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terça-feira, 26 de agosto de 2008

Fernandópolis derrota Saltense em campo neutro

Olá,

Num domingo em que o assunto dominante era o encerramento das Olimpíadas de Pequim, mais uma vez o JOGOS PERDIDOS saiu a campo para fazer a cobertura de um jogo perdidaço valendo pela quinta rodada da segunda fase do Grupo 10 do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. Botei o pé na estrada e segui pela Rodovia Castello Branco até a cidade de São Roque para conferir o embate entre as equipes da A.A. Saltense contra a do Fernandópolis F.C. que foi realizado no Estádio Quintino de Lima.

Essa partida foi realizada em campo neutro, por conta de que o estádio normalmente utilizado pela Saltense, na cidade de Indaiatuba, ter sido cedido para um evento musical. Vale lembrar que a "casa" da Saltense está sendo em Indaiatuba, muito embora no início da competição tenha sido Capivari, em razão do estádio da sua cidade de origem (Salto) não ter sido aprovado pelo Corpo de Bombeiros.

Ao chegar na cidade, tive algumas dificuldades para encontrar o estádio, pois as informações obtidas junto aos transeuntes foram muito confusas, tanto que percebi que as pessoas que tentaram me auxiliar demonstravam uma certa dificuldade para distinguir claramente direita de esquerda. Após andar uns trinta minutos pra lá e pra cá, subindo e descendo ladeiras, finalmente cheguei ao estádio cerca de quarenta minutos antes do início da partida.

Ao chegar notei a ausência do ônibus do time visitante e fiquei com a pulga atrás da orelha, preocupado com a possibilidade de rolar um WO. Percebi os dirigentes da Saltense tentando contato com a delegação do Fernandópolis, sendo que depois de uns dez minutos, chegou a informação que já estavam na cidade, porém não conseguiam localizar o estádio, pois as informações que obtiveram só os confundiram. Aí pensei: Será que as mesmas pessoas que me "orientaram", também deram informações à delegação do Fernandópolis? Bem, depois de ter a certeza de que a bola iria rolar, fui para o gramado para fazer as fotos oficiais e exclusivas da partida que estão abaixo:


A.A. Saltense - Salto/SP. (mandou essa partida em São Roque/SP). Foto: Orlando Lacanna.


Fernandópolis F.C. - Fernandópolis/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Alex Sander da Rosa Lefeu e seus assistentes Marco Antônio Monteiro Bagatella e Clarice Ferreira Lima, acompanhado pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Bastaram apenas quinze minutos de bola rolando para perceber que a partida iria ser de um nível bem abaixo das que estou acostumado a acompanhar nessa competição, pois as equipes demonstraram muitas dificuldades para armar alguma jogada, em especial a da Saltense. Prevaleceram os erros de passe, chutões, faltas, cruzamentos sem perigo e bolas espirradas. Nesse contexto, o Fernandópolis mostrou ser superior e, aos 20 minutos, inaugurou o placar através de Pedrão em jogada que começou pela esquerda.


Esforço dos atletas visando a posse da bola. Foto: Orlando Lacanna.


Bola indo para o fundo da meta da Saltense no primeiro gol do Fernandópolis. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 36 minutos, a Saltense poderia ter empatado, uma vez que o seu atacante Marcos Vinícius perdeu uma chance incrível ao chutar para fora, com o gol vazio, uma bola recebida de presente do goleiro visitante Vicente que se atrapalhou todo no lance.


Tentativa de jogada aérea do ataque da Saltense. Foto: Orlando Lacanna.

Mesmo sem fazer muita força, o Fernandópolis chegou ao seu segundo gol, aos 40 minutos, anotado por João Paulo que recebeu passe açucarado da direita e só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol vazio, levando para o intervalo a vantagem de 2 a 0 a favor dos visitantes.

Durante o intervalo, dei um giro pelas cercanias do estádio, indo visitar uma cachoeira que fica atrás de uma das metas, mas infelizmente o volume de água era bem pequeno, dando para ver apenas as pedras. Valeu para passar o tempo.

