Procure no nosso arquivo

Mostrando postagens com marcador (Carioca Segunda Divisão). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador (Carioca Segunda Divisão). Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

JP em Resende na Segundona Carioca

Fala pessoal!

Depois de mais de duas semanas sem curtir um jogo de futebol, ontem tivemos uma rodada genial aqui do JOGOS PERDIDOS. E com a companhia do Emerson, a rodada aconteceu em grande estilo, já que seguimos com a viatura #1 do JP, o "El Pibe", que estava fora de combate desde o mês de fevereiro. Naquela vez quase fomos dessa para melhor numa bela paulada que levamos na BR-116. Dez meses depois fizemos a reestréia do possante e rumamos para um jogo fantástico do Campeonato Carioca da 2ªDivisão na cidade de Resende.

O genial é que no caminho até lá visitamos um clube histórico para mais um post da série "Volta ao Passado" e mais dois estádios para os "Estádios pelo Brasil", que em breve serão postados por aqui. Bom, mas a tarde era para ver o jogo entre Resende FC e o genial Cardoso Moreira, ambos times que já garantiram espaço na elite do futebol do Rio de Janeiro em 2008. E antes de mais nada, vamos às fotos dos times posados:


Resende FC - Resende/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Cardoso Moreira FC - Cardoso Moreira/RJ. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem com os capitães dos times. Notem que o capitão do Cardoso Moreira é o veterano Neném, ex-Palmeiras. Foto: Fernando Martinez.

Vale registrar que fomos bem recebidos pelo pessoal de lá e também pelo pessoal do Cardoso Moreira, e inclusive tivemos a chance de conhecer o prefeito dessa cidade e parabenizar pelo sucesso no campeonato. O jogo foi válido pela penúltima rodada do Quadrangular Final do Campeonato, que também conta com os times do Macaé e do Mesquita, que também já subiram para o Carioca 2008. O jogo, que aconteceu no simpático Estádio do Trabalhador, poderia deixar um time com chances de título, caso o Mesquita perdesse do Macaé. Então mesmo com times mistos (os principais já estão esperando o Carioca, que começa em janeiro), vimos um bom jogo por lá.


Ataque do Resende no começo do jogo. Foto: Emerson Ortunho.

Mas no primeiro tempo, os times começaram o jogo de forma um pouco truncada. As chances demoraram um pouco para aparecer por lá. E quando vieram, surgiram em igual escalada para as equipes. Mas para infelicidade dos seus ataques, todas foram desperdiçadas. Entre uma chance e outra, alguma rispidez em lances no meio-de-campo.


Zaga do Cardoso Moreira tenta afastar o perigo. Foto: Fernando Martinez.


Ataque pela lateral-direita do time da casa. Foto: Fernando Martinez.

O jogo foi seguindo nesse panorama até o final do primeiro tempo. A certeza de todos por lá era que o jogo melhoraria bastante nos 45 minutos finais, já que com o empate o título do campeonato já seria praticamente do Mesquita.

Durante o intervalo descobrimos uma farmácia perto do estádio para tomarmos uma água. E praticamente um oásis foi descoberto ali, já que no estabelecimento era vendido pets dos fantásticos Guaraná Mantiqueira, Grapete e do magnífico Mineirinho. Nem precisamos dizer que fizemos o nosso tradicional contrabando de vasilhames de dois litros dos mesmos para São Paulo.


Chute perigoso do Resende no final do primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Bom, já com a sede extinta, voltamos para o estádio para curtir o segundo tempo. Posso dizer que foi um dos melhores segundos tempos do ano. Os dois times voltaram com a vontade mais do que redobrada e proporcionaram várias chances de gol. O Resende começou desperdiçando as maiores chances, inclusive com um chutaço na trave que ainda bateu na perna do goleiro do Cardoso e quase entrou.


Chute perigosíssimo do Resende que foi encontrar o travessão. Foto: Fernando Martinez.

