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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Triunfo em casa deixa Mauá FC vivo na briga da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quase que a preguiça me impediu de cair da cama e começar o sábado com uma rodada matutina pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Foi por pouco. Na raça, acabei pegando o caminho do Estádio Pedro Benedetti para acompanhar Mauá FC x Batatais, duelo que abriu o returno da segunda fase.

No confronto de ida, o clube da Grande São Paulo, que havia perdido seus dois compromissos iniciais, derrotou o então líder Batatais, que vinha de duas vitórias, e embolou a chave. Um novo triunfo do time preto e amarelo deixaria tudo ainda mais indefinido na briga pelas duas vagas na semifinal. Com o Guarulhos praticamente sendo uma carta fora do baralho, restam três equipes disputando os dois lugares disponíveis.


Mauá Futebol Treinamentos e Esportes Ltda. - Mauá/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


O árbitro Rodrigo Gomes Paes Domingues, os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e Vladimir Nunes da Silva, o quarto árbitro Humberto Jose Junior e os capitães dos times

Assim como nas coberturas da semana, tive a companhia da dupla que mais vê jogos na Grande São Paulo: os alfabéticos Milton e Nilton. Marcamos na estação de trem e seguimos a pé até o estádio. Fazia muito tempo que não sentia tanto frio em Mauá durante uma manhã de futebol, então não tive nenhum problema em ficar debaixo do sol pelos 90 minutos. Está sendo ótimo ter o inverno de volta após três anos longe.

O Mauá FC começou com tudo e abriu o placar aos 11 minutos, quando Samuca foi às redes. Victor Hugo quase ampliou, e o alvirrubro batataense teve dois bons momentos para empatar, ambos desperdiçados. Foram 45 minutos de puro suco de Segundona: muita luta e disputa em todos os lances.

A etapa final manteve o mesmo panorama, com cada equipe criando duas boas oportunidades. Diferente do que vi na vitória por 3 a 0 contra o Guarulhos, o Batatais teve bastante dificuldade para superar a boa atuação do setor defensivo mandante. A peleja ficou mais legal pois teve como trilha sonora uma baita playlist de anos 70 feita por mim mesmo. Futebol com um tema ao fundo fica bem legal.





Lances do primeiro tempo no Pedro Benedetti







Na segunda etapa o placar não foi alterado e o Mauá FC conquistou preciosos três pontos na luta pela classificação

No fim, o placar de Mauá FC 1-0 Batatais tirou o Fantasma da Mogiana da liderança da chave, que agora pertence ao ECUS. A equipe vermelha e branca segue com seis pontos, mas agora tem a companhia do onze mauaense com a mesma pontuação. Com duas rodadas restantes e o Guarulhos fora de combate, tudo pode acontecer.

A sessão vespertina seria bem longe dali. A gente ia sofrer com os trens da CPTM, mas ganhamos uma baita carona do Pedro Benedetti até o palco da cobertura da tarde.

Até lá!

Ficha Técnica: Mauá FC 1-0 Batatais

Local: Estádio Pedro Benedetti (Mauá); Árbitro: Rodrigo Gomes Domingues; Público: 56 pagantes; Renda: R$ 1.065,00; Cartões amarelos: Victor Hugo, Samuel, Diogo Bolt, Tierri, Miguel, Neto e Biel; Gol: Samuca 13 do 1º.
Mauá FC: Matheus; Samuel, Alex, Taylor e Vítor; Diogo Bolt, Samuca (David Kawan), Mateus de Araújo e Denílson (Isaque); Kaynan e Victor Hugo (Ruan Pablo). Técnico: Thiago Constância.
Batatais: Pedro Suzini; Tierri (Gustavo Martins), Miguel, Victor Garcia e Felipe Gabriel (Gabriel Piá); Paulo Negão (Roger), Neto, Calegari e Jordan (Formiga); Biel e Maicon (Renato). Técnico: João Carlos Barros.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Batatais passeia e vence o Guarulhos no Ninho do Corvo

Texto e fotos: Fernando Martinez


No domingão, teve rodada dupla na pauta livre do Jogos Perdidos. Fui ao Estádio Antônio Soares de Oliveira acompanhar o duelo entre Guarulhos e Batatais, válido pela segunda rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Há cinco anos eu não via o glorioso Fantasma em ação, sem dúvida um dos clubes mais carismáticos do estado.

