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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Azulão decepciona, mas está nas quartas da Série D


Até o último domingo, o São Caetano era o time com melhor aproveitamento de pontos no Campeonato Brasileiro da Série D e tinha saído derrotado de campo apenas uma vez. Além disso, os comandados de Luís Carlos Martins tinham aniquilado todos seus adversários jogando no Estádio Anacleto Campanella. É, só que tudo isso foi para o espaço depois do confronto contra o Coruripe de Alagoas na partida de volta das oitavas de final do certame.



São Caetano e Coruripe devidamente posados para os amigos do JP. É a segunda vez que o time alagoano aparece nas nossas páginas (a primeira foi no confronto contra o Juventus, pela Copa do Brasil de 2008). Fotos: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem da partida: O árbitro paranaense Paulo Roberto Junior, os assistentes também do Paraná Luciano Roggenbaum e Daniel Cotrim de Carvalho e o quarto árbitro paulista Rodrigo Guarizo do Amaral. Fotos: Fernando Martinez.

O time paulista fez sonoros 3x0 atuando no nordeste brasileiro e nem o mais fiel torcedor do Verdão Praiano acreditava numa classificação para as quartas. E cá entre nós, claro que os paulistas já estavam virtualmente classificados pois somente uma catástrofe os eliminaria, mas o que vi durante quase todos os 90 minutos da peleja foi um time sem inspiração e sem vontade, apresentando um futebol burocrático demais.

Pena que a equipe tenha jogado mal justamente no jogo com maior público presente no Anacleto. Por conta da bem sucedida promoção das garrafas pet, mais de quatro mil ingressos foram trocados. Tudo bem, nas arquibancadas estimamos que os presentes eram pouco menos de dois mil, mas mesmo assim é um assombro levando em conta os últimos anos por ali.

No árido primeiro tempo, a única chance realmente digna de registro aconteceu aos 35 minutos. O camisa 11 Róbson recebeu passe dentro da área, driblou o goleiro Gott e foi derrubado pelo mesmo. Na cobrança, ele bateu muito mal e o arqueiro fez uma defesa segura no meio do gol.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Jogador do São Caetano roubando a bola de defensor do Coruripe. Foto: Fernando Martinez.



Róbson sendo derrubado por Grott dentro da área sob o atento olhar do setor defensivo do Coruripe. Na sequência, ele desperdiçou o penal que daria vantagem no marcador para o Azulão. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final, o panorama foi menos pior. O Coruripe resolveu tentar a sorte e se lançou, mesmo com certa cautela, ao ataque no melhor esquema "perdido por um, perdido por mil". Aos 10 minutos Tiago Lima perdeu enorme chance para abrir o placar ao chutar na lua uma bola que quicava de forma bem marota na linha da pequena área.

Aos 23 minutos o não-tão-surpreendente gol visitante saiu. Em escanteio cobrado por Paulo Vítor, o setor defensivo local falhou completamente e Naoh apareceu livre para mandar pro fundo das redes. Na saída de bola, quase o empate do onze local chegou com o artilheiro Jô chutando na trave. Aos 27, Jô tentou de novo, mas Gott fez brilhante defesa.


Escanteio para o time do ABC. Foto: Fernando Martinez.


Ataque pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Detalhe, mesmo de longe, do solitário gol da partida. Noah foi o autor do tento. Foto: Fernando Martinez.


Gott subindo tranquilamente para fazer a defesa. Foto: Fernando Martinez.

Daí pra frente foi aquele chove não molha e a falta de inspiração voltou a dar as caras no Anacleto. Com tamanha falta de vontade, o resultado não poderia ser outro: São Caetano 0-1 Coruripe. A primeira derrota em casa não tirou o melhor aproveitamento do Azulão, mas o time agora tem a companhia do Ypiranga de Erechim, ficando à frente apenas no saldo de gols. Nas quartas, o time do ABC vai jogar contra o Botafogo de Ribeirão Preto em busca da volta para a Série C.

