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domingo, 31 de março de 2024

Grande vitória do Corinthians 100% no Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foram quase duas semanas longe dos gramados por conta de uma gripe fortíssima, a segunda do ano, que me tirou de campo por um período maior do que eu esperava. Na Sexta-feira Santa eu retornei com a minha primeira cobertura no Campeonato Brasileiro Feminino em 2024. O líder Corinthians recebeu o Internacional na Neo Química Arena e lá estava eu retomando o meu lugar.

Galho real foi a partida começar às 21h30 por conta da TV. A mesma rede que tem comentaristas que adoram "colocar o dedo na ferida", entre aspas, e reclamam de situações lamentáveis no futebol feminino, mas só até a página 2. Passou disso não tocam em assuntos até mais importantes. Quem acompanha de verdade a categoria sabe que apoiar as mulheres passa bem além de apenas transmissões na TV a cabo e uma ou outra na TV aberta.

Passei o feriado de boa e não teve problema chegar em Itaquera. Condução rápida, sem tanta gente, uma maravilha se compararmos com uma sexta-feira normal. Eu saí de casa sem nem saber o motivo real de estar fazendo isso. Porém, quando cheguei lá lembrei: é sempre muito legal estar ali dentro de campo pois sempre será o local que assisti meu primeiro jogo de Copa do Mundo.


SC Corinthians P (feminino) - São Paulo/SP


SC Internacional (feminino) - Porto Alegre/RS


As capitãs alvinegra e colorada junto com a árbitra Francielly Fernanda Lima de Castro (MG), as assistentes paulistas Fabrini Bevilaqua Costa e Juliana Vicentin Esteves e o quarto árbitro, também paulista, Lucas Canetto Bellote

O Corinthians mudou sua comissão técnica em 2024 e também perdeu sua diretora. Será uma missão dura manter a hegemonia que já dura alguns anos. Apesar de todas e importantes alterações no comando, a equipe foi campeã da Supercopa Feminina e ganhou os três compromissos iniciais no nacional. O Inter começou mal o certame e tinha apenas dois pontos sem nenhum triunfo.

Quando a bola rolou, o Corinthians mostrou quem manda jogando na Arena. Sem nunca ter perdido lá, não foi dessa vez que o tabu foi quebrado. Sim, é verdade que o time de Lucas Piccinato não foi a oitava maravilha do mundo, só que o domínio foi grande de qualquer jeito. Aos 10 minutos Yasmim acertou na trave uma belíssima cobrança de falta e essa foi a melhor chance em bastante tempo.

Somente aos 38 que o marcador foi inaugurado, meio sem querer. Em cruzamento da direita, a zaga desviou, a goleira pegou no susto e Duda Sampaio completou a sobra. Foi com o 1 a 0 que o intervalo chegou e eu segui no mesmo lado, agora de olho nas atacantes coloradas. Como precisava ir embora correndo, era o melhor lugar para ficar. Vi as maiores oportunidades de gol de longe.

O Corinthians retornou melhor e chegou perto de ampliar a vantagem em vários momentos. Gabi Portilho, Jheniffer e duas vezes Duda Sampaio foram as donas das chances. O Inter teve Isa Haas com conclusão boa aos 27 e só. Aos 33 Vic Albuquerque acertou o travessão. Aos 38 Yasmim cobrou falta com perfeição e finalmente anotou outro tento alvinegro. Antes do último trilar do apito Vic Albuquerque fechou o resultado de cabeça.







Foi um primeiro tempo animado, mas as redes balançaram apenas uma vez





No tempo final o Corinthians chegou à quarta vitória no Brasileirão Feminino 2024

O Corinthians 3-0 Internacional foi a quarta vitória mosqueteira em quatro jogos. O primeiro lugar, agora com 12 pontos, tem São Paulo, Ferroviária e Red Bull Bragantino na cola com oito. As Gurias Coloradas caíram uma posição e estão em 14º. A primeira fase vai até o fim de junho.

Voltei ao QG da Zona Oeste na correria pois não podia vacilar, caso contrário perderia o trem da Linha Amarela do metrô. Deu tudo certo, peguei a condução às 23h56, quatro minutos antes do término do horário comercial e cheguei rapidinho. No sábado teve mais futebol com uma belíssima rodada tripla.

Até lá!

