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segunda-feira, 21 de julho de 2025

Massacre do São Paulo contra o ADERGS no Brasileiro Feminino sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Depois da sessão matutina em Mauá, a sessão vespertina do sábado passado foi genial. Não dava para perder a chance de ver o Estádio Ildeu Silvestre do Carmo, em Itaquaquecetuba, receber jogo de um torneio organizado pela CBF. O São Paulo recebeu o ADERGS no fechamento da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino sub-17.

Palco dos jogos do saudoso Itaquaquecetuba Atlético Clube nos anos 80 e 90, o "Campo do Brasil" ficou abandonado por muitos anos. Voltou a ser utilizado em 2022 com a chegada do Aster Itaquá. Desde então, passou a receber partidas de base e, por duas vezes, a Copinha. Durante muito tempo achei que nunca mais pisaria ali, então cobrir uma peleja da CBF era motivo mais do que suficiente para a minha presença.

Estive nessa com o Milton, e chegamos rápido em Itaquá graças a uma carona do grande Zé Antônio, amigo que trabalha como fiscal da FPF. Morador de Poá, ele deu uma baita força e nos deixou na porta do estádio. Como ainda estava cedo, deu tempo até de bater aquela xepa marota antes da partida. Poucas vezes uma carona foi tão comemorada.


São Paulo Futebol Clube (feminino sub-17) - São Paulo/SP


Associação Desportiva do Rio de Grande do Sul (feminino sub-17) - Tapejara/RS


Capitãs e quarteto de arbitragem

A presença também se justificava pela inédita participação da Associação Desportiva do Rio Grande do Sul em jogos no estado. Sediado em Tapejara, o clube fez excelente campanha no Gaúcho Sub-17 de 2024, chegando à semifinal. O bom desempenho chamou a atenção da CBF, que convidou o escrete gaúcho para o certame nacional.

Dentro de campo, não havia nenhuma chance de surpresa. As meninas do Tricolor tinham 100% de aproveitamento: cinco vitórias, 31 gols marcados e nenhum sofrido. A chance do ADERGS, terceiro do Grupo C com quatro pontos, vencer o jogo era a mesma de eu conseguir levar o Paul McCartney para um jantar no QG da Zona Oeste. Zero.

Na primeira etapa foi um massacre. O São Paulo marcou nada menos que nove gols, acertou a trave três vezes e obrigou a goleira gaúcha a trabalhar bastante, com quatro ou cinco boas defesas. Dava para ter ido para o intervalo com um placar superior a 15 ou 16 gols, sem exagero. Raramente vi tamanha superioridade em apenas um tempo.




Como era esperado por todos, somente o São Paulo atacou em Itaquaquecetuba



De cabeça, um dos primeiros gols na tarde



Um dos vários gols anotados pelo alto



Duas boas chances são-paulinas


Cobrança de falta que tirou tinta da trave gaúcha

Mas tudo que aconteceu nos primeiros 45 minutos não se repetiu nos 45 finais. O Tricolor diminuiu o ritmo e jogou com tranquilidade, sem forçar. As poucas chances foram neutralizadas pela arqueira Amanda, que entrou no segundo tempo. Apenas aos 25, com um chute certeiro de Valentina, as paulistas chegaram aos dois dígitos. Forner deu números finais aos 35, em bela cobrança de falta.




No segundo tempo, o São Paulo diminuiu o ritmo


Com o jogo parado para atendimento de uma atleta visitante, duas jogadores do ADERGS pediram para eu tirar uma foto. Segue aqui o registro com as meninas


Detalhe do décimo gol tricolor em Itaquá

O placar de 11 a 0 encerrou a campanha perfeita do São Paulo na fase inicial do Brasileiro Feminino Sub-17. Agora, o adversário será o Avaí/Kindermann nas quartas de final. Os outros jogos serão Centro Olímpico x Grêmio, Criciúma x Internacional e Corinthians x Ferroviária. Quanto à participação do ADERGS, deixo os parabéns. Sabemos como é difícil fazer futebol feminino no Brasil, e qualquer iniciativa merece ser aplaudida.

Voltei para a capital na companhia do decano Milton Haddad, combinando como seria o domingo. Teve cobertura gelada de manhã e duelo feminino internacional bem legal na parte da tarde.

Até lá!

