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domingo, 31 de janeiro de 2010

JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Paraguai começa o torneio com boa vitória

Fala pessoal!

Depois da surpreendente vitória boliviana sobre as peruanas, era a hora do segundo jogo do dia válido pelo Grupo A do Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17. As seleções do Equador e do Paraguai entraram no gramado histórico do Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, para buscarem uma boa estréia no torneio.

Mesmo debaixo de chuva, voltei para o campo de jogo para as fotos posadas das duas equipes, uma exclusividade do JOGOS PERDIDOS:


Seleção Feminina do Equador (sub-17). Foto: Fernando Martinez.


Seleção Feminina do Paraguai (sub-17). Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com as capitães equatoriana e paraguaia fazendo o "toss" antes da partida começar. Foto: Fernando Martinez.

Favoritas para essa partida e para uma das vagas do grupo A nas semifinais, as paraguaias foram responsáveis pela única derrota do Brasil na primeira edição do torneio em 2008. Essa derrota acabou custando o título do Sul-Americano para a seleção canarinho. Mesmo sabendo do favoritismo brasileiro, o time azul e vermelho espera pelo menos dar trabalho novamente. Já as equatorianas buscam um maior aprendizado jogando contra as duas favoritas do grupo.


Chegada forte da Seleção do Paraguai no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Para esse jogo o David resolveu dar as caras na Rua Javari para também ter a chance de ver esse histórico torneio in loco. E como a chuva apertou demais, vi o primeiro tempo desse jogo das cabines de imprensa. E mesmo com o Equador não mostrando muita coisa boa tivemos uma boa partida, com o Paraguai dominando absolutamente todas as ações ofensivas durante os 90 minutos, sem dar o menor espaço para as equatorianas.


Bola cruzada dentro da área equatoriana. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo lado esquerdo do ataque paraguaio. Foto: Fernando Martinez.

Isso sem contar que a goleira do Equador, Gabriela Ortiz, resolveu dar uma forcinha extra para as adversárias e falhou nos dois gols que o Paraguai fez no primeiro tempo. O primeiro foi aos 19 minutos, em cobrança de falta de longe da jogadora Erika Fretes que foi um replay do primeiro gol boliviano no jogo anterior. A arqueira estava adiantada e viu a bola entrar por cobertura, sem nenhuma chance de defesa.

O segundo gol paraguaio foi com uma falha ainda maior da arqueira adversária, que depois de um lançamento despretensioso dentro da sua área perdeu o tempo da bola, e viu a pelota a encobrir, sobrando livre para a jogadora Maria Toledo só empurrar para o fundo das redes. No intervalo a partida estava em 2x0 para as paraguaias. Nesse intervalo aproveitamos que tudo estava sossegado por lá e fomos ficar nas charmosas tribunas do estádio.


Agora de calções brancos, cabeçada perigosa do Paraguai no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Tentativa infrutífera de ataque do Equador. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo veio debaixo de mais chuva, e logo aos 4 minutos tivemos o gol mais bonito da rodada dupla. A jogadora Fabiola Ayala recebeu passe pela esquerda, driblou uma zagueira e tocou com estilo no canto direito. Uma das coisas mais legais de ver jogos femininos é a comemoração dos gols, sempre parecendo que foram tentos que decidiram uma Copa do Mundo. Como disse o David, a parte motivacional dessas equipes é algo muito legal e digno de registro.


Jogadora equatoriana dominando a bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez.

Durante o resto do jogo o Paraguai abusou do direito de perder boas oportunidades, e o jogo poderia ter tido pelo menos mais três ou quatro gols. Mas no final ficou mesmo em Equador 0-3 Paraguai. Bela vitória paraguaia, que confirmou seu favoritismo no jogo e vai com tudo em busca de uma das duas vagas nas semifinais. Ao Equador, a confirmação que o nível técnico da equipe deixa bastante a desejar.

