Procure no JP

quinta-feira, 30 de novembro de 2006

JP no Octogonal Final da Série C (parte 6)

Fala povo!

Ontem à noite tivemos a coroação final do JOGOS PERDIDOS no Campeonato Brasileiro da Série C 2006. Foi a última rodada do Octogonal Final do campeonato, com o jogo decisivo entre Grêmio Barueri e Ferroviário/CE. Do pessoal do blog, só o Victor e o David não apareceram, e o resto do povo esteve por lá (Orlando, Mílton, Jurandyr, Estevan, Fernando, Emerson e o Seu Natal).

O jogo foi especial por muitos motivos: 1. Matamos o time do Ferroviário, sonho de todos os integrantes e time que perseguíamos há anos. 2. Chegamos na última rodada com o único jogo que valia algo no cenário nacional. 3. Fechamos com chave de ouro as rodadas noturnas de 2006. 4. Com esse jogo, estivemos em 13 dos 16 jogos do GRB disputados em casa... uma média incrível!

Mesmo com uma chuva torrencial, consegui (mesmo que infelizmente sozinho dessa vez) entrar no campo e tirar as fotos desse jogo decisivo:


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez.


Ferroviário AC - Fortaleza/CE. Foto: Fernando Martinez.

O Barueri jogava pelo empate, e ao Ferroviário só a vitória interessava para o acesso à Série B em 2007. Mas desde o começo, o time barueriense foi melhor e logo aos 10 minutos, se encarregou de começar a colocar água no chopp cearense. Depois de um ótimo lançamento, o jogador Pedrão fez grande jogada individual e marcou na saída do goleiro, 1 a 0 para o GRB.


Vista geral do Palestra Itália no último e decisivo jogo da Série C 2006. Foto: Fernando Martinez.

Durante o restante do primeiro tempo o jogo foi mais equilibrado e o Ferroviário passou a criar mais chances. O Barueri perdeu alguns gols claros e no fim dessa primeira etapa o jogo ficou em 1 a 0 mesmo. O segundo tempo prometia e a tendência era que o Ferrim viesse para cima...

No intervalo descobrimos que o Jurandyr fez as vezes de comentarista esportivo para a Rádio Verdes Mares de Fortaleza. No começo do jogo ele foi nas cabines para pegar a escalação dos times e foi intimado a comentar o jogo. Só fomos encontrá-lo no final da partida, rouco de tanto falar bem do Ferrim...


Falta perigosa para o Barueri no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Veio o segundo tempo e com ele o Grêmio Barueri passou novamente a dominar a partida. Querendo consolidar o acesso logo, o time não deu chances ao Ferrim, e com uma blitz logo chegou ao segundo gol. Ele foi marcado pelo mesmo Pedrão, depois de grande jogada pela esquerda. Festa nas arquibancadas do Palestra com a quase certeza do acesso.


O Ferrim tenta alguma coisa no segundo tempo. Mas essa falta não passou tão perto assim. Foto: Fernando Martinez.

Mas a festa era questão de tempo, e com o time cearense já baleado, o Barueri sacramentou o glorioso acesso à Série B aos 21 minutos, com o atacante Thiago Humberto, que chutou duas vezes dentro da pequena área para que Barueri fizesse a festa. Daí até o final do jogo, as arquibancadas, mesmo molhadas, viram uma festa sem fim.


Lance do jogo entre Grêmio Barueri e Ferroviário. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Grêmio Barueri 3-0 Ferroviário/CE. No seu quinto ano como profissional o time barueriense consegue algo ímpar, e hoje o time está em níveis mais altos do que a Portuguesa e Guarani, por exemplo. E pensar que começamos a acompanhar esse time lá em 2001, numa Série B3 que ele foi muito mal (aliás, a única campanha ruim do time até hoje). Matei esse time numa partida contra o Guaçuano, e desde então acompanhamos seus passos na B3, B2, B1, A3, A2 e nessa Série C. Parabéns ao time barueriense e ano que vem nos veremos em jogos contra Santa Cruz, Fortaleza, São Caetano, Portuguesa, CRB e tantos outros...


Festa do time do Grêmio Barueri com sua torcida. Foto: Fernando Martinez.

