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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

4444 jogos e um Paulista Feminino cada vez mais vazio

Texto e fotos: Fernando Martinez


Encerrada a turnê 2026 pelo Rio de Janeiro, na quarta-feira foi hora de retomar as coberturas por essas bandas. Pela primeira vez no ano fui acompanhar um jogo do Campeonato Paulista Feminino na sua esvaziada e super sem graça edição atual. Pela última rodada da primeira fase, o Corinthians recebeu a AD Taubaté no Estádio Alfredo Schurig com todo o favoritismo ao seu lado. Cabalisticamente falando, este foi o 4444º jogo da minha vida.

Embora a FPF encha a boca para dizer como o “Paulistão F” é legal, é fato claro e cristalino que o torneio vem se esvaziando nos últimos anos. Não há como negar. O estadual mais importante do país distribui uma grana legal, mas se tornou um mero tapa-buraco entre o apertado cronograma que reúne o Brasileirão e as Datas FIFA. Na primeira fase não existe absolutamente nenhuma comoção ou interesse coletivo.

O regulamento é direcionado para que os seis times da elite estejam na próxima fase. Tanto que, ao invés dos quatro classificados de 2025, em 2026 inventaram uma repescagem (me recuso a usar o termo que a FPF escolheu) e vaga para os seis primeiros. É, o lance é que ninguém em sã consciência acha que AD Taubaté ou Mirassol teriam alguma condição de se intrometer na fase final.

Além disso, o que já era ruim em 2025, campeonato com míseros oito participantes, ficou ainda pior em 2026. No ano passado, a fase inicial era disputada em turno e returno. Na atual temporada, são jogos em turno único. Não tem como achar minimamente razoável. Se a gente levar em conta o cenário dos últimos 20 anos, a comparação fica ainda mais triste.

Em 2007 tivemos 20 participantes. De 2008 a 2018, várias edições com mais de 14 times, chegando a 19 em 2011 e 18 em 2010 e 2012. Em 2020 seriam 16, mas a pandemia derrubou o número de equipes para 12. Em 2021 seguiu em 12 e em 2022 foram 13. A partir daí, só queda: 11 em 2024 e oito em 2025 e 2026. O número foi bruscamente reduzido, pois, de acordo com a entidade, oito foi o número exato de equipes que cumpriram o Regulamento de Licenciamento de Clubes, estruturado pela própria entidade. Criaram regras e excluíram diversos times de acordo com essas regras.

A intenção até poderia ser boa, mas a decisão elitizou o futebol paulista, o mais forte do país. Se ainda tivessem criado uma divisão de acesso para abrigar os times removidos do estadual e também dando chances para a injeção de novos clubes interessados em fazer parte do mecanismo de acesso (A/C Orlando), tudo bem, eu sinceramente entenderia. Mas limar esse pessoal sem nenhuma contrapartida, na minha humilde opinião, é um absurdo.

Essa situação é tão esquisita que o Realidade Jovem, alijado da disputa local em 2026, jogou a A3 do Brasileiro da categoria e ficou com uma das vagas na A2 em 2027. Ou seja, o time não pode jogar dentro do seu estado, mas é liberado para atuar em uma competição nacional, isso sem contar também a participação na Copa do Brasil. Queria muito saber o que a FPF faria se 20 times aparecessem ano que vem cumprindo todos os requisitos do Regulamento de Licenciamento. Duvido categoricamente que todos jogariam. Fica a ideia de que alguém definiu que seriam oito os participantes e pronto, criaram normas para limitar nesse número. Sendo alguém que acompanha a categoria há muito tempo, não consigo achar legal.


O jogo marcou a primeira cobertura do JP do esvaziadíssimo Paulista Feminino



Corinthians e AD Taubaté posando para as imagens oficiais antes do duelo válido pela última rodada da primeira fase


O árbitro Vinícius Nunes dos Santos, os assistentes Leonardo Tadeu Pedro e Pablo Lemos Fillet, o quarto árbitro Pietro Dimitrof Stefanelli e as capitãs

Enfim, voltando ao jogo de quarta-feira, o Corinthians, em crise com sua péssima diretoria, que trata o FF com absoluto desrespeito, e com sua técnica, recebeu a AD Taubaté sabendo que dificilmente não jogaria a repescagem. Precisava vencer, enquanto as visitantes só entrariam entre as seis na base do milagre. O milagre até ficou palpável aos nove minutos com o gol de Jissele, que abriu a contagem, mas a alegria visitante não durou muito. Antes do intervalo chegar, as corintianas já tinham virado o placar com Ariel Godói e Vic Albuquerque.

