Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Atlético/MG. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atlético/MG. Mostrar todas as postagens

domingo, 8 de janeiro de 2023

Atlético Mineiro vira, no sufoco, em cima do Mixto em Diadema

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após o bate-volta até Guaratinguetá na sexta, a agenda de sábado na Copa São Paulo de Futebol Júnior foi novamente perto de casa, em uma sessão matutina/vespertina. Não teve time novo no Grupo 27, sediado em Diadema, mas teve a presença de dois clubes geniais, começando pelo Mixto de Cuiabá, um dos preferidos da infância, contra o Atlético Mineiro. O palco foi o Estádio Distrital do Inamar.

Na primeira rodada da chave, nenhuma surpresa com a vitória dos dois favoritos. O onze atleticano chegava novamente forte para conquistar um resultado positivo, enquanto o Tigre tinha que vencer de qualquer jeito. O Mixto chegou na Copinha como campeão do mato-grossense de juniores de 2022, um ponto à frente do Cuiabá no hexagonal final. Na minha Lista, apenas duas aparições: derrota por 1 a 0 contra o Anapolina em 2001 e empate sem gols com o XV de Jaú em 2022, ambos pela Copa São Paulo.

Copinha e Diadema é sempre sinônimo de inferno e sufoco total. Cozinhei várias vezes em jogos no Inamar, mas no sábado aconteceu algo improvável. Ter o combo calça, blusa de moletom, frio de 18 graus e um vento gelado abençoado em janeiro foi uma dádiva inesperada que será lembrada com carinho para sempre. O ápice de uma semana em que já tinha passado frio algumas vezes.



O Mixto com sua belíssima camisa e o Atlético Mineiro nas fotos oficiais


O quarteto de arbitragem de Mixto x Galo teve o árbitro Wilson Adalberto Silva, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Alexandre Nascimento da Silva e o quarto árbitro Isaque Xavier de Camargo com os capitães

Escolhi ficar no ataque do Galo e desde os primeiros movimentos o clube mineiro fez pressão. Alisson cabeceou na trave aos três minutos, Alisson Santana finalizou com perigo aos seis e Yan foi derrubado dentro da área aos 11. Pênalti marcado em início fulminante do Campeão do Gelo. O mesmo Yan cobrou com aquela chatíssima paradinha e mandou na trave esquerda.

O ímpeto diminuiu com a penalidade desperdiçada, o que não significou ataques do Mixto, que seguiu com pouca inspiração, sem assustar. Aí Renan Santana, zagueiro mineiro, deu uma força ao adversário aos 35. Ele recuou mal para o goleiro Diego Fernandes, que não defendeu. Maranhão se aproveitou do vacilo e abriu o marcador. Vitinho respondeu aos 40 em tiro que encontrou o travessão pela terceira vez na etapa inicial.



O Atlético Mineiro começou a partida com uma blitz no campo de ataque



Lance do pênalti sofrido e a cobrança que bateu na trave


Chance atleticana pelo alto


Comemoração do gol do Mixto, marcado por Lázaro Maranhão

A pressão no segundo tempo foi maior por parte do Atlético. Nem bem o relógio tinha chegado no primeiro minuto e Cadu quase fez um golaço em tiro que saiu por cima. A blitz foi intensa até os 15 minutos, momento em que o placar foi igualado. Léo Santos cruzou da esquerda e Cadu, de cabeça, mergulhou e deixou tudo igual.

O Mixto se assustou e, se já pensava em se defender, dobrou a segurança do seu setor defensivo e não passou mais do meio-campo. O Galo chegou perto de virar com Yan aos 21 e falta de Alisson Santana aos 30 que o goleiro Garça defendeu bem. O cronômetro jogava contra os mineiros e tudo indicava que não conseguiriam furar o bloqueio mato-grossense. Acabou que, aos 50 minutos, saiu a virada. Garça salvou o primeiro chute, porém deu rebote. Isaac, do meio da área, mandou firme no canto e fez o segundo.



