Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador Cianorte/PR. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cianorte/PR. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de junho de 2021

Lusa sofre empate nos acréscimos na estreia na Série D

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram 1441 longos e sofridos dias longe de uma competição nacional. Quase quatro anos de sofrimento, um sem-número de incertezas e uma série de campanhas frustrantes. Tudo mudou, pelo menos por enquanto, na noite de sábado com o retorno da Portuguesa ao Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário da estreia foi o glorioso Cianorte e o palco, claro, o Estádio Oswaldo Teixeira Duarte.

A equipe rubro-verde tinha jogado a Série D pela última vez em 2017 e foi eliminada na primeira fase. Como está longe da A1 há alguns anos, a única forma de entrarem no nacional é via Copa Paulista. Em 2017 o sonho terminou na semi contra a Ferroviária. Em 2018 e 2019 a vergonha da eliminação na fase inicial. Já no ano passado a performance foi muito melhor e a conquista do título - com o 3x0 em cima do São Bernardo FC - permitiu a volta.

A torcida, que ficou encantada durante a Copa, sofreu um choque de realidade na Série A2. A campanha não foi como esperavam e a eliminação para o Água Santa nas quartas deixou um gosto amargo. O alerta amarelo foi ligado e nem o mais otimista sabe o que esperar. Como se não bastasse, o Grupo A07 (que nome horroroso) é uma verdadeira pedreira (e bem sem graça ao mesmo tempo): Santo André, Inter de Limeira e São Bento representando o estado de São Paulo e os cariocas Madureira, Bangu e Boavista. Além deles, o único integrante da região sul, o Leão do Vale.

Fundado em 2002, o Cianorte FC apareceu pela única vez no Jogos Perdidos em 2005 no histórico confronto contra o Corinthians no Pacaembu. Após vencerem o time de Daniel Passarela e Carlitos Tevez na ida por 3x0, chegaram na capital bandeirante podendo perder até por três gols de diferença, caso fizessem um. O duelo chegou a estar empatado em 1x1 antes do alvinegro passar o rodo e chegar aos 5x1, resultado que precisava. O pós-jogo teve uma mistura de festa e alívio por parte de quem estava no estádio. O Leão foi eliminado, porém deixou o nome no imaginário popular.


Portuguesa e Cianorte entrando em campo para a estreia de ambos da Série D


Capitães e quarteto de arbitragem

Ano passado eles chegaram na semifinal do estadual. Foram derrotados pelo Coritiba e se garantiram na Copa do Brasil e na Série D deste ano. No paranaense de 2021 terminaram a primeira fase na quarta posição e o Londrina os eliminou nas quartas. Na Copa do Brasil estão fazendo bonito. Despacharam Paraná Clube e Santa Cruz e na terceira fase foram sorteados para pegar o Santos. Na ida, derrota de 2x0 em casa.

Certamente o Cianorte não era o oponente dos sonhos que a Portuguesa esperava, mas nessa chave não tem como escapar de confrontos complicados. Acontece que, pelo menos na etapa inicial, a Lusa teve uma atuação muito boa, acima do futebol apresentado na A2. Jogando de camisa azul – que de longe parece não ter escudo - em homenagem aos 70 anos da conquista da Fita Azul de 1951, os rubro-verdes mostraram ânimo e competitividade de sobra.

Não demorou para que o placar fosse inaugurado. Decorridos treze minutos, os donos da casa tiveram uma falta pela esquerda a favor. Raphael Luz cruzou por baixo e Vítor, no afã de afastar, tocou contra o próprio gol, o primeiro da Portuguesa na Série D. Apesar de estar em desvantagem, o Cianorte não se entregou e aos 25 o camisa 10 Calabrês foi derrubado dentro da área. Ele mesmo cobrou o pênalti e deixou tudo igual. O lance foi bastante discutido e de onde estava não fiquei com a impressão de penalidade.

Só que ainda no tempo inicial, mostrando uma recuperação imediata como não estamos tão acostumados a ver, a Lusa respondeu à altura e, com 33 minutos jogados, passou à frente do marcador outra vez. Raphael Luz arriscou de longe, o tiro desviou na zaga e sobrou para Ermínio. O camisa 9 chutou cruzado e Lucas Douglas completou na direita. Antes do intervalo quase saiu o terceiro em oportunidade pela esquerda e falha do goleiro Bruno. O camisa 1 bateu roupa e a zaga apareceu na hora H, afastando o perigo.



Muitos que assistiram o jogo pela internet torceram para o time branco, e só depois de algum tempo de tocaram que o branco era o adversário da Lusa. Ver a Portuguesa de azul foi esquisito



Bola na rede no primeiro gol da noite. Vítor fez contra aos treze minutos e os atletas locais comemoraram bastante



Pênalti besta cometido pelo time paulista e Calabrês - belo nome - deixou tudo igual

Quando o árbitro goiano encerrou a ação os times desceram aos vestiários, a sensação era a melhor possível. Restava saber se os locais iriam manter o nível. Bem... a resposta não demorou. A Portuguesa recuou além da conta, chamou o Cianorte a seu campo e o Leão ocupou sem cerimônia o setor defensivo da casa nos últimos 45 minutos. Não que tenham levado tanto perigo assim ou assustado de verdade, isso não, porém ficaram direto zanzando a grande área paulista.