Mas aos poucos o Cardoso passou a incomodar os anfitriões em chutes de longe, todos com perigo e grande intervenção do goleiro alvinegro. Foi um festival de lances perigosos que não deixou a torcida piscar um minuto sequer.


Goleiro do Cardoso Moreira fazendo boa intervenção. Foto: Fernando Martinez.

A partida merecia estar com um empate em três ou talvez até por quatro gols, mas teimava seguir sem a abertura de contagem. E quase nos acréscimos a sorte virou para os donos da casa. Num chute de fora da área, a bola foi interceptada com o braço dentro da área. Pênalti marcado para o Resende e com muita reclamação do pessoal visitante. Na cobrança, o camisa 18 do Resende cobrou com estilo e marcou o primeiro gol dos donos da casa. Festa em Resende e na saida o Cardoso ainda tentou o empate, mas já era tarde.


Lance do único gol do jogo, que deixa o Resende ainda com chances de título. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Resende 1-0 Cardoso Moreira. O Resende agora vai decidir o título da Segundona Carioca contra o Mesquita, que perdeu seu jogo de ontem, no próximo final-de-semana. Emoção até a última rodada! Bom, depois do jogo eu e o Emerson voltamos paraSão Paulo com uma chuva incrível por todo o caminho através da Via Dutra. Mas de novo com a certeza da missão cumprida. E com a feliz reestréia do "El Pibe" pelas estradas do Brasil. E muito mais vem por aí...

Até mais

Fernando

terça-feira, 20 de junho de 2006

JP na Rua Bariri

Olá amigos...

Com o fim do jogo de juniores em São Cristóvão, relatado no meu post anterior, resolvi correr pra pegar pelo menos um pouquinho do jogo entre Olaria e Rubro de Araruama, no fantástico Estádio Mourão Filho. Uma correria daquelas, considerando que eu estava de ônibus, e não pude me dar ao luxo de esperar o ônibus correto, e tive que saltar no ponto final do 484, uma caminhadinha até o clube, passando ainda por sobre a linha do trem.

Mas valeu a pena. Chegar à Rua Bariri dá sempre uma emoção, acho que quase a mesma que outro amante do futebol sente ao chegar à Rua Javari. Sem contar que a sede do clube é uma das mais lindas que conheço em todo o Brasil. O JOGOS PERDIDOS esteve lá no ano passado e falamos da sede e do clube num post especial publicado em novembro de 2005.


Detalhes da placa da Rua Bariri, histórica em todos os sentidos. E um detalhe da entrada magnífica e esplendorosa do Olaria AC. Fotos: Estevan Mazzuia.

Quando estive lá em 2005, cobrindo Flamengo 4-0 Bonsucesso, pela Copa Record, tive dificuldades em entrar no gramado, e só consegui pelo vestiário do Bonsucesso. Desta vez, uma competição de natação abriu as portas do clube aos visitantes, e o acesso ao gramado ficou fácil, depois de uma conversa com um funcionário, e um simpático dirigente da equipe, de quem não tive a competência sequer de anotar o nome. Mas fica aqui a intenção do agradecimento pessoal.


Ataque do Olaria no finalzinho da partida. Foto: Estevan Mazzuia.


Escanteio para o Olaria. De todas as formas, o Rubro se defende. Foto: Estevan Mazzuia.

Lanterna do campeonato, o Rubro vencia por 2 a 1 quando entrei no gramado, mas o jogo que vi foi outro. Um Olaria motivado, que atacou consistentemente durante os 30 minutos de jogo que assisti, até chegar ao empate, na conclusão de um escanteio.


Escanteio para o Olaria. Ao fundo podemos notar a fantástica arquibancada "cortada" da Rua Bariri. Um lance arquitetônico que duvido que apareça em algum outro local. Foto: Estevan Mazzuia.


Lance de empate do Olaria, depois de uma boa cobrança de escanteio. Foto: Estevan Mazzuia.

