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terça-feira, 28 de outubro de 2008

Guaxupé segura empate em Três Corações

Olá pessoal,

No último domingo pela manhã fui até Três Corações, no Sul de Minas, acompanhar a partida entre CA Tricordiano e SE Guaxupé, realizada no Estádio Municipal Elias Arbex, válida pelo Campeonato Mineiro da 2ª Divisão. Antes de falar sobre o jogo em si é importante ressaltar que a equipe mandante é como se fosse um continuação do Atlético-TC. Na verdade um grupo de empresários queria colocar em campo a equipe tradicional da cidade, mas como ela tem muitas dívidas e está temporariamente suspensa pela Federação Mineira, a saída foi criar, um time novo.

Entretanto, as próprios dirigentes do Tricordiano fazem esforço para criar um vínculo dessa equipe com o Atlético-TC, tanto que apenas nos uniformes dos atletas aparece o escudo do novo time, sendo que nas camisas da comissão técnica e até dos gandulas consta o brasão do time mais tradicional.


CA Tricordiano - Três Corações/MG. Foto: Victor Minhoto.


SE Guaxupé - Guaxupé/MG. Foto: Victor Minhoto.


Trio de arbitragem e capitães. Foto: Victor Minhoto.


Detalhe do escudo do CA Tricordiano, a mais nova equipe de Minas Gerais e disputar campeonatos profissionais. Foto: Victor Minhoto.

Apoiado pelo bom público de 690 pagantes, a equipe mandante iniciou a partida comandando as ações e pressionando a defesa visitante, além disso, podia-se perceber sua superioridade técnica. Esse panorama animava a torcida que via a possibilidade de obter uma boa vitória em seus domínios, o que a deixaria na ponta da tabela de forma isolada.

Entretanto, o tempo foi passando e apesar da pressão faltava o mais importante, colocar a bola no fundo do gol adversário. Durante todo o tempo a equipe tricordiana atacava o quadro alviverde, mas com transcorrer do 1º tempo o Guaxupé se sentiu mais a vontade e passou a usar os contra-ataques para ameaçar os locais. Tanto que em um deles, aos 40 minutos, o camisa 9 Rodrigo, entrou na área pela direita e acertou um forte chute sobre o goleiro, decretando a abertura no marcador em favor dos visitantes.


Em um dos vários ataques do Tricordiano, o goleiro do Guaxupé observa a bola sair pela linha de fundo. Foto: Victor Minhoto.

Esse gol surpreendeu e irritou a torcida, que via seu time dominar as ações, apresentar mais volume de jogo e estar atrás no placar, além da reclamação de impedimento no momento do gol do Guaxupé, alegação esta que parace não proceder. Mas como o futebol não é uma ciência exata a equipe local, mesmo jogando melhor, foi para o intervalo atrás no marcador.

O Tricordiano voltou para o segundo tempo da mesma forma que começou o jogo, ou seja, pressionando o adversário de todas as formas em busca do gol, mas ele teimava em não sair, tavez por um pouco de afobação ou até mesmo de preciosismo, mas e verdade é que a torcida foi ficando irritada e passou a reclamar muito do sistema ofensivo dos locais.


Já durante o 2º tempo, o goleiro Oberdan (bom nome para um arqueiro) do Guaxupé afasta a bola em cruzamento perigoso da equipe local. Foto: Victor Minhoto.

Depois de muito insistir a equipe local marcou seu gol, porém o mesmo foi corretamente anulado em razão do atacante estar impedido, como já era de se esperar esse lance deixou os atletas, a comissão técnica e a torcida muito irritados com a assistente número 2. Diante desse quadro o clima de euforia do começo da partida mudou completamente para a indignação.


Momento em que o camisa 7 Anderson do Tricordiano toca a bola para o fundo do gol, porém este lance foi invalidado por impedimento. Foto: Victor Minhoto.

Até que aos 32 minutos, quando muitos já estavam desiludidos, saiu o gol de empate do Tricordiano. Após uma cobrança de falta a bola bateu no pé da trave esquerda da meta do Guaxupé e no rebote o camisa 11 Paulo Roberto tocou para o fundo das redes. Na verdade a cobrança da falta foi tão forte que parece que no rebote a bola simplesmente bateu no pé do atacante tricordiano, ao invés de ter sido intencionalmente tocada, mas o importante é que o empate estava decretado.


Lance do gol de empate do Tricordiano. Reparem que após tocar na trave, a bola está atrás da perna do camisa 7 local, sendo que ela bateria na perna do número 11 Paulo Roberto e voltaria para dentro do gol. Foto: Victor Minhoto.

Esse gol até animou os mandantes a tentar virar o marcador, mas novamente faltou mais poder de fogo a seu ataque, que voltou a perder chances de gol. Com isso o placar ficou mesmo em Tricordiano 1x1 Guaxupé. Neste grupo, após duas rodadas, a classificação tem Tricordiano e Guaxupé com 4 pontos, Varginha com 3 e Sul Mineiro com 0, cabendo lembrar que apenas os dois primeiros se classificam para hexagonal final.

Até a próxima,

Victor

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