Na etapa final, o Atlético atacou ainda mais e encurralou de vez o Mixto


Cadu, encoberto na foto, empatou o duelo neste lance





Em quatro imagens, a virada do Atlético Mineiro. O primeiro chute, a finalização de Isaac, a bola estufando as redes e a comemoração pela virada


Foi sofrido, mas o Galo se garantiu na segunda fase com um gol nos acréscimos

O Atlético Mineiro 2-1 Mixto foi conquistado na base do sufoco e garantiu o Galo na segunda fase da Copinha. A ideia fixa é quebrar o tabu de 40 anos sem o título da competição. Ao Mixto fica a sensação do "quase" por terem se segurado até o último momento. Sem nenhum ponto, e levando em conta o que rolou no duelo principal, eles foram eliminados.

Falando em jogo principal, o frio seguiu firme e forte em Diadema e teve mais sufoco na agenda do dia, agora com os donos da casa.

Até lá!


Ficha Técnica: Mixto 1-2 Atlético/MG

Local: Estádio Distrital do Inamar (Diadema); Árbitro: Wilson Adalberto Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Emerson, João Henrick, Lázaro Maranhão, Mathias, Rômulo, Kauan Sales, Isaac; Cartão vermelho: João Henrick 52 do 2º; Gols: Lázaro Maranhão 35 do 1º, Cadu 5 e Isaac 49 do 2º.
Mixto: Garça; Roger, Diogo (Mathias), Luís Otávio e Anthony; Helder, Cadu (João Henrick), Emerson (Matheus) e Lázaro Maranhão (Adson); Lucas (Maycon) e Marcinho (Alex). Técnico: Jorginho.
Atlético/MG: Diego Fernandes; Rômulo, Daniel Borges e Renan Santana (Isaac); Kauan Sales (Vítor Gabriel), Alexandre Lopes, Cadu, Vitinho e Emanuel Pereira (Leonardo Santos); Alisson Santana (Will Oliveira) e Yan Philipe (Caio Maia). Técnico: Eduardo Oliveira.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Pelo sub-20, Corinthians vacila e só empata com o Galo no Parque

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira pintou um jogo na agenda que eu não imaginava que seria possível acontecer. Não acreditava que o Corinthians tinha forças para chegar na semifinal do Campeonato Brasileiro sub-20, mas isso aconteceu. O alvinegro recebeu o Atlético Mineiro, clube com melhor campanha do torneio, no Estádio Alfredo Schurig, o campo em que mais assisti futebol durante a pandemia.

Quando o escrete mosqueteiro empatou sem gols contra o Grêmio na ida das quartas de final eu achei que o time seria eliminado na volta. Parte pelo fraco futebol, parte pela derrota traumática na final do estadual. O revés contra o Palmeiras nos pênaltis foi sofrido e abateu os atletas e comprometeu a atuação contra o tricolor gaúcho. Na volta, estavam tomando 2x0 e conseguiram uma épica virada, venceram por 3x2 e se credenciaram entre os quatro melhores.

Já o Galo, que em dezembro foi derrotado pelo Vasco da Gama na final da Copa do Brasil da categoria, chegou na semi eliminando o Palmeiras, carrasco corintiano no estadual, com empate em São Paulo e vitória em BH. O começo da campanha foi apenas razoável e foi a partir da metade da primeira fase que a coisa engrenou. A equipe entrou no G3 na 10ª rodada e virou líder na 16ª. Liderança bastante merecida, a propósito.


Como de praxe, nenhum fotógrafo fez as fotos posadas. Dessa vez nem a do trio teve, mas fica o registro do sorteio do lado

Na companhia do glorioso Bruno "Araya" Lopes, acompanhei uma peleja que incrivelmente teve o Corinthians muito mais perigoso do que o onze visitante. A molecada paulistana perdeu a oportunidade de abrir uma boa vantagem na luta por uma vaga na final da competição. Os comandados de Dyego Coelho criaram vários bons momentos, porém não foram capazes de transformar todo o domínio em gols.

O placar foi inaugurado aos 10 minutos. Júlio investiu pela direita e cruzou para trás. Cauê finalizou, Jean defendeu e no rebote o mesmo Cauê encheu o pé, marcando 1x0. O Galo sentiu o gol e não foi capaz de segurar os animados avantes locais. Jean fez ótima defesa em tiro de Vitinho aos 14. Aos 21, Reginaldo levantou da esquerda e a pelota quase encobriu o arqueiro mineiro. Só aos 32 os atleticanos assustaram em cobrança de falta de Guilherme Santos que bateu na trave.





