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segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Goleada do União no dérbi mogiano da Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Os jogos de sexta e sábado foram horríveis. No sábado ainda por cima teve o calor como um incômodo componente na rodada dupla pelas Séries C e D do Brasileiro. Deveria ficar em casa no domingo, mas, teimoso, fui ao Estádio Francisco Ribeiro Nogueira para o dérbi entre União Mogi e Atlético Mogi válido pela terceira rodada do returno do Campeonato Paulista da Segunda Divisão.

O União busca uma vaga na próxima fase e contava com os três pontos no duelo contra o rival da cidade. O favoritismo era todo do alvirrubro, pois o Atlético está na pior fase da sua história e ostenta uma performance que já entrou no rol de grandes sequências negativas em todos os tempos no futebol paulista. São 44 partidas sem triunfos e uma insana série de 25 derrotas seguidas. Um assombro.

Pior que antes dessa fase horrorosa que começou entre 2017 e 2018, o Atlético sempre fez um confronto equilibrado contra o União. Até 2017, eram seis vitórias para cada lado e seis empates. Com a derrocada, o retrospecto hoje é de 12 triunfos do alvirrubro (com direito a um 9x0 ano passado), sete empates e as mesmas seis vitórias dos atleticanos. Eu tinha visto apenas dois deles: 4x1 do União na campanha do título de 2006 e um 2x1 em 2014.



Sem as fotos oficiais, vamos com a dos elencos perfilados e a que o delegado tirou do quarteto e capitães. Mesmo com ele atrapalhando o registro, vale colocar aqui

No domingo não tive problema e quando cheguei no Nogueirão a chave da cabine já estava à disposição. Felizmente o papo na semana anterior deu resultado. Acompanhei o jogo de boa esperando ver mais gols do que no sábado. Aí pintou um grande problema: a fraquíssima atuação do União na etapa inicial. A Serpente do Tietê não fez nada, absolutamente nada a os primeiros 45 minutos se arrastaram.

Fiquei surpreso negativamente com a atuação, juro a vocês. O Atlético não tem lá um time poderoso, porém conseguiu segurar na boa o seu adversário. O União teve somente um tiro no gol (!) em cobrança de falta desviada pelo goleiro... e só. O negócio foi tão ruim que não seria possível repetir a performance no segundo tempo. E ela não se repetiu mesmo.





O primeiro tempo do dérbi de Mogi das Cruzes foi muito fraco. O União criou apenas uma boa chance, em cobrança de falta bem defendida pelo goleiro atleticano

O técnico Filipe Alves arrumou a casa nos vestiários e a tudo mudou. O União criou um sem-número de chances e massacrou o onze atleticano. Logo aos dois minutos Cássio completou bola rolada no meio e abriu o placar. Aos oito e aos 12 o goleiro Gabriel fez duas grandes defesas e aos 13 saiu o segundo com Geovânio.

O terceiro saiu aos 27 dos pés do camisa 9 Thoni. Ele também fez o quarto aos 43 e Pepe fechou a goleada aos 46. Levanto em conta os vários momentos de perigo, não é nenhum absurdo dizer que se estivessem com o pé calibrado, o triunfo poderia ter alcançado dois dígitos. Ainda assim, o goleiro Gabriel foi um dos destaques da tarde com ótimas intervenções.


No tempo final, tudo mudou. Cássio, logo aos dois minutos, abriu o placar



Duas boas jogadas de Thoni pelo lado direito do ataque alvirrubro


Detalhe do quarto gol do União, o segundo de Thoni


Pepe fechou o placar nos acréscimos

O resultado de União Mogi 5-0 Atlético Mogi mantém o alvirrubro lutando por uma vaga na próxima fase faltando duas rodadas para o final. A equipe pega Manthiqueira e ECUS e depende apenas de si. Já os atleticanos chegam a 45 partidas sem vitória e dificilmente o tabu será quebrado em 2021. Em 2022 se nada mudar eles passarão a ser o time com a maior sequência negativa da história do estado. Isso definitivamente não é pouco.

Foi isso. Retornei à capital feliz por ter salvado o meu fim de semana já pensando que terça-feira de manhã tem nova cobertura do Paulista Feminino por aqui. Chance de goleada na parada.

Até lá!

