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sábado, 26 de julho de 2025

Sem torcida e com futebol ruim, São Paulo perde para o Pachuca

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quinta-feira foi dia de rodada dupla feminina na pauta livre do Jogos Perdidos. Hora de acompanhar a jornada final da The Women’s Cup, disputada na Arena Barueri. Abrindo os trabalhos, a decisão de terceiro lugar entre São Paulo e Pachuca, do México.

O grande problema foi que a peleja não teve a presença do público. Isso mesmo, quem quis ir ao estádio torcer para uma das duas equipes deu com a cara na porta. Decisão insana da PM, sem nenhum questionamento por parte da organização do torneio. O medo era de "brigas de torcida" por conta da eventual presença de são-paulinos e palmeirenses no mesmo local.

Não preciso nem dizer que isso é um absurdo, só para começo de conversa. A PM tem influência excessiva nas decisões sobre o que pode ou não acontecer nos estádios, mas na hora H atua na famosa "lei do mínimo esforço". Não haveria multidões histéricas na preliminar, então simplesmente proibir a presença de 100 ou 150 pessoas é algo sem cabimento. Pena que nada vai mudar… pelo contrário. A tendência é sempre piorar.


São Paulo Futebol Clube (feminino) - São Paulo/SP


Club de Fútbol Pachuca (feminino) - Pachuca/MEX


Capitãs e quarteto de arbitragem

Cheguei cedo e, com o estádio às moscas, fiz as fotos e fui acompanhar o ataque são-paulino. Assim como aconteceu no dia anterior, no horroroso Corinthians 0x0 Juventude pelo Brasileiro sub-20, a partida foi muito ruim. As locais estavam sem nenhuma vontade, e o Pachuca praticamente não fez nada.

Esse cenário se manteve durante toda a primeira etapa e por quase 40 minutos do tempo final. Juro: eu tinha plena certeza de que estava prestes a ver meu segundo jogo seguido com o placar em branco, situação que não acontece há muito tempo, mais precisamente desde setembro de 2023. Por sorte, a zaga do São Paulo quis dar uma ajudinha para manter a estatística intocada.

Aos 39 minutos, o time sul-americano perdeu a bola no lado direito da defesa. O setor ofensivo do Pachuca pressionou, recuperou e cruzou rasteiro na área. A zagueira deixou para a goleira, e a goleira deixou para a zagueira. A pelota passou pelas duas e sobrou livre para Díaz, que só teve o trabalho de empurrar. Ufa!









Foi um jogo muito abaixo da média e até o fim fiquei com a impressão de que veria o meu segundo 0 a 0 seguido


A falha da zaga são-paulina salvou a noite e apesar da peleja nota 3, saiu o gol mexicano

O Pachuca derrotou a equipe mandante pela contagem mínima e ficou com a terceira posição na The Women’s Cup. Com muito frio e, desta vez, com a presença da torcida alviverde, era hora de acompanhar a grande decisão da competição.

Até lá!

Ficha Técnica: São Paulo 0-1 Pachuca

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Jéssica Aparecida Milani; Público e Renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Delgadillo e Godínez; Gol: Díaz 39 do 2º.
São Paulo: Anna Bia; Bruna Calderan (Ana Beatriz), Anny, Bia Menezes (Jé Soares) e Carol Gil; Robinha (Karla Alves), Aline, Camilinha e Serrana (Nathane); Isabelle Silva (Milena) e Crivaleri (Day). Técnico: Thiago Viana.
Pachuca: Barreras; Robles (Nicosia), Pereira, Cadena e Oke (Godínez); Nieto, Orejel (Sanchez), Mauleón (Fragoso) e Ibarra; Delgadillo (Díaz) e Corral (García). Técnico: Óscar Torres.

terça-feira, 22 de julho de 2025

Palmeiras derrota o Pachuca e vai à final da The Women’s Cup

Texto e fotos: Fernando Martinez


Quase desisti da rodada vespertina do domingo, mas como era uma partida interessante, encontrei forças onde nem sabia que existiam. A pedida foi seguir até a proibitiva Arena Barueri e acompanhar o segundo duelo semifinal da The Women’s Cup. Palmeiras e o glorioso Pachuca, do México, decidiram quem enfrentaria o Racing Louisville na decisão.

A The Women’s Cup foi criada em 2021 por uma empresa dos Estados Unidos e sediada pelo próprio Racing em sua casa, a cidade de Louisville. As três primeiras edições foram anuais, e em 2024 houve três torneios: um em Kansas City, um em Cáli e outro na sede original. Em 2025, a organização trouxe a competição ao Brasil.


