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quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Tarde para esquecer no CERET com a Taça Paulistana

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão vespertina do último sábado foi dedicada a acompanhar pela primeira vez a Taça Paulistana em 2026. O que poderia e deveria ser uma segunda divisão continua sendo um torneio de "excluídos" organizado pela FPF. Nesse esquema, fui cobrir o duelo dos dois últimos colocados no CERET: Centro Olímpico x SE Lemense.

A edição de 2026 da Taça conta com seis participantes: além dos dois times já citados, estão na disputa Realidade Jovem, São José, Mauaense e São Bento. Depois que a FPF criou o Regulamento de Licenciamento de Clubes, não há mais vez para os pequenos no estado. A missão de "fomentar o futebol feminino" basicamente está restrita à base. Com os times adultos, o que vale é ter oito clubes no principal certame e só.

Esse esquema gera uma baita distorção, pois o Mirassol, lanterna isolado da primeira fase do Paulista Feminino, já está na Série A3 do Brasileiro do ano que vem mesmo tendo somado apenas um ponto. Deveria existir uma espécie de seletiva para definir as vagas, talvez usando a própria Taça para isso. Outra coisa, demorou para criarem uma segunda divisão oficial com o mecanismo de acesso (alô, Orlando!) ativo.



Centro Olímpico, sem nenhuma das goleiras na imagem, e SE Lemense posando de forma exclusiva para o JP


A árbitra Ana Caroline D’eleuterio de Sousa Carvalho, as assistentes Pablo Lemos Fillet e Liliane Aparecida Galindo, a quarta árbitra Rosana Pereira Ruviaro e as capitãs

Falando da Taça Paulistana, os seis participantes jogam em turno e returno e os dois primeiros fazem a final em jogo único. Além disso, os quatro melhores colocados vão disputar a Copa Paulista Feminina junto com os dois perdedores da repescagem — que acontece em novembro —, além de Taubaté e Mirassol.

Centro Olímpico e SE Lemense chegaram à quarta rodada da primeira fase com três derrotas cada e sem nenhum ponto conquistado. O confronto no CERET era a chance de tirarem o zero da tábua de classificação. Pelo que se viu até aqui, os dois devem ficar na rabeira até o final. Fui até o estádio sabendo que o jogo dificilmente seria bom.

Além dos 90 minutos bem fracos, o que mais complicou a experiência foi começar a passar mal no caminho. O almoço de pastel em Guarulhos foi cruel comigo e me deixou completamente prejudicado. Passei mais tempo no banheiro do que vendo o que acontecia no gramado. Entre uma ida e outra ao toalete, vi uma peleja bem abaixo da média e com muitos erros dos dois lados.

O primeiro tempo foi muito fraco, terrível mesmo. Simplesmente nada aconteceu. A certeza para os presentes era que gol ali só aconteceria na base da sorte. Aos 12 da etapa final, para a alegria coletiva de todos, o marcador foi inaugurado. Em bola cruzada da direita, Pamela surgiu livre e, mesmo tocando sem tanta força, colocou a bola no canto direito, longe do alcance da arqueira.

O Centro Olímpico quase marcou o segundo em duas oportunidades, aos 36 e 37 minutos, mas em ambas a goleira Anelita fez defesas surreais. A segunda foi à queima-roupa, impressionante. O placar acabou sendo ampliado aos 46, com Carol tocando na saída da arqueira. Vitória justa e merecida das paulistanas, que finalmente somaram seus primeiros pontos na competição.







Detalhes do Centro Olímpico x SE Lemense no CERET

É, porém quem não saiu do estádio bem fui eu. Ainda passando mal, fui obrigado a perder os últimos minutos para ir à farmácia comprar remédios para tentar melhorar. Melhorei, mas por poucos dias. Na segunda, antes de tudo complicar de novo, deu tempo de ver o quarto (!) jogo no Pacaembu em 2026. Falando da Copa Paulista masculina, foi dia de classificação.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 2-0 SE Lemense