Na etapa final, que assisti das numeradas da Fazendinha, não teve susto. A questionadíssima Emily Lima colocou em campo algumas titulares e a equipe deu conta do recado. Sem fazer muito esforço, as mandantes chegaram fácil aos 6 a 1, isso sem contar as diversas oportunidades desperdiçadas. Quando tudo parecia encerrado, a arbitragem deu um pênalti para o alviazul. Quem cobrou foi a goleira Yolanda, que colocou no canto direito e fez o segundo tento visitante. Foi apenas a segunda vez que vi um gol de goleira in loco.



O Corinthians começou a partida meio desligado


Depois de tomar o primeiro gol, as alvinegras acordaram e Ariel Godói deixou tudo igual em boa cabeçada



O empate fez o Corinthians partir com tudo em busca da virada




Vic Albuquerque enfim conseguiu virar o placar em outro gol de cabeça



Mais dois lances da etapa inicial na Fazendinha




No tempo final, com as mudanças de Emily Lima, o Corinthians melhorou



Tamires fez o quarto gol corintiano


Yolanda anotou o segundo tento do onze visitante. Raro ver gol de goleira no futebol feminino


A goleada fez as alvinegras terminarem a primeira fase na terceira colocação

As alvinegras terminaram a primeira fase do Paulista Feminino com 13 pontos, ocupando a terceira colocação. Na repescagem, vão duelar contra o Red Bull Bragantino. O outro confronto será entre São Paulo e Santos. Ferroviária e Palmeiras, que ficaram nas duas primeiras posições, já estão na semi. O “legal” é que os duelos só acontecerão no mês de novembro (!). Aliás, outro absurdo sem tamanho é o calendário da categoria. Reclamam do calendário dos homens, mas o das mulheres é anos-luz pior. É, ninguém parece se importar com isso.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Corinthians 6-2 AD Taubaté

Local: Estádio Alfredo Schürig (São Paulo); Árbitro: Vinicius Nunes dos Santos; Público: 3.075 pagantes (291 presentes); Renda: R$ 33.709,00; Cartões amarelos: Paola Garcia, Erika e Aleh Marques; Gols: Jissele 9, Ariel Godói 15 e Vic Albuquerque 37 do 1º, Jhonson 21, Tamires 28, Ariel Godói 37, 44 e Yolanda 50 do 2º.
Corinthians: Lelê; Ivana Fuso (Gi Fernandes), Erika, Leticia Teles, Duda Mineira, Paola Garcia, Rhaizza (Tamires), Vic Albuquerque (Gabi Zanotti), Jaqueline (Jhonson), Gisela Robledo (Belén Aquino) e Ariel Godói. Técnico: Emily Lima.
AD Taubaté: Yolanda; Carol Franco, Jissele (Jérika), Aleh Marques (Júlia Becker) e Pimentinha; Alessandra, Andresa Ferreira (Victória), Melyssa Tulha e Ingrid Buzzini (Luana Marques); Bia (Lodi) e Índia (Kakau). Técnico: Arismar Júnior.

sexta-feira, 5 de setembro de 2025

Palmeiras atropela Realidade Jovem com goleada na Arena Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira, teve rodada noturna pelo Campeonato Paulista Feminino em Barueri. Sem influencer, cercadinho, aspones mil e a turma que adora ditar regra, o Palmeiras recebeu o Realidade Jovem tentando afastar a tristeza pela eliminação no Brasileiro. Outra vez o JP marcou presença para prestigiar a categoria.


Fachada da Arena Barueri, agora o estádio reserva do Palmeiras

Não é novidade que o horário foi péssimo (o pontapé inicial foi às 19 horas), e novamente tivemos um público irrisório em um dos principais campeonatos do país que vai sediar a próxima Copa do Mundo. Na hora do apito inicial, contei apenas 24 pessoas nas arquibancadas. Durante a peleja, chegaram mais umas 30 almas. É, mas para quem comanda e para quem fala sobre, é como se esses problemas não existissem.

