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quinta-feira, 5 de março de 2026

Taquaritinga goleia e aprofunda drama do Nacional na Série A4

Texto e fotos: Fernando Martinez


Retomando a rotina aqui no bom e velho Jogos Perdidos, a tarde de quarta-feira reservou mais um capítulo da triste saga do Nacional no Campeonato Paulista da Série A4. Lanterna com apenas um ponto e nenhum gol marcado em sete rodadas, o onze paulistano recebeu o sempre genial Taquaritinga tentando afastar a zica que parece não ter fim.

No sábado, o técnico Tuca Guimarães reestreou no comando do clube da capital e pouco adiantou: o Tanabi levou a melhor e venceu por 2 a 0. Atuando em casa e já sem muito tempo a perder, vencer era obrigação. O CAT, oitavo colocado com 10 pontos, certamente não seria presa fácil.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Taquaritinga - Taquaritinga/SP


Capitães com o árbitro Alef Feliciano Pereira, os assistentes Alison Alberto dos Santos e Mateus Ribeiro e o quarto árbitro Leonardo de Jesus Sampaio

Na companhia do decano Milton Haddad acompanhei um primeiro tempo em que o Nacional não foi mal. Os donos da casa criaram quatro boas oportunidades: duas delas pararam em ótimas defesas de Vinícius e outra teve a zaga salvando em cima da linha. As investidas visitantes pouco assustavam. O grande problema é que o Nacional está com alma e cara de rebaixado e, no último lance da etapa inicial, Thiaguinho acertou um chute no canto e abriu a contagem para o CAT.

O lance foi uma ducha de água fria e, no segundo tempo, o Nacional já não voltou com o mesmo ímpeto. O golpe fatal para as pretensões nacionalistas surgiu aos 10 minutos, novamente com Thiaguinho. A partir daí, tudo desmoronou. O Taquaritinga passou a jogar sem adversário e marcou mais duas vezes, com Messias e Erick, construindo uma goleada histórica na Comendador Souza.







Lances do primeiro tempo de Nacional x Taquaritinga


A comemoração de Thiaguinho no primeiro gol do CAT




Momentos do tempo final no Nicolau Alayon, em outra tarde trágica para os paulistanos

Desde 1972 o Nacional não sofria um 4 a 0 em casa. Naquela ocasião, diante do saudoso Saad, pelo inacabado Torneio 25 de Janeiro. Em partidas do estadual, algo assim não ocorria desde o distante 15 de novembro de 1959, quando o Santos saiu de campo vencedor com dois gols de um rapaz chamado Pelé. Foi apenas a sexta vez, em todos os tempos, que esse placar apareceu no tradicional estádio da capital.

Agora são nove partidas (oito em 2026 e uma em 2025) sem anotar um mísero gol, recorde absoluto em 107 anos de história do clube. No sábado encaram o também ameaçado Comercial precisando desesperadamente dos três pontos. Caso contrário, os comandados de Tuca Guimarães já podem começar a se despedir da A4 para o ano que vem.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 0-4 Taquaritinga

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Alef Feliciano Pereira; Público: 125 pagantes; Renda: R$ 3.000,00; Cartões amarelos: Gabriel Vieira, Scarabelli, Messias, Kaio Ellyson e João Victor; Gols: Thiaguinho 49 do 1º, Thiaguinho 10, Messias 28 e Erick 39 do 2º.
Nacional: Luizão; Roger Ronye (Felipe Brian), Alex, Caio e Fábio (Roger Ferreira); Gabriel Vieira, Rafa, Gabriel Batista (João Pedro) e Mazola (Davi); Geovane Itinga (Kléber) e Marllon. Técnico: Tuca Guimarães.
Taquaritinga: Vinícius; Cristiano, Kaio Ellyson, Erick e Anthony; Scarabelli (Raphi), Thiaguinho (Pedro Emídio), João Victor (Lucas Moreira) e Messias (Kauan Pereira); Caio e Pedrinho (Douglas Santos). Técnico: Silvinho Canuto.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Paulista vence o Nacional e volta à Série A3 após seis anos

Texto e fotos: Fernando Martinez


A rodada quádrupla do Sábado de Aleluia chegou ao fim com a decisão do segundo acesso no Campeonato Paulista da Série A4. Depois do União Barbarense confirmar sua vaga goleando o Araçatuba na sessão vespertina, a jornada noturna definiu se Paulista de Jundiaí ou Nacional fariam companhia ao Leão da 13. O palco do duelo foi o Estádio Jayme Cintra.

