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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Estrela do Pari brilha no campo e entra na Lista com goleada

Texto e fotos: Fernando Martinez


Houve um tempo em que o futebol de várzea era praticado em toda a cidade de São Paulo. Em cada canto da capital havia um campo, e nele, diversos times amadores jogavam entre si todos os finais de semana. Praticamente todos os que desfilavam pelos gramados desapareceram com o tempo, e poucos resistem até hoje. No domingo, tive a chance de ver um dos sobreviventes em ação: o sensacional Estrela do Pari Futebol Clube.

Fundado em 1919, o Estrela tem sua sede na Rua Comendador Nestor Pereira, número 108, desde os seus primeiros momentos. É, sem dúvida nenhuma, um dos campos mais antigos da cidade. O clube alviverde tem a honra de ter participado de duas edições da Divisão Municipal da APEA, a quarta divisão da época, em 1929 e 1931. Em 1929, foi eliminado na primeira fase. Dois anos depois, chegou a se classificar para a decisão contra o Castelões, mas foi eliminado no tribunal.


Escudo do tradicionalíssimo Estrela do Pari FC, time fundado em 1919

Nas décadas seguintes, o clube se consolidou como uma grande força em certames amadores e no cenário social. Bailes de carnaval, grupos de teatro, festivais de futebol adulto e de base... tudo acontecia ali. Na virada dos anos 60 para os 70, com a mudança de cara da capital bandeirante, aquele futebol amador forte e pujante desapareceu. Mesmo assim, o Estrela do Pari seguiu vivo.

Apesar de ter morado 25 anos no Pari, nunca tinha assistido a uma apresentação da equipe. Fui uma vez lá entre 2005 e 2006, mas foi coisa rápida e nem fiquei até o fim. Eis que, no último domingo, depois de acompanhar Portuguesa 2x2 Referência, estava indo para o ponto de ônibus na Avenida Bom Jardim com a dupla Milton e Pucci, quando passamos em frente à entrada do Estrela. Vimos uma movimentação, um time de verde, um de azul, e decidimos entrar para ver o que estava rolando.

Descobrimos que o Estrela do Pari estava prestes a fazer um amistoso contra o Metrópoles Bela Vista. Era a chance de ouro de assistir a um jogo no tradicional campo e colocar o glorioso Tigre do Canindé na Lista. Foi muito, muito legal estar ali e finalmente acompanhar uma apresentação da centenária equipe. Praticamente uma volta ao passado.






Imagens do bom jogo disputado na tarde de domingo. Finalmente o alviverde do Pari está na Lista

Dentro de campo, o Estrela não deu nenhuma chance ao Metrópoles. No primeiro tempo, fez três gols. Minha ideia era ir embora por conta da sessão noturna... mas fui convencido pelos amigos a permanecer e ver o tempo final. Não me arrependi, já que os locais marcaram mais duas vezes e derrotaram o adversário por 5 a 0. Entrou na minha Lista em grande estilo.

Feliz por finalmente ter visto o tradicional time em ação, fomos então ao ponto e, milagrosamente, o famoso 271P - Praça do Correio passou rapidinho. De lá, não demorei para estar no QG da Zona Oeste. Quase desisti da última jornada do dia por motivos off-futebol, mas no fim decidi encarar a sessão noturna no ABC Paulista.

Até lá!

segunda-feira, 26 de maio de 2025

Jogos Perdidos visitando Ituverava e Igarapava

Texto e fotos: Fernando Martinez


Entre os dois jogos da manhã e o do fim da tarde, havia um grande intervalo na nossa agenda no sábado passado, em meio à segunda caravana da coragem do ano. Como sempre faço, fui verificar quais cidades da região já tiveram times no futebol profissional. Entre quatro ou cinco opções, optamos por visitar duas, começando por Ituverava.

