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segunda-feira, 11 de março de 2024

Juventus marca nos acréscimos e mantém série invicta na A2

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no sábado fiquei quietinho no QG da zona oeste estudando (!), no domingo teve rodada dupla com os dois principais torneios do estado de São Paulo. Comecei os trabalhos com um duelo tradicionalíssimo entre Juventus e Noroeste no Estádio Conde Rodolfo Crespi. O jogo foi válido pela 14ª e penúltima rodada da primeira fase do Campeonato Paulista da Série A2.

Embalado pela boa sequência na competição, o Moleque Travesso precisava ganhar para se classificar com uma rodada de antecedência. O Noroeste, vindo de uma paulada sofrida contra o XV de Piracicaba, queria a recuperação. Vi cinco Juventus x Noroeste na história. Dois em 1999, a final da A2 de 2005 com título paulistano, encontro na A1 em 2006 e o último, goleada alvirrubra por 4 a 0 em 2013. Neles, quatro triunfos grenás e apenas um do escrete bauruense.


CA Juventus - São Paulo/SP


EC Noroeste - Bauru/SP


Quarteto de arbitragem composto por Guilherme Nunes de Santana, Robson Ferreira Oliveira, Guilherme Holanda Moura Lima e Pablo Rodrigo Soares de Oliveira ao lado dos capitães

Partida na Rua Javari aos domingos de manhã conta com aquele cenário de sempre: inúmeros turistas indo lá viver na pele o tal do "futebol raiz". Como há muito eu não via, mais de 4 mil pessoas pagaram ingresso e lotaram o acanhado e histórico estádio. A última vez que tinha presenciado tanta gente ali foi na eliminação da A2 de 2019, o 1 a 1 contra o XV de Piracicaba. Entre a multidão, a fênix Estevan seguindo no seu "Ano Sim", o amigo Maurício Nassau, o suzanense Nílton e o casal Bruno Filandra, o "Tom Cruise do Tatuapé", e sua cara-metade Thais.

É, só que a maior parte dos presentes não gostou do que viu. O Juventus certamente fez uma das piores partidas no ano, se não a pior, e sofreu durante a maior parte do tempo. Na primeira meia hora, equilíbrio na base da ruindade, sem nenhuma das duas equipes criar nada. Depois, o Norusca passou a se aventurar no campo de ataque e Caio, goleiro grená, salvou a pátria do clube da Mooca em dois momentos.





O primeiro tempo na Rua Javari foi fraco e com poucas chances de gol

Na etapa inicial a coisa não foi boa. Na final, ficou pior. O Noroeste parecia que estava no Alfredo de Castilho e não deu nenhuma chance aos locais. Carlão perdeu uma imensa oportunidade aos 13 e aos 22, de novo ele mandou de prima, mas pela linha de fundo. O primeiro chute do Juventus em toda a peleja aconteceu aos 28 e passou por cima da meta.

O gol noroestino era questão de tempo e ele saiu aos 37 minutos. Blade tocou para Rodolfo, que devolveu com um magnífico toque de calcanhar e então o camisa 21 finalizou firme, no canto esquerdo de Caio. Com o 1 a 0, o alvirrubro bauruense se segurou na boa e tudo indicava que levariam três pontos importantíssimos para o interior.

Uma chuva inesperada chegou junto com os acréscimos e ela acabou trazendo a redenção juventina na quente manhã de domingo. O relógio mostrava 49 minutos quando a bola foi cruzada pela direita dentro da área visitante. Léo Castro, livre de marcação, só desviou de leve e colocou no cantinho de Reynaldo, empatando o confronto e levando a torcida à loucura.






Na segunda etapa, só deu Noroeste


Blade comemorando o gol noroestino junto com a torcida presente na Javari



A comemoração no inesperado gol de empate grená e lamentação de Blade após o apito final

O Juventus 1-1 Noroeste não foi um resultado justo, longe disso, porém no futebol as coisas funcionam assim. O empate deixou o onze grená na sétima colocação com 19 pontos, enquanto o clube de Bauru está em 10º com 18. Na última rodada, o Moleque vai até Campinas enfrentar o desalojado Oeste enquanto a Locomotiva recebe o Taubaté. "Haja coração, amigo", diria o outro.

Saí do estádio e fui fazer uma boquinha ali perto e, com a barriga cheia, peguei o caminho do ABC Paulista. Teve jogo importante do Paulistão-24 na pauta livre do JP.

Até lá!

