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sábado, 14 de janeiro de 2023

Fácil triunfo do Coxa em cima do Vitória da Conquista

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quinta-feira começou a segunda fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior e me mandei com a companhia de vários amigos até a cidade de Suzano, palco do joguinho entre Coritiba e Vitória da Conquista. O Estádio Francisco Marques Figueira foi o local escolhido pela FPF para o confronto. A peleja reuniu o vencedor do Grupo 16, o Coxa, contra o segundo do Grupo 15, o clube baiano, que nada mais é do que o Andraus de Curitiba com a camisa verde. Coisas do tal "futebol moderno".

Tive a companhia do trio Pucci, Luigi e Mílton, além da carona marota do Raul, o maior anfitrião da capital federal. O ponto de encontro foi o QG da Zona Oeste e o GPS mostrava que levaria uma hora até chegar na casa do União Suzano e do ECUS. Levou um pouco mais passando por ruas e avenidas que nunca tinha pisado até hoje. Chegamos em cima da pinta, mas deu tudo certo. Diferente da bênção que tivemos em boa parte da primeira fase com temperaturas baixas, o calor chegou com tudo. A partida teve sol forte e temperatura altíssima durante os 90 minutos.

De 2014 vi o Coxa apenas na vitória contra o São Bento por 1 a 0 pela Copa São Paulo de 2020, porém assisti vários duelos ao longo dos tempos. Já o Vitória da Conquista tinha apenas uma solitária apresentação, uma derrota pela contagem mínima para o Paulista de Jundiaí, na edição 2017 da Copinha. Vale registrar que essa é a quinta participação deles na competição e foi a primeira vez que passaram de fase.


Coritiba FC (sub-20) - Curitiba/PR


ECPP Vitória da Conquista (sub-20) - Vitória da Conquista/BA


Wilson Adalberto Silva, Leandro Matos Feitosa, Alexandre Basilio Vasconcellos, Fernanda dos Santos Ignacio de Souza e os capitães dos times

Fiz aquele esquema tradicional de pegar as fotos oficiais e decidi que ia ficar na entrada do túnel da arbitragem, um dos únicos locais com sombra dentro de campo, Dali vi um jogo que não foi a oitava maravilha do mundo, apenas quebrou o galho. O Vitória não se encontrou e o Coritiba até criou, só que perdeu boas oportunidades de conseguir um resultado positivo de forma mais tranquila.

A etapa inicial foi até que razoável de lances criados. O Coxa chegou bem logo no começo com tiro de longe que o goleiro Artur quase bateu roupa. Ele se redimiu aos oito com grande defesa em tiro colocado. O único perigo baiano foi aos 21 em chute cruzado que tirou tinta da trave. Aos 28, Marcos Sátiro driblou o zagueiro, entrou na área e tocou no canto. 1 a 0 Coxa. Artur impediu o segundo aos 42 em nova intervenção em finalização de longe.

Eu confesso que estava com um pouco de sono ali na lateral e a coisa piorou nos últimos 45 minutos. Os times retornaram ao gramado sem muito o que mostrar e o jogo se arrastou. Não aconteceu nada digno de registro a não ser outro gol do Coritiba aos 37. Geovane recebeu na esquerda e cruzou nos pés de Eberth, que concluiu sem dificuldade.





Lances do primeiro tempo em Suzano





Não foi um jogo bom, mas quebrou o galho. Na última foto, a comemoração do segundo gol paranaense

O Coritiba 2-0 Vitória da Conquista colocou o Coxa na terceira fase da Copa São Paulo. Agora vão enfrentar o Grêmio Novorizontino em busca de uma vaga nas oitavas de final. Ao clube baiano, o 50º lugar na classificação geral na melhor participação da agremiação em todos os tempos. Não é um resultado de se jogar fora. Tem que ser comemorado.

Retornamos à capital com bons papos educativos sobre os problemas estruturais da sociedade lituano-escandinava. Sempre é bom falar com os amigos a respeito de assuntos tão edificantes. Também falamos sobre a programação de sexta-feira, que tinha o confronto mais legal da segunda fase para acompanharmos no bairro da Mooca.

Até lá!

