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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Brasil humilha o Equador: 15x0!

Fala pessoal!

O segundo jogo do dia, válido pela terceira rodada do Grupo A do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17, acabou sendo uma partida histórica em vários sentidos. Novamente no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, Brasil e Equador entraram em campo para uma partida que já se imaginava quem iria vencer, só dependendo saber o placar final após os 90 minutos regulamentares.

Antes mesmo do jogo anterior acabar lá estava eu devidamente credenciado dentro do gramado para as fotos das duas equipes. E outra vez em primeira mão, seguem as fotos nas páginas do JP:


Seleção Feminina do Brasil (sub-17). Foto: Fernando Martinez.


Seleção Feminina do Equador (sub-17). Foto: Fernando Martinez.

Dez entre dez pessoas presentes na Javari, até mesmo a comissão técnica e atletas equatorianas, acreditavam numa fácil vitória do Brasil nessa partida. O time jogou o fino da bola na sua estréia contra a Bolívia, e no jogo contra o time mais fraco da chave, o cheiro de goleada estava no ar. O Equador, que perdeu seus dois primeiros jogos contra Bolívia e Peru, torcia muito para a Seleção Brasileira não estar num dia bom.

Logo após as fotos oficiais, resolvi sair um pouco do campo pois como a seleção estava atacando no gol "das goiabas", não quis encarar o forte sol que ainda reinava por lá. Fiquei na lateral do gramado junto com o David, e a partir dos 6 minutos, a história já foi sendo escrita. O primeiro gol do dia foi a jogadora Ingrid, tocando de cabeça no canto da goleira. Aos 8 veio o segundo com Gláucia chutando forte após bom passe.


Primeiro gol brasileiro, logo aos 6 minutos de partida. Foto: Fernando Martinez.


Bola entrando no gol equatoriano no segundo gol do dia na Javari. Foto: Fernando Martinez.

Sem dar nem tempo para respirar, mais três gols vieram quase em sequência. O terceiro da jogadora Thaís aos 17 minutos, o quarto de Gláucia aos 20 e o quinto de Thaís aos 23. Com 5x0 no marcador, resolvi então acompanhar o ataque brasileiro de dentro do campo, já que o sol tinha dado uma trégua. E não me arrependi nem um pouco, pois logo aos 29 o Brasil fez mais um, com a jogadora Jucinara cabeceando após rebote da goleira.


A jogadora Roberta iniciando ataque brasileiro pela direita. Foto: Fernando Martinez.


A goleira do Equador rebatendo uma bola para o alto, que seria cabeceada pela jogadora Jucinara para o fundo das redes, no sexto gol brasileiro do dia. Foto: Fernando Martinez.

Parecia que o time iria sossegar depois do sexto gol... ledo engano! O time teve uma bola na trave e um pênalti não marcado antes do sétimo gol vir aos 36 minutos através da jogadora Andressa. Sem piedade das equatorianas, tivemos o oitavo aos 41, novamente com a ótima jogadora Thaís só deslocando a goleira, e o nono gol aos 44, numa belíssima jogada da atacante Gláucia. E o inacreditável primeiro tempo terminou por aí.


Sétimo gol do Brasil, com a jogadora Andressa driblando a goleira e tocando firme para o fundo das redes. Foto: Fernando Martinez.

Acredito que nunca tinha visto uma partida chegar ao intervalo com um placar de 9x0. Com média de um gol a cada cinco minutos, o Brasil mostrou um futebol avassalador nesse tempo inicial, sem dar qualquer chance e deixando o Equador completamente anestesiado dentro de campo. Se estivéssemos numa luta de boxe, com certeza a seleção teria ganho de nocaute no primeiro assalto, antes mesmo dos 20 segundos de luta.

Voltei para as numeradas da Javari e o panorama dos torcedores era de incredulidade, pois ninguém lá tinha visto alguma coisa assim antes. E enquanto conversava com as pessoas presentes, um verdadeiro dilúvio chegou no estádio. Eu e o David fomos para as cabines de imprensa de lá, e mesmo assim nos molhamos bastante. Os jornalistas que estavam montando as matérias nos seus laptops tiveram que desligar tudo às pressas, pois a água veio com tudo até ali na parte coberta.