Restou ao escrete local a chance dos contra-ataques. Lamentavelmente nenhum foi aproveitado e todos foram desperdiçados sem cerimônia. O melhor deles foi em finalização do meio da área que passou por cima da meta. Também rolou a impressão de pênalti não marcado a favor da Lusa quando um dos zagueiros tocou com a mão na bola dentro da área e o senhor juiz deixou o jogo seguir. Conforme a partida ia chegando perto do fim, o Cianorte passou a assustar mais. Em vacilo da zaga mandante, Dheimison fez grande defesa em tiro à queima roupa.

No momento em que o quarto árbitro subiu a placa informando os acréscimos, Léo Porto avançou pelo lado esquerdo do ataque paranaense. Ele encontrou um espaço milimétrico entre dois defensores e cruzou como se tivesse colocado com a mão. Wílson Júnior se antecipou ao defensor e encheu o pé, vencendo Dheimison e empatando o duelo. Foi um enorme banho de água fria em todos os presentes. Um presente de grego que deixou o placar em Portuguesa 2-2 Cianorte.






Na etapa final a Portuguesa recuou demais e chamou o Cianorte para seu campo


No último minuto Wílson Júnior jogou um balde de água fria nos rubro-verdes e fez o segundo dos visitantes

O empate deixou as duas equipes empatadas na terceira posição do grupo após a rodada de estreia. Santo André e Madureira venceram fora de casa respectivamente Bangu e Inter de Limeira e Boavista e São Bento ficaram no zero. Só que a fase inicial é longa e termina apenas no começo de setembro. Muita coisa vai rolar e nós estaremos de olho acompanhando pelo menos essa chave bem de perto. Se não vi nenhum compromisso rubro-verde na D de 2017, desta vez pretendo tirar o atraso.

Falando em decepção, no domingo teve decisão de acesso no Nicolau Alayon e a torcida nacionalista sofreu além da conta.

Até lá!

_____________

Ficha Técnica: Portuguesa 2x2 Cianorte

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Rubens Paulo dos Santos/GO; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Caíque, Feijão, Danilo Pereira; Gols: Vítor (contra) 13, Calabrês (pênalti) 24 e Lucas Douglas 33 do 1º, Wílson Júnior 45 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão, Jussani, Fernando Lombardi e Denis Neves (Marco); Caíque, Maykinho (Misael), Walfrido (Serafim) e Raphael Luz (Danilo Pereira); Ermínio (Hudson) e Lucas Douglas. Técnico: Fernando Marchiori.
Cianorte: Bruno; Michel, Vítor (Samuel), Maurício e Rael; Escobar, Erick Salles (Rafael Carvalhares), Morelli e Calabrês (Tales); Pachu (Wílson Júnior) e Buba (Léo Porto). Técnico: João Burse.
._________________________

quinta-feira, 7 de abril de 2005

Corinthians faz milagre na Copa do Brasil

Ufa...


Pacaembu lotado para ver o jogo entre Corinthians e Cianorte. Foto: Fernando Martinez.

Como o Emerson já comentou sobre a rodada de ontem na Copa do Brasil. Escrevo aqui com a maior isenção do mundo, já que ontem não deu para conter a emoção: Gritei, pulei, sofri muito com a partida e me acabei, destruído com tanta emoção. Hoje, mais calmo e isento, uso as palavras do Mílton para resumir o que foi a partida de ontem, entre Corinthians e Cianorte: "Partida histórica, um jogaço, com detalhes épicos que selaram a vitória do Corinthians". Já tinha passado por emoção parecida com o Juventus (Juventus 5-0 Etti, pela Copa João Havelagne em 2000), e com o Nacional (na vitória de 3 a 2 contra o Paraná, na Copa SP desse ano), mas ontem foi perfeito!

Chegamos lá às 7 da noite, para evitar qualquer confusão. Entrada tranqüila, civilizada, já que estava bem cedo. Conosco estavam dois amigos aqui do trampo, o Carlão e o William, corintianos fanáticos, que passaram muito mal também. Vale o registro que mais dois doentes foram lá: O Estevan ficou na numerada, e o David ficou na arquibancada lilás.

A partida em si foi fantástica, com o Tevez e o Roger acabando com a equipe paranaense, com o Bobô perdendo o gol mais feito que já vi em estádio (vi 784 jogos até hoje), e com a torcida cantando o jogo todo, sem parar, incentivando o time que correspondeu dentro de campo. Os gols foram marcados em momentos cruciais da partida, e mesmo após o gol (roubadíssimo) do Cianorte, ainda acreditava que pudesse dar. E deu.


Lance do jogo entre Corinthians x Cianorte, simplesmente épico! Foto: Fernando Martinez. [260708]


Falta para o Corinthians, no primeiro tempo do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Ainda estou meio destruído por causa de tamanha emoção, mas valeu a pena. Foi um daqueles jogos que vamos nos lembrar pelo resto da vida, tanto de uma forma fantástica (a minha), quanto de forma péssima (para o Mílton). Para isso aqui deixo a minha homenagem a ele, são-paulino confesso, que encarou o tobogã só para chegar em casa e escrever Cianorte num pedaço de papel, a famosa 'Lista'. Um dos prêmios 'saco de ouro' de 2005 vai para ele: São-paulino, no meio do tobogã, um imenso calor, Corinthians dando show e com uma trinca de nativos da Noruega-Ucrânia-Bélgica na nossa frente, fumando um charuto de marola durante todo o jogo. Atitude 100%, o Jandir não tem o dom de fazer isso... rs

Por hora é só, fim-de-semana começa o melhor campeonato de futebol do Brasil, a Série B do Paulistão. E o Clube estará por lá, cobrindo tudo para o JOGOS PERDIDOS.

Abraços

Fernando