Como já mencionei em outros posts, ir à Arena Barueri hoje é um desafio. Com a Crefisa tomando conta, o lugar ficou infestado pelos já famosos e despreparados seguranças palmeirenses. Tudo agora é no esquema do “não pode”: não pode entrar em tal portão, não pode pegar o elevador, não pode pisar em tal lugar, não pode acessar tal túnel... não pode mais nada. Isso sem contar a antiga falta de educação do pessoal. Olha, é difícil ter paciência.

Finalizando o "Momento Remédio", também já comentei aqui o absurdo que a FPF fez com o estadual, então não vou entrar novamente no mérito. O fato é que esse jogo colocou frente a frente o alviverde, um dos melhores times do país, e o Realidade Jovem, muito mais modesto e que tinha apenas um ponto no torneio. Apesar disso, o clube de São José do Rio Preto está nas oitavas da Copa do Brasil Feminina e visita o Sport no dia 16.


Sociedade Esportiva Palmeiras (feminino) - São Paulo/SP


Associação Esportiva Realidade Jovem Rio Preto - São José do Rio Preto/SP


As duas capitãs com o quarteto de arbitragem composto por Fernanda dos Santos de Souza, Ricardo Luis Buzzi, Liliane Suely de Moraes Mello e Tarciano Jose de Lima


O amigo decano Milton sozinho na arquibancada da Arena

Entre os poucos presentes estava o decano Milton Haddad, finalizando a sua rodada dupla em Barueri (de tarde teve Palmeiras x São Bento pelo Feminino sub-20). Encontrei o amigo no caminho do estádio e seguimos juntos até a cancha. Ele ficou na arquibancada vazia, enquanto eu acompanhei o ataque mandante. Como esperado, e mesmo jogando com um time reserva, só deu Palmeiras.

Aos quatro minutos, Yoreli teve a chance de abrir o placar em cobrança de pênalti. A goleira Mell Beatriz foi bem e defendeu no canto direito. Sem conseguir passar do meio de campo, o Realidade Jovem não demorou para ficar em desvantagem. Laís Estevam fez o primeiro, Ingryd marcou o segundo e Laís Melo anotou o terceiro. Tudo sem nenhuma dificuldade.


Yoreli chutou e Mell Beatriz pegou pênalti no começo do jogo


A goleira do Realidade Jovem trabalhou na primeira etapa




Na ordem, detalhes dos três primeiros gols do Palmeiras, marcados por Laís Estevam, Ingryd e Laís Melo


Mais um ataque local nos 45 minutos inicias

Na segunda etapa, o panorama foi o mesmo: Palmeiras atacando sem parar e o escrete visitante se defendendo como podia. Logo aos quatro, Joselyn Espinales fez o quarto, de cabeça. Diany marcou o quinto, também usando a cuca. O sexto saiu com um golaço de cobertura de Yoreli, se redimindo do pênalti perdido, e o sétimo foi de Greicy, meio sem querer. Se não fosse Mell Beatriz, as mandantes teriam feito bem mais. A principal defesa foi em chute à queima-roupa de Tainá Maranhão em investida pela esquerda.


Ataque mandante pela esquerda na etapa final


Joselyn Espinales, de cabeça, anotou o quarto


A arqueira visitante de olho na bola em chute por cobertura de Yoreli... aqui saiu o sexto tento local


Greicy anotou o sétimo gol do Palmeiras



Tainá Maranhão quase fez o oitavo em belíssima jogada individual pela esquerda


Resultado final da maior goleada da edição 2025 do Paulista Feminino até aqui

O 7 a 0 manteve as alviverdes na vice-liderança da competição após oito rodadas, com 16 pontos, cinco a menos que o líder Corinthians. Ferroviária (14) e São Paulo (13) completam o G4. O Realidade Jovem segue na lanterna com apenas um ponto. Graças ao absurdo da FPF, o time de São José do Rio Preto pode perder todos os jogos restantes por 76 a 0 que, mesmo assim, estará na A3 do Brasileiro no ano que vem, já que é o único no estadual sem vaga garantida em certames nacionais de 2026. Que beleza!