Essa foi a despedida do JOGOS PERDIDOS nos jogos noturnos em 2006. Depois de 10 meses curtindo jogos à noite, agora só em janeiro voltaremos às sessões noturnas por aqui. Mas em dezembro ainda teremos coisinhas boas, mesmo que escassas, no site mais alternativo sobre futebol no Brasil... fiquem ligados!

Abraços

Fernando

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Fútbol Argentino, volume VI: San Lorenzo/Deportivo Laferrere

Aupa!

Vamos com mais um volume dessa série Fútbol Argentino, que anda devagar, mas anda. Hoje o destaque é um time grande, mas que eu considero simpaticíssimo, o San Lorenzo de Almagro. O clube tem sua sede social no bairro de Almagro, mas construiu seu estádio, o Pedro Bidegain, em outro bairro, o Nuevo Gasometro, que acabou se tornando o nome popular do estádio.

Ir do Centro de Buenos Aires até lá não é tão complicado, mas como eu estava em Flores, onde eu fui visitar o Sacachispas e o Deportivo Espanhol, os caminhos tiveram que ser outros. Bom, o bairro Nuevo Gasometro não é o que poderíamos chamar de lugar tranqüilo, aliás, na verdade, está bem longe disso.


Fachada da entrada principal do estádio do San Lorenzo. Foto: Emerson Ortunho.

Chegando na portaria do estádio fui obviamente tentar entrar no para fotografar. O porteiro foi logo dizendo que era muito difícil entrar lá. Obviamente eu perguntei qual era o impedimento e o que eu deveria fazer para entrar. Sem muitos rodeios o cara disse que eu tinha que pagar a factura.

Aos desavisados pode parecer que eu teria que pagar um boleto bancário para entrar no estádio. Porém, na Argentina, factura é um tipo de pão adocicado muito comum nas padarias e nos cafés, ou seja, o porteiro queria uma boa e velha caixinha. Aí eu simplesmente dizia não entender exatamente o que ele queira e que não tinha dinheiro, estava viajando de ônibus, etc. Por fim ele se encheu e resolveu me levar para visitar o estádio.

Logo na estrada tem o estádio das divisões de base. A arquibancada é pequena, deve caber umas 2.000 pessoas, mas muito bem arrumada e aconchegante. Para divisões inferiores é ótimo, e o gramado também é de exelente qualidade. Para se ter uma idéia, esse estádio é muito melhor que o do Deportivo Riestra, que fica ali vizinho.


Estádio das divisões de base do San Lorenzo. Fotos: Emerson Ortunho.

Falando do estádio principal, ele me pareceu um dos melhores da Argentina. No entanto, percebe-se que a arquitetura, apesar de moderna, não colocou a beleza como foco da construção. O estádio é usual. Ele é grande, bem distribuido, mas acho que ninguém se preocupou se iria ficar bonito, ou feio. No fim, acabou ficando até bonito, ou no mínimo diferente, pois ele fica longe das formas cilíndricas, ou semi-cilíndricas dos estádios mais antigos.


Vista da arquibancada coberta do estádio. Foto: Emerson Ortunho.


Vista lateral da arquibancada coberta. Foto: Emerson Ortunho.

Tudo por lá, além de parecer novo, parece também ser muito bem cuidado, estava tudo limpo e arrumado, áté me surpreendeu o cuidado com o estádio. Agora, notem nas fotos os arames farpados usados para impedir que os barra-bravas não subam nos alambrados. Isso é muito comum na Argentina.


Vista da arquibanca que fica atrás de um dos gols. Foto: Emerson Ortunho.


Arquibancada lateral do estádio, oposta as cobertas. Foto: Emerson Ortunho.

Posso garantir que vale a visita, e poder entrar no campo foi sensacional. No fim das contas, o porteiro até que mereceu a caixinha, mas acabamos batendo um longo papo sobre futebol e ficou tudo por isso mesmo.

Pensaram que o dia acabou, que nada, o duro foi sair dali. Bom, o dia já estava caminhando para o seu crepúsculo e o único ponto de ônibus do pedaço era em frente a uma favela. Sem alternativa, lá fui eu. Como eu não sabia exatamente que ônibus tomar, fiquei ali esperando um que me levasse a alguma estação de trem.

