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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Ibrachina faz a lição de casa diante do Brasilis

Texto e fotos: Fernando Martinez


A madrugada de sexta para sábado foi terrível em termos de sono. A noite péssima acabou me dando a oportunidade de cobrir uma rodada dupla na manhã de sábado, pelos estaduais infantil e juvenil da FPF. Na abertura da jornada, teve confronto entre Ibrachina e Brasilis pelo Campeonato Paulista sub-15, na Mooca.

Ainda não tinha acompanhado nenhuma rodada dupla do escrete paulistano naquele ano. Deu certo porque dormi só meia hora e, como o sono custou a chegar, decidi ir até a Ibrachina Arena. Minha última jornada em dobro ali tinha sido em 21 de junho do ano passado, quando acompanhei dois jogos e vi um duplo 3 a 0 contra o Colorado de Caieiras, ainda pela primeira fase.




Times posados na base do grito e a imagem dos capitães com o quarteto de arbitragem

A campanha do Ibrachina em 2026 é absurda. Até o duelo contra o clube de Águas de Lindoia, nada menos do que 19 jogos com 17 vitórias, um empate e apenas uma derrota. A equipe vinha de 15 triunfos consecutivos e, depois de fazer 1 a 0 fora de casa, tinha tudo para se garantir nas oitavas de final da competição. Para o Brasilis, restava uma espécie de milagre. É, só que ele não aconteceu.

Quando a bola começou a rolar, ficou claro que o favoritismo do Ibrachina não permitiria sustos. A pressão foi grande e, aos 18 minutos, Daniel Zanini abriu o marcador. O segundo gol saiu três minutos depois, em bonita jogada de Pedro Mello. Ele recebeu passe vindo da esquerda, deu um drible incrível no goleiro e tocou calmamente para as redes.

Na etapa final, que acompanhei com a dupla Milton e Victor debaixo das cabines, o único lugar com sombra por ali, o domínio dos donos da casa continuou, embora o ímpeto ofensivo tenha diminuído. Mesmo com boas chances, o time marcou apenas mais uma vez, com Pedro Miguel, e garantiu sua vaga nas oitavas de final sem muito esforço. O adversário do clube mooquense será o Grêmio Prudente.







O Brasilis pouco fez e o Ibrachina foi senhor do jogo pelo Paulista sub-15


Daniel Zanini marcou o primeiro. Aqui a comemoração



Pedro Mello fez o segundo, o mais bonito gol da manhã


Vitória tranquila e segura do Ibrachina, que agora está nas oitavas

Após o 3 a 0 da equipe sub-15, foi a vez do Paulista sub-17 pedir passagem. Mudou o campeonato e o adversário, mas a postura do Ibrachina juvenil foi a mesma.

Até lá!

Ficha Técnica: Ibrachina 3-0 Brasilis

Local: Ibrachina Arena (São Paulo); Árbitro: Marcos Roberto de Jesus Nunes; Público e Renda: Portões abertos; Gols: Daniel Zanini 18 e Pedro Mello 21 do 1º, Pedro Miguel 19 do 2º.
Ibrachina: Enrico Buosi; Arthur Sampaio (Leonardo Borges), Murilo Nascimento, Francisco Ortega (Govani Oliveira) e Lucas Antônio (Miguel Silva); Daniel Carvalho (Igor Balbo), Pedro Mello (Murilo Ribeiro), Rhuan Andaluz e Pedro Miguel (Kauã Sores); Daniel Zanini (Cauã Ferreira) e Matheus Landim. Técnico: Hugo Valsi.
Brasilis: Lucas; Yuri, Ducatti, Gustavo (Zé Gabriel) e Thobias; Nubiato, Miguel (Formiga), Patrick (José Pedro) e Zé Kaick (Bordin); Breno (PH) e Japa (Gabriel). Técnico: Cícero Martins.

domingo, 25 de maio de 2025

Em jogo insano, Brasilis arranca empate após 3 a 0 contra em Cosmópolis

Texto e fotos: Fernando Martinez


O segundo jogo da sexta-feira também valeu pela rodada de abertura do Campeonato Paulista sub-20 da Série B. Fomos ao Estádio Thelmo de Almeida, em Cosmópolis – o 244º da minha lista – para acompanhar o duelo entre Cosmopolitano e Brasilis, equipe que eu não via há bastante tempo. Jogo bem interessante.

