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segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Uma virada do Tigre para espantar o frio no Primeiro de Maio

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sexta-feira reservou meu retorno aos jogos do Campeonato Brasileiro da Série B após quase quatro anos. Ainda não tinha conseguido ir até o Estádio Primeiro de Maio ver de perto o São Bernardo FC em ação, muito por conta dos horários ruins, mas desta vez deu certo. O duelo contra o CRB foi válido pela 31ª rodada.

Minha última vez na Segundona nacional tinha sido para acompanhar o acesso do Vasco da Gama em cima do Ituano em 2022. Na Grande São Paulo, a última lembrança era a vitória do antigo Oeste de Barueri contra o Paraná Clube na última rodada da edição de 2020, em jogo disputado em janeiro de 2021. Já no ABC Paulista, não via a B desde 5 de outubro de 2013, em triunfo do São Caetano por 3 a 1 contra o Paysandu. Para fechar a série de efemérides, não via o CRB ao vivo desde 22 de setembro de 2012 (!), quando o time alagoano perdeu para o Azulão por 3 a 2. Muitos números.

O Tigre do ABC chegou a liderar a Segundona durante a Copa do Mundo, porém depois a campanha degringolou. Da 13ª até a 25ª rodada, ganhou apenas uma vez e chegou perigosamente perto da zona de rebaixamento. Nos últimos cinco compromissos, venceu três vezes e se afastou da degola, ocupando a 12ª posição com 42 pontos. Uma vitória contra o CRB, que estava na sétima posição com 48, livraria a equipe matematicamente da queda em seu primeiro ano de disputa.

Estive nessa com a dupla Luigi e Milton e saímos da capital cedo para evitar aquela costumeira muvuca no trem. Ao chegarmos à estação Santo André, pegamos um Uber e, cerca de uma hora e meia antes do apito inicial, já estávamos ao lado do estádio. Deu tempo de fazer uma boquinha antes de seguir para a peleja. No Primeiro de Maio, tudo certo para ver um jogo bem legal. Vale registrar que somente os donos da casa fizeram a foto oficial. O CRB se recusou a posar. Baita antipatia e ranço demais de clubes que fazem isso. É um golpe contra a própria história.



Os times perfilados no Hino Nacional Brasileiro e o São Bernardo FC posando para a foto oficial. O CRB, mais um que se acha o Real Madrid, se recusou a posar apesar dos vários pedidos


O árbitro Matheus De Moraes Silva (DF), os assistentes Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Isabela Morais Vivas (DF), o quarto árbitro Rodrigo Fernandes Junior (SP) e os capitães dos times

Fez muito frio durante a partida, um presente para quem espera o tal El Niño monstro sofrendo por antecedência. O gosto ruim ficou por conta do primeiro tempo. Olha, o jogo foi terrível, ruim demais. Não havia absolutamente nada de bom a dizer sobre o que (não) rolou nos primeiros 45 minutos. Já estava ficando com medo daquele 0 a 0 modorrento quando o cenário mudou por completo na etapa final.

O CRB retornou animado e Thiaguinho abriu o placar aos sete, completando um preciso cruzamento de Dadá Belmonte pela esquerda. O que poderia ser um golpe fatal para as intenções do Tigre do ABC acabou se tornando motivação. Não demorou para o escrete local deixar tudo igual. Dudu Miraíma bateu escanteio no segundo pau e Jemerson acertou um chutaço aos 13. Cinco minutos depois, em outro tiro de canto, Vitor Caetano afastou e Lucas Lima mandou um belíssimo chute de direita, acertando o ângulo e colocando o São Bernardo FC na frente.

Os alagoanos se mandaram em busca de nova igualdade e quase conseguiram em dois momentos, com Bressan e Thiaguinho. Aos 35, em uma contra-ataque de almanaque, Pedrinho fez grande jogada individual, entrou na área e mandou no ângulo. Foi o terceiro dos donos da casa. Alex Alves ainda salvou a pátria do Tigre em duas boas oportunidades do CRB. No fim, grande vitória paulista, a segunda seguida em casa.





