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segunda-feira, 8 de julho de 2019

Argentina perde Messi, mas fica com o terceiro lugar da Copa América

Texto e fotos: Fernando Martinez


No final de semana a Copa América 2019 chegou ao seu final e eu me despedi do torneio na gloriosa decisão do terceiro lugar. A Arena Corinthians recebeu a reedição das últimas duas decisões, em 2015 e 2016, com o encontro entre Argentina e Chile. Por mais que a maioria ache que esse jogo não tem sentido, eu particularmente acho genial. Vi o Brasil x Holanda da Copa do Mundo de 2014 e agora ganho outro na coleção.


Placa informativa do trem expresso na Estação da Luz

Os vermelhos são velhos fregueses dos portenhos. Levando em conta apenas confrontos na Copa América a diferença é brutal: de 1916 a 2016 foram 27 partidas com 19 vitórias argentinas e oito empates. Isso mesmo, em 100 anos de disputas os vermelhos nunca saíram de campo com uma vitória. Contando a história geral, foram apenas seis triunfos chilenos em 82 (!) pelejas. Não à toa o bicampeonato conquistado em cima dos velhos rivais teve um sabor tão especial.

Falando especificamente sobre a edição 2019 da Copa América, os adversários de sábado não fizeram uma campanha tão inesquecível. O Chile iniciou sua trajetória com duas vitórias nos dois primeiros compromissos - 4x0 contra o Japão e 2x1 em cima do Equador - e um revés contra o Uruguai fechando a fase inicial. Nas quartas eliminaram a Colômbia nos pênaltis após 0x0 no tempo normal e tomaram um sonoro 3x0 do Peru na semi.

A Argentina estreou com derrota para a Colômbia, apenas empatou com o Paraguai e derrotou o Catar por 2x0. Nas quartas venceu a Venezuela e na semifinal levaram a pior contra o Brasil no Mineirão. A presença do gênio Lionel Messi não adiantou e o jejum de títulos dos bicampeões mundiais completou 26 anos. Nova chance de quebrarem a marca só ano que vem na Copa América que será disputada em casa e simultaneamente na terra de Carlos Valderrama.

Falando do camisa 10, esta foi a terceira vez que ele se apresentou na capital bandeirante, todas na cancha mosqueteira. As duas anteriores foram pela Copa do Mundo de 2014: 1x0 contra a Suíça nas oitavas e empate sem gols com a Holanda na semi. Eu estive no duelo contra os suíços e na ocasião disse que o craque do século XXI nunca mais apareceria no JP. Mal sabia que cinco anos depois eu teria esse privilégio de novo.


Torcida chegando na fria Arena Corinthians para saber quem seria o terceiro colocado da Copa América 2019


Telão da casa corintiana na decisão de terceiro lugar


Lionel Messi no telão da Arena Corinthians. Uma cena não tão comum de acontecer


Seleções perfiladas para a execução dos hinos nacionais

Cerca de 44 mil pessoas estavam presentes na Arena e apesar disso chegar no estádio foi super de boa. O céu azul de um dia muito frio ajudou a compor o clima. Meu lugar era do lado direito da TV e tive o prazer de ter do meu lado o amigo-abelha Renato. Foi bom, pois ficou menos complicado acompanhar os 90 minutos com tanto maluco sem noção ao nosso redor. Jogo grande de seleções é sempre assim.

A bola começou a rolar no horário e não demorou para a Argentina tomar conta da peleja. O Chile estava dormindo e quando viu, já estava tomando 2x0 na moleira. Aos 11 Messi cobrou falta rapidamente e deixou Agüero cara-a-cara com Arias. O atacante driblou o goleiro e abriu o marcador sem problemas. Messi quase amplia aos 19 em tiro que desviou e Arias defendeu. Dois minutos depois Lo Celso lançou Dybala em profundidade. O atleta dominou com classe e tocou por cima.


Troca de passes no setor direito do ataque argentino


Agora os hermanos atacando pela esquerda


Durante a Copa do Mundo de 2014 mencionei aqui que seria a única vez que o camisa 10 da Argentina apareceria no JP. Estava enganado. Olha aí Lionel Messi de novo nas nossas páginas


Erick Pulgar (13) no campo de defesa chileno


A triste confusão que terminou com Messi expulso de campo

Os vermelhos perderam a cabeça e foram responsáveis por jogadas ríspidas, como quando Medel se enroscou com Messi aos 36 minutos e o árbitro lamentavelmente expulsou os dois. Apenas o chileno merecia o cartão e com isso o paraguaio Mario Díaz de Vivar estragou a festa do pessoal que tinha ido ao estádio somente ver o camisa 10 argentino. Teve gente que chegou a ir embora, um exagero a meu ver. Foi apenas o segundo cartão vermelho que Messi tomou na sua longa história pela seleção. Ele foi expulso na estreia no selecionado nacional, um 1x2 sofrido contra a Hungria em 16 de agosto de 2005.