O segundo tempo começou com as equipes demonstrando vontade de apresentar um melhor futebol, tanto que, logo aos 8 minutos, a Saltense realizou aquela que foi a sua melhor jogada durante toda a partida, quando o meia Deivid, em jogada individual, passou por dois defensores e mandou uma bomba que foi defendida pelo goleiro visitante. O Fernandópolis respondeu um minuto após, com o atacante Luiz Cláudio perdendo uma chance incrível. Depois desses dois lances mais agudos, a partida voltou ao ritmo da etapa inicial, com as equipes pouco realizando.


Bola rondando a área do Fernandópolis. Foto: Orlando Lacanna.


Jogada de ataque do Fefecê no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

Aos 23 minutos, o Fernandópolis ficou com um atleta a menos, uma vez que o zagueiro Aílton recebeu o segundo cartão amarelo e acabou expulso. Com um homem a mais, a Saltense tentou de todas as formas ir mais ao ataque, mas esbarrou na retranca do Fefecê que, nessa altura do jogo estava todo atrás.


Goleiro visitante se esticando todo em jogada que foi para fora. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar dos esforços, nada de mais importante aconteceu e a partida foi encerrada com o placar construído no primeiro tempo de Saltense 0 - 2 Fernandópolis que serviu para os visitantes alcançarem a quarta posição na classificação do seu grupo, com seis pontos. Não creio que o Fefecê possa chegar à terceira fase, apesar de ter todo o segundo turno pela frente. Quanto a Saltense, a situação é bem pior, pois só conseguiu ganhar um pontinho durante todo o primeiro turno e, como acabou sendo punida pelo TJD da FPF com a perda de seis pontos, acabou ficando com cinco pontos negativos. Valeu o retorno ao profissionalismo e com certeza esse ano servirá como experiência para as próximas competições.

Fim de jogo e novamente lá vou eu pela Castello Branco para voltar rapidinho a São Paulo para saborear um delicioso lombo num jantar em família.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Retorno em grande estilo pela Segundona

Olá, amigos...

Após de um longo período sabático, estou de volta ao trabalho, trazendo aos leitores o singelo relato da maior goleada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão de 2008, até o momento. No último sábado, fui sozinho até a simpática cidade de Embu, para acompanhar o confronto entre o Pão de Açúcar EC e a AA Saltense, equipe que eu nunca tinha visto, até então. Depois de pegar uma Marginal incrivelmente livre, cheguei ao Estádio Herminio Esposito a tempo de fazer as tradicionais, e exclusivas, fotos das equipes e arbitragem:


Pão de Açucar EC - São Paulo/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


AA Saltense - Salto/SP. Foto: Estevan Mazzuia.


Trio de arbitragem com os capitães das equipes. Foto: Estevan Mazzuia.

O embate começou movimentado, e os donos da casa foram péssimos anfitriões nos primeiros minutos, criando três ótimas chances de abrir o placar. A expulsão do reserva Washington que, do banco de reservas, reclamou da arbitragem, foi o primeiro sinal de que o dia não era dos visitantes. Boa parte das chances azuis passava pelos pés do ídolo Sérgio Lobo, que aos 27 minutos teria feito um belo gol de voleio, caso não estivesse em posição ilegal. Mas o nome do jogo seria outro, como veremos depois. A Saltense só acordou aos 30 minutos, chegando a empolgar a pequena, mas barulhenta, torcida visitante, numa sequência de lances perigosos.


Lance junto à lateral do campo. Foto: Estevan Mazzuia.

Apesar do maior volume de jogo da equipe azul, o gol só saiu aos 38 minutos, marcado por Juca, de cabeça, após cruzamento de Sérgio Lobo. Deu-se início a um eletrizante final de primeiro tempo: aos 41 minutos, a Saltense empatou após um lance curioso. Na tentativa de isolar a bola, o zagueiro do Pão de Açúcar acertou o peito do atacante adversário Deivid, e lamentou ao ver a redonda estufar o filó. A Saltense ainda comemorava quando a estrela de Rafael Martinez começou a brilhar, marcando o gol de desempate, e levando a vitória parcial por 2 a 1 para os vestiários.