Na hora do jogo recomeçar, a arbitragem teve o bom senso de aguardar o dilúvio diminuir sua força. Meia hora depois, com a chuva ainda bem forte, mas com o gramado segurando muito bem a bronca, a partida foi reiniciada. E a pergunta geral era se o Brasil continuaria com o ritmo alucinante do primeiro tempo. E nos primeiros 15 minutos do tempo final, a resposta foi mais do que positiva.

Logo no primeiro minuto a atacante Jullia, que tinha entrado no intervalo, fez o 10º gol depois de falha da arqueira equatoriana. A mesma Jullia, que é uma das jogadoras mais bonitas do time, fez seu segundo gol no jogo e o 11º do Brasil aos 5 minutos com a colaboração da goleira do Equador. Depois da falha nesse gol, a arqueira Gabriela Ortiz foi substituída e deu lugar à camisa 1 Gladys Montoya. Mas nem deu tempo dela se conectar na partida e o 12º gol veio aos 10 minutos, através da jogadora Luana.


Décimo gol do Brasil, marcado pela jogadora Jullia, que tinha acabado de entrar. Foto: Fernando Martinez.


A camisa 18 Jullia marca seu segundo gol no jogo, o 11º do Brasil. Foto: Fernando Martinez.

Sem parar o show, o Brasil fez mais dois gols com a atacante Thaís em seguida. O 13º aos 13 minutos, em cobrança de pênalti, e o 14º aos 15 minutos, no quinto gol da camisa 11 no dia. Com 15 minutos dessa segunda etapa e 14x0 no marcador, o Brasil resolveu cadenciar mais a partida, e tocar mais a bola, poupando um pouco suas jogadoras no pesado gramado da Javari.


A camisa 11 Thaís marca de pênalti o 13º gol do Brasil na Javari. Foto: Fernando Martinez.

Particularmente eu estava torcendo demais para mais um gol sair nessa partida, pois já tinha visto um placar desses na minha extensa lista de jogos. Foi um Corinthians 14x0 Barcelona, pelo Campeonato Paulista sub-15 em 4 de junho de 2005. E tão difícil ver um marcador desses que não queria repetir a dose não, até porquê seria bom bater esse difícil recorde em quase 1700 jogos vistos in loco. E torci tanto que o Brasil acabou fazendo mais um aos 31 minutos, em golaço por cobertura da atacante Gláucia.


A forte chuva sendo pano de fundo para a goleada histórica do Brasil em cima do Equador. Foto: Fernando Martinez.

O mais bizarro depois desse gol é que muitos na Javari não sabiam se tinha sido o 14º, 15º ou 16º gol na partida. O placar pifou já nos 10x0, e sem nenhuma referência enquanto os gols saíam, muitos ficaram sem entender perfeitamente o andamento do marcador. Depois de algum tempo e com a dúvida sanada, o Brasil ainda perdeu mais algumas chances de ampliar ainda mais o massacre. Mas vale ressaltar a partida limpa e sem nenhum pingo de violência que o Equador fez. A equipe soube jogar na bola e merece todos os aplausos por isso.

Final de jogo: Brasil 15-0 Equador. A maior goleada da história do torneio, a maior goleada que presenciei num estádio de futebol, uma das maiores goleadas que uma seleção brasileira fez contando todas as categorias em todos os tempos, e uma das maiores goleadas (senão a maior) da história do Estádio Conde Rodolfo Crespi... precisa falar mais alguma coisa a respeito desse jogo?

Ainda animados com o placar final da partida, eu e o David saímos da Javari já com uma chuva mais moderada caindo na Mooca. Eu ainda fui fazer a minha boquinha degustando novamente uma bela pizza do lado do estádio antes de encarar um infernal metrô paulistano rumo à Zona Sul da capital. Fiquei mais de uma hora para embarcar num carro com destino ao Jabaquara, num calor senegalesco dentro da estação Sé e com gente saindo pelo ladrão... tudo pelo social!

E na quarta-feira teve mais rodada aqui pelo JP... e mais uma vez com histórias surreais numa partida de futebol...

Até lá!

Fernando

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