O sol se foi, a noite chegou e na etapa final o frio se intensificou. O que não mudou foi a postura da Argentina, ainda com o domínio das ações. Acontece que o Chile teve um pênalti a seu favor aos 13 e Vidal converteu. Os vermelhos equilibraram as ações por 15 minutos... e só. Depois dos 30 os argentinos retomaram as rédeas da partida. Agüero foi o avante mais perigoso e dos seus pés saíram as duas melhores oportunidades de gol até o apito final.


Vidal marcando de pênalti aos 14 do segundo tempo


Boa cobrança de falta a favor da Argentina


O Chile tentou chegar ao empate, mas não foi capaz de superar a zaga da Argentina


Visão geral da Arena Corinthians em seu último jogo na Copa América

No fim, o Argentina 2-1 Chile manteve a freguesia e deu o terceiro lugar da Copa América 2019 aos nossos vizinhos. Foi uma campanha abaixo da média, mas o bronze foi garantido. Os chilenos foram mal e encerraram a participação com quatro (!) jogos sem vitória. O fato é que nem eram para ter passado da Colômbia, seleção que mostrou um futebol melhor. Enfim, após terem ficado de fora da Copa do Mundo do ano passado, os vermelhos precisam melhorar se quiserem estar no Catar em 2022.



Com a decisão de terceiro lugar, São Paulo encerrou sua participação na competição de seleções mais antiga do mundo. Foram seis jogos, os seis com a minha presença. Podem achar o que for, mas pelo menos para mim a Copa América vai deixar saudade

Com essa cobertura o JP encerra o glorioso e histórico ciclo de grandes competições realizadas no país desde o Panamericano de 2007. Você viu aqui a Copa das Confederações de 2013, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Na Copa América foram nove coberturas e todas as doze seleções apareceram em matérias nas nossas páginas. Isso não é pouco. Foi um período sensacional que qualquer um que ame esportes viveu no Brasil. Nunca mais viveremos uma época similar, então nos resta lembrar de tudo que vivemos e dos momentos únicos que fomos capazes de registrar aqui no blog. O orgulho que sinto por tudo que fizemos é enorme.

Durante a semana voltaremos à programação normal com um joguinho do Campeonato Brasileiro sub-20.

Até lá!

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Ficha Técnica: Argentina 2x1 Chile

Competição: Copa América; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Mario Diaz de Vivar (Par); Público: 44.269 presentes (41.573 pagantes/2.696 não pagantes); Renda: R$ 7.180.385,00; Cartões amarelos: Germán Pezzella, Leandro Paredes, Juan Foyth, Nicolás Tagliafico (Arg), Jean Beausejour, Arturo Vidal, Erick Pulgar (Chi); Gols: Sergio Aguero 12 e Paulo Dybala 22 do 1º, Arturo Vidal (pênalti) 14 do 2º.
Argentina: Franco Armani; Juan Foyth, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico; Rodrigo de Paul, Leandro Paredes e Giovani Lo Celso (Ramiro Funes Mori); Lionel Messi, Paulo Dybala (Ángel Di María) e Sergio Aguero (Matías Suárez). Técnico: Lionel Scaloni.
Chile: Gabriel Arias; Gary Medel, Gonzalo Jara (Guillermo Maripán) e Paulo Diaz; Erick Pulgar, Mauricio Isla, Charles Aranguiz (Nicolás Castillo), Arturo Vidal e Jean Beausejour; Eduardo Vargas e Alexis Sanchez (Junior Fernandes). Técnico: Reinaldo Rueda.
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segunda-feira, 1 de julho de 2019

Chile segura a Colômbia nos pênaltis e segue em busca do tri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Graças a minha nova rotina profissional, na noite de sexta-feira pude seguir com a cobertura da Copa América aqui no JP. Marcada em um horário complicadíssimo em pleno dia útil, a Arena Corinthians recebeu o duelo entre Colômbia e Chile pelas quartas de final. Foi a penúltima peleja realizada na capital bandeirante, a segunda na casa mosqueteira.

Quando os grupos foram sorteados, tinha a esperança de ver um Argentina x Uruguai na cancha alvinegra. Bastava a equipe de Lionel Messi ser líder e a Celeste vice-líder de suas respectivas chaves. Infelizmente elas trocaram de posições e deixaram que eu visse um encontro de duas seleções que já tinha visto na primeira fase: Japão 0x4 Chile e Colômbia 1x0 Catar, ambas no Morumbi. Se não tivesse ido ao Mineirão e deixado para ver os uruguaios perto de casa teria ficado na saudade.

A seleção cafeteira encerrou sua participação no Grupo B com 100% de aproveitamento, quatro gols pró e nenhum contra. O Chile venceu Japão e Equador e depois foi derrotado pelos campeões mundiais de 1930 e 1950 no Maracanã pelo Grupo C. O selecionado vermelho seguia na luta pelo tricampeonato contra a seleção que mostrou melhor futebol na competição até então. Promessa de jogo animado na Arena.