Ficha Técnica: Corinthians 3-0 Internacional

Local: Neo Química Arena (São Paulo); Árbitra: Francielly Fernanda de Castro/MG; Público: 11.830 pagantes; Renda: R$ 246.769,50; Cartões amarelos: Ju Ferreira, Letícia Santos, Mariza, David da Silva, Belén Aquino, Bruna Benites, Capelinha e Carla; Gols: Duda Sampaio 38 do 1º, Yasmim 39 e Vic Albuquerque 50 do 2º.
Corinthians: Kemelli; Isabela (Letícia Santos), Mariza, Tarciane e Yasmim; Ju Ferreira (Yaya), Duda Sampaio e Vic Albuquerque; Gabi Portilho (Eudimilla), Millene (Jheniffer) e Jaqueline (Thamires). Técnico: Lucas Piccinato.
Internacional: Mari Ribeiro; Carla, Bruna Benites e Isa Haas; Capelinha (Yenny Acuña), Marzia (Giulia Giovanna), Tamara, Katrine (Thaíni) e Letícia Monteiro (Pati Llanos); Belén Aquino (Soll) e Priscila. Técnico: David da Silva.

sábado, 14 de janeiro de 2023

Em grande jogo, Inter goleia o Aster e se garante entre os 32

Texto e fotos: Fernando Martinez


Estava bastante cansado depois da sessão vespertina de sexta-feira na Copa São Paulo de Futebol Júnior e quase desisti da rodada noturna. Quase. Na última hora eu arranjei forças das profundezas da minha alma e segui até a Arena Barueri, mesmo com previsão de muita chuva, acompanhar um joguinho legal entre o Internacional e o Aster Brasil do Espírito Santo.

Já tinha visto o Aster Brasil em 2022 na derrota por 2 a 0 contra o São Bernardo no ABC, mas assistir novamente nunca é demais. O escrete capixaba, atual campeão estadual sub-20 da categoria, ficou em segundo lugar no Grupo 23 somando seis pontos, atrás apenas do Ska Brasil. Já o Inter terminou a disputa do Grupo 24 como líder no saldo de gols, à frente do Oeste.


SC Internacional (sub-20) - Porto Alegre/RS


Aster Brasil FC (sub-20) - Vitória/ES


Os capitães dos times posando para as lentes do JP junto com o árbitro Leonel Marcos Fialho da Silva, os assistentes Amanda Pinto Matias e Ricardo Pavanelli Lanutto e o quarto árbitro Leonardo de Jesus Sampaio

Estive nessa com a dupla Mílton e Pucci, que no já famoso esquema VIP, tomaram o caminho dos camarotes e lá ficaram longe da muvuca. Eu me credenciei e peguei o caminho do gramado. Felizmente na hora em que as equipes entraram em campo, não choveu como na quarta-feira. Fiz as imagens sem problema e então resolvi, claro, ficar próximo do ataque colorado.

Diferente do modorrento jogo da tarde, o Inter x Aster Brasil foi animadíssimo e muito bom de acompanhar. A superioridade gaúcha foi incontestável desde os primeiros movimentos e logo aos oito minutos Vinícius Souza abriu o placar em golaço de fora da área. A bola fez uma curva incrível e o goleiro Lucas não teve chance de defesa. Aos 27 Tortello ampliou a vantagem alvirrubra em outro belíssimo gol. Ele recebeu dentro da área, tirou do zagueiro com um drible de corpo e mandou no ângulo de Lucas.

No intervalo subi para conversar com os amigos pois a chuva resolveu aparecer com força. Lá encontrei o sumido Caio e o gloriosíssimo Jurandyr, agora morando novamente na capital após uma década longe. Rever o glorioso JR (ex-Jandir) agora dez anos mais velho e contando as mesmas lorotas de sempre foi uma verdadeira volta ao passado. Ele sem dúvida fez muita falta nesse período. Foi bem legal acompanhar a segunda etapa ao lado do velho amigo, o único simpatizante do São Paulo e do Palmeiras ao mesmo tempo em território nacional.



Lucas voou, mas não conseguiu evitar o golaço de Vinícius Souza, o primeiro da noite




O primeiro tempo foi todo do Inter, que não deu chances ao Aster Brasil




Detalhe do segundo gol colorado, marcado por Tortello. Mais um belo gol em Barueri

Lá do alto acompanhamos então os 45 minutos finais de um jogo que conseguiu a proeza de ficar melhor. Muito por conta da atuação do Aster Brasil, que resolveu colocar as manguinhas de fora e passou também a se aventurar no campo de ataque. A primeira oportunidade foi capixaba aos três minutos e Galo desperdiçou. Quem acabou marcando de novo foi o Inter. Aos 10, Tortello cobrou falta e fez o terceiro.