A cidade tem pouco menos de 40 mil habitantes, fica a 413 quilômetros da capital e foi lar da tradicional Associação Atlética Ituveravense. O clube nasceu em 1926 e marcou presença nas divisões de acesso de São Paulo em 11 oportunidades. A primeira foi na terceirona de 1966, ano em que dividiu o título com a Inter de Limeira após uma vitória de 3 a 1 para cada lado. A última aparição ocorreu na quarta divisão de 1990. O rubro-negro se despediu dos gramados em 16 de setembro daquele ano, com uma derrota por 3 a 0 para o Cravinhos.


Escudo da saudosa Ituveravense



Fachada da sede social da AA Ituveravense


O gigantesco salão nobre do clube. Uma verdadeira volta ao passado


Entrada do Estádio Municipal de Ituverava

Não foi difícil encontrar o Estádio Municipal de Ituverava. Infelizmente, ele estava fechado e não conseguimos entrar. Só que a Ituveravense teve como sua principal casa o Estádio da Rua Victor Venerando da Fonseca, popularmente conhecido como "campo da Ituveravense", que não visitamos. Fomos então à sede social, que permanece ativa. Um funcionário contou que a AAI não joga mais nem os campeonatos amadores da região e se mantém por meio de eventos e festas. O salão nobre é uma verdadeira viagem ao passado.

Satisfeitos por visitar mais um clube histórico do estado, pegamos a estrada e seguimos até a bela Igarapava, casa do Igarapava Esporte Clube e que tem cerca de 30 mil habitantes. Não sabíamos se o estádio do Galo da Comarca (não é só o XV de Jaú que tem esse apelido) ainda existia, e foi uma grata surpresa encontrá-lo em plena atividade.

O IEC foi fundado em 1919 e disputou por 10 vezes as divisões de acesso, estreando em 1961 e jogando pela última vez em 1994. O clube chegou ao hexagonal final da Série B2 e fez seu último jogo em 6 de novembro daquele ano, sendo goleado pelo XV de Caraguá por 4 a 1 fora de casa. Já são 31 anos sem a presença do alvirrubro.


Entrada da cidade de Igarapava



Fachada do simpático Estádio Garibaldi Pereira, em Igarapava


O belo visual que temos quando entramos no estádio

Chegamos à porta do estádio e vimos uma grande movimentação. Claro que entramos para ver o que era. Descobrimos que iria começar a final do Campeonato Municipal de Futebol de Campo da cidade, reunindo União e o genial Mercearia da Gi (!). Um ótimo público lotou as arquibancadas que um dia viram o futebol profissional do Igarapava EC. É claro que ficamos para assistir a parte da partida.

Antes do jogo, houve uma animada apresentação de banda marcial tocando clássicos como "La Bamba" (!), entre outros. Teve entrada das equipes, discurso do secretário de esportes e bastante atraso. Depois de todo o cerimonial, a bola rolou. Nada de jogadores fora de forma e sim um pessoal que poderia estar disputando a Segundona. Vimos um jogo movimentado. O glorioso Mercearia da Gi não tomou conhecimento do União e abriu 3 a 0 ainda no primeiro tempo, praticamente assegurando o título. Na etapa final, fechou a conta com mais um gol.


Arquibancada principal do Garibaldi Pereira


Agora a visão da arquibancada principal





Detalhes da final do campeonato municipal de Igarapava entre o união local e o glorioso Mercearia da Gi

Seria mais legal se fosse o Igarapava em campo? Sem dúvida. Mas valeu mesmo assim. Pelo que apuramos com os presentes, o IEC mantém atualmente uma equipe de veteranos. Foi muito legal ver o Garibaldi Pereira cheio, com a torcida animada acompanhando a partida. Me peguei imaginando como era assistir ao Galo da Comarca nos tempos de profissionalismo.

Após as duas visitas, retomamos a programação oficial e seguimos rumo à divisa de São Paulo com Minas Gerais. Fazia muito tempo que eu não acompanhava o Módulo II Mineiro in loco e tive o prazer de voltar com um duelo absurdamente tradicional em um local que nunca imaginei conhecer.

Até lá!

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Inter humilha o Boa Vista e dá o título ao Flamengo

Opa, 

Ainda no Estádio Distrital Taperinha, fechamos a sequência de jogos do final de semana passado com a última partida válida pelo XXV Torneio Sul-Brasileiro. Depois da boa vitória rubro-negra na preliminar, foi a vez de Boa Vista e Internacional entrarem em campo para a esperada definição do campeão do certame. 