Saímos de Valinhos, onde o time da casa bateu o El Shaday na sessão matutina, e percorremos cerca de 50 quilômetros até Cosmópolis. A ideia inicial era seguir um pouco mais longe, até Porto Ferreira, para ver dois clubes inéditos, mas não deu. Essa jornada segue no radar e farei em um futuro bem próximo. Chegamos cedo, tranquilamente, e logo estávamos na nova casa do futebol local.

O atual Estádio Thelmo de Almeida carrega o nome do antigo campo do Cosmopolitano Futebol Clube, fundado em 1915 e tradicionalíssimo no futebol amador da região. Nos anos 2000, o terreno foi comprado pelo grupo Carrefour, que planejava construir um hipermercado com lojas, restaurantes e afins. O projeto enfrentou resistência da população e nunca saiu do papel. Depois, o espaço passou por várias propostas diferentes, nenhuma concretizada. Acabou ficando com uma incorporadora, que o loteou, encerrando uma história de quase 80 anos. Como homenagem, o novo estádio herdou o mesmo nome.


A entrada principal do atual Estádio Thelmo de Almeida


Visão geral do simpático estádio do time de Cosmópolis


Arquibancada principal do Thelmo de Almeida

O Cosmopolitano Sports surgiu de uma parceria entre o Cosmopolitano FC e a Contra Ataque/Field, que atuou no Amparo até 2022. No fim daquele ano, firmaram contrato de dez anos. Em 2023 disputaram a Paulista Cup e, em 2024, estrearam em várias categorias dos estaduais da FPF. Eu já tinha visto o alviverde cosmopolense no Paulista sub-17, na capital, e agora o conferi no sub-20 dentro dos seus domínios. Curiosidade: o clube foi o primeiro do ranking da FPF que ficou fora da elite. Ocupando a 59ª posição, perdeu a última vaga para o Jabaquara, 58º colocado.

Foi bacana conhecer o novo Thelmo de Almeida. Sua capacidade atual é de quatro mil pessoas, e a diretoria pleiteia receber jogos da Copinha em 2026. O problema é a falta de cobertura. Só de imaginar uma rodada dupla ali em janeiro debaixo daquele sol insano já sinto calafrios. O estádio tem uma arquibancada principal e outra para visitantes, uma boa lanchonete e espaço para melhorias.

O adversário da estreia foi um velho conhecido, o Brasilis. Entre 2007 e 2008, vi o time de Águas de Lindóia quatro vezes no profissional e uma no sub-17. Depois, só uma cobertura, em 2022, também na base. Hoje, o clube possui apenas filiação especial e dificilmente voltará à Segundona, torneio que não disputa desde 2020.


Cosmopolitano Sports Ltda. (sub-20) - Cosmópolis/SP


Brasilis Futebol Clube Ltda. (sub-20) - Águas de Lindóia/SP


Capitães dos times e quarteto de arbitragem


O possante Cosmóvel, o veículo oficial do Cosmopolitano

Quando a bola rolou, os donos da casa dominaram completamente. Empurrado por uma pequena, mas barulhenta torcida, o alviverde fez um primeiro tempo avassalador. Gabriel Soares abriu o placar aos dois minutos com um belo chute de fora da área. O time criou e desperdiçou várias chances antes de ampliar com Rafael Godinho e Kauan Previatti. O 3 a 0 no intervalo saiu barato.

No segundo tempo, dei uma volta pelo estádio e me juntei aos amigos Caio, Bruno e Victor no setor visitante para ver a peleja de outro ângulo. Dentro de campo, o Cosmopolitano voltou bem, mas o Brasilis começou a reagir. Aos 18, Pedro Augusto diminuiu, e aí a partida virou um verdadeiro drama.

O Cosmopolitano se encolheu, e os visitantes foram para cima atrás do empate. Aos 30, Luiz Gustavo foi expulso, complicando de vez a vida dos mandantes. A pressão aumentou e, aos 40, Vinicius fez o segundo. No desespero, o time da casa recuou, e Pedro Augusto, aos 46, marcou o terceiro, garantindo um empate heroico para o Brasilis.



