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terça-feira, 31 de janeiro de 2006

A História Pré-JP, volume 13 : Magical Mystery Tour no Sul em 2004 (3 de 6)

E aí povo?

Mesmo com a enxurrada de jogos nesse mês de janeiro e aproveitando uma brecha na concorrida agenda do JP, vamos agora com a terceira parte da minha saga até o sul do país pelo ano de 2004. Nos dois capítulos anteriores, os jogos em questão foram vistos na minha viagem à Porto Alegre. Logo depois do último jogo apresentado aqui (vai lá na Parte 2 e veja!), voltei para São Paulo e aguardei por alguns dias a segunda parte da saga.

Exatamente duas semanas depois fui visitar o estado de Santa Catarina, atraído pelos inúmeros jogos legais que poderia ver por lá. Pena que lá não é tão organizado assim, e a Federação Local mudou horários de jogos e dias das partidas a esmo, mas mesmo assim vi algumas coisas legais.

A primeira escala foi aportar em Florianópolis numa bela manhã de sábado e depois seguir de ônibus até a cidade de Balneário Camboriú, aonde me hospedei numa república de um amigo. Lugar bala, paisagem linda, mulheres bonitas, mas não poderia fugir do motivo da minha viagem: JOGOS PERDIDOS! Naquele sábado não havia nada de bom, mas no domingo iria acontecer um dos jogos mais geniais que já vi até hoje.


Escudinhos dos times do Carlos Renaux e do Juventus/SC, times geniais! Fonte: www.distintivos.com.br

Desde criança, sempre quis ter visto o time do Carlos Renaux, que é da cidade de Brusque (perto de onde eu estava). Quando o time parou, achei que o sonho tinha acabado, mas como tudo muda, o time voltou ao futebol profissional e naquele dia 30 de maio de 2004, iria jogar no Estádio Augusto Bauer, contra outro time genial, o Juventus de Jaraguá do Sul. Claro que eu não poderia ficar fora dessa!


Entrada do Estádio Augusto Bauer, aonde o Carlos Renaux mandava seus jogos. Fotos: Fernando Martinez.

De carona, e com uma caravana inusitada até então, já que todos que foram comigo nunca tinham ido a uma partida de futebol, seguimos de carro de Balneário Camboriú até Brusque. Chegando lá, encontrar o Estádio foi muito fácil, já que ele fica pertinho do centro da cidade. Detalhe que a cidade de Brusque é uma graça, com muito verde e lugares bonitos. Mas o que interessava mesmo era ver as duas equipes em campo, então logo entrei no estádio.

Pena que quando cheguei, exatamente às cinco para as três da tarde, já não consegui mais entrar no campo para as fotos posadas. Isso me chateou um pouco, mas eu faria o impossível para entrar no intervalo. Ainda bem que deu certo, já que consegui a foto especialíssima do time do Carlos Renaux. Só a foto deles, já que o Juventus não quis posar para a foto, numa mostra de grande frescura.


O especialíssimo time do Carlos Renaux de Brusque/SC, posados única e exclusivamente para o que vos escreve. Foto: Fernando Martinez.

Devidamente instalado dentro do campo, pude acompanhar uma grande partida de futebol. No primeiro tempo o jogo foi bastante equilibrado, mas o time do Carlos Renaux saiu na frente e levou o jogo para o intervalo com a vantagem mínima. No segundo tempo o jogo melhorou ainda mais.


Ataque do Juventus no segundo tempo da partida. Foto: Fernando Martinez.


Ataque do Carlos Renaux no segundo tempo, em que o time jogou muito bem. Foto: Fernando Martinez.

Precisando se lançar ao ataque para tentar chegar ao empate, o Juventus foi com tudo ao ataque e perdeu seguidas chances de fazer seu gol. Tanta insistência resultou no gol de empate depois de uma jogada bastante confusa dentro da área do time de Brusque. Com o jogo empatado, os dois times deixaram a partida muito aberta e com chances de vitória para os dois lados.


Detalhe do lance do gol de empate do Juventus/SC. O número 4 do time de Jaraguá do Sul, no canto esquerdo da foto mandou para o fundo das redes. Foto: Fernando Martinez.


