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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Em bom jogo, Capivariano e Sergipe ficam no empate no Carlos Colnaghi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois do calor forte e da rodada dupla em Salto na tarde de terça-feira, decidimos emendar a jornada com mais dois jogos pela região. Após 11 anos de ausência, retornei à cidade de Capivari para acompanhar a segunda rodada do Grupo 16 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Abrindo os trabalhos no Estádio Carlos Colnaghi, duelo entre Capivariano e Sergipe. É a 11ª vez que a cidade sedia a competição de base mais icônica do país.

Minha última visita à casa do Leão da Sorocabana tinha sido em 2014, numa partida da Série A2 entre os donos da casa e o Monte Azul. Já estava mais do que na hora de voltar. Na minha história particular, tinha assistido apenas cinco jogos por lá — os dois primeiros também pela Copinha, no distante 2001, quando incluí na Lista Bahia, CSA e o próprio Capivariano.

Desta vez não teve time novo, mas não dava para perder a chance de acompanhar duas pelejas tão incomuns. Foi a terceira vez que vi o Sergipe em campo. As duas anteriores aconteceram na Arena Barueri, em 2012 e 2020. O Diabo Rubro disputa a Copinha pela 12ª vez e garantiu vaga com o vice-campeonato estadual em 2024. O campeão Falcon ficou com a outra vaga sergipana.

Chegamos relativamente cedo ao estádio, e passei um sufoco tentando encontrar o portão de entrada da imprensa. Andei literalmente por todas as dependências do local até achar o lugar certo. Pelo caminho, encontrei o amigo de longa data Paolo Gregori e seu filho Lorenzo, o “hooligan da Comendador Souza”, ambos atualmente morando em Piracicaba. Também estava por lá Luciano Claudino, o antigo “amigo do JP”. Registro ainda a ótima presença de público.


Capivariano Futebol Clube (sub-20) - Capivari/SP


Club Sportivo Sergipe (sub-20) - Aracaju/SP


Quarteto de árbitros e capitães dos times

O jogo foi bom, principalmente no primeiro tempo. Os donos da casa saíram na frente aos 19 minutos, com gol de Giuliano após boa jogada iniciada numa cobrança curta de escanteio pela esquerda. O Sergipe não deixou barato e empatou aos 35, em pênalti bem cobrado por Luís Cláudio. O 1 a 1 até saiu barato, considerando o número de chances criadas.

Na etapa final, a peleja caiu um pouco de produção e o Sergipe levou bastante perigo à meta local. Para quem achava que o Capivariano venceria com tranquilidade, o empate confirmado quando o árbitro apitou pela última vez não foi nada comemorado pela torcida da casa. Muito pelo contrário.



Há onze anos sem ir em Capivari, achei que a iluminação melhorou bastante



O detalhe do gol de Giuliano e a comemoração do pessoal local



Mais dois lances de Capivariano x Sergipe


O glorioso placar manual do Carlos Colnaghi

Quem comemorou de verdade o Capivariano 1-1 Sergipe foram os atletas visitantes. Somar um ponto manteve vivo o sonho de avançar entre os 64 melhores da competição. Na rodada derradeira, precisam vencer o Madureira e torcer por um triunfo do Bahia contra o time paulista, de preferência por boa margem de gols. Difícil? Sim. Impossível? Não.

Falando em Bahia, o confronto de fundo no Carlos Colnaghi gerava boa expectativa, mas, na hora H, o que se viu no gramado foram 90 minutos tenebrosos.

Até lá!

Ficha Técnica: Capivariano 1-1 Sergipe

Local: Estádio Carlos Colnaghi (Capivari); Árbitro: Rogério Fernando Alves Júnior; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Renan Tavares, Manu, Luís Cláudio e Thewilli Ricardo; Cartão vermelho: Carlos Santos (AT-Ser) 10 do 2º; Gols: Giuliano 20 e Luís Cláudio (pênalti) 35 do 1º.
Capivariano: Tiago Henrique; Ryan, Giuliano, Renan Tavares e Gabriel Paris; Ian Felipe (Michael Henrique), Maranhão (Zé Antônio), Juninho (Fellipe Magalhães) e Salomão (Cauê Lunardi); Lucas Rabello (Marcos Vinícius) e Kauê Thadeu (Kaíque). Técnico: Ivan Médici.
Sergipe: Tiago; Diego, Luan, Victor Hugo e Victor (Israel); Gil, Manu (Thewilli Ricardo), Yan Nery e Everson; Luís Cláudio e Mateus (Kaíque). Técnico: Edmílson Santos.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Sergipe segura o São Paulo e conquista o primeiro ponto na Copinha

Fala, povo!