Bom, e ainda com a chuva desabando na Javari, saímos de lá dispostos a degustar uma bela pizza brotinho ao lado do estádio. Acabamos ficando por lá curtindo a refeição e já armando planos para as próximas rodadas. No sábado então fui acompanhar a segunda rodada do Grupo B da competição também na Rua Javari.

Abraços

Fernando

JP no Sul-Americano Feminino sub-17: Surpresa boliviana na estréia do Grupo A

Fala pessoal!

Começou na última quinta-feira um daqueles torneios que sempre ficamos com água na boca quando acontece em outro país, e que agora temos a chance de acompanhar in loco aqui em São Paulo, algo que não acontecia fazia muito tempo. Falo do genial Campeonato Sul-Americano Feminino sub-17, que tem sua segunda edição acontecendo até o dia 11 de fevereiro aqui na capital. E as sedes não poderiam ser em lugares mais legais: Nicolau Alayon e Rua Javari.

O torneio começou na quinta-feira, mas somente na sexta eu consegui ir assistir minha primeira rodada dupla. A primeira partida do dia reuniu as seleções da Bolívia e do Peru, válida pelo Grupo A da competição, que também tem a presença das seleções do Equador, Paraguai e do Brasil. Os jogos do dia foram realizados no Estádio Conde Rodolfo Crespi, a Rua Javari, e infelizmente sem nenhuma divulgação e com uma chuva que não para de cair no estado, o público foi diminuto.

Esse público baixo, a falta de divulgação maciça, o desinteresse do grande público e o descaso da grande mídia tornam esse Sul-Americano Feminino sub-17 um verdadeiro prato cheio aqui para o JP. Desde o início do blog sempre buscamos trazer jogos, times e campeonatos pouco divulgados... e mesmo esse torneio sendo organizado pela Conmebol, ele com certeza está longe dos holofotes, pelo menos durante a primeira fase. E devidamente credenciado, consegui fazer as exclusivas fotos de Bolívia e Peru antes do jogo iniciar (é a primeira vez que o blog é credenciado para um torneio internacional oficial... fantástico):


Seleção Feminina da Bolívia (sub-17). Foto: Fernando Martinez.


Seleção Feminina do Peru (sub-17). Foto: Fernando Martinez.

A primeira edição do Sul-Americano Feminino sub-17 foi realizada no Chile no começo de 2008 e teve como campeã uma surpreendente Colômbia. O Brasil foi vice-campeão perdendo o caneco no saldo de gols, num Quadrangular Final qu também teve a participação das seleções da Argentina e do Paraguai. O Peru fez boa campanha e terminou o campeonato na 5ª colocação, enquanto a Bolívia foi a pior seleção entre as 10 participantes, perdendo seus quatro jogos e ficando com um saldo negativo de 14 gols.

Fui então acompanhar o ataque da seleção do Peru dentro do campo de jogo. Desde os primeiros momentos ficou claro que tudo que a Bolívia queria era segurar a seleção peruana de qualquer forma e tentar alguma coisa nos chutes de longa distância ou em algum contra-ataque. E o time do Peru começou o jogo em cima das bolivianas, mas pecando demais no toque final.


Chute da seleção peruana logo nos primeiros momentos da partida. Foto: Fernando Martinez.


Chegada da Seleção do Peru pela direita do ataque. Foto: Fernando Martinez.

A seleção da Bolívia se defendia bem, mas não conseguia chegar no ataque. Mas na primeira chance da equipe, o marcador foi aberto. Numa falta de longe, a jogadora Zerteno chutou uma bola que teria fácil defesa. Mas a pelota fez um efeito incrível e acabou encobrindo a goleira Velasquez, que falhou no lance. O gol da seleção verde foi muito comemorado dentro do campo e também pelas pessoas que estavam torcendo para elas nas arquibancadas.


Cruzamento dentro da área boliviana. Foto: Fernando Martinez.