Depois de 30 minutos por ali e já percebendo que estava sendo sondado pela turma de um buteco, comecei achar que era hora de sair dali. Sem muita alternativa resolvi entrar no primeiro ônibus que passasse, e assim o fiz. Detalhe que ali os ônibus não paravam no ponto, somente diminuiam a velocidade para você entrar. Um tanto aliviado, lá estava eu, num ônibus qualquer, com o destino: Laferrere.

Fiquei até tranquilo quando vi no meu guia que em Laferrere tinha estação de trem. Mas minha tranquilidade acabou quando eu olhei pela janela e vi passar o clube Deportivo Laferrere. Não tive dúvida, saltei do ônibus e fui conhecer o local.


Fachada do clube Deportivo Laferrere. Foto: Emerson Ortunho.


Treino das categorias de base no campo do clube. Foto: Emerson Ortunho.

O Deportivo Laferrere disputa atualmente a Primera C (quarta divisão) e manda seus jogos no estádio que fica no centro da cidade homônima, o campo do clube é usado somente para treinamentos. Curiosidade matada, o négócio era continuar meu caminho rumo a uma estação de trem. Enfim, voltei para a estrada e peguei o ônibus mais perdido da minha vida. Sabe aqueles com frente de caminhão Mercedez 1113, e se não bastasse, completamente lotado e com o assoalho todo estourado. Consegui apoiar um pé no chão e o outro ficava em cima de um buraco, por onde eu via o asfalto passar embaixo.

Nessa hora aconteceu o papo mais surreal de toda minha vida. Do nada, um cabeludo que já estava dentro do ônibus, bateu na minhas costas, dizendo que eu tinha que levar o filho dele para jogar no Brasil. Bom, como ele sabia que eu era brasileiro se eu não estava falando com ninguém dentro do ônibus? E como ele sabia que eu tinha algum relacionamento com futebol? Só o fato de eu estar perto do Laferrere já bastou para isso? Sei lá... Só sei que ele e me abraçava e dizia que o filho dele era goleiro do Deportivo Paraguaio, e que eu não iria sair de lá sem ver o filho dele treinar.

Foi difícil, mas só consegui me livrar do cara com a feliz ajuda de um boliviano, que disse que eu era seu amigo e que eu não tinha nada a ver com futebol. Contudo, cheguei no centro de Laferrere já escurecendo e ainda consegui comprar umas camisas da equipe antes de correr para a estação de trem para voltar são e salvo para Buenos Aires.

Saludo!

Emerson

terça-feira, 28 de novembro de 2006

Uma Volta ao Passado, volume 14: AA Alumínio (Alumínio/SP)

AA ALUMÍNIO


Escudinho do AA Alumínio. Foto: Estevan Mazzuia.

Aproveitando minha ida, junto com o Estevan até Votorantim para acompanhar ao jogo Votoraty x Oeste Paulista pela Segundona, demos uma esticada numa pequena, mas aconchegante cidade que raramente aparece nos noticiários esportivos. Estivemos em Alumínio, distante 72 Kms de São Paulo, mais especificamente no Estádio Senador José Ermírio de Moraes, local onde a AA Alumínio mandou seus jogos em competições profissionais durante 11 anos, no período entre 1964 a 1974.


Placa na entrada da cidade de Alumínio. Foto: Grama.


Fachada do Estádio Senador José Ermírio de Moraes. Foto: Orlando Lacanna.


Arquibancada coberta do estádio, muito bem conservada. Foto: Orlando Lacanna.


Símbolo do clube, que fica atrás do gol da direita. Foto: Estevan Mazzuia.

O clube foi fundado em 21/04/1947 tendo como origem a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) e era voltado para o lazer dos seus funcionários. Além do campo de futebol, que está muito bem conservado, no local existe ainda piscina, sauna, quadras, parque infantil, quiosques, sala de troféus, dependências que são usufruídas pelos seus 2.800 sócios titulares e seus dependentes mediante pagamento de uma taxa mensal no valor de R$ 35,00. Hoje em dia o clube está aberto para ingresso de novos sócios independente de serem ou não funcionários da CBA, pois o clube está desvinculado da empresa.