A última vez que o Galo da Japi jogou a A3 foi em 2020, quando foi rebaixado na lanterna. Depois disso, foram quatro anos difíceis na última divisão e o acesso para a A4 em 2024. Já o Nacional caiu em 2022, fez uma Segundona razoável em 2023, se manteve na quarta divisão na temporada passada com uma campanha fraca e melhorou sua performance agora em 2025.

Na primeira fase, o Paulista somou um ponto a mais do que os paulistanos. O ponto fez a diferença para definir quem jogaria por dois empates na semifinal. Na ida, jogando no Nicolau Alayon, um 1 a 1 que manteve a vantagem para os jundiaienses. O Nacional teria que fazer a partida do ano para conquistar o esperado acesso.

A torcida tricolor estava animada e encheu a sua tradicional casa. Quase 9 mil torcedores marcaram presença relembrando os bons tempos e empurraram a equipe local nos 90 minutos. Ninguém acreditava em outro resultado senão o acesso. O sufoco contra o Joseense nas quartas serviu de alerta: caso jogassem mal outra vez, não terminariam com a vaga na terceirona em 2026.


Fachada do Jayme Cintra em noite de decisão na A4


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro

A caravana da coragem saiu de Santa Bárbara D'Oeste, seguiu de boa e chegou no Jayme Cintra faltando cerca de uma hora para o apito inicial. Entrar no estádio foi uma dureza, pois as filas eram intermináveis. Como a imprensa não teve uma entrada diferente, passei um aperto até chegar ao gramado.

Uma chuva insana que tinha acabado de terminar deixou o terreno encharcado. Quem olhava de longe não via nenhum problema, mas de perto a coisa estava feia. Se andar ao redor do campo já estava complicado, certamente o jogo sofreria com as poças, assim como foi no segundo tempo do duelo entre ambos na primeira fase. Naquela tarde molhada de fevereiro, o antigo SPR venceu por 1 a 0, resultado que daria o acesso à agremiação da capital.


Paulista Futebol Clube Ltda - Jundiaí/SP


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Os capitães dos times junto com o quinteto de arbitragem da peleja: o árbitro Rodrigo Gomes Paes Domingues, os assistentes Ricardo Pavanelli Lanutto e João Petrúcio de Jesus dos Santos, o quarto árbitro Pablo Rodrigo Soares de Oliveira e o quinto árbitro Ricardo Busette


A presença da torcida nacionalista em Jundiaí

Fiz as fotos oficiais (com destaque para a fumaça dando um toque diferente) e fiquei acompanhando o ataque do lado esquerdo das câmeras de TV, perto do setor visitante, que contou com a presença da rapaziada da Almanac e vários parentes de atletas. Todos ali esperavam uma atuação boa do Nacional, talvez repetindo o triunfo da fase inicial.

É, só que quando a bola começou a rolar, quem ficou com a bola nos pés foi o Paulista. Não que tenham feito uma atuação brilhante, porém foram melhores desde o primeiro minuto. O Nacional não se encontrou e teve uma atuação bem abaixo da média. Pouco para quem precisava de um resultado positivo.

Para aumentar a desgraça nacionalista, o Paulista abriu o marcador aos 29 com o gol de cabeça de Lucas Silva completando levantamento de Filipinho dentro da área. Após sofrer o gol, o Naça não foi capaz de assustar. O acesso estava mais perto do Galo da Japi, que administrou a vantagem até chegar o intervalo.

Logo no começo da etapa final, Filipinho decretou o fim do sonho do Nacional com um forte chute no canto direito. A massa nas arquibancadas fazia uma bonita festa que, ao que tudo indicava, demoraria a terminar. Aos 23 saiu o terceiro com Christopher e a fatura foi liquidada de vez. Assim como em 2021, quando vi in loco o clube da Zona Oeste perder um acesso para o Linense, em 2025 acompanhei outra derrota que impediu uma promoção tão sonhada.