Tem certos jogos que acontecem que devem derrubar vários figuras que passam a vida em sites de aposta. A peleja que acompanhei no sábado à noite, válida pela segunda rodada do Grupo U da Copa São Paulo de Futebol Júnior 2012, pode ser considerada um exemplo vivo disso.

A Arena Barueri recebeu um grande público para o jogo Sergipe x São Paulo. Todos imaginando que o time do Morumbi pudesse repetir, ou ao menos chegar perto, os 10x0 da estreia. Só que esqueceram de ver que o time nordestino é bem melhor do que o Palmas. E outra, a vontade do Sergipe estragar a festa paulista era enorme. Antes de falar da peleja, seguem as fotos das equipes:


CS Sergipe (sub-18) - Aracaju/SE. Foto: Fernando Martinez.


São Paulo FC (sub-18) - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.

Além do Renato e do Nílton, os amigos são-paulinos Mílton e Rodrigo Colucci fizeram coro junto com as vozes da torcida local para essa peleja. Mas essas vozes, que no começo do jogo eram de incentivo, aos poucos foram se transformando em gritos raivosos motivados pela atuação ruim do São Paulo.


Detalhe do grande público presente na Arena Barueri, no melhor esquema "embalos de sábado à noite". Foto: Fernando Martinez.


Bola cruzada dentro da área do Sergipe. Foto: Fernando Martinez.

A equipe não mostrou nada que lembrasse a atuação avassaladora da primeira rodada da chave, e teve enormes problemas com a brava, porém limitada, equipe sergipana. O primeiro momento realmente bom do time foi um chute na trave do camisa 10 Mirrai, isso aos 33 minutos. Seis minutos depois aconteceu a melhor oportunidade de gol do tempo inicial. E por incrível que pareça, foi da equipe do Sergipe. O jogador Dodô cortou um zagueiro dentro da área e chutou à queima-roupa. O goleiro Felipe Passoni fez milagre e jogou a bola para escanteio.


Grande chance de gol desperdiçada pelo São Paulo. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores postados dentro da área sergipana. Foto: Fernando Martinez.

O intervalo chegou sem a abertura da contagem, para a completa irritação da torcida. Eu fui novamente para as cabines de imprensa e dali acompanhei os primeiros minutos do tempo final, sem nenhuma mudança na tônica do jogo. Já de volta ao gramado, acompanhei a blitz ofensiva que o São Paulo fez durante os últimos 20 minutos.


Meio na penumbra, último ataque são-paulino na etapa inicial. Foto: Fernando Martinez.

Aos 26 minutos o goleiro do Sergipe fez milagre em cabeçada de Stanly na pequena área. Minutos depois, outra bola na trave, agora em cobrança de falta. Conforme os minutos iam passando, aquela impressão de que os times poderiam jogar até agora que o placar não seria alterado foi se tornando cada vez mais real.


Zagueiro do Sergipe segundos antes de mandar a bola quase no segundo andar das arquibancadas da Arena. Foto: Fernando Martinez.


Última tentativa do tricolor o jogo. Mas a noite não era mesmo da equipe Foto: Fernando Martinez.

A torcida até que tentava empurrar os são-paulinos, sem sucesso. Os incentivos se transformaram em muitas vaias no apito final, com o modorrento resultado Sergipe 0-0 São Paulo. Para os sergipanos, um belíssimo resultado, para o Tricolor, uma enorme decepção. Foram os primeiros pontos perdidos pela equipe numa primeira fase de Copinha desde 2008. Com os quatro pontos ganhos, a equipe precisa vencer o Grêmio Barueri caso queira se classificar para a segunda fase. Um empate leva o time da casa à segunda fase e elimina o campeão de 2010 do certame.

Saímos da Arena Barueri e fomos fazer nossa famosa epopeia de volta à capital paulista. Por alguns motivos escusos à nossa vontade, pegamos o trem depois da meia-noite e eu só fui chegar em casa às duas da matina. Cansado demais, cortei do cronograma a rodada dupla no Nacional domingo cedo e resolvi apenas seguir para Limeira.