Ficha Técnica: Coritiba 2-0 Vitória da Conquista

Local: Estádio Francisco Marques Figueira (Suzano); Árbitro: Wilson Adalberto Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Henrique Melo, Alec, Eberth, Lucas Ronier, Roni, Lucas; Cartão vermelho: Nadim Filho (AT do Vitória); Gols: Marcos Sátiro 28 do 1º, Eberth 38 do 2º.
Coritiba: Pedro Morisco; Diogo Batista, João Vítor, Leonardo Diniz e Alec (Nathan Oliveira); Henrique Melo (Geovane Meurer), Jean Gabriel (Felipe Guimarães), Pedro Arthur (Jorge Vinícius) e Lucas Ronier (Douglas); Marcos Sátiro (Eberth) e Ruan Assis. Técnico: Reginaldo Nascimento.
Vitória da Conquista: Artur; Daniel, Lucas (Meier), Matheus Silva e Gabriel (Davi); Roni, Messias (Rikelmy), Adson (Matheus dos Santos) e Pedro; Fernando e Pablo Ruan (Wellington). Técnico: Ageu Siqueira.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Portuguesa e Coritiba ficam no zero no Canindé

Fala, pessoal!

Após a vitória palmeirense no Pacaembu, o sábado reservou a minha 13ª ida ao Estádio Osvaldo Teixeira Duarte na atual edição do Campeonato Brasileiro, isso em 15 jogos realizados ali. Já não apresentando um futebol de encher os olhos, a Portuguesa recebeu o Coritiba buscando uma vitória para se afastar do Z4.

Um bom quórum de amigos se fez presente no Canindé para esse jogo. Além dos sempre presentes Paulo "Shrek" (e seus 100%), Jamil e Mílton, personalidades como o Cosme, Rei dos Brechós paulistanos, Nílton, campeão potiguar de futebol de botão, e Matheus Trunk, numa inesperada sessão off-alviverde, também bateram cartão.


Times perfilados no gramado do Canindé. Foto: Fernando Martinez.

Sem vencer há três jogos, a Portuguesa voltou a se aproximar perigosamente da zona de rebaixamento. Vencer o Coxa dentro do seu estádio era essencial para que o grupo dirigido por Guto Ferreira pudesse respirar um pouco mais. Grupo aliás que "sofre" nas mãos da diretoria lusitana.


Visão geral do Canindé para Portuguesa x Coritiba. Foto: Fernando Martinez.

A equipe paulistana também queria manter um longo tabu contra os paranaenses jogando como mandante. Em 11 jogos realizados até hoje pela primeirona nacional (e não contando as pelejas da Série B), a Portuguesa perdeu apenas uma vez, isso nos idos de 1976. Desde então, foram 10 jogos sem nenhuma derrota.


Escanteio para o Coxa no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Um bom público foi ao Canindé, mas a peleja não ficou à altura das expectativas. O futebol apresentado foi apenas burocrático durante a maior parte do tempo inicial. Diogo, voltando de contusão, foi o dono da jogada bisonha da noite ao perder um gol feito cara-a-cara com o arqueiro visitante.


Chance de gol para a Lusa no tempo final anulada por impedimento. Foto: Fernando Martinez.

No segundo tempo a peleja melhorou e aí surgiu o nome da partida. Vanderlei, goleiro do Coritiba, foi o responsável direto pelo 0x0. Ele fez defesas importantes e impediu que a Portuguesa pudesse abrir o marcador. Destaque negativo para o atacante Diogo, claramente fora de ritmo e responsável por mais uma jogada bisonha no tempo final.

No fim, o placar de Portuguesa 0-0 Coritiba deixou os paulistanos na 14ª posição com 40 pontos, quatro acima do Z4. O Coxa tem 41 e está uma colocação acima. Restando cinco jogos para cada equipe, os rubro-verdes precisam voltar logo a vencer caso não queiram amargar novo rebaixamento. Ainda faltam dois jogos na capital bandeirante, contra Atlético/MG e Grêmio, e se tudo der certo, estarei presente em ambos.

Até a próxima!

Fernando

quinta-feira, 22 de março de 2012

JP no Paraná (2 de 2): A "estreia" no Couto Pereira (com time novo)

Fala, pessoal! 