O Paulista começou melhor e esse foi o cenário durante os 90 minutos


Detalhe do primeiro gol da noite, que abriu o caminho para o acesso






O Nacional chegou a criar alguns bons momentos na etapa final, mas os erros na defesa custaram caro

Em 2025 eu acompanhei 12 dos 19 jogos do Nacional na Série A4. Não existe ninguém que cubra o time como o Jogos Perdidos. Se o antigo São Paulo Railway existe na grande rede, é em boa parte por nossa causa. E depois de alguns anos no limbo com gestões tenebrosas, agora pelo menos voltaram a ser competitivos. Agora, é fato que a quarta divisão não é o lugar da equipe. Como não vão jogar a Copa Paulista, a temporada chegou ao fim. Que no ano que vem possam voltar a lutar pelo acesso.

Falando dos promovidos, nunca o Paulista tinha vencido o Nacional por uma margem tão grande jogando em Jundiaí em todos os tempos. Fez quando mais precisava. Após seis anos, o campeão da Copa do Brasil de 2005 vai disputar a terceirona outra vez. Acesso merecido pela campanha e pelo trabalho bem feito pelos lados do Jayme Cintra. Agora vão disputar o título com o União Barbarense, que joga por dois empates.

Para fechar, vale registrar que ninguém cobriu os dois acessos da A4 in loco em 2025, somente o Jogos Perdidos. Não por sermos o máximo, mas sim pois gostamos de registrar a história, algo que fazemos há mais de 20 anos. Em tempos de um jornalismo de plástico feito em salas fechadas ou com textos escritos apenas por inteligência artificial, fizemos algo que deveria ser comum para quem realmente se importa com a cobertura esportiva. O pior é ver que poucos dão o real valor a isso. Tudo bem, não esperamos tapinhas nas costas, o lance é que sabemos do nosso valor. Seguiremos contando a história do futebol, algo no nosso DNA desde 2004.

Foi isso. Foram 16 horas na rua, quatro jogos, três cidades, dois acessos e 320 quilômetros percorridos. O cansaço era enorme no caminho de volta, mas faria tudo de novo. Dias assim que fazem a graça da vida.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Paulista 3-0 Nacional

Local: Estádio Jayme Cintra (Jundiaí); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público: 8.929 pagantes; Renda: R$ 164.620,00; Cartões amarelos: Filipinho, Zé Mendes, Rômulo, Gui Nascimento, Lincoln, e João Braga; Gols: Lucas Silva 29 do 1º, Filipinho 3 e Christopher 23 do 2º.
Paulista: Lucas Gomes; Renato Marola, Maycon Ramos, Zé Mendes (Gabriel Reis) e Vitinho Nascimento; Lucas Silva, Arílton Júnior, Wagner Chorão (Adelan) e João Choco (Felipe Pet); Christopher (Kadir) e Filipinho (Ivamar Júnior). Técnico: Fausto Dias.
Nacional: Luizão; Cauan, César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo (Victor Sales), Ronaldy, Nicollas (Lincoln) e Daniel Costa (Paulo Vítor); Gustavo Índio e Gui Nascimento (João Braga). Técnico: Tuca Guimarães.

União Barbarense atropela Araçatuba e garante retorno à Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após a rodada dupla matutina no Sábado de Aleluia, viramos a chave para acompanhar a jornada mais importante do Campeonato Paulista da Série A4 em 2025. Sim, ainda haverá a definição do título, mas não há dúvida de que o momento mais esperado da temporada é a definição dos dois acessos. Acredito que os amigos que leem esta matéria conseguem imaginar a alegria que tive ao saber que seria possível cobrir de perto as duas partidas decisivas, começando por União Barbarense x Araçatuba.

Saí de Itatiba na companhia do quarteto de amigos presentes na caravana da coragem — Caio, Pucci, Nilton e Renato — e seguimos direto para Santa Bárbara d’Oeste, palco do terceiro jogo do dia. Chegamos cerca de uma hora antes do apito inicial e a região já estava tomada por um bom número de torcedores. Fizemos uma boquinha e, sem demora, pegamos o caminho do Estádio Antônio Guimarães.