Local: CERET (São Paulo); Árbitra: Ana Caroline de Sousa Carvalho; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Isabella, Lucas Almeida e Bia; Gols: Pamela 12 e Carol 45 do 2º.
Centro Olímpico: Stefany; Nathany (Luana), Isabella, Rebeca e Mariana (Mica); Aninha, Carol, Isa Macedo (Graziella) e Yasmin Santarelli (Ana Clara); Pamela (Islaine) e Annie (Sophia). Técnico: Lucas Almeida.
SE Lemense: Anelita; Karol (Melo), Bia, Mai e Mili; Tetê, Laís, Jojô e Tatah; Muniz (Monteiro) e Sté (Emilly Christina). Técnico: Fábio Nascimento.

domingo, 16 de agosto de 2026

Centro Olímpico surpreende o Bandeirante e larga na frente no sub-20

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois de uma semana de molho, a dor nas costas deu uma trégua e, na sexta-feira, resolvi acompanhar o início do mata-mata da Série B do Campeonato Paulista sub-20. Tinha várias opções de jogos e acabei decidindo pelo inédito confronto entre Centro Olímpico e Bandeirante de Birigui, um dos clubes que sempre gostei de ver ao vivo, no CERET.

Vi o BEC com certa frequência na primeira década do século 21. Depois, a presença da equipe por essas bandas passou a ser mais espaçada. O sub-20 eu tinha visto ao vivo apenas uma vez, em uma vitória contra o ECUS em 2015. O profissional eu não vejo desde 2023, quando enfrentaram e foram derrotados pelo São Bernardo pela A3. Na primeira fase, o clube que usa o uniforme da seleção paulista terminou invicto e como líder do Grupo 1. Já o ADECO ficou na segunda posição do Grupo 9, atrás apenas do Nacional. Mostrei aqui a última apresentação do onze paulistano, uma goleada sofrida contra o próprio Naça.




Os dois times posados de forma exclusiva para o JP além do quarteto de arbitragem com os capitães

Tive a companhia do amigo Luigi após sete meses para essa jornada. Pegamos o ônibus na Estação Carrão e chegamos no CERET cedo, sem pressa. Hoje é um dos locais mais legais para assistir futebol na cidade de São Paulo. Dá um certo trabalho para ir lá, mas sempre vale a pena. Cerca de 30 pessoas, entre elas o amigo Eduardo e o mooquense Estevan, acompanharam o duelo.

Eu imaginava que o Bandeirante tinha um leve favoritismo em virtude de ter melhor campanha, porém, quando a bola rolou, isso ficou apenas no papel. O Centro Olímpico foi bem e fez um duelo bastante equilibrado. Na etapa inicial, o escrete da capital teve duas boas chances para abrir o placar, enquanto o BEC, a rigor, teve somente um bom momento. O 0 a 0 quando o intervalo chegou era um placar justo.

Na segunda etapa tudo mudou. O Centro Olímpico melhorou e encurralou os visitantes. Os donos da casa mandaram duas bolas na trave e tiveram duas chances claríssimas para marcar. A insistência deu resultado aos 28, com o gol de Daniel Sobral. Quatro minutos depois, Pedro Duarte ampliou. O BEC sentiu o golpe e quase levou o terceiro pouco antes do apito final. O 2 a 0 ficou barato.








Detalhes do primeiro tempo no CERET





Na segunda etapa o Centro Olímpico saiu em vantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final. Na última foto, a comemoração de Pedro Duarte no segundo gol mandante

Agora o Bandeirante precisa derrotar os paulistanos por três gols de diferença na próxima sexta-feira para se classificar. Se ganhar por dois, a decisão da vaga será nos pênaltis. O Centro Olímpico pode perder por um que ainda assim estará entre os 16 melhores da competição pela primeira vez. Certo é que terá bastante emoção em Birigui, cidade que, de forma absurda, ainda não visitei.

Tinha sessão noturna na pauta, mas decidi me poupar. Depois de duas semanas de molho, não dá para ficar arrepiando tanto ainda. No sábado voltei aos campos com a última rodada da primeira fase do Paulista Feminino sub-15 na pauta. Teve time novo na lista feminina.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 2-0 Bandeirante