Corinthians e Atlético/MG fizeram um primeiro tempo movimentado. Quem mais criou, de longe, foi o time local

Na etapa final o Atlético retornou mais empolgado e equilibrou as ações. Aos nove Guilherme Santos, ele de novo, obrigou seu xará Guilherme a praticar boa defesa em chegada pela esquerda. O camisa 7 estava inspirado. Aos 26 ele bateu colocado e tirou tinta da trave. O Corinthians respondeu à altura aos 28 quando Vitinho cobrou escanteio na cabeça de Alemão. O atleta subiu no quarto andar e testou firme no travessão.

Os mosqueteiros, apesar dos bons ataques visitantes, estavam segurando a vantagem com relativa facilidade. O problema era o "quem não faz, toma", a grande máxima do futebol. Contra o Juventude, dias antes pelo Brasileiro de Aspirantes, o Timão também foi melhor durante boa parte da partida e sofreu o castigo no fim. O script se repetiu lamentavelmente e aos 42 minutos os atleticanos deixaram tudo igual. Foi um lance com falha total da zaga corintiana que começou num lateral (!). Kevin mandou na área e Wesley ficou com a sobra. O camisa 8 chutou milimetricamente no canto de Guilherme.





No segundo tempo a pressão corintiana foi ainda maior. O time teve boas oportunidades para ampliar o placar, só que foi castigado com o empate mineiro no fim

Pior que os paulistas nem podem reclamar já que nos acréscimos por pouco não sofreram a virada em cabeçada de Hiago Ribeiro. Quem estava na arquibancada jurou que o gol tinha acontecido. No fim, o Corinthians 1-1 Atlético/MG ficou entalado na garganta dos mandantes e foi recebido com comemoração pelos visitantes. Os dois voltam a se enfrentar no final de semana. Novo empate e a vaga será decidida nos pênaltis. Do outro lado, Flamengo e Athletico/PR ficaram no 2x2 no duelo de ida.

Jogo agora só semana que vem, indicando o começo do fim da complicada temporada de 2020. Pelas minhas contas, serão poucas as coberturas até o final de fevereiro. Enquanto der, estaremos na ativa,

Até lá!

_________________________

Ficha Técnica: Corinthians 1-1 Atlético/MG

Local: Estádio Alfredo Schurig (São Paulo); Árbitro: Lucas Canetto Bellote/SP; Público e renda: Portões fechados; Cartão amarelo: Rubens; Gols: Cauê 10 do 1º, Wesley 42 do 2º.
Corinthians: Guilherme; Léo Paraíso (Riquelme), Alemão e Ronald; Julio, Du Queiroz (Matheus Araujo), Luis Mandaca, Vitinho e Reginaldo; Lucas Pires (Wendell) e Cauê (Antony). Técnico: Dyego Coelho.
Atlético/MG: Jean (Júnior); Tailson, Hiago Ribeiro, Micael e Kevin; Iago (Luiz Filipe), Guilherme Santos, Wesley e Júlio César (Rubens) (Luís Eduardo); Giovani (Pedro Henrique) e Gabriel Santos (Guilherme Silva). Técnico: Marcos Valadares.
_____________

segunda-feira, 10 de junho de 2019

De virada, Galo surpreende e elimina o Santos no Pacaembu

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira passada, ainda me recuperando de uma gripe fortíssima, voltei a acompanhar um jogo da Copa do Brasil depois de dois anos. A pedida foi encarar uma sessão noturna de futebol no velho Estádio Paulo Machado de Carvalho. Na pauta livre do JP, o duelo de volta das oitavas de final entre Santos e Atlético Mineiro. Foi a centésima vez que as duas equipes se enfrentaram em todos os tempos.

O surreal é que duas horas antes da peleja eu nem sabia da existência da mesma. Como desde meados de 2018 não tenho as noites livres na maior parte da semana, nem me dou ao trabalho de saber o que está rolando, futebolisticamente falando. Para terem uma exata noção do meu estado atual, eu não sabia nem quanto tinha sido o encontro de ida em Belo Horizonte. Do nada resolvi dar aquela olhada marota no site da CBF e voilà... achei o que fazer.