Jogo no Antônio Guimarães precisa de foto na fachada do estádio, uma das mais legais do interior


Criançada junto com os jogadores locais na entrada no gramado


Visão da parte coberta do estádio do União Barbarense

A casa do Leão da 13 é um dos estádios mais singulares do interior paulista. Inaugurado no longínquo 1921, ele foi leiloado exatamente um século depois, e seu destino segue indefinido até hoje. O União ficou fora do futebol em 2021 e 2022, muito por conta de problemas jurídicos relacionados ao campo, mas retomou o rumo em 2023. Foi bem na Segundona daquele ano, seguiu firme quando ela virou Série A4 em 2024 e, em 2025 liderou com folga a fase inicial, eliminando o Colorado nas quartas.

Na semi, enfrentou o Araçatuba, que também pode ser considerado uma fênix do futebol paulista. Após dois rebaixamentos consecutivos em 2006 e 2007, com campanhas sem nenhuma vitória, o AEA esteve na última divisão em 2012, 2013, 2016 e 2020. Voltou em 2024 e fez grande campanha, sendo eliminado pelo Colorado na disputa pelo acesso. Foi alçado à A4 após o remanejamento de vagas em aberto. Classificou-se em sétimo e eliminou o favorito Taquaritinga. No jogo de ida, venceu o União em casa por 3 a 2 e chegou a Santa Bárbara precisando apenas de um empate.


União Agrícola Barbarense Futebol Clube - Santa Bárbara D'Oeste/SP


Associação Esportiva Araçatuba - Araçatuba/SP


Nos jogos decisivos, rola um quinteto de arbitragem. Aqui, o árbitro Rafael Gomes Félix da Silva, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e José Lucas Cândido de Souza, o quarto árbitro Ricardo Bittencourt da Silva e o quinto árbitro Ricardo Luís Buzzi. Além deles, os capitães dos times

De todos os jogos que vi do União em casa — desde a derrota contra o São Cristóvão na Copa João Havelange de 2000 até o 2 a 0 sofrido diante do Guarani em 2014, passando pela vitória contra o Limoeiro no quadrangular final da Série C de 2004 — o confronto de sábado foi o de maior público. A atmosfera estava sensacional, digna de uma partida valendo acesso.

Precisando de uma vitória simples, o União iniciou a peleja empurrado pelas arquibancadas e, logo aos três minutos, retomou a vantagem com o gol de Nathan Índio. Ele ficou com a sobra e acertou um belíssimo chute de fora da área. A festa foi enorme e o Araçatuba sentiu o golpe. Messias, em outra boa finalização, ampliou o placar aos 10. Do meu banquinho, senti que a fatura estava liquidada.

O clube amarelo e azul ainda tentou esboçar uma reação, porém não assustou. Foi para cima meio sem organização e deixou espaços no campo de defesa. Aos 27, em um contra-ataque de almanaque, Mastherson recebeu, avançou e mandou no ângulo direito de Guedes. Uma pintura que colocou o Leão da 13 na Série A3 em 2026. Ninguém, nem o mais ferrenho torcedor do AEA, acreditava numa virada.


O belíssimo chute de Nathan Índio, que abriu a goleada do Leão da 13



Dois momentos da comemoração de Messias no segundo gol do União Barbarense


Um golpe de kung-fu na lateral direita do ataque local. O Araçatuba estava grogue em campo



Mastherson chutando e o goleiro Guedes apenas vendo a bola entrar no seu ângulo direito


Ele ganhou o amarelo pela comemoração, mas a foto de Mastherson com a bandeirinha de escanteio ficou legal demais

No intervalo, o clima esquentou. O mascote do União foi fazer graça em frente ao setor visitante, bobagem que rendeu uma merecida expulsão e até um tabefe de um integrante da diretoria adversária. No alambrado, perto da ambulância, um diretor local também provocou os torcedores do Araçatuba e a coisa ficou feia. Teve até gás de pimenta vindo em cima de mim. Registro aqui a completa inoperância da PM de Santa Bárbara d’Oeste, que deixou as torcidas quase se encontrarem. Qualquer novato sabia que havia grande chance de confusão, especialmente pelo que aconteceu no jogo de ida.