O apito inicial seria dado às 20 horas, isso significava que teria que enfrentar os trens lotadíssimos da CPTM saindo da Estação da Luz em plena hora do rush. Pelo menos a companhia destacou um trem especial que seguiu direto até meu destino. Cheguei cedo e após passar pelo portão encontrei o amigo-abelha Renato Rocha zanzando pelos cantos como se não tivesse amanhã. Diferente das partidas que vi sem a presença do Brasil, desta vez o público foi ótimo, cerca de 44 mil presentes.


Na Estação da Luz saiu um trem especial com destino à Itaquera. Foi o que salvou a pele da rapaziada em plena hora do rush


A fachada da Arena Corinthians decorada para a Copa América. Decoração meio besta, mas tá valendo

Eu estava com o horário apertado e não podia rolar nenhum tipo de atraso, caso contrário teria problemas. Os chilenos não foram legais e saíram do hotel na região da Berrini, localizado a 30 quilômetros de Itaquera, atrasados em meia hora. Por motivos óbvios eles sofreram com o trânsito e apenas por volta das 19h40 a delegação desembarcou no campo alvinegro. O COL agiu rápido e definiu que o jogo começaria às 20h20. A minha corrida pessoal contra o relógio já contava com 20 minutos desperdiçados.


Colômbia x Chile na Arena Corinthians... taí uma coisa que provavelmente nunca mais verei ao vivo


Seleções perfiladas para os respectivos hinos nacionais


Visão geral da casa corintiana para as quartas-de-final da Copa América

Do meu lugar acompanhei o aquecimento das duas seleções enquanto o telão informava o histórico do confronto na história da Copa América: oito triunfos chilenos, três empates e apenas duas vitórias colombianas. Não demorou para que os atletas retornassem ao gramado... era a hora da ação começar. A equipe da terra de Higuita começou melhor e assustou no começo. O Chile equilibrou na sequência e passou a mostrar serviço.

Ospina fez defesa sensacional aos 11 em cabeçada de Aránguiz. Aos 15, o mesmo Aránguiz abriu o marcador, colocando sua seleção em vantagem, acontece que Sánchez estava impedido no início da jogada e, após três minutos de análise do VAR, Nestor Pitana anulou o tento. Mina, zagueiro da Colômbia, assustou (de leve) a zaga adversária aos 26 e depois arranjou briga com Alexis Sánchez aos 31. Aos 34 e aos 39 os vermelhos levaram perigo, sem sucesso, e a etapa inicial terminou num até certo ponto animado 0x0.


Zaga da Colômbia dominando a pelota no campo de defesa


Vidal (8) disputando bola dentro da área colombiana


Cobrança de falta a favor da Colômbia

Na volta do intervalo a peleja deu uma melhorada e teve um cenário parecido com o do primeiro tempo: Colômbia mais bem postada no começo e aos poucos o Chile tomando conta de tudo. James Rodriguez e Cuadrado, aos dois e cinco minutos, foram bem. Aos 25 Vidal fez o gol vermelho aproveitando bola espirrada e chutando no canto esquerdo. A torcida comemorou, só que de novo o tento foi anulado pois Maripan bateu a mão na pelota. O VAR não estava a fim de moleza com os bicampeões da América.

Aos 37 Vargas criou o lance mais bonito da noite quando tentou encobrir Ospina de longe. O goleiro colombiano fez ótima defesa e impediu o golaço. Esse foi o último momento de perigo nos 90 minutos. O placar em branco levou a decisão aos pênaltis. A Lei de Murphy atuou forte só porque eu tinha que sair rápido da Arena.

Eu torci para usarem o gol que eu estava e, logicamente contando com a Lei de Murphy, os chutes aconteceram do lado oposto. James Rodríguez, Cardona, Cuadrado e Mina fizeram os quatro primeiros dos cafeteiros e Vidal, Vargas, Pulgar e Aránguiz os do Chile. Com 4x4 Tesillo bateu mal, a pelota relou a trave e saiu pela linha de fundo. Alexis Sánchez teve a oportunidade de pôr seu país na semifinal e não desperdiçou.



Dois escanteios, um a favor da Colômbia e outro a favor do Chile. Nenhum teve sucesso


William Tesillo perdendo o pênalti para a Colômbia


Alexis Sánchez marcando o gol que colocou o Chile na semifinal

O resultado de Colômbia 0x0 Chile (4x5) manteve o sonho do tri aos conterrâneos de Pablo Neruda. Não foi a melhor atuação, porém o que importa é que estão entre os quatro melhores do continente outra vez. O adversário será o surpreendente Peru, que eliminou o Uruguai também nos pênaltis no sábado. Já os colombianos caem invictos e sem sofrerem nenhum gol. Assim como na Copa do Mundo ano passado, são eliminados na marca de cal.