O time paranaense não tinha mais chances de ficar com a taça. Já o Boa Vista precisava de uma vitória por três gols de diferença para ser campeão. Com dois, também conseguiria o caneco desde que o placar fosse de 3x1, 4x2 e daí em diante. A torcida local confiava numa boa apresentação dos seus atletas e compareceu em número razoável apesar da chuva e do frio. 


SA Boa Vista (amador) - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez. 


Internacional EC (amador) - Campo Largo/PR. Foto: Fernando Martinez. 

Apesar da chance concreta do time local ser campeão, o clima antes do jogo era estranho. O Boa Vista se atrasou demais e o Inter ficou um bom tempo dentro de campo esperando a chegada do seu adversário. Após muitos minutos de espera, os atletas chegaram na base da correria e ,já devidamente uniformizados, foram ao gramado para a peleja sem nem se aquecerem direito. 

E após o apito inicial, o clima estranho só aumentou quando o Internacional jogou sozinho durante os primeiros 20 minutos. Antes da segunda virada do ponteiro os paranaenses já tinham chegado perto de abrir o placar por duas vezes. A postura inerte dos paulistas foi castigada severamente, e com 18 minutos o marcador já apontava a vitória parcial do time alvi-negro por 3x0. 


O Boa Vista buscava o título do XXV Torneio Sul-Brasileiro. Mas esqueceu de entrar em campo de verdade. Foto: Fernando Martinez. 

Isso mesmo, precisando vencer para ser campeão, o Boa Vista sofreu três gols e nem o mais fiel torcedor imaginava que uma virada pudesse acontecer após esse banho de água fria. Reginaldo Vital marcou duas vezes, aos 5 e aos 8 minutos, e Pequi ampliou aos 18. Nas três lances, falhas individuais de todos os atletas do setor defensivo do Boa Vista. 


Voo elástico do goleiro paranaense no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

O time local não produzia nada e somente marcou o primeiro gol aos 23 graças a um frangaço do goleiro paranaense Clodoaldo. Júlio César chutou de longe sem pretensão alguma, mas na tentativa de espalmar pela linha de fundo, o arqueiro colocou a bola dentro do próprio gol. 


Marcação forte dos atletas do Internacional. Foto: Fernando Martinez. 

Mas para tristeza da torcida, esse gol não significou uma mudança de postura dentro de campo. Pelo contrário, o Inter continuou muito superior e teve muitas oportunidades para ampliar ainda mais o placar. Na base do lucro para os locais, o time visitante só marcou mais uma vez antes do tempo inicial terminar. Luciano chutou de longe e aproveitou falha do goleiro Celso, que fez péssima partida, e anotou o seu aos 36 minutos. 


Jogador do Inter se preparando para levantar a pelota dentro da área paulista. Foto: Fernando Martinez. 

Com 4x1 contra o Boa Vista e com o título já decidido a favor do time rubro-negro do Rio Grande do Sul, a etapa final começou sonolenta. No ritmo da preguiça, bati uma soneca esperta durante os primeiros minutos sem perder nada de importante. O clima era frio e a peleja estava com parcas emoções. Só após o vigésimo minuto a peleja voltou a ficar mais animada com jogadas de efeito por parte dos atacantes do Inter. 


Zagueiro do time de Diadema tirando a bola de perto da sua área. Foto: Fernando Martinez. 

Pequi, para mim o melhor jogador da equipe paranaense, marcou um golaço aos 24. Ele avançou pela esquerda, deu um chapéu no zagueiro e encobriu com classe o goleiro local para fazer o quinto do Inter. Sem deixar a peteca cair, Marquinhos marcou duas vezes, um aos 38 após grande troca de passes de todo o setor ofensivo e o outro aos 41. 


Chute de longe para o time local. Foto: Fernando Martinez. 