Pedro até pulou, mas o chute de Gabriel Soares, que abriu o placar para o Cosmopolitano, foi indefensável





Na primeira etapa, show dos donos da casa, que chegaram fácil aos 3 a 0





No tempo final os locais vacilaram e o Brasilis chegou ao improvável empate


Placar final de um belíssimo jogo, certamente um dos melhores de 2025 até aqui

O 3 a 3 foi uma das melhores partidas que vi na temporada, talvez a melhor até agora. Um belo começo para a Série B do Paulista Sub-20, que promete ser um campeonato bem interessante. Pelo Grupo 3, o Paulinense, clube estreante, lidera após derrotar o Paulínia por 3 a 0. No outro jogo, Rio Branco e São Carlos ficaram no empate.

Sem mais jogos na sexta-feira, pegamos a estrada rumo a Franca. Fizemos uma boquinha em uma boa pizzaria e descansamos em um hotel bem bacana. No sábado não teve bola rolando por lá, mas sim em uma cidade próxima, que faz sua estreia nos torneios da FPF com um clube genial.

Até lá!

Ficha Técnica: Cosmopolitano 3-3 Brasilis

Local: Estádio Thelmo de Almeida (Cosmópolis); Árbitro: Israel de Souza Catarino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Pedro Camilo, Pedro e Samuel; Cartão vermelho: Luiz Gustavo 30 do 2º; Gols: Gabriel Soares 2, Rafael Godinho 36 e Kauan Previatti 40 do 1º, Pedro Augusto 18, Vinicius 40 e Pedro Augusto 46 do 2º.
Cosmopolitano: Arthur de Souza; Kauan Previatti (Erick Lucas), Luiz Gustavo, Leonardo Goldner e Jonatan Costa; Gabriel Soares, Pedro Aurélio (Matheus Serafim), Leonardo Galanti e Frank Wesley (Pedro Camilo); Rafael Godinho (Gabriel Zanitti) e Vítor Habermann (Luander da Silva). Técnico: Wanderson Garcia.
Brasilis: Pedro; Cherem, Caio Dantas, Vitor Hugo e Bryan (Guilherme); Kazu, Victor Gabriel, Vinicius e Samuel; Pedro Augusto e Hiago. Técnico: Juarez Leite.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Portuguesa Santista passa à terceira fase da Segundona

Olá,

No último domingo foi realizada a 6ª e última rodada da segunda fase do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, com a realização de doze partidas que iriam definir os nove classificados restantes, uma vez que Capivariano, Fernandópolis e ECUS já haviam garantido suas vagas. Diante de tantos jogos importantes, o JP saiu a campo e se fez presente em quatro partidas em três cidades diferentes.

A mim coube a missão de descer a Serra do Mar, pela segunda vez na semana, e seguir até a cidade de Santos, indo ao lendário Estádio Ulrico Mursa, com o objetivo de ver de perto tudo que rolou na partida A.A. Portuguesa x Brasilis F.C.L. da cidade de Águas de Lindóia.

Nessa partida iriam medir forças, o 1º colocado do Grupo 12, a Port.Santista com 10 pontos, e o 3º colocado, o Brasilis com 7 pontos, sendo que as atenções também estariam voltadas para o outro jogo do grupo (Votuporanguense x Olé Brasil), pois além de definir os dois times que iriam seguir na competição, os resultados também iriam definir a ordem dos classificados para efeito da composição dos novos grupos da terceira fase.

Deixei São Paulo em companhia do amigo Milton Haddad e, após pouco mais de 50 minutos, já estávamos no reduto da Lusa das praias, sendo que após conseguir as duas escalações, me dirigi ao gramado para esperar a entrada dos atletas e dos árbitros, que posaram com exclusividade para as lentes do JP. As fotos estão abaixo:


A.A. Portuguesa - Santos/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Brasilis F.C. L. - Águas de Lindóia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


O árbitro Flávio Rodrigues de Souza, os assistentes Celso Barbosa de Oliveira e Bruno Salgado Rizo e o quarto árbitro Marcio André Moreira junto aos goleiros-capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Como o time visitante necessitava vencer, por no mínimo dois gols de diferença, para não depender do resultado do outro jogo do grupo, acreditava que o Brasilis iria sair com tudo na busca dos gols necessários, porém me enganei redondamente, pois o time ficou na dele, não agredindo a defesa lusa. Por outro lado, como a Portuguesa poderia perder por um gol de diferença e mesmo assim se classificar, também não saía para o ataque e, por conta disso, tivemos um jogo chato e monótono até por volta dos 25 minutos, não acontecendo rigorosamente nada que merecesse destaque.