Ambos estavam na mesma chave na primeira fase. O Guarulhos deu uma rateada no fim, mas se classificou na primeira posição. O Batatais entrou como um dos dois melhores terceiros, somando um ponto a menos do que os guarulhenses. Aliás, vale lembrar mais uma vez que o ADG está sendo tocado pelo pessoal que era do Aster Itaquá e que foi "saído" de Itaquaquecetuba.

Mesmo sendo longe da capital, vi o onze batataense várias vezes. Contando todas as categorias, foram 20 jogos. Somente no profissional, 17. Provavelmente o alto número de coberturas se deve ao fato de que sempre achei o time muito simpático, um dos que mais me chamava a atenção quando era mais novo. Jogando perto de casa e em um bom horário, não tinha como perder.


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


O árbitro Michel de Camargo, os assistentes Alex Alexandrino e Osvaldo Apipe de Medeiros Filho, o quarto árbitro Rodrigo Santos e os capitães

Falando em perder, o alvirrubro foi derrotado duas vezes pelo Guarulhos na primeira fase: 2 a 0 no Osvaldo Scatena e um sonoro 5 a 0 na Grande São Paulo. Na estreia da segunda fase, os dois venceram. O ADG fez 2 a 1 no Mauá FC fora de casa, e o Fantasma derrotou o ECUS em seus domínios por 3 a 1. Hora do confronto de líderes no Ninho do Corvo. Estive nessa com a dupla do barulho Luigi/Pucci e o amigo Caio.

Quando a bola começou a rolar no campo flamenguista, a peleja se definiu em apenas 90 segundos. Com dois minutos, a zaga local vacilou e viu Gustavo surgir entre dois defensores e cabecear sem nenhuma dificuldade no canto esquerdo. No minuto seguinte, Sávio deu um pontapé em um jogador do Batatais e foi expulso. Com 1 a 0 no placar e um a mais, a missão visitante ficou muito, muito mais fácil.

O Guarulhos não se encontrou mais e viu o clube vermelho e branco tomar conta das ações. Foram alguns ataques perdidos até que, aos 30, Biel completou um cruzamento da esquerda e anotou o segundo. Na comemoração, o atleta veio em frente às lentes do Jogos Perdidos. Aquela fotinho exclusiva sempre legal de publicar por aqui.


Sávio foi expulso logo no começo e a partida foi definida cedo




O Guarulhos sentiu o golpe do gol e de ficar com um a menos e pouco produziu




O lance do segundo gol do Fantasma em Guarulhos e a comemoração de Biel de forma exclusiva para o JP

No intervalo, fui para as cabines e, de lá, vi um passeio total do Batatais. A ferro e fogo, o Guarulhos teve apenas uma chance, e ainda assim, bem mais ou menos. Já os visitantes mandaram duas bolas na trave (além de outra na primeira etapa), fora os momentos em que os atacantes pecaram no último toque. Poderiam ter feito mais três ou quatro gols sem exagero, mas anotaram apenas mais um, aos 40, com Maycon.





A vitória visitante poderia ter sido bem maior se tivessem aproveitado as chances que tiveram. Na última foto, o cruzamento que originou o terceiro gol


Placar final da maiúscula vitória do Batatais no Ninho do Corvo

O placar final de Guarulhos 0-3 Batatais ficou barato diante do passeio alvirrubro no Ninho do Corvo. O time do interior agora é líder isolado do Grupo 5 com seis pontos. ECUS e o clube guarulhense estão com três, e o Mauá FC segue zerado. Na semana que vem termina o turno. Os dois primeiros colocados se garantem na semifinal.

Terminada a partida, pegamos a estrada pela segunda vez em três dias para voltar a ver um jogo em um estádio que eu não visitava desde 2017. Já estava na hora de voltar.

Até lá!

