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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Madureira e Bahia maltratam a bola em Capivari

Texto e fotos: Fernando Martinez


O quarto jogo da última terça-feira foi um confronto bem legal, daqueles que também fazem a graça da Copa São Paulo de Futebol Júnior: Madureira x Bahia. Depois da ótima preliminar entre Capivariano e Sergipe, que abriu a segunda rodada do Grupo 16, não esperava menos do que uma partida nota 7 no gramado do Estádio Carlos Colnaghi.

O Bahia chegou à competição credenciado pelo título estadual de 2024, conquistado em cima do seu maior rival, enquanto o Madureira trouxe na bagagem o caneco da Copa Rio, vencendo o Botafogo na decisão. A expectativa era boa... só que a coisa foi feia. Muito feia. Quem ficou no estádio de Capivari viu uma peleja horrorosa.


Madureira Esporte Clube (sub-20) - Rio de Janeiro/RJ


Esporte Clube Bahia (sub-20) - Salvador/BA


Capitães e quarteto de arbitragem

Achei que seria difícil assistir a algo mais fraco do que o Imperatriz 0-2 Cruzeiro, duelo que vi no domingo em São Carlos. Ledo engano. A incompetência do clube carioca e o descaso do Esquadrão de Aço deixaram o jogo sem atrativo algum. Um dos piores que me lembro falando especificamente de Copinha.

Aguentei o primeiro tempo dentro de campo. Sem nada relevante nos 45 minutos iniciais, fui acompanhar a etapa final das arquibancadas junto com o amigo Caio. A dupla etílica Nílton e Renato, ambos pra lá de Bagdá e fazendo amigos em profusão, curtia o momento sem se preocupar com o que (não) acontecia no gramado.

A cada minuto, eu tinha mais certeza de que estava prestes a ver um 0 a 0, que seria o meu primeiro em 2025. Nada indicava que alguém pudesse marcar. O Madureira nada criava e o Bahia repetia a atuação anêmica (sempre quis usar essa palavra) do adversário. Coube a Dell, o glorioso “Haaland do Sertão”, salvar a noite.

Em uma jogada despretensiosa pela esquerda, a bola foi rolada até o camisa 19. Ele chutou de primeira, meio torto, meio sem querer, e colocou a pelota no canto esquerdo de Rogério Gabriel. Um castigo justo ao time que precisava vencer, mas que nada fez para isso. O meu pior jogo de 2025 até aqui terminou com o placar de Madureira 0-1 Bahia.








Madureira e Bahia maltrataram a bola em Capivari. Foi difícil se manter acordado

O time nordestino garantiu uma das vagas do Grupo 16 na segunda fase da Copinha. A segunda está entre Capivariano e Sergipe. O Leão da Sorocabana precisa apenas de um empate contra os baianos para se classificar entre os 64. Já o Sergipe tem que vencer os cariocas por boa margem e torcer contra os paulistas.

Era quase meia-noite quando deixamos o estádio em Capivari. Pouco mais de duas horas depois, estávamos em São Paulo, exaustos. Como aqui é tudo pelo social, a noite foi com sono reduzido. Afinal, tinha rodada dupla na quarta-feira. Seria quádrupla, mas preferi pegar leve e acompanhar apenas um grupo.

Até lá!

Ficha Técnica: Madureira 0-1 Bahia

Local: Estádio Carlos Colnaghi (Capivari); Árbitro: Gabriel Henrique Bispo; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Mineiro, Zaru, João Neres, Dell e Victor Santos (TG-Mad); Cartão vermelho: Gabriel Felipe 51 do 2º; Gol: Dell 39 do 2º.
Madureira: Rogério Gabriel; Coutinho (Zaneti), Jean Vianna, Nawã e David Freitas (Marlinho); Dilsinho, Isaías (Sandrinho), Alex Henrique (Raphael) e Zaru; Mineiro (Luís Gustavo) e Anderson Junior (Freitas). Técnico: Wágner Andrade.
Bahia: Iuri; Gabriel Felipe, Gerald, Diego Silva e Alex; Saymon, João Neres (Emerson), João Farias (Kauã Wendel) e Guilherme (Erick Cauan); Ryan Nascimento (Andrew) e João Coni (Dell). Técnico: Léo Mendes.

segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Sem dificuldade, Portuguesa vence o Madureira no Canindé

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na noite de sábado a Portuguesa fez sua última apresentação no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte na primeira fase do Campeonato Brasileiro da Série D. O adversário foi o glorioso Madureira do Rio de Janeiro, um dos clubes mais legais do estado vizinho. Não via o Tricolor Suburbano ao vivo desde 2015, também contra o rubro-verde no Canindé pela Série C.

A Lusa entrou em campo classificada por conta dos resultados da tarde, então queria os três pontos para roubar de novo o primeiro lugar que o Santo André tomou horas antes. Os visitantes estavam há cinco compromissos sem vencer e eu sinceramente não achava que quebrariam a marca. Da minha parte, não foi fácil vencer a preguiça. Como é tudo pelo social sempre, descolei aquela famosa força que nem de locais que nem sabemos que existem.


Portuguesa e Madureira antes do jogo válido pela 13ª rodada do Grupo A7 da Série D


Se o fotógrafo da Portuguesa não faz a foto posada nunca, pelo menos dessa vez o fotógrafo visitante fez. Mesmo de longe, aqui está o glorioso Madureira


Capitães das agremiações e quarteto de arbitragem

Direto das cabines vi um jogo de um time só. A Portuguesa tomou conta das ações e não sofreu nada. O Madureira manteve a sequência negativa e nada fez. Willian Magrão quase abre o placar aos sete em cabeçada após escanteio da esquerda. Aos 15, Danilo Pereira acertou uma bomba de fora da área e Davi fez milagre. Dez minutos depois, duas chances seguidas: Tito mandou uma bicuda que a zaga salvou em cima da linha, no rebote Magrão chutou por cima.

O Madureira foi segurando a pressão paulista em banho-maria e acabou sofrendo o gol no apagar das luzes. Aos 45, Maykinho foi derrubado dentro da área. Lucas Douglas bateu o pênalti na boa e colocou os locais em vantagem. Quando a etapa final começou, tudo se resolveu no comecinho. Em grande passe de Willian Magrão, Danilo Pereira recebeu e atirou cruzado, ampliando o marcador.

Com o 2x0 contra os visitantes se entregaram de vez e a Lusa perdeu a oportunidade de aplicar uma goleada, pois perdeu um monte de momentos. Se faltou gol, não faltou cartão amarelo. Sete atletas que estavam pendurados foram amarelados e ficaram limpos já pensando na segunda fase. A equipe que vai até Cianorte será bastante diferente. Bom, isso na real é o que menos importa.



A etapa inicial teve a equipe paulista jogando melhor e sem sofrer sustos


A foto está tremida, mas vale igual. Aqui um dos lances mais perigosos e que teve defesa magistral de Davi


Lucas Douglas inaugurou o placar no último lance do primeiro tempo




A partida foi meio sem graça no segundo tempo. A Lusa ampliou no começo e depois só segurou a vantagem


Placar final do duelo no Canindé. A Portuguesa vai tentar a liderança da chave na rodada final da fase inicial

O Portuguesa 2-0 Madureira recolocou os paulistanos na liderança do Grupo A7 e jogam para manter essa posição no Paraná na última rodada. O adversário sairá do Grupo A8 e pode ser Caxias, Esportivo, Marcílio Dias ou Juventus de Jaraguá do Sul. Qualquer um menos o Caxias, que já vi várias vezes, está ótimo.

Tinha uma rodada dupla planejada no domingo... só que no fim acabei não vendo absolutamente nada pois a CBF mudou o horário do jogo da tarde na calada da noite e o de manhã teve um lamentável WO. Falarei disso em breve.