Atletas dos dois times olhando pra cima e esperando a bola cair. Foto: Orlando Lacanna.


Tentativa da Lusa em sair para o ataque. Foto; Orlando Lacanna.

Para os leitores do JP terem uma ideia, somente aos 30 minutos, aconteceu o primeiro lance que poderia ter resultado em gol e foi do Brasilis, numa falha do zagueiro Edigar que acabou dando uma furada e permitindo que o camisa 9 Gian ficasse com a bola na cara do gol, mas para sorte do time santista, o avante chutou contra o poste direito, provocando um alívio geral no time e na torcida local.


Chance desperdiçada por Gian do Brasilis ao chutar contra o poste direito. Foto: Orlando Lacanna.

A resposta da Briosa foi dada aos 36 minutos, quando o camisa 10 Miranda chutou da entrada da área e o goleiro Adriano, com um leve toque, desviou a trajetória da bola, que foi se chocar contra o poste direito da meta visitante.


Goleiro Adriano no chão desviando a bola que iria se chocar contra o poste. Foto: Orlando Lacanna.

Os dois lances descritos acima foram os únicos que provocaram preocupações às duas defesas. Aos 40 minutos, num choque entre o goleiro Luciano da Portuguesa e o centroavante Gian, o avante do Brasilis levou a pior e teve que deixar o estádio à bordo da ambulância, por conta de um corte na altura da testa que sangrou muito. Mais alguns minutos de bola rolando e o primeiro tempo chegou ao seu final com o placar fechado, ficando a expectativa de que a partida pudesse melhorar na segunda etapa.

A bola voltou a rolar e, logo nos primeiros minutos, a Portuguesa deu mostras que havia voltado com outra disposição, tanto que, aos 2 e 4 minutos, o time luso chegou com perigo através do camisa 11 Filipe e do camisa 9 Leandro Kivel, animando os 270 pagantes. No primeiro ataque do Brasilis, os visitantes chegaram ao gol, aos 8 minutos, numa cobrança de falta executada pelo camisa 10 Alex, num arremate bem colocado, que para alguns, o goleiro Luciano poderia ter defendido.


Bola indo morrer no fundo da meta lusitana no gol de abertura do Brasilis. Foto: Orlando Lacanna.

Depois dos dois lances ofensivos no início do segundo tempo, a Briosa voltou a apresentar um futebol sem objetividade, causando uma grande preocupação aos seus torcedores, pois naquele momento o Votuporanguense estava vencendo o Olé Brasil e, um eventual segundo gol do Brasilis, tiraria o time praiano da competição. Esse perigo quase virou realidade, na marca dos 20 minutos, quando o camisa 7 do Brasilis, João Paulo invadiu pela esquerda e tocou cruzado, com a bola tirando tinta do poste esquerdo da meta lusitana, deixando os torcedores santistas com o coração na mão.


Numa imagem aberta, visão da chance perdida pelo Brasilis. Foto: Orlando Lacanna.

Após o susto, a Portuguesa mudou totalmente a postura em campo, partindo com frequência ao ataque e não dando espaço ao Brasilis de voltar a incomodar a sua defesa. Aos 23 minutos, o atacante Leandro Kivel chegou com perigo, porém o goleiro Adriano saiu nos pés do avante e acabou com a festa. Dois minutos depois, o mesmo Leandro Kivel, mandou a bola contra o travessão, numa cabeçada perigosa, após cruzamento da direita.


Bola indo se chocar contra o travessão após cabeçada de Leandro Kivel. Foto: Orlando Lacanna.

A partida entrava nos últimos 15 minutos e a Portuguesa não chegava ao empate que daria mais tranquilidade. Naquele momento, o Votuporanguense vencia por 2 x 0 (o jogo terminou 3 x 1) e um vacilo luso, poderia acabar com a chance de seguir na competição. Diante disso, a Lusa das praias forçou o ataque e, por três vezes, chegou muito próximo ao empate, com aconteceu aos 33, 37 e 38 minutos, em jogadas concluídas por Leandro Kivel, Filipe e Edigar, sendo que no terceiro lance, a bola se chocou mais uma vez contra o travessão.


Um dos vários ataques da Portuguesa no final da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Os últimos minutos foram disputados sob tensão, com os torcedores locais na bronca com o time, mas para alívio geral, o camisa 15 Theo, nos acréscimos, anotou o gol de empate, ao escorar com perfeição um cruzamento vindo da direita, levando alívio ao torcedor luso.