Renato e Mílton, mostrando que já era mais de uma da manhã e ainda rolava a viagem de volta pra casa. Foto: Fernando Martinez.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 5 de junho de 2007

JP num grande amistoso na Fonte Nova, em Salvador

Olá, amigos!

Aqui estou eu, novamente em terras nordestinas, desta vez me despedindo em definitivo de minhas férias, acompanhando um fantástico amistoso interestadual. A partida foi disputada entre o EC Bahia e o CS Sergipe, e teve lugar no Estádio Octávio Mangabeira, mais conhecido como Fonte Nova, em Salvador. O estádio é muito bem localizado, e fica próximo ao Pelourinho, bairro histórico e Patrimônio Mundial.


A bela Salvador, vista do alto, e um detalhe do Pelourinho (Terreiro de Jesus). Fotos: Estevan Mazzuia.

Chegando no estádio, descobri que um perdidíssimo jogo estava em seu final: Bahia vs. Galícia, de juniores. Uma pena não ter tomado conhecimento desse jogo a tempo. Ficam as fotos para registrar o fato.


Detalhe da preliminar entre EC Bahia e EC Galícia de juniores. Foto: Estevan Mazzuia.


Visão geral da Fonte Nova no jogo preliminar. Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar de estar se preparando para disputar a série C, o Bahia teve muitas dificuldades contra os visitantes, que nem sequer para as semi-finais da Copa Governador do Estado de Sergipe se classificaram.


Bom público para um amistoso, coisa que não acontece mais em terras paulistas. Foto: Estevan Mazzuia.

Nos dez primeiros minutos, o Sergipe teve duas chances claras de abrir o marcador, aos 4 minutos com um chute no ângulo esquerdo do arqueiro baiano, e aos 8, quando o zagueiro tricolor salvou de cabeça, em cima da linha, o gol sergipano.


Raro ataque baiano na partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 13 minutos, o Bahia teve seu melhor momento em toda a partida: após uma sequência de escanteios, a bola sobra para os baianos. Em uma bobeira sergipana, o camisa 11 invade a área e cruza para o arremate certeiro de Nonato. O goleiro ainda encosta na bola, que morreu mansa no fundo das redes.


Sergipe atacou com muito perigo. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 26 minutos, o camisa 10 baiano, Rafael Bastos, foi expulso, o que traria enormes complicações aos anfitriões no decorrer da peleja. O Sergipe continuou melhor, o Bahia ensaiou algumas tentativas no final da primeira etapa, mas levou mesmo a vantagem pelo placar mínimo para os vestiários.


Lance do primeiro tempo. Foto: Estevan Mazzuia.

O Sergipe voltou insandecido para o segundo tempo, e logo no primeiro minuto chegou duas vezes com perigo ao gol tricolor. Aos 11 minutos, finalmente saiu o merecido gol de empate: após cruzamento da direita, o atacante Jorginho cabeceou e o zagueiro tirou de dentro do gol. A comemoração vem somente após a confirmação do auxiliar.


Bahia tenta marcar o gol da vitória.... Foto: Estevan Mazzuia.


...e deixa a defesa muito vulnerável aos contra ataques. Foto: Estevan Mazzuia.

Daí pra frente, o que se viu foi um jogo muito morno, deixando claro que a equipe baiana é frágil na defesa e pouco criativa no meio. Com o resultado de Bahia 1-1 Sergipe, a equipe alvirubra se fortalece para encarar o segundo turno do torneio que definirá um representante de Sergipe na próxima Copa do Brasil. Já o Bahia, tem que mostrar muito mais futebol para ao menos repetir a campanha do ano passado na série C.

Até a próxima!

Estevan

domingo, 25 de março de 2007

JP e um belo clássico no Baptistão

Olá,

Depois de acompanhar dois bons jogos no interior de Sergipe, na quinta-feira à noite, fiquei em Aracaju, capital do Estado que atualmente possui 540.000 habitantes e cujo nome deriva da expressão indígena "ará acayu" que significa "cajueiro dos papagaios". Fui ao belíssimo Estádio Estadual Lourival Baptista, popularmente chamado de Baptistão e conferi ao bom clássico Club Sportivo Sergipe x Olímpico Pirambu Futebol Clube, em partida válida pela décima quarta rodada da primeira fase do Campeonato Sergipano da Série A1.


Escudos das equipes. Reprodução: www.distintivos.com.br e foto de Orlando Lacanna.