Dieguinho, do Aster, quase diminuiu aos 29 em grande jogada individual e finalização que passou perto da trave esquerda. No lance seguinte Lucas defendeu chute rasteiro de Ricardo Matias. Aos 37 o árbitro marcou pênalti a favor dos capixabas e Dieguinho fez 3 a 1. Animadíssimo, o confronto ainda viu o Inter fazer o quarto aos 43 com Ryan aproveitando vacilo do goleiro do Espírito Santo e, aos 46, o glorioso Acácio, fez o segundo do Aster.




No segundo tempo, muita chuva e quatro gols, um deles de Dieguinho, do Aster, de pênalti


Placar final do animadíssimo jogo que garantiu o Inter na terceira fase da Copinha

A partida super animada na Arena Barueri ficou em Internacional 4-2 Aster Brasil e a classificação colorada para a terceira fase principalmente após o grande primeiro tempo. O adversário agora será o bom time do Ska Brasil, que eliminou o Oeste com triunfo por 1 a 0. Os capixabas, que estrearam com a 75ª colocação em 2022, agora foram 49º e deixaram boa impressão.

Quando o apito trilou pela última vez na noite caía um dilúvio monstro em Barueri. Por sorte contamos com uma providencial carona do monstro Jurandyr, e a adição do inenarrável Colucci ao grupo, e ele nos trouxe até a capital, não sem antes resolver fugir do pedágio da Castello Branco emendando um caminho sem GPS (ele é old school e não usa tecnologia, como um verdadeiro amish) que passou por bocadas de Carapicuíba e Osasco. Melhor forma de relembrarmos os velhos tempos.

No sábado - ufa - vai rolar um merecido descanso antes de retomar a cobertura da Copinha no domingo, já na terceira fase, provavelmente com um duelo de Norte x Nordeste no Nicolau Alayon.

Até a próxima!


Ficha Técnica: Internacional 4-2 Aster Brasil

Local: Arena Barueri (Barueri); Árbitro: Leonel Marcos Fialho da Silva; Público e Renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Tortello, Capiva; Gols: Vinícius Souza 8 e Tortello 27 do 1º, Tortello 11, Dieguinho (pênalti) 38, Ryan 43 e Acássio 46 do 2º.
Internacional: João Vítor; Allan Aniz, Samuel, Bastian e Rangel; Moretti (Lukayan), Lipe (Ryan), Tortello (Enzo) e Matteo (Jhonatan Kauan); Vinícius Souza (Ricardo Mathias) e Fellipe Resende (Gabriel). Técnico: João Miguel.
Aster Brasil: Lucas; Luiz Felipe (Mandelli), Breno, Lucas Reis (Marcão) e Jean; Marquinhos, Fred (Flavinho), Capiva (Davi) e Dieguinho; Gustavinho (Acássio) e Lucas Moreira (Galo). Técnico: Cleiton Marcelino.

segunda-feira, 2 de maio de 2022

Inter quebra a invencibilidade palmeirense no Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Foi complicado sair de casa com tanta preguiça, mas de última hora emplaquei uma rodada dupla no último sábado. Abrindo os trabalhos, duelo entre Palmeiras e Internacional, primeiro e terceiro colocados do Campeonato Brasileiro Feminino, no Estádio Oswaldo Teixeira Duarte. Fiquei nas cabines, pois tomar chuva logo de manhã não estava nos planos.

Por ser um jogo que colocou frente a frente dois times com ótimas campanhas, eu esperava bem mais do que se viu nos 90 minutos. O frio Canindé viu uma apresentação bem abaixo da média de alviverdes e coloradas, e a (pouca) torcida que foi ao estádio não curtiu muito o que viu.





Todas as fotos oficiais de longe, já que eu não estava na pegada de tomar chuva. Fiquei confortavelmente instalado em uma cabine do Canindé

A presença de Bia Zaneratto, a melhor atacante do torneio, não fez com o que o setor ofensivo palmeirense funcionasse bem. Na etapa inicial, apenas uma chance digna de registro, em chute de Julia Bianchi e boa defesa de Gabi Barbieri. Aos 36, a melhor oportunidade do Inter com Milene e bola pela linha de fundo. No intervalo, um 0x0 bem sem graça.

Aos dois do tempo final Duda Santos quase abriu o placar a favor das locais. Três minutos depois, quem saiu na frente foi o escrete gaúcho. A goleira Jully saiu jogando com Samia e ela perdeu o domínio para Millene. A camisa 14 do Inter viu o gol aberto e mandou por cobertura, de longe. Uma pintura que salvou a manhã na casa rubro-verde.

