuques, a assistente uruguaia Adela Sanchez e a boliviana Liliana Bejarano e a quarta árbitra Maria Victoria Daza. Foto: Fernando Martinez.

Após todo o cerimonial de praxe, escolhi por motivos óbvios acompanhar o ataque paraguaio, pois pensei que o time era o favorito para conquistar os três pontos. Realmente, a seleção tricolor teve mais posse de bola e obrigou a goleira Franyely Rodriguez a trabalhar incansavelmente, mas gol mesmo que é bom, nada.

Jogando principalmente no campo de defesa, a Venezuela acabou definindo o jogo em contra-ataques absolutamente fatais espalhados por toda a peleja. O primeiro deles aconteceu aos 24 minutos e terminou com o gol de Lourdes Moreno. O Paraguai continuou martelando a zaga adversária, só que no segundo ataque venezuelano aos 45, Gabriela García ampliou a vantagem no marcador.


A camisa 11 Gabriela Segura afastando a pelota. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firma da zaga venezuelana. Foto: Fernando Martinez.


Yessica Villagra atacando pela direita. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, nada mudou e as albirrojas continuaram no esquema "ataque contra defesa" castigando a goleira. E assim como aconteceu no primeiro tempo, na primeira chegada da Venezuela saiu o terceiro gol, novamente com Gabriela Garcia aproveitando rebote da goleira Vanessa Da Veiga. O cronômetro marcava 25 minutos.

A insistência do Paraguai finalmente deu resultado aos 32, com o gol de Yessica Martínez. Poucos tempo depois vi as duas defesas mais sensacionais da tarde e provavelmente do campeonato. Franyely Rodriguez defendeu de forma assombrosa dois chutes à queima-roupa, um atrás do outro, evitando que o Paraguai fizesse o segundo e crescesse ainda mais em busca do empate. Sem exagero nenhum, foi coisa de cinema.

As paraguaias foram com tanta sede ao pote que estenderam o tapete vermelho para o ataque da Venezuela. No último minuto, as meninas da terra de Hugo Chavez armaram um contra-ataque fulminante pela direita que terminou com a finalização precisa de Tahicelis Marcano na saída da goleira.


Verónica Martínez, camisa 21 do Paraguai, com a firme marcação da camisa 3 Alexyar García. Foto: Fernando Martinez.



Dois chutes à queima-roupa defendidos pela goleira da Venezuela Franyely Rodriguez. Ela foi o nome do jogo. Fotos: Fernando Martinez.


Detalhe do quarto gol venezuelano, fechando a goleada contra o Paraguai. Foto: Fernando Martinez.

A precisão cirúrgica da Vino Tinto nas finalizações fez com que o placar final da partida ficasse em Paraguai 1-4 Venezuela. Contando que o Brasil é o maior nome da chave, talvez esse resultado possa ter definido quem será o segundo classificado do Grupo B para a fase final do certame. Até porque pelo que vi no jogo de fundo, acho que Chile e Peru não tem condições de surpreenderem os demais integrantes da chave.

Falando nisso, não demorou para que peruanas e chilenas entrassem em campo para a segunda partida da tarde/noite no litoral.

Até lá!

Fernando

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Equador e Colômbia maltratam a bola e ficam no zero na Vila


Depois de acompanhar o empate entre Bolívia e Uruguai, as seleções de Equador e Colômbia foram a campo no Estádio Urbano Caldeira para fechar a segunda rodada do Grupo B do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-20. O sol tinha sumido e a temperatura estava mais amena, ou seja, o cenário perfeito para um jogo bom.

Esperava ansiosamente ver como seria a estreia colombiana, seleção que foi bem nas três últimas edições do torneio: vice em 2010, terceiro lugar em 2012 e 2014. Além disso, o time ocupa a segunda colocação na tábua geral de jogos da história, atrás apenas da seleção brasileira.



Seleções sub-20 do Equador e da Colômbia. Fotos: Fernando Martinez.


As capitãs das duas seleções com a árbitra Regildênia Moura, as assistentes Neuza Back e Nadine Bastos e a quarta árbitra peruana Silvia Reyes. Foto: Fernando Martinez.

Só que dentro de campo, nossa senhora, a coisa foi feia demais. A partida foi simplesmente um horror, com as duas seleções castigando a pelota durante intermináveis 90 minutos. A única animação na Vila Belmiro era a torcida colombiana com um barulhento "cowbell" que fazia eco em todo o estádio.

Após um primeiro tempo monstruoso, o Equador teve a única chance da partida aos seis minutos do tempo final. Angie Paola avançou pela esquerda, deu um chapéu sensacional numa defensora e chutou para a grande defesa de Angie Carolina. Foi a única vez que se viu lucidez dentro das quatro linhas durante o jogo.


Laura Montoya saindo para o ataque. Destaque para a belíssima camisa da Colômbia. Foto: Fernando Martinez.


Disputa ríspida de bola no campo de defesa do Equador. Foto: Fernando Martinez.


Rentería mandando a pelota na área do Equador. Foto: Fernando Martinez.


Confusão dentro da área da Colômbia no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Rara chegada colombiana no setor ofensivo. Foto: Fernando Martinez.

O resultado final, claro, não tinha como ser diferente: Equador 0-0 Colômbia. Esse foi o pior jogo que assisti em 2015 e com certeza um dos cinco piores da minha vida. O mais bizarro é que geralmente estou acostumado a ver boas partidas no futebol feminino, mas nesse caso as duas seleções poderiam estar jogando até agora que ainda estaria 0x0.