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Ficha Técnica: União Mogi 5x0 Atlético Mogi

Local: Estádio Francisco Ribeiro Nogueira (Mogi das Cruzes); Árbitro: Flávio Roberto Ribeiro; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Danilo Fuga, Kris, Silas; Cartão vermelho: Roan 38 do 1º; Gols: Cássio 2, Geovânio 13, Thoni 27, 43 e Pepe 47 do 2º.
União Mogi: Warlei; Pedro (Dimi), Leonardo (Murilo Alves), Danilo Fuga e Pepe; Juninho (Mariano), Cássio, Oliveira (Marcos) e Geovânio (Alan); Thoni e Natan. Técnico: Filipe Alves.
Atlético Mogi: Gabriel Silva; Guilherme Silva, Vítor, Silas e Guilherme Nascimento; Roan, Lucas (Gustavo), Michael (Kelvin) e Paulo (Kris); Wellington (Gabriel) e Kaick (Vanderlei). Técnico: Anderson Silva.
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terça-feira, 14 de setembro de 2021

Bom jogo e triunfo do ECUS contra o Atlético Mogi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após os jogos do sub-15/sub-17 sábado cedo, saí correndo da Fazendinha pois o cronograma reservava uma partida legal do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Depois de oito anos, voltei a ver uma apresentação da ECUS, tal como a fênix, contra o Atlético Mogi em duelo válido pela abertura do returno do Grupo 5. O palco foi o ajeitado Estádio Francisco Marques Figueira, cancha que eu não visitava desde 2019.

A última participação do glorioso Esporte Clube União Suzano na Segundona tinha sido em 2015 e a despedida foi terrível, um 14x2 sofrido contra o Mauaense. Desde então, o que se escutava pelos lados de Suzano era que não tinham a menor chance de voltar a disputar um certame profissional. Foram tantos anos com essa certeza que, ao aparecerem na lista de participantes, muitos tomaram um susto.

O clube atuou por 18 temporadas seguidas entre 1998 e 2015, conquistando o título da Série B2 em 2002 e o acesso para a A3 em 2004 com o terceiro lugar na B1. A história na terceirona durou apenas um ano e foram rebaixados de cara. Tirando 2007, nunca mais fizeram uma campanha de destaque. O panorama ali mudou quando a prefeitura deixou de ajudar o time. Por tudo isso, o retorno é bem-vindo.


Quem não tem cão, caça com gato: o amigo Nilton no muro para tentar ver um pedaço da peleja. Pena que minutos depois da imagem ele acabou tomando um belo enquadro da PM

Do outro lado estava o Atlético Mogi, dono de um retrospecto absolutamente assombroso nos últimos quatro anos. Desde que derrotaram o Real Cubatense em 17 de junho de 2017, enfileiraram 42 jogos com dois empates e impressionantes 40 derrotas, 23 delas consecutivas. Em 2021 mantém a escrita e provavelmente não conquistarão nenhum ponto. Estão caminhando a passos largos para baterem o recorde de maior sequência sem vitórias do Corinthians de Casa Branca no começo dos anos 80 - 49 partidas - e de 34 derrotas seguidas do União Suzano entre 2000 e 2006.

Meu roteiro funcionou perfeitamente e cheguei no estádio super cedo. Fui de Uber até o Tatuapé, de trem até Suzano e então peguei outro Uber até o "Suzanão". Corridas curtas com valores baixos e nenhuma preocupação. Estava com saudade dali e logo fui até as cabines garantir um espaço para acompanhar a peleja. Minha última vez com o ECUS em casa tinha sido uma derrota por 4x0 contra a Matonense em 2013. Já um triunfo eu não via desde 2004 (!), um sofrido 1x0 em cima da Ferroviária pela B1 em tempos que o JP nem existia.


ECUS e Atlético Mogi antes do Hino Nacional Brasileiro



O ECUS posado com seu belo uniforme, um time que achei que nunca mais veria ao vivo e a foto oficial dos capitães com o quarteto de arbitragem

Por ser um confronto de agremiações mal colocadas na chave, a partida foi melhor do que eu esperava. O ECUS fez uma atuação segura e, por incrível que pareça, o Atlético Mogi também teve os seus momentos. Aos 19 minutos os locais quase abriram a contagem, mas a zaga salvou em cima da linha. Cinco minutos depois, por pouco o onze visitante não fez em chute que passou perto da trave. Aos 33 a bola foi lançada com precisão até Breno. Ele entrou na área, tocou na saída do goleiro e anotou.