Ficha Técnica: Guarulhos 0-3 Batatais

Local: Estádio Antônio Soares de Oliveira (Guarulhos); Árbitro: Michel de Camargo; Público: 84 pagantes; Renda: R$ 1.030,00; Cartões amarelos: Juliano Bernardes, Vitor Boin, Paulo Negão e Victor Garcia; Cartões vermelhos: Sávio 4 e Juliano Bernardes 42 do 1º; Gols: Gustavo 2 e Biel 30 do 1º, Maycon 40 do 2º.
Guarulhos: Vitor Boin; Handrey (Fabrício Rabelo), Ítalo, Yarley Alexandre e Robinho; Capiva, Feijão (Davi Almeida), Sávio e Kauan Pereira (Bruno Moreira); Juliano Bernardes (Dieguinho) e Gustavinho. Técnico: Cleiton Marcelino.
Batatais: Pedro Suzini; Tierri, Breno Martins, Victor Garcia (Miguel) e Adriano; Paulo Negão (Bruno Calegari), Cleber, Renato Camargo (Maycon) e Jordan; Gustavo (Felipe Gabriel) e Biel (Vinicius Brandeker). Técnico: João Carlos Barros.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

O futebol volta às páginas do Jogos Perdidos

Texto e fotos: Fernando Martinez


Pandemia!

Essa palavra relativamente desconhecida pela grande massa passou a fazer parte do dia a dia da maior parte dos habitantes do planeta em 2020. A chegada da covid-19 transformou a realidade e nos levou à maior crise do século e também ao pior momento do mundo moderno. Milhares morreram, milhões foram infectados, muitos perderam o emprego (eu incluído) e não sabemos quando poderemos voltar minimamente à realidade que tínhamos até o começo do ano.

Tudo parou. Tudo. Trazendo isso ao assunto principal do Jogos Perdidos, com o futebol não foi diferente. Desde que estive presente no Capivariano 2x0 Nacional em 14 de março, foram 189 dias sem pisar num estádio, meu maior período sem jogos desde 1995 e o sétimo na história. Todos os campeonatos no país ou foram interrompidos ou nem começaram. Nunca tivemos algo parecido na história do profissionalismo e mesmo quando a Gripe Espanhola parou os certames em 1919 não foi por tanto tempo.

No dia seguinte da minha última peleja iniciei uma quarentena forçada. Não comecei bem e surtei em abril por uma série de fatores, culminando com minha internação em maio com uma pedra no rim e suspeita de ter covid-19. Foi barra pesada, porém a ficha caiu e resolvi aproveitar o tempo livre a partir da minha alta. Assisti muitas séries inteiras, ouvi muita música, mexi nas pesquisas ferozmente e retomei a leitura num ritmo industrial. 27 semanas depois, eu resolvi encarar o mundo real e decidi que era hora de voltar à velha forma no retorno do Campeonato Paulista da Série A3.

Não me senti à vontade para retornar aos campos em julho quando os estaduais foram retomados. Além disso, achei a volta precipitada. Por isso não sei se teria voltado se não com o Nacional atuando no Estádio Nicolau Alayon recebendo o Batatais. Eu quebrei a série de três anos e meio vendo todos os jogos ali justamente na última apresentação, contra o Marília dia 7 de março. Estava em Anápolis na mesma tarde numa viagem que parece ter sido feito há oito anos. O adversário do onze nacionalista no retorno do torneio foi o Batatais.

Estava curioso para ver como estava o protocolo de segurança na A3 já que acompanhei de longe a volta dos certames maiores. Bom, além de farta quantidade de álcool em gel e necessidade de usar a máscara o tempo todo, agora não tenho mais acesso ao gramado. Após muitos anos, os próximos posts do JP não terão os times posados, nossa marca registrada. Confesso que dá uma certa tristeza, mas tudo pelo social.

Outra coisa que não vai rolar até segunda ordem será a companhia das dezenas de amigos e conhecidos que frequentam os campos da vida. Somente pessoal com carteirinha da Acessp e Arfoc terão acesso às canchas. Não ter a companhia da rapaziada vai também ser bastante esquisito. As minhas trilhas sonoras pessoais do Spotify certamente serão acionadas com enorme regularidade (e o que tem de coisa boa não é brincadeira).