Com dois jogos vistos e apenas dois gols na bagagem, saímos da Vila para fazer todo o percurso de volta para a capital. Perdemos de vista o Renato "Macaulay Culkin" Rocha no caminho, e no ônibus de volta encontramos um escocês bebaço (!) torcedor do Celtic e que está no país para dar aulas de inglês em Guarulhos, algo mais aleatório impossível. O bizarro papo com ele já entrou para a lista de momentos mais surreais que vivi em todos esses anos de indústria vital.

Cheguei em casa tarde e nem consegui descansar direito, já que no dia seguinte vivi um momento "Déjà Vu" com mais um bate-volta para a Estância Balneária de Santos, em outra rodada dupla do Sul-Americano Feminino sub-20.

Até lá!

Fernando

Uruguai fica no empate com a Bolívia no Sul-Americano Feminino sub-20


Graças ao feriado do dia 20 de novembro, muitos paulistanos desceram a serra para curtir os abençoados dias de folga no litoral paulista. Só que como aqui o lance é outro, eu também desci a serra na sexta e no sábado, mas com o intuito de acompanhar duas rodadas duplas válidas pelo Campeonato Sul-Americano Feminino sub-20, torneio que está sendo realizado na cidade de Santos.

Essa é a sétima edição da competição, a terceira organizada no nosso país. O Brasil até aqui é simplesmente imbatível, pois conquistou as seis edições e até hoje nunca foi derrotado (31 jogos com 29 vitórias e apenas dois empates). Nem preciso dizer que o selecionado verde e amarelo é favorito absoluto ao título.

A competição teve início na quarta-feira, e na tarde/noite da sexta foi jogada a segunda rodada do Grupo B. No gramado histórico do Estádio Urbano Caldeira as seleções da Bolívia e do Uruguai se enfrentaram. As duas equipes já haviam estreado no dia 18, as bolivianas perdendo para a Argentina e as uruguaias derrotando o Equador.



Seleções femininas sub-20 do Uruguai e da Bolívia. Fotos: Fernando Martinez.


A árbitra chilena Maria Carvajal, as assistentes Leslie Vasquez e Cindy Nahuelcoy e a quarta árbitra venezuelana Yercinia Correa junto com as capitãs dos times. Foto: Fernando Martinez.

Por mais estranho que possa parecer, a Bolívia tem um histórico melhor do que as meninas celestes na história da competição. Em seis edições, as bolivianas já chegaram ao quarto lugar por duas vezes - 2004 e 2014 - e ocupam a sétima colocação na tábua geral entre as dez equipes do continente. As uruguaias estão na última colocação e a melhor campanha foi o sexto lugar em 2012.

Vários amigos - Mílton, Luiz, Pucci, Mário e Renato - desceram a serra comigo para essa jornada, e já na casa santista encontrei o curioso Victor de Andrade com a minha credencial para todo o torneio. Fui para o gramado da Vila e fiquei ali para captar as fotos oficiais e registrar de perto o tempo inicial da peleja.

As uruguaias começaram com tudo e logo abriram o marcador. Eram decorridos seis minutos quando a jogadora Yamila Badell arriscou um chute de longe. A bola voou em câmera lenta e a goleira Maria Alejandra falhou ao tentar a defesa. A Celeste continuou melhor, mas as atacantes não estavam numa tarde inspirada e a primeira etapa terminou no 1x0.


Bola levantada na área boliviana. Foto: Fernando Martinez.


Deisy Aspeti, camisa 6 da Bolívia, sofre marcação de Carina Silva, camisa 8 do Uruguai. Foto: Fernando Martinez.


A camisa 9 da Bolívia Carla Mendoza se preparando para mandar a bola pra longe. Foto: Fernando Martinez.

No segundo a equipe boliviana melhorou, mas nada que possamos dizer "nossa, que coisa maravilhosa". Aos 18, Carla Padilla avançou e depois de dividir com a arqueira Lucia Martínez dentro da área, foi derrubada. A árbitra chilena María Belén Carvajal entendeu que houve falta e marcou pênalti, inclusive expulsando a goleira uruguaia. Maria Ortiz cobrou e deixou tudo igual aos 23.

Mesmo com vantagem numérica, a Bolívia não conseguiu criar oportunidades boas o suficiente para a virada. Nem a expulsão da uruguaia Sabrina aos 39, depois dessa dar um chute numa atleta adversária caída, fez com que a "La Verde" (apesar de estar usando vermelho) conquistasse o triunfo.


Escanteio para o Uruguai no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Zaga celeste trabalhando para afastar a bola da área. Foto: Fernando Martinez.


Maria Ortiz deixando tudo igual em cobrança de pênalti. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o jogo ficou em Bolívia 1-1 Uruguai. A igualdade manteve as uruguaias invictas e as bolivianas sem vitória na competição. No geral, não dá para esperar muito de nenhum dos dois selecionados e dificilmente alguma delas conquistará uma das duas vagas na Copa do Mundo da categoria, que acontecerá em 2016 na Papua Nova Guiné (!). 

Esse jogo deixou a desejar, mas nada que se compare ao que presenciei na peleja de fundo. Vi simplesmente meu pior jogo na temporada...

Até lá!

Fernando