Zaga azul alivia tentativa de ataque saltense. Foto: Estevan Mazzuia.

Aproveitei o intervalo para matar a saudade das guloseimas locais, e postei-me nas sociais do estádio para o início da etapa derradeira. De lá, vi Rafael Martinez ampliar, mostrando bom posicionamento e grande oportunismo após rebote do arqueiro Henrique. Viva, a Saltense ainda levou perigo quando Deivid acertou um tirambaço no pé do poste esquerdo de Washington mas, com a expulsão de Rodrigo, a equipe tricolor passou a ser espectadora do show de Rafael Martinez e seus companheiros.


Ataque da Saltense na segunda etapa. Foto: Estevan Mazzuia.

Aos 19 minutos, ele fez seu terceiro gol na partida e o quarto de sua equipe, aproveitando-se de um lançamento da defesa. A zaga Saltense falhou na linha burra, e um toque sutil por sobre o desesperado arqueiro Henrique foi suficiente pra amassar o capim dentro da meta branca. Aos 25 minutos Rafael perdeu uma boa chance, mas o quinto gol veio em seguida, com Castro, de carrinho, após cruzamento de Eduardo.

Nervosa, a Saltense dava corda no relógio e fazia as malas, enquanto o onze azul continuava criando. O sexto gol surgiu dos pés de Juca, que cruzou para Castro acertar, à queima-roupa, o infeliz arqueiro Henrique, que mandou para escanteio. Na sequência do tiro de canto, a bola cruzou a pequena área e encontrou ele, Rafael Martinez. Impecável, o homem não teve alternativa e marcou seu quarto gol no jogo.


Rafael Martinez marca seu quarto gol na partida. Foto: Estevan Mazzuia.

O Pão de Açúcar ainda encontrou tempo e espaço para o sétimo gol, por meio de Juca, que recebeu um lançamento, tirou o zagueiro da jogada e bateu cruzado no canto direito de Henrique, e para o oitavo, com Castro espertamente aproveitando o rebote do chute de Everton, aos 43 minutos.

Aos 45 minutos, o árbitro expulsou Laílson, da Saltense, chamou os capitães das equipes, e pareceu celebrar um acordo para que todos pudessem ir pra casa mais cedo, pois não houve um único segundo de acréscimo. A não ser de misericórdia, pela querida equipe de Salto. Fazendo-se valer do bom senso, o árbitro apontou o centro do gramado. Fim de jogo, Pão de Açúcar 8-1 Saltense, nada mal para meu primeiro jogo do ano, ainda que tenha sido triste ver uma equipe tão tradicional cair de forma tão massacrante, ainda mais considerando a razoável apresentação até os 15 do segundo tempo.


Detalhe da boa presença da torcida visitante e do histórico placar final. Fotos: Estevan Mazzuia.

Voltei pra casa feliz com a possibilidade de voltar a contribuir com esse blog, uma verdadeira paixão, e aproveito para manifestar meus pêsames pela passagem do amigo Bindi.

Abraços a todos

Estevan

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Fim-de-semana futebolístico em Indaiatuba (parte 1 de 2)

Olá!

Estou de volta às aventuras do JP! Depois de um período ajudando nos cuidados da minha filhinha recém-nascida, vou agora retomar aos poucos minha rotina de coberturas. E para recomeçar nada melhor que uma viagenzinha com os velhos companheiros.

Na caravana do sábado, eu segui no rádio-táxi do seu Natal, com o própio e o David, até a cidade de Indaiatuba, para acompanhar a partida Saltense x Red Bull, pela Segundona Paulista. Lembro que a Saltense está mandando os jogos no Estádio Ítalo Mário Limongi, porque o estádio de Salto não tem, no momento, condições de abrigar jogos profissionais. Apesar do atraso que tivemos ao sair de São Paulo, por causa do insalubre trânsito paulistano, ainda conseguimos chegar para as tradicionais fotos oficiais.