O primeiro tempo no Primeiro de Maio foi muito fraco



Na etapa final, tudo mudou. O jogo foi muito melhor




O goleiro do CRB afastando a pelota, Lucas Lima chutando com classe e comemorando a virada do São Bernardo FC



Pedrinho marcou outro golaço para o Tigre e fechou o belo triunfo



Mais dois momentos de São Bernardo FC x CRB no ABC


O São Bernardo FC venceu a segunda partida seguida no Primeiro de Maio e chegou ao número mágico pensando na permanência na Série B em 2027

O 3 a 1 deixou o clube amarelo e preto em 11º lugar, livre da ameaça de rebaixamento com 45 pontos, sete abaixo do sexto colocado Atlético/GO. O CRB ficou na sétima posição com os mesmos 48. Vale lembrar que os dois primeiros — até aqui Vila Nova e Juventude — conquistam o acesso direto, enquanto os clubes que terminarem entre o terceiro e o sexto lugar disputam uma repescagem, novidade implementada este ano pela CBF.

Toda a rapaziada presente fez aquela gloriosa via-crúcis para voltar do Primeiro de Maio com o combo trólebus + trem + metrô. Da minha parte, futebol só semana que vem. Em tempos de saúde ainda dando trabalho, ficar de molho é sempre bom.

Até a próxima!

Ficha Técnica: São Bernardo FC 3-1 CRB

Local: Estádio Primeiro de Maio (São Bernardo do Campo); Árbitro: Matheus de Moraes Silva/DF; Público: 834 pagantes; Renda: R$ 10.320,00; Cartões amarelos: Hugo Mendes (PF-SBFC), Alex Alves, Vinícius Bergantin e Bressan; Gols: Thiaguinho 6, Jemerson 14, Lucas Lima 18 e Pedrinho 35 do 2º.
São Bernardo FC: Alex Alves; Hélder (Marcão), Jemerson e Luizão; Rodrigo Ferreira (Hugo Sanches), Foguinho (Lucas Lima), Dudu Miraíma (Romisson) e Mário Sérgio; Pedrinho, Felipe Garcia e Fabrício Daniel (Lucas Fernandes). Técnico: Vinícius Bergantin.
CRB: Vitor Caetano; Kevin, Bressan, Lyncon e Reverson (Lucas Lovat); Pedro Castro (Geovane), Crystopher e Danielzinho (Vinícius Nunes); Thiaguinho (João Neto), Mikael e Dadá Belmonte (Ygor Catatau). Técnico: Fábio Matias.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

Oeste vence e rebaixa o Paraná Clube para a Série C em 2021

Texto e fotos: Fernando Martinez


Estamos quase em fevereiro e somente agora encerrei a complicadíssima temporada de 2020 do futebol. Cortesia da pandemia e da teimosia de dirigentes da CBF e das agremiações em não fazer torneios mais curtos em virtude de tudo que estamos passando desde o começo do ano passado. Marquei presença na Arena Barueri na despedida do Oeste atuando na sua casa no Campeonato Brasileiro da Série B contra um desesperado Paraná Clube, este correndo o risco ser rebaixado para a Série C pela primeira vez na sua história.

O onze paranista chegou na Grande São Paulo precisando vencer a todo custo e torcer por um triunfo do Botafogo de Ribeirão Preto em cima do Vitória na sequência da rodada noturna. Isso acontecendo, a decisão do rebaixamento seria adiada até o final de semana. Caso o tricolor não derrotasse o lanterna na competição, a triste queda seria confirmada. Uma situação lamentável que apenas é a ponta do iceberg de todos os problemas vividos pelos paranaenses.


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

O antigo rubro-negro de Itápolis é odiado por nove entre dez fãs de futebol, fato. Independentemente de qualquer coisa, eu fiquei triste com o rebaixamento. A partir de 2021 ficarei sem opções de jogos na segunda divisão nacional perto de casa. Serão apenas dois paulistas no certame - Guarani e Ponte Preta - e ficar indo até Campinas ver time que já vi não rola. Perderei a chance de ver Brusque, Botafogo, Cruzeiro, Vasco da Gama, entre outros, aqui do lado. Pensando no JP, a queda foi uma tragédia.