O Canário da Noroeste demorou a voltar ao gramado alegando falta de segurança, mas acabou convencido, e a segunda etapa começou com cinco minutos de atraso. Nela, pouca coisa aconteceu. O Leão ampliou a vantagem com um gol contra de Adiel aos 16. Nos minutos restantes, o que se viu foi a espera pelo apito final, dentro e fora de campo. Depois de anos bem ruins, o União Barbarense goleou e, finalmente, estará de volta ao terceiro nível estadual em 2026, após oito anos.






O Araçatuba pouco fez depois dos 3 a 0. O sonho do acesso virou pó em Santa Bárbara D'Oeste


Placar final do massacre que levou o União de volta à Série A3

Ninguém sabe como ficará a situação do Estádio Antônio Guimarães no próximo ano. Mas o que importa é que o clube voltou com tudo e com propriedade para a A3. Coroa a melhor campanha do torneio em uma performance absolutamente irretocável. Além disso, voltará a disputar o dérbi contra o Rio Branco, um dos maiores clássicos do interior. Qualquer lista de rivalidades estaduais que não inclua Leão x Tigre não merece ser levada a sério.

Ao mesmo tempo, deixo os parabéns ao Araçatuba. Depois de tanto tempo, o AEA volta a assustar, como fez durante anos, especialmente nos anos 1990. A torcida voltou a lotar o Adhemar de Barros, algo impensável há alguns anos. Torço para que sigam assim na Copa Paulista, que começa em junho.

Saímos correndo do estádio porque o show não podia parar. Ainda tínhamos 90 quilômetros pela frente para acompanhar o segundo acesso da Série A4. E teve outro massacre... agora em Jundiaí.

Até lá!

Ficha Técnica: União Barbarense 4-0 Araçatuba

Local: Estádio Antônio Lins Ribeiro Guimarães (Santa Bárbara D'Oeste); Árbitro: Rafael Gomes Félix da Silva; Público: 4.545 pagantes; Renda: R$ 106.100,00; Cartões amarelos: Vitor Zaga, Mastherson, Pedro Lima, Mateusinho, Felipe Bortolucci, Adiel e Raphael Pereira; Gols: Nathan Índio 3, Messias 10 e Mastherson 27 do 1º, Adiel (contra) 16 do 2º.
União Barbarense: Ivo Ricardo; Mastherson, Pedro Lima, Vitor Felipe e Wesllen; Nathan Índio, Fabrício (Hebert) e Messias (Hiago Oliveira); Lucas Lotto (Danilinho), Vitor Zaga (Chicota) e Daniel (Marcos Henrique). Técnico: Raphael Pereira.
Araçatuba: Guedes; Judá, Pablo, Adiel e Gustavo Cristo (Thallyson); Moyses (Felipe Bortolucci), Kayo Bahia, André (Esdras) e Mateusinho (Luan Carioca); Léozinho (Pedro Mattar) e Gustavo. Técnico: Wallace Lemos.

terça-feira, 15 de abril de 2025

Semifinal da A4: Nacional e Paulista ficam no empate no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão vespertina do sábado teve, claro, a presença do Jogos Perdidos no duelo de ida da semifinal do Campeonato Paulista da Série A4 entre Nacional e Paulista de Jundiaí. Um confronto ferroviário para definir um dos clubes que estará na A3 em 2026. Tensão à vista.

Foi a nona partida do antigo SPR no Estádio Nicolau Alayon na temporada e a nona que acompanhei de perto, mantendo os 100% em 2025. Uma delas, na primeira fase, foi justamente contra o Galo da Japi e terminou com triunfo local por 1 a 0. Como já falei por aqui, o Paulista é o terceiro adversário mais frequente do Nacional na história, atrás apenas de Portuguesa Santista e Taubaté.

