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domingo, 27 de julho de 2025

Campanha sólida leva Nacional à próxima fase do sub-20 da Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Tinha algumas opções de partidas na última rodada da primeira fase da Série B do Campeonato Paulista sub-20 na tarde da sexta-feira passada. Como ainda não tinha visto o Nacional atuando no Estádio Nicolau Alayon, decidi ir até lá acompanhar o duelo do onze ferroviário diante do eliminado Mauaense.

O Nacional vem fazendo uma campanha muito acima da média na Segundona Sub-20. Em nove rodadas, somou seis vitórias, dois empates e uma única derrota, que aconteceu de forma absurda em um WO em casa contra o Joseense, quando a FPF cancelou a peleja faltando duas horas e meia para o apito inicial. Nas quatro linhas, o Naça está invicto.


Nacional Atlético Clube (sub-20) - São Paulo/SP


Grêmio Esportivo Mauaense (sub-20) - Mauá/SP


Quarteto de arbitragem e capitães posando para as lentes do Jogos Perdidos

O Mauaense estava eliminado com uma performance bem fraca: uma vitória, um empate e seis derrotas. Atuando na capital, nada indicava que a sorte do glorioso clube de Mauá seria diferente. Como havia várias partidas no mesmo horário, estive nessa sozinho pois a rapaziada se espalhou. Mas, lá, claro, encontrei o grande Miguel "Correria", o homem que não sossega nunca.

Eu já tinha visto duas apresentações do Nacional em 2025: um 3 a 0 contra o Itaquaquecetuba AC no CERET e um 3 a 2 diante do lanterna União em Mogi das Cruzes. Achei que veria um bom jogo do vice-líder do Grupo 5, porém me enganei. Os nacionalistas jogaram mal e erraram demais.

O primeiro tempo foi sofrível. A equipe até criou um ou outro momento razoável, mas nenhum digno de registro. O Nacional abriu a contagem apenas aos 30 minutos, com Antônio marcando de cabeça após cobrança de escanteio pela esquerda. Foi o único lance realmente bom da metade inicial do confronto.

Achei que faria frio, mas o sol abriu e fui ver o segundo tempo da parte coberta. O Mauaense percebeu que o bicho não era tão feio e colocou as manguinhas de fora. O Nacional passou por maus bocados e não sofreu o empate por pura sorte. Sim, teve dois lances claros para ampliar, mas, no fim, teve que agradecer por não ter perdido dois pontos em casa.




Imagens do começo da partida na Comendador Souza



Cobrança de escanteio que originou o gol nacionalista e a comemoração dos atletas






Detalhes da etapa final de Nacional x Mauaense


Resultado final do jogo no Alayon. Em campo, o Nacional não foi derrotado na primeira fase

O triunfo por 1 a 0 deixou os paulistanos na quarta posição da tábua de classificação entre os 16 classificados. Na segunda fase, vão enfrentar o Cosmopolitano em jogos de ida e volta: o primeiro em Cosmópolis e o segundo na capital. Não vai ser nada fácil a missão nacionalista.

No sábado, queria ir para Limeira, mas não deu certo. Com várias opções na capital e Grande São Paulo e sem saber escolher, preferi ficar em casa. Retomei a agenda no domingo com uma bela e inesperada rodada tripla. Teve time novo na Lista que eu nem imaginava ver.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-0 Mauaense

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Leonardo Ariel Ambiel; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Guilherme, Biazon, Roger, Nauan, Ruan, Murillo e Marcos Bruno; Gol: Antônio 30 do 1º.
Nacional: Gui; Guilherme (Caio), João Paulo, Antônio e Gabriel (Roger); Wallacy (Fellipe), Kléber (Estevam), João Pedro e Marcos (Gustavo); Biazon e Luís Henrique (Wesley). Técnico: Edson Krusschevscky.
Mauaense: Wallace; Arthur Brito, Arthur Pedote, André Vinícius e Vítor Hugo (Lucas); Murillo, Lucca, Francisco e Leonardo (Mateus); Ruan e Nauan (David). Técnico: Marcos Bruno.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Jogadas improváveis definem empate entre Mauaense e Assisense

 Texto e fotos: Fernando Martinez


A segunda fase do esvaziado Campeonato Paulista da Segunda Divisão começou na semana passada e no sábado tive a chance de fazer minha primeira cobertura nesta etapa do certame. No Estádio Pedro Benedetti, o Grêmio Mauaense recebeu o Assisense e lá fui eu ver o elenco profissional do clube interiorano pela primeira vez em 11 anos.

