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sábado, 14 de janeiro de 2023

Hercílio Luz quebra a invencibilidade do Belo e está na terceira fase

Texto e fotos: Fernando Martinez


Não tinha jogo mais sensacional na segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2023 do que o duelo entre Botafogo da Paraíba e Hercílio Luz de Santa Catarina, na Ibrachina Arena, disputado na tarde de sexta-feira. Por ser tão imperdível, a presença do agradável campo do bairro da Mooca era obrigatória. Para quem nunca tinha visto o alvirrubro em ação, emendar a segunda cobertura seguida foi bem legal.

Acompanhei uma apresentação de cada um na fase inicial, ambos na rodada final: o bom triunfo do Belo contra o Canaã por 4 a 2 e a goleada do Hercílio Luz em cima do Capital de Tocantins por 5 a 2. O Bota foi líder do Grupo 30 e os catarinenses ficaram em segundo do Grupo 29. Vale registrar que foi a primeira vez que o alvinegro da Estrela Vermelha teve 100% de aproveitamento na fase de grupos da Copa São Paulo.


Botafogo FC (sub-20) - João Pessoa/PB


Hercílio Luz FC (sub-20) - Tubarão/SC


Vinícius Bettio apitou, Wellington Bragantim Caetano e Bruno de Oliveira Ferreira foram os assistentes e José Cláudio Ribeiro da Silva atuou como quarto árbitro. Na imagem também os capitães dos times

Já com aquele calor típico de janeiro, e que pelo visto vai se manter a perder de vista, fui até o "estádio" do Ibrachina na boa e quando cheguei vi que o público seria diminuto. Felizmente não são todos que enxergam a beleza de um confronto desse naipe como nós. O que complicou foi ver que a expectativa criada não foi refletida na atuação das equipes.

O primeiro tempo foi tenebroso, sério. Não teve nada, nada digno de registro. Botafogo e Hercílio Luz maltrataram a pobre pelota e desanimaram quem estava no Ibrachina. Fica difícil até falar a respeito ou escrever alguma coisa para deixar o texto melhor. Não dá. O 0 a 0, obviamente, era o resultado quando o intervalo chegou.

Saí do campo porque me recusei a ficar espremido no meu desconfortável banquinho na etapa final. Fui até a área das churrasqueiras, na sombra, carregar o celular de boa, sem aperto. Dentro das quatro linhas nada mudou. Os últimos 45 minutos seguiam no mesmo esquema, sem inspiração e com muitos erros de ambos os lados. O cheiro de 0 a 0 era forte e eu estava torcendo por um gol, independentemente do lado.

Não sei como, mas o Hercílio Luz conseguiu abrir o placar aos 20 minutos com o camisa 10 Matheus Campos, para a alegria do pessoal que torcia pelo clube do sul do país. A torcida botafoguense, animada com a ótima campanha na fase inicial, desanimou com o tento catarinense. O jogo seguiu sem muito destaque e o Hercílio definiu a classificação aos 40 minutos. Dieguinho, camisa 15, recebeu passe de primeira, entrou na área, deu um ótimo drible no zagueiro e chutou fraco, enganando o goleiro Jeffinho e colocando no canto direito.









A expectativa era alta, mas o jogo não foi bom. Botafogo e Hercílio não foram bem no gramado sintético da Ibrachina Arena


Mesmo com a partida ruim, não me arrependi de ter ido no Botafogo/PB x Hercílio Luz. Um jogo que dificilmente se repetirá por essas bandas

No fim, o Botafogo/PB 0-2 Hercílio Luz foi justo com quem foi mais incisivo. A partida não foi boa, porém o que vale é que o alvirrubro de Tubarão está entre os 32 melhores da edição 2023 da Copa São Paulo logo na sua estreia. Ao Belo fica a certeza de que fizeram uma grande campanha e ela merece ser celebrada.

Da minha parte, saí correndo da Ibrachina Arena pois tinha uma sessão noturna pela frente. Na pauta, um capixaba na sua segunda participação contra um gaúcho detentor de cinco títulos da Copinha.

Até lá!