Lance de perigo dentro da área do time do Carlos Renaux. Foto: Fernando Martinez.

Com o jogo aberto, os dois times perdiam gols, mas no final o Carlos Renaux acabou com mais sorte, e fez seu segundo gol quase no fim do jogo. No final da partida ficou mesmo Carlos Renaux 2-1 Juventus/SC. O mais legal é que o Juventus ainda acabou Campeão do campeonato daquele ano.


Detalhe do escudo do Carlos Renaux pintado ao lado da arquibancada coberta do Augusto Bauer. Foto: Fernando Martinez.

Depois disso foi correr de volta para Camboriú para mais uma partida, para completar uma rodada dupla genial, mas isso fica para a Parte 4 da série.

Até lá

Fernando

Paulista Série A3: São José 2-2 Independente

Olá,

Com o início do Campeonato Paulista da Série A3, voltei a por o pé na estrada para acompanhar dois jogos da primeira rodada da primeira fase. Como aquecimento, vi no sábado o jogo São Bernardo 3-0 São Vicente, cujo post foi feito pelo Fernando. No domingo, debaixo de muita chuva, segui até o Vale do Paraíba, mais precisamente até a cidade de São José dos Campos, aonde acompanhei o jogo São José 2-2 Independente, no Estádio Martins Pereira.

Esse jogo reuniu duas equipes de tradição do futebol de São Paulo. O São José, também conhecido como Águia do Vale, está tentando retornar à elite do futebol paulista, visando voltar aos velhos tempos quando conseguiu o vice-campeonato paulista em 1989, em decisão contra o São Paulo. O Independente, conhecido como Galo da Vila Esteves, nunca participou da divisão principal de SP, mas sempre marca presença nos campeonatos de acesso desde 1972, sem interrupção.


Cruzamento do time de Limeira, dentro da área do time do São José. Foto: Orlando Lacanna.

Quanto ao jogo em si deu para notar que as equipes ainda estão em formação, carecendo de melhor entrosamento. No primeiro tempo praticamente não aconteceu nada de relevante a não ser a expulsão do jogador Bruno do São José, aos 39 minutos além de uma oportunidade perdida pelo time da casa na cara do gol. O jogo foi muito truncado com diversas entradas mais fortes de ambos os lados sendo que no geral, nessa etapa, o Independente mostrou que poderia obter um bom resultado, pois jogou melhor.


Ataque do São José e bela defesa do goleiro do Independente. Foto: Orlando Lacanna.

No segundo tempo, conforme se previa, o time de Limeira continuou melhor. Logo aos 5 minutos abriu o marcador através de Reinaldo Leme, que escorou de cabeça cruzamento que veio da direita. Logo depois, aos 12 minutos o atacante Silva aumentou o placar marcando o segundo gol limeirense de forma quase idêntica ao primeiro, ou seja, escorou de cabeça cruzamento que também veio da direita.

A partir daí, ficou a impressão que o jogo poderia estar liquidado, pois o Independente tinha dois gols de vantagem, jogava melhor e ainda atuava com um jogador a mais. Mas como no futebol o provável nem sempre acontece, o São José na base da raça e com o apoio da sua torcida, foi para o tudo ou nada. Aos 22 minutos Vandinho diminuiu a diferença e aos 47 minutos, de forma dramática, conseguiu o empate através de Everton depois de cobrança de escanteio pela esquerda.


Lance do primeiro gol do São José, iniciando a reação no Martins Pereira. Foto: Orlando Lacanna.

Como curiosidade desse lance, o goleiro Edinho do São José abandonou sua meta e foi ajudar seus companheiros no ataque e o gol acabou acontecendo. Esse gol levou a pequena torcida local à loucura e a uma festa incrível. Como destaques individuais cito Renatinho pelo time da casa e Alex, que lembra fisicamente Rincon, ex-Corinthians, pelo time visitante.


Festa em São José... o time da casa empatava a partida no finalzinho do jogo. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo com empate de 2-2 com sabor de vitória ao São José e que provou mais uma vez que time nenhum pode achar que já ganhou antes do apito final do árbitro. Gostei do jogo e pelo que vi no sábado e domingo, o campeonato da Série A3 promete muita emoção.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Paulista Série A1: Juventus 1-1 Marília

Opa!

