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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Oeste vence o Brasil e se mantem na luta pelo acesso

Texto e fotos: Fernando Martinez


A tarde de sexta-feira foi bem ruim pois pintou uma notícia ruim que achei que não teria. Quando recebemos uma informação desse naipe, qual a melhor saída? Ficar em casa que não é, então, ainda meio anestesiado, fui até a Arena Barueri para um duelo da 32ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. Em campo, um Oeste cheio de esperanças recebeu o Brasil de Pelotas, Detalhe: esse foi o jogo de número 2.800 que vi em todos os tempos, 34 anos depois que iniciei minha "carreira". Uma marca que poucos podem se orgulhar de ter.

O onze paulista estava em sexto lugar com 49 pontos ganhos antes desse compromisso, quatro atrás do Paraná, o quarto colocado. Faltando sete rodadas pro fim do certame, um triunfo em casa seria muito bem vindo pensando em acesso. Na última apresentação dentro dos seus domínios, uma derrota pro Ceará. Da minha parte esperava ver finalmente uma boa atuação rubro-negra, já que o 0x0 contra o Luverdense e o revés contra o Paysandu por 3x1 não foram atuações muito animadoras.


Times perfilados para o Hino Nacional. A chuva caiu forte durante a maior parte do jogo

A expectativa era boa, só que o primeiro tempo foi apenas um reflexo das duas atuações ruins que vi ali durante o certame. A performance paulista foi fraquíssima e o limitado onze gaúcho foi melhor. Não que foram brilhantes ou algo do tipo, bem longe disso, mas pelo menos foram mais incisivos. O Xavante chegou perto de abrir o placar por duas vezes. Aos oito minutos, Itaqui tocou para Juninho. Ele se livrou da marcação, avançou e chutou forte. Rodolfo foi obrigado a fazer grande defesa. Aos 32, Éder Sciola cruzou na área, a pelota desviou em Joílson e sobrou para Itaqui. O camisa 8 finalizou bem e o arqueiro local fez outra boa intervenção. Pelos lados do Oeste, apenas uma chegada e um gol anulado por impedimento.

O técnico Roberto Cavalo viu que a coisa estava feia e fez duas alterações no intervalo. Gabriel Vasconcelos e Danielzinho deram lugar respectivamente a Robert e Henrique. Nos primeiros momentos do tempo final deu pra ver que o rubro-negro já estava muito melhor. Num espaço de cinco minutos, os locais tiveram três ótimos momentos e um deles resultou em gol.

Aos seis, Mazinho cobrou falta na área, Leandro Amaro cabeceou, a bola desviou em Marlon e saiu pela linha de fundo. Dois minutos depois, Mazinho deu lindo corte em Éder Sciola, avançou e mandou para Rafael Luz. O camisa 7 tocou para Robert dentro da área. O atacante só teve o trabalho de deslocar Marcelo Pitol para abrir o marcador. Aos 11, o camisa 1 evitou o segundo em forte chute de Guilherme Romão.

O Brasil foi se recuperar apenas aos 16 com uma belíssima cabeçada de Rafinha e grande defesa de Rodolfo. Após esse lance, a peleja ficou mais cadenciada e o Oeste pensou mesmo sem segurar sua vantagem com unhas e dentes. Os gaúchos até tentaram, porém não foram eficazes nas finalizações. A maior chance foi aos 44 minutos quando, numa cobrança de falta, Matias tentou cortar e mandou a bola na trave, quase fazendo contra. Aos 46 a luz acabou e tivemos que esperar dez minutos para ela voltar. No tempo restante, nada aconteceu.


Ataque do Brasil no primeiro tempo. Nos primeiros 45 minutos os visitantes foram muito melhores


Bola nas redes do onze gaúcho no gol do Oeste que foi anulado


Bola na área gaúcha no tempo final


A Arena Barueri ficou dez minutos sem luz


Placar final da peleja que manteve as boas chances de acesso dos rubro-negros

O placar final de Oeste 1-0 Brasil, além de ser a primeira vitória dos paulistas em cima dos gaúchos na curta história de confrontos, colocou o rubro-negro na quinta colocação com 52 pontos faltando seis partidas. O quarto colocado é o Paraná com 56, justamente o próprio adversário da equipe barueriense. Não é absurdo pensar no acesso.