Da minha parte, nem bem o penal decisivo tinha sido convertido e saí correndo da casa corintiana. Em tempo recorde cheguei na estação da CPTM com direito a via crucis. Teve trem, metrô e ônibus até chegar no Itaim Bibi prontinho para nova madrugada na labuta. Cheguei cuspindo um pulmão, mas valeu a pena. No sábado, sem descansar direito, teve nova cobertura com direito a uma quebra de um histórico tabu no futebol paulista.

Até lá!

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Ficha Técnica: Colômbia 0x0 Chile (4x5)

Competição: Copa América; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Néstor Pitana (Arg); Público: 44.062 presentes (41.692 pagantes/2.370 não pagantes); Renda: R$ 8.971.600,00; Cartões amarelos: Stefan Medina, Juan Cuadrado, James Rodríguez (Col), Charles Aránguiz, Arturo Vidal (Chi).
Colômbia: David Ospina; Stefan Medina, Yerry Mina, Davinson Sánchez e William Tesillo; Juan Cuadrado, Wilmar Barrios e Mateus Uribe (Edwin Cardona); James Rodriguez, Radamel Falcao (Duván Zapata) e Roger Martinez (Luis Díaz). Técnico: Carlos Queiroz.
Chile: Gabriel Arias; Mauricio Isla, Gary Medel, Guillermo Maripán e Jean Beausejour; Arturo Vidal, Erick Pulgar e Charles Aránguiz; José Fuenzalida (Esteban Pavez), Eduardo Vargas e Alexis Sánchez. Técnico: Reinaldo Rueda.
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segunda-feira, 24 de junho de 2019

Brasil massacra os peruanos e ficam em primeiro no Grupo A

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de duas coberturas uma cobertura na quinta-feira - o futebol de sexta lamentavelmente não aconteceu -, no sábado teve novo jogo da Copa América na capital paulista. Fazendo sua estreia no torneio, a Arena Corinthians recebeu o encontro de líderes do Grupo A: Peru x Brasil. A quarta apresentação da seleção verde e amarela na casa alvinegra e a quarta que acompanhei in loco.

Ver jogo internacional em Itaquera trouxe à tona inevitáveis e saudosas memórias da Olimpíada e principalmente da Copa do Mundo. Trouxe também de volta a certeza de que partida grande ali é algo bastante complicado. As filas eram enormes, o sol estava forte e foi um inferno alcançar o portão de entrada. Outro fator triste é ver que aquele espaço ao redor da enorme construção praticamente vazio. Nem em 2016, nem agora os organizadores tiveram o dom de fazer o mínimo que fosse para entreter direito a rapaziada que pagou ingresso.

Assim como no Brasil x Bolívia, fiquei sozinho e afastado dos amigos que se espalharam por setores diferentes. Com isso ao meu redor tinha aquele monte de coxa, muita gente sem noção, um número avassalador de aventureiros que não sabem o que é acompanhar futebol em estádio. Isso sem contar aquelas musiquinhas horrendas como a vergonhosa "sou brasileiro com muito orgulho". Ter o olho furado com um garfo causa sensação melhor do que ficar escutando essa anomalia direto. O que resta fazer é tentar ignorar os problemas e levar tudo de boa.


Peru x Brasil: depois de Copa do Mundo e Olimpíada, chegou a hora da Arena Corinthians receber um jogo da Copa América


Muvuca absurda na chegada ao estádio. Incrível como evento vai e evento vem e nada muda na (des)organização

Esse foi meu segundo duelo entre brasileiros e peruanos na história. O primeiro foi no distante 25 de abril de 2001, o empate por 1x1 no Morumbi válido pelas Eliminatórias de 2002. Uma noite em que Romário fez seu último gol em compromissos oficiais pela seleção. Depois daquela partida foram apenas outras duas com a amarelinha: Uruguai em julho de 2001 e a despedida contra Guatemala no Pacaembu em 2005.

As duas equipes somavam quatro pontos antes da peleja. Os comandados de Tite derrotaram a fraca Bolívia na abertura por 3x0 e empataram sem gols com a Venezuela em atuação tenebrosa. Os alvirrubros também ficaram no zero contra os venezuelanos em Porto Alegre e fizeram 3x1 nos verdes atuando no Maracanã. No retrospecto histórico da Copa, vantagem brasileira: oito vitórias, três derrotas e três empates. No último confronto, o Peru, que não vencia desde 1975, eliminou o Brasil na fase inicial durante a edição centenária de 2016.


Seleções perfiladas para os hinos nacionais


Guerrero, bastante homenageado na casa corintiana, tentando emplacar ataque pela esquerda


Bom momento peruano quando o marcador ainda estava em branco


Casemiro marcando o primeiro gol da seleção tupiniquim


O fim de tarde na capital paulista e a bonita visão da Arena Corinthians


Nova tentativa do Peru ainda no tempo inicial da peleja

Em 2019 o Peru assustou... apenas nos dez minutos iniciais. No restante do tempo o Brasil simplesmente massacrou o time de Guerreiro e companhia. Os pouco mais de 42 mil pagantes ficaram felizes com o que viram. Aos 11 minutos Casemiro abriu o placar após confusão dentro da área. Aos 18, o goleiro Gallese deu um auxílio luxuoso aos locais. Ele vacilou na saída de bola, presenteou Roberto Firmino - que estreou no JP há dez anos num Figueirense x Marília pela Copa São Paulo - e o atacante do Liverpool não bobeou: 2x0.