A.A. Saltense - Salto / SP (mandando os jogos em Indaiatuba/SP). Foto: Emerson Ortunho.


Red Bull F.E.L. - São Paulo / SP. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem, formado pelo árbitro Luciano Alves de Lima e pelos assistentes Eduardo de Jesus Conceição e Rui Gonçalves de Oliveira Junior, junto com os capitães das equipes. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou muito equilibrado com a Saltense tentando sair mais para o jogo. O Red Bull apesar de mostrar um postura defensiva, conseguia alguns bons contra-ataques e apresentava uma boa organização táctica dentro do campo. Porém, esta postura defensiva do Red Bull fez a equipe levar alguns sustos em alguns bons ataques da Saltense.


Lance do primeiro tempo da partida Saltense x Red Bull. Foto: Emerson Ortunho.


Defesa da Saltense sobe para afastar o perigo de sua área. Foto: Emerson Ortunho.

E como futebol não tem muita lógica mesmo, quem acabou marcando primeiro foi o Red Bull, em boa jogada completada pelo atacante Cezar, aos 36 minutos. Depois do gol, quem ficou com o domínio da partida até o final da primeira etapa foi a equipe paulistana, mas não aconteceram mais alterações no marcador até o intervalo.


Em jogos do Red Bull, não é difícil achar energético espalhado pelo campo. A equipe do JP se prepara para fazer um churrasco no intervalo da partida. Fotos: Emerson Ortunho.

Na segunda etapa a Saltense voltou disposta para empatar, e o atacante David, que acabara de entrar após o intervalo, mostrou ao que veio logo aos 4 minutos, empatando a partida. Na sequência o jogo teve um longo período de monotonia. A Saltense até tentava sair para o jogo, mas a boa defesa do Red Bull, segurava tudo com tranquilidade.


O Red Bull tenta marcar no contra-ataque na segunda etapa. Foto: Emerson Ortunho.

Apesar da Saltense manter maior posse de bola no seu ataque, os contra-ataques do Red Bull, quando ocorriam, eram muito bem tramados. Fazendo com que mesmo a equipe jogando com uma postura defensiva, ficasse mais próxima do gol da vitória. Gol esse que não acabou saindo para lado algum e o empate perdurou até o final.


Todo mundo correndo atrás da bola e ela segue tranquila para a lateral. Foto: Emerson Ortunho.

Final de jogo: Saltense 1 x 1 Red Bull. A Saltense tem uma equipe equilibrada, mas com muitas dificuldades de criação do meio-de-campo para frente, o que vai dificultar muito a vida da equipe caso passe de fase. O Red Bull tem um time mais coeso, que deve passar de fase, mas se quiser pensar em acesso tem que ter um pensamento mais aguerrido. No jogo, a equipe mostrou uma postura muito burocrática em campo, jogando em função do adversário. Por fim, o empate ficou de bom tamanho pelo que foi a partida.

Depois, fomos fazer uma visitinha ao XV de Indaiatuba e comer um pastel na pastelaria beneficente da Igreja Santa Rita, coisas geniais das viagens do JP.

Abraços!

Emerson

terça-feira, 17 de junho de 2008

Grande vitória do Campinas pelo grupo 6 da Segundona

Fala pessoal!

Continuando com os posts do final de semana, no domingo tive a chance de acompanhar uma rodada dupla fantástica. Como desisti da cobertura da final da A3 no domingo cedo, caí da cama até a Rodoviária do Tietê. Lá encontrei o sempre inigualável David na fila do ônibus para a cidade de Campinas, nosso destino final. Tudo para ver o jogo entre Campinas e Saltense pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão no antigo Estádio da Mogiana, e atual Cerecamp.