Voltei para a capital com a companhia dos amigos presentes já pensando no primeiro dia do resto de minha vida. Voltei pro litoral no sábado para juntar os cacos e ver como serão as coisas daqui pra frente. Devo retornar à capital nos próximos dias para mais um pacote de coberturas, vamos ver.

Até a próxima!

© 2018

quarta-feira, 27 de maio de 2015

JP no imperdível Portuguesa x Brasil pela Série C no Pacaembu

Opa,

A sessão noturna de futebol do sábado foi uma daquelas simplesmente imperdíveis, já que pela primeira vez em todos os tempos o Estádio Paulo Machado de Carvalho recebeu um jogo do Campeonato Brasileiro da Série C. Cortesia da Portuguesa, bi-rebaixada no nacional em 2013 e 2014, e que joga a terceirona pela primeira vez. O adversário foi o atual vice-campeão da Série D, o genial Brasil de Pelotas.

O atual momento da Lusa é absolutamente tétrico. Sem dúvida a equipe passa pelo pior momento de sua quase centenária história e o pessoal vê nessa nova competição a oportunidade da (difícil) redenção. Em seis meses, foram dois rebaixamentos e não será fácil o início de trabalho com essa terra completamente arrasada. Na peleja de estreia da C os rubro-verdes perderam para o Londrina atuando no interior paranaense.

O glorioso Xavante, sem nada a ver com o cenário lusitano, queria vencer mesmo jogando fora de casa. Aliás, em campeonatos nacionais é raro o time pelotense jogar na capital bandeirante. Até então os gaúchos haviam se apresentado por aqui em apenas três oportunidades, as três com derrota: Juventus 1x0 na Taça de Prata de 1980, Portuguesa 4x1 na Taça de Ouro de 1984 e Grêmio Barueri 5x2 na Série C de 2006. Além disso, essa foi a primeira vez que o Brasil atuou num jogo oficial no velho Pacaembu.

Um público muito bom foi ao estádio para conferir de perto a partida. Embora muitos achem que a presença de torcedores foi "decepcionante", eu penso justamente o contrário. Não entrando no fato do prejuízo que o time teve, esse jogo no Canindé não teria a presença de mais de 500 almas. Fora que o ambiente na numerada laranja estava sensacional. O quórum de amigos e conhecidos foi um dos maiores até hoje.


A Portuguesa de D - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


GE Brasil - Pelotas/RS. Foto: Fernando Martinez.


Capitães de Portuguesa e Brasil/RS junto com o quarteto de arbitragem da partida, composto por Bruno Arleu de Araujo (RJ), Andrea Izaura de Sá (RJ), Daniel Luís Marques (SP) e Alessandro Darcie (SP). Foto: Fernando Martinez.


Sensacional quórum reunido no Pacaembu para Portuguesa x Brasil/RS. Foto: Torcedor passeando na numerada.

Graças a alguns problemas nas bilheterias, muitos ainda entravam quando o jogo começou. E muitos perderam o início avassalador da Portuguesa e o gol de Guilherme, ex-Grêmio Novorizontino, logo aos três minutos. Depois de uma ótima tabela no meio de campo, o aniversariante do dia fez seu primeiro gol no clube.

E quem perdeu o bom momento inicial do time paulistano perdeu praticamente tudo de bom que o time construiu nos 90 minutos. Foi só a Portuguesa abrir o marcador que o Brasil tomou conta completamente da peleja. A zaga lusitana sofreu demais com o rápido setor ofensivo do Xavante.

Xaro, Diogo Oliveira, Alex Amado, Nena, esse com uma bola na trave aos 44 minutos, criaram chances perigosas a favor do Brasil no primeiro tempo. Por sorte, a Portuguesa saiu de campo rumo aos vestiários ainda com a vantagem parcial. No tempo final, nada mudou, e os gaúchos continuaram muito melhores.