Até lá!

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Ficha Técnica: Portuguesa 2x0 Madureira

Local: Estádio Oswaldo Teixeira Duarte (São Paulo); Árbitro: Michelangelo Martins Junior/PE; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Lucas Douglas, Maykinho, Caíque, Marzagão, Wellington Reis, Danilo Pereira, Cesinha, William Magrão, Feijão, Índio, Tanque, Jonnathan Luiz; Gols: Lucas Douglas (pênalti) 45 do 1º, Danilo Pereira 6 do 2º.
Portuguesa: Dheimison; Feijão (Lenon), William Magrão, Patrick e Denis Neves; Caíque (Wellington Reis), Maykinho (Cesinha), Marzagão (Tauã) e Danilo Pereira; Tito e Lucas Douglas (Rafael Tchê). Técnico: Fernando Marchiori.
Madureira: Davi; PC, Mario Pierre, João Pedro (Marcão) e Juninho; Jonnathan Luiz (Lucas Zen), Xuxa (Douglas Cunha), Leandro Sardinha e Marcelinho; Eduardo (Guilherme Augusto) e Índio (Tanque). Técnico: Alfredo Sampaio.
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Portuguesa vence o Madureira e entra no G4 da Série C


Fazia tempo, mas na última segunda-feira rolou uma agradável sessão noturna de futebol no Campeonato Brasileiro da Série C. Abri mão de estar na bancada do FATV para curtir o genial (e raro) encontro entre Portuguesa e Madureira no Estádio Osvaldo Teixeira Duarte, válido pela 12ª rodada da primeira fase do Grupo B.

Muitos amigos também marcaram presença para ver a tentativa de reabilitação lusitana depois da sacolada sofrida na rodada anterior (derrota de 4x1 para o Brasil de Pelotas). Fora que além disso um triunfo colocaria o clube paulista pela primeira vez no G4 da competição. Já o time carioca vem fazendo uma campanha muito fraca, com apenas uma vitória - 2x0 contra o ex-lanterna Guaratinguetá - em onze pelejas. Um ponto já seria muito comemorado pelos lados de Conselheiro Galvão.


A Portuguesa de D - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Madureira EC - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Quarteto de arbitragem com posto pelo piauiense Antonio Dib de Sousa, o alagoano Esdras Mariano Albuquerque e os paulistas Gustavo Rodrigues de Oliveira e Adriano de Assis Miranda. Junto com eles, os capitães de Portuguesa e Madureira. Foto: Fernando Martinez.

O quarto confronto entre os dois em todos os tempos - nos três anteriores, três vitórias lusitanas - teve um primeiro tempo muito abaixo do esperado, muito por conta da fraca atuação do time da casa. O Madureira jogou na boa e abriu o marcador aos 12 minutos com o gol de cabeça de João Carlos após cobrança de escanteio. Ele subiu mais do que os zagueiros e tocou no canto direito de Tom.

A única peça lúcida no ataque rubro-verde era, pra variar, Guilherme Queiroz. No mais, a Portuguesa fez aquela pressão murcha e sem objetividade e o Madureira se segurou bem para levar a peleja em banho maria. Quando o intervalo chegou, o placar do Canindé mostrava a vantagem parcial dos visitantes. Quase desisti de continuar em campo, mas no último momento resolvi ficar e não me arrependi.


Primeiro ataque da Portuguesa contra o Madureira. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto dentro da área visitante. Foto: Fernando Martinez.


Atletas apostando corrida no gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.


Bola levantada no segundo pau em escanteio para o rubro-verde. Foto: Fernando Martinez.

No tempo final o jogo mudou da água pro vinho. Foram 45 minutos eletrizantes e repletos de emoção. Logo antes do primeiro minuto, o Madureira quase ampliou em dois lances seguidos. O primeiro salvo em cima da linha e o segundo em chute por cima que passou muito perto do gol defendido por Tom. Aos dez, os paulistas empataram com Hugo completando cruzamento da direita.