Ficha Técnica: Juventus 1-1 Noroeste

Local: Estádio Conde Rodolfo Crespi (São Paulo); Árbitro: Guilherme Nunes de Santana; Público: 4.092 pagantes; Renda: R$ 99.585,00; Cartões amarelos: Matheus, Guilherme Mattis, Borges, Pedro Felipe, Balardin e Jonatas Paulista; Gols: Blade 37 e Léo Castro 49 do 2º.
Juventus: Caio; Arthur, Guilherme Mattis, Iago Motta e Caxambu (João Lucas); Betinho, Borges (Lissandro) e Matheus (Gabriel Justino); Thiago Rubim, Léo Castro e Masson (César). Técnico: Sérgio Soares.
Noroeste: Reynaldo; John Egito, Luizão, Balardin e PH; Jonatas Paulista (Emerson Müller), Diego Maia, Isael (Rodolfo) e Blade; Pedro Felipe (Luiz Thiago) e Carlão (Vinícius Bala). Técnico: Moisés Egert.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Noroeste vira em cima do Oeste na Arena Barueri

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram 23 jogos seguidos pela Copinha, mas na quarta-feira dei um tempo das categorias de base e fiz a minha estreia em partidas profissionais com a segunda rodada da fase inicial do Campeonato Paulista da Série A2. Direto da Arena Barueri, o fantástico clássico da bússola: Oeste x Noroeste, jogo de um ponto cardeal versus um ponto colateral. Primeira vez que ficaram cara a cara desde 2011 no torneio.

A Série A2 Paulista não teve nenhuma mudança em relação aos últimos anos. Os 16 times se enfrentam em turno único, os oito melhores se garantem nas quartas de final e os dois últimos jogam a A3 em 2024. Na estreia, o Oeste fez bonito e goleou o Monte Azul por 5 a 1 fora de casa. Já o Norusca, atual campeão da A3, foi superado pelo XV de Piracicaba em casa por 3 a 1.


Oeste FC - Barueri/SP


EC Noroeste - Bauru/SP


Rodrigo Gomes Paes Domingues, Ricardo Pavanelli Lanutto, Maguinilson de Oliveira Silva, João Batista do Nascimento Avelino e os capitães de Oeste e Noroeste


A bola especial com a coroa do Rei Pelé que fará parte dos protocolos durante a primeira fase

Estive nessa jornada com o decano Milton e o Raul, o maior anfitrião de Brasília. Fomos naquele velho esquema de metrô + trem até o Jardim Belval e mais 20 minutos a pé. Os amigos pegaram o caminho VIP da tribuna e eu fui ao campo. Outra vez a Arena recebeu poucos torcedores em um jogo do Rubrão. Ali o negócio é complicado realmente. Entra ano, sai ano e pouca coisa realmente muda.

Por conta do massacre do domingo, eu achava que os donos da casa eram favoritos. No começo, deu a impressão de que a previsão iria se concretizar. A equipe de Barueri foi melhor, criou bons lances e foi premiada aos 25 minutos com o gol de Bruno Gonçalves aproveitando rebote do goleiro Pablo em finalização de fora da área. Com a vantagem, o Oeste diminuiu o ímpeto e o Noroeste se aproveitou. Aos 38 minutos Carlão acertou um chute perfeito de longe e deixou tudo igual.



O Oeste começou melhor o duelo da bússola em Barueri


Bruno Gonçalves abriu o placar com um belo gol




Mais lances do primeiro tempo de Oeste x Noroeste

Acompanhei a etapa final das cabines e de lá vi o Noroeste retornar melhor e com uma postura bastante ofensiva. O Oeste não conseguia mais chegar com perigo na área bauruense. Após alguns ataques perigosos, aos 23 minutos Vinícius Bala foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Luiz Thiago, artilheiro do Noroeste em 2022, cobrou firme e anotou o seu segundo gol na atual temporada. O Oeste se mandou em busca de uma nova igualdade e perdeu duas grandes oportunidades nos minutos finais. Sem conseguir transformar os momentos em gols, o escrete mandante saiu de campo com a primeira derrota em 2023.



O Noroeste se encontrou na etapa final e o Oeste não foi capaz de assustar


Destaque da placa de substituição chique que tem até o nome do jogador substituído e do que vai entrar. Não tinha visto em lugar nenhum até este ano


Luiz Thiago virou o placar para o Noroeste em cobrança de pênalti

O placar de Oeste 1-2 Noroeste decretou a vitória do ponto colateral em cima do ponto cardeal. Falando da A2, ainda tem quase dois meses com bola rolando e teremos muitas mudanças, o que não pode acontecer é ficar perdendo ponto em casa. O rubro-negro volta à Arena no final de semana pegar o Rio Claro, enquanto o escrete de Bauru enfrenta o Velo.