Cobrança de falta para o time gaúcho. Foto: Fernando Martinez.


Atletas de Portuguesa e Brasil tentando alcançar a pelota. Foto: Fernando Martinez.


Marcação cerrada da zaga pelotense. Foto: Fernando Martinez.


Leandro Camilo ganhando do atacante Hugo pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Ataque rubro-verde pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.

Tamanha pressão finalmente deu resultado aos 15 minutos. Xaro recebeu passe pela lateral esquerda e chutou de muito longe. A bola entrou no ângulo de Rafael, que nada pode fazer. A Portuguesa só voltou a criar uma chance razoável aos 27 minutos numa boa cabeçada de Renan. Nada que assustasse demais a meta defendida por Eduardo Martini.

A torcida rubro-verde, que incentivou a equipe na maior parte do tempo, começou a perder a paciência nos minutos finais apupando especificamente alguns atletas. Algo bastante compreensível, mas é fato que todos vão precisar de muita paciência nesse momento de reconstrução do time. Não será fácil recolocar o onze do Canindé no local de onde nem deveria ter saído.


Falaram que teríamos cinco mil (!) torcedores do Brasil na peleja. Não chegou nem perto, mas a presença foi muito boa, como sempre. Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada dentro da área local. Foto: Fernando Martinez.


Escanteio a favor do time paulistano e o corte da zaga do Brasil. Foto: Fernando Martinez.


Um dos raros ataques perigosos da Portuguesa em todo o jogo aconteceu aqui. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma tentativa da Lusa chegar perto da área visitante. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o resultado ficou mesmo em Portuguesa 1-1 Brasil/RS. Com o empate, o Xavante ficou em terceiro lugar e a Lusa em sétimo. O bizarro nesse Grupo B é que apenas Tupi e Londrina venceram jogos. Os oito times restantes ainda estão zerados. Mais bizarro ainda é saber que o campeonato vai parar por três semanas em junho por conta da Copa América (!). Vocês não entendem o motivo? É, nem nós.

Depois do apito final ainda fiquei nas dependências do Pacaembu para acompanhar a coletiva do técnico Júnior Lopes antes de voltar para casa com aquele sentimento de dever cumprido. Finalizei minhas férias com mais um jogo do Barcelona paulistano no domingo de manhã.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 19 de julho de 2011

JP na rodada inaugural do Brasileiro da Série C

Olá,

Seguindo com o domingo futebolístico, após ter visto, na parte da manhã, a estreia do Audax São Paulo no estádio do Nacional AC, segui até a cidade de Santo André, indo mais precisamente até o Estádio Bruno José Daniel, local da partida E.C. Santo André x G.E. Brasil da cidade de Pelotas/RS, que valeu pelo Grupo D do Campeonato Brasileiro da Série C, na sua primeira rodada da primeira fase.

Esse Brasileirão está sendo disputado por 20 equipes, divididas em 4 grupos de 5 times cada, que jogarão partidas de ida e volta contra adversários do próprio grupo, classificando-se apenas as duas melhores de cada grupo, num total de 8, que seguirão na disputa, agora no sistema de mata-mata, até a definição das 4 que ascenderão a Série B em 2.012, além do Campeão da competição. Vale lembrar, que os últimos colocados de cada grupo, após conclusão da primeira fase, no total de 4, serão rebaixados à Série D do próximo ano.

Ao chegar ao meu destino, pude observar que as obras de reforma do estádio estão em andamento, sendo que a cobertura do setor de cadeiras já foi demolida, deixando um visual bem diferente para quem estava acostumado com as cadeiras e a marquise vistas ao longo dos anos.


Visão geral do setor que tinha cadeiras e era coberto. Foto: Orlando Lacanna.

Após fotografar a área em fase de reforma, fui em busca das escalações e acertar o esquema para fazer as tradicionais fotos oficias, as quais apresento abaixo. Vele destacar que a foto do Brasil de Pelotas foi feita na pista de atletismo, pois os seus jogadores fizeram questão que a torcida também saísse na foto.