A segunda peleja da minha rodada dupla no Campeonato Paranaense 2012 foi num estádio o qual sempre quis visitar desde que comecei a acompanhar futebol ainda na minha infância. Após sair do Eco-estádio, segui de táxi para o Alto da Glória para conferir in loco o meu 1964º jogo, o duelo entre Coritiba e Paranavaí pela 4ª rodada do segundo turno do certame no genial Estádio Major Antônio Couto Pereira, casa do Coxa Branca. 

 

Fachada do Estádio Major Antônio Couto Pereira, em Curitiba. Foto: Fernando Martinez. 

Só que apesar dessa partida estar na minha, digamos, "lista de desejos", levei um susto quando descobri o valor do ingresso. A diretoria da equipe curitibana estipulou o módico valor de 95 reais (!) para uma simples entrada no setor das arquibancadas. Como ainda tenho uma boa noção da realidade e não curto loucuras sem nexo, logo desisti da empreitada. 

Mas durante a minha estadia no Rio, o Álvaro, torcedor da Portuguesa e do Nacional e que sempre visita nossas páginas, fez um meio-campo para que eu conhecesse o Rafael, ferrenho torcedor do Coxa. Ele conseguiu me descolar uma entrada de "sócio" com custo zero para a minha pessoa. Registro um obrigado especial aos dois, pois me deram a chance de ouro de matar um time novo (o Paranavaí) e incluir na minha lista de estádios o Gigante de Concreto Armado, estádio inaugurado há 80 anos. 

Sem trânsito, cheguei no local ainda com meia hora para o pontapé inicial da peleja e logo encontrei o Rafael. Fomos então no anel superior da arquibancada. A visão dali é simplesmente espetacular e deixa a gente com ampla visão de todo o Couto Pereira. Dali, acompanhei a entrada em campo dos dois times e a execução do hino do estado e do Hino Nacional Brasileiro. 

 

Times perfilados antes do início da peleja. Foto: Fernando Martinez. 

Mas as duas equipes vivem momentos opostos na disputa do estadual. Enquanto o Coritiba foi campeão invicto em 2011 e vem com uma impressionante sequência de 48 jogos sem derrotas pelo certame - o último revés foi em 21 de fevereiro de 2010, quando perdeu de 1x0 para o Paraná - o Paranavaí, campeão do estado em 2007, vem fazendo uma fraquíssima campanha e luta para não ser rebaixado. 

 

Ataque local no primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez. 

A diferença técnica e histórica dos times porém não entrou em campo quando o árbitro começou a peleja. O primeiro tempo foi bastante truncado, e a rigor o Coxa teve apenas uma chance de gol, quando no mesmo lance a pelota bateu duas vezes na trave. O Paranavaí soube se segurar bem na defesa e levou o jogo no 0x0 para o intervalo. 

 

Visão geral do Couto Pereira com pouco mais de 10 mil torcedores para o jogo contra o Paranavaí. Foto: Fernando Martinez. 

O intervalo chegou junto com uma friaca típica da capital do Paraná. Depois de sofrer com temperaturas que beiraram os 40 graus no Rio de Janeiro durante a semana anterior, a noite de 13 graus com muito vento gelado me deixou gripado e com a garganta destruída. Independente disso, antes esse delicioso friozinho do que o calor, sempre. 

 

Zaga do time vermelho tirando a bola de perto da área. Foto: Fernando Martinez. 

Congelando na fria arquibancada do Couto Pereira, acompanhei um segundo tempo que começou provocando arrepios - e não de frio - de toda a torcida do Coxa. Logo aos 5 minutos, Doriva avançou pela esquerda e chutou forte. A bola passou por toda a zaga do Coritiba e foi morrer no canto esquerdo do goleiro Vanderlei. Boa parte dos torcedores começou a se irritar com o que acontecia no gramado, muitos reclamando que a equipe ainda não encontrou o rumo em 2012 depois do belo ano de 2011. 

 

Ataque do Coxa na blitz da equipe na segunda etapa. Foto: Fernando Martinez. 