Ligada no 220, a Portuguesa quase virou com Guilherme Queiroz chutando de fora da área. Ele mesmo teve outra grande oportunidade aos 22 minutos, mas o goleiro Márcio impediu. Como os donos da casa não conseguiram vencer o arqueiro do tricolor suburbano, a própria zaga resolveu dar uma ajuda no minuto seguinte. Numa falta pela esquerda, Victor Bolt levantou e Magno, na tentativa de cortar, colocou dentro das próprias redes. 

A torcida ainda comemorava o gol quando o Madureira novamente deixou tudo igual aos 27 minutos na belíssima cobrança de falta de Leandro. Mas os atletas locais estavam tão concentrados que isso não os abateu. Aos 32 Mílton Júnior recebeu na entrada na área e acertou um chutaço no canto direito de Márcio, colocando o rubro-verde de novo na frente.

O Madureira se lançou todo ao ataque para tentar o novo empate, mas vacilou e deixou o setor defensivo desprotegido. Num contra-ataque sensacional aos 36 minutos, Guilherme Queiroz recebeu passe em profundidade, invadiu a área e tocou na saída do arqueiro visitante. Finalmente a torcida pôde comemorar à vontade.


Hugo saindo para comemorar o primeiro gol da Portuguesa. Foto: Fernando Martinez.


Torcida atenta em mais um ataque lusitano. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que Magno virou o jogo a favor da Lusa. Foto: Fernando Martinez.


Leandro cobrou falta com maestria e fez o segundo dos cariocas. Foto: Fernando Martinez.


Guilherme Queiroz um segundo antes de fechar a goleada lusitana no Canindé. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Portuguesa 4-2 Madureira fez o time rubro-verde terminar uma rodada dentro da zona de classificação para a próxima fase da Série C. O time tem os mesmos 18 pontos do Juventude, mas fica em quarto lugar por ter mais vitórias. O Madureira está em oitavo com dez, quatro acima de Guaratinguetá e Caxias.

Até a próxima!

Fernando

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Vitória do Azulão contra o Madureira no ABC Paulista

Fala, pessoal!

Domingo passado a pauta do JP reservou outra apresentação do São Caetano no Campeonato Brasileiro da Série C. Mostrando franca recuperação, o Azulão recebeu o Madureira no Estádio Anacleto Campanella tentando se aproximar do Guarani, primeira equipe fora da zona de rebaixamento nessa chave.


AD São Caetano - São Caetano do Sul/SP. Foto: Fernando Martinez.

Para a peleja do sempre genial time da capital fluminense tive a companhia solitária do Mílton, outra vez batendo cartão num jogo de domingo à tarde. Pena que o centenário clube tenha jogado todo de branco, combinação que sempre nos deixa bastante frustrados.


Madureira EC - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Capitães dos times junto ao árbitro tocantinense Jânio Pires Gonçalves e os assistentes catarinenses Hélton Nunes e Alex dos Santos. Foto: Fernando Martinez.

Após sofrer para conseguir ficar dentro de campo, vi um primeiro tempo muito bom na sua primeira metade e mais ou menos no tempo restante. O Azulão foi melhor do que o adversário e conseguiu abrir o placar com uma cabeçada certeira do zagueiro Sandoval aos 17 minutos.


Cobrança de falta que originou o gol do São Caetano. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos atletas locais com o gol de Sandoval. Foto: Fernando Martinez.

O Madureira equilibrou as ações e a peleja caiu demais de produção, sem mais nenhuma oportunidade clara de gol até o término da etapa inicial. No segundo tempo fui para as arquibancadas e dali vi o time visitante ter mais posse de bola, apenas isso.


Disputa de bola na lateral. Foto: Fernando Martinez.


Boa chegada do time do ABC pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Torcida do Madureira marcando presença no Anacleto Campanella. Foto: Fernando Martinez.