O arqueiro peruano se redimiu aos 22 evitando o gol de Everton Cebolinha com ótima defesa. Acontece que aos 31 o avante gremista arriscou de fora da área e ampliou a vantagem brasileira num golaço! Gabriel Jesus desperdiçou a chance do quarto tento aos 38. O Peru criou apenas um momento, aos 43, e Alisson mandou pela linha de fundo. A tarde estava indo embora quando o intervalo chegou apontando a boa vantagem do Brasil.

Na etapa final Daniel Alves marcou pela quarta vez aos oito minutos e confirmou o primeiro lugar do Grupo A ao selecionado cinco vezes campeão do mundo. A peleja caiu bastante de produção e a vitória parcial da Venezuela estava complicando a situação alvirrubra. Perto do fim a animação retornou com o gol de Willian aos 44 e um pênalti perdido por Gabriel Jesus aos 48.


Boa chegada local pela esquerda no início do segundo tempo


Casemiro (5) preparando o chute dentro da grande área


A vantagem já era enorme, mas em nenhum momento o Brasil parou de atacar

Fim de papo na Arena Corinthians com Peru 0-5 Brasil. O escrete canarinho terminou a fase inicial com sete pontos, nenhum gol sofrido e a liderança garantida. A Vinotinto derrotou a Bolívia por 3x1 e ficou com o segundo lugar. "La Bicolor" ficou em terceiro e espera o restante da rodada para saber se estará nas quartas de final.

Saí de boa do estádio, sem pressa e com tempo de garantir alguns copos de cerveja (vazios) com o nome dos países para a coleção. Encontrei os amigos que estavam espalhados pela Arena - Luiz, Bruno, Nilton, Jamil e o glorioso Paulo "Shrek" - pertinho da entrada principal e dali fomos ao metrô. Futebol de novo só em alguns dias com jogo remarcado da Segundona e mais Copa América na pauta.

Até lá!

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Ficha Técnica: Peru 0x5 Brasil

Competição: Copa América; Local: Arena Corinthians (São Paulo); Árbitro: Fernando Rapallini (Arg); Público: 45.067 presentes (42.317 pagantes/2.750 não pagantes); Renda: R$ 10.009.095,00; Cartões amarelos: Yoshimar Yotún, Luis Advincula (Per), Casemiro, Thiago Silva (Bra); Gols: Casemiro 12, Firmino 19 e Everton 32 do 1º, Dani Alves 8 e Willian 45 do 2º.
Peru: Pedro Gallese; Luis Advincula, Miguel Araujo, Luis Abram e Miguel Trauco; Renato Tapia, Yoshimar Yotún (Edison Flores), Andy Polo, Jefferson Farfán e Christian Cueva (Josepmir Ballón); Paolo Guerrero (Christofer Gonzáles). Técnico: Ricardo Gareca.
Brasil: Alisson; Dani Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Filipe Luís (Alex Sandro); Arthur, Casemiro (Allan), Gabriel Jesus, Philippe Coutinho (Willian) e Everton; Roberto Firmino. Técnico: Tite.
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sexta-feira, 21 de junho de 2019

Colômbia sofre e vence o Catar com gol no final do jogo

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após quatro jogos nos quatro primeiros dias da Copa América, a terça-feira serviu para um merecido descanso antes da programação no torneio de seleções mais antigo do mundo continuar na noite de quarta. E foi um retorno genial, com uma partida totalmente insólita: o confronto da Colômbia contra o Catar, país-sede da Copa do Mundo de 2022, no Estádio Cícero Pompeu de Toledo.

Quando o COL - o Comitê Organizador Local - decidiu que seriam doze os participantes imaginei que pintaria por aqui alguma das carnes de vaca da CONCACAF que disputam a Copa desde 1993. Como a Copa Ouro foi disputada no mesmo período, eles não aceitaram os convites. A Conmebol então chamou Japão e Catar, por coincidência os dois finalistas da Copa da Ásia disputada quatro meses atrás e que teve vitória dos árabes. O Japão eu tinha visto na Copa das Confederações de 2013, mas o Catar nunca. Era obrigação vê-los em ação e por sorte acabaram jogando em São Paulo.