Torneios assim deveriam ser realizados com mais frequência e com uma divulgação e organização muito, mas muito melhores


Sociedade Esportiva Palmeiras (feminino) - São Paulo/SP


Club de Fútbol Pachuca (feminino) - Pachuca/MEX


Capitãs e quarteto de arbitragem na Arena Barueri

No sábado, as moças da terra do tenebroso presidente laranja derrotaram o São Paulo nos pênaltis e foram à final. Como eu estava em Itaquaquecetuba vendo as meninas sub-17 do Tricolor, não tive como ir até Barueri. Nem fiquei triste, já que ir hoje à Arena é uma tarefa árdua. Como agora é um estádio particular, tudo é na base do “não pode”. O clima leve e descontraído dos tempos da prefeitura ficou no passado. Hoje quem comanda toda a chatice são os insuportáveis seguranças palmeirenses, 99% deles mal-educados e sem nenhum traquejo social. Ir ao estádio só mesmo em partidas imperdíveis e especiais.

Entre uma enchição e outra, cheguei ao gramado e ali esperei o apito inicial. Enquanto aguardava, bati um papo com o amigo Anderson Romão, sempre com um sorriso no rosto e muita simpatia. O tempo passou rápido e logo as equipes foram ao campo sintético para definir o segundo finalista da The Women’s Cup.

O Pachuca tentou impor pressão no começo, porém foi o Palmeiras quem jogou melhor. Brena Carolina abriu o placar de cabeça aos 24, após escanteio da direita. Na sequência, as mexicanas quase empataram, mas em contra-ataque rápido pela esquerda, aos 39, Soll avançou e soltou o chute forte. A goleira Barreras tentou segurar, só que a bola espirrou na sua luva e morreu no fundo do gol.

A segunda etapa começou com o Palmeiras sofrendo pressão. Aos 15, para desespero da equipe norte-americana, as alviverdes tiveram pênalti marcado a favor. Tainá Maranhão cobrou bem e anotou o terceiro. Se já estava ruim, a coisa piorou. O Pachuca sentiu o golpe e ficou perto de levar outros gols. No fim, triunfo sul-americano por 3 a 0 e vaga garantida.


Boa chance palmeirense no início da peleja



Brena Carolina fez de cabeça o primeiro tento da tarde


Ataque alviverde pela direita




Soll chutou, a goleira Barreras falhou e o Palmeiras chegou aos 2 a 0



Com 2 a 0 contra, a missão do Pachuca se complicou na segunda etapa


Tainá Maranhão bateu pênalti, fez o terceiro e decretou a vitória e classificação palmeirense



Por pouco as locais não ampliaram o marcador em bons lances na reta final


Vitória incontestável do Palmeiras na The Women's Cup

O relógio marcava mais de sete da noite e fazia frio. Lá fui eu, então, pegar o caminho do QG da Zona Oeste pelos trilhos da antiga CPTM, atual ViaMobilidade. Apesar do trem ter demorado, eu não liguei, pois deu tempo de ler um bom pedaço da ótima biografia do glorioso Napoleão que estou lendo. Deixo essa dica de leitura nesta nova notinha do “JP Cultural”.

Depois dessa, terei dois dias de descanso antes de me aventurar novamente pelos campos da Grande São Paulo. A próxima cobertura deve acontecer na quarta-feira.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 3-0 Pachuca

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Ana Caroline Carvalho; Público: 414 pagantes; Renda: R$ 1.890,00; Cartões amarelos: Andressinha, Ingryd Lima, Tainá Maranhão, Nieto, Flores, Delgadillo, Oke, Ibarra e Cadena; Cartão vermelho: Flores 46 do 2º; Gols: Brena Carolina 24 e Soll 39 do 1º, Tainá Maranhão (pênalti) 15 do 2º.
Palmeiras: Tainá; Poliana (Isadora), Pati Maldaner, Carla Tays e Rhay Coutinho; Diany (Ana Júlia), Brena Carolina (Anny Marabá) e Andressinha (Ingryd Lima); Yoreli Rincón (Greicy), Tainá Maranhão (Emilly Assis) e Soll. Técnico: Camilla Orlando.
Pachuca: Barreras; Pereira (Cadena), Sanchez, Nieto (Orejel) e Ocampo (Mauleon); Corral (Garcia), Nicosia (Robles), Godínez e Flores; Oke (Ibarra) e Delgadillo. Técnico: Oscar Becerra.