Por tudo isso, eu não tinha como ficar de fora dessa despedida. Novamente fui credenciado com o auxílio do "amigo do JP" Luciano Claudino, o maior fotógrafo da região de Sumaré, Valinhos e Monte Mór. Assisti os 90 minutos com apenas outro fotógrafo, claro que bem longe de mim, na área reservada. Dali acompanhei a triste (e depois melancólica) missão dos visitantes.

O Paraná foi melhor do que o Oeste durante a maior parte do tempo, só que as finalizações não estavam calibradas. Na fraca etapa inicial, a rigor foram apenas duas oportunidades dignas de registro, ambas antes dos dez minutos. Bruno Lopes e depois Jean Victor perderam. O escrete local só pensou em se defender e criou somente uma (!) finalização. Nos 40 minutos restantes, futebol de baixíssima qualidade que mostrou o motivo dos dois estarem na rabeira da tabela.





O Paraná entrou em campo sob a terrível ameaça de rebaixamento. Só que na etapa inicial pouco fez para superar a meta defendida por Glauco

Sentindo que a vaca estava a caminho do brejo, o Paraná voltou ligado ao gramado e antes dos cinco minutos da etapa final teve o dom de jogar fora três precisos momentos com Kaio, Bruno Lopes e Meritão, aqui com finalização na trave. O script seguia aquele roteiro trágico que acompanha os rebaixados. Pairava no ar a quase certeza de que a noite não seria nada feliz para o Tricolor da Vila Capanema.

Os comandados de Márcio Coelho permaneceram com o último toque totalmente descalibrado. O Oeste aos poucos foi se soltando e vendo que tinha como beliscar algo a mais do que apenas um ponto. Aos 29 Pedrinho chegou a abrir o placar em tento que foi anulado pela arbitragem. Aos 32, Jean Victor cobrou falta e Glauco espalmou. Em rápido contra-ataque os paulistas assustaram aos 39 com tiro de Kalil que Renan se esticou para defender.

O 0x0 não era suficiente. Acontece que, por um capricho do destino, o clube sete vezes campeão estadual paranaense e campeão da Série B de 1992 sofreu o golpe fatal aos 44 minutos. Salazar cometeu falta na meia-lua e levou cartão amarelo. Raí Ramos cobrou a falta, a bola desviou em Karl e enganou Renan. Gol do Oeste. O gol que colocou o Paraná na terceira divisão nacional de 2021.




O Paraná voltou melhor para o tempo final, mas não transformou o domínio no gol que tanto sonhava



A cobrança de falta de Raí Ramos e a comemoração dos atletas paulista no gol da vitória contra o tricolor paranaense


A derrota rebaixou o Paraná Clube pela primeira vez para a Série C do Campeonato Brasileiro. 2021 será um ano difícil...

O Oeste 1-0 Paraná decretou o primeiro rebaixamento tricolor ao terceiro nível do nacional desde que iniciaram suas participações no Brasileiro em 1990. Naquele ano eles disputaram a Série C e conquistaram o acesso. Desde então, apenas participações espalhadas pelas duas principais divisões do país. Será um enorme choque de realidade e com tudo que está acontecendo nos bastidores, precisarão lutar muito se quiserem voltar rapidamente.

O Oeste ainda joga contra o Sampaio Correa na sexta-feira, se despedindo da Série B após oito anos consecutivos. Sinceramente não sei o que esperar do rubrão e por enquanto o choque será que, daqui a um mês, eles estarão jogando a Série A2 do estadual. Saem Cruzeiro, América Mineiro e Chapecoense como adversários e entram Monte Azul, Rio Claro e Sertãozinho, grandes baluartes do interior, mas além do poderio midiático de boa parte das equipes da segundona brasileira.