O Azulão se segurou na defesa e aos 30 minutos João Paulo foi expulso. Desse momento até o final - com inacreditáveis sete minutos de acréscimos - só deu Madureira. Menos mal que o São Caetano conseguiu se segurar bem mesmo com 10 atletas e venceu mais uma no segundo turno.


Arqueiro visitante fazendo a defesa em bola aérea. Foto: Fernando Martinez.


Grande chance de gol para o Madureira no tempo final. Foto: Fernando Martinez.

Fim de jogo: São Caetano 1-0 Madureira. Se o triunfo não tirou o time do ABC da zona de rebaixamento, pelo menos aproximou o clube do Guarani. O Bugre tem 16 pontos e o Azulão vem logo em seguida com 15. O problema é que a equipe campineira faz três dos quatro jogos restantes em casa, enquanto o vice-campeão da Libertadores de 2002 joga apenas uma peleja no Anacleto.


Zaga visitante cortando ataque local. Foto: Fernando Martinez.


Foi falta ou não foi? Foto: Fernando Martinez.

Um indicador da boa recuperação da equipe no campeonato é a classificação da chave apenas contando o segundo turno. A equipe conquistou 10 pontos em cinco jogos, ficando atrás apenas do Tupi com 11. Além disso, o time sofreu apenas um gol nessas partidas. Se o primeiro turno não tivesse sido tão catastrófico pelos lados do ABC, até a classificação para a segunda fase não seria nada impossível.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Grêmio Barueri vence mas não consegue o milagre da salvação na Série C

Opa,

Fechando a rodada quádrupla de futebol do sábado passado, a sessão noturna marcou uma despedida no Campeonato Brasileiro da Série C. O Grêmio Barueri, time que infelizmente fez uma campanha muito abaixo da média na maior parte do torneio, recebeu o Madureira na Arena Barueri em busca do milagre da salvação contra o rebaixamento.

O JP cobriu jogos do time barueriense pelas três divisões do Brasileirão em 25 oportunidades. Cobrimos pelejas desde a estreia contra o América Mineiro, na tarde de 16 de julho de 2006 e chegando na noite em que venceu o Ferroviário/CE e foi promovido à Série B. Vimos alguns jogos na segundona de 2007 e 2008 e também marcamos na primeira e na última vitória na Série A jogando na Arena, respectivamente contra Avaí e Botafogo/RJ.

Depois disso a equipe fez talvez a maior bobagem e o maior erro logístico de uma agremiação em todos os tempos: brigou com o pessoal da prefeitura local e se mandou para Presidente Prudente. O resultado foi catastrófico, jogando todo o bom trabalho feito até então no lixo. A equipe foi lanterna da Série A 2010 jogando no interior e mesmo com a volta à Barueri em 2011 não conseguiu mais fazer nada de bom. Após a lanterna na Série B de 2012, nova queda. Nessa temporada, o time foi mal desde o começo da Série C.


Grêmio R Barueri - Barueri/SP. Foto: Fernando Martinez.

Para o 278º compromisso desde o début de 2006 (em Brasileiros, claro), o Grêmio precisava vencer o Madureira e torcer por derrota do CRAC e empate do Duque de Caixas, que enfrentavam respectivamente Guarani e Caxias, para evitar o descenso. Também na pauta a vontade em devolver o sonoro 6x0 sofrido para o tricolor suburbano no jogo de ida.


Madureira EC - Rio de Janeiro/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem gaúcho da partida com o árbitro Roger Goulart e os assistentes Carlos Henrique Selbach e João Monteiro Junior junto aos capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

O tenso confronto começou com o time do Rio de Janeiro melhor na busca da vitória, afinal de contas, a equipe também corria riscos de rebaixamento. O Grêmio não conseguiu impor uma pressão e aos 19 minutos tomou o maior susto da noite. Luiz Paulo foi derrubado na área e o árbitro marcou pênalti pro Madureira. Por sorte, Daniel Amorim bateu mal e o goleiro Márcio fez a defesa.


