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terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Taboão da Serra quebra o jejum de 20 jogos sem vitórias

Texto e fotos: Fernando Martinez


No último domingo quebrei o tabu de onze meses sem ver uma rodada dupla de futebol profissional. Na real eu não tinha outra alternativa, já que precisava sair bem cedo da região de Pinheiros, caso contrário ficaria ilhado ali o dia inteiro por causa do infernal pré-carnaval paulistano e a previsão de mais de um milhão de pessoas ocupando o pedaço. Iniciei os trabalhos sob quase 30 graus de temperatura no Estádio José Liberatti pelo Campeonato Paulista da Série A3. Não teve GEO ou Audax em pauta, e sim o Taboão da Serra, que recebeu o Monte Azul pela nona rodada.

O CATS não vem atuando no Vereador José Feres por conta de uma grande briga com a prefeitura local. A cancha já tinha perdido o direito de ser sede da Copinha e não há previsão de quando poderão retornar ao seu lar. Os dois primeiros compromissos foram realizados em Guarulhos e desde então estão jogando no Rochdale. Com toda essa confusão o "fator casa" foi pro espaço. Nos quatro jogos como mandante, três empates e uma derrota. Pior, o time não fez nenhum gol mesmo contando com a presença do veteraníssimo Túlio Maravilha. O camisa 1000, por sinal, já pegou o boné e se mandou.

Tive a companhia do amigo Bruno nessa jornada. Resolvemos ir de táxi para economizar tempo. Pena que eu atrasei um pouco e chegamos na praça de esportes osasquense no exato momento em que o árbitro apitava pela primeira vez (graças a isso não teremos as fotos oficiais nesse post). Faço questão de registrar aqui o breve perrengue que passei. Já estava quase no gramado quando me toquei que tinha deixado minha carteira no táxi. Só deu tempo de sair correndo no meio da rua atrás do veículo. O milagre foi que o motorista estava andando em baixa velocidade e, esbaforido, consegui alcançá-lo, recuperando a carteira. De vez em quando a Dona Sorte está do nosso lado. Nem consigo imaginar a dor de cabeça que seria ter que tirar segunda via de tudo.

Por falar em coisas dando certo, o CATS finalmente conseguiu emplacar uma boa atuação e voltou a sentir o gostinho da vitória (a última tinha sido em 25 de março de 2018, 2x0 em cima do Noroeste na última rodada da A3, numa série de 20 compromissos em branco). Mandando no jogo desde os primeiros movimentos, eles abriram o marcador logo aos sete minutos. Depois de três escanteios consecutivos pela esquerda, a bola foi levantada no primeiro pau na cabeça de Diego Souza. O camisa 10 fez o primeiro tento do Taboão da Serra como mandante na competição após 367 minutos.

O Monte Azul não se encontrava, e aos 19 sofreu o segundo gol. Juan foi lançado por trás dos zagueiros e, vendo o goleiro Caio adiantado, deu de chapa, mandando a bola por cobertura de fora da área. Um golaço que ampliou a vantagem do onze da Grande São Paulo. O fortíssimo calor fez com que a peleja caísse de produção a partir daí. O Monte Azul tentou timidamente diminuir o placar porém, tirando uma ou duas chances pelo alto, não teve nenhum sucesso. A presença inclemente do astro-rei fez com que eu fosse acompanhar a segunda etapa na parte coberta.


O lance do primeiro gol do CATS, marcado de cabeça por Diego Souza


A comemoração pelo primeiro tento do Taboão da Serra como mandante em 2019


Atacante local encarando a marcação visitante


Ataque do CATS pela direita e bola alçada na área do Monte Azul

Sem dar sopa pro azar, o CATS praticamente definiu sua sorte aos 11 minutos. Num ataque da direita, a bola foi cruzada rasteiro na área e Ronaldo Trevizan, zagueiro visitante, tentou cortar. O camisa 3 acabou colocando a pelota dentro do gol defendido por Caio, num daqueles gols contra de almanaque. Na sequência o Monte Azul foi pra cima tentar pelo menos o tento de honra no Rochdale. Ele saiu aos 26 minutos com Lucas Cezane aproveitando rebote do goleiro meio no susto. A rapaziada visitante continuou tentando, mas não ameaçaram a cômoda vantagem local em nenhum outro momento.