Findo o jogo, foi uma correria danada pra conseguir fotografar as equipes posadas. Fui buscar o Olaria dentro do vestiário, mas não tive a mesma sorte com o Rubro, pois a maioria dos atletas já tinha tirado o uniforme. Com ajuda do supervisor técnico Arnaldo Cerino, conseguimos arrebanhar cinco esportistas, para a foto histórica.


Uma foto de time posado em momento único. O Olaria Atlético Clube posado, dentro do vestiário, exclusivamente para o JOGOS PERDIDOS. Alguém já viu um time posar no vestiário? A foto já nasce clássica! Foto: Estevan Mazzuia.


Outro momento antológico: O time do Rubro Social posado com apenas cinco atletas. Foto: Estevan Mazzuia.

Um momento de tensão aconteceu quando me apresentei como representante do site Jogos Perdidos, segundos antes de fazer a foto. O zagueiro Isaías (segundo da esquerda para a direita, na foto), caminhando em direção ao vestiário, dirigiu-se inicialmente a mim, perguntando: "Você está falando sério?"; depois ao companheiros: "Jogos Perdidos, e vocês vão ficar aí?". O que salvou minha pele foi a ponderação do Álvaro e um súbito grito das arquibancadas: "Pode ficar, o site é sério, é bacana". Tratava-se de Michele, um colaborador do JP, que me salvou a vida.


O cara que salvou a minha vida na Rua Bariri: Michele (com o mais novo torcedor do Rubro no colo), e junto com ele o Cláudio. Foto: Estevan Mazzuia.

Pra finalizar o dia, terminamos (eu, o Cláudio, o Michele, o jovem torcedorzinho, e outro rapaz, o Léo) em um mini-churrasco na casa do Arnaldo, onde rolou muita conversa sobre futebol, mesmo quando a luz subitamente se apagou e tivemos que ficar à luz de velas, hehe. Ganhei uma camiseta do Olaria, e pude conhecer as várias histórias do Arnaldo, um homem cuja vida é futebol, com passagens pelo Olaria, Madureira e América, entre outros.


O supervisor técnico do Rubro, Arnaldo Cerino, exibe alguns dos seus títulos para o JP. Foto: Estevan Mazzuia.


Como se não houvesse amanhã, exibo orgulhoso a camiseta do Olaria, presente do Álvaro, mais flâmula (que cortesmente não aceitei), e bandeirinha Foto: Arquivo Pessoal.

Um grande abraço ao Michele, que me salvou a pele e mostrou ser grande admirador do JP, e ao Cláudio, que tentou me levar ao São Cristóvão x Boavista, mas dessa vez minha outra paixão, o carnaval, falou mais alto. Como passei a noite em uma festa na quadra da Unidos da Tijuca, não consegui me levantar às 8 horas, e preferi guardar minhas forças para Villa Rio x Bonsucesso, à tarde, na Bariri, novamente. Como já não seria mais de surpreender, quando cheguei ao clube descobri que o jogo tinha sido pela manhã. Coisas do futebol brasileiro, desrespeito ao torcedor, essas coisas.

Saldo da viagem: três jogos perdidos (perdidos mesmos), nenhum time para a lista, apenas um estádio conhecido, mas muitas fotos, pelo menos!

Abraços

Estevan

sexta-feira, 26 de maio de 2006

De volta ao Rio (parte 1 de 2)

Sábado, dia 20 de maio. Chego à simpática Teresópolis às 6:30 da manhã, muito antes do espetáculo. Como nem o guarda-volumes da rodoviária estava aberto, resolvo dar uma volta pela cidade, em busca do templo sagrado do esporte bretão.


Rodoviária de Teresópolis com o ginásio municipal ao fundo. Vista da Serra dos Órgãos. Fotos: Estevan Mazzuia.

Uma boa hora de caminhada depois, com minha, a cada minuto mais pesada, mochila nas costas e com a Serra dos Órgãos ao fundo, encontro o fantástico Estádio Antônio Salvattone, do Teresópolis F.C.