Mais um ataque sem sucesso do time do Peru. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo de jogo veio com a vantagem mínima da Bolívia e eu fui beber e comer algo na lanchonete da Javari. A chuva voltou a cair nesse meio-tempo e resolvi acompanhar o restante do jogo lá do alto, na parte coberta. E o segundo tempo veio e em menos de um minuto as bolivianas ampliaram o marcador. Num passe em profundidade para a camisa 9 Sdenka, ela driblou a goleira peruana, perdeu o ângulo do chute, e mesmo assim conseguiu chutar com estilo da entrada da área para deixar sua equipe mais folgada no placar.


Pela direita, mais um ataque perdido das peruanas. Foto: Fernando Martinez.


Visão geral do jogo entre Bolívia x Peru, pelo Sul-Americano Feminino sub-17. Foto: Fernando Martinez.

O Peru sentiu o gol, e não teve forças para reagir e nem assustar o gol adversário durante o resto da partida. E o rápido ataque boliviano acabou aproveitando mais uma bobeada da zaga adversária aos 31 minutos, em mais um gol da atacante Sdenka. E até o apito final o marcador não foi mais alterado.

Final de jogo: Bolívia 3-0 Peru. Belíssima estréia boliviana, que teve sua primeira vitória na história do campeonato e que, com os três gols marcados, já supera todos os gols que marcou na edição anterior - dois em quatro partidas. As peruanas saíram muito tristes do campo, mas o time não mereceu melhor sorte, já que não tem tática nenhuma e o poderio ofensivo do time é abaixo da crítica. A Bolívia também deixa a desejar, mas aproveitou bem as poucas chances que teve.

Mas o dia ainda não tinha terminado, e agora era vez de mais duas estréias de seleções no Sul-Americano Feminino sub-17 2010.

Até lá!

Fernando

sábado, 30 de janeiro de 2010

Derrota lusitana no seu primeiro jogo no Canindé em 2010

Fala pessoal!

Depois da vitória flamenguista pela Série A2 estadual, eu e o seu Natal rumamos para vermos nosso primeiro jogo do Campeonato Paulista 2010. E para começar nada melhor do que ver um jogo no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, o querido e longínquo Canindé. No cardápio do dia, Portuguesa e Mogi Mirim jogariam em partida válida pela 4ª rodada da competição.

Por falar em cardápio, chegamos no bairro do Pari sem pegar nenhum trânsito na Marginal Tietê e faltando mais de uma hora para a partida começar. Então, sem nenhuma refeição até então, escolhi uma tradicional esfiharia da região para fazer meu desjejum. Até o seu Natal, que não gosta nada que seja diferente de um bom prato-feito, aprovou a iguaria e além disso adorou o ambiente "descolado" do local. Satisfeitos, e ainda encontrando meu irmão passeando nas alamedas do meu antigo QG, fomos para o estádio rubro-verde.

Sem maiores problemas adquirimos nossos caros ingressos e fomos para as arquibancadas do Canindé ver o primeiro jogo da Portuguesa na sua casa em 2010. O time fez três boas apresentações nas primeiras rodadas e caso vencesse o Sapão poderia ficar na liderança da competição. Para o Mogi, que começou o Paulistão tomando cinco do Palmeiras, uma vitória consolidaria uma importante recuperação no campeonato, já que venceu o Santos na rodada anterior.


Chegada da Portuguesa pelo alto no primeiro tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Com um público abaixo do que eu esperava, o jogo começou com o Mogi assustando a defesa rubro-verde logo no primeiro minuto, e o goleiro lusitano foi obrigado a fazer um milagre. Depois, a Portuguesa tentou sufocar o time do interior em seu campo de defesa, mas não conseguiu o sucesso esperado. O jogo não estava com um bom nível técnico, e para piorar a situação do time paulistano, aos 38 minutos o veterano Luís Mário fez um golaço quase da intermediária, em bola que achou o ângulo direito do goleiro.


Falta rubro-verde que passou longe do gol do Mogi Mirim. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro do Sapão afastando a bola em cruzamento da Lusa. Foto: Fernando Martinez.