Ficha Técnica: São Paulo 11-0 ADERGS

Local: Estádio Ildeu Silvestre do Carmo (Itaquaquecetuba); Árbitro: Gustavo Alencar Rodrigues/SP; Público: 67 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Lara Haack e Camila; Cartão vermelho: Lara Haack 44 do 2º; Gols: Ana Clara 11, Vi Barreto 13, Helena 19, Sara Pedot 22, Helena 31, Ana Clara 35, Sara Pedot 40, Vi Barreto 42 e Helena 43 do 1º, Valentina 25 e Forner 35 do 2º.
São Paulo: Yasmim; Mari Martins (Valentina), Kalena, Marina (Rafa Cortes) e Forner; Nick Fraga (Gabi), Vi Barreto (Gi Coutinho), Sara Pedot e Helena (Camily); Ana Clara e Gi Iseppe (Mirella). Técnico: Vinas Santos.
ADERGS: Bianca (Amanda); Emili (Camila), Larissa Foanani (Vitória), Lara Haack, Heula (Lisboa) e Tainá; Ana, Manu Vebber (Gabi) e Lara Sales; Mariah (Larissa Cunha) e Duda Mattos. Técnico: Lucas da Rocha.

segunda-feira, 14 de julho de 2025

ADECO goleia e mantém esperança de classificação no Brasileiro Feminino sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


Assim como na semana anterior, a sessão noturna do último sábado foi daquelas reservadas apenas aos iniciados. Em um CERET novamente com portões fechados, o Centro Olímpico recebeu a UDA de Alagoas pelo Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17. Sem poder ficar na arquibancada, a rapaziada se acomodou do lado de fora para curtir o duelo das meninas.

Como cheguei atrasado na partida contra o Recanto da Criança e perdi as fotos posadas, desisti de ir até Mauá para acompanhar Mauaense x Tanabi. Não me arrependi, já que os times ficaram no zero. No CERET, por outro lado, a chance de ver gols era bem maior. Disputando o primeiro lugar do Grupo D com o Corinthians, o ADECO era favorito e contava com os três pontos diante do esforçado clube alagoano.


Associação Desportiva Centro Olímpico (feminino sub-17) - São Paulo/SP


União Desportiva Alagoana (feminino sub-17) - Maceió/AL


Capitãs e quarteto de arbitragem


Detalhe da torcida do lado de fora do alambrado no CERET. Ver jogo no morro é muito bom

Enquanto fui para o gramado, a dupla Milton e Pucci ficou passeando pelo lado de fora do campo, acompanhando tudo do alambrado ao lado de um público de mais ou menos 50 pessoas, todas parentes de atletas. Quem enfrentou o clima frio viu um primeiro tempo acima do esperado. As paulistanas atuaram com mais disposição e definiram o triunfo antes do intervalo.

Luiza, Ikeda (duas vezes) e Pietra anotaram os gols locais, e a vantagem parcial poderia ter sido ainda maior, tamanha a quantidade de oportunidades criadas. A UDA pouco fez e, como tem acontecido com frequência, o que se viu foram várias atletas caindo em lances bobos.

Na etapa final, a expectativa era de uma atuação semelhante do Centro. Ledo engano. As meninas puxaram o freio de mão e a partida foi completamente diferente. Os bons momentos foram raros, e deu sono acompanhar o pouco que acontecia no gramado sintético do campo do Tatuapé. Os 45 minutos pareceram durar duas horas.




Três lances do começo de Centro Olímpico x UDA



Não lembro qual foi, confesso, mas esse foi um dos gols do time paulistano



Mais um detalhe de gol do ADECO, aqui em cobrança de escanteio e falha da boa goleira alagoana




O Centro Olímpico não marcou na segunda etapa e se confirmou o resultado do tempo inicial

No fim, ficou mesmo o placar construído no tempo inicial: Centro Olímpico 4-0 UDA. A equipe paulista agora soma 12 pontos, contra 15 do Corinthians. Na última rodada, que acontece na semana que vem, um triunfo do ADECO garante o clube na próxima fase. Já a UDA vai enfrentar o Recanto da Criança para confirmar a terceira colocação da chave.