Como também não podemos ficar zanzando pelo estádio buscando ângulos diferentes, fui obrigado a permanecer no lado direito da parte coberta da Comendador Souza. Foto, só dali. Agora, o pior de tudo na minha humilde opinião é a falta de torcida. Tudo bem que a assistência na casa nacionalista historicamente não é das maiores, mas mesmo assim futebol sem público muda a essência do esporte. Certeza que não me acostumarei com isso nunca.



Times perfilados para o Hino Nacional na volta do JP aos gramados. Depois o minuto de silêncio para as vítimas da covid-19 no país

Quando a A3 parou o Nacional não estava nada bem. Os paulistanos ocupavam a 13ª posição mostrando um futebol fraco, principalmente fora de casa. A pontuação embolada deixava o clube tanto perto da classificação quanto do rebaixamento e minha análise na época era que precisavam se preocupar mais com a parte de baixo na tabela. Seis meses depois, não tinha a menor ideia do que esperar atuando contra o sexto colocado, o glorioso Batatais.

Logo no primeiro minuto o alvirrubro assustou a zaga mandante com um bom ataque pela esquerda e bola na trave direita do camisa 1 paulistano. Na sequência o Nacional abriu o marcador em chegada pela direita que terminou com a cabeçada de Tavares. Gol nacionalista logo no começo? Taí algo que não vemos sempre.

Aos nove, Vitor Hugo perdeu um daqueles gols que se bobear até eu faria quando ficou cara-a-cara com o goleiro Douglas Lima e se atrapalhou todo, chutando pela linha de fundo e desperdiçando a oportunidade do empate. Aos 20, quase o segundo paulistano em dois momentos seguidos. A partir daí a zaga visitante passou a errar muito e o Nacional não soube aproveitar a vantagem. Quando o intervalo chegou, o placar poderia estar tranquilamente em 2x0.




Três momentos do primeiro tempo de Nacional x Batatais. Na terceira foto, uma boa chegada visitante de cabeça

Quando veio a etapa final foi aquela coisa. Quem acompanha os jogos do antigo SPR sabe que o "quem não faz, toma" funciona como lei. Vinícius criou a melhor chance da peleja quando avançou sozinho por todo o campo de defesa do Batatais, entrou na área e chutou no canto. Caprichosamente a pelota tirou tinta da trave esquerda e saiu.

Nesse lance tive a certeza que o Fantasma chegaria ao empate... e claro que ele chegou. Paulo César recebeu um lançamento maravilhoso de Nicolas e tocou na saída do arqueiro local aos 25 minutos, deixando tudo igual. O Naça tentou emplacar um ânimo extra em busca dos três pontos, só que foi o alvirrubro quem chegou perto do segundo tento.


Dividida no meio de campo já no segundo tempo


Vinícius perdendo a melhor chance de gol nos 90 minutos. Pouco tempo depois, o escrete nacionalista sofreu o empate


Após sofrer o gol, o Nacional se mostrou tímido na busca de nova vantagem no placar

O Nacional 1-1 Batatais foi o resultado justo para a partida em Comendador Souza. O Naça ganhou um ponto porém conseguiu perder duas posições na tábua de classificação: agora é o 13º colocado postado perigosamente perto da zona de rebaixamento. Já o Fantasma agora está na quinta posição. Os paulistanos precisam MUITO vencer o próximo compromisso contra a pedreira chamada São Bernardo, caso contrário a situação vai se tornar mais dramática.