Minha última presença na Copa do Brasil, que faz 30 anos em 2019, tinha sido no Ponte Preta 1x1 Cuiabá em 2 de maio de 2017. Por não ter visto o certame no ano passado, quebrei uma série que vinha desde 1999 com pelo menos um joguinho visto in loco a cada temporada. Enfim, acontece nas melhores famílias. Nas 58 partidas que acompanhei, coloquei 34 clubes de vinte estados diferentes na Lista, uma média absolutamente sensacional.

O Peixe chegou para essa decisão eliminando nas fases anteriores Altos/PI, América de Natal, Atlético/GO e Vasco da Gama com cinco vitórias e uma derrota. No Independência, o empate sem gols deixou tudo em aberto. Como o onze mineiro estava na Libertadores fez sua estreia no torneio apenas semana passada. Vale destacar que não via o time principal do Galo desde uma derrota contra a Portuguesa por 2x0 no Brasileirão de 2013.

O Pacaembu recebeu um público tímido, exatamente 16.857 presentes, que viu um cotejo bom e bastante animado. Nem bem a ação tinha começado e o Santos saiu em vantagem. Quem marcou foi Gustavo Henrique, de cabeça, escorando escanteio cobrado por Marinho aos cinco minutos. O Peixe foi melhor até metade do tempo inicial. Somente após esse período o Atlético passou também a incomodar.

O primeiro bom momento visitante saiu aos 22 numa finalização do colombiano Chará. Agora melhor em campo, o Galo deixou tudo igual aos 36 minutos com o mesmo Chará aproveitando lançamento primoroso de Cazares. O 1x1 ficou de ótimo tamanho quando o intervalo chegou. Agora sem gol qualificado, a igualdade estava levando a decisão da vaga para os pênaltis.


Bola zanzando dentro da área santista em ataque do Galo no tempo inicial


Chegada visitante pela esquerda e bola alçada na área

Quando a segunda etapa começou, vi um lance histórico na minha longa carreira em estádios: uma decisão revista através do VAR, o famoso árbitro de vídeo. o atleticano José Welison recebeu cartão vermelho por acertar o rosto de Marinho, porém o juizão foi chamado pelo pessoal da cabine e resolveu dar aquela conferida no lance. A maior autoridade em campo acabou voltando atrás, dando apenas o amarelo. É, amigo... o progresso pede passagem.

Os times mostraram um futebol animado com boas chances em série. Aos 15, Cazares chutou e a bola passou perto. Aos 16, Victor fez grande defesa em tiro de Marinho. Na sequência, Jean Lucas quase faz o segundo local. Ricardo Oliveira teve a chance da virada aos 20, mas perdeu. Chará jogou fora uma oportunidade de ouro a favor do Galo aos 25. Emoção atrás de emoção.

Aos 37 o Peixe criou o melhor momento em cabeçada de Lucas Veríssimo. A finalização tirou tinta da trave de Victor, arrancando aquele "uuhh" famoso da torcida que ocupava a velha cancha. Torcida que ficou desolada dois minutos depois com o gol da virada visitante. Num contra-ataque primoroso, Geuvânio tocou para Cazares e ele repassou a pelota para Chará. O colombiano, numa noite inspiradíssima, finalizou com precisão.


Olha o VAR, amigo! Cena que se fará presente em jogos grandes a partir de agora


Um Pacaembu com pouco mais de 16 mil pagantes viu a frustrante eliminação do Santos na Copa do Brasil

O tento foi um banho de água fria nas pretensões santistas. Os comandados de Sampaoli se abateram e quase tomaram o terceiro em bela jogada de Geuvânio aos 44. No fim, o Santos 1-2 Atlético/MG foi um duro golpe para a sequência de temporada do Peixe, que foca a atenção apenas no Brasileirão a partir de agira. O Galo está entre os oito melhores da Copa do Brasil e o adversário será definido semana que vem. Foi apenas a oitava vez em 59 jogos que vi uma vitória visitante nessa competição.

No dia seguinte, ainda me recuperando da gripe, retornei à ativa com a penúltima apresentação do Barcelona Capela como mandante na Segundona Paulista. Não estava nem perto de me sentir 100% bem, porém, não tinha como ficar de fora.