Com a vantagem no marcador, o Paranavaí passou a fazer muita cera e a todo momento algum atleta aparecia caído no gramado. Só que a tática criada para esfriar o Coxa não funcionou, pois Anderson Aquino deixou tudo igual aos 12 minutos. A blitz do onze local era intensa, e o segundo gol era questão de tempo. Aos 25 então aconteceu a virada. O angolano Geraldo fez belíssima jogada pela esquerda e tocou de forma precisa para Lincoln encher o pé e fazer o dele. Foi o gol mais bonito da noite. 

 

Escanteio para os donos da casa durante o tempo final. Foto: Fernando Martinez. 

 

Momento do terceiro gol do Coritiba, marcado por Emerson. Foto: Fernando Martinez. 

A virada era o que faltava para que a equipe visitante se desestabilizasse de vez no campo. O Coxa foi superior durante todo o tempo restante e consolidou a vitória aos 35 com um gol de Emerson. Final de jogo: Coritiba 3-1 Paranavaí. A vitória deixou o Verdão com 12 pontos após 4 jogos disputados no segundo turno do paranaense, mas perdendo a liderança para o Londrina por ter um saldo menor de gols. Já a equipe vermelha estaciona nos 3 pontos e tem apenas 8 na classificação geral. É candidata séria ao rebaixamento. 

Após o apito final saí do Couto Pereira feliz por ter conseguido encaixar essa genial rodada dupla na atribulada agenda do mês de março. Apesar da semana corrida com o trabalho, o astral foi outro em virtude de ter conseguido mais dois times e dois estádios para a Lista. Na minha próxima parada também vou tentar fazer algo diferente. 

Até lá! 

Fernando

sábado, 21 de janeiro de 2012

Coxa na semi da Copinha depois de oito anos

Fala, pessoal!

Na tarde da última sexta-feira estive no Estádio Nicolau Alayon para cobrir o duelo das quartas de final entre Coritiba e Vitória, que foi também a despedida da 43ª Copa São Paulo de Futebol Júnior na casa nacionalina. Tudo bem que foi uma despedida um tanto quanto sem sentido, já que poderíamos ter uma semi-final realizada ali sem problemas. Mas com a cidade de São Carlos bem prestigiada nos dias atuais, só restaram lamentações para a capital bandeirante.

Mesmo sendo um dia útil, cheguei sem problemas na Barra Funda. O problema mesmo foi que um verdadeiro dilúvio estava prestes a desabar na região. Mesmo com todo mundo rezando para que a tempestade chegasse pelo menos depois do apito inicial, ela veio forte cerca de 20 minutos antes do jogo. Não teria a menor condição de fazer as fotos posadas debaixo de tanta água, mas de forma milagrosa a chuva parou logo após a execução do Hino Nacional. Ufa!


Coritiba FC (sub-18) - Curitiba/PR. Foto: Fernando Martinez.


Vitória FC (sub-18) - Salvador/BA. Foto: Fernando Martinez.


Trio de arbitragem da peleja, com a presença do amigo Daniel Luís Marques, e capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Depois de vencer os três primeiros jogos da fase inicial no Grupo V, o Coritiba venceu Mirassol e Internacional/RS (nos pênaltis) para garantir sua vaga nas quartas de final da Copinha. Já o Vitória se classificou na segunda posição do Grupo J com dois resultados positivos e uma derrota. Na segunda fase eliminou o Botafogo/RJ nos pênaltis e nas oitavas massacrou o Rondonópolis. Pelas campanhas, tudo levava a crer que o Coxa era favorito.


Chegada do Vitória pela esquerda. Foto: Fernando Martinez.


Árbitro distribuindo cartão amarelo para o camisa 10 baiano. Foto: Fernando Martinez.

Durante o tempo inicial a sequência de lances mostrou realmente que o Coritiba tem um melhor time. Mesmo assim, encontrou dificuldades contra o motivado time baiano. O campo estava encharcado, e nenhum jogador tentou surpreender o arqueiro adversário com chutes de longe. Com isso, o jogo ficou bastante concentrado na intermediária e os primeiros 45 minutos se foram com o placar em branco.