Continuando com os jogos desse último final de semana, no domingo a nossa intenção era ver uma rodada dupla. De manhã, eu e o Emerson iríamos até a cidade de Osasco, mas a chuva nos impediu de tal feito. Portanto, acabei só indo em um jogo no domingão, mas que jogo...

A pedida foi o jogo entre Juventus e Marília na Rua Javari. Ter que escolher entre o Juventus e qualquer outro jogo é tarefa quase decidida: quase sempre acabamos indo no lendário estádio juventino. Cada momento lá é histórico e não temos como ficar de fora. Da nossa equipe estiveram lá (além da minha pessoa): Jurandyr, Mílton e David, com a participação do Seu Natal e do grande Maurício Nassau.

Todo mundo esperava uma grande partida do onze grená, graças à grande vitória sobre o time do Morumbi no meio da semana, mas o que vimos foi um Juventus fraco e sem inspiração. Durante todo o primeiro tempo ele teve maior posse de bola e domínio territorial, mas não chutava em gol, e quando o fazia não levava perigo algum ao gol do MAC. Com isso, não teria como o jogo ter outro placar no intervalo senão o 0-0 mesmo. Mas todos também esperavam que a partida pudesse melhorar no segundo tempo..


Jogadores do Juventus e do Marília observando a bola, completamente fora de órbita, num dos horrorosos chutes ao gol do time grená no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.




Escanteio para o Juventus na primeira etapa, sem muito perigo para o goleirão do MAC. Foto: Fernando Martinez.


Lendas-vivas na Javari... notem a cara de ânimo e alegria do Jurandyr, pensando na vida e completamente realizado profissionalmente. Ao lado um detalhe do cabelo do Sérgio Manjuillo. Com seu penteado a là Blaze Bailey e com 2 latas de óleo Lisa no cabelo. Fotos: Fernando Martinez.

No segundo tempo, o Juventus conseguiu voltar ainda mais sonolento e sem inspiração. O Marília, que até então não tinha feito nada de útil, começou a se animar e levar perigo nos seus contra-ataques. O Juventus sismava em trocar bolas no meio-campo e não chegar perto da área do Marília, e isso foi irritando bastante os torcedores na Javari. Pouco a pouco o Marília foi chegando, chegando, chegando até conseguir marcar seu gol.

Tudo bem que esse gol do Marília teve a clara interferência do árbitro, pois a falta que ele marcou foi meio estranha. Como o Marília não tinha nada com isso, o jogador Juninho cobrou e marcou um golaço aos 24 minutos. Marília 1-0.


Mesmo de longe, fica o registro do golaço do Marília, numa cobrança de falta do jogador Juninho. Foto: Fernando Martinez.

Nem tomando o gol o Juventus acordou. O ataque estava sem acertar nada e com o juiz invertendo faltas a coisa complicava mais ainda. Muitos ataques foram tentados, mas nenhum com sucesso e nem pelo menos com alguma defesa do goleiro do MAC, já que os chutes iam pra fora.


Numa bola lançada com muita força, Rafael Silva ainda tenta evitar que a bola saísse pela linha de fundo. Em vão. Foto: Fernando Martinez.


Com isso o jogo foi se aproximando do final, e a vitória do Marília parecia inevitável. Mas num daqueles momentos que já tinham acontecido no jogo contra o São Bento e numa situação de sorte, que times que estão com um bom astral têm, o Juventus arrancou um escanteio na marra aos 49 do segundo tempo. Na cobrança a bola espirrou dentro da área, bateu nas costas de um zagueiro e sobrou para o Sérgio Lobo empatar a partida de forma dramática.


Lance do gol de empate juventino. Mais uma vez nos acréscimos e no sofrimento. Ufa! Tá difícil ver jogo na Javari. Foto: Fernando Martinez.

Mais uma vez a festa foi completa, comigo pendurado no alambrado, o Jurandyr pulando igual criança e o Nassau abraçando todo mundo nas sociais. Fantástico! Final de jogo Juventus 1-1 Marília, e mais um ponto para a sacola do Juventus. Mas esperamos que nos próximos jogos em casa ele não passe tanto sofrimento assim...