Nas quartas, o Naça eliminou o São Caetano, enquanto o Paulista despachou o Joseense. Nos últimos dois meses, os ferroviários da capital perderam apenas um jogo — 3 a 0 para o VOCEM, quando já estavam classificados para o mata-mata — e é evidente que o técnico Tuca Guimarães conseguiu organizar a equipe ao longo do torneio. Apesar de ter oscilado na reta final da fase inicial, o Paulista tem a vantagem de jogar por dois empates. Em um duelo tão equilibrado, isso pode fazer a diferença.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Paulista Futebol Clube Ltda. - Jundiaí/SP


O árbitro Juliano José Alves Rodrigues, os assistentes Risser Jarussi Corrêa e Diogo Cruz Freire, o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli e os capitães dos times


Toda a rapaziada amiga presente na Comendador Souza. Quórum altíssimo para o jogo decisivo

Chegamos à Comendador Souza e uma multidão de torcedores do Galo já tomava conta da região. Boa parte veio de trem, aproveitando os trilhos da antiga Santos–Jundiaí. Não chegou a ser a histórica invasão de 2001, quando lotaram o Alayon e acabaram derrotados por 1 a 0 na Série A2, mas vale o registro mesmo assim.

Dentro do estádio, o clima lembrava um jogo de Copinha, de tanta gente na parte coberta torcendo pelo Nacional, algo raro de ver em partidas profissionais. Todo mundo por ali esperando uma grande apresentação, de preferência com vitória dos mandantes. Só que, sem surpresa, a peleja foi equilibrada do começo ao fim.

No primeiro tempo, poucas chances e muito jogo preso no meio-campo. O Paulista se defendeu bem, e o Nacional teve apenas dois bons momentos ofensivos. Intervalo e placar inalterado. O cenário mudou logo no início da etapa final: Gustavo Índio, sempre ele, completou de cabeça um cruzamento da direita e abriu o placar.

O Paulista sentiu o golpe e passou a ver o adversário chegar com mais perigo. O Nacional desperdiçou ao menos duas chances claríssimas para ampliar. E aí, no melhor estilo "quem não faz, toma", os mandantes sofreram o empate aos 23. Na primeira real finalização dos visitantes, Christopher apareceu com estilo para completar de cabeça bola alçada na área.








Detalhes de Nacional x Paulista, abrindo uma das semi da A4


Depois do empate do Paulista, teve discussão na parte coberta do Alayon. A comemoração efusiva gerou revolta em parte dos torcedores locais


Placar final da ida da semi entre Nacional e Paulista

Depois da igualdade, ninguém quis se arriscar. O Paulista administrou o empate, enquanto o time da casa demonstrou cansaço e pouco incomodou a zaga rival. No fim, o 1 a 1 acabou sendo melhor para o Galo. Se quiser voltar à A3 em 2026, o Nacional vai precisar vencer no Jayme Cintra, que certamente receberá um grande público, no próximo sábado. Se não levar gols, o Paulista fica com a vaga. Não será uma batalha tranquila.

Morrendo de sono, voltei ao QG da Zona Oeste e, capengando, ainda consegui me manter acordado até as 22h30. Não me lembro da última vez que dormi tão cedo sem estar doente ou algo parecido. Apesar da preguiça, teve sessão futebolística no domingo na abertura da Série C do Brasileiro.

Até lá!

Ficha Técnica: Nacional 1-1 Paulista

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Juliano José Alves Rodrigues; Público: 1.206 pagantes; Renda: R$ 31.800,00; Cartões amarelos: Felipe Brian, Gustavo Índio, Renato Marola, Filipinho, Zé Mendes e Christopher; Gols: Gustavo Índio 2 e Christopher 23 do 2º.
Nacional: Luizão; Felipe Brian (Cauan), César Augusto, Renan e Lucas Roberto; Rômulo, Ronaldy, João Braga e Daniel Costa; Gustavo Índio (Kléber Balotelli) e Guilherme (Nicollas). Técnico: Tuca Guimarães.
Paulista: Lucas Gomes; Renato Marola (Wallace Ramirez), Maykon Ramos, Zé Mendes e Vitinho Nascimento (Marcos Vinícius); Lucas Silva, Wagner Chorão, João Choco (Victor Hugo) e Arílton Júnior; Filipinho (Adelan) e Christopher (Ivamar Júnior). Técnico: Fausto Dias.