Até lá!
_________________________

Ficha Técnica: Santos 1-2 Atlético/MG

Competição: Copa do Brasil; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitro: Bruno Arleu de Araújo (RJ); Público: 16.857 pagantes; Renda: R$ 828.070,00; Cartões Amarelos: Lucas Veríssimo, Jean Lucas, Soteldo (San), José Welison, Adilson, Fábio Santos (Atl); Gols: Gustavo Henrique 5 e Chará 36 do 1º. Chará 39 do 2º.
Santos: Everson; Lucas Veríssimo, Aguilar (Jean Mota) e Gustavo Henrique; Victor Ferraz, Jean Lucas, Diego Pituca e Jorge; Sánchez (Soteldo), Marinho e Uribe (Eduardo Sasha). Técnico: Jorge Sampaoli. 
Atlético/MG: Victor; Patric, Réver, Igor Rabello e Fábio Santos; Zé Welison (Adilson), Elias, Cazares e Luan (Geuvânio); Chará e Ricardo Oliveira (Alerrandro). Técnico: Rodrigo Santana.
_____________

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Voltaço derrota o Galo e continua fazendo história na Copinha

Texto e fotos: Fernando Martinez


A vida profissional e, principalmente, o calor me deixaram de fora de várias jornadas da 50ª Copa São Paulo de Futebol Júnior. Felizmente na quarta-feira pintou uma bem-vinda folga e o astro-rei deu uma trégua nesse absurdo verão de 2019. Por isso me armei direitinho e emplaquei uma rodada com direito a time novo, algo raro na fase de oitavas-de-final. A jornada começou cedo com o genial encontro entre Atlético Mineiro e Volta Redonda no Estádio Conde Rodolfo Crespi.

Apesar de não ser o Juventus, bastante gente foi até a Rua Javari para ver o duelo de uma equipe buscando sua quarta taça no torneio (algo que acontece desde 1983, ano do terceiro e último título) contra uma que vem surpreendendo. O Voltaço tinha jogado a Copinha apenas três vezes e essa performance já é, de longe, a melhor da história da agremiação fundada em 1976. Para terem uma ideia, o clube tinha vencido apenas uma partida em dez disputadas até então. Só nessa campanha, já foram quatro triunfos.


Clube Atlético Mineiro (sub-20) - Belo Horizonte/MG


Volta Redonda Futebol Clube (sub-20) - Volta Redonda/RJ


Quarteto de arbitragem e capitães dos times

Cheguei cedo na casa grená e logo fui ao gramado me credenciar. Em meio a várias câmeras das transmissões ao vivo, fios, repórteres, fotógrafos e integrantes das duas equipes consegui fazer aquela social com os amigos presentes, todos que eu não via desde o ano passado. Papinho vai e papinho vem, logo chegou a hora da ação começar. Fui acompanhar o ataque do Galo aproveitando de forma óbvia a sombra no gol da creche. Lá se encontravam o Mílton, o atibaiense Mário e os sumidaços seu Natal e o Nílton, o maior alvinegro do Rio Grande do Norte.

Desfalcado de três jogadores que subiram pro profissional, o Atlético não conseguiu impor a sua maior tradição durante boa parte da peleja. O Volta Redonda, sempre comendo pelas beiradas, não fez um tempo inicial primoroso, mas mesmo assim foi mais perigoso do que seu adversário. A primeira e melhor oportunidade foi do tricolor aos 22 minutos. Caio recebeu na direita e chutou cruzado, pelo alto e a bola bateu na trave direita de Matheus Mendes. Seria um golaço.


Volta Redonda ainda no campo de defesa na tentativa de mais um ataque


Zaga do Voltaço cortando cruzamento da área


Disputa de bola na lateral esquerda do ataque do Galo


Boa chegada mineira pela esquerda. O defensor fluminense se esticou todo na tentativa do corte

No tempo final desisti de ficar espremido no relvado entre os vários fotógrafos presentes e fui até a arquibancada junto com a rapaziada. O ataque do Tricolor de Aço acabou sendo o melhor lugar para ficar nos últimos 45 minutos. O Galo chegou mais vezes dentro da área dos visitantes, só que as finalizações... que horror. Nessas, o time do Rio de Janeiro foi cozinhando pelas beiradas até chegar a um feito histórico. Aos 19, Romário cabeceou com perigo e a bola saiu pela direita. Dois minutos depois, não teve erro. A pelota foi cruzada na área, o mesmo Romário tocou de cabeça pro alto e, se aproveitando de uma fatal demora do arqueiro mineiro, Caio se antecipou e, também de cachola, abriu o marcador.