E por ora é só. No meio da semana tem alguma coisinha do Paulistão e no sábado e domingo, começa a A2 e mais jogos cabulosos pintam aqui no JP. E sexta-feira temos a volta de uma das colunas mais pedidas por vocês. Fiquem ligados!

Até lá

Fernando

Mineiro Módulo I: Caldense 2-0 Ituiutaba

Olá,


Na tarde de ontem estive em Poços de Caldas/MG acompanhando o jogo entre Caldense e Ituiutaba, válido pelo Módulo I da 1ª Divisão do Campeonato Mineiro de 2006. Além de rever a Caldense o jogo foi especial pois foi a primeira vez que vi o Ituiutaba em campo, ou seja mais um time na minha lista, e o principal é que agora eu completei todos os times participantes da divisão maior do futebol mineiro.

Infelizmente não fui autorizado a entrar em campo para tirar as fotos dos times posados, talvez eles acharam que eu fosse um homem-bomba ou coisa do tipo, mas tudo bem.

O jogo começou movimentado e logo no primeiro minuto, em um escanteio, a Caldense abriu o placar. Achei que o jogo seria mais aberto... puro engano, o time da casa passou a administrar o marcador e a equipe visitante não demonstrou muita força ofensiva, resultado, o primeiro tempo terminou desta forma.

O Ituiutaba voltou para a segunda etapa mais disposto, porém apesar da posse da bola, não conseguiu criar muitas chances de gol. Com isso a Caldense foi se soltando a passando a levar perigo a meta adversária, principalmente nos contra-ataques. Num deles o goleiro do Ituiutaba cometeu penalti, levou o segundo cartão amarelo e foi expulso. O goleiro reserva entrou em campo mas não conseguiu evitar o segundo gol do time mandante.

Como o segundo gol foi no finalzinho da partida não houve tempo para mais nada e o resultado final foi mesmo Caldense 2x0 Ituiutaba. Em breve teremos mais coberturas do campeonato mineiro, tanto no Módulo I, como no Módulo II da 1ª divisão que começa semana que vem. Até a próxima,

Victor

Paulista Série A1: São Caetano 2-0 Paulista

Opa,

Continuando com nossa epopéias do último sábado, logo depois do jogo do Tigre do ABC, agora era a vez do Azulão entrar na nossa programação. Eu, o Mílton e o David seguimos correndo até o Estádio Anacleto Campanella, para ver mais um jogo do Paulistão 2006, entre São Caetano e Paulista de Jundiaí. Jogo que valeu pela final de 2004 e que prometia bastante, já que o Paulista era vice-líder e o Azulão terceiro colocado.

Com a bilheteria do portão de trás fechada (absurdo!) e sem lugar para estacionar, demoramos uns bons 15 minutos para entrar no Anacleto, o que custou alguns fios de cabelos brancos no Mílton. Mas depois, mais acalmados, já fomos buscar nosso lugar nas arquibancadas de lá. E qual foi nossa surpresa ao ver a arquibancada atrás do gol de entrada do estádio todinha pintada e ao mesmo tempo INTERDITADA!! Isso mesmo, graças ao enorme número de buracos, eles fecharam o setor.

Mas fica a pergunta: Porque eles pintaram tudo, gastando mais baldes de tinta, se eles vão ter que desmontar tudo para poder consertar os buracos??? Não entendemos o porquê. Se alguém conseguir nos explicar, por favor nos mande um e-mail!


Detalhe da graaande arquibancada do Anacleto, totalmente pintada e fechada aos torcedores e ao lado, o David inconformado com tal situação. Fotos: Fernando Martinez.

Bom, e falando do jogo, conseguimos ver pela segunda vez seguida um bom jogo por lá. O São Caetano está com um time muito, mas muito melhor do que o do ano passado e o Paulista tem um time bem arrumadinho. Mas ficou evidente a maior qualidade do São Caetano, que já no primeiro tempo poderia ter saído na frente do placar, caso não fossem as intervenções do goleiro do time de Jundiaí. O jogo acabou indo para o intervalo em 0-0.