Mais uma vez recebi todo apoio do pessoal da Federação Sergipana de Futebol (FSF) e pude trabalhar tranquilamente dentro do gramado para obter as fotos dos times e do trio de arbitragem que apresento abaixo:


C.S. Sergipe - Aracaju / SE. Foto: Orlando Lacanna.


O. Pirambu F.C. - Pirambu / SE. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem da partida. Foto: Orlando Lacanna.

Como a competição está equilibrada e pelos resultados da rodada no período da tarde, a partida assumiu um caráter de quase decisão, com as duas equipes tendo que buscar os três pontos para avançar na tabela de classificação visando a segunda fase. Antes do início do clássico, as duas equipes estavam com 21 pontos ganhos na segunda e terceira colocações e, por isso o jogo prometia muito.

Logo no início deu para observar que o Sergipe entrou em campo com fome de bola e querendo resolver a parada logo de cara, tanto que aos 12 minutos, o atacante Luciano Baiano inaugurou o placar para o "Diabo" em jogada que começou pela meia direita. Após esse gol, o time da Capital continuou mandando na partida e ampliou o placar aos 17 minutos novamente por intermédio de Luciano Baiano que fez bela jogada individual e concluiu com um chute forte no canto esquerdo do goleiro Alan, aquele mesmo que fechou o gol contra o Corinthians na primeira partida válida pela Copa do Brasil.


A equipe do Sergipe vai para cima do Pirambu. Foto: Orlando Lacanna.


Equipe do Sergipe se prepara para cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna.

Quem esperava que com 2 a 0 a favor, o Sergipe fosse se acomodar se enganou, pois o time vermelho continuou forçando e, aos 23 minutos o meia Alisson marcou o terceiro gol aproveitando rebote do goleiro que saiu de cabeça para cortar lançamento longo e foi infeliz, pois cabeceou nos pés do adversário que não perdoou. Fim do primeiro tempo com a vantagem de 3 a 0 para os donos da casa para alegria de sua torcida que já contava com uma vitória tranqüila.


Disputa de bola na zona intermediária. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo fui convidado pelo pessoal da imprensa local para ir até o reservado deles para um lanche e tive a oportunidade de conhecer jornalistas de diversos segmentos, sendo que alguns deles já conheciam o JOGOS PERDIDOS. Um abraço a todos.

Voltando ao jogo, logo no início da etapa final, o Pirambu teve um jogador expulso e com isso mais os 3 a 0 contra, tudo levava a crer que o time da "Tartaruga" não teria mais chances na partida, mas como no futebol o jogo só acaba quando o árbitro apita o seu final, o jogo começou a ficar com outra cara, pois os visitantes diminuíram aos 10 minutos por intermédio de Cleiton em cobrança de falta.


Primeiro gol da equipe do Pirambu em cobrança de falta. Foto: Orlando Lacanna.

A partir daí, a partida que já estava boa ficou ainda melhor, pois as duas equipes foram com tudo para o ataque tornando o jogo emocionante com várias chances sendo criadas e desperdiçadas, porém aos 37 minutos o Pirambu marcou seu segundo gol, novamente através de Cleiton em cobrança de pênalti.


Em cobrança de pênalti o Pirambu marca seu segundo gol. Foto: Orlando Lacanna.

Os últimos minutos foram emocionantes ocorrendo inclusive mais duas expulsões sendo uma para cada lado. A se lamentar apenas o pequeno público presente que gerou uma renda de R$ 5.657,00 com 1.875 pagantes.


Vista parcial da arquibancada com o público presente. Placar eletrônico mostrando o marcador da partida. Fotos: Orlando Lacanna.

Fim de partida com o placar de Sergipe 3 - 2 Pirambu que recolocou o time de Aracaju na zona de classificação com 24 pontos e que tirou o Pirambu do G4, deixando-o na sexta colocação com 21 pontos, mas como ainda restam quatro rodadas para o término da primeira fase, ainda é possível brigar pela classificação à segunda fase.

Após o apito final, ainda deu para bater um animado papo com o pessoal da Federação Sergipana de Futebol (FSF) que muito me ajudou nessa "aventura" por Sergipe a qual foi super agradável. Meus agradecimentos e um forte abraço aos senhores Carivaldo, Custódio Santana, Prof. Orliandes de Barros e Roberto que foram sensacionais. Depois disso voltei ao hotel para um bom descanso após uma rodada dupla emocionante para recarregar as baterias para os dois últimos dias de permanência na belíssima Aracaju.

Abraços,

Orlando