Três lances do bom primeiro tempo entre ECUS e Atlético Mogi


Detalhe da genial horta que tem ao lado da arquibancada oposta no estádio de Suzano. Você nunca verá isso na Arena Corinthians ou no Allianz Parque


Detalhe do gol de Breno aos 34 minutos

Nem bem a segunda etapa tinha começado e o mesmo Breno ampliou a vantagem. O Atlético colocou as manguinhas de fora e, após criar grande chance aos 27 em lance que Deivão fez ótima defesa, diminuiu aos 33 com um golaço de Kaick em jogada individual. Os visitantes sonharam com o empate, porém foi o ECUS quem enfileirou rápidos contra-ataques. De tanto insistirem, fizeram o terceiro aos 42 com Gabriel, um dos bons nomes da tarde, e fecharam a fatura.




O segundo tempo foi tão bom quanto o primeiro, porém teve mais momentos de perigo dos dois lados


Detalhe do goleiro suzanense atuando como zagueiro no fim da partida


Gabriel Moysés, um dos bons nomes do ECUS, insistiu bastante mas só conseguiu marcar o seu aos 42 do tempo final

O ECUS 3-1 Atlético Mogi não ganharia prêmios na FIFA, mas foi uma diversão bem agradável para quem assistiu os 90 minutos. Como duvido que o escrete suzanense irá lutar pela classificação. O que vale de verdade é terminarem sua volta aos gramados da forma mais digna possível, e estão conseguindo. Já os atleticanos seguem sua via-crucis rumo aos recordes negativos da história do futebol paulista.

Foram quase doze horas na rua com três coberturas na sequência, então retornei à capital cansado e com aquele sempre maroto sentimento de dever cumprido. No dia seguinte peguei o caminho do Alto Tietê novamente pois tinha outro confronto Suzano vs. Mogi das Cruzes na pauta.

Até lá!

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Ficha Técnica: ECUS 3x1 Atlético Mogi

Local: Estádio Francisco Marques Figueira (Suzano); Árbitro: Daniel Carlos Fernandes; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Talisca, Gustavo, Matheus, Lucas Oliveira; Gols: Breno 34 do 1º, Breno 1, Kaick 33 e Gabriel Moysés 42 do 2º.
ECUS: Deivão; Patrick (Denis), Gustavo, Cauê e Breno; Negão (Gabriel Silva), Guga (Canhotinho), Talisca e Zetão (Matheus); Gabriel Moysés e Bulhões (Everton). Técnico: Jaques Carvalho.
Atlético Mogi: Gabriel Filipe; João (Kris), Vítor Macedo, Silas e Guilherme Silva; Gabriel Souza (Lucas Oliveira), Lucas Gardinalli (Kelvin), Guilherme Nascimento (Paulo) e Thiago; Vítor Silva (Vanderlei) e Kaick. Técnico: Anderson Silva.
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quarta-feira, 12 de junho de 2019

Nova goleada do ainda invicto Paulista na Segundona

Texto e fotos: Fernando Martinez


Desde que o Paulista de Jundiaí foi parar no Campeonato Paulista da Segunda Divisão eu queria ver uma apresentação do time no Estádio Doutor Jaime Cintra. No ano passado não deu certo, porém no sábado tive a chance de matar a vontade. O glorioso campeão da Copa do Brasil de 2005 enfrentou o Atlético Mogi pela quarta rodada do returno. Um daqueles confrontos que eram absolutamente impensáveis há dez anos atrás mas que, por conta do declínio jundiaiense, passou a ser uma incômoda realidade.

Saímos de Barueri rapidinho depois do horroroso Oeste x Figueirense e emplacarmos aquela boquinha marota já em terras jundiaienses. Completamente satisfeitos com aquela sempre bem-vinda refeição não-natural, chegamos na casa do Galo cedo e deu tempo suficiente de fazer todos os trâmites antes do apito inicial. O ainda invicto Paulista era absurdamente favorito para conquistar os três pontos. Muito pelo que ele está fazendo no certame e mais ainda pelo que não está fazendo o Atlético. Aliás, o onze da Grande São Paulo não vem fazendo muita coisa há algumas temporadas, enumerando recordes negativos na disputa da última divisão.

A última vitória do alviazul aconteceu em 17 de junho de 2017, há quase dois anos, um 1x0 em cima do afastado Real Cubatense. Desde então, disputou 26 partidas somando dois empates e inacreditáveis 24 derrotas. Se falarmos de jogos fora o negócio complica de vez. Levando em conta pelejas longe de Mogi das Cruzes, o último triunfo foi em 8 de julho de 2012, um 2x1 em cima do Jacareí. Quase SETE ANOS sem uma vitória sequer longe da sua cidade. Poucas equipes no país podem ostentar uma marca desse naipe.