Ataque do Paulista no primeiro tempo da partida contra o São Caetano. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo, o Azulão voltou ainda melhor e não deu muitos espaços ao Paulista. Aos 12 minutos o São Caetano acabou saindo na frente do placar. Após uma bela cobrança de escanteio do Ânderson Lima, o veteraníssimo Cléber marcou de cabeça, aproveitando a falha do goleiro jundiaiense e fez 1-0 no placar. Com o gol, o Paulista se perdeu e o São Caetano foi à frente e poderia ter marcado uma goleada.


Lance do primeiro gol do Azulão: Notem o goleiro do Paulista no meio do caminho, deixando o gol livre para o Cléber marcar o seu. Foto: Fernando Martinez.


Lance do segundo gol do São Caetano, feito pelo Messias do ABC, Somália. Foto: Fernando Martinez.

Aí apareceu o jogador Somália, que foi quase comido vivo pela torcida local. Depois de perder dois gols absurdos, os quais até meu avô de 86 anos faria, ele finalmente marcou o seu aos 40 minutos, selando mais uma vitória do São Caetano no Paulistão. Final de jogo: São Caetano 2-0 Paulista.

Esse time vai longe, e com certeza não vai fazer feio no Paulista e nem no Brasileiro. Esperamos uma boa campanha do time do ABC já que nos interessa bastante muitos campeonatos por lá, devido á facilidade de acesso e tranquilidade nas arquibancadas...

Depois vem o post com mais um sofrimento na Javari.

Até lá

Fernando

Paulista Série A3: São Bernardo FC 3-0 São Vicente

Fala povo!

Esse foi um final-de-semana bastante esperado pelo JOGOS PERDIDOS, já que tivemos a rodada inicial da Série A3 do Paulistão. Com o início da A2 no próximo sábado, a festa fica repleta para nós. Até o começo de abril, esses campeonatos serão o carro-chefe do JP. Então, nada mais justo do que estar presente na abertura oficial do Campeonato Paulista da Série A3 de 2006, com o jogo entre São Bernardo FC e São Vicente. Presentes por lá, além do que vos escreve, o Mílton e o recém-chegado de férias no Rio, David. Numa outra frente, estavam o Jurandyr e o Orlando, mas eles ficaram em outra posição por lá...

Ano passado o JP foi o único órgão de imprensa presente na estréia do time da Segunda Divisão, num empate de 1-1 contra o Guarujá. Vimos vários jogos da campanha do time do ABC in loco, e fomos relativamente bem tratados, já que o time estava começando. Agora, com o acesso garantido, chance de aparecer na TV e mais grana no caixa, parece que eles esqueceram os bons modos. Não fomos tratados de uma forma, no mínimo, respeitável e parecia que eles estavam nos fazendo um favor de deixar-nos entrar no estacionamento do Primeiro de Maio. E isso que nem pensávamos em pedir para entrar no campo ou coisas assim. Mas tudo bem, o que vale é a cobertura principal do jogo.


Logo no primeiro minuto de jogo, o São Bernardo FC perdia sua primeira chance de gol. Foto: Fernando Martinez.

Mas, tirando os momentos chatos, o jogo foi bastante movimentado e mostrou que o Tigre do ABC veio para buscar o acesso à A2. Desde o começo o Tigre se lançou ao ataque e perdeu várias chances de abrir o marcador. O São Vicente não mostrava serviço e se limitava a ficar na defesa, buscando um contra-ataque que não aconteceu.

Tamanha pressão resultou no primeiro gol do São Bernardo, da partida e primeiro gol da A3 2006. Aos 40 minutos, depois de uma falta cobrada pela direita, o jogador Marcinho marcou de cabeça, e levou o jogo para o intervalo em 1-0.


Lance do primeiro gol da Série A3 de 2003: São Bernardo 1-0. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo aproveitamos para passar mal no calor de São Bernardo do Campo, tomar uma aguinha, comer um algodão-doce e acompanhar uma briga interna da torcida do Tigre. Tudo dentro dos conformes.