Uma das raras chegadas do Monte Azul no primeiro tempo


Boa chegada do escrete taboanense pela esquerda


Cobrança de falta a favor do time do interior

O placar final de Taboão da Serra 3-1 Monte Azul marcou a primeira vitória taboanense desde março de 2018, findando o longo jejum. De quebra fez a equipe subir ao 13º lugar, agora com oito pontos. O alvi-azul ainda está no G8, agora na oitava posição. Faltam seis rodadas para o término da primeira fase e nenhum dos dois pode bobear. Na próxima rodada o Monte Azul recebe o Audax enquanto o CATS visita o Batatais.

Saímos do Rochdale sem pressa pois ainda tinha muito tempo livre até a sessão vespertina. Fomos ao shopping que fica do lado da Estação Osasco e permanecemos ali umas duas horas falando sobre a história do carnaval paulistano além de conversarmos sobre a sequência do "Os Esquecidos" que sairá no meio do ano. Dali voltamos à capital em meio aos foliões na CPTM e, enquanto o Bruno foi curtir um bloco na ZL, eu me mandei pro Canindé. Tinha duelo de último contra penúltimo na A2.

Até lá!

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Ficha Técnica: Taboão da Serra 3-1 Monte Azul

Competição: Campeonato Paulista Série A3; Local: Estádio Prefeito José Liberatti (Osasco); Árbitro: Flávio Roberto Ribeiro; Público: 140 pagantes; Renda: R$ 2.100,00; Cartões amarelos: Danilo e Davi (CATS), Luís e Gabriel (Mon); Cartão Vermelho: Vinícius Cabelo (Mon) após o jogo; Gols: Diego Souza 7' e Ruhan 9 do 1º, Ronaldo (contra) 11 e Danilo 26 do 2º.
Taboão da Serra: Aranha; Samuel, Marcelo, Matheus e Gustavo Damas; Danilo, Paulo Preto (Davi), Bruno e Diego Souza; Róbson (Allan) e Ruhan (Guilherme Radeche). Técnico: Baiano. 
Monte Azul: Caio; Ferrugem, Ronaldo, Tessio (Alan Miranda) e Gabriel Caran (Gelsinho); Lucas Cezane, Casca, Túlio e Luís (Ítalo); Vinícius Cabelo e Gabriel. Técnico: Régis Angeli.
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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Nacional vacila e joga dois pontos fora contra o CATS

Texto e fotos: Fernando Martinez


A quarta-feira reservou mais uma rodada da Copa Paulista, a quarta do returno, no Estádio Nicolau Alayon. Vindo de duas derrotas, o Nacional recebeu o lanterna Taboão da Serra com amplo favoritismo para voltar a vencer e chegar perto do G4. Foi o 35º jogo seguido do onze ferroviário como mandante que contou com a minha presença. Dois anos de sequência e contando.

Esse foi o nono confronto entre os dois na história, e os quatro realizados na Comendador Sousa tiveram cobertura do JP: 1x1 em 22 de maio de 2010, 2x1 para os paulistanos em 18 de setembro de 2010, triunfo local pela contagem mínima em 19 de abril de 2014 e o empate por um gol em 25 de fevereiro de 2017. O retrospecto geral até então de cinco triunfos do escrete da capital, dois empates e apenas uma vitória do CATS.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP


Quarteto de arbitragem para a peleja com Willer Fulgêncio Santos, Claudenir Donizeti da Silva, Guilherme Holanda Lima e Luiz Carlos Júnior junto aos capitães dos clubes

Nada indicava que o Taboão da Serra pudesse surpreender e a esperança era que o Nacional pudesse fazer uma apresentação mais razoável do que vimos, principalmente nas duas últimas derrotas em casa, contra Juventus e Portuguesa. Só que dentro de campo o fraco futebol se repetiu na maior parte do cotejo.

Durante o primeiro tempo vimos pouco futebol no histórico gramado da Água Branca. O CATS se defendia e o Naça tentava atacar de forma insípida. Os locais não chutavam, não acertavam os passes e perdiam a bola facilmente para os zagueiros visitantes. Nesse cenário, um gol só poderia sair numa falha... e foi justamente isso que aconteceu.