Tomar um inesperado 7x1 em casa deixou a torcida indignada com a baixa qualidade do futebol apresentado pelos donos da casa. Contribuindo com o clima estranho, diretores do time trocaram socos nas arquibancadas... Estranho. Nem o belo gol de Rodiney, que chutou de longe no ângulo esquerdo do goleiro, aos 46 diminuiu a raiva latente do pessoal. 

O resultado final do massacre foi Boa Vista 2-7 Internacional. Esse resultado deu o título do XXV Torneio Sul-Brasileiro para o Flamengo de Bento Gonçalves. O placar foi tão desastroso para a equipe de Diadema que até o segundo lugar foi perdido em virtude da goleada sofrida. No saldo de gols, o onze de Campo Largo ficou com o vice-campeonato. 

Esse foi o décimo título gaúcho na história da competição, contra oito do Paraná e sete de Santa Catarina. Participando regularmente do torneio desde 2006, São Paulo ainda não conquistou nenhuma taça. O maior campeão do certame é o Vila Fanny de Curitiba com cinco conquistas (1989/1991/1992/1993 e 1995), seguido pelo Juventude de Lindóia do Sul/SC com quatro conquistas (1999/2000/2001 e 2002). 


Capitães do Boa Vista e do Olaria/SC levantando os respectivos troféus de terceiro e quarto colocados no torneio. Fotos: Fernando Martinez. 

Em 2013 o torneio será provelmente sediado em Bento Gonçalves e terá a segunda participação consecutiva do Flamengo, que poderá tentar o bi no seu estádio. Boa Vista e Internacional também estarão na edição XXVI do certame, classificados como atuais bi-campeões do Paulista Amador do Estado e da Taça Paraná. O outro participante será o Mãe Luzia (!) de Criciúma, atual campeão catarinense da categoria. 


Comemoração entusiasmada do pessoal do Internacional de Canpo Largo após a conquista do vice. Foto: Fernando Martinez. 


O título ficou para o Flamengo de Bento Gonçalves. Foi a décima conquista dos gaúchos na história do certame. Foto: Fernando Martinez. 

A comemoração foi contida por parte do pessoal do time de Bento Gonçalves, e aconteceu num estádio já totalmente vazio. Destaque para a presença de rádios das três cidades do sul do país, comprovando que o pessoal do Sul dá um grande valor à competição. Já por terras paulistas, a importância que dão é quase nula. Esperamos ver alguma mudança de atitude por parte do pessoal daqui em breve. 


Confraternização entre o pessoal do campeão e do vice no pódio montado pela organização. Foto: Fernando Martinez. 


"Ô Cride, fala pra mãe que o Flamengo foi campeão". Locutor da rádio de Bento Gonçalves falando sobre o título ao vivo com seu poderoso Smartphone Android Cosmic 3.0.2. Foto: Fernando Martinez. 

Após mais de 10 horas de jornada, cansado, com sono e com frio, voltei para casa e não demorou muito para que fosse passear pelo mundo dos sonhos. Esses foram as últimas matérias aqui do JP no mês de novembro, e dezembro será dedicado a caçar jogos que sobraram por aí... Vamos à luta! 

Até a próxima! 

Fernando

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Flamengo derrota o Olaria e fica perto do título

Opa, 

Para alguém que não tem carteira de motorista (e nem pretende tê-la em breve) e vive na boa andando de metrô e trem, ter que atravessar a cidade de São Paulo de carro com horário de chegada marcado é dose pra leão. Foi isso que aconteceu no domingo passado, quando saí da Barra Funda com destino à cidade de Diadema, palco da disputa do XXV Torneio Sul-Brasileiro Amador. 

Além do habitual trânsito infernal da capital bandeirante, o domingo entupiu as ruas de carros ainda mais com a realização da primeira fase da Fuvest e da etapa final da temporada de Fórmula 1 em Interlagos. As simpáticas ciclofaixas para a população implantadas aos domingos fecharam com "chave de ouro" a trilogia de problemas para os motoristas. 