Estádio Senador José Ermírio de Moraes, com a CBA a todo vapor ao fundo. Foto: Estevan Mazzuia. [260411]


Vista do gol esquerdo do estádio. Foto: Orlando Lacanna.


Agora o lado direito... notem o "AAA" no fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Agora uma vista geral do gramado. Foto: Estevan Mazzuia.

Atualmente o estádio, com capacidade aproximada de 2.000 pessoas, vem sendo utilizado para competições amadoras, organizadas e promovidas pela Prefeitura local, sendo que a AAA também participa dessas competições. Segundo apuramos junto ao Sr. Jeiel (Diretor de Esportes), a hipótese de retorno ao profissionalismo não está descartada, bastando para isso aparecer investidores interessados, uma vez que pelo que vimos, a estrutura existente é muito boa.


Nova visão da parte coberta do estádio. Foto: Orlando Lacanna.


A bela vista do gol direito, com uma paisagem bucólica ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Vista do gramado com a CBA ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.


Arquibancada coberta do simpático estádio da AA Alumínio. Foto: Estevan Mazzuia. [250411]

Deixamos aqui o registro de mais um pequeno trecho da grandiosa história do futebol paulista e, tanto o Estevan quanto eu ficamos surpresos e felizes pelo que vimos e saímos de lá cheios de esperanças de que num futuro próximo possamos ter a AAA retornando aos gramados disputando a segundona.


Sala de troféus da gloriosa Associação Atlética Alumínio. Esperamos ver o time no profissionalismo em breve. Foto: Estevan Mazzuia.


Vista dos quiosques dentro da parte social do clube. Foto: Estevan Mazzuia. [250411]

Depois dessa sensacional visita, retornamos à e seguimos em direção a outra cidade da região para fotos e levantamento de informações para mais um volume da série "Uma Volta ao Passado", mas isso é assunto para outro post.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

A última parada do JP na Série B em 2006

Fala povo!

Depois do jogo do sábado de manhã, seguimos de volta até São Paulo para batermos aquela xepa e nos prepararmos para o jogo da tarde. Além dos três membros do JP presentes de manhã, o David e o Mìlton se juntaram à turma que seguiu até a cidade de Santo André, para ver o jogo entre Santo André e Náutico, pela última rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.


Num tom antigo, e numa foto direto dos anos 70, Mílton, David, Jurandyr e Seu Natal fazem pose. E ao lado, um adesivo vendido nas arquibancadas do estádio... é, ser o "mais grande" é algo incrível. Fotos: Fernando Martinez.

Nada mais justo a nossa presença no estádio, já que dos 38 jogos possíveis da Série B acontecidos na Grande São Paulo (Portuguesa e Santo André), estivemos presentes em 26 deles. Pelos lados da Lusa em 18 dos 19 jogos, e no ABC em 8 dos 19 jogos disputados. Foi o recorde pessoal do blog na cobertura da Série B. Essa, que por sinal, foi a melhor Segundona Nacional em todos os tempos...

Tudo bem que esse jogo era meio que um amistoso, mas não teria como não estarmos lá. E no primeiro tempo vimos um jogo com cara de amistoso, no pior dos sentidos. Sem animação alguma, inspiração e interesse dos dois times.


Escanteio para o Náutico no primeiro tempo, com a defesa andreense cortando. Foto: Fernando Martinez.

Os dois times nem criaram tantas chances de gol e nem proporcionaram tanta emoção para os torcedores. Da nossa parte, a emoção maior estava em fazer os contatos necessários para saber quanto estava o jogo da Portuguesa lá em Recife. A gente não conseguia pensar muito em outra coisa, a não ser na salvação lusitana. Com isso, o jogo foi para o intervalo no modorrento 0 a 0.


Jogador do Santo André é atropelado por atleta do Náutico no meio-de-campo. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, o panorama melhorou um pouquinho. Os times jogaram com mais qualidade, e o jogo passou a ficar bem melhor. E quem abriu o placar aos 24 minutos foram os visitantes, se despedindo da Série B. Em boa jogada pela direita a bola foi cruzada e o jogador Fábio Silva escorou.