Ficha Técnica: Botafogo/PB 0-2 Hercílio Luz

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Vinícius Bettio; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Ariel, Deivid, Gabriel Costa, Leonardo, Richard, Dieguinho, Matheus Campos, Davi, Márcio; Gols: Matheus Campos 20 e Dieguinho 40 do 2º.
Botafogo: Edílson; Jeffinho, Ariel, Deivid e Jon; Claiver (Henrique Cazita), Pedro Kaíque (Richard), Leonardo (Mathirso) e Gabriel Vítor (Gliniedson); Gabriel Costa (João) e Mosquito. Técnico: Severino Maia.
Hercílio Luz: João Braga; Gusso, João Victor, Gabriel Eugênio e Wendel (Rian); Davi (Marcus Vinícius), Raí (Kaike), Emanuel e Matheus Campos (Marcelinho); Ítalo (Márcio) e Kauan Galhardo (Dieguinho). Técnico: Ariel Lanzini.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

Botafogo/PB confirma o histórico 100% de aproveitamento na Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na segunda ia rolar uma ida até Taubaté, mas a falta de verba não deixou com que a programação se confirmasse. Na terça voltei aos gramados com o Grupo 30 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, sediado na gloriosa Ibrachina Arena. Foi a última rodada da chave, e o duelo da preliminar foi entre Canaã da Bahia e Botafogo da Paraíba.

Foram poucas as vezes que vi o Belo em campo, mais precisamente três antes de terça-feira. No profissional, só uma: a vitória contra o Santo André no quadrangular final da Série C de 2003, quando o Jogos Perdidos nem existia. Depois, duas vezes na Copinha: derrota contra o Grêmio por 3 a 0 em 2008 no Baetão e goleada sofrida para o Audax por 7 a 1 em Louveira no ano de 2013. Há dez anos não tinha a chance de vê-los em ação.




Capitães, o árbitro Rodrigo Santos, os assistentes Juliano César dos Santos Moreno e José Lucas Cândido de Souza e o quarto árbitro Gustavo Henrique da Silva

Acabei reencontrando a equipe paraibana, atual campeã sub-20 do estado, em sua melhor campanha na história da Copinha. Com duas vitórias, ela estava classificada com antecedência e jogava contra os eliminados baianos tentando manter os 100% de aproveitamento, algo inédito na história dos clubes do estado na história do torneio.

O Canaã, que ficou em sétimo no baiano da categoria e ganhou a vaga na Copa São Paulo na base do convite, perdeu seus dois compromissos e foi eliminada de forma precoce. Campanha decepcionante levando em conta que no ano passado chegou nas oitavas de final e caiu contra o Oeste com um gol no último minuto do duelo.

Quem foi até o bairro da Mooca, entre os presentes estava o jovem mancebo Milton, acabou vendo um jogaço, de longe o melhor que eu assisti em 2023 até aqui. Jogando sem nenhuma preocupação, o clube da Bahia abriu o placar aos dois minutos em uma verdadeira pintura. Caíque Cerqueira avançou e mandou um tijolo da intermediária. A bola fez uma curva indescritível e caiu de uma vez, encobrindo o arqueiro do Bota. Golaço.

O Belo se assustou, porém respondeu rapidamente mostrando o bom futebol que o levou à liderança da chave. Aos 17 deixou tudo igual com aproveitando cruzamento da direita e Gabriel Vítor virou aos 39 em cobrança de pênalti. Nos acréscimos os baianos perderam uma chance de ouro do 2 a 2 quando Marks, sem marcação e na cara do goleiro, finalizou tirando tinta da trave.





Lances de Canaã x Botafogo da Paraíba, o melhor jogo que vi em 2023 até agora


Gabriel Vítor marcou de pênalti para o Belo

No intervalo, e isso é um dos itens que fazem ver jogo no campo do Ibrachina ser bem legal, saí do campo e fui carregar meu moribundo celular em uma das várias tomadas que existem ali, já que a jornada seria longa, todas na sombra. De lá, sem muvuca ou aperto, vi um segundo tempo em que a peleja seguiu muito acima da média.

O Canaã queria se despedir com classe e voltou a deixar tudo igual aos oito minutos com Giovanni completando no meio da área uma bola espirrada. Inapelável, o glorioso Gliniedson se tornou o artilheiro da tarde com um gol de cabeça aos 20 minutos e outro aos 45. Seis gols e inúmeras oportunidades de ambos os lados em 90 minutos extremamente agradáveis.