Detalhe do gol de empate da Lusa marcado por Theo nos acréscimos. Foto: Orlando Lacanna.

Tão logo foi dada nova saída, o árbitro encerrou partida com o resultado Port.Santista 1 - 1 Brasilis, que classificou o time praiano à próxima fase, quando fará parte do Grupo 15 ao lado de Independente de Limeira, Olímpia e ECUS de Suzano. Pelo futebol apresentado, a Lusa terá que evoluir para brigar por uma vaga à quarta e decisiva fase, quando serão definidos o 4 times que ascenderão a Série A3 em 2.012. Aliás, a estreia da Lusa na terceira fase será no próximo domingo, pela manhã, contra o ECUS fora de casa. Quanto ao Brasilis, fiquei com a impressão que faltou um pouco mais de pegada na busca do segundo gol que lhe daria a classificação.

Fim de jogo, um breve passeio pelo centro de Santos e retorno à Capital em seguida, pois haveria um festival de clássicos pelo Brasileirão que seriam exibidos pela TV. Foi isso.

Abraços,

Orlando

terça-feira, 12 de julho de 2011

Brasilis garante vaga na próxima fase da Segundona

Olá,

No último fim de semana, tive a oportunidade de estar presente em apenas uma partida válida por uma das competições acompanhadas pelo JOGOS PERDIDOS. Para variar um pouquinho, fui ver de perto um jogo valendo pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. A pedida dessa vez, foi viajar até a turística cidade de Águas de Lindóia, indo ao Estádio Leonardo Barbieri, palco da partida Brasilis F.C. Ltda. x E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F. Ltda., que valeu pela 11ª rodada da primeira fase da competição, no seu Grupo 3.

Essa partida era decisiva para o time da casa, uma vez que a vitória o conduziria à próxima fase do campeonato, tendo pisado no tapete verde com 8 pontos e situado na 4ª posição. Pelos lados dos visitantes, a partida representava a oportunidade de conseguir a primeira vitória na competição, pois até aquele momento, o time de Jaguariúna não havia vencido ninguém, tendo conseguido apenas um empate. Estava colocado na última (6ª) posição do grupo, com -5 pontos. A pontuação negativa nasceu de uma punição aplicada pelo TJD da FPF, que resultou na perda de 6 pontos, por conta da inclusão de jogadores irregulares em duas partidas.

Cheguei ao meu destino meio em cima da hora, mas nada que impedisse fazer as fotos oficiais dos times e dos arbitros, que posaram com exclusividade para o JP. As fotos estão apresentadas abaixo:


Brasilis F.C. Ltda. - Águas de Lindóia/SP. Foto: Orlando Lacanna.


E.C. São Judas Tadeu Jaguariúna F. Ltda. - Jaguariúna/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem comandado por Regildênia de Holanda Moura com seus assistentes Giuliano Neri Colisse e Willian Rogério dos Santos Turola, ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi realizada com portões fechados, por conta da falta de um laudo do Corpo de Bombeiros. Confesso que viajei não sabendo dessa situação, que tem sido meio frequente na competição desse ano.

Nos primeiros trinta minutos de bola rolando, as ações foram equilibradas, com o Brasilis mantendo um pouco mais a posse de bola, porém não conseguindo criar jogadas ofensivas que levassem perigo ao goleiro adversário. Somente aos 22 minutos, o time mandante conseguiu concluir pela primeira vez contra a meta adversária e, mesmo assim, o arremate de Reginaldo não levou perigo.


Uma das tentativas de ataque do Brasilis no início da partida. Foto: Orlando Lacanna.


Primeira conclusão dos donos da casa executada por Reginaldo. Foto: Orlando Lacanna.

Os visitantes jogavam com muita tranquilidade e conseguiram criar dois bons momentos, sendo o primeiro na marca dos 24 minutos, num bonito giro e arremate do centroavante Lucas, no interior da área, que passou por cima do travessão. O segundo momento foi aos 26 minutos, quando o camisa 7 Makson cobrou falta com perigo, obrigado o goleiro e capitão Adriano a praticar boa defesa.