Detalhe da briga entre membros da torcida organizada do SBFC. Ao lado, eu curtindo um algodão-doce horrível, que foi deixado de lado antes de chegar na metade. Fotos: Fernando Martinez e Mílton Haddad.

No segundo tempo o panorama não mudou muito. Só no início que o São Vicente ainda tentou alguma coisa no jogo, perdendo duas ou três chances interessantes. O São Bernardo só ficava na boa, esperando a chance de um contra-ataque rápido e decisivo. Depois dos quinze minutos, o jogo caiu de produção e só foi melhorar perto do seu fim.


Ataque perigoso do São Bernardo no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Só por volta dos 30 minutos o jogo melhorou de novo, com o São Bernardo voltando a dominar e perdendo chances e chances. Finalmente, aos 39 minutos, num golaço do Hudson, o Tigre chegou aos 2-0 e selou a vitória. Quando a gente já ia embora, ainda fez mais um aos 46. Num contra-ataque rápido o jogador Wesley fez 3-0 e fechou o placar, numa ótima estréia do São Bernardo FC rumo à A2.


Detalhe da bola no fundo das redes no segundo golaço do SBFC. Foto: Orlando Lacanna.


No finalzinho, a vitória selada por 3 a 0, num belo gol em jogada de contra-ataque. Foto: Orlando Lacanna.

Final de jogo: São Bernardo 3-0 São Vicente. Depois disso foi só correr até o Anacleto Campanella, para mais uma rodada dupla no ABC, mas isso fica para o próximo post.

Até

Fernando

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Uma Volta ao Passado, volume 7: Clube Náutico de Salto Grande (Salto Grande/SP)

CLUBE NÁUTICO de SALTO GRANDE


Escudo do Clube Náutico de Salto Grande. Fonte: Arquivo Fernando Martinez.

Olá,

No meu primeiro post histórico de 2006 e aproveitando minha estada em Assis por conta das festividades natalinas em 2005, fui até a cidade de Salto Grande que fica a 381 Km da Capital para conhecer um pouco da história e do estádio do Clube Náutico Salto Grande.

Para quem não sabe, a cidade de Salto Grande é conhecida na região pela sua "praia" junto ao rio Paranapanema. Quanto ao clube, que foi fundado em 1964, teve uma única participação em campeonato profissional em 1986 na Terceira Divisão que naquele ano teve participação recorde de 77 times. Nesse campeonato, o Salto Grande não fez boa campanha. A equipe fez parte do Grupo Azul da Terceirona, e na chave o "Náutico" tinha companhia da Santacruzense, Parquinho de Bauru, Palmital, São Paulo de Avaré, Flamengo de Pirajuí, Itararé, Chavantense, Ribeirão do Sul e Pirajú.

A equipe disputou um total de 18 partidas, com apenas três vitórias (3x0 no Piraju, 1x0 no Palmital e 2x0 na Chavantense), três empates e doze derrotas. O time marcou 7 gols e sofreu 16. Nessa chave se classificaram Santacruzense e Parquinho.

Aquele torneio gerou na época muita polêmica em razão da quantidade de clubes e segundo parte da imprensa, pela ausência das condições mínimas da maioria dos clubes além da precariedade de alguns estádios. Essa situação levou o Conselho Nacional de Desporto (CND) presidido pelo Sr. Manoel Tubino a declarar que tal campeonato não teria valor e que não haveria acesso. O campeonato foi concluído e teve como campeão o C.E.R. Descalvadense da cidade de Descalvado, que não foi promovido e nunca mais disputou qualquer campeonato profissional.


Entrada principal do Estádio dos Expedicionários, em Salto Grande. Foto: Orlando Lacanna.


Fachada do Estádio dos Expedicionários, onde joga atualmente o Náutico FC. Foto: Orlando Lacanna.


Vista da arquibancada descoberta do Estádio dos Expedicionários. Foto: Orlando Lacanna.

Quanto ao Clube Náutico, o mesmo foi extinto e atualmente há na cidade o Náutico Futebol Clube, que disputa apenas competições amadoras utilizando o mesmo estádio que era utilizado na Terceira Divisão: o Estádio dos Expedicionários. Esse estádio é bem modesto com capacidade máxima para 1.000 pessoas.