Não deu nem 24 horas e na quinta-feira já estava de novo no belo estádio barueriense em outro compromisso da Copinha. Novamente era dia de assistir uma das grandes campanhas da competição até aqui.

Até lá!

Ficha Técnica: Oeste 1-2 Noroeste

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Rodrigo Gomes Paes Domingues; Público: 395 pagantes; Renda: R$ 3.950,00; Cartões amarelos: Diogo, Lucas Rodrigues, Bonifácio, Léo Gobo; Gols: Bruno Gonçalves 24 e Carlão 37 do 1º, Luiz Thiago 23 do 2º.
Oeste: Glédson; Lucas Rodrigues, Léo Gobo, Diego Jussani e Di Maria; Paulinho (Danilo), Tite (Reifit), Diogo (Bonifácio) e Motta (Sérgio Mota); Bruno Gonçalves (Marcelo Toscano) e Guilherme Portuga. Técnico: Sérgio Alecsandro.
Noroeste: Pablo; Matheus Balde, Hygor, Diego Maia e Régis Potiguar; Erick Varão, Jonatas Paulista, John Egito e Igor Pimenta (Vinícius Bala); Luiz Thiago (Carlinhos) e Carlão (Nando). Técnico: Luiz Carlos Martins.

quinta-feira, 21 de abril de 2022

Na raça, Bernô busca o empate com o Noroeste pela Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Se no Sábado de Aleluia o duelo do Campeonato Paulista da Série A3 que assisti no Estádio Primeiro de Maio foi horrível, a sessão de quarta-feira compensou com sobras. O São Bernardo fez a segunda apresentação seguida em casa, desta vez com o Noroeste, e ficou perto de garantir um lugar entre os quatro melhores da competição.

Caso Bernô e Capivariano vencessem seus compromissos, a sorte do Grupo 3 estaria decidida com uma rodada de antecedência. Não restava alternativa ao Norusca a não ser ir para cima dos donos da casa. Peguei o caminho do ABC sozinho e lá encontrei o Caio, sempre atento ao calendário esportivo na região.



Jogo decisivo no Primeiro de Maio e fotos oficiais de São Bernardo e Noroeste

Só que não foi um jogo bom desde o começo, longe disso. O São Bernardo iniciou os trabalhos totalmente fora do prumo e o alvirrubro bauruense foi melhor. Não assim "nossa, que domínio absurdo", mas foi superior. A equipe ficou zanzando a área do Bernô com boas investidas de Blade, um homônimo do famoso caçador de vampiros da Marvel, e John Egito. Aos poucos os locais equilibraram as ações. E foi quando tudo estava igual que o Norusca ficou em vantagem.

O glorioso João Egito, um dos destaques bauruenses, abriu o marcador aos 35 após cruzamento na área. Aos 42, Luiz Thiago ampliou a vantagem visitante. O 2x0 contra não era algo esperado por ninguém que estava torcendo pelo São Bernardo, então a esperança era de que na segunda etapa o técnico Renato Peixe arrumasse a casa. E ele arrumou.





No primeiro tempo, o Noroeste foi melhor e chegou aos 2x0. Na última foto, a comemoração do segundo gol

A partida mudou completamente nos 45 minutos finais. O Bernô tomou uma senhora injeção de ânimo no intervalo e voltou com outro espírito. O Noroeste tomou pressão desde o comecinho e sofreu com o ataque da casa. O primeiro tento do escrete de São Bernardo do Campo foi em tiro de longe de Alê aos 19. A pressão era grande, porém o relógio andava rápido.

Aos 40 tudo ficou igual... e a arbitragem anulou o tento por irregularidade. Só que era dia do Bernô, não tinha jeito. Quatro minutos depois Raphael, zagueiro, deixou tudo igual. O placar final de São Bernardo 2-2 Noroeste foi até certo ponto justo pelos dois tempos distintos da peleja.



No segundo tempo, o Bernô foi melhor e criou muitas chances boas de gol



O lance do gol de empate do Bernô marcado aos 46 do tempo final e a comemoração de Raphael

Com a vitória do Marília de virada em cima do Capivariano, o Bernô é líder isolado da chave faltando uma rodada para o fim da segunda fase. São oito pontos contra sete do Leão da Sorocabana e seis do time de Bauru. O São Bernardo se vencer o MAC fica em primeiro. Se perder, depende do resultado do outro jogo.