Enquanto brincava com a câmera digital e testava as fotos no tom sépia, o Náutico chegou ao seu primeiro gol. A foto ficou meio parecida com as de jogos nos anos 40... Foto: Fernando Martinez.

Mas depois desse gol, o Santo André resolveu ir com tudo em busca do empate e criou várias chances de gol. O goleiro do Náutico fez boas defesas, mas aos 33 minutos ele acabou cometendo um pênalti claro. O jogador Hernanes bateu com categoria e empatou a partida.


Detalhe da despedida do Santo André e Náutico da Série B de 2006. Foto: Fernando Martinez.


De pênalti, o Santo André empata a partida. Foto: Fernando Martinez.

Até o final do jogo, o time andreense criou várias chances para virar o placar, mas no final o jogo acabou no empate. Fim de partida: Santo André 1-1 Náutico. O time andreense ficou a 5 pontos da zona de acesso à Série A de 2007. Se não tivesse perdido pontos bestas em casa, quem sabe o final não teria sido melhor. E o time pernambucano volta à Série A depois de muito tempo...

Mas a emoção foi ouvir o final do jogo da Portuguesa quando voltamos ao carro do Seu Natal. Heroicamente a Lusa continua na Série B em 2007. Depois de termos feito quase 100% dos jogos do rubro-verde, essa foi a cereja do bolo num campeonato pífio disputado pela Lusa. Esperamos que em 2007 o time não nos deixe nesse nervosismo... e que faça uma campanha condizente à sua história...

Na volta ainda pegamos uma chuva monstro, e quase não consegui chegar em casa, graças ao Canindé alagar constantemente. Muitas contra-mãos depois, passei o resto do sábado só no sossego. Pena que a chuva me impediu de ir à São Caetano no domingo...


Detalhe da chuva que nos pegou na volta de Santo André. Chegar em casa foi um ato de coragem! Foto: Fernando Martinez.

Por enquanto é só... logo mais tem mais

Abraços

Fernando

São Paulo com a mão na taça do Paulista sub-17

Opa,

O ano está acabando, então os jogos para a cobertura sempre diferenciada do JOGOS PERDIDOS estão minguando. Nesse final de semana, eu só consegui acompanhar duas partidas in loco. No sábado de manhã, com um ânimo quase zero, acabei caindo da cama e segui, junto com o Jurandyr e o Seu Natal, até Barueri, mais precisamente no Estádio da Vila Porto, aonde rolou a primeira partida da final do Campeonato Paulista sub-17 2006, entre São Paulo e Corinthians.

Pena que por causa de um trânsito dos infernos e de um acidente na Castelo Branco, a gente tenha chegado em cima da pinta. Por causa disso não conseguimos as fotos dos times posados, nem do trio de arbitragem. Mas faz parte né? Corremos esse risco às vezes...


O Jurandyr como mesário e o Seu Natal como o fotógrafo oficial do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Agora falando do jogo, o Corinthians tinha a vantagem de dois empates para ser campeão, graças a sua belíssima campanha no campeonato. Jogando em "casa", o São Paulo então tinha obrigação de fazer um ótimo resultado para poder jogar no Parque São Jorge semana que vem...

Logo de cara, notamos qual seria a tônica do jogo: o São Paulo jogando com tudo, massacrando mesmo, e o Corinthians morto em campo, sem vontade e praticamente dormindo. Isso ficou evidente nas claras chances de gol do time são-paulino. Logo aos 14 minutos, o tricolor abriu o placar num golaço: depois de cobrança de escanteio, o jogador Serginho, quase da lateral do campo encobriu o goleiro corintiano Rafael com classe. São Paulo 1 a 0.


Escanteio para o Corinthians no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Pelo restante do primeiro tempo, o Corinthians continuou perdido em campo e só criou uma boa chance de gol. O São Paulo jogava de maneira calma e tranquila, dominando as ações e criando chances ótimas de gol quando bem entendia. Mas ao final do primeiro tempo, o placar ficou com o 1 a 0.

No intervalo, com o horroroso calor, descobrimos um boteco do lado do estádio com um bela tubaína. Por lá, o Seu Natal quis fazer negócio e fazer a rapa nos pôsteres de times pendurados na parede. Pena que o dono não tenha visto da mesma forma e vetou a negociação. Mas o Seu Natal ainda não desistiu de fazer uma contra-proposta...