Como sempre fomos muito bem recebidos pelo pessoal do time campineiro e também por integrantes da diretoria da Saltense. Faço questão de registrar aqui a simpatia com a qual fomos recebidos. A única tristeza é que a partir da semana que vem a Rodoviária de Campinas mudará de lugar, e ir a pé até a Mogiana não será mais possível. Só acordando mais cedo mesmo. E por lá também encontramos o Victor, ansioso para poder colocar na Lista o time da Saltense. Bom, e para variar um pouquinho, seguem as fotos oficiais dos times e do trio de arbitragem que trabalhou na partida.


Campinas FC - Campinas/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Saltense - Salto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes com o trio de arbitragem. Foto: Fernando Martinez.

O jogo reuniu dois times que estão lutando e correndo atrás de uma valiosa vaga para a Segunda Fase da Segundona. Nesse grupo, um dos mais equilibrados da competição, qualquer deslize pode ser fatal. E com isso tínhamos a certeza de um grande jogo no Cerecamp.

Realmente quando a partida começou vimos um futebol de bom nível praticado pelas duas equipes. O jogo foi bastante equilibrado, com chances boas para os dois lados. As jogadas pelas laterais eram feitas uma atrás da outra e a torcida se empolgou bastante com a movimentação dos times.


Ataque da Saltense na lateral esquerda do campo. Foto: Fernando Martinez.


Jogador campineiro fazendo um malabarismo para afastar o perigo da área. Foto: Fernando Martinez.

Mas o placar não saía do zero, e por merecimento a partida poderia estar num empate de dois gols que não seria nenhum absurdo. Mas o gol saiu finalmente aos 40 minutos, em ótima jogada do ataque amarelo. Depois de bola lançada pelo meio, o jogador Reinaldo recebeu e chutou certeiro no canto do goleiro da Saltense.

A Saltense até teria chance para empatar, caso um lance em que o pessoal reclamou pênalti tivesse sido marcado. Foi um lance polêmico e que deixou o pessoal de Salto indignado na saída para o intervalo. Mas como não aconteceu nenhuma marcação, o jogo seguiu com a vantagem mínima para o Campinas até o intervalo.


Ataque perigoso dos visitantes na primeira etapa. Foto: Fernando Martinez.


Mais uma tentativa da Saltense nos primeiros 45 minutos. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fomos curtir os deliciosos pastéis que são vendidos dentro do estádio. Um dos pontos altos de se ver um jogo no Cerecamp. Também ficamos sabendo de um ótimo livro que saiu sobre a história do estádio. Inclusive estávamos separando a verba para comprá-lo no final do jogo, mas o autor do livro foi embora.


Jogadores levitando dentro da área campineira. Foto: Fernando Martinez.

Bom, e na volta do segundo tempo a partida foi resolvida em apenas 15 minutos. Isso mesmo, dos 4 até os 15 da segunda etapa, o Campinas massacrou o time de Salto e decretou a vitória difícil na partida. O segundo gol saiu aos 4 minutos com o atacante José Paulo escorando cruzamento. O terceiro veio aos 10, em novo gol de José Paulo. O quarto foi aos 12, em belíssima cobrança de falta de Jaú, e o quinto aos 15, em mais um tento de José Paulo, o artilheiro do dia.


Cobrança de falta perfeita do camisa 17 Jaú e golaço para o Campinas. Foto: Fernando Martinez.

Lógico que a Saltense sentiu os gols e nem mostrou mais muito futebol até o final do tempo regulamentar. Mas demosntrou raça e às vezes um pouco de rispidez. O Campinas por sua vez perdeu a chance de aplicar uma goleada histórica devido à certa displicência do time, que desperdiçou chances claras para ampliar ainda mais.


Lance em que a Saltense chegou perto do gol de honra no jogo. Foto: Fernando Martinez.