No fim de semana pode rolar alguma cobertura, mas não sei. Como no fim do mês vai acontecer uma viagem que promete ser a mais sensacional da minha história particular e também dos quase 21 anos de Jogos Perdidos, talvez eu segure a onda até lá para poupar energia.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Palmeiras 7-0 Realidade Jovem

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitra: Fernanda dos Santos de Souza; Público: 95 presentes; Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Isabela Paixão, Mari Machado e Alessandra; Gols: Laís Estevam 19, Ingryd 35 e Laís Melo 40 do 1º, Joselyn Espinales 4, Diany 15, Yoreli 28 e Greicy 30 do 2º.
Palmeiras: Tainá (Ravena); Ana Guzmán, Isadora (Joselyn Espinales), Ingryd (Diany) e Yoreli; Ana Júlia (Giovanna Campiolo), Laís Melo (Rhayanna Coutinho), Raíssa Bahia e Greicy; Laís Estevam (Tainá Maranhão) e Emily Assis. Técnica: Camilla Orlando.
Realidade Jovem: Mell Beatriz; Isabela Paixão (Letícia Albuquerque), Alessandra, Giovana e Mari Machado; Branca (Izabela Sales), Naely, Lorrany (Emilly Scaramello) e Sabrina (Miriele); Julia Ferreira e Ingrid. Técnico: Pedro Henrique.

quinta-feira, 14 de agosto de 2025

Pacaembu volta a receber futebol e vê vitória tranquila do Corinthians Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


A correria para sair da Fazendinha depois do triunfo alvinegro em cima do Jabaquara pelo sub-20 super se justificou. Sem jogos desde fevereiro, a noite de terça-feira marcou o retorno ao Pacaembu. Na pauta, Corinthians x Ferroviária pelo Campeonato Paulista Feminino, a primeira cobertura do JP no torneio em 2025. Como o foco do velho estádio agora é evento, não podemos perder as (raras) chances de ver bola rolando por lá.

Antes do jogo, vale destacar a triste decisão da Federação Paulista de Futebol na organização do estadual feminino. Em anos anteriores, o torneio contou com 12 clubes e, em 2024, com 11. Neste ano, a entidade optou por excluir São José, Pinda e Marília da elite sem a menor cerimônia. Essa mudança, apresentada como uma evolução da competição, para mim nada mais foi do que uma grande canetada.

Com a Copa do Mundo no Brasil daqui a dois anos, é preocupante ver que os campeonatos femininos ainda são tratados como subprodutos, não há como negar isso. A exclusão dos clubes considerados mais frágeis parece ter sido motivada por uma tentativa de reduzir goleadas expressivas, em vez de ampliar a competição ou definir com antecedência um modelo para 2026.

Caso existisse uma segunda divisão consolidada, a decisão até poderia ser compreendida. No entanto, os clubes retirados do torneio não têm garantias sobre seu retorno à elite, mesmo que se saiam bem na Taça Paulistana, destinada a equipes que não têm cacife para enfrentar os grandes. A Federação poderia ter criado um sistema de acesso e descenso, fortalecendo a modalidade de forma estruturada, mas optou pelo caminho mais simples: apresentar a exclusão como um suposto benefício para a categoria.

Outro ponto questionável é a situação do Realidade Jovem, único clube “pequeno” entre os maiores, que já garantiu vaga na Série A3 do Brasileiro de 2026, mesmo que perdesse todos os seus compromissos por goleada. Com duas vagas destinadas a equipes fora das séries A e B, o time de São José do Rio Preto, o único dos oito participantes sem divisão nacional, se credenciou para a terceirona do ano que vem antes mesmo da primeira rodada. Uma anomalia.