Decorridos 31 minutos, a zaga do CATS bateu cabeça e Bruno Nunes, sempre ligeiro, roubou, invadiu a área e tocou na saída do goleiro. Foi o primeiro tento do atacante nacionalino nacionalista desde que ele voltou do São Bento. Tirando uma falta a favor do Taboão da Serra, nada mais aconteceu.


Bruno Nunes tentando o chute pela esquerda, porém a zaga conseguiu travar


Defensor do CATS tentando roubar a bola


Mais um ataque nacionalino nacionalista pelo lado esquerdo do campo

No tempo final a partida melhorou com um Nacional mais disposto. Aos 14 minutos o camisa 11 Léo Cereja ampliou num chutaço da intermediária que morreu no canto esquerdo do arqueiro. Detalhe: o gol saiu numa cobrança de escanteio curto, um verdadeiro milagre.

Com 2x0 a favor, o Naça ficou na boa e parecia que a peleja estava decidida, afinal, o ímpeto ofensivo do CATS era inexistente. Aos 24 minutos, Otacílio Neto, ele mesmo, entrou com a jaqueta 17 do onze paulistano. No primeiro lance do veterano atleta, ele cobrou escanteio e Fernando cabeceou na trave. No segundo, ele completou cruzamento pela direita e a pelota também bateu no travessão.

Naldinho teve a chance dos 3x0 numa oportunidade clara, cara-a-cara com o camisa 1 taboanense, porém o gol não saiu. Aos 26, no primeiro ataque perigoso do CATS, os comandados de Sandro Sargentim diminuíram com Allan completando cruzamento da direita. O que se viu a partir daí foi um sufoco que parecia impossível poucos minutos antes.

O Nacional recuou e chamou o adversário para seu campo de defesa. Os visitantes se mandaram na base do bumba-meu-boi e os atletas locais torciam para o relógio passar mais rápido. Após duas ou três chances ótimas, o Taboão da Serra se aproveitou de uma bobeada monstra da zaga e do arqueiro locais e deixou tudo igual aos 44 minutos. O autor do tento foi Allan, o artilheiro da tarde.


João Lucas cobrando escanteio pela direita


Detalhe do segundo gol do Nacional na partida. O goleiro Alan voou bonito, mas não conseguiu defender o belíssimo chute de Léo Cereja


Otacílio Neto, ele mesmo, um dos destaques do time da capital bandeirante


Bola que bateu na trave em cabeçada de Fernando

Final de jogo: Nacional 2-2 Taboão da Serra. Um triunfo teria recolocado o escrete ferroviário no G4 do Grupo 4. Como o time vacilou, a equipe está em penúltimo lugar com 13 pontos, dois abaixo da Portuguesa, a quarta colocada. Agora o Naça tem dois compromissos complicados longe dos seus domínios e precisa vencer pois depois de ter jogado fora oito dos últimos nove pontos disputados no Nicolau Alayon a vaga na segunda fase pode ter ficado longe demais.

Saí do presente e voltei ao passado, mais precisamente ao ano de 1966, depois do apito final. Fui bater meu cartão na Biblioteca Mário de Andrade com as intermináveis pesquisas sobre a história do futebol. Saber mais nunca é demais.

Até a próxima!

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Jogando pro gasto, Portuguesa derrota o CATS dentro de casa

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira teve jogo isolado da Copa Paulista abrindo o returno da competição. Em duelo antecipado, a Portuguesa recebeu o Taboão da Serra no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte às quatro da tarde, num jogo perdidão mesmo daqueles, algo que (infelizmente) vem se tornando comum pelos lados do Canindé.

Vindo de três compromissos sem vencer, a ideia era derrotar o CATS por meio a zero se fosse possível, já que a equipe da Grande São Paulo é praticamente a única que não vai lutar por uma vaga na segunda fase entre as sete do Grupo 4. Dirigidos pelo amigo Sandro Sargentim, o pessoal está fazendo testes para a Copa São Paulo usando a molecada que estará em campo no próximo mês de janeiro.


Associação Portuguesa de Desportos - São Paulo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP


Capitães dos times junto com o árbitro Ricardo Bittencourt, os assistentes Orlando Coelho Junior e Ademilson Lopes Filho e quarto árbitro Leonardo de Jesus Sampaio

Quase que não fui nesse duelo por conta do ritmo intenso das pesquisas em que estou envolvido. O ano de 1965 estava tão interessante nas páginas da Gazeta Esportiva que por muito pouco não fiquei na Biblioteca Mário de Andrade ao invés de encarar 90 minutos de futebol ao vivo. No fim, descolei um ânimo extra e me mandei até a casa rubro-verde na fabulosa companhia de mim mesmo.