A presença dos catarianos faz parte de um intercâmbio que eles pretendem fazer até a disputa da Copa do Mundo de 2022, quando farão sua estreia em mundiais. Como eles tem a grande chance de serem eliminados logo cedo, fizeram um esquema e naturalizaram atletas de várias partes do mundo. Do elenco, apenas oito são locais e o restante é "estrangeiro". Tem gente do Sudão, Portugal e até da Somália. Se vai dar certo eu não tenho a menor ideia, o lance é que não deixa de ser bizarro. Como isso efetivamente não me importa, o que vale é que desde quarta-feira estão na minha Lista.


Visão geral de um Morumbi com público razoável para um duelo bem insólito pela Copa América



Colômbia e Catar posando para as fotos oficiais. Obtidas pelo que vos escreve na base da carona


Seleções perfiladas antes do apito inicial

O público foi um pouco menor do que o Japão x Chile dois dias antes: cerca de 22 mil pagantes. A maioria, claro, era a torcida colombiana. Quem acompanhou a Copa do Mundo de 2014 sabe que a rapaziada da terra da Shakira tomou conta do Brasil e se fizeram presentes em simplesmente todos os cantos. Na Copa América, apesar do óbvio apelo menor, não podia ser diferente. Aliás, eu vi a Colômbia em tudo que é campeonato: Eliminatórias, Panamericano, Olimpíada e no próprio Mundial. Tirando o Brasil, é a seleção que mais vi na América do Sul.

Por ter a gloriosa presença dos atuais campeões da Copa da Ásia, o quórum de amigos e conhecidos foi maior do que o da segunda. Ninguém queria perder um selecionado que dificilmente atuará aqui de novo na história. Foi um dos confrontos mais alternativos do Morumbi em todos os tempos e, assim como no começo da semana, a noite estava absolutamente agradável. Confesso que já estou sentindo saudade da Copa América...

Na rodada inicial do Grupo B, a Colômbia fez uma bela apresentação e derrotou a Argentina por 2x0 enquanto o Catar empatou com o Paraguai por 2x2. Confesso que esperava uma nova atuação de destaque dos sul-americanos e apostava numa vitória fácil. Ledo engano. O que se viu foram 90 minutos muito ruins e um sufoco enorme para os cafeteiros derrotarem o seu adversário pela contagem mínima.

Nos primeiros 15 minutos, James Rodriguez perdeu boa chance e seu time teve um gol anulado. Parecia um início promissor... só que não. Apesar da superioridade, a Colômbia não foi capaz de criar uma oportunidade real de abrir o marcador. Al-Sheeb, arqueiro asiático, não teve tanto trabalho e quando o árbitro encerrou o tempo inicial, o gigantesco placar eletrônico do Morumbi apontava um murcho 0x0.


A Colômbia começou o jogo tentando seguir com o ritmo apresentado contra a Argentina


Yerry Mina, 13 colombiano, afastando a bola do seu campo


Pelota levantada dentro da área do Catar num dos últimos lances do primeiro tempo

No início da etapa final o confuso árbitro venezuelano Alexis Herrera marcou pênalti a favor dos tricolores em bola na mão dentro da área. Na consulta ao VAR, o penal foi cancelado. Os comandados de Carlos Queiroz finalmente passaram a mostrar serviço e Al-Sheeb não teve sossego. Mina teve bom momento aos dez, Roger Martínez, algum primo perdido, finalizou bem aos 16 e aos 19, ambos com ótima defesa do camisa 1 e Zapata foi travado na hora exata do chute aos 35.

Boa parte do Morumbi, naquele esquema de sempre apoiarem o mais fraco, vibrava a cada lance desperdiçado pela equipe sul-americana e a cada defesa do arqueiro catariano. A peleja se encaminhava ao seu final e estava no ar um certo clima de 0x0. É, só que a Colômbia não desistiu e finalmente conseguiu seu gol aos 41 minutos. Falcao recebeu na esquerda e tocou até James Rodríguez. O meia cruzou na cabeça de Dupán Zapata e o camisa 7 conferiu. O mesmo Zapa quase ampliou nos acréscimos em ataque cara-a-cara com Al-Sheeb.


No tempo final a pressão da Colômbia continuou, mas estava difícil furar o bloqueio asiático


A lua no céu acompanhando quietinha o que acontecia no Morumbi


O Catar tentou o empate nos minutos finais mas o 1x1 seria um placar bem injusto

Quando o juiz venezuelano apitou pela última vez, a maior parte dos presentes na casa são-paulina não gostou do resultado: Colômbia 1-0 Catar. Com o empate entre Paraguai e Argentina no outro encontro do Grupo B, os cafeteiros já estão nas quartas de final e garantiram o primeiro lugar da chave pois ninguém irá alcançá-los. No domingo teremos Messi atuando contra os asiáticos e os líderes contra os paraguaios.

Essa foi a última partida do Morumbi na Copa América. A partir do sábado os jogos marcados em São Paulo serão realizados na Arena Corinthians. Eu tenho ingresso para a sessão vespertina na casa alvinegra e, contando com uma sorte enorme, tive meu dia a dia alterado e poderei bater o cartão em novo duelo da seleção brasileira.

Até lá!