O descanso da partida chegou com a vantagem parcial dos interioranos. A torcida aproveitou a saída dos jogadores para mostrar quem será cobrado em 2010. Alguns nomes foram enaltecidos, e outros "homenageados" pelo futebol ruim. Nesse intervalo também tirei uma rápida soneca, pois o sono estava absurdo. O seu Natal entrou na dança e dormiu da mesma forma, mas o seu sono foi mais implacável, e a soneca dele foi até os 20 do segundo tempo.


Um penteado moderníssimo no Canindé e o seu Natal capotado nas arquibancadas do estádio... ô sono! Fotos: Fernando Martinez.

Mesmo assim ele não perdeu nada, já que na volta para o tempo final da partida a Portuguesa tentou impor seu ritmo, mas acredito que poderia estar jogando até agora que não teria feito nenhum gol. O time não foi nem sombra a equipe que venceu o São Paulo no Morumbi, e foi presa fácil para o Mogi Mirim. E isso ainda pois o Sapão não aproveitou as oportunidades que criou, muito mais perigosas do que as da Lusa.


Ataque do Mogi no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

No final não teve jeito mesmo: Portuguesa 0-1 Mogi Mirim. Péssimo resultado para o time do Canindé, que perdeu uma chance de ouro de ser líder do Paulistão. O resultado deixou o time na quinta colocação, enquanto o Mogi, definitivamente recuperado no torneio, sobe para o sexto lugar. Nesse domingo a Lusa pega o Botafogo em casa, com tudo para conseguir a recuperação e sonhando com a volta para o G4 já nessa rodada. Já o Mogi pega o Bragantino dentro dos seus domínios.

Após esse jogo ganhei uma carona básica até o Metrô Paraíso, e de lá segui para o conforto do meu lar, já pensando nas coberturas do JP num genial torneio sul-americano que começou na capital paulista.

Até a próxima!

Fernando

Vitória suada do Flamengo em cima do Catanduvense pela Série A2

Opa,

Jogos todos os dias deixam a agenda mais corrida, e problemas técnicos em conexões da internet somados a isso deixaram o blog aqui um pouquinho atrasado na publicação dos posts do meio da semana pra cá. Mas agora está tudo certo (pelo menos por enquanto) e começo enão a falar sobre a rodada dupla que rolou na última quarta-feira pelo JP. Eu fui fazer a minha estréia no Campeonato Paulista da Série A2 em 2010 na cidade de Guarulhos, aonde Flamengo e Catanduvense jogaram pela 5ªrodada da competição. O jogo foi no palco das pelejas rubro-negras, o Estádio Antônio Soares de Oliveira.

Estava saindo de casa quando o seu Natal ligou dizendo também que queria curtir as duas partidas do dia. Logo o encontrei numa estação de metrô na Zona Leste e dali fomos, sem nenhum trânsito, para a cidade da Grande São Paulo. Tudo dentro dos conformes, mas só não contávamos com um problema de última hora. Mesmo estando na porta do estádio faltando 20 minutos para o horário do jogo, ninguém foi autorizado a entrar por falta de policiais para fazer a revista. Algo bizarro, e isso atrasou a minha presença nas dependências do Antônio Soares de Oliveira, e consegui entrar no estádio com as duas equipes já em campo e postadas para o Hino Nacional. Ou seja, nada de foto posada dessa partida. Uma pena.


Flamengo/SP, Catanduvense e o trio de arbitragem da partida acompanhando o Hino Nacional Brasileiro. Foto: Fernando Martinez.

Falando um pouco do jogo, o Flamengo precisava a todo custo da vitória, pois tinha perdido três dos seus quatro jogos até ali, e mais uma derrota deixaria a equipe na zona de rebaixamento da Série A-2 por mais uma rodada. Com seis pontos, a situação do Catanduvense era um pouco melhor, e caso consequisse vencer o rubro-negro, entraria no G-8 do campeonato.

Para acompanhar essa partida e como não estava chovendo ainda, fiquei nas arquibancadas, bem no meio de campo, lugar que já fazia tempo que não ficava. E junto com o seu Natal acompanhei um jogo em que desde seus primeiros momentos tivemos a Catanduvense muito mais perigosa e criando mais chances de gol. O Flamengo não conseguia acertar os passes, e muito menos chegar dentro da área adversária.