Os baianos empataram no tempo final, mas não seguraram os paraibanos, donos de uma campanha de 100% de aproveitamento na segunda fase

O Canaã 2-4 Botafogo/PB confirmou a primeira vez que um paraibano terminou a fase de grupos da Copinha ganhando todos os compromissos. Agora o Alvinegro da Estrela Vermelha fará parte do confronto mais legal da segunda fase contra o Hercílio Luz de Santa Catarina, em um jogo que certamente contará com a minha presença.

A outra vaga do Grupo 30 foi definida após o triunfo do Belo na preliminar. Teve time paulista fundado outro dia contra um dos grandes do Nordeste em campo.

Até lá!


Ficha Técnica: Canaã 2-4 Botafogo/PB

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Santos; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: ED, Kevinho, Guilherme; Cartão vermelho: Kevinho 24 do 2º; Gols: Caíque Cerqueira 2, Ariel 17 e Gabriel Vítor (pênalti) 39 do 1º, Giovanni 8, Gliniedson 20 e 45 do 2º.
Canaã: Gustavo Dias (Felipe Sacramento); Gabriel Miranda (Kevinho), Matheus Reis, Lucas da Silva e Gabriel Matos; Rodrigo Novais (João Sandi), Marks (ED) e Aluizio Santos (Giovanni); Caíque Cerqueira, Keven Luan (Caio Vinícius) e Jhonathan Baptista. Técnico: José Miranda.
Botafogo/PB: Edílson; Jeffinho (Deivid), Ariel, Guilherme e Jon (Luiz Henrique); Claiver (Leonardo), Pedro Kaíque, Mathirso (Henrique Cazita) e Gabriel Vítor (Gliniedson); João e Mosquito. Técnico: Severino Maia.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

ADECO joga mal, mas vence o Botafogo/PB e vira líder no Brasileiro


Em meio ao feriado de 12 de outubro, tivemos uma única opção de futebol nas redondezas na tarde do último domingo. Em mais uma jornada válida pelo Campeonato Brasileiro Feminino, fui pela segunda vez no ano ao Estádio José Liberatti para ver um compromisso do Centro Olímpico em 2015. As meninas paulistanas receberam o Botafogo/PB na primeira rodada do returno do Grupo 5.

O ADECO venceu o Santos na estreia e foi derrotado pelo São José no segundo jogo. A equipe fechou o turno com uma goleada de 6x0 contra as paraibanas jogando no Nordeste. Como as meninas do Belo já haviam sido também goleadas pelo Peixe por 8x0, a expectativa era de goleada monstro no gramado da cancha osasquense.


AD Centro Olímpico (Feminino) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Botafogo FC (Feminino) - João Pessoa/PB. Foto: Fernando Martinez.


Capitãs dos times e trio de arbitragem paulista com a árbitra Katiucia da Mota Lima e as assistentes Márcia Bezerra Caetano e Patrícia Carla de Oliveira. Foto: Fernando Martinez.

Por conta disso um imenso quórum de amigos marcou presença no Rochdale: Mílton, Luiz (e seu sobrinho), Mário, Bruno, Pucci, Sérgio e Ricardo Espina. Detalhe: eles representaram cerca de 25% do público total que foi ao estádio. O ânimo da rapaziada era grande, mas dentro de campo a coisa foi feia. O Centro Olímpico em nenhum momento correspondeu e fez uma partida muito, mas muito ruim.

Vale lembrar que a equipe jogou com algumas reservas, mas não acho que seja desculpa para uma atuação tão insossa. O Botafogo conseguiu se segurar bem no setor defensivo e a goleira Elida fez três boas defesas durante o tempo inicial. Com sono, o Centro Olímpico acabou levando o jogo para o intervalo no lucro, pois o placar parcial de 2x0 foi construído em virtude de dois lances individuais.

O primeiro gol saiu dos pés da camisa 9 Byanca, que avançou pela direita e chutou colocado no ângulo da arqueira botafoguense aos 39 minutos. Aos 43 a camisa 22 Gabi correu com a bola até a área e tocou com classe na saída da camisa 1. Dois raros momentos de lucidez numa etapa inicial tão fraca de emoções.