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Ficha Técnica: Colômbia 1x0 Catar

Competição: Copa América; Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (São Paulo); Árbitro: Alexis Herrera (Ven); Público: 24.762 presentes (22.079 pagantes/2.683 não pagantes); Renda: R$ 5.385.300,00; Cartões amarelos: Mateus Uribe (Col), Assim Madibo, Abdelkarim Hassan, Pedro Ró Ró, Akram Afif (Cat); Gols: Duván Zapata 41 do 2º.
Colômbia: David Ospina; Stefan Medina (Santiago Arias), Yerry Mina, Davinson Sánchez e William Tesillo; Juan Cuadrado (Radamel Falcao), Wilmar Barrios e Matheus Uribe; Roger Martínez (Luis Díaz), Duván Zapata e James Rodríguez. Técnico: Carlos Queiroz.
Catar: Saad Al-Sheeb; Bassam Al-Rawi, Boualem Khoukhi e Tarek Salman; Pedro Ró Ró, Hassan Al Haydos (Ahmad Moein), Assim Madibo, Abdelaziz Hatem (Karim Boudiaf) e Abdelkarim Hassan; Akram Afif e Almoez Ali. Técnico: Felix Sanchez.
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quarta-feira, 19 de junho de 2019

Ótima estreia do atual bicampeão Chile contra o Japão

Texto e fotos: Fernando Martinez


Olha, sem querer puxar a sardinha, mas o que o Jogos Perdidos fez na primeira rodada da Copa América merece um destaque. Estivemos nada menos do que em cinco das seis partidas, fechando o ciclo segunda-feira à noite no Estádio Cícero Pompeu de Toledo com o genial encontro entre a seleção do Japão e a seleção do Chile. Confronto inédito na maior competição do continente.

Saí de BH – marquei presença no Uruguai 4x0 Equador domingo à noite - após a hora do almoço e desembarquei na capital paulista por volta das três da tarde. Fui de ônibus até Pinheiros e depois de metrô até o Morumbi. Acontece que o trajeto não foi nada tranquilo. O trânsito estava absurdo e em alguns momentos imaginei que me atrasaria. Foi uma correria enorme e cheguei na casa são-paulina no laço. Por sorte, e assim como aconteceu na rodada do final de semana, o público não lotou as dependências do ex-maior estádio particular do mundo. O número de pagantes ficou em 23 mil.

Diferente do que vi na abertura, o clima estava bem mais agradável, sem os coxas de plantão e os figurinhas que só pintam em jogo da seleção verde e amarela. A presença de chilenos foi maciça, porém os japoneses também estiveram em bom número. Vários amigos e conhecidos fizeram companhia ao que vos escreve, todos pirando por terem a oportunidade de acompanhar de perto um joguinho tão perdido. Tenho uma pequena impressão de que um Japão x Chile não irá se repetir tão cedo por essas bandas.

"La Roja" nada mais é do que a atual bicampeã da Copa América. As duas conquistas em 2015 e 2016, ambas nos pênaltis em cima da Argentina, colocaram um ponto final no extenso rol de fracassos da seleção na América do Sul. Antes do bi, os melhores resultados eram quatro vice-campeonatos em 1955, 1956, 1975 e 1987. Eu os coloquei na Lista só em 2014, no 2x0 sofrido contra a Holanda na Arena Corinthians no Mundial. Depois, os vi duas vezes na Copa do Mundo sub-17 que sediaram em 2015: empate na estreia contra a Croácia e goleada em cima dos Estados Unidos.

O adversário dos nossos amigos do Pacífico era o glorioso selecionado asiático. Foi a segunda vez que eles disputaram o torneio. Em 1999 foram eliminados num grupo que tinha Peru, Paraguai e Bolívia. Também foram convidados em 2011 e 2015 e desistiram de ambas. Pena que eles resolveram vir ao Brasil sem o elenco principal. Assim sendo, fica difícil crer que podem ir longe. O maior destaque é o "Messi japonês" Takefusa Kubo, recém-contratado pelo Real Madrid, com seus 18 anos. Já estavam na Lista desde a derrota contra o México por 2x1 na Copa das Confederações de 2013.

Fiz todo o trâmite e entrei na cancha perto do apito inicial. Fui até o lugar marcado no ingresso, mas como os lugares vazios eram maioria, fiquei apenas um pouco ali e depois resolvi ir até a arquibancada central. Toda a rapaziada fez o mesmo e então teve aquela festa repleta de surrealismo como se estivéssemos vendo a Segundona Paulista. Uma daquelas noites deliciosas que serão lembradas eternamente.


Visão geral do Morumbi no segundo jogo da Copa América realizado na casa são-paulina


Seleções perfiladas antes do apito inicial

Dentro de campo, o Japão até que começou bem criando alguns lances de perigo com Kubo. O Chile se arriscou pouco e o cenário foi esse até os 30 minutos. Após isso, os vermelhos se acertaram e passaram a enfileirar boas chegadas. Alexis Sánchez finalizou de longe aos 34 e a bola passou perto. Na sequência ele de novo assustou em tiro que tirou tinta do travessão.