Sem trânsito, o tempo de viagem entre o Nicolau Alayon e o Estádio Distrital Taperinha não chega nem a 30 ou 40 minutos. Mas com todos os agravantes citados, levamos quase duas horas para chegar na cidade da Grande São Paulo. Como a ambulância e o policiamento não atrasaram, foi por água abaixo a ideia de fazer as imagens oficiais do Flamengo de Bento Gonçalves e do Olaria de Xanxerê (um clássico carioca genérico), times que fizeram o jogo inicial da rodada. 


Ataque do Olaria no primeiro tempo do jogo contra o Flamengo. Foto: Fernando Martinez. 

Quando entrei nas dependências do estádio a partida não tinha chegado nem no décimo minuto. O time catarinense precisava vencer a peleja por dois gols de diferença para ainda ter chance de ser campeão. Os gaúchos queriam vencer para obrigar o Boa Vista, que enfrentaria o Internacional/PR no jogo de fundo, a vencer seu jogo para levantar o caneco. 


Marcação firme da zaga catarinense contra atleta gaúcho. Foto: Fernando Martinez. 

Acompanhei quase todo o primeiro tempo junto ao ataque flamenguista e vi o time gaúcho jogar melhor e não dar espaços ao Olaria. Em cerca de 20 minutos a equipe de Bento Gonçalves já tinha acertado a trave catarinense por duas vezes. De tanto insistir, o gol finalmente saiu aos 29 com um tirambaço de Roger no canto direito, sem a menor chance de defesa para o goleiro Rudi. 


Já que não teve foto posada, segue um detalhe dos uniformes do Olaria/SC e do Flamengo/RS. Foto: Fernando Martinez. 

Perdendo um gol atrás do outro e levando a zaga xanxereense à loucura, o intervalo chegou com a vantagem mínima para o Fla. Fui então fazer o almoço com a companhia dos amigos presentes, Mílton, seu Natal, Nílton e o Fernando "Passe Livre", na barraca da "Tia do Bolo". O sanduba com um toque de pimenta é sensacional e agradaria até o chef gastronômico mais exigente. 


Bola alçada na área do rubro-negro no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez. 

De barriga cheia, voltamos às nossas posições e o segundo tempo foi apenas razoável. O Flamengo continuava mandando no jogo mas não tinha a mesma inspiração da etapa inicial. O Olaria até mostrava certa disposição, mas por ter o time com qualidade inferior, não assustava a zaga gaúcha. 


Jogadores observando a pelota em lance no meio de campo. Foto: Fernando Martinez. 

A emoção mesmo estava no alojamento que fica ao lado do campo. Atletas das categorias de base do CA Diadema, médicos e o policiamento presente não tiravam os olhos de uma TV sintonizada no Grande Prêmio do Brasil. Eu mesmo, no esquema "um olho no peixe, outro no gato", fiquei de butuca para ver o que acontecia em Interlagos. 


Oportunidade de ouro para o Flamengo ampliar o placar, mas que foi desperdiçada pelo jogador gaúcho. Foto: Fernando Martinez. 

Garanto que a corrida estava bem mais emocionante do que a peleja, agora acontecendo debaixo de uma friaca sensacional fora de época e de uma chuvinha que ia e voltava sem cerimônia. No final, o marcador não foi mais alterado e o jogo ficou mesmo em Flamengo/RS 1-0 Olaria/SC. A decisão do XXV Torneio Sul-Brasileiro tinha ficado para o jogo de fundo. 

Até lá! 

Fernando

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

JP no XXV Torneio Sul-Brasileiro: Jogo fraco e empate sem gols entre Boa Vista e Flamengo/RS

Opa, 

O jogo de fundo da segunda rodada do XXV Torneio Sul-Brasileiro 2012, realizado no Estádio Distrital Taperinha em Diadema, reuniu os vencedores da sexta-feira, Boa Vista e Flamengo de Bento Gonçalves, respectivamente campeões amadores de São Paulo e Rio Grande do Sul em 2011. 

Coincidentemente as duas agremiações também foram campeãs estaduais em 2012, ambas no mês de novembro. A equipe de Diadema conquistou o bi no dia 18 após vencer o Juventus de Itu, também no Taperinha. Já o Flamengo conquistou o caneco no dia 4, empatando sem gols com o sensacional Botafogo de Fagundes Varela (time ex-profissional). 