Essa foi a minha volta aos gramados depois de 189 dias. Não significa que voltarei à ativa naquele ritmo frenético de sempre, pois a pandemia continua sendo uma realidade nefasta e não podemos brincar, mas quando estiver animado e disposto voltarei. Serve pelo menos para deixar o JP em atividade.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 1-1 Batatais

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Jefferson Dutra Giroto; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Tavares, Gabriel Vieira, Matheus Costa, Maicon, Paulo César; Gols: Tavares 2 do 1º e Paulo César 24 do 2º.
Nacional: Douglas Lima; Alanderson, Gabriel (Júlio), Diego Chiclete e Ricardinho; André Rocha, Juan (Guilherme Dias), Gabriel Vieira (Dieguinho) e Tavares (Matheus Costa); Vinicius e Luquinha (Matheus Teta). Técnico: Tuca Guimarães.
Batatais: Adalberto; Danilo Guimarães (Guilherme), Manuel (Felipe), Gustavo e Maicon (Paulo César); Ian, Nicolas, Kawan e Vitinho (Pimpolho); Caíque Gomes (Adyson) e Caíque Santos. Técnico: Nívio Caetano. 
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quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Portuguesa começa a A2 com derrota no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após acompanhar o empate entre Nacional e São Bernardo FC, novamente o Campeonato Paulista da Série A2 na sua primeira rodada foi a pauta. Numa sessão noturna no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte, fui ver de perto a estreia da Portuguesa na competição contra o sempre genial Batatais FC.

Sem disputar a Série A1 desde 2015, a Lusa vai para a sua terceira disputa seguida na A2 tentando emplacar uma boa campanha, algo que não aconteceu nos dois últimos anos (foi 13º tanto em 2015 quanto em 2016). Só que as coisas pelos lados do Canindé são uma incógnita e os nomes que foram contratados não dizem muita coisa por enquanto.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Thiago Luis Scarascati, os assistentes Fábio Rogerio Baesteiro e Osvaldo Apipe Filho e o quarto árbitro Regildenia de Holanda Moura

Quase mil pessoas pagaram ingresso e viram que a luz no horizonte ainda não está tão visível assim. O técnico Guilherme estreou em partidas oficiais levando o primeiro gol logo aos cinco minutos. A zaga vacilou geral e Cléber, camisa 6 do Batatais, marcou.

Demorou um tempo pro onze local realmente começar a incomodar a defesa visitante. Apenas por volta dos 20 minutos que os rubro-verdes iniciaram uma pressão tímida em busca do empate. Nada assim uma maravilha, diga-se de passagem, mas foi melhor do que nada.

Aos 21, Gian viu o goleiro adiantado e tentou marcar do meio de campo. Os locais fizeram vários cruzamentos dentro da área alvirrubra e em dois desses lances a bola passou perto da trave. Mesmo com mais tempo com a pelota nos pés, a etapa inicial terminou com a vitória parcial do Fantasma.


Fabiano, camisa 4 do Batatais, se preparando pra arrepiar a bola



Duas chegadas lusitanas pela direita durante o tempo inicial


Zaga do Fantasma fazendo aquele corte maroto pelo alto

No tempo final só deu Portuguesa e o Batatais pensou apenas em se defender. Pereira e Fernandinho entraram bem e foi a vez do goleiro Juninho mostrar serviço. Quando as finalizações não iam pra fora, o camisa 1 batataense trabalhou de forma segura e impediu o empate.

Conforme a peleja foi chegando ao seu final, a pressão se intensificou. Léo Coelho aos 31 e Gian aos 35 só não empataram o placar pois Juninho mandou bem demais de novo. Aos 43 aconteceu a última grande chance em cobrança de falta de Pereira. O chute caprichosamente bateu na trave e Raul desperdiçou o rebote. É, a noite não era da Lusa.



Dois momentos em que a Portuguesa tentou o empate no segundo tempo


A cobrança de falta de Pereira que bateu na trave aos 43 do tempo final

O Portuguesa 0-1 Batatais não foi nem em sonho um resultado animador pro onze paulistano. Como faltam 14 jogos pro fim dessa fase e só dois são os rebaixados pra A3 de 2019 (eram seis os rebaixados no ano passado), tudo pode acontecer. Ainda dá pra esperar que o futebol pelos lados do Canindé possa dar alguma esperança pro seu sofrido torcedor.

Foi isso... e como 2018 até aqui tem sido um ano recheado de pelejas da Lusa, a próxima parada será nas quartas da Copa São Paulo contra o Palmeiras no Pacaembu. Será que a molecada rubro-verde vai surpreender mais uma vez no certame? Saberemos na sexta-feira.