Assisti uma peleja que se não foi nenhuma maravilha, também não foi das piores. Não o primeiro tempo, pois ele foi horrível. Logo aos seis minutos os locais tiveram um escanteio pela direita e Matheus completou tocando da pequena área. Foi a primeira - e única - grande chance criada.

O gol fez com que a Portuguesa sossegasse o facho e durante o restante do tempo o Taboão da Serra tentou atacar, porém a pontaria e inspiração dos seus avantes não deu as caras. Os locais atuaram de forma tímida e o arqueiro visitante trabalhou mais duas ou três vezes com relativo destaque até o final do tempo inicial.


A bola não aparece na foto, mas esse é o detalhe do primeiro gol lusitano contra o CATS no Canindé


Outra boa chance aérea do onze local pelo alto em cobrança de escanteio

No tempo final a partida melhorou, só que presenciamos um desfile de gols sendo perdidos de forma bisonha. Aos quatro, Luizinho, sempre homenageado de forma nada carinhosa pela torcida, mandou uma na trave. Três minutos depois, Cesinha desperdiçou um gol absurdo na pequena área. Muito melhor em campo, a Lusa teve outra oportunidade de ouro aos 28. Luizinho teve o gol à sua disposição, mas demorou para chutar. Na sequência, Fernandinho teve o gol ainda mais aberto e também demorou.

O Taboão da Serra, que apenas se defendia e jogava por uma bola espirrada pro setor ofensivo, teve sua chance aos 34, num pênalti estranho marcado pela arbitragem. Diego Souza bateu muito mal e colocou a pelota na trave. Dessa vez não valeu a velha máxima de quem não faz, toma.

Aos 37 a Lusa fez o segundo gol em lance bem parecido com o primeiro: escanteio e gol de cabeça na pequena área. Dessa vez o árbitro anulou o tento sem que ninguém no estádio entendesse o motivo para tal. Na base do bumba meu boi o CATS buscou o empate, mesmo sabendo que isso seria praticamente impossível... como foi.


Cesinha desperdiçando gol absurdo aos sete do tempo final


Arqueiro taboanense fazendo o corte


Diego Souza desperdiçando a chance do empate do CATS mandando um penal na trave


Chegada rubro-verde pela esquerda


Escanteio que originou o segundo gol local... pena para a torcida local que o árbitro anulou

No fim, valeu o golzinho solitário feito no começo. O placar de Portuguesa 1-0 Taboão da Serra fez com que o rubro-verde voltasse a vencer depois de quase 20 dias e elevou um pouco a moral do grupo comandado por Allan Aal. Faltam cinco jogos pro fim dessa fase e ninguém em sã consciência espera a equipe fora da próxima etapa do certame.

Na base do plantão, voltaremos à programação normal no sábado, com o duelo entre o onze do Canindé e o Nacional na Comendador Souza. Quase 200 anos de história no histórico gramado.

Até lá!

domingo, 28 de janeiro de 2018

Duas viradas e triunfo do Bernô contra o CATS no melhor jogo de 2018

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sábado igualei minha marca histórica de jogos num único mês (30) numa partida ótima, de longe a melhor que eu vi em 2018. Foi o primeiro compromisso do São Bernardo no Campeonato Paulista da Série A3 sob as luzes dos potentes refletores do Baetão. O adversário foi o Taboão da Serra pela quarta rodada da primeira fase.

Esse encontro reuniu dois clubes com boas campanhas até então. O CATS estava invicto na vice-liderança somando sete pontos e o Bernô com seis na quinta colocação. Vale lembrar que a equipe do ABC só atuou na sua casa, pois a vitória contra o Rio Branco foi obtida por WO. Vindo de uma inesperada derrota contra o Atibaia, o São Bernardo queria vencer de qualquer jeito.

Falando um pouco de história, vale relembrar que o Vovô do ABC ficou fora do profissionalismo entre 2002 e 2009. O time retornou ao cenário enfrentando justamente o tricolor, no dia 1º de maio de 2010, com cobertura do JP. A segunda vez que vimos esse embate foi na Segundona de 2015, quando o alvinegro venceu por 3x0 mesmo com a presença do atacante Viola no Taboão.