O Galo sentiu o tento sofrido e se mandou pra cima da defesa do Voltaço sem muita organização. Os meninos comandados por Rodrigo Santana, ex-Juventus, criaram três momentos porém quando a zaga não travava, a pelota ia por cima. O tricolor soube se segurar bem e esperou pacientemente "aquele" contra-ataque. Ele saiu aos 47 minutos, quando MT avançou e tocou para Markinhos. O camisa 10 passou por trás da zaga e tirou do arqueiro, definindo com estilo a histórica vitória.


Vítor Mendes, camisa 4 atleticano, subindo para tirar a pelota do seu campo


Uma das boas chegadas do Volta Redonda no segundo tempo


Da arquibancada, a visão de mais uma investida do Tricolor de Aço


Não foi dessa vez que o Galo conquistou seu quarto caneco na Copinha

O placar final de Atlético/MG 0-2 Volta Redonda colocou a agremiação do sul fluminense nas quartas-de-final da Copa São Paulo pela primeira vez em todos os tempos. Na próxima fase vai rolar um confronto regional contra o Vasco da Gama. Já o Galo deixa para 2020 a tentativa de conquistar o seu quarto título na história do torneio.

Tinha duas opções de jogos na sessão noturna, uma delas com time novo, mas bem tarde, e a outra com uma peleja legal, dois clubes nada inéditos e mais cedo. Não tive dúvidas: encarei o péssimo horário das 21h45 e fui até Barueri para ver um insólito e absolutamente genial duelo também pelas oitavas da Copinha.

Até a próxima!

_________________________

Ficha Técnica: Atlético/MG 0-2 Volta Redonda

Competição: Copa São Paulo de Futebol Júnior; Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: José Guilherme Almeida e Souza; Público e renda: Portões abertos; Cartão amarelo: Jô (VR); Gols: Caio 21 e Markinhos 48 do 2º.
Atlético/MG: Matheus Mendes; Pedro (Taílson), Eric, Vitor Mendes e Hulk; Adriano (Carlos Manuel), Gabriel e Bruninho (Neto); Igor Reis (Guilherme), Pedro Luca (Kevin) e Alerrandro. Técnico: Rodrigo Santana.
Volta Redonda: Adne; Júlio Amorim (Marcos Vinícius), Igor Gomes, Gabriel Pereira e Leandro (Márcio); Bodão, Pedro Thomaz e Bambam (João Lino); Caio (Davison), Jô (Markinhos) e Romário (MT). Técnico: Neto Colucci.

_____________

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Galo joga fácil e goleia o Unaí/DF no Baetão pelo Grupo T

Opa,

A partida que fechou a segunda rodada do Grupo T foi e não foi um duelo mineiro. Foi porque Unaí e Atlético são clubes com sede em cidades de Minas Gerais. Não foi porque enquanto o Galo, como todos sabem, é filiado à FMF, o Unaí joga os campeonatos da Federação Brasiliense de Futebol.

Isso acontece pois a FBF autoriza agremiações de outros estados a participarem de suas competições, desde que as cidades tenham sede a menos de 200 quilômetros de Brasília. O time da Terra do Calor Humano pode jogar lá por estar a 160. Para efeito de comparação, ao mesmo tempo a cidade está distante 700 (!) quilômetros de BH.

Como essa é a primeira vez que a Águia aparece nas páginas do JP, vale contar rapidamente sua história. O alviverde foi fundado em 1966 e jogou as divisões de acesso de seu estado de origem de 1986 até 1995, se licenciando em 1996 (*). No ano seguinte a cidade de 80 mil habitantes viu o nascimento da Sociedade Esportiva Itapuã, equipe que desde seu início se filiou à Federação Brasiliense.