Disputa de bola na lateral do campo. Foto: Fernando Martinez.


Momento em que o arqueiro Márcio fazia a defesa no pênalti cobrado por Daniel Amorim. Foto: Fernando Martinez.

Esse lance mudou completamente a peleja. O time visitante se abateu e viu a Abelha passar a jogar bem. Aos 28 a torcida local fez a festa com o gol de cabeça de Maurício Leal após escanteio da direita. Antes do primeiro tempo terminar, por muito pouco o marcador não foi ampliado com uma bela chance de Tiago Marques.


Grande chance de gol desperdiçada por Tiago Marques. Foto: Fernando Martinez.


Jogadores dentro da área do Madureira. Foto: Fernando Martinez.

O primeiro tempo terminou com o 1x0. Com o empate parcial nos outros dois jogos, um golzinho do Guarani salvaria o GRB. Com uma diferença pequena, os três segundos tempos então começaram. Aos 11 minutos o sistema de auto-falantes da Arena Barueri anunciou o esperadíssimo gol bugrino contra os goianos. Era o tento que salvava o time da Grande São Paulo.


Harison, camisa 10 do Grêmio, deu uma cotovelada em atleta do Madureira mas só levou cartão amarelo. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.

Até os 21 do segundo tempo o milagre estava se realizando e o Grêmio iria continuar na Série C em 2014. Mas num intervalo de apenas três minutos no cronômetro o sonho desabou como um castelo de cartas. Primeiro o CRAC empatou o seu jogo e depois Flávio abriu o placar para o Duque de Caxias contra o time gaúcho.


Detalhe do segundo gol do Barueri, marcado por Rafael Araújo. Foto: Fernando Martinez.


Bola alçada na área do tricolor suburbano. Foto: Fernando Martinez.

Isso foi um balde de água fria em todos que tinham fé na luta contra o rebaixamento. O gol de Rafael Araújo, marcado também de cabeça aos 25, garantiu a vitória nessa derradeira jornada, mas não foi suficiente para evitar a queda. O jogo só não caiu na morosidade pois o pessoal do Madureira estava com um olho na Arena e o outro na internet. Um gol do CRAC contra o Bugre rebaixaria os cariocas.


Tensão no banco de reservas do Madureira após o apito final. A torcida era contra o CRAC. Foto: Fernando Martinez.

Após o apito final com o placar de Grêmio Barueri 2-0 Madureira, o time visitante demorou alguns minutos para finalmente respirar aliviado com o empate em Campinas. Na base do sufoco e com muito sofrimento após um final de campeonato sem nenhuma vitória no segundo turno (foram sete empates e duas derrotas), a equipe se manteve na terceirona para 2014.


Placar final da derradeira jornada do Grêmio Barueri na Série C. A realidade agora será a quarta divisão em 2014. Foto: Fernando Martinez.

Já para escrete da Grande São Paulo o futuro é muito mais sombrio. Ano que vem o time irá disputar a Série A2 paulista e a Série D do Brasileiro. E jogar a última divisão é aquela coisa que todo mundo sabe: caso o time não suba, irá para o limbo nacional graças ao bizarro formato atual das competições. Triste momento de uma equipe que fez ótimos campeonatos de 2006 até 2009, mas que por caprichos pessoais e uma falta de planejamento avassaladora, deu um tiro de bazuca mortal nos dois pés.

Saindo da Arena encontrei todo o pessoal amigo que acompanhou a queda barueriense: Mílton, Luiz e sua namorada Juliana, Cosme, Nílton, Colucci e Ricardo Espina. Dali seguimos pelos trilhos da CPTM até a cidade de São Paulo. Após 16 horas fora de casa e com quatro pelejas vistas merecia uma boa noite de sono. Só que nem dormi muito, pois no domingo cedo teve outro acesso para a A3 paulista com a cobertura do JP.

Até lá!

Fernando