Até lá!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Oeste e Batatais maltratam a bola e ficam no zero em Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Mesmo me sentindo como um zumbi por conta de uma noite muito mal dormida, o Projeto 40 pediu passagem na tarde do último domingo. Fui pela terceira vez no ano até a Arena Barueri, dessa vez para o encontro entre Oeste e Batatais, o 24º time da lista, valendo pelo Campeonato Paulista da Série A2.

A ida até Barueri foi cheia de percalços por conta da operação tartaruga da CPTM. Junta-se a isso o absurdo calor e um sono enorme e sai uma mistura absolutamente sensacional... só que não. Desci na Estação que tem o nome da cidade e encontrei Mílton Haddad, o mito da Aclimação, para fazer uma boquinha e dali seguir até o belo estádio.


Oeste Futebol Clube - Barueri/SP


Batatais Futebol Clube - Batatais/SP


Quarteto de arbitragem da partida com o árbitro Rafael Gomes da Silva, os assistentes Daniel Luís Marques e Leandra Aires Cossette e o quarto árbitro Camilo Morais Zarpelão junto aos capitães dos times

Antes da rodada o rubro-negro era 17º colocado com cinco pontos ganhos e apenas uma vitória em cinco pelejas. Já o Batatais estava no G4, ainda invicto com nove pontos conquistados e na quarta posição. Mais uma vez o público não se animou a ir ao campo para acompanhar o ex-time de Itápolis. Se o cenário geral já não ajuda, a campanha com certeza torna as coisas mais difíceis. 

Fui ao gramado e assisti o tempo inicial espremido numa sombra salvadora no ataque local. Agora, pena que o jogo foi muito, mas muito ruim. Os times foram a campo sem nenhuma inspiração e abusaram do direito de errar. Teve erro de tudo, passe, chute, cabeçada, tudo mesmo.

O Fantasma da Mogiana foi levemente melhor, mas nada assim uma Brastemp. Wesley foi o dono da única jogada de destaque a favor dos visitantes nos primeiros 45 minutos, em chute que Rodolfo defendeu. O Oeste... bom, o Oeste teve um chute cruzado no começo que Thiago cortou com sucesso e nada mais.


Malabarismo de zagueiro do Batatais tentando desarmar jogador do Oeste


Ataque rubro-negro na entrada da área


Boa chegada dos locais pela esquerda


Disputa de bola pelo alto sob o forte sol de domingo

No tempo final o Rubrão ficou mais tempo com a bola nos pés, só que as melhores chances foram do Batatais. Porém, o panorama geral ainda contou com muitos erros e o futebol apresentado deixava a quase certeza que o gol não sairia. Para piorar, o calor não diminuiu e isso tornou a experiência de estar dentro de campo em algo difícil de lidar.

Os 45 minutos pareceram 180, e no último lance o Oeste teve a oportunidade de salvar a tarde no lance mais agudo a favor do time local. Depois de cobrança de falta, o goleiro Thiago espalmou e a pelota sobrou livre para um dos atacantes só tocar e sair para o abraço. Só que ele teve o dom de chutar pra fora e me dar a primeira partida sem gols do Projeto 40 em 2017.


Zagueiro do Fantasma mandando a bola para longe


Rápido ataque pela lateral no segundo tempo


Ataque perigoso a favor do Oeste


Jogo rolando e ao fundo o placar final da partida realizada em Barueri

O óbvio Oeste 0-0 Batatais foi o placar merecido pelo péssimo futebol e também foi um resultado ruim para ambos, pois não serviu para tirar o rubro-negro da zona do rebaixamento e tirou o Fantasma do G4, apesar da invencibilidade ter sido mantida (o time agora é sétimo).

Para a minha alegria, o show de zica do domingo não terminou quando cheguei em casa, já que o sinal da TV a cabo simplesmente desapareceu e perdi meu primeiro All Star Game da NBA em muito tempo. Cortesia do "ótimo serviço" da Eletropaulo, que zanzou pelo bairro cortando tudo que é fio. Maravilha!

Até a próxima!