Quando os times entraram em campo, o sistema de iluminação do Pacaembu estava meia-bomba. Levou um tempo para ajeitarem. Tanto tempo sem jogo deve ter feito o pessoal desaprender como funcionava tudo


Sport Club Corinthians Paulista (feminino) - São Paulo/SP


Ferroviária Futebol S/A (feminino) - Araraquara/SP


Jéssica Aparecida Milani, Leandra Aires Cossette, Welber Venancio da Silva, Gabriel Furlan e as capitãs

Falando agora da bola rolando, o Corinthians era o líder do Paulistão após cinco rodadas disputadas e vinha de uma boa vitória contra o Palmeiras. As meninas alvinegras tinham 12 pontos, contra 10 das alviverdes, nove do São Paulo e oito da Ferroviária. Uma vitória contra a equipe grená manteria o Timão na ponta da tabela.

Estava com saudade do Pacaembu, pois meu último jogo ali (e último no geral também) tinha sido o empate da Portuguesa contra o Botafogo da Paraíba pela Copa do Brasil no dia 27 de fevereiro. Depois que a Lusa não quis mais atuar no Paulo Machado de Carvalho, não tivemos nenhuma partida marcada para o local. Como os novos donos não ligam para isso, está tudo bem.

Pouca gente foi ao recauchutado estádio (que segue em obras intermináveis) para ver um confronto tradicional no futebol feminino. No meio da disputa das quartas de final do Brasileiro da categoria, quem estava no Pacaembu assistiu uma apresentação segura do time reserva do Corinthians.

A pressão local foi a tônica de todo o primeiro tempo. Eudimilla quase fez aos seis e depois ela mesma mandou na trave. Aos 34, após muita insistência, saiu o gol alvinegro com finalização da venezuelana Dayana Rodríguez repleta de efeito que encobriu a goleira Amanda Coimbra. A Ferroviária pouco se aventurou no campo de ataque.

Na segunda etapa as grenás melhoraram, mas nada que assustasse de verdade a goleira Kemelli. O Corinthians se defendeu bem e aos 20 ampliou a vantagem quando Letícia Monteiro cruzou da direita e Carol Nogueira completou. Com 2 a 0 contra, a Ferroviária tentou diminuir em diversos chutes de fora da área, porém todos saíram pela linha de fundo.









O Corinthians foi muito melhor do que a Ferroviária na etapa inicial, porém só chegou às redes uma vez






No segundo tempo o onze visitante melhorou, mas quem marcou novamente foi o Corinthians. Na última foto, a comemoração das atletas alvinegras


Placar final da boa vitória corintiana no Pacaembu

O 2 a 0 no clássico manteve as corintianas na ponta isolada da tabela, agora com 15 pontos e 13 gols de saldo. Se não tivessem vacilado nos acréscimos contra o São Paulo, ainda estariam com 100% de aproveitamento. A próxima rodada do estadual acontece no meio da semana que vem e o alvinegro vai enfrentar o Realidade Jovem fora de casa.

Encontrei o trio Pucci, Victor e Lucas na saída do velho estádio e seguimos até o ponto de ônibus que fica na Avenida Pacaembu. Por sorte, não esperei mais do que 15 segundos o meu ônibus, o glorioso 208M - Terminal Pinheiros, e rapidinho já estava nas dependências do QG da Zona Oeste.

Até a próxima!

Ficha Técnica: Corinthians 2-0 Ferroviária

Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Jessica Aparecida Milani; Público: 2.902 pagantes (290 presentes); Renda: R$ 35.930,00; Cartões amarelos: Thaís Regina, Andressa Alves e Monique; Cartão vermelho: Erika 25 do 2º; Gols: Dayana Rodríguez 34 do 1º e Carol Nogueira 20 do 2º.
Corinthians: Kemelli; Erika, Thaís Regina e Leticia Teles (Gisela Robledo); Paulinha (Juliana Passari), Dayana Rodríguez (Gabi Zanotti), Duda Sampaio (Thaís Ferreira), Andressa Alves (Carol Nogueira) e Juliete; Eudimilla (Jaqueline) e Ariel Godoi (Letícia Monteiro). Técnico: Lucas Piccinato.
Ferroviária: Amanda Coimbra; Sissi (Dudinha), Monique, Camila e Barrinha (Fátima Dutra); Kaylane (Duda), Cris (Nicoly), Raquel e Micaelly (Vendito); Julia Beatriz (Catyellen) e Neném (Mylena Carioca). Técnico: Léo Mendes.