Em 2002 o Itapuã fez uma fusão com o inativo Unaí, passando a se chamar Sociedade Esportiva Unaí Itapuã. O "novo" clube se manteve no profissionalismo até 2011, quando então voltou a se chamar apenas Unaí EC. É, mas a mudança não parou por aí. Em 2013 foi definido que o time se mudaria para a cidade de Paracatu e por consequência passaria a se chamar Paracatu FC.

Desde então, alguns veículos de imprensa passaram a chamar a equipe de Unaí/Paracatu, enquanto outros usam somente o nome da nova cidade. A Federação Paulista misturou tudo no seu site e usa o nome "Unaí/Itapuã" com o escudo do Paracatu FC... Ou seja, uma grande confusão. Aqui usamos o nome atual registrado na sua federação: apenas Unaí Esporte Clube.


Unaí EC (sub20) - Unaí/MG. Foto: Fernando Martinez.

Depois de tanta informação, é necessário dizer que o UEC se classificou para a sua primeira Copinha em todos os tempos depois do vice-campeonato brasiliense sub20 de 2014. Na semi-final o "mineiro" do Distrito Federal eliminou o Brasília, maior surpresa da Copa São Paulo no ano passado e perdeu a decisão para o Gama, o outro classificado da FBF.

Na estreia a equipe foi derrotada pelo São Bernardo FC e sabia que a missão para o segundo jogo era ainda mais difícil. Do outro lado do ringue estava o Atlético, três vezes campeão da Copinha - 1975, 1976 e 1983 - e terceiro colocado na edição passada da competição.


C Atlético Mineiro (sub20) - Belo Horizonte/MG. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times e quarteto de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

A peleja começou às 19 horas, horário em que a temperatura estava menos difícil de suportar. Sem o horroroso sol para castigar todo mundo, o Galo jogou fácil e definiu o resultado já nos 45 minutos iniciais. Foi a melhor apresentação que vi até então na Copa São Paulo.


Esforço de jogador atleticano para alcançar a pelota. Foto: Fernando Martinez.

Aos 14 minutos, o camisa 10 Rodrigo Mucuri recebeu bom passe entre os zagueiros e tocou por cima do goleiro para abrir o marcador. Três minutos depois, Capixaba fez grande jogada pela esquerda e tocou para João Vítor completar da pequena área.


Zagueiro do Galo chegando pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


Fica de jogadores do Atlético correndo atrás da bola. Foto: Fernando Martinez.

No trigésimo minuto Rodrigo Mucuri fez o mais belo gol da peleja. Jordan fez um lançamento ainda do seu campo e o camisa 10 tocou com estilo, encobrindo o arqueiro do Unaí. Golaço! Fechando o massacre do primeiro tempo Yago fez o quarto aos 34 após aproveitar rebote da trave em cobrança de falta.


Lance do quarto gol alvinegro. Depois desse rebote, Yago concluiu. Foto: Fernando Martinez.


Capitão do Unaí atento a mais um ataque atleticano. Foto: Fernando Martinez.

Com a partida mais do que definida, o Galo claramente diminuiu o ritmo no tempo final e apenas controlou a partida. O Unaí não conseguiu mostrar muita coisa e o Atlético fechou o placar em definitivo aos 17 minutos, com um golaço do camisa 11 Capixaba.


Mesmo com o Galo se poupando, a zaga do Unaí teve trabalho no tempo final. Foto: Fernando Martinez.


Jogada na direita do ataque alvinegro. Foto: Fernando Martinez.

No fim, o jogo ficou em Unaí 0-5 Atlético/MG. O triunfo do Galo deixou a equipe precisando apenas de um empate contra o São Bernardo FC para se classificar como o primeiro do Grupo T. Unaí e Sete de Setembro jogarão para definir quem ficará em terceiro.

Nem bem o jogo acabou e uma agradabilíssima ventania chegou ao Baetão. Junto com a dupla Pucci e Cosme, que encontrei durante o segundo tempo da partida, voltei para casa com a programação do dia seguinte já armada. Mais uma chave com dois times novos estava na pauta.

Até lá!

Fernando

(*) Agradecimento especial ao amigo Vítor Dias por algumas informações usadas nesse post.