Falta de longe para o Flamengo que acabou batendo na barreira. Foto: Fernando Martinez.

O time de Catanduva mostrou bastante qualidade em boas chegadas por todos os setores do campo e criou boas chances de abrir o marcador. Mas o goleiro Paulão fez boas defesas e deixou o Flamengo levar a partida para seu intervalo sem sofrer nenhum gol. Se o ataque flamenguista não correspondia e deixava sua torcida muito irritada, pelo menos a zaga tentava fazer sua parte. Mas nesse tempo inicial o jogo deixou um pouco a desejar.


Chute forte do Catanduvense em lance do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Fomos então nos refrescar na lanchonete do estádio e logo chegou a hora da segunda etapa começar. O jogo melhorou bastante no seu tempo final, e o Catanduvense voltou disposto a marcar seu gol a todo custo. O time jogou quase o tempo todo dentro da área do Flamengo, fazendo a defesa e o goleiro locais trabalharem bastante. Poucas vezes o Fla tentava assustar em chutes de longe sem direção.


Zaga do Flamengo afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.

Somente depois dos 30 minutos o rubro-negro assustou o gol do Catanduvense pela primeira vez, numa bola cabeceada que tirou tinta da trave esquerda. Mas o time do interior continuava com sua blitz dentro da área, obrigando o goleiro Paulão a fazer dois milagres por volta dos 40 minutos do tempo final. Aos 37, para desespero do banco de reservas da equipe visitante, ainda tivemos um gol anulado do time azul.


Jogador do Catanduvense tentando um voleio que acabou não funcionando. Foto: Fernando Martinez.


Chute forte da entrada da área, obrigando o goleiro do Fla a fazer uma ótima defesa. Foto: Fernando Martinez.

Quando achei que veria meu primeiro 0x0 em 2010, tivemos aquelas situações que mostram o porquê do futebol ser um esporte tão fascinante. Numa jogada boba na lateral, e por encostar a mão na bola propositalmente, um dos jogadores do time do Catanduvense foi expulso. O Flamengo então cruzou a bola para dentro da área adversária, e a zaga afastou pela linha de fundo. No escanteio, e no meio daquele empurra-empurra entre os jogadores, o árbitro viu uma falta do arqueiro do time visitante em jogador local. Bola na marca de cal e pênalti para os donos da casa.

A cobrança aconteceu aos 51 minutos, no melhor estilo "bola de um lado, goleiro do outro". Quem bateu o pênalti foi o camisa 6 William, que agradeceu muito a chance de dar essa vitória importante ao seu time.


Pênalti para o Flamengo aos 51 do segundo tempo. E o gol salvador foi marcado pelo jogador William. Foto: Fernando Martinez.

Final de partida: Flamengo 1-0 Catanduvense. O resultado deixou o time de Guarulhos na 12ª posição e o time de Catanduva na 13ª posição na tábua de classificação antes da 6ª rodada da competição. Faltando ainda 14 jogos para cada time, muita coisa pode acontecer. Após esse jogo então seguimos para nossa segunda partida do dia, num local muito bem conhecido por aqui...

Até lá!

Fernando

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

São Paulo Campeão da Copa SP de Juniores 2010

Olá,

No última segunda-feira (feriado), data da fundação da cidade de São Paulo, foi realizada a partida final da 41ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, que colocou frente à frente o São Paulo F.C. e o Santos F.C., dois gigantes do futebol brasileiro e que desfrutam de grande prestígio internacional. O jogo foi realizado do Estádio Paulo Machado de Carvalho, mais conhecido como Pacaembu e fez parte das comemorações dos 456 anos de fundação de São Paulo. 