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Marcus Vinicius Salles de Oliveira; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Rafael Lemos, Pedro Duarte, Romarinho, Pegoraro e Vítor Hugo; Gols: Daniel Sobral 28 e Pedro Duarte 32 do 2º.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro (Romarinho), Gabriel (Lucas), Daniel Sobral e Gustavo Dias; Rafael Lemos, Isaque (Pedro Martins), Andreas Biasotto e Giuseppe; Diogo Gonzaga (Luka) e Pedro Duarte (Visentin). Técnico: Adílson Nascimento.
Bandeirante: Gallinari; Gabriel Yamauti (Cunha), Eric, Giovanni Coqueiro (Bruno Henrique) e Gigante; Roberto, Max (Samuel), Pegoraro (Lucas Mossen) e Marcos Vinícius (Amendoim); Dener (Vítor Hugo) e Pedro Vito. Técnico: Roni.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Nacional atropela o Centro Olímpico no Nicolau Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Agosto não está sendo fácil. Com uma dor nas costas que não passa de jeito nenhum desde o começo do mês, a programação feita com carinho pelo que vos escreve virou pó. Tentando ver se a situação estava melhor, na sexta-feira encarei uma jornada até o Estádio Nicolau Alayon para acompanhar a última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista sub-20 em sua Série B. Em campo, confronto paulistano entre Nacional e Centro Olímpico.

Os dois times já estavam praticamente classificados antes de se enfrentarem. O ADECO era o líder da chave, enquanto o Nacional ocupava a terceira posição. Um triunfo do escrete ferroviário o colocaria na ponta ao término da fase. Eu tinha visto o Naça em ação contra o Terceiro Milênio — vitória pela contagem mínima — e achava que seria um jogo equilibrado. Enganei-me feio.




Os capitães, o quarteto de arbitragem e as equipes em fotos exclusivas do Jogos Perdidos

Se no caminho até a casa do Nacional as costas estavam quietinhas, bastou descer do ônibus para ela, a dor, chegar com tudo. Na base do Dorflex, vi uma atuação local totalmente surpreendente. Eu esperava equilíbrio, porém o que vi foi um onze local superior desde os primeiros movimentos. Com certeza foi a melhor atuação da equipe da Zona Oeste no torneio até agora.

Nicolas Ramos mostrou o cartão de visitas para o Centro Olímpico logo aos dois minutos, aproveitando rebote do goleiro Marcello para abrir a contagem. Bastante superior, Ruan Santos fez o segundo aos 19. O ADECO pouco fez e não mostrou o futebol que o colocou na segunda fase com antecedência. O 2 a 0 no intervalo ficou barato.

Na etapa final, contando com a companhia do amigo Pucci nas sociais da Comendador Sousa, segui vendo uma partida maiúscula do onze nacionalista. Jogando na boa, sem sustos e animando a boa torcida presente, Ruan Santos fez o terceiro aos 18 e, de pênalti, Klayton Silva deu números finais ao duelo aos 42. O 4 a 0 foi simplesmente a maior goleada que vi do sub-20 do Nacional em todos os tempos. Na próxima fase, o adversário será o União Mogi. Já o Centro Olímpico vai encarar o Bandeirante de Birigüi.



Nicolas Ramos aproveitando o rebote e comemorando o primeiro gol nacionalista


Então líder da chave, o Centro Olímpico não foi páreo para os donos da casa



Bola na rede do ADECO no segundo gol local, marcado por Ruan Santos



Mais dois momentos da etapa inicial na Comendador Souza



Na etapa final, o Nacional se manteve dono da peleja



Ruan Santos anotou o terceiro para o Nacional


De pênalti Klayton Silva fechou o marcador


Goleada nacionalista na última rodada da primeira fase do Paulista sub-20 - Série B

Me arrastando até o ponto de ônibus, voltei para o QG da Zona Oeste travado e já sabendo que os planos do final de semana tinham ido para o brejo... de novo. Agora só volto aos campos quando melhorar de vez. Quando? Espero que seja breve.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Nacional 4-0 Centro Olímpico

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Israel de Souza Catarino; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Enzo Ferraro, William Hora, Ruan Santos, Gustavo Ferreira, Gustavo Dias, Giuseppe e Leonardo; Gols: Nicolas Ramos 2 e Ruan Santos 19 do 1º, Ruan Santos 18 e Klayton Silva (pênalti) 42 do 2º.
Nacional: Bryan; Enzo Ferraro (Klayton Silva), João Medeiros, Felipe Machado e Yago Panham; Wallacy, Davi (Gustavo Ferreira), Ryan Matos (Leonardo Signoreto) e Lucas Costa; Ruan Santos (Bruno Maciel) e Nicolas Ramos (William Hora). Técnico: Edson Kruss.
Centro Olímpico: Marcello; Pedro, Pedro Martins, Lucas (Guilherme) e Daniel Sobral; Gustavo Dias (Isaque), Davi Sobral (Alyson), Giuseppe (Luka) e Pedro Duarte (Visentin); Romarinho (Gustavo Borges) e Leonardo (José Henrique). Técnico: Adílson Nascimento.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

