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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vitória caseira no "Clássico das Linguiças" da Série B

Salve amigos!

No último sábado fugi da Baixada Santista e matei um pouco a saudade de minhas viagens interior afora. Baixei na Cidade Poesia, Bragança Paulista, capital federal da linguiça. A pedida, o duelo pouco perdido válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B entre o alvinegro local, CA Bragantino, e a sensação do certame, a genial Associação Chapecoense de Futebol.

Anoto que o time catarinense é o 400º time a integrar minha lista pessoal de equipes vistas in loco, em 26 anos de estádios pelo Brasil, e um sonho de infância. Curiosamente, ambas equipes possuem diversas alcunhas, entre as quais as de Linguiça Mecânica, para os paulistas, e Linguiça Atômica, para os sulistas.

Ansioso e animadíssimo, caí cedo na estrada, cheguei ao Estádio Nabi Abi Chedid com bastante antecedência e fui logo tomar meu lugar entre os colegas da imprensa. Agradeço, mais uma vez, todo o apoio da Federação Paulista de Futebol, que muito nos orgulha e envaidece. Um abraço especial a Bárbara Caetani, que sempre faz o meio-de-campo pra gente. Entre os colegas, um salve para o Tárcio Cacossi, repórter da Rádio 102 FM, que divulgou o JP pra toda a galera de Bragança e região.


CA Bragantino - Bragança Paulista/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


A Chapecoense de F - Chapecó/SC. Foto: Estevan Mazzuia.


Arbitragem comandada por Marcelo de Lima Henrique (RJ/FIFA), auxiliado por Janette Mara Arcanjo e Marconi Helbert Vieira, com os capitães Rafael Lima (ACF) e Elias (CAB). Foto: Estevan Mazzuia.

O Leão, que não consegue sair do meio da tábua de classificação, vinha de uma derrota por goleada para o Icasa, e tinha que vencer pra conseguir se reerguer. A Chapecoense, que não saiu do G4, queria vencer pra afastar o rótulo de cavalo paraguaio, já que há algumas rodadas vem perdendo a gordura acumulada no começo do campeonato.


Proximidade com a torcida: uma das características do Estádio Nabi Abi Chedid. Foto: Estevan Mazzuia.

Essas ambições conflitantes garantiram um espetáculo bastante agradável aos 855 pagantes, incluindo cerca de 80 pessoas que ocupavam o setor destinado aos torcedores visitantes. Com faixas e camisas verdes, apoiaram o tempo todo o Verdão do Oeste.


Torcida visitante observa atentamente uma cobrança de falta da equipe. Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar da boa movimentação, poucas chances de gol foram criadas durante todo o primeiro tempo. A Chape tinha mais posse de bola e levava perigo nos contrataques. O Massa Bruta era mais ofensivo, mas só conseguia perturbar o arqueiro Nivaldo em lances de bola parada.


Lance da primeira etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

E foi justamente em uma cobrança de falta perfeita de Geovanni (ex-Barcelona, Benfica e Manchester City) que o Alvinegro Bragantino abriu o placar. O goleiro e a defesa do Índio deram uma cochilada na hora da cobrança, e viram a rede balançar.


Cobrança de falta perfeita de Geovanni, para abrir o placar. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 40 minutos, Athos escorou com a mão um cruzamento na pequena área, debaixo do bigode do árbitro, e levou o segundo cartão amarelo, deixando os visitantes com um homem a menos, além da desvantagem no marcador.


Primeiro tempo bastante disputado. Foto: Estevan Mazzuia.

No intervalo da partida, dei uma volta pelas dependências do estádio, que eu não visitava desde 2007 (quando “matei” o Barras/PI). Há um agradável restaurante, sob as cadeiras cobertas, com vista para o gramado. Não pude deixar de degustar a imperdível iguaria bragantina, o sanduíche de calabresa.


Restaurante do estádio, com janelas no nível do gramado. Foto: Estevan Mazzuia.

As duas equipes voltaram alteradas para a segunda etapa. Franklin entrou no lugar de Léo Jaime para melhorar a marcação alvinegra. Danilinho e Bruno Rangel deram lugar a Caion e Soares. Mesmo com um jogador a menos, os visitantes ficariam, em tese, mais ofensivos.


Visão panorâmica da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

A segunda etapa não foi tão boa quanto a primeira mas, curiosamente, viu-se mais chances claras de gol. A primeira, logo aos 2 minutos, com Lincon caindo pela esquerda e batendo com perigo a direita de Nivaldo.


Pouco exigido, Leandro mostrou segurança sempre que acionado. Foto: Estevan Mazzuia.

A resposta catarinense demorou, mas veio aos 17 minutos, com Caion, que quase acertou o gol após um voleio esquisito que tinha endereço certo, pois o goleiro Leandro estava batidinho.


As duas equipes mostraram muita eficiência na marcação. Foto: Estevan Mazzuia.

Lincon tentou mais uma vez, aos 18 minutos. Nivaldo não conseguiu segurar o petardo do atacante, mas não havia ninguém na sobra, e o time verde se safou. Aos 24, o Bragantino perdeu mais uma chance de ampliar, com Macedo chutando da direita para boa defesa de Nivaldo.


Bragantino se aproveitou da superioridade numérica na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 30 minutos, bola na área alvinegra, um cruzamento alto e forte que encontrou Soares, no segundo pau. O atacante se esticou todo, mas não conseguiu imprimir precisão ao toque, e abola foi pra fora.


Lance da segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 37 minutos, Lincon armou a jogada no meio de campo, passou pra Dudu, que encontrou Macedo na direita. Macedo cruzou para Lincon, que chegou na corrida, e acabou batendo por cima do gol já vazio. Cinco minutos depois, foi a vez de Dudu perder outra chance inacreditável, ao receber a bola livre na pequena área, mas só escorou para as mãos do goleiro Nivaldo.


Refletores iluminando o belo entardecer. Foto: Estevan Mazzuia.

Nos cinco minutos finais, mesmo com um homem a mais em campo, o Braga; se defendeu como pôde, da pressão catarinense. Mas a última chance de gol foi alvinegra: aos 48 minutos, Dudu desceu rapidamente pela esquerda e bateu em cima do goleiro Nivaldo.


Escanteio para a Chapecoense. Foto: Estevan Mazzuia.

Fim de jogo, Bragantino 1x0 Chapecoense. O resultado mantém acesa a esperança bragantina. A cinco pontos do G4, o time recebe o Paysandu, que está na zona de rebaixamento, e fecha o turno em Florianópolis, contra o Figueirense, que está um ponto a sua frente.

Pelo que mostrou neste confronto, o Leão tem tudo pra entrar com moral no returno e brigar pela terceira ou quarta vaga na divisão principal. Já a Chapecoense foi beneficiada pelas derrotas de Palmeiras e Sport, tem um jogo a menos, e uma boa gordura pra queimar. Recebe o Icasa antes de decidir o título simbólico do turno contra o Palmeiras, fora de casa. O time é bastante bom, mas não consegue espantar a dúvida: diante da irregularidade dos últimos resultados, conseguirá se manter no G4 até o final? Foi isso.

Abraços

Estevan

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