Vista da fachada do Estádio Antônio Salvattone em Teresópolis. Foto: Estevan Mazzuia.


Placa comemorativa da visita da seleção brasileira ao Estádio Antônio Salvattone. Foto: Estevan Mazzuia.

Procuro por uma alma viva capaz de me confirmar o horário e o jogo, e eis que realizo meu desejo com o funcionário que reforçava as marcas de cal do gramado. Sim, o jogo Teresópolis x Estácio de Sá vai mesmo acontecer.

Resolvo então perguntar pela Granja Comary, e descubro que na avenida onde estou, que parece ser a principal da cidade, a julgar pela rósea e simpática prefeitura, passa um ônibus que me deixa na entrada da CBF, e lá vou eu... mas isso é assunto para outro post.


Aspectos da Avenida Feliciano Sodré. Fachada da prefeitura de Teresópolis. Fotos: Estevan Mazzuia.

Mais tarde, volto à rodoviária, deixo minha fantástica mochila, e caminho novamente em direção ao estádio, Dessa vez, sem paradas para fotos e sem observação da paisagem, tudo parece incrivelmente mais perto, e em 15 minutos estou na porta do estádio, e a movimentação é grande, com a chegada da equipe visitante.


Chegada da equipe do Estácio de Sá para o grande confronto. Foto: Estevan Mazzuia.

Procuro por alguém que possa facilitar meu acesso ao gramado, e falo com um tal de "Durão", diretor da equipe local, que apesar de logo mostrar o porquê do apelido, ao vetar a entrada da segurança do Estácio de Sá no gramado, uma vez que o policiamento seria suficiente, me foi muito simpático e atencioso, razão pela qual lhe deixo aqui meu sincero agradecimento. No gramado, eu seria apresentado também ao Seu Álvaro, igualmente atencioso e simpático. A ele estendo meus agradecimentos.


Escudos das equipes do grande embate do dia. Fotos: Estevan Mazzuia.

A equipe local entra primeiro, recebida por muito fogos, e logo posa com exclusividade ao JP; em seguida é a vez da equipe visitante, que depois de muito tempo resolveu posar para a foto. A foto com o trio também foi feita. Confiram:


Teresópolis F.C. - Teresópolis / RJ. Foto: Estevan Mazzuia.


U. Estácio de Sá F.C. - Rio de Janeiro / RJ. Foto: Estevan Mazzuia.


Trio de arbitragem e capitães: Carlos Henrique Alves de Lima, Dêca, Marcelo de Lima Henrique, Marcelinho Paulista e Ivair Francisco da Silva. Foto: Estevan Mazzuia.

Destaque para o capitão da equipe laranja, Marcelinho Paulista, veteraníssimo, e o simpático Djalma, centroavante do Teresópolis, com passagens pelo Santa Cruz, Sport, campeão paulista pelo Ituano, e São Bento. Agradeço também ao simpaticíssimo trio de arbitragem, com quem conversei um pouco no centro do gramado, enquanto esperávamos pelo início do jogo.


Detalhe do público presente no acanhado estádio aguardando a partida. Foto: Estevan Mazuia.

Eis que o incrível (mas cada vez mais crível, no país do futebol), pasmem, acontece! Não há ambulância no estádio, o que impossibilita o início do jogo. Enquanto as equipes prosseguem com o aquecimento, o árbitro aguarda os 30 minutos de praxe, e dá por encerrada a partida, com vitória dos visitantes por 3 a 0, segundo manda o regulamento.

Pululam pulgas atrás da orelha da imprensa no campo. No primeiro turno, a partida terminou em pancadaria; a TV local me confirmou que a ambulância estava no centro duas horas antes do jogo, ciente de seu compromisso. O que teria justificado o sumiço da mesma? Coisas de nosso futebol.


Membros das comissões técnicas e imprensa conversando, com a bela Serra dos Órgãos ao fundo. Foto: Estevan Mazzuia.