Voltando ao presente, fiz o trajeto entre a capital e o ABC sem perder tempo de metrô e com a providencial carona do amigo Thiago e seu genial Lada. Cheguei no estádio de boa, com tempo de conferir a novíssima iluminação que foi inaugurada nessa peleja. Se a famosa "Boate Baetão" ainda é uma realidade (as coisas só mudarão de verdade quando todo o sistema for trocado), pelo menos a situação está menos pior com mais alguns refletores funcionando.


Esporte Clube São Bernardo - São Bernardo do Campo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra - Taboão da Serra/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Ricardo Bittencourt da Silva, os assistentes Leandro Matos Feitosa e Luis Felipe Silva e o quarto árbitro André Luiz Cozzi junto com os capitães dos times

Captei as imagens das agremiações e me postei atrás do gol defendido pelo arqueiro visitante. Mal sabia que estava prestes a ver um momento histórico. Bruno deu a saída tocando a pelota para Marcos Nunes na esquerda. O camisa 7 driblou quem estava pela frente, chegou na entrada da área e chutou no canto direito de Thyago. Um belíssimo gol com cerca de oito segundos.

Eu estava no Portuguesa x Vitória pelo Brasileiro de 2008 quando Dinei, atleta baiano, fez o gol mais rápido da história dos Brasileirões. Comparei os dois lances e vi que o lance do sábado aconteceu cerca de trinta centésimos antes. Ou seja, bati esse recorde, algo que nem imaginava que poderia acontecer. Genial ver a história sendo escrita assim.

Só que o Taboão da Serra não sentiu o gol e aos seis minutos deixou tudo igual com André Luís. Depois de falta pela esquerda, a bola foi alçada na área e ele cabeceou no canto direito de Thiago. Com o 1x1 no placar, o duelo seguiu num ritmo intenso e com boas chances dos dois lados. Detalhe: o CATS tem Lúcio, o "melhor lateral esquerdo do mundo" e Somália no seu elenco.

O Bernô teve dois ótimos momentos pro segundo gol, ambos nos pés do camisa 2 Denis e ambos não convertidos. Quando o intervalo chegou, eu fui acompanhar o tempo final da arquibancada torta do Baetão. Dali vi a partida ficar ainda melhor e se transformar no melhor jogo de 2018 até aqui.

No primeiro minuto, Marcelinho aproveitou um rebote do goleiro Thiago e virou o marcador. A torcida suou frio lembrando o que rolou contra o Atibaia. Felizmente o Bernô tinha o segundo tempo todo pela frente. Aos dez minutos Tauã resolveu arriscar um chute de longe e colocou a bola no canto direito de Thyago. Agora o placar estava em 2x2.

O CATS incomodou pouco a defesa local, e foi o Bernô quem passou a criar o maior número de momentos perigosos. Aos 20 minutos Bruno Gaúcho chutou e o arqueiro taboanense fez ótima defesa, aos 31 a chance foi de Júlio, aos 33 Bessa chutou cruzado e o Thyago defendeu novamente. De tanto insistir, Allan Bahia virou novamente o marcador aos 36 em gol de cabeça.


Fantasmas? Não, apenas os jogadores do São Bernardo comemorando o gol de Marcos Nunes aos oito segundos (!) de peleja


Ofensiva aérea do time do ABC


Mais um ataque perigoso dos donos da casa no primeiro tempo


O São Bernardo não se incomodou com a virada sofrida no primeiro minuto do tempo final e foi pra cima do CATS


Cobrança de falta do camisa 10 do onze taboanense


Lance do terceiro gol do Bernô, marcado pelo camisa 2 Allan Bahia aos 36 do segundo tempo

Os visitantes buscaram uma nova igualdade nos minutos finais e aí foi a vez do camisa 1 do ABC mostrar serviço. No último trilar do apito, o resultado final foi São Bernardo 3-2 Taboão da Serra. Uma ótima peleja que colocou o Bernô na vice-liderança da Série A3 após quatro rodadas realizadas com nove pontos ganhos, um atrás do líder Noroeste. O CATS perdeu sua invencibilidade e caiu pro 6º lugar.