Na etapa final, já com os refletores do Rochdale acesos, o jogo ficou ainda mais desinteressante. O ADECO fez o terceiro em pênalti cobrado por Byanca aos 14 minutos e ficou se defendendo pelo restante do tempo. Para não ser injusto, a camisa 18 Gabriela quase fez o quarto no finalzinho numa cabeçada na trave, mas quatro momentos perigosos em 90 minutos é pouco demais.


Zagueira do Botafogo/PB arrepiando e mandando a bola pra longe. Foto: Fernando Martinez.


Elida fazendo boa defesa no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada na área paraibana. Foto: Fernando Martinez.


Chance de gol para o ADECO desperdiçada dentro da área pela camisa 11 Patrícia. Foto: Fernando Martinez.


Byanca marcando de pênalti o terceiro das paulistas. Foto: Fernando Martinez.


Chegada do time local no fim da peleja. Foto: Fernando Martinez.

O Centro Olímpico 3-0 Botafogo/PB colocou as paulistas na liderança da chave faltando dois jogos para o final da segunda fase. O "pequeno" problema é que agora a equipe pega São José e Santos, enquanto esses dois adversários são absolutamente favoritos contra o lanterna e eliminado time paraibano. As duas rodadas decisivas acontecem quarta e domingo.

O jogo foi ruim, mas o pós-jogo foi simplesmente sensacional. Saímos do estádio e fomos até o shopping que fica ao lado da Estação Osasco. Ali fizemos mais uma edição do já famoso Dia do Gordo. Foram três horas de muita picardia e malemolência com os mais diversos assuntos em pauta.

Da minha parte tentarei acompanhar alguma peleja no dia 14. Caso não consiga ver algo por aqui, o futebol só volta no próximo final de semana, já em meio a uma viagem mágica e misteriosa - e bota mistério nisso - marcada para a próxima quinta-feira. A chance de trazer jogos surreais para as páginas do Blog do Fernando Jogos Perdidos é enorme. Vamos cruzar os dedos!

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Audax goleia o Botafogo/PB pelo Grupo H da Copinha

Fala, pessoal! 

Após a rodada dupla em São José dos Campos na sexta-feira, o cronograma inicial para o segundo dia da 44ª Copa São Paulo de Futebol Júnior apontava acompanhar os jogos em Barueri na parte da tarde. Mas de última hora acabei caindo da cama para curtir a estreia do Grupo H do certame, sediado na cidade de Louveira. 

O primeiro jogo foi entre o Audax, o time "da casa", e o Botafogo da Paraíba, time que faz parte da minha lista de favoritos desde os anos 80. O palco do jogo foi o simpático e bem arrumado Estádio José Silveira Nunes, principal casa do futebol na cidade. 

Pena que apesar de bem arrumado ninguém tenha se ligado que a instalação de uma cobertura na arquibancada seria uma ideia bastante interessante. É um crime deixar o público cozinhando sem nenhum tipo de "abrigo" por quatro horas seguidas. Como não acho que a construção de uma estrutura que deixa a torcida em situação mais confortável seja algo caríssimo, é realmente de se lamentar como ninguém tenha pensado nisso. 

Enquanto os amigos Paulo "Shrek" e Rodrigo Colucci foram para as arquibancadas iniciar o processo de cozimento, fui para o campo e lá encontrei o campineiro Luciano Claudino, hoje responsável por abastecer primeiras páginas de jornais do Norte/Nordeste. Logo fizemos as imagens oficiais: 


Audax EC (sub-20) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Botafogo FC (sub-20) - João Pessoa/PB. Foto: Fernando Martinez. 


Trio de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Jogando a Copinha pela sexta vez consecutiva, o Audax busca ao menos repetir a campanha de 2011, quando chegou às quartas-de-final e terminou o torneio na sexta posição. Já o alvinegro da estrela vermelha tem participações apenas esporádicas na competição. Nas quatro vezes em que jogou o certame (1997, 2000, 2006 e 2008) foram 12 jogos disputados, com 10 derrotas e apenas uma vitória (2x1 contra o Ypiranga/PE em 13 de janeiro de 2008). 