Como irá acontecer no jogo Portuguesa x Vila Nova, também provavelmente não estarei no ABC para o confronto decisivo contra a Pantera. Mas tá valendo, estarei ligado mesmo a muitos quilômetros de distância.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 6 de março de 2008

A esperança não morre jamais: Juventus 5 x 1 Coruripe

Olá!

Nesta última quarta-feira, nós tínhamos um jogo histórico para acompanhar aqui em São Paulo: Juventus x Coruripe, pela rodada de volta da primeira fase da Copa do Brasil. E eu digo histórico, não pelo resultado que a partida poderia ter, ou por uma possível classificação do time da Mooca. O jogo já era histórico por ser a primeira vez que o time grená participava da Copa do Brasil, e por consequência ser a primeira vez que a Rua Javari sediaria o torneio, além de ser a volta do Juventus a um grande torneio nacional.

Para acompanhar tal momento histórico, representando o JOGOS PERDIDOS: eu, o David, e o Seu Natal. Os outros integrantes, Estevan, Fernando, Jurandyr, Orlando e Victor não puderam comparecer, por outros compromissos profissionais e só mesmo por telefone souberam um pouco do que se passava por lá. E além da turma do JP, compareceu também a galera tradicional: Milton, Fernando Correa, JR, Sergio Manjuillo, o Tio do Canolli (já cotado para ser o novo técnico juventino, caso o Juventus não fosse bem na partida).

Bom, e para começar com chave de ouro, o JP debutou nos gramados da Copa do Brasil e traz as fotos oficiais e exclusivas da partida.


C.A. Juventus - São Paulo / SP. Foto: Emerson Ortunho.


A.A. Coruripe - Coruripe / AL. Foto: Emerson Ortunho.


Quarteto de arbitragem da partida. Foto: Emeson Ortunho.

Antes de falar propriamente da partida, vale lembrar que todos sabiam que a tarefa do Juventus seria praticamente impossível, já que o esquadrão da Mooca teria que reverter o trágico placar de 4 a 1 a favor do Coruripe, obtido na partida de ida no Estado de Alagoas. E dava para se notar que apesar da esperança ser a última que morre, muitos juventinos estavam lá para prestigiar a partida inédita, independente do resultado, e até mesmo por agradecimento a equipe pela brilhante conquista da Copa Federação Paulista, que deu a vaga ao Juventus para o torneio nacional. Mas aí que estava a chave da questão, quem esteve na final da Copa FPF, sabia que num jogo do Juventus tudo poderia acontecer.

O primeiro tempo começou como já era de se esperar, com o Juventus tentando tomar a iniciativa da partida e o Coruripe fechadinho na defesa, admistrando a sua folga conquistada no placar da primeira partida. Mas, mesmo a equipe da casa procurando o jogo, a preocupação já começava a se estampar na cara dos torcedores, pois com aquele futebol seria muito difícil chegar nos 3 a 0, ou nunha diferença maior que três gols, ainda mais que o Coruripe mostrava não ser uma equipe fraca e chegava com perigo por várias vezes nos contra-ataques.


O Juventus tenta levar a bola para o campo de ataque. Foto: Emerson Ortunho.


Grande chance perdida pelo Juventus no começo do jogo. Foto: The Watcher.

Mesmo não apresentando um bom futebol, chegando em alguns momentos até a ser dominado pelo visitante, o Juventus acabou conseguindo chegar ao primeiro gol, aos 22 minutos, através do capitão Dedimar, em cobrança de pênalti. Nesse momento a esperança se acendeu na Rua Javari, mas poucos minutos depois ela já começou a se apagar, já que o Coruripe não se abateu e partiu para o ataque. A equipe de Alagoas imprimiu um maior ritmo de jogo e aos 28 minutos chegou ao empate com Joelson, numa bola confusa que desviou e atrapalhou o goleiro Marcelo.


Dedimar marca de pênalti o primeiro gol do Juventus. Foto: The Watcher.