Outra chegada do Leão pela esquerda durante o primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo fui me abastecer com uma sempre bem vinda Coca-Cola na lanchonete local e conversei bastante com os amigos presentes lá: Seu Natal, Sérgio, Rodrigo Colluci, Álvaro e o Shrek. Todos torcendo para que o sempre incômodo 0x0 fosse embora no tempo final.


Bola alçada na área paranaense no segundo tempo. Foto: Fernando Martinez.


Chance perigosa do Vitória. Foto: Fernando Martinez.

Com mais vontade, o Coxa começou o segundo tempo mais incisivo e bem focado na busca do gol. Ele acabou vindo num lance extremamente infeliz da zaga baiana aos 8 minutos. Depois de uma bola fraca cruzada pela direita, dois zagueiros do Vitória furaram na pequena área de forma bisonha, e ela sobrou livre para Gustavo chutar e colocar o Coritiba em vantagem no marcador.


Atletas apostando corrida no setor defensivo do Coxa. Foto: Fernando Martinez.

A partir daí o jogo melhorou muito. O Leão se mandou para o ataque pata tentar o empate, enquanto o Coxa ficou com o contra-ataque à sua disposição, levando enorme perigo à meta baiana. Embora o Vitória tenha entrado várias vezes na área adversária, as chances de gol não foram tão agudas.


Mais uma tentativa rubro-negra pela direita. Foto: Fernando Martinez.

A peleja seguia num perigoso 1x0 para o onze curitibano quando, aos 39 minutos, Dener se livrou de um zagueiro pela direita e chutou cruzado para marcar o segundo. Essa foi a pá de cal nas pretensões do Vitória na partida e a sacramentação da classificação do Coritiba.


Falta marcada para o onze baiano. Foto: Fernando Martinez.

Final de jogo: Coritiba 2-0 Vitória. Essa vitória colocou o Coxa entre os quatro melhores da Copa São Paulo depois de oito anos (a equipe perdeu a semi-final de 2004 nos pênaltis para o Corinthians). O adversário da semi será o Fluminense no domingo cedo na prestigiadíssima cidade de São Carlos. O vencedor pega o Corinthians na decisão da próxima quarta-feira. O time do Parque São Jorge simplesmente aniquilou o Atlético/PR por 6x0 na semi desse sábado.

Até a próxima!

Fernando

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Coritiba passa pelo Mirassol e segue na Copinha

Olá,

Seguindo com a super-cobertura pelo JOGOS PERDIDOS da 43ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, no último domingo, debaixo de muita chuva, voltei a pegar a estrada e segui até a bucólica cidade de Louveira, indo até o Estádio Vice-Prefeito José Silveira Nunes, palco da realização da partida Coritiba F.C. x Mirassol F.C., válida pela segunda fase da competição.

Esse duelo reuniu um Campeão de grupo da primeira fase, o Coritiba, que conseguiu 100% de aproveitamento (9 pontos) no Grupo V, cuja sede foi em Taboão da Serra, contra uma equipe que conseguiu avançar de fase, obtendo 6 pontos no Grupo A, disputado em São José do Rio Preto. Essa campanha rendeu ao time paulista, a 6ª melhor posição entre os oito melhores segundos colocados. Pelas campanhas e tradição, o Coritiba era o favorito natural a conseguir a classificação à próxima fase.

Apesar da chuva, cheguei ao meu destino com muita tranquilidade e com tempo para conhecer um pouco da cidade e do estádio, uma vez que foi a minha primeira visita a Louveira. Depois dos "passeios", fiquei à beira do gramado, aguardando as presenças dos artistas do espetáculo, com o objetivo de fazer as fotos oficiais, as quais estão apresentadas abaixo:


Coritiba F.C. (sub-18) - Curitiba/PR. Foto: Orlando Lacanna.


Mirassol F.C. (sub-18) - Mirassol/SP. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem liderado por Guilherme Lino Porfírio e seus assistentes Fabrício Porfírio de Moura e Augusto Faria Calabio, além do 4º árbitro Saulo Samuel Muniz Félix, ao lado dos capitães. Foto: Orlando Lacanna.