Oito anos depois de subir para a Série B, o Oeste volta à Série C. A equipe certamente terá uma missão difícil se quiser retornar

Com esse post me despeço da conturbada, triste e confusa temporada 2020 do futebol tupiniquim. Começamos ela com uma maratona inesquecível na Copa São Paulo em janeiro, uma viagem maravilhosa pelo interior no Carnaval em fevereiro e uma pequena turnê pelo Centro-Oeste em março. Um início promissor que foi interrompido pela pandemia. Como se a tristeza por estarmos vivendo esse momento surreal não bastasse, quando penso o que 2020 poderia ter sido fico ainda mais chateado. Faz parte. Resta fazer nossa parte e aguardar que tudo possa voltar ao "normal" o quanto antes apesar do insano boicote que os governantes promovem contra a população.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 1-0 Paraná Clube

Local: Arena Barueri (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Carvalhaes de Miranda/RJ; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Pedrinho, Maurício, Bruno Alves, Higor Meritão, Salazar, Jean Victor; Gol: Raí Ramos 44 do 2º.
Oeste: Glauco; Raí Ramos, Victor Lisboa, Maurício e Douglas (Luanderson); Matheus Índio (De Paula), Léo Ceará (Tite), Bruno Miguel e Diogo; Bruno Alves (Kalil) e Pedrinho (Welliton). Técnico: Roberto Cavalo.
Paraná: Renan; Kaio, Salazar, Hurtado e Jean Victor; Gabriel Kazu (Gabriel Pires), Paulo Henrique (Juninho), Karl e Higor Meritão (Guilherme Biteco); Bruno Lopes (Mikael) e Thiago Alves (Andrew). Técnico: Márcio Coelho.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

Confiança vence o Oeste em noite magistral de Caíque França

Texto e fotos: Fernando Martinez


A programação futebolística sábado passado não foi missão para amadores. Sair de casa no meio de uma pandemia com a ideia de assistir o confronto entre Oeste e Confiança do Sergipe, um rebaixado e o ameaçado pela queda no Campeonato Brasileiro da Série B não é fácil. Levando em conta que a ação começaria às 21 horas (!) na Arena Barueri, a tarefa poderia ser considerada uma espécie de 13º trabalho de Hércules.

Bola cantada há bastante tempo, os rubro-negros tiveram o rebaixamento confirmado um dia antes. Com o triunfo do Figueirense em cima do Náutico, ficou matematicamente impossível os paulistas saírem da zona de rebaixamento, local em que bateram cartão desde a quarta rodada do torneio. Cortesia do primeiro turno assombroso que fizeram. Na virada do returno todo mundo já sabia que isso aconteceria.

O que poucos esperavam era a queda de rendimento do Confiança. Na 26ª rodada o Dragão estava na sétima posição com 39 pontos, apenas quatro abaixo do G4 e lutando por uma vaga entre os quatro melhores. Nos oito jogos seguintes, uma tragédia: uma vitória e sete (!) derrotas. Ocupando agora o 14º lugar, o rebaixamento é bem improvável, agora, uma vitória contra o lanterna era obrigação em busca da salvação definitiva.

Tinha visto o elenco profissional do escrete sergipano apenas uma vez. Foi durante o octogonal final da Série C de 2008, a meu ver a melhor fórmula que já fizeram para decidir a terceirona, num confronto contra o Guarani de Campinas no Brinco de Ouro (triunfo de 5x1 a favor do Burge). As outras duas vezes foram na Copinha, curiosamente ambas contra o Sertãozinho: em 2013 na mesma Arena Barueri e ano passado na casa do Touro dos Canaviais.

Devidamente credenciado e apreciando a belíssima iluminação da Arena (ainda acho genial como o estádio ficou muito melhor após terem colocado os novos refletores), vi um duelo em que o Confiança foi amplamente superior ao Oeste. Os donos da casa tiveram uma apresentação pífia e só não foram impiedosamente goleados pois Caíque França, arqueiro paulista, teve uma atuação maravilhosa e digna de almanaque.





Rebaixado horas antes do jogo, o Oeste não foi nada bem contra o Confiança. Os sergipanos levaram bastante perigo. Na terceira foto, chute colocado e grande defesa de Caíque França. Depois, detalhe do gol de pênalti de Reis

Sem nenhum exagero, só no primeiro tempo o arqueiro fez seis (!) ótimas intervenções, evitando com classe o tento do Dragão. A melhor delas aconteceu aos 30 minutos, quando Nirley cabeceou cara a cara e ele defendeu com o pé na base do puro reflexo. Ele só não conseguiu salvar a pátria rubro-negra no pênalti batido por Reis no cantinho aos 40, gol que colocou os sergipanos em vantagem.