E o desrespeito ao torcedor brasileiro. Praticamente a um, que viajou 500 quilômetros para ver e registrar a partida. Fica aqui minha indignação com a desorganização de nosso futebol, compartilhada com o pobre Djalma, que permaneceu sozinho no gramado, como a lamentar a pior das derrotas: a que ocorre fora das quatro linhas, sem chance de reação.


O craque Djalma, sozinho, lamenta o não acontecimento da partida. Foto: Estevan Mazzuia.

Abraços e até o próximo post da minha estada no Rio!

Estevan

quinta-feira, 11 de maio de 2006

Rodada Fluminense no JP (parte 3 de 3)

Olá!

E finalmente vamos com o terceiro jogo do dia em que eu e o David descambamos para o Rio de Janeiro. A partida Céres x Casimiro de Abreu, valendo pelo sensacional Campeonato Carioca da Segunda Divisão, foi disputada no Estádio João Francisco da Silva, em Bangu. Para iniciar bem, vamos com as fotos oficiais da partida:


Céres F.C. - Rio de Janeiro / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Casimiro de Abreu E.C. - Casimiro de Abreu / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem e capitães, notem a fantástica flâmula oferecida pelo Casimiro de Abreu, coisa rara hoje em dia. Parabéns pela iniciativa! Foto: Emerson Ortunho.


Vista do bom público presente no acanhado estádio do Céres. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou com o Céres partindo pra cima do visitante, mas como o ataque da equipe não estava com boa pontaria e o meio-de-campo embolava muito o jogo, as intenções defensivas do CAEC foram facilitadas. O Céres permaneceu praticamente toda a primeira etapa no ataque, mas mesmo assim não conseguiu marcar. Com isso, o resultado parcial do primeiro tempo foi o 0 a 0.


Defesa do CAEC afasta o perigo de gol. Foto: Emerson Ortunho.

Na segunda etapa, os gols que faltaram na primeira vieram rapidinho e aos 3 e 4 minutos, o Céres abriu 2 a 0 no placar. Com esse resultado, não restava outra alternativa ao Casimiro de Abreu, que não fosse partir para o ataque.


Lance da partida Céres x Casimiro de Abreu. Foto: Emerson Ortunho.

A equipe visitante cresceu muito na partida e descontou aos 25 minutos de jogo. O Céres vendo o embalo do adversário, começou a segurar o jogo, que ficou muito aberto, possibilitando qualquer equipe a marcar. Mas foi o alvi-anil quem ampliou, tranqüilizando bastante sua torcida.


Goleiro rebate tentativa de ataque do Céres. Foto: Emerson Ortunho.


Mais um ataque do Céres duarante a partida frente ao CAEC. Foto: Emerson Ortunho.

Mesmo perdendo por 3 a 1, o CAEC continuou empenhado e no minuto final ainda diminuiu o marcador. Como houve somente um pequeno acréscimo, o jogo ficou mesmo: Céres 3 x 2 Casimiro de Abreu. A partida foi muito boa e gostei bastante também do nível das equipes. Com o resultado, o Céres encostou nos líderes e o Casimiro de Abreu continuou em último, apesar de não ter uma equipe tão ruim assim.

Após o jogo, pegamos um trânsito considerável na saída da Dutra e rumamos para São Paulo. Mais uma vez só posso dizer que valeu a pena, pois não é só o futebol que recheia essas aventuras, pois tudo o que a envolve, nos dá a certeza de que aprendemos alguma coisa nova.

Abraços!

Emerson

sexta-feira, 10 de março de 2006

Seletiva da Segundona Carioca: Guanaraba 3-0 Paraíba do Sul

Buenas!

Nesta quinta-feira eu presenciei mais um joguinho de futebol com a legítima marca JOGOS PERDIDOS, e como sempre diz o Fernando, foi um dos especiais do ano. É pessoal, eu fui para São Gonçalo, RJ, no Estádio Professor Aloísio Rodrigues de Lima, que fica no Centro Esportivo Cultural Nova Cidade, por isso esse estádio é mais conhecido como Campo do Nova Cidade, ou ainda como Campo do Zico, já que o CFZ manteve há algum tempo um Centro de Treinamento por lá.