Apesar de não ter sido um típico "jogo perdido", por conta da grande cobertura da mídia esportiva, o JOGOS PERDIDOS também se fez presente, uma vez que, nessa edição da Copinha, compareceu em 24 partidas, desde a primeira rodada, não sendo muito lógico ficar ausente no momento maior da competição. Aliás, o JP esteve presente também nas finais de 2.008 e 2.009 em coberturas realizadas do interior do campo de jogo, quando Figueirense e Corinthians levantaram a taça e também com coberturas feitas direto das arquibancadas nos anos de 2.005 e 2.006, em títulos do alvinegro do Parque São Jorge e do América de São José do Rio Preto.

Essa decisão reuniu dois times que já tiveram o gostinho de conquistar o título em anos anteriores, sendo que o Tricolor faturou em 1.993 e 2.000, enquanto o Peixe foi o vencedor em 1.984. Dessa maneira, qualquer uma das equipes de vencesse, não seria uma conquista inédita. Vale lembrar que, dos grandes times de São Paulo, somente o Palmeiras ainda não conseguiu vencer a competição.

Mesmo com a presença de 317 repórteres fotográficos, fui disputar um lugarzinho à beira do gramado para conseguir fazer as fotos oficiais da partida, que raramente aparecem publicadas, mas que aqui no JP são matéria obrigatória. Aproveitando a deixa, apresento as tais fotos abaixo, incluindo a dos troféus.


São Paulo F.C. (Sub-18) - São Paulo/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Santos F.C. (Sub-18) - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.


Troféus de Campeão e de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna. 

Depois da sessão fotográfica, escolhi ficar, inicialmente, atrás da meta do São Paulo, vendo bem de perto os ataques da meninada santista. Como a partida foi transmitida, ao vivo, por várias redes de televisão para o Brasil todo, não será necessário entrar em detalhes sobre o andamento do jogo, a não ser destacar que o Santos jogou um ótimo primeiro tempo, exigindo muito da defesa tricolor que era a menos vazada da competição, tendo sofrido apenas dois gols até então. O São Paulo também teve uma boa atuação, mas esbarrava num forte adversário. Na marca dos 18 minutos, o atacante Renan Mota anotou um belo gol, colocando o time praiano em vantagem no placar até o encerramento do primeiro tempo.


Ataque santista pelo meio da defesa tricolor. Foto: Orlando Lacanna.


Momento exato da conclusão de Renan Mota no gol do Peixe. Foto: Orlando Lacanna.


Lance perigoso do ataque do São Paulo ainda no primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Na segunda etapa o São Paulo voltou mais ofensivo, buscando a igualdade o quanto antes e, por conta disso, permitiu alguns contra-ataques perigosos do time alvinegro. A etapa final foi arduamente disputada, com o São Paulo apertando o cerco nos últimos quinze minutos, tendo chegado ao empate quase no final da partida, aos 40 minutos, num bonito gol de Ronieli, levando a disputa para ser decidida em cobrança de pênaltis.


Contra-ataque do Santos pela direita no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.


Zaga santista interceptando cruzamento perigoso vindo da direita. Foto: Orlando Lacanna. 


Outro lance de perigo rondando a área santista. Foto: Orlando Lacanna.

Na disputa por pênaltis, o São Paulo foi perfeito, pois o seu goleiro Richard defendeu as três cobranças executadas por Alan Patrick, Alemão e Renan Mota, enquanto os seus batedores Jeferson, Dener e Marcelinho converteram todas as cobranças.


Gol marcado por Marcelinho na cobrança do terceiro pênalti. Foto: Orlando Lacanna.


Terceira defesa de Richard liquidando a fatura. Foto: Orlando Lacanna.

Após a cobrança do terceiro pênalti por parte do Santos e que foi defendido pelo goleiro são-paulino, o árbitro deu a disputa como encerrada, fechando o placar de São Paulo (3) 1 - 1 (0) Santos, que deu o título à equipe do Morumbi pela terceira vez. O empate nos 90 minutos, tirou a condição de 100% de aproveitamento do São Paulo, pois, até então, havia vencido as sete partidas disputadas.