Mas no final o placar ficou mesmo em Campinas 5-0 Saltense. O Campinas agora fica em segundo lugar no grupo, enquanto a Saltense cai para o quarto lugar do grupo. Do primeiro ao sexto lugar ainda teremos muita disputa no resto das cinco rodadas. Depois então do jogo encontramos o amigo Luciano Claudino por lá e depois voltamos para São Paulo, aonde mais um jogo nos aguardava. Jogo do Brasil? Tô fora!

Até lá

Fernando

terça-feira, 27 de maio de 2008

Saltense vence clássico regional fora de casa

Fala povo!

Fechando a rodada do final de semana e a minha rodada dupla do domingo, segui junto com o amigo Fernando da cidade de Paulínia até uma cidade que fica perto de lá. Não antes sem ir num ótimo rodízio da região e além de apreciar o belo ambiente, matar a fome do dia com muita carne na mesa. Satisfeitos e encarando até estrada de terra para fugir de pedágio, fomos até a bela cidade de Indaiatuba para um jogo novamente do Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O Estádio Ítalo Mário Limongi foi o palco do jogo entre Primavera e Saltense, um clássico regional das antigas. Chegando lá notei o descuido com a fachada original do estádio, que foi inaugurado em 1961. Bem que o pessoal poderia entrar por ali, não?


Genial fachada original do Ítalo Mário Limongi. Foto: Fernando Martinez.

Fora que tive o enorme prazer de incluir na Lista o genial time da AA Saltense. Quando criança sempre gostei do clube e ver o time parar em 1993 foi uma tristeza. E nunca achei que teria mais a oportunidade de matar esse time. E lá estava eu, 15 anos depois da parada da equipe, tendo a chance de vê-la em campo nesse clássico. E pela primeira vez também vi o Primavera jogando em seu campo, o que era sonho de consumo fazia tempo. E pra variar, seguem as fotos posadas e exclusivas:


EC Primavera - Indaiatuba/SP. Foto: Fernando Martinez.


AA Saltense - Salto/SP. Foto: Fernando Martinez.


Capitães das equipes e trio de arbitragem composto pelo árbitro Cleverson Inácio e os assistentes Danilo Ricardo Manis e Luiz Antônio Corrêa. Foto: Fernando Martinez.

Esse jogo era extremamente esperado já que tantos outros aconteceram no profissionalismo no passar dos anos. Em que mereça ser comentado que a partida não acontecia oficialmente desde 1993, o time da cidade de Salto tem menos vitórias no confronto pela história e não ganhava do seu rival de Indaiatuba desde o longínquo 1980. Uma vitória então era mais do que motivo para se comemorar. E a chance era grande, já que o time está bem armado, enquanto infelizmente o Primavera ainda não se achou na competição.


Ataque da Saltense logo no começo de partida. Foto: Fernando Martinez.

Desde o começo do jogo vimos que a Saltense realmente tinha mais equipe, com o onze de Salto dominando as ações do jogo e não dando muitos espaços para os donos da casa. Mas os poucos espaços que deram foram muito perigosos e levaram a torcida da casa ao delírio. Torcida que por sinal fez sua parte e levou um público razoável em plena tarde de domingo em meio a um feriadão. Esperamos que isso continue assim até o final da competição.


Zaga do Primavera tentando cortar ataque da Saltense. Foto: Fernando Martinez.

A partida era muito bem disputada com a Saltense com mais qualidade técnica e o Primavera com mais raça. Boas chances eram desperdiçadas e a primeira etapa parecia que seria sem vencedor. Mas aos 46 minutos a Saltense abriu o marcador depois que o camisa 8 Laílson subiu sozinho depois de cobrança de escanteio e marcou o primeiro. Intervalo de jogo e gol certeiro da Saltense, que ficava agora com boa vantagem.

No intervalo fomos caçar algum bar perto do estádil já que lá dentro não tinha nenhum vendedor. Achamos um simpático bar com pizza perto de lá e muitas latinhas de refrigerante foram consumidas, já que o sol não dava trégua nessa tarde de outono.