Saímos de um CERET completamente vazio e cogitamos pegar um Uber até a Estação Carrão do metrô. Por sorte, o ônibus passou e conseguimos economizar alguns reais. Bom, teve rodada tripla no sábado, mas no domingo lá estava eu caindo da cama de novo com uma jornada dupla na mira. É, o futebol aqui não para.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 4-0 UDA

Local: CERET (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Fernandes Júnior/SP; Público e Renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Pietra, Olga e Ana Maria; Gols: Luiza 6, Ikeda 11, Pietra 23 e Ikeda 33 do 1º.
Centro Olímpico: Karen; Bianca, Pietra, Molina e Rianna Raquele (Esther); Lu, Santiago, Ana Clara (Aninha) e Ikeda (Isabella); Luiza (Agatha) e Caitano (Isa Alexandre). Técnico: Mayara de Oliveira.
UDA: Clara; Ana Maria, Kimberly, Emanuelly e Clarice (Maysa); Ianny (Adrielly), Keyla, Alice e Olga; Jheniffer e Vitória (Laís). Técnico: Bruno Barbosa.

terça-feira, 8 de julho de 2025

Centro Olímpico goleia Recanto com público do lado de fora no CERET

Texto e fotos: Fernando Martinez


A sessão noturna do sábado, que fechou a exaustiva rodada tripla, foi bastante singular. Não é toda hora que um jogo com portões fechados tem a presença de público... mesmo que do lado de fora do estádio. Apesar de a CBF proibir torcida nas arquibancadas do CERET, Centro Olímpico e Recanto da Criança, pelo Campeonato Brasileiro Feminino Sub-17, o pessoal ficou acomodado fora do alambrado.

Se fosse um estádio "normal", ninguém teria como assistir, mas como o campo do CERET está dentro de um parque, o público conseguiu acompanhar tudo do lado de fora, já que a gloriosa entidade que rege o futebol brasileiro não tem poder para fechar os portões do local. Aliás, é um absurdo o número de jogos com portões fechados nos campeonatos da entidade, que impõe proibições aos clubes e demonstra zero bom senso. Estádios liberados nos estaduais acabam vetados em competições da CBF. Não faz o menor sentido.


Visão geral do CERET vazio do lado de dentro para jogo do Brasileiro Feminino sub-17

Saí de Mauá pouco depois das 17 horas e tinha 90 minutos para chegar ao Tatuapé. Só que a CPTM entrou em operação tartaruga e, depois, o Uber que peguei na Estação Mooca levou absurdos 40 minutos (!) para chegar ao CERET. Eram 18h55 quando avistei o campo. Sem chance de credenciamento, fui conferir a peleja do morro junto com o Milton e o amigo Caio. Foi uma experiência nova e bastante interessante. O estranho, confesso, foi não fazer as fotos oficiais. Paciência.

A partida abriu o segundo turno do Grupo D. Na semana anterior, no duelo realizado no Amazonas, o Centro Olímpico venceu o Recanto da Criança por absurdos 15 a 0. Apesar de saber que não seria uma goleada parecida (nunca é), eu imaginava que alguma goleada viria. É, só que na etapa inicial o jogo foi ruim. Bem ruim. As paulistanas erraram demais e marcaram apenas um gol, com Esther.

O que irritou todo mundo ao redor do campo foi o número de vezes que alguma atleta do Recanto caía no gramado. Sim, a preparação não é a mesma, a gente sabe. O problema foi que, a cada dois minutos, no máximo, uma jogadora ia ao chão. O primeiro tempo deve ter tido, no máximo, uns 20 minutos de bola rolando, e olhe lá. Se a árbitra tivesse realmente dado os acréscimos corretos, passaria de 12 minutos pelo menos (ela deu cinco).

Na segunda etapa, a pontaria do Centro Olímpico melhorou um pouco. Não que as meninas pararam de perder chances, pois seguiram desperdiçando vários e vários lances, porém a goleada esperada chegou sem dificuldade. Seis atletas anotaram sete gols e fizeram o time da casa derrotar o escrete amazonense por 8 a 0. Se não tivessem errado tanto, teriam chegado perto do placar da ida.







Mesmo do lado de fora, deu para tirar algumas fotos legais de Centro Olímpico x Recanto da Criança. O que pega mesmo é a iluminação ruim do CERET


Essa foi a visão que tive durante a etapa final. Uma cobertura bastante peculiar, eu diria

O Corinthians segue líder da chave com 12 pontos e 100% de aproveitamento, enquanto o Centro Olímpico soma nove, ocupando a segunda posição. O UDA de Alagoas está em terceiro com três, e o Recanto amarga quatro jogos e quatro derrotas. Semana que vem, a equipe do Parque São Jorge vai ao Norte do país, enquanto o ADECO recebe as alagoanas, também no CERET. Pretendo, desta vez, chegar cedo para fazer as fotos sem problema.