Logo em seguida, os atletas, comissão técnica e alguns dirigentes tricolores, iniciaram uma comemoração no interior do gramado, indo dividir a alegria com os seus torcedores junto ao alambrado.


Início da festa ainda no gramado com a torcida ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

Enquanto os são-paulinos comemoravam, os santistas (alguns) subiram ao pódio para receberem as medalhas e o troféu pelo segundo lugar. A expressão de tristeza estava estampada no rosto de cada um, o que é plenamente compreensível, porém o mais importante foi ter apresentado alguns bons jogadores que poderão conseguir sucesso na carreira ao longo do tempo, como são os casos de Alan Patrick, Nikão e Renan Mota entre outros.


Presidente do Santos recebendo o troféu de Vice-Campeão. Foto: Orlando Lacanna. 

Depois do Santos, foi a vez da meninada do São Paulo subir ao pódio para receber as medalhas e o troféu de Campeão. A alegria era imensa e a festa embalou no pódio e se estendeu junto ao alambrado na celebração com os torcedores.


Atletas são-paulinos recebendo medalha pela conquista. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a festa no pódio com o troféu conquistado. Foto: Orlando Lacanna.


O atleta Lucas Gaucho e o troféu de Campeão. Foto: Orlando Lacanna.

Deixo aqui registrados meus cumprimentos aos atletas. comissão técnica, dirigentes e torcedores do São Paulo pela importante conquista, torcendo para que os atletas consigam sucesso na carreira, se consagrando como grandes jogadores num futuro bem próximo. Aproveito para destacar alguns bons jogadores que têm tudo para vingar no futebol, como por exemplo o goleiro Richard, Marcelinho, Ronieli e Lucas Gaucho.

Depois de tudo encerrado, só me restava voltar ao aconchego do lar e, para variar, debaixo de muita chuva e aproveitar o resto do feriado descansando. Foi isso.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

São José consegue primeira vitória na Série A2

Olá,

Depois de ter acompanhado a partida Atlético Sorocaba x Linense, realizada no último sábado à tarde em Sorocaba, no domingo pela manhã rumei com destino à segunda maior cidade do estado de São Paulo, que é Guarulhos, para conferir a partida A.A. Flamengo x São José E.C., realizada no Estádio Antônio Soares de Oliveira, valendo pela quarta rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2

Essa partida reuniu duas equipes que não conseguiram bons resultados nas três primeiras rodadas, sendo que o Flamengo estava na 14ª posição com 3 pontos, frutos de uma única vitória, tendo sido derrotado nas outras duas partidas. A posição do São José era pior, pois estava na 17ª colocação com apenas 2 pontos, conseguidos com dois empates. Diante desse quadro, a conquista dos três pontos por uma ou outra equipe, era de suma importância para tentarem embalar na competição e brigarem pela classificação para a segunda fase. 

Cheguei ao estádio com muita rapidez e depois dos cumprimentos de praxe, me postei à beira do gramado, aguardando a entrada dos times e dos árbitros que posaram para as lentes do JP, cujas fotos estão abaixo: 


A.A. Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


São José E.C. - São José dos Campos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem com o árbitro Anderson Andrade Pires, os assistentes Gustavo Chacon Moreno e Alexandre David e o quarto árbitro Vinícius Gonçalves Araújo junto com os capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Tão logo o árbitro autorizou o início da partida, as equipes se lançaram com muita disposição na busca do primeiro gol e, quem quase chegou a abrir a contagem, aos 14 minutos, foi o São José, nos pés de Cleberson que perdeu um dos gols mais feitos que eu já vi, pois recebeu um presentão do goleiro Paulão, ao soltar uma bola à sua frente e, com a meta escancarada, chutou contra o poste esquerdo. Ninguém acreditou no que tinha acabado de ver. Foi incrível.


Goleiro Paulão fazendo a defesa, mas depois largou a bola nos pés de Cleberson. Foto: Orlando Lacanna. 