Na etapa final a peleja deu uma caída de produção. O que não mudou foi o enorme domínio visitante e a completa apatia dos atletas locais. Caíque França colocou mais três defesas importantes na lista. Aos 30 ele impediu o segundo gol do Confiança quando, de novo com o pé, salvou um chute à queima-roupa de Caique Sá. Por essas e por outras, a partida poderia estar rolando até agora que o placar não teria sido alterado.





O segundo tempo teve o Confiança ainda melhor, mas o placar não sofreu alteração. Nova derrota do rubro-negro na Série B

O Oeste 0-1 Confiança levou o escrete azulino aos 45 pontos, o "número mágico" da salvação contra a queda. Faltando três rodadas, duvido que sejam rebaixados. Já os paulistas, que vão terminar a Série B de 2020 na lanterna, pretendem encerrar a participação na segundona de forma digna. Na Arena terão apenas um compromisso, contra o Paraná Clube, e eu certamente marcarei presença.

Por conta do horário, tive que sair correndo do estádio. Tinha que andar correr até a estação de trem, esperar o mesmo, percorrer o trajeto até Osasco e depois até Pinheiros. Tudo antes da meia-noite, horário de fechamento da Linha Amarela do metrô. Os astros ajudaram e por questão de três minutos consegui fazer o caminho com sucesso. Em época de notícias ruins, as pequenas alegrias fazem toda a diferença.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 0x1 Confiança

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Paulo Renato Coelho/RJ; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Yuri, Matheus Índio, Victor Lisboa, Caio Vinícius, Serginho, Madison; Gol: Reis (pênalti) 41 do 1º.
Oeste: Caíque França; Raí Ramos, Victor Lisboa (Ramon), Maurício e Rael (Matheus Índio); Yuri, Léo Ceará (Kalil), Caio Vinícius (Betinho) e Diogo (Bruno Lopes); Fábio e Pedrinho. Técnico: Roberto Cavalo.
Confiança: Rafael Santos; Thiago Ennes, Nirley, Luan e Silva; Madison, Serginho (Jeferson) e Guilherme Castilho; Iago, Bruno Paraíba (Caíque Sá) e Reis (Everton). Técnico: Daniel Cerqueira.
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Oeste começa 2021 derrotando o Figueirense na Arena

Texto e fotos: Fernando Martinez


Mesmo sem parecer, começou 2021. No sábado passado fiz a minha estreia no novo ano apesar de ser tudo ainda relacionado à 2020. Uma época estranha, bizarra e difícil de se acostumar. Iniciando os trabalhos, fui até a Arena Barueri acompanhar o Oeste x Figueirense válido pela 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B.

Por estarmos vivendo num ambiente de exceção, a temporada 2021 começou com um enorme desfalque: a não realização da Copa São Paulo de Juniores. Desde que o JP nasceu cobrimos o torneio de base mais importante do país com afinco, mostrando inúmeros times pequenos atuando nos estádios da capital e do interior. A FPF decidiu pelo cancelamento em virtude das dificuldades impostas pela pandemia. Atitude correta, o que não transforma o fato de chegar janeiro sem aquela avalanche de coberturas em algo natural ou agradável. Vamos ver para que ela volte com tudo em 2022.


O clique foi já com os atletas saindo do quadro, mas fica o registro dos árbitros e dos capitães a peleja que abriu o futebol em 2021

Como os certames de 2020 estão pegando fogo, a reta final foi empurrada até o final de fevereiro. Pena que teremos poucas coberturas nesses dois meses e vamos ter que assistir tudo que tivermos chance. Por isso que encarei o transporte público da Grande São Paulo com o receio de sempre só para ver o duelo entre o 16º e o lanterna da Série B nacional. Em 2019 eles cometeram um dos piores jogos da minha vida, uma semana antes da Copa América.

Apesar de matematicamente não, é fato que o rubro-negro paulista já está rebaixado para a Série C. Culpa do primeiro turno assombroso que fez. No segundo as coisas melhoraram muito, mas já era tarde. Depois da derrota por 2x0 contra o Cuiabá, os baruerienses venceram o Vitória em casa e empataram com o Botafogo no interior. O Figueira luta contra a queda e dos últimos oito compromissos perdeu apenas um. Tentando ratificar a boa fase, um triunfo contra o pior time era essencial.