Escudo do Náutico FC, atualmente o único time disputando competições de futebol. Foto: Orlando Lacanna.

Com relação à história do C.N.S.G. não há muitas informações pois o time disputou um único campeonato profissional, sendo montado por políticos da época que trouxeram jogadores de fora apenas para essa competição. Segundo algumas pessoas da cidade, a participação do Náutico foi uma aventura sem muito propósito e não teria havido apoio da população por falta de identificação com o "novo" clube.


Entrada dos vestiários do estádio aonde atualmente o Náutico FC manda seus jogos. Foto: Orlando Lacanna.


Arquibancada coberta do Estádio dos Expedicionários. Foto: Orlando Lacanna.


Visão do "gol da esquerda" do estádio dos Expedicionários. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar das poucas informações, valeu a pena conhecer mais uma cidade e mais um estádio. Aproveito para agradecer os Srs. Roque, atual presidente do Náutico F.C., Zamba, ex-jogador, Poloni ex-jogador que disputou o campeonato de 86 e João da "Farmácia" ex-dirigente, pela atenção e informações prestadas ao JP. O Sr. João prometeu nos enviar foto do time posado do campeonato de 86. Estamos aguardando.

Abraços,

Orlando

Libertadores: Palmeiras 2-0 Deportivo Táchira (Ven)

Fala pessoal!

Tô dando uma passadinha rapidinha por aqui, só para não passar em branco um joguinho que eu fui quarta à noite, depois da final da Copa SP de Juniores. É que minha esposa Nalva é palmeirense e há tempos estava pedindo para eu ir com ela num jogo do "Barmera".

Na realidade o jogo em questão, Palmeiras x Deportivo Táchira, serviu também para eu colocar a equipe venezuelana na minha Lista e vale dizer também que a Libertadores é um torneio que eu gosto muito. Ainda mais que a cada ano ela vem entrando cada vez mais no esquema Jogos Perdidos, ou seja, com times como Nacional do Paraguai, Rocha do Uruguai, Unión Maracaibo e por aí afora.

O curioso é que um dia antes, os jornais mostraram as fila quilométricas para comprar ingressos. Estranhamente eu comprei ingresso pouco antes da hora do jogo, na bilheteria do estádio e consegui ainda arquibancada, o setor mais concorrido.


Vista parcial da partida Palmeiras x Táchira. Foto: Emerson Ortunho.

Do jogo acho que não necessito falar muito, já que foi uma partida de grande repercussão na mídia. O Palmeiras foi melhor que o Táchira e merecia ganhar, mas que os dois gols foram meio esquisitos, isso foram (he he!). Mas tá valendo, agora vai ser só segurar o placar na Venezuela para o verdão continuar na Libertadores.


Lance da partida com vista do bom público presente. Foto: Emerson Ortunho.

Bom, as fotos são naquele esquema de noite e de longe, mas vale o registro. Detalhe que quem mais aparece é o câmera da grua.

Abraços!

Emerson

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

América/SP Campeão da Copa São Paulo de Juniores 2006

Ufa!

No velho esquema "tarda-mas-não-falha" apareço agora para postar a festa da Final da Copa São Paulo de Juniores 2006, acontecida ontem no Pacaembu, entre América/SP e Comercial-RP. Em virtude do dia de hoje ter sido uma verdadeira correria no serviço (é, a gente trabalha também) só passo agora, mas valeu a espera!

Com o JOGOS PERDIDOS levando quatro dos oito membros (eu, Emerson, Mílton e Orlando), junto com o Seu Natal, a equipe de reportagem estava bem representada por lá. Também, numa final histórica como essa, não poderíamos faltar. Indo com o Emerson ainda tivemos um pequeno acidente automobilístico na Rua da Consolação, mas que não atrapalhou nossa saga até o Estádio Paulo Machado de Carvalho. E como foi diferente para entrarmos lá... muito diferente de todas as finais do Corinthians, São Paulo e Portuguesa que acompanhei da Copinha. Paramos na porta do Pacaembu, sem empurra-empurra, guardadores de carro, enchição de saco. Se fossem todos os jogos assim, estaríamos feitos. Então, devidamente acomodados, passamos a curtir o momento.