No domingo cedo encerrei as coberturas do final de semana com a minha primeira visita à Rua Javari em 2018. Depois de curtir uma sessão futebolística tão legal, foi complicado demais ver a bola ser tão maltratada na manhã do domingo.

Até lá!

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Taboão da Serra eliminado na primeira fase da Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


Fechando a disputa do Grupo 24 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Taboão da Serra foi pro gramado sintético do Estádio Vereador José Feres precisando derrotar o Joinville para se classificar, algo que a equipe da Grande São Paulo conseguiu nas últimas quatro edições do torneio. Caso isso não acontecesse, o Real seria o dono da vaga.

Nas duas rodadas anteriores, o CATS perdeu um caminhão de gols e apenas empatou seus compromissos. O JEC foi melhor e venceu um deles, a estreia contra o onze do Distrito Federal por 4x2, e empatou o outro. A situação visitante era confortável e até uma derrota pela contagem mínima classificaria o clube catarinense.


Clube Atlético Taboão da Serra (sub-20) - Taboão da Serra/SP


Joinville Esporte Clube (sub-20) - Joinville/SC


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Empurrados por um grande número de torcedores, o escrete paulista começou tentando mandar aquela famosa blitz. O problema, assim como se viu nos dois compromissos já realizados, foram as finalizações. Praticamente nenhuma foi em direção à meta defendida pelo goleiro Nicolas.

O sol brilhava forte, mas nuvens carregadas foram chegando perto do estádio com certa rapidez. O que era apenas ameaça se tornou realidade por volta dos 20 minutos e um fortíssimo temporal desabou na cancha. Eu consegui abrigo numa das tendas instaladas atrás do gol da entrada do estádio, com vista parcial do gramado.

Foi espremido entre a massa humana que vi o Joinville abrir o placar aos 27 minutos. João Pedro chutou de longe, o goleiro Gabriel deu rebote e Baianinho apareceu pela esquerda pra chutar e colocar a pelota no canto esquerdo. A tarefa do CATS ficou um pouquinho mais complicada e agora os locais precisavam virar o marcador.

Antes do término do tempo inicial o camisa 17 Gama tentou empatar a partida em duas boas oportunidades de cabeça, porém nada aconteceu. Os times foram pros vestiários com a vantagem parcial catarinense. Nesse meio-tempo a chuva deu uma leve trégua e pude voltar ao gramado.


Primeira chance de gol do Taboão da Serra na peleja


Ataque catarinense pela direita. Ao fundo, o ex-zagueiro Tonhão com o braço levantado pedindo a saída da pelota


Chegada do CATS no começo do tempo final, disputado debaixo de forte chuva

No exato momento em que os times retornaram o temporal recomeçou, só que dessa vez fiquei firme e forte com meu guarda-chuva velho de guerra acompanhando o ataque local. Logo aos quatro minutos o CATS teve a oportunidade que tanto sonhou. O árbitro marcou pênalti após Renan ter colocado a mão na bola dentro da área. Caio bateu e Nicolas fez ótima defesa, mandando pela linha de fundo.

A partir daí a peleja caiu de produção e o que passou a chamar a atenção foi o péssimo comportamento de parte da torcida presente. Bombas foram lançadas dentro de campo, bem próximo aonde ficavam alguns fotógrafos. Além disso, vimos rojões, sinalizadores e outros fogos de artifício.

Alguém pode perguntar: "Mas não tinha policiamento?". Sim, tinha e tinha muito. O problema foi a atitude omissa e despreparada dos responsáveis pela segurança. Primeiro que a revista foi falha, caso contrário esse material não teria entrado. Segundo que em nenhum momento eles se preocuparam em coibir tal atitude, apenas ficaram observando tudo com cara de paisagem. Uma vergonha e uma postura lamentável dos PMs e guardas municipais.

Enquanto o clima piorava a cada minuto que passava, a partida seguia de forma modorrenta. Somente nos últimos minutos que os times acordaram. Aos 38 minutos Janderson fez ótima jogada, driblou dois defensores e marcou o segundo do JEC. Dois minutos depois foi a vez de Rodrigo Cercal deixar o dele, o terceiro do tricolor. Gama diminui de cabeça pros taboanenses aos 42 e ainda teve tempo para uma bicicleta na trave a favor dos locais nos acréscimos.