Ataque do Audax contra o Botafogo/PB. Foto: Fernando Martinez. 

Confirmando todas as expectativas, o Audax foi superior ao Botafogo desde os primeiros momentos do jogo. O time mostrou um grande entrosamento e bastante qualidade nos passes. Só que para estragar essa performance, o último toque era falho com os atacantes desperdiçando todas as chances perigosas. 


Paulistas atacando pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

E como quem não faz, toma, no primeiro ataque da equipe nordestina Léo avançou pela esquerda e chutou forte para abrir o marcador para o Botafogo, contando também com uma preciosa ajuda do goleiro Jeferson. Os animados torcedores do time que estavam cozinhando nas arquibancadas comemoraram bastante esse tento. Eram passados 23 minutos do primeiro tempo. 


Atacante do Audax encarando marcador botafoguense. Foto: Fernando Martinez. 

Só que nem deu para comemorar direito, pois dois minutos depois o Audax chegou ao empate num lance polêmico. Depois de um desarme no meio-campo, a pelota foi tocada rapidamente para o ataque e o camisa 10 Caio encheu o pé do meio da área para deixar tudo igual. Jogadores e comissão técnica do Botafogo ficaram revoltados, pois no parecer deles houve uma falta clara no desarme. De onde eu estava pareceu realmente que aconteceu a infração. 


Uma das raras chegadas do alvinegro da estrela vermelha no tempo inicial. Foto: Fernando Martinez. 

Como o Audax continuou criando a desperdiçando chances, o primeiro tempo terminou no 1x1. No intervalo não teve jeito, e fui curtir um pouco da sombra com muita água disponibilizada pela organização local. Esse com certeza é o ponto alto de se ver jogos da Copinha na cidade, pois em outras sedes é impossível arranjar um mísero copo d'água. 

E como o calor não era sentido só pelos jornalistas e pela torcida, ficava uma dúvida no ar: será que o Botafogo conseguiria segurar o insistente ataque do Audax durante todo o segundo tempo? Durante os 15 minutos iniciais do tempo final a resposta foi positiva, pois além de neutralizar as investidas paulistas, a equipe ainda levou relativo perigo em cobranças de falta. 


Cobrança de falta que levou bastante perigo à meta do Audax. Foto: Fernando Martinez. 

Mas aos 14 minutos acabou acontecendo o lance que definiu a peleja. O árbitro marcou pênalti em saída do goleiro Andrezon nos pés de um dos atacantes do time amarelo. Vendo o jogo atrás do gol, ficamos com a clara impressão que não houve falta. Pensando igual a nós, os atletas botafoguenses ficaram indignados e partiram com tudo pra cima da autoridade máxima no campo. 


Segundo gol do Audax, virando o marcador contra o Botafogo/PB. Foto: Fernando Martinez. 

Foram alguns minutos de confusão, que terminaram com a expulsão de Léo após ele dizer que o árbitro era "juiz de botão". Na cobrança, Caio bateu firme e virou o jogo. Atrás no marcador e com um atleta a menos, o Botafogo suportou a pressão por apenas mais 10 minutos. Depois disso, o Audax deitou e rolou em cima da estafada zaga do alvi-negro. 


Os últimos 20 minutos foram com o Audax ocupando todo o setor defensivo do Botafogo/PB. Foto: Fernando Martinez. 

Num período de 19 minutos, o Audax marcou nada menos do que cinco vezes, aplicando a primeira grande goleada da 44ª edição da Copa São Paulo. Os gols saíram de todos os jeitos possíveis (de cabeça, após chute de longe e de perto) aos 25, 29, 33, 39 e 44 minutos respectivamente com Vítor, Caio, Nichollas, Jorge e novamente o camisa 9 Jorge. 


Escanteio pela esquerda. Foto: Fernando Martinez. 

No final, o marcador apontou o resultado de Audax 7-1 Botafogo/PB. Essa foi a maior vitória da equipe paulista da história da Copinha e a segunda maior goleada sofrida pelos paraibanos até hoje. O time amarelo do super-mercado se credencia com sobras a uma vaga na próxima fase. 