A partida vinha numa boa movimentação, com o time do Vale do Paraíba demonstrando mais apetite para ir ao ataque, tanto que, aos 18 minutos, o mesmo Cleberson desperdiçou outra boa chance, ao fazer o giro em cima da zaga no interior da área, porém na hora da conclusão, mandou a bola por cima do travessão.

Apesar do esforço do Flamengo, o gol do São José estava amadurecendo, sendo que na marca dos 22 minutos, o camisa 11 Rodriguinho cobrou pênalti com perfeição e colocou a "Águia do Vale" à frente no marcador. Sete minutos depois, a vantagem joseense quase foi aumentada, com o avante Cleberson colocando outra bola no poste esquerdo da meta flamenguista. Parece que não era dia do atacante.


Cobrança de pênalti por Rodriguinho abrindo o placar para o São José. Foto: Orlando Lacanna. 


Bola voltando para o campo de jogo após se chocar contra o poste esquerdo da meta de Paulão. Foto: Orlando Lacanna.

Com o passar do tempo, o Flamengo foi se assentando no campo de ataque e, aos 40 minutos, chegou à igualdade no marcador, através de um gol marcado pelo camisa 11 Luiz Carlos. Não houve tempo nem para comemorar, uma vez que, aos 42 minutos, o São José voltou a ficar à frente no placar, com mais um gol marcado por Rodriguinho, sendo que agora foi o São José que não teve tempo de comemorar, pois o Flamengo voltou a empatar, aos 44 minutos, em outro gol anotado por Luiz Carlos, levando para o intervalo o empate em dois gols, fechando um primeiro tempo emocionante que teve no seu final, a marcação de três gols em apenas quatro minutos. 


Ação ofensiva do Flamengo no fim do primeiro tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo pensei em ir à lanchonete do estádio para tomar uma água, mas quando estava deixando o gramado, me dei conta da falta de um acessório da máquina fotográfica que estava usando. Mudei meus planos e saí procurando o que havia perdido e, para minha sorte, encontrei o bendito acessório caído num canto do gramado. Ainda bem que achei, mas fiquei sem tomar a minha água.

Bem, voltando ao jogo, a segunda etapa começou quente, tanto que, logo aos 4 minutos, o avante Rodriguinho marcou pela terceira vez, recolocando o São José em vantagem. Até aquele momento, haviam sido marcados cinco gols, todos pelo dois atletas que envergavam a camisa 11 do seu respectivo time. 


Bola estufando a rede flamenguista no terceiro gol joseense. Foto: Orlando Lacanna. 

Do vigésimo minuto em diante, a segunda etapa passou a ser disputada num ritmo menos veloz, provavelmente por conta do forte calor, combinado com o início de temporada e, dessa maneira, as jogadas de ataque não ocorreram com tanta frequência, mas ainda aconteceram algumas, tendo o time do São José, criado dois bons momentos, aos 22 e 46 minutos, através de conclusões de Roberto e Renato Santiago que levaram perigo à meta guarulhense. O melhor momento do Flamengo ocorreu aos 35 minutos, numa jogada que nasceu de um cruzamento rasante da esquerda, com o avante Bruninho chegando atrasado no lance.


Cruzamento na área do São José na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.


Agora uma tentativa de ataque do São José também no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna. 

No finalzinho da partida, o Flamengo teve o atleta Marquinhos expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo. Depois de mais alguns minutos de bola rolando, o jogo foi encerrado com o marcador mostrando Flamengo 2 - 3 São José, que representou a primeira vitória do time joseense na competição, deixando-o na 11ª colocação com 5 pontos. Quanto ao Flamengo, a derrota piorou a sua posição na tabela de classificação, pois permaneceu com os mesmos 3 pontos, mas agora na 15ª colocação, se aproximando perigosamente da zona de rebaixamento.

Fim de jogo e rápido retorno a São Paulo para um bom descanso, uma vez que, no feriado da segunda-feira pela manhã, iria rolar a decisão da Copinha no Pacaembu e, obviamente, o JP não poderia faltar. Foi isso.

Abraços,

Orlando