A partida foi iniciada num ritmo alucinante, com o Coritiba criando a primeira oportunidade real de gol, logo aos 2 minutos, quando o meia José Rafael, invadiu pela direita e mandou um tiro cruzado, magistralmente defendida pelo goleiro Guilherme. A resposta do Mirassol foi imediata, aos 3 minutos, numa cabeçada fulminante do zagueiro Jean, que aproveitou uma cobrança de escanteio pela esquerda, inaugurando o placar a favor dos paulistas.


Bola indo para o fundo da meta paranaense, no primeiro gol do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

Após o gol de abertura, o Mirassol assumiu uma postura super defensiva, permitindo ao Coritiba ir frequentemente ao campo de ataque e assumir o controle das ações. O resultado da "blitz" paranaense foi uma sequência de ataques, com os zagueiros e o goleiro adversários se virando para afastar o perigo que rondava a meta paulista a todo momento.


Zaga paulista cercando atacante do Coritiba. Foto: Orlando Lacanna.


Mais uma vez a zaga do Mirassol tirando o perigo da sua área. Foto: Orlando Lacanna.

O tempo ía passando e a sensação de todos era que o gol curitibano aconteceria a qualquer momento e, não deu outra, pois, na marca dos 24 minutos, o bom camisa 11 Alex, recebeu uma bola ajeitada de cabeça por José Rafael e, de voleio, mandou a pelota para o fundo da rede do Mirassol, decretando o empate mais do que merecido.


Alex preparando voleio que resultou no gol de empate do Coritiba. Foto: Orlando Lacanna.

O gol de empate acendeu ainda mais o time do Coritiba, que não dava trégua aos defensores do time amarelo, tendo chegado ao gol da virada, aos 36 minutos, num outro gol anotado pelo camisa 11 Alex, aproveitando rebote do goleiro Guilherme, que não conseguiu segurar um tirambaço desferido da esquerda. Dois minutos depois, o camisa 8 Thiago Primão anotou o terceiro gol paranaense, em outra jogada pelo lado esquerdo do ataque, culminando num chute certeiro e cruzado que morreu no balaio paulista.


Momento exato do segundo gol do Coritiba, também marcado por Alex. Foto: Orlando Lacanna.

Apesar dos esforços da garotada paulista, a superioridade do Coritiba era flagrante, não só no placar, como também no comando das ações. Nos últimos minutos, o domínio curitibano permaneceu, mas o placar não foi mexido e, com isso, os primeiros 45 minutos foram encerrados com a vantagem do Coritiba por 3 x 1. Ficava a expectativa se o time paulista teria forças para tentar igualar as ações.

Na início da segunda etapa, o panorama não se modificou, ou seja, o Coritiba atacava muito mais e o Mirassol o fazia eventualmente. Ficava a impressão que o time do Paraná se sentia dono absoluto do jogo e isso poderia ser perigoso, uma vez que o Mirassol poderia encaixar um ataque e diminuir a diferença. O segundo gol mirassolense esteve perto de acontecer, aos 8 minutos, quando o rápido camisa 20 Renanzinho escapou pela esquerda e mandou um chute rasteiro, exigindo boa intervenção do goleiro Victor Brasil, que desviou para escanteio. O Coritiba atacava com frequência, mas não convertia as chances em gol, como aconteceu aos 10 minutos, numa cabeçada do camisa 3 Willian Rodrigues que passou muito perto, tirando tinta do poste direito.

Na base da raça, o Mirassol ía pra cima, visando conseguir o seu segundo gol e voltar para o jogo. Na marca dos 16 minutos, o camisa 21 Patrick marcou o segundo gol dos paulistas, em outra cabeçada após a cobrança de outro escanteio, assim como havia acontecido quando do primeiro gol. Ficavam evidentes as dificuldades do setor defensivo do "Coxa" nas bolas aéreas cruzadas para a sua área.


Segundo gol do Mirassol anotado por Patrick, também de cabeça, após cobrança de outro escanteio. Foto: Orlando Lacanna.

