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segunda-feira, 2 de março de 2020

Reabilitação nacionalista em cima do GEO na capital

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminado o Carnaval Futebolístico do JP no dia 23, passei uma semana de boa antes de voltar aos gramados. O retorno foi o meu 56º e último jogo do Nacional no Estádio Nicolau Alayon da sequência que se estendeu de setembro de 2016 até os dias atuais. O adversário foi o Grêmio Osasco, em confronto válido pela oitava rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A3.

Essa foi a derradeira peleja da sequência pois semana que vem, data em que o Naça enfrenta o Marília na sua casa, estarei fora da capital bandeirante, possivelmente cobrindo três partidas no Centro-Oeste. Independente da série chegar ao fim, tenho certeza que poucos nos mais de 100 anos do Nacional já alcançaram marca igual ou maior. Resta ver se terei pique para emplacar outra sequência assim.

Depois de ser derrotado pelo líder Noroeste no Alfredo de Castilho, o clube ferroviário passou a ocupar a absurda 14ª posição, somente uma acima da zona de rebaixamento. Vencer o clube osasquense era obrigação pensando, pelo menos temporariamente, em afastar o perigo de queda, algo que seria fatal pensando no futuro da agremiação. Com apenas um ponto conquistado fora de casa, o GEO se dava por satisfeito com um empate.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Grêmio Esportivo Osasco - Osasco/SP


Os capitães de Nacional e GEO junto com o árbitro Matheus Delgado Candançan, os assistentes Gilberto Aparecido Romachelli e Marcos Santos Vieira e o quarto árbitro Gabriel Castro Dourado

Fui sozinho à Comendador Souza e vi um jogo onde o time da casa iniciou os trabalhos como há muito não fazia. Antes do primeiro minuto, mais precisamente aos 54 segundos, o marcador foi inaugurado com Gustavo Índio. O camisa 9 recebeu lançamento de Reinaldo entre os zagueiros, tirou do goleiro e tocou no canto. Juro que não me lembro da última vez que a equipe marcou um gol tão cedo jogando o estadual.

O GEO tentou se recompor logo na sequência, porém o Nacional continuou melhor e aos 10 quase fez o segundo com Guilherme Lobo tocando de calcanhar na pequena área. Aos 23 o Grêmio não conseguiu evitar o segundo tento local, de novo com Gustavo Índio. Guilherme Lobo bateu falta da direita, levantou no segundo pau e a pelota sobrou livre para o camisa 9 em cima da linha completar com a maior facilidade. Um gol que até eu na atual forma física faria.

O Nacional criou três ótimas chances de ampliar a vantagem ainda no primeiro tempo. As três finalizações, respectivamente aos 29, 34 e 41 minutos, passaram perto da trave osasquense. O GEO pouco fez e foi dominado pelos locais. Na única vez que chegaram dentro da área, isso aos 32 minutos, a tentativa de chute foi travada por um dos zagueiros na hora H. Sem exagero algum, os ferroviários poderiam ter fechado a fatura antes mesmo do intervalo chegar.


O Nacional fez um primeiro tempo como há muito não se via, criando várias chances de gol


Ataque nacionalista pela esquerda


Zagueiro do GEO mandando a bola na numerada numa tentativa de lançamento


Pelota viajando dentro da área osasquense


Aquela boa e velha disputa de bola pelo alto

A previsão do tempo tinha dito que faria frio sábado, só que o sol forte que pintou me obrigou a subir até a parte coberta na etapa final. De boa na sombra vi o Grêmio Osasco voltar ao gramado disposto a ter melhor sorte e, se aproveitando de uma pane defensiva paulistana, diminuiu aos dois minutos quando Kaique completou cruzamento da esquerda e a bola passou debaixo do goleiro Luis Henrique.

O fato de ter marcado cedo deixou o GEO mais tranquilo e, sem criar novos momentos de perigo, fez com que o Nacional voltasse a apresentar o bom futebol dos primeiros 45 minutos rapidinho. Os locais assustaram o arqueiro visitante principalmente em chute de Vinicius na trave aos 15. Depois disso, o escrete paulistano levou a partida em banho-maria e só nos acréscimos os osasquenses voltaram a assustar... nada que deixasse o goleiro Luis Henrique preocupado.


No tempo final, o GEO voltou mais animado tentando diminuir o prejuízo


Boa jogada aérea a favor do onze paulistano


Aos poucos o escrete ferroviário voltou a dominar a peleja após o começo bom do GEO na segunda etapa


Jogador do Nacional derrubado dentro da área, mas não foi pênalti


Na marra, os ferroviários conquistaram importante vitória que os afastou da zona de rebaixamento

O placar final de Nacional 2-1 Grêmio Osasco fez o eterno SPR subir para a 10ª posição agora com 10 pontos ganhos. Não tem como ficar super tranquilo em relação ao rebaixamento, mas pelo menos deixa a rapaziada respirar um pouco. Quem está ameaçado agora é o GEO, que herdou a 14ª posição com o mesmos nove pontos de antes da rodada. Agora faltam sete compromissos para cada um até o final da primeira fase. Muita água ainda vai passar debaixo dessa ponte.

Nessa semana ficarei de boa pensando já na mini-turnê pelo Centro-Oeste que irá rolar sábado e domingo. Se tudo der certo, serão dois estádios inéditos e quatro times novos na Lista. Com mais de 700 times na Lista, conseguir ver quatro clubes num único final de semana é motivo de muita comemoração.

Até lá!

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Ficha Técnica: Nacional 2-1 Grêmio Osasco

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Matheus Delgado Candançan; Público: 210 pagantes; Renda: R$ 1.895,00; Cartões amarelos: Luís Henrique, Veloso, James Dean, Guilherme Lobo, Guilherme Noé, João Goes, Rodrigo; Cartão vermelho: Rodrigo 24 do 2º; Gols: Gustavo Índio 1 e 22 do 1º, Kaíque 2 do 2º.
Nacional: Luís Henrique; Alanderson, Gabriel, Guilherme Noé e Veloso; Reinaldo, Ricardinho (Bahia), Matheus Teta (PH) e Guilherme Lobo; Gustavo Índio e James Dean (Vinicius). Técnico: Tuca Guimarães.
Grêmio Osasco: Charles; Rodrigo, Caio Talarico, Thiago e Vinícius Paiva; João Goes, Gustavo Barbosa (Abeny), Léo Vítor (Kaíque) e Bruno Felipe; João Pedro (Luiz Henrique) e Bruno Henrique. Técnico: Bruno Lourenço.
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