Paulista Futebol Clube - Jundiaí/SP


Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol Ltda. - Mogi das Cruzes/SP


O quarteto de arbitragem composto pelo árbitro Diego Augusto Fagundes, os assistentes Luis Alexandre Nilsen e Ítalo Magno Andrade e o quarto árbitro José Donizete da Silva posam para a foto junto com os capitães

Dito tudo isso, era claro que o Paulista só não derrotaria seu adversário se acontecesse uma catástrofe. Quando a bola começou a rolar, vimos que a chance dessa catástrofe rolar era nula. Logo com cinco minutos os donos da casa abriram o marcador com o camisa 11 Jeferson. Parecia que a porteira estava aberta... parecia. Os atletas locais não estavam concentrados e tiveram uma atuação abaixo da crítica. Os ataques foram dispersos e os momentos agudos de perigo foram raros. Pelo lado do Atlético, nada de novo. Foram apenas duas chegadas, uma delas em cobrança de falta. No intervalo, a vantagem mínima estava a favor do tricolor.



Detalhe do lance do gol que abriu a vitória do Paulista e a comemoração dos atletas


Mesmo com pouca inspiração, o Paulista atacou bastante no primeiro tempo


Chance do segundo gol jundiaiense pelo alto

Acompanhei a etapa inicial meio zoado já pressentindo que ia rolar uma recaída na minha gripe que peguei no começo da semana e decidi que precisava ficar num lugar tranquilo. Fui até as cabines de imprensa e dali vi as emoções do tempo final. Os garotos do Paulista devem ter tomado uma chamada nos vestiários pois retornaram ao gramado mais ligados e rapidamente marcaram duas vezes com Matheus Favali no primeiro lance e Yan aos seis.

A peleja melhorou muito e o Paulista passou a animar a sua torcida como não tinha feito no primeiro tempo. O panorama dentro de campo foi seguindo dessa forma, já fora, uma dor de cabeça cada vez pior e aquele sempre incômodo mal estar de volta ao cenário. O vento frio misturado com o sol foi determinante para que a febre voltasse forte. Eu queria mesmo que tudo acabasse logo.


Bola viajando dentro da área do Atlético Mogi no começo do segundo tempo


Visão geral do Jaime Cintra com público apenas razoável para outra apresentação na Segundona


Ataque do Galo pela direita no fim da peleja

Perto do crepúsculo do cotejo, o Galo ampliou a vantagem com Jeferson aos 41 minutos. O placar final ficou em Paulista 4-0 Atlético Mogi, outro compromisso invicto do classificado tricolor, que agora soma 23 pontos conquistados em sete vitórias e dois empates. O onze mogiano tem a segunda pior performance da Segundona com apenas um ponto em dez rodadas disputadas (o Elosport conseguiu a proeza de perder todas as suas partidas até aqui).

Saí rapidinho do estádio na companhia do metaleiro Bruno e dali seguimos até a rodoviária da cidade. No ônibus que nos trouxe de volta, aquele papo sempre legal e cheio de informações pertinentes para o dia a dia. De ruim, só que a saúde sumiu de novo e a recaída gripe me derrubou por toda a semana. Por pouco a minha programação para o restante de junho não foi por água abaixo.

Aliás, que programação...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Paulista 4-0 Atlético Mogi

Competição: Campeonato Paulista da Segunda Divisão; Local: Estádio Doutor Jaime Cintra (Jundiaí); Árbitro: Diego Augusto Fagundes; Público: 695 pagantes; Renda: R$ 9.300,00; Cartões amarelos: Higor (Pau), Vinícius, Mazinho, Egino (Atl); Gols: Jeferson 6 do 1º, Matheus Favali 1, Yan 6 e Jeferson aos 41 do 2º.
Paulista: Matheus Lopes; Victor Emerson, Joaquim, Evandro e Yan (Daniel); Higor, Nenê, Pedro Demarchi (Paulo) e Matheus Favali; Edinan (Carlinhos) e Jeferson. Técnico: Edson Ferreira da Silva.
Atlético Mogi: Luís Felipe; Luciano, Egino, Guilherme (Tiago) e Carlinhos; Mazinho, Stanley (Éverton), Fiori e Natanael; Alleson (Thiaguinho) e Vinícius. Técnico: Walker de Souza.
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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Guarulhos faz o dever de casa e derrota o lanterna Atlético Mogi

Texto e fotos: Fernando Martinez


Para aproveitar bem o último domingo antes da Copa do Mundo, armei uma rodada dupla que se iniciou com uma sessão matutina no Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Direto do Estádio Antônio Soares de Oliveira, um duelo entre uma das boas equipes do Grupo 4 contra o lanternaço da chave: Guarulhos x Atlético Mogi.