Ao sofrer o segundo gol, o Coritiba tratou de acelerar novamente o ritmo, uma vez que o Mirassol poderia passar a gostar do jogo e complicar a vida do tima paranaense, que estava tranquilo na partida. Não demorou muito e, aos 21 minutos, o 'Coxa" voltou a balançar a rede, através do camisa 21 Gustavo, que não teve trabalho de desviar uma bola recebida da esquerda, livre de marcação. Esse gol, esfriou qualquer tentativa de reação do Mirassol.


Cobrança de falta pelo alto que resultou em mais um lance perigoso para a defesa do Mirassol. Foto: Orlando Lacanna.

Nos últimos 20 minutos, o Coritiba ficou esperto e conseguiu manter o controle das ações, muito embora, continuasse a desperdiçar diversas chances criadas, pois a defesa do Mirassol não conseguia segurar os rápidos atacantes paranaenses, que pecavam na hora da finalização.

Jogo encerrado com o resultado final de Coritiba 4 - 2 Mirassol, que deu direito ao time do Paraná prosseguir na competição, enfrentando nas oitavas de final, o bom time do Internacional de Porto Alegre, que sobrou na vitória de 3 x 0 contra o Grêmio Barueri. Será um belo jogo envolvendo dois times tradicionais do futebol brasileiro. Com relação ao Mirassol, valeu pela boa campanha na primeira fase, tendo conseguido passar de fase pela primeira vez.

Tão logo o jogo foi encerrado, iniciei viagem de volta para São Paulo, enfrentando uma chuva torrencial durante boa parte do trajeto, que acabou aumentando a minha permanência na estrada, pois demorei quase o dobro do tempo para chegar em casa. No fim deu tudo certo. Foi isso.

Abraços,

Orlando

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

CFZ Brasília nas quartas-de-final da Copinha

Olá,

Retomando a cobertura da 41ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, no último sábado à tarde, voltei a viajar para o interior de São Paulo, agora indo até a moderna cidade de Paulínia, com o objetivo de acompanhar no Estádio Luiz Perissinoto, o duelo entre o tradicional Coritiba F.C. e o estreante CFZ de Brasília S.E.L., confronto esse que valeu pelas oitavas-de-final da competição.

Apesar de alguns pontos de congestionamento na Rodovia dos Bandeirantes, fiz uma viagem sossegada, em companhia do meu colega do JP, Fernando Martinez, que não perderia esse jogo por nada, pois era uma oportunidade imperdível de aumentar a sua famosa Lista, incluindo o 507º time, no caso o CFZ. Quem também deu as caras por lá, foi o Sr. Natal com o seu amigo inseparável Alemão, que iam para Jaguariúna, porém, no meio do caminho mudaram de ideia e acabaram indo até Paulínia.

Bem, voltando ao jogo, logo que chegamos, fizemos nosso credenciamento e nos postamos à beira do gramado para aguardar a entrada dos times e dos árbitros para fazermos as tradicionais fotos oficiais da partida, as quais apresento abaixo:


Coritiba F.C. (Sub-18) - Curitiba/PR. Foto: Orlando Lacanna.


CFZ de Brasília S.E.L. (Sub-18) - Brasília/DF. Foto: Orlando Lacanna.


Quarteto de arbitragem ao lado dos capitães das equipes. Foto: Orlando Lacanna.

Apito inicial e, nos primeiros minutos, o que se viu foi as duas equipes se estudando, com os paranaenses tentando sair mais para o jogo. A equipe de Brasília começou jogando um pouco mais atrás, porém quando recuperava a posse de bola, saia em velocidade, levando perigo ao setor defensivo do "Coxa", como aconteceu aos 8 minutos, num chute desferido por Élvis da entrada da área que levou perigo. Dois minutos após, foi a vez do avante Marcos Fernando assustar o goleiro Cleiton do Coritiba, ao desviar de cabeça uma bola que se chocou contra o poste esquerdo.


Atletas levitando na disputa de bola. Foto: Orlando Lacanna.

O Coritiba mantinha a posse de bola por mais tempo, mas quem inaugurou o placar foi o CFZ, na marca dos 14 minutos, através de Marcos Fernando que aproveitou rebote do goleiro, após uma cobrança de falta. Apenas cinco minutos depois, o CFZ aumentou o placar por intermédio do lateral Tarcísio, que invadiu pela direita e soltou um foguete que foi morrer no canto direito da meta curitibana.