Escanteio para o Primavera no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

O segundo tempo veio e o mesmo Laílson fez a festa de novo logo aos 38 segundos de partida. Ele recebeu a bola e a chutou de forma incrível de fora da área, colocando ela no cantinho direito do goleiro do ECP e deixando felizes toda a boa torcida do time presente por lá. O gol atrapalhou qualquer plano que o Primavera pudesse ter feito no intervalo.


Segundo tempo com o Primavera tentando a marcação do seu gol. Foto: Fernando Martinez.

Durante o resto do jogo o Primavera continuou tentando a marcação de um único gol, mas o dia não era dele. Já a Saltense perdia muitas chances em contra-ataques, perdendo a chance de fazer um placar histórico contra os rivais fora de casa. A torcida do time nem teve forças para reclamar direito, tamanho era o desânimo por lá.


Cabeçada perigosa contra o gol dos visitantes. Foto: Fernando Martinez.


Goleiro da Saltense arrumando a barreira em falta perigosa para os donos da casa. Foto: Fernando Martinez.

Nesse esquema até o final não tivemos mais alterações no placar. Final de jogo: Primavera 0-2 Saltense. Depois de 28 anos o time de Salto ganha de seu rival e agora entra no G-4 buscando a vaga para a Segunda Fase da segundona. Já o Primavera faz uma campanha ruim e a eventual vaga está cada vez mais distante. Torcemos para que o time possa se recuperar e fazer juz ao grande nome da equipe no cenário paulista.

Voltamos então para São Paulo com a Estrada dos Bandeirantes incrivelmente sem trânsito e ainda curtindo música brega dos anos 70 numa rádio perdida por lá. Benito de Paula, Golden Boys, Fábio, entre outros... uma trilha sonora nota 100! E nessa semana teremos mais jogos... fiquem ligados!

Fernando

sábado, 19 de abril de 2008

Capivariano vence a Saltense e estréia bem na Segundona

Olá,

Como finalmente chegou o dia do início do tão esperado Campeonato Paulista da Segunda Divisão, o JOGOS PERDIDOS saiu a campo para realizar a maior cobertura ao vivo e em cores da rodada inaugural da competição e a mim coube dar uma chegadinha até a simpática cidade de Capivari, indo até o Estádio Carlos Colnaghi e conferir a partida Capivariano F.C. x A.A. Saltense, sendo que antes passei em Campinas para mais uma vez encontrar o amigo Luciano Claudino e de lá seguimos juntos ao meu destino.

Como tem ocorrido em quase todas as cidades que o JP se dirige, em Capivari não foi diferente, pois fui muitíssimo bem recebido pela Diretoria do Capivariano em especial pelo seu Presidente o Sr. Osvaldo Riccomini, que fez questão de frisar que se sentia muito honrado com a presença do blog em sua cidade. Um abraço a todos e o meu muito obrigado pela hospitalidade.

Fui para Capivari carregando uma curiosidade imensa em rever a Saltense que não disputava uma competição profissional desde 1.993, quando participou da Segundona pela última vez e, nos contatos com o pessoal de Salto, fui informado que o retorno da equipe ao profissionalismo se deu graças a uma parceria com uma empresa de gerenciamento esportivo e ao patrocínio de uma grande universidade. Fui informado também que a Saltense deverá, a partir do segundo ou terceiro jogo como mandante, utilizar o Estádio Amadeu Mosca localizado em Salto.

Bem, sem mais demora, vamos com as fotos das equipes e do trio de arbitragem que estão abaixo:


Capivariano F.C. - Capivari/SP. Foto: Orlando Lacanna.




A.A. Saltense - Salto/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Trio de arbitragem formado por Marcos Alves da Silva e seus assistentes Rafael Luiz da Silva e Fábio Rogério Baesteiro, acompanhados pelos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

A bola começou a rolar e logo de cara as duas equipes demonstraram uma disposição incrível, como é típica em jogos dessa divisão. No meio dessa vontade toda, surgiram algumas boas jogadas do ataque da Saltense que logo aos 7 minutos teve uma boa oportunidade, mas o goleiro Salem do Capivariano praticou boa defesa com o pé direito. Não demorou muito e os visitantes abriram a contagem aos 20 minutos por intermédio de Diego Borges, aproveitando um rebote defensivo e chutando sem chance de defesa ao goleiro adversário.