O grande problema dos visitantes foi que o Oeste fez uma etapa inicial acima da média e chegou aos 2x0 com relativa facilidade. O gol que abriu a contagem foi uma pintura e saiu dos pés de Pedrinho. O jogador recebeu na intermediária e acertou um chute maravilhoso no ângulo esquerdo de Rodolfo Castro. A vantagem foi ampliada aos 30 com Bruno Alves. Fora os 2x0, os locais tiveram outros dois lances de perigo.





Detalhes do primeiro tempo de Oeste x Figueirense. A diferença de fotos noturnas ali com a iluminação nova é brutal

Antes do segundo tempo começar fui obrigado a sacar meu glorioso moletom do Ferro Carril Oeste pois estava frio (!). Em pleno dois de janeiro eu assisti 45 minutos de futebol agasalhado, uma pequena dádiva em meio de tantas notícias ruins. Com esse cenário o Figueira voltou melhor e disposto a correr atrás de um resultado melhor. Logo aos 10 minutos diminuíram com Lucas Barcelos aproveitando rebote do travessão. Erison, aos 23, ficou com a sobra na direita e finalizou pela linha de fundo.





Momentos do segundo tempo. O jogo foi bom, mas o que mais me impressionou mesmo foi que todas as fotos ficaram decentes, algo impensável até o ano passado

Na meia hora final o rubrão se segurou e neutralizou bem as agora tímidas investidas do adversário. O alvinegro chegou em Barueri contando com três pontos em cima do último colocado e terminou a peleja frustrado. O Oeste 2-1 Figueirense não tirou os paulistas da lanterna, duvido que saiam até a última rodada inclusive, porém ampliou a série invicta para três partidas. Os catarinenses podem voltar ao Z4 se o Náutico vencer o Confiança na noite de hoje. Independente disso, seguem ameaçadíssimos pela queda.

Aproveito e agradeço o "amigo do JP" Luciano Claudino pelo credenciamento do que vos escreve. É mais fácil conseguir credenciamento em uma Copa do Mundo sub-17 da FIFA do que em um jogo com pouco interesse da Série B. Graças a ele eu conseguirei me fazer presentes nas duas últimas apresentações do escrete rubro-negro. Antes disso ainda tem cobertura dos torneios de base da CBF.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 2-1 Figueirense

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Andrey da Silva e Silva/PA; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Lídio, Fábio, Bruno Lopes, Betinho, Alecsandro, Arouca, Matheus Neris; Gols: Pedrinho 19 e Bruno Alves 31 do 1º, Lucas Barcelos 10 do 2º.
Oeste: Glauco; Matheus Rocha (Eder Sciola), Victor Lisboa, Maurício e Rael; Lídio (Betinho), Bruno Alves (Bruno Lopes), Yuri e Caio Vinícius; Fábio (Luan) e Pedrinho. Técnico: Roberto Cavalo.
Figueirense: Rodolfo; Thiaguinho, Jhonatan, Vítor Mendes e Renan Luis; Patrick (Arouca), Matheus Neris, Bruno Michel e Lucas Carvalho (Erison); Lucas Barcelos (Davi Kuhn) e Alecsandro (Guilherme Teixeira). Técnico: Julian Tobar.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

Cuiabá vence o Oeste e volta ao G4 da Série B

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quando o Campeonato Brasileiro da Série B começou no meio de um dos piores períodos da pandemia, eu tinha a certeza de que não veria nenhum jogo do torneio pois o credenciamento ficou super restrito. Aí pintou o auxílio luxuoso do "amigo do JP" Luciano Claudino e finalmente pude fazer a minha estreia. Não poderia esperar outra coisa do maior fotógrafo de Campinas e região. Na pauta, o encontro entre Oeste e Cuiabá na Arena Barueri pela 29ª rodada.

Matematicamente o clube paulista ainda não foi rebaixado, mas é certo que isso irá acontecer. Já dava para ter uma ideia desde a horrenda e catastrófica performance no primeiro turno: uma vitória, quatro empates e assustadoras 15 derrotas. No segundo melhorou um pouco, só que o cenário de terra arrasada deixa como única dúvida quando a queda será confirmada. A partir de 2021 vai ficar complicado ver de perto a Série B.