Momento exato do arremate de Tarcísio no segundo gol do CFZ. Foto: Orlando Lacanna.

Em desvantagem no marcador, o Coritiba não teve escolha e saiu com tudo para o ataque, mas o fazia de maneira improdutiva, pois insistia no chamado "chuveirinho", que não resultava em nada. Apenas aos 30 minutos, o Coritiba criou uma boa jogada pela direita, nos pés de Eduardo, culminando numa boa defesa do goleiro brasiliense Léo. A resposta veio um minuto depois, com o goleiro Cleiton salvando aquele que seria o terceiro gol do CFZ, numa ótima jogada do craque do time, Carlyle.

A primeira etapa já se aproximava do final, quando aos 39 minutos, o Coritiba conseguiu diminuir a diferença, através de um gol anotado por Dudu em cobrança de falta, com a bola entrando rente ao poste esquerdo.


Bola estufando a rede do CFZ no gol curitibano. Foto: Orlando Lacanna.

Antes do encerramento do primeiro tempo, ainda houve tempo para o CFZ quase marcar o seu terceiro gol, aos 42 minutos, após outro rebote do goleiro Cleiton, que não conseguiu segurar uma cobrança de falta de Carlyle, resultando num bate-rebate no interior da área, com os zagueiros tendo que se redobrar para afastar o perigo e, com isso, a vantagem de 2 a 1 a favor do time de Brasília permaneceu até a chegada do intervalo.

Durante o período de descanso, observei que se aproximava uma forte chuva e, como não estava a fim de me molhar, deixei o gramado e subi para as cabines de imprensa, de onde acompanhei a segunda etapa. Antes de chegar no meu novo local, fiz uma boquinha ao aproveitar uma mesa farta com salgados, doces e sucos gentilmente oferecida pela organização ao pessoal da imprensa.

A bola voltou a rolar e, logo aos 4 minutos, o Coritiba desperdiçou uma chance incrível de chegar ao empate, numa jogada em que Dudu tocou para fora uma bola recebida com afeto da direita.


Chance de ouro perdida por Dudu no início do segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

A perda da oportunidade não desanimou o Coritiba que continuou atacando, buscando o gol de empate, tendo praticamente a posse de bola o tempo todo, tanto que, o seu goleiro Cleiton só tomou chuva nos primeiros quinze minutos. Na altura dos 19 minutos, o goleiro curitibano foi infeliz ao fazer uma reposição de bola, mandando-a em direção a um adversário que dominou e serviu Carlyle que, invadiu pela esquerda e mandou a pelota para o fundo da meta do Coritiba, anotando o terceiro gol candango.


Carlyle se preparando para marcar o terceiro gol do CFZ. Foto: Orlando Lacanna.

A marcação do terceiro gol derrubou o time paranaense que acusou o golpe, mas mesmo assim, continuou insistindo nas jogadas ofensivas, porém sem objetividade. A partida foi seguindo com o Coritiba tentando chegar à meta do CFZ que, por sua vez, procurava tocar mais a bola e fazer o tempo passar.


Jogada de ataque do Coritiba no segundo tempo. Foto: Orlando Lacanna.

O jogo entrou num ritmo que indicava que mais nada de importante aconteceria, quando aos 35 minutos, o CFZ chegou ao seu quarto gol, marcado por Marcos Fernando, aproveitando outro rebote do goleiro do time do Paraná.

Nos últimos dez minutos, nada se modificou e, dessa maneira, a partida foi encerrada com o placar indicando Coritiba 1 - 4 CFZ Brasília que classificou o time da Capital Federal para as quartas-de-final, quando enfrentará o time gaúcho do Juventude que eliminou o Corinthians jogando, no sábado à noite em Araraquara. Gostei muito do time candango que mostrou muita consciência e velocidade ao longo da partida e, além disso, tem um destaque especial que é o meia Carlyle que tem tudo para seguir na carreira com brilhantismo.

Fim de partida e início do retorno para São Paulo, debaixo de chuva na maior parte do trajeto, parando numa lanchonete temática localizada na rodovia. Foi isso.

Abraços,

Orlando