Aos 40 Pulgar colocou sua seleção em vantagem escorando de cabeça cruzamento de Aránguiz. Os asiáticos ganharam de presente a chance do empate aos 43. Shibasaki recuperou a posse no setor ofensivo e lançou até Ueda. O atacante driblou Arias e teve o gol aberto à sua disposição... e miseravelmente chutou pela linha de fundo. Vacilo imperdoável que custou caro.


Troca de passes no campo de defesa japonês


Bom ataque asiático pelo alto em lance que levou perigo à meta chilena

Na etapa final, os sul-americanos controlaram a peleja e aos oito minutos ampliaram a vantagem. Vidal tocou para Vargas, que lançou Isla, que devolveu ao camisa 11. Ele bateu de primeira, o tiro desviou em Tomiyasu e enganou Osako. Os 2x0 deixaram o Chile na boa e a partir daí passaram a se defender. Isso chamou os nipônicos a seu campo. Ueda aos 11, Kubo aos 19 e de novo Ueda aos 23 e 29 quase anotaram o gol de honra. O Morumbi inteiro lamentou - só os chilenos que não, é claro - os ataques desperdiçados.

O Japão cansou e a melhor qualidade do Chile reapareceu. Aos 37 Aránguiz cruzou na área e Alexis Sánchez, o maior artilheiro de sua seleção na história com 42 gols, marcou o terceiro de cabeça. No minuto seguinte Vargas recebeu ótimo passe, viu que Osako estava adiantado e encobriu gloriosamente o goleiro. Esse gol transformou o atleta no maior goleador da Copa América em atividade com 12 gols e no vice artilheiro dos "Rojos" com 38 tentos.


Já no tempo final, chegada chilena


O sub-23 do Japão até atacou e mostrou qualidade, mas não foi capaz de parar o bom escrete sul-americano


O Morumbi recebeu pouco mais de 20 mil pagantes. A festa sul-americana foi bonita


Bola levantada dentro da área do Chile

O placar final de Japão 0-4 Chile colocou os sul-americanos na liderança do Grupo C junto com o Uruguai, que venceu o Equador pelo mesmo resultado. Na próxima rodada teremos Uruguai x Japão em Porto Alegre e Equador x Chile em Salvador. Se nenhuma zebra acontecer, uruguaios e chilenos devem decidir o primeiro lugar da chave dia 24 no Maracanã. O segundo colocado estará na Arena Corinthians nas quartas... espero que seja a Celeste.

Com essa cobertura, vale mencionar que só ficamos de fora do Argentina x Colômbia do sábado em Salvador na rodada inicial. Tirando isso, batemos cartão no Brasil x Bolívia que abriu o certame, o Venezuela x Peru de Porto Alegre, a rodada dupla de domingo com Paraguai x Catar no Maracanã e Uruguai x Equador no Mineirão e finalmente a estreia da atual bicampeã. Nada de novo pensando que foram oito coberturas durante a Copa das Confederações de 2013 e 21 na Copa do Mundo do Brasil. Em tempos que a rapaziada faz jornalismo sem pisar fora do escritório, o JP mostra as coisas como deveriam ser. Se tivesse tempo $uficiente, essa seria a tônica até o dia 7 de julho, data da grande decisão.

Voltei ao QG da Zona Oeste na boa já pensando na partida de quarta-feira. Teve duelo ainda mais sensacional no Morumbi com a minha trinca de alvos sendo preenchida de forma espetacular.

Até lá!

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Ficha Técnica: Japão 0-4 Chile

Competição: Copa América; Local: Estádio Cícero Pompeu de Toledo (São Paulo); Árbitro: Mario de Vivar (Par); Público: 23.253 pagantes; Renda: R$ 4.705.020,00; Cartões amarelos: Teruki Hara, Yuta Nakayama (Jap), Óscar Opazo (Chi); Gols: Erick Pulgar 41 do 1º, Eduardo Vargas 9 e 38, Alexis Sánchez 37 do 2º.
Japão: Keisuke Osako; Teruki Hara, Naomichi Ueda, Takehiro Tomiyasu e Daiki Sugioka; Daizen Maeda (Koji Miyoshi), Gaku Shibasaki, Yuta Nakayama e Shoya Nakajima (Hiroki Abe); Takefusa Kubo e Ayase Ueda (Shinji Okazaki). Técnico: Hajime Moriyasu.
Chile: Gabriel Arias; Mauricio Isla, Gary Medel, Guillermo Maripán e Jean Beausejour; Charles Aránguiz, Erick Pulgar e Arturo Vidal (Pablo Hernández); José Pedro Fuenzalida (Óscar Opazo), Eduardo Vargas e Alexis Sánchez (Junior Fernandes). Técnico: Reinaldo Rueda.
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