Desde que passou a disputar as divisões de acesso em São Paulo em 2003, o Clube Atlético Assisense raramente atuou perto da capital. Eu havia visto o time de perto sete vezes: uma em 2004, outra em 2005, três em 2013 e duas em 2014. Desde então, nunca mais os tinha acompanhado em campo. Com o número reduzido de participantes neste ano e uma campanha razoável, o retorno aconteceu e eu não queria perder essa rara oportunidade.

Estive nessa com a dupla Milton e Bruno e, antes de seguirmos ao estádio, fizemos o tradicional pit stop na lanchonete de comida natural e muito saudável perto da estação da CPTM. Enquanto estávamos por lá, o radioativo Nílton, que tinha se despedido de nós na Mooca, apareceu de surpresa. Já na cancha, outros amigos marcaram presença: Daniel Alcarria, historiador do Grêmio, Leandro, Syller, o rei dos atalhos de Cotia, e o viajante Vinicius. Também estava lá o maior vendedor de amendoim do estado, o glorioso Édson "Gaguinho".


Grêmio Esportivo Mauaense - Mauá/SP


Clube Atlético Assisense - Assis/SP


Juliano Alves Rodrigues, José Lucas Cândido de Souza, Ademílson Lopes da Silva Filho, Vinícius Nunes dos Santos e os capitães


Rapaziada esperta presente no Pedro Benedetti

Todo mundo sabe que o grande favorito do grupo é o Tanabi, que venceu o Independente também no sábado e chegou aos seis pontos. Os demais devem disputar a segunda vaga, por isso um triunfo do Mauaense em casa seria fundamental. Só que, apesar de jogar em seus domínios, o Grêmio fez um primeiro tempo abaixo do esperado. Criou apenas duas chances claras e terminou os 45 minutos com um incômodo 0 a 0.

No comecinho da etapa final, os donos da casa abriram o placar na sequência de um escanteio curto (!). Sim, uma das jogadas mais desperdiçadas do esporte criado na Inglaterra deu certo. Wesley marcou para o Grêmio completando na pequena área. Só que o Assisense empatou não muito depois em cobrança de lateral. Alex jogou na área, a bola foi escorada e Kevin deixou tudo igual. Um balde de água fria na torcida local.











Foi o melhor jogo da história? Não, mas também não foi o pior. Lances de Mauaense x Assisense pela Segundona

Até o apito final, cada equipe teve uma chance de ouro para ficar na frente. Fernando Júnior pelo Assisense e Bruno Jesus pelo Mauaense. Nenhum deles aproveitou. O empate por 1 a 1 deixou o Grêmio em segundo lugar na chave com dois pontos, enquanto Assisense e Independente somam apenas um cada. Faltam quatro rodadas para definir os semifinalistas.

Parte do pessoal ficou em Mauá, outra voltou de carro e alguns pegaram o trem. Eu e o Milton ainda tínhamos a sessão noturna do sábado e, apesar de termos saído cedo, o trajeto foi bem mais longo do que imaginei. Chegamos em cima da pinta, mas valeu demais.

Até lá!

Ficha Técnica: Mauaense 1-1 Assisense

Local: Estádio Pedro Benedetti (Mauá); Árbitro: Juliano José Alves Rodrigues; Público: 66 pagantes; Renda: R$ 1.120,00; Cartões amarelos: Kaique Kainã, PC, Lucão, Álvaro Lima (PF-Mau) e Ícaro Vasconcelos; Cartão vermelho: Kawan Nicolas 33 do 2º; Gols: Wesley 1 e Kevin 7 do 2º.
Mauaense: Diego; André, Murilo, Douglas e Nicolas (Enzo Fernandes); João Pedro Araújo, Jhon (Bruno Jesus), Kaique Kainã (Kawan Nicolas) e Darlyson (Davi Moraes); Wesley e Lucas Andrey (Guilherme Lemos). Técnico: Fredson Silva.
Assisense: Felipe; Kaká, PC, Lucão e Alex; Foguinho, Kerven (Kevin), Clenisson e Raphael (Maicão); Fernando e Murilo (Wilgner). Técnico: Ícaro Vasconcelos.

segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Corinthians segue invicto no sub-17 com goleada em cima do Mauaense

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na sequência da "Sessão Segundona" do último sábado no Estádio Alfredo Schurig, o Corinthians recebeu o Mauaense pelo Campeonato Paulista sub-17. O alvinegro venceu o Juventus na estreia da terceira fase, enquanto o glorioso Grêmio ficou no 0 a 0 com a Ferroviária. Joguinho bem legal.