E.C. Santo André - Santo André/SP. Foto: Orlando Lacanna.


G.E. Brasil - Pelotas/RS, Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem comandado por André Luís Paes Ramos (RJ), seus assistentes Luiz F. Scafield Guerra Costa (RJ) e Alberto Poletto Masseira (SP), além do 4º árbitro Leandro Bizzio Marinho (SP) ao lado dos dois capitães. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi iniciada e logo nos primeiros movimentos, o time de Pelotas deu mostras que não iria ficar só se defendendo, visando tentar a conquista de um ponto fora de casa. Pelo contrário, foi ao ataque e, aos 3 minutos, abriu a contagem através de um gol contra do camisa 4 Sandoval, após boa arrancada e cruzamento da esquerda em jogada do camisa 6 Jackson.


Momento exato do toque de Sandoval marcando contra o primeiro gol gaúcho. Foto: Orlando Lacanna.

O Santo André assimilou o golpe e tratou logo de buscar a igualdade, tendo criado três bons momentos em apenas quatro minutos, como aconteceu aos 12, 15 e 16 minutos, em lances concluídos por Vanderlei, Jefferson e Andrezinho. Como os arremates foram para fora ou morreram nas mãos do goleiro Vanderlei, a rede gaúcha não balançou.


Jogada ofensiva do Santo André pelo lado direito. Foto: Orlando Lacanna.

A insistência dos donos da casa deu resultado ao 19 minutos, quando o atacante Vanderlei (ex-Paulista de Jundiaí e Juventus) invadiu a área pelo setor esquerdo, cortou o zagueiro e mandou um torpedo no meio do gol, empatando a partida. Três minutos depois, o Ramalhão quase chegou à virada, numa boa trama pelo lado direito, cuja conclusão de Mika tocou no travessão e saiu pela linha de fundo, no melhor momento do Santo André na partida.


Bola indo contra o travessão da meta pelotense. Foto: Orlando Lacanna.

A partir dos 25 minutos, o jogo ficou rigorosamente equilibrado, com os dois times buscando a vantagem no placar, porém as defesas prevaleceram e as poucas conclusões não tiveram o endereço certo. Diante disso, a primeira etapa foi encerrada com a igualdade em 1 x 1, ficando para o segundo tempo a expectativa de quem levaria os três pontos.


Arrancada ofensiva do Brasil, ainda no primeiro tempo, com o setor em reforma ao fundo. Foto: Orlando Lacanna.

O segundo tempo teve início e o equilíbrio continuou sendo a tônica da partida, com as equipes se alternando na criação de jogadas mais perigosas. Nesse contexto, a primeira grande chance da segunda etapa foi do Santo André, aos 7 minutos, numa jogada que nasceu pelo lado esquerdo em mais uma arrancada do bom atacante Vanderlei. O gol não saiu por um triz.


Início de jogada de ataque do Santo André no começo do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.


Chance de ouro desperdiçada pelo Ramalhão. Foto: Orlando Lacanna.

Como a partida estava aberta, com qualquer uma das equipes podendo chegar ao seu segundo gol, o Brasil pulou novamente à frente do placar ao marcar, aos 10 minutos, o seu segundo gol, anotado pelo camisa 11 Juninho que pegou o goleiro andreense André Luiz no contra-pé, após receber passe perfeito vindo da esquerda.


Bola indo morrer no fundo da meta andreense no 2º gol do Brasil. Foto: Orlando Lacanna.

Dois minutos após ter reconquistado a vantagem no marcador, o Brasil teve o seu camisa 8 Léo Medeiros, expulso por ter recebido o segundo cartão amarelo de forma infantil, depois de ter chutado a bola para longe, mesmo com o árbitro tendo apitado e paralisado a partida. Os jogadores dos visitantes cercaram o árbitro carioca, mas nada adiantou e o Brasil ficou com um homem a menos.