Voltei rapidinho pois era véspera de feriado e eu não queria vacilar e passar aperto no transporte público. No dia 21, sem nada da FPF e CBF programado, fui até São Caetano do Sul ver duas finais da gloriosa APF, a Associação Paulista de Futebol. Teve taça sendo distribuída no Anacleto Campanella.

Até lá!

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Ficha Técnica: São Bernardo 2x2 Noroeste

Em breve
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sábado, 29 de maio de 2021

Nacional derruba o Noroeste e sai na frente nas quartas da A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na tarde de sexta-feira o início das quartas de final do Campeonato Paulista da Série A3 pediu passagem no blog. Assim como em 2020, o Estádio Nicolau Alayon recebeu o encontro de ida entre o oitavo e o primeiro colocados: Nacional x Noroeste. A sexta vez que as agremiações ferroviárias se enfrentam desde fevereiro do ano passado, a quarta com cobertura do JP, três delas em durante a pandemia.

Os paulistanos fizeram uma campanha bastante instável: sete vitórias, sete derrotas e um empate. Além disso somou 13 pontos longe da capital (mesmo com uma partida a menos) e nove na Comendador Souza. A vaga veio no sufoco após brilhante atuação na etapa final contra o Bandeirante na terça-feira. Iniciando a segunda fase, o glorioso escrete nacionalista precisaria derrotar seu adversário e quebrar uma série de marcas.

O Norusca foi o líder da fase inicial simplesmente sem perder atuando longe do Alfredo de Castilho. Foram sete jogos com cinco vitórias (uma delas o 2x1 contra o próprio Nacional) e dois empates. Além disso fez pelo menos um gol em todos estes compromissos. Isso sem contar, claro, a velha freguesia através da história. Nos 29 confrontos, o alvirrubro saiu de campo vencedor em dezesseis oportunidades e foi derrotado em apenas três (!): em 1958, 1959 e 2016. Com a vantagem de dois empates garantida ao onze interiorano, o Naça precisava de uma quarta vitória a todo custo.


Times perfilados para o Hino Nacional Brasileiro

Fez calor na tarde de sexta e quando cheguei na Comendador Souza vi que a velha cancha receberia um bom público outra vez. Estranho dizer isso no meio de uma pandemia e com a proibição de torcida, porém é a verdade. Um grande número de credenciados – contei cerca de 40 pessoas - ocupou a parte coberta do Alayon. A FPF autoriza, ótimo, mas é fato que ver tanta gente junta não deixa a melhor impressão. Sei que eu garanti meu lugar na cabine e lá fiquei até o último trilar do apito.

Imaginava que o jogo seria difícil para a equipe da casa e que o Noroeste, atuando com a dupla Richarlyson e Alecsandro, seria uma missão complicadíssima. O que eu sinceramente não esperava era que estava prestes a assistir a melhor atuação nacionalista nos últimos anos, pelo menos desde 2018. O tricolor da Barra Funda foi preciso e não deu nenhuma chance aos visitantes. Sim, o Noroeste entrou em campo bastante nervoso e seus principais nomes não renderam, mesmo assim, a atuação paulistana foi digna de almanaque.

Wallace arriscou duas finalizações antes dos dez minutos e Wendell Péricles - um dos nomes mais geniais que já vi na vida - defendeu com tranquilidade. Aos 12, Rafael espalmou pela linha de fundo chute traiçoeiro de Richarlyson. Aos 15, boa cabeçada de Gustavo França. Messias, aos 20, avançou pela direita, cruzou e a zaga desviou na hora H. Enquanto o Nacional atacava, o Noroeste estava desesperado além da conta, como se precisasse de um gol e o duelo já estivesse nos acréscimos. Não parecia que o melhor time da fase inicial estava jogando.

Aos 24, os atletas e a massa que estava na parte coberta pediu pênalti quando um dos zagueiros noroestinos tocou com a mão na bola dentro da área. Como não foi intencional, a peleja seguiu normalmente. Dois minutos depois, Mendes recebeu na intermediária e chutou. O tiro saiu fraco, mascado e a defesa não seria difícil. Acontece que o camisa 12 caiu meio mole, e o morrinho artilheiro fez sua parte. A finalização morreu no canto esquerdo... um daqueles frangos clássicos! Nem bem a ação recomeçou e, confirmando o nervosismo, Richarlyson deu um tranco desnecessário em um dos gandulas e tomou o amarelo. Uma apelada monstra, tentando ganhar o juizão no grito.