Essas duas conquistas deixaram esse confronto com um ar de "final antecipada" do certame. Além disso, as duas boas vitórias na rodada inicial deixaram uma grande expectativa em todos os presentes. Por jogar em casa, o Boa Vista poderia ser considerado favorito, já que nas disputas dos dois últimos certames a equipe simplesmente venceu 10 dos 11 jogos disputados na cidade. 

Já a Sociedade Esportiva e Cultural Flamengo, fundada em 27 de novembro de 1958, tem um aproveitamento simplesmente espetacular nas disputas do Campeonato Gaúcho de Amadores. A equipe teve sua primeira participação em 2010, e em três anos ficou com o título duas vezes. Conversamos com o pessoal do clube e eles disseram que foi investida uma quantia de 400 mil reais (!) em 2012 para que a equipe fizesse um bom papel. 


SA Boa Vista (amador) - Diadema/SP. Foto: Fernando Martinez. 


SEC Flamengo (amador) - Bento Gonçalves/RS. Foto: Fernando Martinez. 


Quarteto de arbitragem e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez. 

Mas quando o árbitro apitou e a peleja começou, toda a expectativa de um jogo bastante disputado, com gols e muita emoção foi por água abaixo. Com 10 minutos corridos a gente já apostava e sinalizava que o jogo estava com um indefectível cheirinho de 0x0. 


Lance de Boa Vista x Flamengo/RS no Distrital Taperinha. Foto: Fernando Martinez. 


Bola alçada na área do Boa Vista no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

Os times erraram passes demais e não chegaram perto da área adversária. O jogo ficou concentrado no meio-campo, muito truncado e sem nenhuma inspiração, confirmando que escrever sobre um jogo assim é muito complicado. Somente o pessoal do Olaria e do Internacional gostavam do que viam, pois um empate nessa peleja deixava todo mundo com chances de título no domingo. 


Os times não estavam inspirados para essa peleja, apesar de toda a expectativa criada. Foto: Fernando Martinez. 

Após o tempo inicial terminar num murcho empate sem gols, a fome bateu forte e fui com o Renato fazer uma boquinha com deliciosos hambúrgueres vendidos na porta do estádio. Ganhou fácil o Selo JP de qualidade, muito também pela simpatia da vendedora. O lanche estava tão bom que nem o começo do segundo tempo tirou a gente dali. 


Goleiro do time de Diadema espalmando a bola após cruzamento. Foto: Fernando Martinez. 

Voltei ao campo com cerca de dez minutos corridos no tempo final e sem ter perdido nada relevante. A fraca peleja, ainda modorrenta e sem emoções, foi responsável por começarmos uma resenha surreal com os fiscais da FPF, o médico do jogo e um policial militar que nas horas vagas passa o tempo preocupado com aeromodelismo. 


Chegada do Flamengo pela esquerda no tempo final. Foto: Fernando Martinez. 

Indo de seleção brasileira de futebol até o valor de um litro de gasolina especial para aviões comerciais, o papo foi bastante interessante e o jogo acabou relegado ao segundo plano. E para não dizer que não teve absolutamente nenhuma emoção, o Boa Vista chegou a marcar um gol durante os 45 minutos finais, mas o atacante estava impedido. Foi o único lance digno de registro. 


Chance de gol do time gaúcho pelo alto. Foto: Fernando Martinez. 

O fim de jogo foi óbvio: Boa Vista 0-0 Flamengo/RS. Os dois times agora somavam quatro pontos, mas os gaúchos tinham vantagem no saldo de gols (dois contra um). Isso fez com que todos tivessem chances de conquistarem o caneco no domingo. Como voltaria lá para a rodada final, acabou sendo de boa valia ter terminado assim. 

Só que o domingo não foi só de taça no Torneio Sul-Brasileiro, pois tivemos a sensacional oportunidade de acompanhar in loco a grande e esperada final da Copa Paulista 2012. Um grande quórum de amigos esteve presente no Nicolau Alayon para essa decisão. 

Até lá! 

Fernando