A partir do trigésimo minuto, o Brasilis começou a tomar conta do jogo, impondo a sua melhor condição técnica e criando situações que pederiam ter resultado em bola na rede. Aos 30 minutos, o lateral João Paulo cobrou uma falta alçando a bola para o interior da área, achando o zagueiro Fabão, que cabeceu com perigo, exigindo a primeira boa defesa do goleiro Franciel.


Defesa do goleiro Franciel saindo nos pés do atacante Gian. Foto: Orlando Lacanna.

Pouco a pouco, o domínio do Brasilis foi ficando mais acentuado e as chances foram surgindo, como aconteceu aos 33, 37 e 38 minutos em lances que foram concluídos por Reginaldo, Leonardo (de cabeça) e William. Como as oportunidades não foram aproveitadas, os primeiros 45 minutos chegaram ao fim sem que ninguém mexesse no placar, num primeiro tempo que o Brasilis ficou devendo.

Durante o intervalo, dei uma chegada na lanchonete do estádio e lá encontrei o ex-atleta Oscar, que defendeu a Ponte Preta, São Paulo, Seleção Brasileira, etc. Ele é o comandante do Brasilis, embora o Presidente seja o seu filho Matheus, que estava no banco de reservas, usando a camisa 18, podendo entrar na partida a qualquer momento, o que acabou acontecendo por volta dos 30 minutos da segunda etapa. Lembrei do time do Perilima do estado da Paraíba, cujo Presidente também atuava pela equipe.


O ex-zagueiro Oscar da Seleção Brasileira e seu filho Matheus atual Presidente do Brasilis. Fotos: Orlando Lacanna.

Na segunda etapa, o panorama da partida mudou totalmente, pois desde primeiro minuto, o Brasilis tomou conta das ações, não dando nenhuma chance ao São Judas de articular jogadas de ataque. O jogo se tornou praticamente de uma única equipe. Nesse toada, o placar só não foi inaugurado, aos 16 minutos, graças a um verdadeiro milagre do goleiro Franciel que espalmou um tiro à queima-roupa do centravante Gian. Houve rebote e na nova conclusão, o goleiro voltou a evitar o gol, desviando para escanteio. Foram duas defesas de porte.


Defesa sensacional do goleiro Franciel do São Judas. Foto: Orlando Lacanna.

De tanto insistir, o Brasilis chegou ao seu gol inaugural na marca dos 20 minutos, anotado pelo camisa 9 Gian, numa cabeçada desferida da entrada da grande área e de costa para o gol, surpeendendo o goleiro do São Judas, que quando se deu conta, a bola já estava no fundo da sua meta.


Bola estufando a rede no gol inicial do Brasilis. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo em vantagem no placar, o Brasilis manteve a postura ofensiva, visando o aumento da contagem para liquidar a fatura de vez e garantir classificação para a segunda fase. Aos 33 minutos, o camisa 16 Wilson, marcou o segundo gol dos anfitriões, após aproveitar um lançamento sob medida pela meia esquerda, tocando com categoria no canto esquerdo da meta defendida pelo goleiro Franciel. Dois minutos após, o zagueiro Fabão quase marca o terceiro gol, numa cabeçada desviada pelo goleiro.

Ao longo da segunda etapa o São Judas praticamente inexistiu no ataque, tendo arrematado pela primeira vez, somente aos 39 minutos, numa conclusão que o goleiro Adriano defendeu sem maiores problemas. Aos 42 minutos, o volante Reginaldo do Brasilis, numa bobeira, recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso, desfalcando a sua equipe para o próximo jogo e talvez por mais alguns, dependendo do resultado do julgamento.


Jogada aérea do ataque do Brasilis na segunda etapa. Foto: Orlando Lacanna.

A partida chegou aos seu final com o marcador indicando Brasilis 2 - 0 São Judas Tadeu, resultado que classificou matematicamente o time de Águas de Lindóia, que permaneceu na 4ª posição, agora com 11 pontos, não podendo mais ser alcançado pelo 5º colocado. Quanto ao time de Jaguariúna, ainda não foi dessa vez que a primeira vitória foi conseguida.

Fim de jogo e, diferente das viagens anteriores, dessa vez não retornei a São Paulo, permanecendo na linda Águas de Lindóia para passar o resto do fim de semana, desfrutando das belezas da cidade e do conforto do hotel escolhido para hospedagem. Dessa vez, combinei futebol com turismo, uma vez que ninguém é de ferro. Foi isso.

Abraços,

Orlando