O time grená sentiu o banho de água fria e começou a entregar os pontos num abatimento geral. E ainda de cabeça quente o time sofreu outro baque: João Paulo parou com falta um rápido contra-ataque do Coruripe e recebeu o cartão vermelho por ser o último homem. Com o placar de 1 a 1, um homem a menos e um futebol apenas razoável, o jogo seguiu para o vestiário com praticamente tudo perdido.


O Juventus tenta impor o seu ritmo de jogo. Foto: Emerson Ortunho.

Na volta do intervalo o Juventus veio com uma novidade, o tetra-campeão mundial Vampeta entrou na equipe. E não é que o velho Vamp, mesmo com seus quilinhos a mais, mudaria o panorama da partida? Logo aos três minutos a esperança começava a renascer, Lima recebeu na área e acabou chutando mal em cima do goleiro, mas por sorte juventina, a bola bateu no defensor do Coruripe, que acabou marcando contra.

O gol logo no começo deu uma injeção de ânimos na equipe, e com o Vampeta articulando quase todas as jogadas do meio de campo, o Juventus foi acuando o Coruripe no campo de defesa sem que eles se dessem conta do que estava acontecendo. E não demorou muito para vir o terceiro gol, desta vez Lima recebeu na direita e bateu cruzado, sem chances para o goleiro do Coruripe.


A hora do chute que originou o terceiro gol juventino. O milagre ainda era possível. Foto: The Watcher.


O Coruripe tentava segurar o jogo com uma forte marcação. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo seguiu em ritmo frenético e nessa hora, equipe e torcida já acreditavam que o milagre era possível. E a devolução do placar de 4 a 1 chegou, aos 22 mnutos, com o meia Kanu, que acertou um "pombo sem asas" no ângulo do goleiro.


Kanu que foi dos destaques da partida disputa a bola. Foto: Emerson Ortunho.

Nessa hora a torcida enlouqueceu, pois pelos a disputa por pênaltis já estava garantida. Mas os heróis grenás queriam mais, e aos 43 minutos, após um lançamento para a área do Coruripe, a bola sobrou para o ataque juventino que chutou para a defesa do goleiro, no rebote Kanu mandou para o fundo das redes. Eram os inacreditáveis 5 a 1 no placar e uma inédita classificação.

Na sequência, o Coruripe que não conseguia entender o que estava acontecendo, ainda foi para cima criando algumas chances. Mas ninguém na Javari acreditava que algo poderia mudar o jogo, até que veio o apito final, quando também os bravos jogadores puderam comemorar. Alguns simplesmente desmoronando no chão, outros chorando, outros se abraçando, outros agradecendo o apoio incondicional da torcida. Épico!


Goleiro do Coruripe se erforça para segura o ataque juventino. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Juventus 5 x 1 Coruripe. A equipe paulista que debutou no torneio, vai para a segunda fase e agora vai pegar outra pedreira, o Náutico de Pernambuco. Quanto ao Coruripe, não se pode falar em salto alto, nem em síndrome do já ganhou, pois a equipe veio para jogar certinha. Tanto que fez um ótimo primeiro tempo com o regulamento em baixo do braço. Mas ninguém poderia esperar que o velho Vamp e seus moleques travessos lhes pregariam uma peça.

Bom, e o que dizer desse resultado? É mais uma página de ouro na história do Juventus e da encantadora Javari. Depois da estonteante final da Copa FPF, eu achava que nada mais poderia chegar tão perto em emoção. Porém, o Juventus é realmente um moleque que irrita sua torcida com a traquinagem de estar na zona de rebaixamento do paulistão, mas ao mesmo tempo encanta seus admiradores com suas travessuras ingênuas de um autêntico moleque travesso, e que hoje, fez mais uma das suas grandes molecagens.

Parabéns Juventus! Todos sabem que a equipe talvez nunca dará aos seus torcedores um título mundial, entretanto consegue trazer uma alegria talvez até maior, com uma simples partida de futebol jogada com amor a camisa, e não ao dinheiro e aos holofotes, hoje tão latentes.

Abraços emocionados!

Emerson