Assim como o Jabaquara está fazendo bonito no sub-15, a campanha do Grêmio Mauaense no sub-17 é exemplar. O clube foi vice-líder na primeira fase, atrás apenas do Santos em sua chave e depois ficou em segundo em um difícil grupo que tinha também Monte Azul, Barretos e Pinda FC. O alvinegro está invicto em 2023 no estadual e, apesar do Palmeiras, é um dos candidatos ao título.


SC Corinthians P (sub-17) - São Paulo/SP


GE Mauaense (sub-17) - Mauá/SP


O quarteto de arbitragem designado para a peleja junto com os dois capitães

Esta foi a quinta vez que os times ficaram frente a frente no Juvenil no Século 21, a estreia no Parque São Jorge. Em 2009 teve um empate por um gol em Mauá e triunfo do Grêmio por 3 a 2 no saudoso CT de Itaquera. Em 2014, dois triunfos alvinegros: 5 a 1 fora de casa e 4 a 0 em Guarulhos, cidade em que mandava seus compromissos na época.

Para o primeiro duelo em 2023, o frio e uma garoa, que logo se transformou em chuva fraca, compunham o cenário. Não demorou muito para que o Corinthians praticamente definisse a sua sorte, pois Beto, com gols aos 14 e 16 minutos, colocou os locais em vantagem bem rápido. A rigor, os gremistas criaram um único momento antes do relógio completar uma volta no ponteiro, apenas isso.

A peleja se seguiu naquele famoso "ataque contra defesa" e domínio total dos donos da casa. Apesar de toda a pressão e de tantas oportunidades criadas, o placar foi alterado novamente apenas aos 15 da etapa final com William. Laércio, aos 35, deu números finais ao encontro. A derrota do Mauaense poderia ter sido por um marcador mais elástico.



Beto chutando para abrir o marcador na Fazendinha




O mesmo Beto fez o segundo, aproveitando rebote do goleiro do Mauaense


Chance corintiana pelo alto na etapa inicial



William, de cabeça, fez 3 a 0 para os donos da casa



Mais dois momentos do segundo tempo de Corinthians x Mauaense


Resultado final da segunda vitória alvinegra em dois jogos da terceira fase do sub-17

O resultado de Corinthians 4-0 Mauaense manteve o onze mosqueteiro na ponta do Grupo 26, agora somando seis pontos. A Ferroviária, adversário da próxima rodada, aparece na sequência. No sábado que vem a Locomotiva de Mauá visita o Juventus no Campo da Sede Social.

Com oito gols em duas partidas, saí da Fazendinha feliz, mas sabendo que a sessão vespertina tinha grande, enorme, gigante chance de ser 0 a 0. Dito e feito. Teve repeteco de confronto e de resultado na zona oeste da capital pela Segundona.

Até lá!

Ficha Técnica: Corinthians 4-0 Mauaense

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Cipriano Galvão; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: André Luiz, Caraguá, Guilherme Henrique, William, Pellegrin, Maycon Augusto, Cauê Paraíso; Gols: Beto 14 e 16 do 1º, William 15 e Laércio 35 do 2º.
Corinthians: Vasconcelos; Pellegrin (João Victor), William, Rafa Venâncio (Lorenzo) e Kaio; Caraguá (Molina), André Luiz e Yuske (Vitinho); Diego (Luiz), Kauã (Guilherme Henrique) e Beto (Laércio). Técnico: Guilherme Dalla Dea.
Mauaense: Wallace; Júlio César, Thiago Henrique, Marcus Fabiano e Alyson; Maykon Augusto, Cauê Paraíso (Rickelme), Maycon Bispo e Gustavo Lemos (David Fujita); João Saccá (Willinha) e Kevyn Renato (Marcos Paulo). Técnico: William Silva.

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Mauaense se mantém com chance de classificação na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fez muito frio na terça-feira e tinha previsão de chuva a qualquer momento. Mesmo assim fui até a cidade de Mauá acompanhar o início da penúltima rodada da segunda fase do Campeonato Paulista sub-23 da Segunda Divisão. No Estádio Pedro Benedetti, o Mauaense tinha que vencer o União Barbarense e se perdesse iria permanecer na última divisão em 2024.

O Grupo 9 tinha o XV de Jaú líder isolado e já classificado para a terceira fase com 10 pontos. O Tanabi somava cinco, o União quatro e o Grêmio apenas dois. A Locomotiva tinha que fazer valer o fator casa pensando em manter a chance de vaga. O lance é que se dependesse da história, a batalha seria ainda mais difícil.

O retrospecto era totalmente favorável ao escrete visitante. Eles tinham se enfrentado em 10 oportunidades, com oito vitórias do União, um empate e somente uma do Grêmio (2 a 0 no primeiro compromisso em abril de 1989). A equipe da Grande São Paulo estava sem vencer e sem marcar há 34 anos. Na terça jogou contra a própria história.