Com um homem a mais, o Santo André foi com tudo na busca de nova igualdade, só não a conseguindo aos 19 minutos, por pura infelicidade do zagueiro Sandoval, que chegou um milésimo de segundo atrasado, numa bola cruzada da esquerda. Foi outra boa chance não aproveitada pelos anfitriões. Três minutos depois, a vantagem de um homem a favor do Santo André acabou, pois o seu camisa 5 Juninho, também recebeu o cartão vermelho.

Com 10 contra 10, o time do ABC chegou novamente à igualdade, aos 24 minutos, num belo gol marcado, mais uma vez por Vanderlei, que bateu de primeira, após receber passe da esquerda.


Vanderlei chutando de primeira e empatando o jogo pela segunda vez. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos 20 minutos, os dois times mantiveram suas posturas ofensivas, objetivando conseguir o terceiro gol, sendo que o Santo André esteve próximo de consegui-lo aos 39 e 41 minutos em lances com as participações de Andrezinho e Cristiano Brasília. O Brasil também teve sua chance, aos 44 minutos, através de Kim.

Quando tudo indicava que a partida iria terminar empatada, eis que, na marca dos 46 minutos, time gaúcho chega ao seu terceiro gol, anotado de cabeça pelo centroavante Marcos Dener (ex-Santo André), levando os atletas e a torcida rubro-negra presente ao delírio.


Marcos Dener saltando todo torto e marcando o terceiro gol do Brasil. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos minutos dos acréscimos o Santo André, mesmo baqueado, tentou mais uma vez chegar ao empate, mas não teve jeito e a partida foi encerrada com o resultado de Santo André 2 - 3 Brasil, que premiou a equipe que aproveitou melhor as chances. Se a vitória tivesse sido do time da casa, teria sido normal, uma vez que a partida foi equilibrada. Numa competição de tiro curto, vencer fora é importantíssimo e o Brasil começou bem a competição.

Por outro lado, a derrota em casa é preocupante para o Ramalhão, que agora terá que conseguir bons resultados frente aos outros adversários do grupo, que são Caxias, Joinville e Chapecoense. Não será fácil, mas há tempo para a recuperação, pois ainda restam 7 jogos. Fim de partida e rápido retorno para a Capital, com tempo suficiente para assistir a maravilhosa sequência de cobrança de tiros livres da marca de pênalti pelos craques da Seleção Brasileira. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 26 de março de 2007

"JP Tour" pelo Rio Grande do Sul (parte 4 de 10)

Fala pessoal!

Vamos agora continuar com os posts da minha turnê 2007 pelo estado do Rio Grande do Sul. Depois de um dia de descanso oficial, o sábado foi vez de uma rodada dupla na capital gaúcha. A primeira parada foi um jogo num local em que estive na minha primeira visita à Porto Alegre, em 2003. Depois de um almoço caprichado no centro da cidade, rumei até o Estádio Passo D'Areia, aonde jogaram São José e Brasil de Pelotas, em jogo válido pelo Campeonato Gaúcho 2007.


Fachada do Estádio Passo D'Areia, agradabilíssimo local para se ver um jogo de futebol. Foto: Fernando Martinez.

Na hora que cheguei pude constatar a força da torcida xavante (a do Brasil) no estado. A quantidade de torcedores que foram acompanhar o time nessa partida era imensa, e mesmo entrando no mesmo portão do que os torcedores do "Zequinha", na entrada nada de mais grave aconteceu.


O escudo do São José, "O clube mais simpático do RS" pintado nas arquibancadas e a grande torcida xavante no Passo D'Areia. Fotos: Fernando Martinez.

Devidamente autorizado pelo pessoal da FGF, entrei no gramado para as fotos oficiais do jogo e para curtir a partida devidamente credenciado. Dessa vez não são fotos exclusivas, mas mesmo assim, acredito que ninguém em São Paulo publicará as fotos oficiais do jogo:


EC São José - Porto Alegre/RS. Foto: Fernando Martinez.


GE Brasil - Pelotas/RS. Foto: Fernando Martinez.