ADECO goleia e mantém esperança de classificação no Brasileiro Feminino sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Assim como na semana anterior, a sessão noturna do último sábado foi daquelas reservadas apenas aos iniciados. Em um CERET novamente com portões fechados, o Centro Olímpico recebeu a UDA de Alagoas pelo Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17. Sem poder ficar na arquibancada, a rapaziada se acomodou do lado de fora para curtir o duelo das meninas.

Como cheguei atrasado na partida contra o Recanto da Criança e perdi as fotos posadas, desisti de ir até Mauá para acompanhar Mauaense x Tanabi. Não me arrependi, já que os times ficaram no zero. No CERET, por outro lado, a chance de ver gols era bem maior. Disputando o primeiro lugar do Grupo D com o Corinthians, o ADECO era favorito e contava com os três pontos diante do esforçado clube alagoano.


Associação Desportiva Centro Olímpico (feminino sub-17) - São Paulo/SP


União Desportiva Alagoana (feminino sub-17) - Maceió/AL


Capitãs e quarteto de arbitragem


Detalhe da torcida do lado de fora do alambrado no CERET. Ver jogo no morro é muito bom

Enquanto fui para o gramado, a dupla Milton e Pucci ficou passeando pelo lado de fora do campo, acompanhando tudo do alambrado ao lado de um público de mais ou menos 50 pessoas, todas parentes de atletas. Quem enfrentou o clima frio viu um primeiro tempo acima do esperado. As paulistanas atuaram com mais disposição e definiram o triunfo antes do intervalo.

Luiza, Ikeda (duas vezes) e Pietra anotaram os gols locais, e a vantagem parcial poderia ter sido ainda maior, tamanha a quantidade de oportunidades criadas. A UDA pouco fez e, como tem acontecido com frequência, o que se viu foram várias atletas caindo em lances bobos.

Na etapa final, a expectativa era de uma atuação semelhante do Centro. Ledo engano. As meninas puxaram o freio de mão e a partida foi completamente diferente. Os bons momentos foram raros, e deu sono acompanhar o pouco que acontecia no gramado sintético do campo do Tatuapé. Os 45 minutos pareceram durar duas horas.




Três lances do começo de Centro Olímpico x UDA



Não lembro qual foi, confesso, mas esse foi um dos gols do time paulistano



Mais um detalhe de gol do ADECO, aqui em cobrança de escanteio e falha da boa goleira alagoana




O Centro Olímpico não marcou na segunda etapa e se confirmou o resultado do tempo inicial

No fim, ficou mesmo o placar construído no tempo inicial: Centro Olímpico 4-0 UDA. A equipe paulista agora soma 12 pontos, contra 15 do Corinthians. Na última rodada, que acontece na semana que vem, um triunfo do ADECO garante o clube na próxima fase. Já a UDA vai enfrentar o Recanto da Criança para confirmar a terceira colocação da chave.

Saímos de um CERET completamente vazio e cogitamos pegar um Uber até a Estação Carrão do metrô. Por sorte, o ônibus passou e conseguimos economizar alguns reais. Bom, teve rodada tripla no sábado, mas no domingo lá estava eu caindo da cama de novo com uma jornada dupla na mira. É, o futebol aqui não para.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 4-0 UDA

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Fernandes Júnior/SP; Público e Renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Pietra, Olga e Ana Maria; Gols: Luiza 6, Ikeda 11, Pietra 23 e Ikeda 33 do 1º.
Centro Olímpico: Karen; Bianca, Pietra, Molina e Rianna Raquele (Esther); Lu, Santiago, Ana Clara (Aninha) e Ikeda (Isabella); Luiza (Agatha) e Caitano (Isa Alexandre). Técnico: Mayara de Oliveira.
UDA: Clara; Ana Maria, Kimberly, Emanuelly e Clarice (Maysa); Ianny (Adrielly), Keyla, Alice e Olga; Jheniffer e Vitória (Laís). Técnico: Bruno Barbosa.