O amigo Caio deu uma providencial carona até a Estação Belém do metrô e, antes das 22 horas, eu já estava no QG da Zona Oeste. De novo, tive que dormir mais cedo, pois a rodada de domingo começaria cedo. Teve Segundona na pauta e volta a um estádio que gosto muito após oito anos.

Até lá!

Ficha Técnica: Centro Olímpico 8-0 Recanto da Criança

Local: CERET (São Paulo); Árbitra: Ana Caroline Carvalho/SP; Público e Renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Isa Alexandre, Molina e Kaylla; Cartão vermelho: Letícia 8 do 2º; Gols: Esther 24 do 1º, Caitano 3, Luiza 18, Bianca 21, Carol 35, Pietra 36, Carol 44 e Santiago 49 do 2º.
Centro Olímpico: Karen; Pietra (Rianna Raquele), Julia (Bianca), Molina e Esther (Santiago); Aninha, Isa Alexandre, Lu (Ana Clara) e Ikeda; Luiza e Caitano (18 Carol). Técnica: Mayara Pires.
Recanto da Criança: Rayna; Tatiane, Letícia, Kaylla e Thalita (Raquel); Larissa, Eva (Emily), Eduarda e Ana Flávia; Daniela e Gabriele. Técnico: Leonardo Gentil.

domingo, 17 de abril de 2022

Santos vence o Corinthians no clássico do Brasileiro Feminino sub-17

Texto e fotos: Fernando Martinez


A quarta cobertura da Sexta-Feira Santa foi com um velho clássico. Santos e Corinthians praticamente definiram a vaga do Grupo A na segunda fase do Campeonato Brasileiro Feminino sub-17. O palco foi o bonito Estádio Gabriel Marques da Silva, em Santana de Parnaíba. A primeira fase da inédita competição está sendo realizada na íntegra no local.




As fotos oficiais do clássico em Santana de Parnaíba. Destaque para a belíssima camisa listrada das paulistanas. Mexer nessa camisa deveria dar seis anos de prisão em regime fechado

Na preliminar, o Minas Brasília goleou o ESMAC por 4x0 e ficou de olho no duelo de fundo. O time adulto do Corinthians é referência há alguns anos, porém, a base ainda tem um trabalho em estágios bem inferiores. Por essas e por outras, o Santos contava com todo o favoritismo.

Fiz as fotos oficiais e fiquei no gramado sintético acompanhando o ataque corintiano de perto. O grande problema que percebi foi que jogo às 16 horas com sol é bem ruim. Metade do campo fica com uma gigantesca sombra e a outra metade sob influência do astro rei. O contraste é terrível e salvar alguma imagem ali é uma dureza. Tentei fazer o meu melhor, mas não foi fácil.

O Corinthians foi melhor durante toda a etapa inicial. As atacantes criaram boas chances e o gol teimou em não sair. O último toque estava com defeito. O Santos jogava na boa e se aventurava em raros contra-ataques. Em um deles, saiu o primeiro gol santista quando Júlia Delprat bateu da entrada da área e venceu a goleira Ravena.

No intervalo fui até a arquibancada apertadíssima ficar junto com os amiguinhos presentes. As meninas da Vila retornaram com o pé mais ajeitado e, aos nove minutos, Júlia Delprat ampliou a vantagem em cobrança de pênalti. A partir daí, a peleja caiu de produção e se não fosse o papo com a rapaziada certamente teria dormido. Pouco aconteceu dentro das quatro linhas.




No primeiro tempo, o Corinthians foi melhor, mas foi castigado com um gol nos últimos momentos


Júlia Delprat fez o segundo tento dela e do Santos no começo do tempo final




Com 2x0 contra, o Corinthians não teve forças para reagir e sofreu a primeira derrota no torneio

O Santos 2-0 Corinthians deixou o clube da Vila perto de uma vaga na semifinal, precisando apenas de um empate com o Minas Brasília para se garantir entre os quatro melhores. As corintianas precisam vencer o ESMAC por goleada e tentar a vaga como a melhor segunda colocada.

Os amigos presentes resolveram ficar no Gabriel Marques da Silva para a rodada noturna com duas partidas pelo Grupo C. Como eu teria um sábado cheio começando de manhã, desisti gloriosamente. Peguei um Uber com destino à Estação Barueri da CPTM e dali segui até o aconchego do QG na Zona Oeste. Nem descansei muito, pois aqui é tudo pelo social.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Santos 2x0 Corinthians

Em breve
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