Entrada do Campo do Nova Cidade. Torcedores no alambrado, pois só existe uma pequena arquibancada tubular. Fotos: Emerson Ortunho.

Com o estádio devidamente apresentado, vamos ao jogo: que foi nada menos que Guanabara x Paraíba do Sul, válido pela Seletiva do Campeonato Carioca da Segunda Divisão.

Antes de falar da partida, vale também uma apresentação do Guanabara Esporte Clube. A equipe nova é de Araruama e se fundiu com o tradicional XV de Novembro de Araruama para usar sua filiação. Foi na verdade um esquema feito pelos dirigirentes para antecipar o ingresso do Guanarabara no profissionalismo. É que se eles fossem pedir a filiação como Guanabara mesmo, não haveria tempo hábil de disputar a seletiva, então o esquema foi usar a filiação do pobre XV que já agonizava há algum tempo. Ah, vale também dizer que o jogo foi em São Gonçalo, porque o estádio em Araruama está interditado.

Com as devidas apresentações vamos começar com as fotos oficiais da partida:


Guanabara E.C. - Araruama / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Paraíba do Sul F.C. - Paraíba do Sul / RJ. Foto: Emerson Ortunho.


Trio de arbitragem e capitães. Foto: Emerson Ortunho.

O jogo começou com meia hora de atraso, já que o Paraíba do Sul chegou faltando quinze minutos para o horário previsto para o início da partida, mas isso por lá é só um detalhe... ninguém esquenta muito a cabeça, não. Com a bola rolando, as duas equipes começaram num ritmo bem lento, devido ao forte e tradicional calor do Rio.


Lance do primeiro tempo de Guanabara x Paraíba do Sul. Foto: Emerson Ortunho.

Aos poucos o Paraíba do Sul, que seria teoricamente o visitante, foi apresentando um maior volume de jogo. Mas só esse volume não foi suficiente para furar a defesa do Guarabara, que se apresentava muito bem. Assim, a equipe de Araruama foi gostando do jogo e começou a crescer na partida, até que encontrou o seu primeiro gol numa cobrança de pênalti.


Guanabara faz 1 a 0 no placar convertendo uma penalidade. Foto: Emerson Ortunho.

Após o gol, o ritmo do jogo caiu um pouco e foi em 1 a 0 mesmo para o intervalo. O meu intervalo foi regado com muita água e a tradicional investigação para saber as informações sobre o Guanabara.


Lance de ataque do Paraíba do Sul ainda no primeiro tempo. Foto: Emerson Ortunho.

No segundo tempo, novamente o Paraíba do Sul começou melhor, procurando mais o jogo e só esbarrando na sólida defesa do Guanabara. Até estranhei o Paraíba estar mal colocado na tabela, pois a equipe não é muito ruim, não.


Ataque do Paraíba do Sul no segundo tempo. Foto: Emerson Ortunho.

Mesmo com todo ímpeto da equipe verde, o Guanabara fez uma partida muito coesa, mostrando ser muito bem orientado tecnicamente, pois jogou tranqüilamente, só esperando o erro do adversário. Assim, a nova equipe carioca chegou ao segundo e terceiro gols em jogadas de contra-ataque, comandadas pelo veterano Nélio, ex-Flamengo, que está jogando muito bem.

Não dá pra dizer que o resultado não foi justo, mas foi um pouco elástico demais pelo futebol apresentado pelas duas equipes. Final: Guanabara 3 x 0 Paraíba do Sul. Resultado esse, que aumentou as chances de classificação do Guanabara e deixou o Paraíba do Sul em situação complicada.

Valeu novamente a estada em um lugar desconhecido por mim, para ver um rara partida de futebol. Depois foi só curtir um pouco as belíssimas paisagens do Rio e voltar pra casa.

Abraços!

Emerson