Jogada perigosa do ataque da Saltense. Foto: Orlando Lacanna.


Momento exato do primeiro gol do time de Salto. Foto: Orlando Lacanna.

Após sofrer o gol, os donos da casa se mostraram mais afobados do que estavam enquanto a partida estava empatada. O Capivariano teve nessa primeira etapa 8 escanteios a favor, numa demostração de que jogava ofensivamente, mas mesmo assim não conseguia chegar ao gol, principalmente por conta de uma grande ansiedade e, dessa forma o primeiro tempo acabou com a vantagem mínima a favor da Saltense que demonstrava muita raça com os seus jovens atletas vibrando a cada jogada que a sua zaga conseguia neutralizar.


Um dos vários cruzamentos do ataque do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Durante o intervalo passei o tempo conversando com o Luciano sobre a Segundona e ouvindo o Hino do Palmeiras o tempo todo, pois o serviço de som do estádio teimava em tocá-lo sem parar, talvez comemorando antecipadamente a conquista da vaga para a final do Paulistão.

A segunda etapa começou e foi fácil notar que o Leão da Sorocabana tinha voltado com outra postura e disposto a mudar a história da partida, tanto que logo aos 4 minutos chegou ao empate num golaço do ala esquerdo Jeferson que aproveitou um cruzamento para trás que nasceu numa boa jogada pela direita feita por Willian.


Bola estufando a rede da Saltense no gol de empate do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

A Saltense sentiu o gol, mas mesmo assim procurou manter a tranqüilidade e foi ao ataque, conseguindo colocar uma bola no poste direito do goleiro da casa, numa jogada que pareceu meio casual, uma vez que fiquei com a impressão que o atleta da Saltense tentou cruzar.

Aos 20 minutos, o Capivariano chegou ao seu segundo gol, dessa vez marcado pelo zagueiro Eduardo que escorou de cabeça cruzamento vindo da esquerda numa cobrança de escanteio.


Bola balançando a rede da Saltense no segundo gol do Leão da Sorocabana. Foto: Orlando Lacanna.

Com a virada no placar consumada, o Capivariano não demorou muito para chegar ao seu terceiro gol que foi marcado por Vanderson, aos 28 minutos também de cabeça, sendo que nesse gol a bola antes de entrar, bateu no poste direito e em seguida nas costas do goleiro da Saltense Diego, indo morrer mansamente no fundo do gol dos visitantes.


Bola indo ao poste antes de entrar no terceiro gol do Capivariano. Foto: Orlando Lacanna.

Depois desse gol, os donos da casa passaram a tocar mais a bola, fazendo o tempo passar e administrando o resultado, porém, nos acréscimos a Saltense conseguiu diminuir a diferença com a marcação do seu segundo gol, através de Rodrigo em boa jogada executada pela direita que culminou com um chute cruzado.

Após esse gol, não houve tempo para mais nada, e a partida foi encerrada com o resultado Capivariano 3 - 2 Saltense que mostrou um ótimo poder de reação da equipe de Capivari que poderá se animar e realizar uma boa campanha na competição. Com relação à Saltense, ficou a impressão de que a equipe caiu de rendimento físico na segunda etapa, pois jogou muito menos comparado ao futebol que apresentou na primeira etapa e, além disso, foi possível notar que o time deu uma parada, demonstrando menos voluntariedade, talvez pelo consaço.

Apito final e imediato retorno a São Paulo, novamente via Campinas, para o tradicional descanso, até porque no domingo pela manhã já iria para outra cidade para acompanhar outro jogo da Segundona envolvendo mais um time que retornou ao profissionalismo nesse ano, mas isso fica para depois.

Abraços,

Orlando