Caio perdeu a chance do empate ao desperdiçar esse pênalti aos cinco do segundo tempo. Nicolas fez ótima defesa


Zaga do JEC cortando escanteio cobrado dentro da área


Marcação plástica de defensor do Joinville

No fim, o resultado de Taboão da Serra 1-3 Joinville classificou o tricolor do sul e agora o adversário será o Atlético Mineiro. A segunda vaga ficou pro Real, que pega o Audax. Vale ressaltar que essa foi a pior participação do CATS na história da Copinha em todos os tempos. Essa foi a primeira vez em 13 participações que o clube sai do torneio sem vencer uma peleja sequer.

Da minha parte foi isso. Foram dezesseis jogos com cobertura do JP na primeira fase da 49ª Copa São Paulo de Futebol Júnior em oito sedes diferentes. Mostramos aqui 25% dos participantes da competição com aquele orgulho que sempre tivemos. Agora começa a fase do mata-mata e estaremos in loco até quando tivermos fôlego.

Até a próxima!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Taboão da Serra bate a Portuguesa pelo Paulista sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Em meio a caixas, bagunça e muita incerteza quanto ao futuro, na terça-feira à tarde aproveitei pela última vez a oportunidade de ir a pé até o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. Pela primeira rodada do returno do Campeonato Paulista sub-20 da Primeira Divisão, a Portuguesa recebeu o Taboão da Serra. Jogo, óbvio, com pouquíssimas testemunhas com um Canindé totalmente vazio.

As duas equipes vem fazendo campanhas nada relevantes na disputa do Grupo 4 do certame e estão em posições intermediárias na chave. A Lusa venceu seis vezes, empatou uma e perdeu quatro. Já o CATS emplacou quatro triunfos, três empates e foi derrotado também em quatro oportunidades. Por jogar em casa acabei resolvendo acompanhar o ataque local para dali captar os instantâneos oficiais do cotejo.


Associação Portuguesa de Desportos (sub-20) - São Paulo/SP


Clube Atlético Taboão da Serra (sub-20) - Taboão da Serra/SP


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

A escolha se mostrou muito errada pois o Taboão da Serra surpreendeu e foi fatal nos primeiros 30 minutos. Sem que o escrete local percebesse, os visitantes mostraram muita qualidade no setor ofensivo e quando a Portuguesa se tocou, já estava perdendo por 3x0. O primeiro tento foi de Wesley aos 12 minutos. Alleson, camisa 7, fez duas vezes, aos 19 e aos 32 minutos. O negócio estava tão feio que o técnico da Lusa fez duas alterações logo na sequência.

No segundo tempo não restou outra alternativa para a Portuguesa a não ser ir pra cima da zaga visitante. Logo aos sete minutos Matheus França fez o primeiro tento local e encheu de esperanças os gatos pingados que estavam na arquibancada. O time teve chances de empatar e até virar o placar, só que o que o número de chances desperdiçadas não foi brincadeira. Só o camisa 17 Rodrigo Nascimento perdeu quatro ou cinco grandes momentos, dois deles na pequena área.


Atleta rubro-verde atacando pela direita


Zagueiro do CATS cortando bola levantada na sua área


Na primeira meia hora a Lusa ficou mais tempo com a pelota nos pés, só que o CATS foi fatal


Wesley e a bola estão encobertos na imagem, mas esse é o lance do terceiro tento taboanense, aos 32 do primeiro tempo


Atacante lusitano protegendo a pelota em lance do tempo final


Mais uma bola lançada dentro da área visitante e mais um corte da zaga

No fim não teve jeito e o marcador ficou em Portuguesa 1-3 Taboão da Serra. O CATS conseguiu se safar com estilo da enorme pressão e confirmou um importante triunfo pro decorrer do certame. Já a Lusa não pode vacilar mais, principalmente dentro de casa, caso queira pensar em classificação. Quatro serão os classificados da chave, que tem o São Paulo como grande favorito ao primeiro lugar.

Terminada a partida, voltei a pé até o QG do Bom Retiro pela última vez, já que não terei como fazer isso nos compromissos futebolísticos do final de semana, meu último morando oficialmente na capital bandeirante. A ideia é emplacar uma rodada tripla sexta, sábado e domingo para fazer uma despedida digna.

Até lá!

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