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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Portuguesa, toda de preto, empata e continua na zona de rebaixamento

Opa,

Fechando os posts do final de semana, finalizei a minha rodada tripla do domingo num jogo que não é perdido, mas que sempre vale a presença. O David não agüentou e voltou para casa, enquanto eu corria para o Estádio do Canindé para mais um jogo do Campeonato Brasileiro 2008. A partida em questão foi entre Portuguesa e Atlético/MG. Legal poder ver esse jogo de volta na Série A, já que a última vez que estive por lá vendo esse confronto foi na Série B de 2006, numa noite qualquer daquele ano, e que também teve post aqui no JP. Fora que assistir jogos da Portuguesa sempre faz bem.

Chegando lá vi uma fila básica e os cambistas de sempre. Manjam o cambista que comentei no jogo do Corinthians, e que parece o Nazareno? Então, ele estava lá, e vendendo bem, como de costume. Como eu digo, pior do que o cambista em si, que está na dele, se beneficiando de um esquema viciado de anos, o pior na situação é quem compra um ingresso desses caras. As pessoas que fazem isso se acham os maiorais, já que tem dinheiro para pagar o valor que for, sem se importar se é certo ou errado. Ao invés de ficarem na fila por 15 ou 20 minutos, entram nesse esquema corrupto, e graças à esses queridos exemplares de seres humanos, esse "esquema" não vai acabar nunca. Ê Brasil...

Bom, e dentro do estádio vi que os times estavam muito diferentes do que seus uniformes tradicionais. Ao invés do rubro-verde e da famosa camisa listrada do Galo, tínhamos um time de preto, com detalhes em verde e vermelho,numa combinação que só o Taquaritinga tem no Brasil, e outro todo de branco, parecendo o Santos. Coisas do futebol "moderno", e mesmo com muita gente com a nova camisa número três da Lusa por lá, tem gente das antigas que não curte não. Acho uma novidade interessante, mas bem que o calção e as meias poderiam ser de outra cor né? A Portuguesa toda de preto vai demorar para me acostumar.


Saída de bola para a Portuguesa pela direita no primeiro tempo. Notem o novo uniforme lusitano. Foto: Fernando Martinez.

Bom, e o jogo era decisivo para as duas equipes, principalmente para a Portuguesa, que está na zona de rebaixamento e vê o fantasma dos seus cinco anos na Série B rodear de novo o Canindé. A primeira temporada na volta é a mais difícil, e isso está sendo complicado para o time rubro-verde. Além do mais, não ganhar fora de casa é algo abaixo da crítica. O Galo também não está bem das pernas, indo mal no ano do seu centenário. E devidamente equipado com um pacote fantástico de bolachas, fiquei nas arquibancadas para ver o que iria rolar.

Mas o jogo começou devagar, com os times se estudando muito e sem que a Portuguesa, por jogar em casa, tomasse conta do jogo. Mesmo assim, a Lusa dominava as ações, e o Galo só se denfendia. E foi justamente na primeira e única chance do Atlético/MG no primeiro tempo que o time chegou ao seu gol, em belíssima cobrança de falta de César Prates. Muita gente culpou o goleiro Sérgio pelo gol, enquanto outros diziam que a bola era indefensável. Entre mortos e feridos, morreram todos.


Belíssima cobrança de falta que resultou no primeiro gol do Galo no Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Durante o resto do primeiro tempo a Portuguesa só conseguiu mesmo irritar sua torcida, indignada com a inoperância de certos atletas. Como de praxe, muito xingamento nas arquibancadas. Sem sofrer muito, o Galo levou o jogo para o intervalo com a vantagem mínima. No intervalo fiquei conversando com alguns torcedores, e o medo de um novo rebaixamento é imenso. Esparamos mesmo que isso não ocorra, pois seria triste demais ver a Lusa de novo na segundona.

Para o segundo tempo, o técnico Estevam Soares colocou o time mais pra frente, e isso não surtiu o efeito esperado. Só quando o lateral esquerdo saiu o time melhorou. E contando com a estrela do melhor da equipe em campo, passou a levar perigo. O atacante Jonas é praticamente o único que se salva no ataque rubro-verde. O jogador vem dado o sangue nos jogos e as melhores jogadas do segundo tempo passaram pelos seus pés. E justamente dele o time conseguiu o empate. Em cruzamento preciso, o atacante Washington entrou e empatou o jogo para a Portuguesa.


Escanteio para a Portuguesa no segundo tempo de partida. Foto: Fernando Martinez.

A equipe paulistana tinha todas as chances de virar o jogo, já que o Galo não atacava. Bom, atacou uma vez e a bola bateu na trave... mas foi só. A Portuguesa batia, batia, batia e a bola não entrava. O time ia perdendo dois pontos preciosos em casa que podem fazer falta no final do Brasileiro. No final a equipe ainda teve a melhor chance de gol, quando uma bola foi cabeceada à queima-roupa e o goleiro do Galo fez milagre. É, não era dia de ganhar mesmo.


Um dos vários ataques da Portuguesa desperdiçados no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Portuguesa 1-1 Atlético/MG. O mesmo placar do jogo de 2006 pela Série B, mas que dessa vez não foi bom para nenhum time. A Lusa continua na zona de rebaixamento e agora tem duas pedreiras fora de casa, enquanto o Galo procura terminar de forma mais honrosa o ano do seu centenário. E ainda veremos muito sofrimento lusitano no Canindé... Bom, depois do jogo fui no meu QG no Pari, que ainda resiste bravamente, para depois ficar de boa no resto do domingo e pensando qual será a rodada do sábado e domingo que vem. Será que consigo fazer tudo o que planejei? espero que sim... muita coisa boa pode aparecer!

Até mais

Fernando

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