Jogadores do Corinthians e São Paulo observando a bola no alto. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo começou, e o Corinthians continuou com seu futebol modorrento. Nem parecia o time que teve a melhor campanha no sub-17 até hoje. O time foi dominado facilmente pelo São Paulo, que mostrava uma vontade absurda. Mas ainda perdendo por um gol de diferença, o jogo no Parque não seria tão complicado assim...


Ataque insosso do Corinthians no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Mas justamente por isso, o São Paulo não desistia e queria marcar mais para ficar sossegado no segundo jogo. E o time tricolor conseguiu uma bela vantagem. Aos 24 minutos, o camisa 11 do São Paulo, Juninho, marcou o segundo chutando na saída do goleiro alvinegro. Aos 32, fechando a tampa do caixão, depois de boa jogada do ataque, o camisa 9 Julinho bateu cruzado, sem chances para o goleiro Rafael.

Contando que o São Paulo ainda teve uma bola na trave no final do jogo, o resultado poderia ter sido pior pelos lados do Parque. Final de jogo: São Paulo 3-0 Corinthians. Grande resultado do time do Morumbi, que agora pode perder por dois gols de diferença para ser o campeão. Se o Corinthians entrar no jogo com outro espírito, pode até ter jogo, caso contrário, mais uma taça vai para o Morumbi esse ano.

Saindo de lá, fomos almoçar para ver a sessão da tarde do JP. Logo mais por aqui...

Fernando

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Efemérides Futebolísticas: 24 de novembro

Opa,

Precedendo mais um final-de-semana com grandes jogos, vamos com mais EFEMÉRIDES FUTEBOLÍSTICAS, fornecidas e compiladas pelo Denis Haddad. Hoje temos eventos futebolísticos de 23, 24 e 25 de novembro:

- 23 de novembro de 1952 - domingo - Campeonato Paulista da Segunda Divisão de Profissionais - em Bauru - Noroeste 6 x Ferroviária, de Botucatu, 4. Como curiosidade, em 23 de novembro de 1958, também um domingo, durante a partida Noroeste x São Paulo, válida pelo Campeonato Paulista da Primeira Divisão, o Estádio Ubaldo Medeiros, utilizado pelo Noroeste e construído em madeira, incendiou-se, não tendo havido vítimas.
- 23 de novembro de 1958 - domingo - Campeonato Paulista da Segunda Divisão de Profissionais - em Bragança Paulista - Bragantino 10 x Elvira, de Jacareí, 1.
- 23 de novembro de 1974 - sábado - Campeonato Paulista - Rua Javari - Juventus 1 x Saad 1, com 2.640 pagantes.
- 25 de novembro de 1951 - domingo - Campeonato Paulista - Pacaembu - Portuguesa de Desportos 7 x Corinthians 3. Em 15 de novembro de 1961, quarta-feira à tarde no Pacaembu, também pelo Campeonato Paulista, a Portuguesa de Desportos marcaria, novamente, 7 gols no Corinthians, vencendo-o por 7x0.
- 25 de novembro de 1965 - quinta-feira à noite - Campeonato Paulista - Vila Belmiro - Santos 5 x Botafogo 0, com 3.562 pagantes.
- 25 de novembro de 1994 - sexta-feira à noite - Copa Conmebol - Parque São Jorge - Corinthians 6 x Minerven, da Venezuela, 0, com 6.735 pagantes.

E, agora, 24 de novembro:

- 24 de novembro de 1929 - domingo - Campeonato Carioca - Laranjeiras - Vasco da Gama 5 x América 0. Com esse resultado, o Vasco sagrava-se campeão do Distrito Federal naquele ano.
- 24 de novembro de 1935 - domingo - Campeonato Carioca - Rua Figueira de Melo - Botafogo 6 x Bangu 4. No campeonato da AMEA de 1935, o Botafogo sagrou-se campeão, ocorrendo um fato raro: além da partida já mencionada, em duas outras oportunidades venceu por 6x4: em 22 de setembro ao derrotar o Carioca e em 29 de dezembro ao vencer o São Cristóvão.
- 24 de novembro de 1940 - domingo - Campeonato Paulista - Vila Belmiro - Santos 0 x Palestra Itália 3.
- 24 de novembro de 1945 - sábado - Campeonato Carioca de Amadores - América 14 x Andaraí 1.
- 24 de novembro de 1946 - domingo - Campeonato Carioca - Fase de Supercampeonato - Rua General Severiano - Fluminense 8 x América 4. Naquele ano, América, Flamengo, Fluminense e Botafogo terminaram o campeonato empatados, tendo sido necessária a realização do "supercampeonato", que, ao seu final, apontou o Fluminense como campeão carioca de 1946.
- 24 de novembro de 1956 - sábado - Campeonato Inglês da Primeira Divisão - em Liverpool - Everton 1 x Sheffield Wednesday 0, com 34.247 pagantes.
- 24 de novembro de 1963 - domingo - Campeonato Carioca - Maracanã - Flamengo 3 x Bangu 1, com 96.187 pagantes.
- 24 de novembro de 1965 - quarta-feira - Eliminatórias para a Copa do Mundo - em Pnom Penh, capital do Cambodja - Coréia do Norte 3 x Austrália 1. Com esse resultado, a Coréia do Norte classificou-se para a Copa do Mundo de 1966. Em 21 de novembro daquele ano, a Coréia do Norte vencera a Austrália por 6x1, também na capital cambodjana.
- 24 de novembro de 1974 - domingo - Campeonato Paulista - em São José do Rio Preto - América 0 x São Paulo 3, com 8.673 pagantes. Em jogada casual, o centroavante Mirandinha, do São Paulo, foi atingido pelo lateral Baldini, tendo a perna fraturada.
- 24 de novembro de 1985 - domingo - Campeonato Paulista - Parque Antartica - Palmeiras 2 x XV de Jaú 3, com 27.850 pagantes. Esse resultado tirou o Palmeiras da fase seguinte do campeonato.
- 24 de novembro de 1996 - domingo - amistoso em Los Angeles - Guatemala 2 x Costa Rica 1, com 22.727 espectadores.
- 24 de novembro de 1999 - quarta-feira - Campeonato Brasileiro - Morumbi - Corinthians 1 x Guarani 1, com 18.676 pagantes. Com esses resultados o Corinthians se classificou às semi-finais daquele campeonato.
- 24 de novembro de 2004 - quarta-feira - Copa dos Campeões - Chelsea 0 x Paris Saint Germain 0, com 39.626 espectadores.

Por enquanto é só... logo mais tem mais um "making of" de uma matéria gravada pelo JOGOS PERDIDOS que vai ao ar nesse domingo. Fiquem ligados!

Fernando

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

A História pré-JP, volume 21: Times posados (parte III)

Opa,

Depois de mais de três meses sem nenhum post dessa série genial, ontem tivemos a saga do JR no Mato Grosso do Sul e hoje vamos com a segunda parte de fotos históricas de times posados. A primeira parte foi publicada em 16 de agosto e reuniu quatro times que hoje não existem mais, em poses exclusivas do JP, via Estevan Mazzuia. Hoje então vamos com quatro fotos exclusivíssimas reunindo só times mineiros.

Por volta dos anos de 2002 e 2003, o Estevan passava o mês de julho enclausurado em tumbas e sítios arqueológicos pelo interior mineiro, e quando conseguia uma brecha na agenda, fugia para ver algum joguinho perdido. Os dois jogos em questão hoje foram dois amistosos que rolaram nessa época, e que ele foi assistir. Vamos à eles:


Ideal SC - Sete Lagoas/MG (julho de 2002). Foto: Estevan Mazzuia.


América FC - Belo Horizonte/MG (julho de 2002). Foto: Estevan Mazzuia.

Esse jogo aconteceu no dia 21 de julho de 2002, e foi realizado na cidade de Sete Lagoas, mais precisamente do próprio estádio do Ideal. Na época, o time estava sem disputar nenhum campeonato profissional e o amistoso foi marcado para que o América entregasse as faixas de Campeão Classista de 2002 ao Ideal. A partida acabou com o placar de 1 a 0 para os visitantes. Bom, o legal é que o Ideal acabou anos depois entrando no profissionalismo e pode conseguir a vaga ao Módulo II em 2007... ficaremos no aguardo...