Você viu aqui no Jogos Perdidos duas coberturas do onze mogiano jogando em casa: as derrotas contra o Paulista de Jundiaí e Flamengo de Guarulhos. Em ambas as partidas, um pobre futebol e apesar da entrega total dos atletas da equipe, não houve a menor chance de alguma competitividade. Era de se esperar um novo revés, ainda mais com o onze guarulhense vindo de boas apresentações chegando ao terceiro lugar do grupo com 19 pontos ganhos.


Associação Desportiva Guarulhos - Guarulhos/SP



As duas fotos oficiais do Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol do domingo. O time entrou em campo com calções e meias azuis, assim como os donos da casa. O árbitro fez a equipe trocar o uniforme


O árbitro André Luis Riquena, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Paulo Cesar Modesto, o quarto árbitro Anderson Aparecido Gomes e os capitães dos times

Fui até Guarulhos na boa e cheguei lá na paz, faltando cerca de meia hora para o apito inicial. Os times já estavam, a ambulância também... só faltava o policiamento. Sem a presença dos PMs, os portões não foram abertos ao público. Quando deu o horário exato do cotejo começar, ainda não tinham aparecido. Foi com treze minutos de atraso que deram o ar da graça. Detalhe: a torcida só entrou na cancha depois de dez minutos jogados, uma zona.

A rapaziada nem estava na arquibancada quando a primeira boa oportunidade pintou... e foi a favor do Atlético. Decorridos oito minutos, um dos atacantes chutou de longe e o arqueiro local mandou pela linha de fundo escanteio com dificuldade. Os locais foram começar o seu domínio aos 13 minutos, num chute de longe que passou perto da trave. Aos 27, Gustavo fez grande jogada individual, driblou dois zagueiros mas sofreu o corte.

Não que o Guarulhos estivesse fazendo o jogo do ano, longe disso, porém aos 44 minutos a equipe abriu o placar com um gol de pênalti do camisa 9 Alan. Nos dois minutos seguintes, o goleiro Victor Meneses salvou o Atlético de sofrer mais dois tentos. O saldo no intervalo até que não foi tão ruim, e no tempo final o ataque do onze da casa conseguiu ser mais perigoso.


O Guarulhos foi muito superior ao Atlético Mogi durante toda a partida


Felipe, camisa 7 da ADG, atacando pelo meio


Rara chegada do time visitante, aqui num tiro livre indireto dentro da área guarulhense cobrado por Everton


Marcação firme na esquerda do ataque local


Em cobrança de pênalti, Alan abriu o marcador aos 44 do tempo inicial

Aos cinco, a defesa cortou um chute cruzado que tinha endereço certo. Aos doze, Gabriel Alves emendou um belíssimo voleio, obrigando o goleiro visitante a intervir e ver a bola bater na trave antes de sair pela linha de fundo. O Atlético conseguiu criar sua melhor oportunidade aos 18 numa cobrança de falta. A bola desviou na barreira e Isac teve trabalho para impedir o empate.

Foi aos 19 que a torcida guarulhense pôde respirar um pouco mais aliviada com o segundo gol de Alan, agora completando de cabeça um cruzamento da direita. Ele mesmo quase emplacou um hat trick aos 24 quando acertou um chutaço e Victor Meneses salvou de forma incrível. A partir desse lance, a peleja caiu de produção e pouco se viu. O Mogi não assustava e o Guarulhos só se segurou para vencer sua sétima partida na competição.


Rodrigo, 3 do Guarulhos, atacando pelo alto


Na primeira metade do segundo tempo a zaga mogiana sofreu demais com as rápidas investidas dos avantes guarulhenses


Capitão do Atlético cortando cruzamento dentro da área

O placar final de Guarulhos 2-0 Atlético Mogi manteve o tricolor na terceira colocação do Grupo 4, mas agora com 22 pontos empatado com o São José e apenas um atrás do Paulista. Faltando quatro rodadas para o final da primeira fase, os três já estão garantidos na segunda fase provavelmente junto com o Flamengo. Agora o lance é azeitar os elencos pois em 14 de julho é outro campeonato que começa.

Não demorei muito para sair do estádio pois não tinha tempo a perder pensando na sessão vespertina. Mais uma vez fui cobrir uma partida do Paulista Feminino com um dos grandes favoritos ao título em campo.