Torcidas do Bafo e do América curtindo a chance de serem Campeões da Copa SP. Fotos: Fernando Martinez.

Ah, e só uma coisa: em todos os lugares vi que "o público foi uma decepção" e que "todos preferiram curtir o sol em outros lugares". Pô, obviamente o público não seria de 40 mil pessoas. Mas para dois times que ficam beeem longe da capital, em dia útil para eles, conseguirem juntar cerca de 7 mil pessoas no Pacaembu foi um feito considerável. Parabéns às duas torcidas pela bonita festa que fizeram lá, sem incidentes.

Bom, e agora falando do jogo, até mesmo pelo sol e pelo calor insuportável (que mais uma vez bateu recordes) não tivemos uma partida assim tão memorável. No primeiro tempo o jogo deixou claro que o América tem o melhor time, pois as melhores chances dessa primeira etapa foram do time vermelho. Restou ao Comercial encaixar alguns bons contra-ataques, mas nenhum lance com uma chance mais aguda. O jogo foi para o intervalo em zero a zero mesmo.


Ataque do Comercial no primeiro tempo da partida contra o América. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo o jogo começou igual, mas aos poucos o América foi dando mais espaços ao Bafo, que com seu jogador número 11 (desculpem, não lembro o nome dele) levara muito perigo ao gol americano, e não marcou o gol por questão de azar. Mas no geral o América ainda tinha um toque melhor de bola.


Dois momentos nas numeradas: Mílton quase curtindo uma soneca no segundo tempo e depois o Seu "Summer Style" Natal com o Mílton já mais acordado. Fotos: Fernando Martinez.


Ainda no primeiro tempo, uma chance ótima para o América abrir o placar, que foi para fora. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. [140610]

Mas faltando cerca de vinte minutos para o final o jogo ficou bem sem graça, sem muitas emoções. O Comercial com vontade de levar o jogo para os penais (aonde tentaria ganhar sua quarta disputa seguida) e o América cansadão. No final, América/SP 0-0 Comercial, e a final sendo decidida nos pênaltis.

Nas cobranças brilhou a estrela do goleiro americano André Zuba, que pegou duas cobranças e ainda teve a sorte de ver o último pênalti cobrado beeeem longe do seu gol. Com isso o América/SP sagrou-se Campeão da 37ª Copa SP de Juniores. Parabéns ao time vermelho!


Último pênalti cobrado pelo time comercialino. Notem aonde está a bola, que foi beeem longe do gol do André Zuba. Foto: Fernando Martinez.


Festa dos jogadores do América: Logo depois da cobrança errada do Bafo e junto com sua numerosa torcida presente no Pacaembu. Fotos: Fernando Martinez.


Taça de Vice-Campeão sendo entregue ao time do Comercial-RP. Foto: Fernando Martinez.


Festa americana!!! Entrega da taça de grande Campeão ao time de São José de Rio Preto. Foto: Fernando Martinez.

Parabéns às duas equipes pela bela final e pela festa do interior no Pacaembu! Foi um grande campeonato, mais um com a marca indiscutível do JP. O único órgão de comunicação com fotos EXCLUSIVAS e INÉDITAS do Campeonato. Mais um ponto para nós!

Ah, e só uma retificação a várias informações inverídicas que rolam por aí. Essa  não foi a melhor campanha de um time campeão na história da Copinha. Nos casos abaixo os campeões tiveram melhor campanha do que o América/SP de 2006:
  • Internacional/RS 1980 : 6 vitórias em 6 jogos (12 GP-3 GC);
  • Portuguesa 1991: 9 vitórias em 9 jogos (32 GP-7 GC);
  • Corinthians 1999: 7 vitórias em 7 jogos (20 GP-3 GC);
  • São Paulo 2000: 6 vitórias em 6 jogos (21 GP-5 GC).
Outro ponto: considerar vitória nos pênaltis igual á vitória no tempo normal é forçar demais a barra certo? Não tiramos os méritos do América, mas vamos com calma. Estatísticas superlativas valem apenas para quem faz pesquisa.

Por ora é só. Até mais!

Fernando