GE Mauaense - Mauá/SP


União A Barbarense FC - Santa Bárbara D'Oeste/SP


O capitão do Mauaense, do União, o árbitro José Cláudio Rocha Filho, os assistentes Leandro Fernandes Rodrigues e Diogo Cruz Freire e o quarto árbitro Ricardo Bittencourt da Silva

O sumido Pucci, operário-padrão do mês de junho, esteve comigo na jornada e enfrentou a baixa temperatura pois queria voltar a um estádio depois de semanas. Acabou que ele deu sorte, pois, assim como em todas as coberturas na atual etapa do torneio, a peleja foi boa.

O União Barbarense começou melhor, só que foi uma pressão sem chances claras. Aos 16, o primeiro grande momento em falta de Vitinho e boa defesa de Matheus. O arqueiro local foi bem novamente na sequência em cabeçada de Luan. O Mauaense estava bem postado e se segurava com relativa facilidade. Aos poucos passaram a se aventurar no ataque.

Com a partida controlada, o Grêmio abriu o marcador aos 41 minutos. A zaga visitante não conseguiu afastar a bola em cobrança de escanteio e Igor Clerc, na direita, chutou cruzado. O goleiro Ivo deu rebote e Matheus Soldado completou. O primeiro tabu do dia tinha sido quebrado, agora faltava o outro.






Sob muito frio em Mauá, Mauaense e União Barbarense fizeram um bom jogo

Na etapa final começou a garoar forte e eu fiquei na cabine próxima aos vestiários. Não estava a fim de me molhar com uma temperatura tão baixa. Junto com a diretoria do Grêmio, vi o União retornar ao gramado querendo o empate, porém os atletas estavam bem nervosos. Pintou discussão entre os jogadores mais de uma vez e eles não acertaram muita coisa.

O Mauaense, jogando sem sustos, ampliou a vantagem aos 22 em uma belíssima jogada que envolveu todo o ataque e terminou com a finalização de Luiz Phillipe no canto. Ivo tocou na bola e não teve sucesso na tentativa de evitar o tento. O gol tranquilizou de vez os locais e deixou o União ainda mais nervoso. Sem cabeça, o Leão da 13 poderia ter sofrido o terceiro aos 44 em cobrança de pênalti. Luiz Mena mandou a pelota no vestiário da arbitragem em uma batida bisonha.






O Mauaense se aproveitou de erros do União, jogou bem e se manteve com chances na Segundona


Após a derrota, o pessoal do União, muito nervoso, foi para cima de integrantes da comissão do Mauaense perto dos vestiários. A polícia teve trabalho

No fim, o Mauaense 2-0 União Barbarense quebrou o longo tabu de 34 anos e manteve as chances da Locomotiva alcançar a terceira fase da Segundona. Com a derrota do Tanabi, o time chega na última rodada na vice-liderança da chave, mas terá a difícil missão de enfrentar o XV em Jaú. Será o principal compromisso da equipe em muitos anos.

Após o apito final encontrei o Mário e o ex-lateral do Flamengo Maurinho. Os dois estavam na comissão técnica do Bragantino no vice da A2 de 2007. Eu e o Pucci pegamos uma carona até o Terminal Tietê. Foi uma hora de trajeto ouvindo histórias geniais do ex-atleta. No dia seguinte retornei à Mauá em outro duelo da última divisão, desta vez com final infeliz para os donos da casa.

Até lá!

Ficha Técnica: Mauaense 2-0 União Barbarense

Local: Estádio Pedro Benedetti (Mauá); Árbitro: José Cláudio Rocha Filho; Público: 55 pagantes; Renda: R$ 510,00; Cartões amarelos: Luiz Philipe, Vitinho (Mau), Felipe, Caio Mateus, Vitão, Leyton, Ivo Ricardo; Gols: Matheus Soldado 41 do 1º, Luiz Philipe 22 do 2º.
Mauaense: Matheus; Luiz Mena, Vidoto (Wenderson), Gean e Igor Clerc (Guilherme); Gabriel Mury (Digão), Vitinho (Samarone), Lucas Ribeiro e João Jesley; Matheus Soldado e Luiz Philipe (Matheus Tayde). Técnico: Fernando Silva.
União Barbarense: Ivo Ricardo; Espanhol, Vitão, João Victor e Felipe (Gabriel Sales); Marcelo Campos (Edgar), Leyton (Lucas Alves), Ramon e Vitinho (Marcelo Filho); Luan (Franklin) e Caio Mateus. Técnico: João Vallim.