O simpático trio de arbitragem da partida com os capitães dos times. É, e o capitão do São José é o goleiro Danrlei, que viveu seus tempo de glória do Grêmio. Foto: Fernando Martinez.

Do centro do gramado, a poucos metros do campo de jogo vi um jogo difícil para os dois times. A primeira chance de gol clara foi do "Zequinha" aos 10 minutos. O camisa 9 Franciel cabeceou depois de cobrança de falta na área para grande defesa do goleiro Rodrigo Silva. O Brasil respondeu aos 16, quando Maykon perdeu boa chance em bola que cruzou toda a área.


Jogador do São José tenta se livrar da marcação de atleta do Brasil. Foto: Fernando Martinez.

Depois desse lance o jogo ficou mais truncado, com muitas faltas no meio-de-campo e sem chances agudas de gol. Só por volta dos 30 minutos as torcidas ficaram apreensivas novamente. E as chances foram dos dois times. Aos 34, o zagueiro do São José Gláuber, foi cortar bola na pequena área e quase marca contra. No minuto seguinte, O jogador Franciel cabeceou com perigo para os anfitriões.


O camisa 9 Franciel tenta marcar seu gol no jogo contra o Brasil. Foto: Fernando Martinez.


Falta perigosa para o São José no primeiro tempo de jogo. Foto: Fernando Martinez.

Mas o grande lance do primeiro tempo aconteceu aos 41 minutos. Depois de pênalti de Matheus em Franciel, o mesmo Franciel bateu no centro do gol e o goleiro do Brasil Rodrigo Silva praticou grande defesa. A torcida do Brasil ficou indignada com a marcação do pênalti e quase invadiu o campo. Bombas foram jogadas em campo e muita confusão se viu nas arquibancadas.


O camisa 9 do São José perde, em cobrança de pênalti, a chance de abrir o placar. Foto: Fernando Martinez.

O jogo acabou indo para o intervalo sem a abertura do placar. No intervalo conversei com Felipe, repórter da Rádio Guaíba que curtiu a nossa presença no RS. Devido à confusão nas arquibancadas, acabei ficando dentro do campo também no segundo tempo.

O segundo tempo então veio e até a metade do tempo regulamentar não tivemos chances agudas de gol. O jogo ficou truncado demais no meio-de-campo, e a partida seguiu com alguma sonolência...


Jogadores do Brasil e do São José disputam bola na lateral de campo. Foto: Fernando Martinez.

Depois do meio do segundo tempo, foi o Brasil quem criou chances perigosas para abrir o placar. Aos 22 minutos, em bola cruzada pela esquerda, o jogador Maykon quase pega o goleiro Danrlei desprevenido. Ele acabou se esticando todo e jogando para escanteio. Aos 25 minutos, Fernando Melo, livre de marcação chuta por cima. As duas chances levaram à loucura a torcida xavante.


Vista geral do Passo D'Areia, com arquibancadas opostas reformadas. Foto: Fernando Martinez.

Mesmo com o São José criando algumas chances para tentar abrir o marcador, o jogo não saiu do zero mesmo: São José 0-0 Brasil de Pelotas. O resultado deixa o "Zequinha" em quarto lugar e o Brasil em sétimo lugar na Chave 2 do Gauchão 2007. E saindo rapidinho do estádio, fui de táxi mesmo para mais um jogo do Gauchão... e esse com time novo na Lista...

Até lá

Fernando

segunda-feira, 20 de novembro de 2006

JP no Octogonal Final da Série C (parte 5)

E aí povo?

Depois de acompanharmos uma volta olímpica no domingo de manhã, o domingo à tarde foi para acompanharmos mais uma rodada do fantástico Octogonal Final do Campeonato Brasileiro da Série C. No Parque Antárctica vimos a partida entre Grêmio Barueri e Brasil de Pelotas. Tínhamos mais duas opções de partidas, ambas em São Caetano do Sul: a final do Amador do Estado e pela Série A, São Caetano e Vasco. Mas a vontade de seguir esse Octogonal falou mais alto.