Se em jogo de divisão menor já não está rolando, imagina em jogo de campeonato nacional. Não teve foto posada, só a imagem tradicional dos capitães e trio de arbitragem

O Cuiabá por sua vez luta pelo acesso desde o começo do certame. Os mato-grossenses ocupavam a sexta posição e um triunfo contra o lanterna era obrigação. É fato que tem vários times legais querendo uma vaga na Série A do ano que vem e torço pelo sucesso do Dourado e do Sampaio Corrêa. Ah, vale lembrar tinha visto o escrete verde e amarelo apenas uma vez, em 2017. Foi em Campinas, no empate seguido de vitória nos pênaltis que eliminou a Ponte Preta da Copa do Brasil daquele ano.

Fez calor em Barueri e, de boa na arquibancada superior, acompanhei uma partida em que o onze local começou melhor e não deu espaços ao adversário. Não que isso tenha se traduzido em bons ataques, longe disso, mas pelo menos equilibraram as forças. O grande problema é que quando a fase está ruim geralmente as coisas não vão muito bem. Na primeira boa chegada dos visitantes, o marcador foi inaugurado. Felipe Marques tocou em profundidade, Elton recebeu e bateu na saída de Caíque França. Cuiabá 1x0.





Lances do primeiro tempo entre Oeste e Cuiabá

Antes do intervalo os cuiabanos por pouco não ampliaram a vantagem quando Pierini chutou da entrada da área e a finalização tirou tinta da trave depois de desvio em Luanderson. O Oeste tentou, e sem conseguir assustar o arqueiro João Carlos desceu aos vestiários com a derrota parcial nas costas. A rapaziada comandada pelo técnico Roberto Cavalo retornou ao gramado mostrando bastante força de vontade.

O Dourado se segurou na defesa e viu os donos da casa criarem o melhor momento aos 24 minutos. Pedrinho recebeu passe de Fábio e mandou a bicuda. Caprichosamente a pelota acertou a trave. Com a estrela em dia, os visitantes, que até então não tinham atacado na etapa final, marcaram pela segunda vez aos 31. Yago chutou, Luanderson desviou e o rebote ficou nos pés de Jenison. O camisa 18 só teve o trabalho de completar.

O jogo deu uma caída após o 0x2 e o que chamou a atenção foi um belíssimo arco-íris que brilhou no céu de Barueri. Confesso que deixei de acompanhar o que estava rolando no gramado e fiquei de olho no fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro (aproximadamente) contínuo quando o sol brilha sobre gotículas de água suspensas no ar (valeu, Wikipedia). JP também é cultura, amiguinhos.





Mesmo tendo melhorado em relação ao primeiro turno, o Oeste certamente não vai conseguir fugir do rebaixamento. O 0x2 deixa os paulistas mais próximos da Série C e o Cuiabá pensando cada vez mais na Série A


O belíssimo arco-íris que pintou no céu de Barueri no decorrer do segundo tempo

O placar final de Oeste 0-2 Cuiabá, combinado com as derrotas de Juventude e Sampaio, recolocaram a agremiação do Centro-Oeste no G4, especificamente na terceira posição. Faltando nove rodadas, eles disputarão o acesso até o fim. O rubrão permanece (e nada irá mudar a situação) no último lugar a caminho da Série C. Na sexta receberão o ameaçado Vitória.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Oeste 0-2 Cuiabá

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Adriano Barros Carneiro/CE; Público e renda: Portões fechados; Gols: Elton 27 do 1º e Jenison 31 do 2º.
Oeste: Caíque França; Matheus Rocha (Eder Sciola), Vitor Lisboa, Luanderson e Salomão; Maurício (Bruno Lopes), Yuri, Caio Vinícius (Luan) e Léo Ceará (Kauã Jesus); Fábio e Pedrinho. Técnico: Roberto Cavalo.
Cuiabá: João Carlos; Lucas Ramon, Ednei, Anderson Conceição e Romário; Auremir, Gabriel Pierini, Rafael Gava (Nenê Bonilha) e Felipe Marques (Maxwell); Elton (Jenison) e Marcinho (Yago). Técnico: Allan Aal
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