Som o sol trincando no céu, ainda faltavam outros 180 minutos em Louveira, agora com um duelo diretamente da Série A do Brasileiro... 

Até lá! 

Fernando

sábado, 12 de janeiro de 2008

Vitória do Grêmio em jogo fraco no Baetão

Fala pessoal!

Depois então do jogo do Tigre do ABC no Baetão, agora foi a vez de ver a segunda partida do grupo no histórico estádio. O mais legal é que realizei um sonho de infância vendo um jogo à noite no estádio. Para quem cresceu nos anos 80 vendo na TV gols por lá com as luzes acesas, foi muito legal poder ter acompanhado esse jogo, já que acredito que fazia tempo que não tinha jogo noturno por lá. E o jogo em questão foi entre Grêmio e o Botafogo/PB.

Infelizmente nesse jogo não consegui as fotos posadas já que o time gremista fez o favor de embaçar ao extremo para entrar no gramado. O trio de arbitragem e o time paraibano fizeram sua parte, mas o Grêmio, desrespeitando a transmissão da TV, a imprensa em geral e principalmente a torcida, não cumpriu o mínimo que tinha que cumprir: fazer com que o jogo começasse na hora. Fica o registro do infeliz gesto dos gaúchos.

Grande parte da torcida ficou presente por lá, talvez para tentar ver outro massacre gremista. Mas o que se viu durante os 90 minutos desse jogo foi algo digno de filmes de horror, com uma partida completamente sem graça no gramado.


O Grêmio se lança ao ataque no começo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

O time do sul do país talvez tenha gasto todo seu potencial de ataque no primeiro jogo da Copinha, fazendo 12 gols, pois no jogo contra o Botafogo o que se viu foi uma má-vontade dos jogadores gremistas, que não conseguiam se desvencilhar da marcação adversária. E nas vezes em que chegava ao gol, o goleiro botafoguense fazia ótimas intervenções.


Um dos poucos ataques do Botafogo/PB, para delírio da torcida no Baetão. Foto: Fernando Martinez.

Olha, até a animação dos gremistas e dos que torciam para o Bota foi se desmanchando conforme o tempo ia passando, devido à baixa qualidade do jogo. Numa indolência tremenda, o Grêmio só chegou ao seu primeiro gol aos 36 minutos, quando abriu o placar em gol de cabeça depois de cruzamento da esquerda. Aos 47 o time ampliou em mais um gol de cabeça e o jogo foi para o intervalo em 2 a 0.


Lance do jogo entre Botafogo/PB e Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo, ficamos por lá curtindo a noite em São Bernardo do Campo e fazendo planos do que ver no final-de-semana. Um seu Natal sonolento e um Jurandyr afetado foram os pontos altos dos 15 minutos de descanso dos jogadores, como sempre. E para os torcedores que restaram a esperança era que o jogo pudesse melhorar no tempo final.

Mas o segundo tempo foi ainda pior do que o primeiro, sem nenhuma emoção e sem graça total. Olha, esse jogo já é candidato fortíssimo para os piores jogos de 2008 e por incrível que pareça, vi que uma partida com gols pode ser pior do que muitas sem a abertura de contagem.


Visão geral do jogo, com a torcida quase dormindo no Baetão. Foto: Fernando Martinez.

Aos 36 minutos o Grêmio ainda marcou mais um, mas nada que animasse nem em 10% o público por lá. O pessoal que resistiu contava os minutos para que o árbitro apitasse o final da partida. O seu Natal inclusive chegou literalmente a dormir durante os minutos finais. Olha, foi coisa de doido!


Marcação gremista em tentativa de ataque do Botafogo/PB. Foto: Fernando Martinez.

E para alívio de todos, o jogo terminou com o placar de Grêmio 3-0 Botafogo/PB. Olha, a primeira impressão que tivemos do Grêmio, avassalador e favoritíssimo ao título, ficou um tanto quanto manchada com essa apresentação. Acredito que o time tenha se poupado, caso contrário ele não chega muito longe não.

Depois do jogo ainda o seu Natal me escoltou até os estúdios da ClicTV para o genial Programa Porão Sonoro estrear nas madrugadas virtuais... Já pensando na rodada do final-de-semana.

Muita coisa boa vem aí!

Fernando