Além do que vos escreve, o Estevan, David e acompanhados das suas esposas Nalva e Elisângela, o Emerson e o Mílton. Lá encontrei a grande amiga Ágata e seu namorado Érisson, que acompanha as peripécias baruerienses na terceirona.

Bom, como o Orlando não foi, o Estevan se incumbiu de entrar comigo no gramado do Palestra Itália. Mais uma vez conseguimos as fotos dos times posados. E fica aqui um abraço ao pessoal do Brasil, simpático e prestativo com o pessoal do JP:


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


GE Brasil - Pelotas/RS. Foto: Estevan Mazzuia.


O árbitro Manuel Paixão dos Santos (MS), os auxiliares Ivanílton Bandeira da Silva (MS) e Murilo Charão de Souza (MS), e o quarto árbitro Mílton Etsuo Ballerini (SP). Foto: Estevan Mazzuia.

Precisando da vitória à todo custo, o Barueri começou o jogo tomando um susto. Aos 6 minutos, depois de grande jogada individual, o jogador Cláudio Millar chutou com a esquerda, e colocou a bola no ângulo do goleiro Gilvan, do GRB. Brasil 1 a 0, e a torcida xavante feliz da vida nas arquibancadas.


Lance do primeiro gol do jogo, para o time do Brasil. Em bela jogada de Cláudio Millar, que terminou no ângulo. Foto: Fernando Martinez.

O time do Barueri sentiu o gol e não conseguia chegar à grande área do time de Pelotas, mas aos 24 minutos de jogo a sorte sorriu para o lado barueriense. Depois de cruzamento da direita, o jogador Thiago Humberto só escorou e empatou o jogo. Festa na torcida e a fé que a virada aconteceria.


Mais um ataque do Brasil no primeiro tempo. Notem a pequena, mas barulhenta torcida xavante na parte oposta do Palestra. Foto: Fernando Martinez.

Já um pouco atordoado no jogo, o Brasil não ofereceu mais tanta resistência ao Barueri. O time paulista conseguiu virar o jogo ainda no primeiro tempo. Aos 40 minutos, o time fez o segundo com o jogador Gílson, e mais um aos 46, em boa jogada do ataque finalizada pelo Marcos Dias. Jogo no intervalo e 3 a 1 no placar.


Detalhe do terceiro gol do Barueri, deixando o jogo mais tranquilo para a segunda etapa. Foto: Nalva Povinelli.


No destaque, Estevan e Fernando isolados nas arquibancadas do Palestra para melhores ângulos do jogo. Foto: Nalva Povinelli.

O segundo tempo da partida foi, até os 30 minutos, um passeio do Barueri. Se o time jogasse mais sério e fosse mais preciso nas finalizações, teríamos uma goleada histórica no Palestra. O time chegou ao quarto - aos 9 minutos, através do jogador Edylton - e quinto gols - aos 27 minutos, com o Pedrão - "somente". Se tivesse jogado mais sério faria mais.

Mas depois disso o Brasil, até para mostrar alguma coisa, foi ao ataque e foi a vez do time xavante perder inúmeras chances. Pelo menos três delas de grande perigo. Mas o time só marcou mais um gol, aos 37 minutos, de novo com grande jogada do Cláudio Millar.


Lance do jogo entre Grêmio Barueri e Brasil/RS. Foto: Nalva Povinelli.

Final de jogo: Grêmio Barueri 5-2 Brasil/RS. Grande vitória dos donos da casa, que agora provavelmente disputarão uma vaga direta com o Ferroviário na última rodada. Grande jogo à vista...

Depois do jogo foi a vez de juntar a turma aqui em casa, e todos juntos assistirem a nossa estréia em rede nacional, via RedeTV! Foi um marco para o JOGOS PERDIDOS. E pensar que tudo isso se iniciou já tem dois anos, como sendo praticamente uma brincadeirinha entre nós... obrigado a todos pela audiência!

Agora já estamos pensando na semana que vem...

Abraços

Fernando