América FC - Belo Horizonte/MG (agosto de 2002). Foto: Estevan Mazzuia.


Sparta FC - Campo Belo/MG (agosto de 2002). Foto: Estevan Mazzuia.

Esse jogo, mais uma vez envolvendo o América, aconteceu dia 7 de agosto de 2002, e foi realizado no genial Estádio Independência. O Sparta, de Campo Belo, na época estava se preparando para o Campeonato da Segunda Divisão daquele ano, que se iniciaria em setembro.

Esse amistoso só teve a presença do Estevan dentro do campo, e as fotos são exclusivas e inéditas na internet até hoje. O jogo em questão acabou sendo vencido pelo Coelho pelo placar de 4 a 1. Naquele ano, o Sparta ainda chegaria em 5º lugar na Segundona, mas no final do ano o time abandonou o profissionalismo. Pena...

E foi só... em breve teremos mais fotos posadas históricas.

Abraços

Fernando

Estádios pelo Brasil, volume 13: Estádio Severiano Gomes Filho (Maceió/AL)

Olá,

Encerrando a seqüência de visitas aos principais estádios de Maceió, ao sair das dependências do CSA, segui até o bairro de Pajuçara para rever o Estádio Severiano Gomes Filho, também chamado de "Pajuçara" que é de propriedade do tradicional Clube de Regatas Brasil. muito mais conhecido como CRB.


Escudinho do glorioso Clube de Regatas Brasil, o CRB. Reprodução: www.showdecamisas.blogspot.com

No primeiro parágrafo escrevi que fui rever o estádio, pois em 2001 lá estive e assisti ao jogo CRB 3 - 0 Miguelense, válido pelo Campeonato Alagoano e, as condições que encontrei naquela ocasião, são as mesmas de agora, ou seja, um estádio bem arrumado e ideal para jogos com pouco público.


Arquibancada oposta do estádio do CRB. Foto: Orlando Lacanna.


Vista das cadeiras cativas do estádio. Foto: Orlando Lacanna.


Agora a vista das cativas pelo centro do gramado. Foto: Orlando Lacanna.

O gramado está em boas condições e quanto as acomodações para o público, há dois lances de arquibancadas acompanhando as laterais, inclusive num dos lados, estão as chamadas cadeiras cativas nas cores branca e vermelha que pela disposição que foram colocadas, formam a sigla CRB. A sua capacidade atual é para 6.000 espectadores aproximadamente. Atrás dos gols não há acomodações para o público sentar, mas há espaço para quem quiser ficar em pé. Acima das cativas ficam as cabines destinadas à imprensa.


Das cativas, essa é a visão do gol do lado direito. Foto: Orlando Lacanna.


Agora, o lado esquerdo... Foto: Orlando Lacanna.

A utilização do estádio se restringe aos treinamentos, jogos das categorias de base e jogos do Campeonato Alagoano, exceto os clássicos que são realizados no Rei Pelé, assim como as partidas válidas pelo Brasileirão da Série B. Além do campo de futebol, há também um prédio que é utilizado como alojamento das categorias de base, incluindo cozinha e refeitório.


Uma vista sensacional... o meio-de-campo. Foto: Orlando Lacanna.


Alojamentos do CRB. Foto: Orlando Lacanna.

Vale a pena citar que o CRB, cuja mascote é o Galo de Campina, fundado em 20/09/1912 é a segunda equipe que mais vezes conquistou o Campeonato Alagoano, com 25 títulos. Além dessas conquistas, ganhou 15 Torneios Inícios, o Torneio de Acesso à Série B em 1993 e foi Vice-Campeão da Copa do Nordeste em 1994 em decisão contra o Sport Recife. Atualmente o CRB é o único representante de Alagoas na Série B do Brasileirão e a sua luta é evitar o rebaixamento para a Série C.

Missão cumprida no que se refere ao futebol e, depois a pedida foi continuar curtindo as belíssimas praias de Maceió e me preparar para a volta à São Paulo em vôo pela madrugada.

Abraços,

Orlando