Até lá!

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Flamengo derrota o Mogi e volta a vencer após quatro rodadas

Texto e fotos: Fernando Martinez


No sábado passado rolou a grande final da Liga dos Campeões, temporada 2017/2018. Um jogo em que todo o globo se liga e aonde os grandes astros da bola pedem passagem. Não fugindo à regra, novamente não fiz questão de assistir a decisão e fui, pela segunda semana seguida, até Mogi das Cruzes para o genial duelo entre Atlético Mogi e Flamengo de Guarulhos iniciando o returno do Grupo 4 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O palco foi o Estádio Francisco Ribeiro Nogueira. Para quem ficou oito anos sem ver o Atlético como mandante, ver pela segunda vez em uma semana é muita coisa.


Clube Atlético Mogi das Cruzes de Futebol - Mogi das Cruzes/SP


Associação Atlética Flamengo - Guarulhos/SP


Os capitães dos times junto com o quarteto de arbitragem formado por Humberto José Júnior, Hélio Antônio Salvia de Sá, Danilo Nogueira da Silva e Gabriel Castro Dourado

O Corvo, que disputa a quarta divisão pela primeira vez nesse século, começou a Segundona à milhão, vencendo os três primeiros compromissos, dois deles por goleada. Depois disso, a performance caiu assustadoramente e o time somou apenas um ponto nas quatro rodadas seguintes. Iniciar o returno contra o lanterna da chave e seus 0% de aproveitamento era a melhor pedida possível pro rubro-negro voltar a vencer. Ninguém em sã consciência imaginava que os donos da casa poderiam surpreender.

Enquanto Real Madrid e Liverpool iam a campo sob o olhar de centenas de milhões de aficionados, as 30 almas que foram ao Nogueirão viram uma partida onde, assim como aconteceu na semana anterior contra o Paulista de Jundiaí, o Atlético Mogi pouco fez para impedir o domínio total do adversário. Durante o tempo regulamentar, foram exatamente duas as oportunidades dos donos da casa, ambas com certo perigo e contando com boa participação do goleiro Herilan.


No mesmo horário da final da Liga dos Campeões, teve Atlético Mogi x Flamengo pela Segundona... a escolha, como sempre, foi óbvia


Lance do primeiro gol do Corvo contra o Atlético


Aos 31 do primeiro tempo, A bola sobrou para Juliano. Ele driblou o zagueiro, tirou do goleiro e teve o gol aberto para fazer o segundo


Juliano, 10 do Fla, em lance pela direita com a marcação de Anderson, 23 do Mogi

Já pelo lado flamenguista o que se viu foram dezenas de oportunidades de gol criadas, mas para a tristeza dos seus torcedores que estavam no estádio, quase todas não deram resultado. O alvo principal das reclamações foi o camisa 10 Juliano, responsável direto pelo desperdício de pelo menos cinco ótimas chances. O placar foi aberto pelo zagueiro Vinicíus aos seis do tempo inicial.

Escutando uma série de homenagens não tão positivas das arquibancadas, Juliano fez o segundo aos 31 e o intervalo chegou com triunfo parcial do Fla por 2x0. No tempo final o Mogi, que já tinha feito pouco no primeiro tempo, parou de atacar e o cotejo ficou na base do ataque contra defesa. Juliano, ele mesmo, perdeu mais um monte de gols e só foi acertar o pé numa cobrança de pênalti aos 17 minutos. Foi o terceiro do Corvo.


Depois de perder N gols, Juliano, o escolhido da torcida, fez o terceiro do rubro-negro em cobrança de pênalti


Atleta do Fla apostando corrida com marcador do Atlético Mogi


Boa chegada visitante pela direita, mas como a inspiração não estava legal, o quarto gol não saiu

Se os atacantes não estivessem tão sem inspiração, não seria exagero imaginar uma goleada com dois dígitos de diferença. Mas como os avantes do rubro-negro não estavam em bom dia - talvez estivessem com a cabeça na final de Kiev - o placar ficou em Atlético Mogi 0-3 Flamengo. O triunfo reaproximou o Corvo dos três primeiros colocados da chave, na ordem São José, Paulista e Guarulhos. O onze mogiano permanece sendo o pior entre os 39 participantes da competição.

No domingo por muito pouco a rodada não foi abortada por conta da greve do transporte público na Grande São Paulo. Na base da raça passei por cima da paralisação e fui ao ABC Paulista ver uma genial peleja em campo neutro.

Até lá!