Antes do intervalo chegar, na única chance real do alvirrubro, Pedro Felipe atacou pela esquerda e foi derrubado dentro da área. Na minha visão, pênalti não marcado pela arbitragem. Conferindo no VT, tive a mesma impressão. Foi com esse lance que a etapa inicial terminou. O triunfo parcial do Nacional deixou a rapaziada que ocupava a parte coberta em êxtase.


Wallace, camisa 11 do Nacional, chutando pela direita


Zaga noroestina afastando o perigo de dentro da área




O Nacional atacou bastante e tomou conta do primeiro tempo


A bola no fundo da rede do Noroeste após a enorme falha de Wendell Péricles, goleiro com um dos nomes mais legais que já vi


Atletas assustados em lance pela direita do ataque paulistano

Quando a ação recomeçou, o Noroeste buscou mudar a postura e emplacar aquela pressão marota, cheia de graça e de boa vontade. Richarlyson cabeceou com relativo perigo aos cinco três e Blade, o inesquecível caçador de vampiros da Marvel, arriscou de longe aos cinco. E só. Na sequência Wallace dividiu com Wendell Péricles e a pelota sobrou para Éder Paulista. O arqueiro fez uma defesa à queima-roupa e impediu que o grande goleador do torneio tivesse sucesso.

Os paulistanos se defendiam com propriedade e todas as investidas dos bauruenses eram repelidas com sucesso. Sem conseguir entrar na área local, Thiago e Richarlyson tentaram o empate em tiros de longe. Jogando na boa, os ferroviários acertaram um contra-ataque espetacular aos 24. César percorreu todo o campo de defesa e lançou Éder Paulista. O camisa 9 deu um toquinho repleto de categoria e fez seu 13º gol na Série A3 de 2021, disparando na artilharia.

O Noroeste sentiu o 2x0 e deixou o seu setor defensivo completamente desguarnecido. Sem chegar perto de fazer o gol de honra, o Norusca correu riscos reais de sofrer uma derrota mais elástica. Emerson Mi e Paolo por muito pouco não ampliaram. Aos 37 minutos a zaga noroestina fez um belíssimo gol contra, porém o árbitro anulou alegando falta no zagueiro. O problema é que o lance foi limpo, sem infração alguma. Se o alvirrubro não teve um penal anotado a seu favor, agora foi a vez do Nacional ser prejudicado. Será que foi um exemplo da famosa lei da compensação?


Pedro Felipe (11) em ataque do alvirrubro no começo do tempo final


Num belíssimo passe de César, Éder Paulista fez seu 13º gol na Série A3, o segundo do Nacional



Dois escanteios a favor dos bauruenses na busca pelo mens do gol de honra


Placar final do jogo na Comendador Souza: apenas a quarta vitória nacionalista contra o alvirrubro de Bauru em todos os tempos

Sem conseguir produzir perigo real, ao término do tempo regulamentar o resultado se confirmou em Nacional 2-0 Noroeste. Um triunfo maiúsculo do clube da capital, o quarto na história. Na volta poderão perder por um gol de diferença que estarão na penúltima fase. Ao vermelho e branco de Bauru, resta vencer por dois. Vale lembrar que os ferroviários foram às redes em 15 dos 16 compromissos na A3 e possuem o segundo melhor ataque das três divisões do Paulistão, atrás apenas do campeão São Paulo.

Saindo do estádio fui cumprir uma missão que estava esperando desde 2017. Finalmente ter em mãos uma aguardada obra-prima que contou com minha pesquisa. Olha, poder folhear essa verdadeira Bíblia foi bem emocionante. Em breve vai rolar o lançamento oficial e farei questão de escrever a respeito.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 2x0 Noroeste

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Rodrigo Gomes Domingues; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Messias, Wallace, Richarlyson, Luizão, Leléco, John Egito, Paulo Tognasini (PG-Na); Gols: Mendes 25 do 1º, Éder Paulista 24 do 2º.
Nacional: Rafael; Messias, Everton, Gustavo França e César; Reinaldo, Guilherme Lobo (Emerson Mi), Brener (Guilherme Nascimento) e Mendes; Éder Paulista (Vinícius) e Wallace (Paolo). Técnico: Ricardo Silva.
Noroeste: Wendell Péricles; Blade, Guilherme Teixeira, Maycon e Bruno Recife; Jonatas Paulista, Rogério Maranhão (Thiago), Yamada (John Egito) e Richarlyson (Euller); Pedro Felipe e Alecsandro (Leléco). Técnico: Luiz Carlos Martins.
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