O Palmeiras sentiu e o Inter teve dois momentos razoáveis na sequência. Aos 26, bela jogada individual de Bia Zaneratto. Ela driblou duas zagueiras e finalizou de esquerda. Gabi Barbieri voou bonito e impediu o tento alviverde. No minuto seguinte outra grande intervenção da arqueira do Inter em tiro de Byanca Brasil. A pelota ainda bateu na trave.




Momentos do primeiro tempo de Palmeiras x Inter


A comemoração pelo golaço das gurias coloradas



O jogo marcou a primeira derrota alviverde no Brasileiro Feminino

Os times trocaram passes até o fim e, quando o árbitro apitou pela última vez, a invencibilidade local tinha sido quebrada: Palmeiras 0-1 Internacional. Apesar da derrota, a equipe manteve a liderança por ter um gol a mais de saldo do que as coloradas. As duas tem 19 pontos, seguidas pelo Corinthians com 18 e São Paulo com 17. Faltam sete rodadas para o término da primeira fase.

Saí correndo do estádio e uma boquinha na lanchonete que fica debaixo da arquibancada do Canindé, na Marginal Tietê. Ali chegou o trio Caio, Bruno e Renato para seguirmos até a sessão da tarde. Teve Segundona na pauta livre do Jogos Perdidos.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 0x1 Internacional

Em breve
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segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Palmeiras goleia do Inter e chega na final do Brasileiro Feminino

Texto e fotos: Fernando Martinez


Após alguns dias levando as coisas numa relax, numa tranquila e numa boa, no domingo pintou uma rodada dupla bem legal. Comecei os trabalhos com a minha provável despedida do Campeonato Brasileiro Feminino em 2021. Direto do Allianz Parque, o Palmeiras recebeu o Internacional precisando de um simples empate para chegar na final.

No Beira Rio o onze paulista confirmou o favoritismo e venceu pela contagem mínima. Nada de novo levando em conta a diferença entre as campanhas. Com o triunfo no Sul, o alviverde chegou a 43 pontos conquistados no nacional contra apenas 30 do colorado. Sim, o Inter surpreendeu nas quartas e eliminou o também favorito São Paulo jogando no Morumbi, mas sinceramente eu duvidava que o raio cairia no mesmo lugar.

Agora, vale sempre comentar: "incrivelmente" o que tinha de papagaio de pirata no Allianz Parque não foi brincadeira. Aquela rapaziada que aparece apenas no filé mignon do futebol feminino e nem chega perto de um Nacional x Pinda no Paulistão. Assim fica fácil demais. Por essas e por outras que eu aposto um doce que não serei credenciado na decisão. Se não conseguir na ida, desencanarei da volta. Acontece.




Aquela carona de lei captando as imagens oficiais antes de Palmeiras x Internacional

Disputando um espaço na tribuna da cancha paulistana a tapa com gente que sabe o mínimo da categoria, fiquei próximo do amigo Edson de Lima, o maior incentivador do futebol feminino. A manhã estava quente e vimos uma peleja que não teve muitas surpresas. O Inter buscou aquela pressão marota logo cedo, porém tomou o gol na primeira investida palmeirense. Chu, ídola máxima do amigo Raul Dias, o maior anfitrião de Brasília, recebeu passe de Julia Bianchi e tocou na saída de Vivi.

As gaúchas sentiram o golpe e tiveram apenas um grande momento. Decorridos 32 minutos, Djeni bateu falta, a bola desviou no meio do caminho e Jully fez defesa brilhante. No intervalo, o 2x0 agregado a favor do Palmeiras era suficiente para a classificação. Sem alternativas, o Inter precisava mostrar serviço nos 45 minutos finais.

As meninas retornaram ao gramado sintético mais ligadas na marcação e aos 13 Mileninha recebeu grande passe em profundidade e deixou tudo igual. O pessoal na tribuna se ajeitou na cadeira pois a expectativa era que a partir daí a partida ficasse animadíssima. A empolgação durou três minutos. Sorriso fez dura falta aos 16 e levou o cartão vermelho direto. Com uma a menos, a missão colorada ficou impossível.

As locais se aproveitaram do fato de estarem em vantagem numérica e não deram absolutamente nenhum espaço ao escrete visitante. Ficou fácil para a goleada sair. Maria Alves, Chu e Katrine (de pênalti), respectivamente aos 23, 30 e 37 minutos liquidaram a fatura sem dificuldade e colocaram pela primeira vez o alviverde na decisão do Brasileiro Feminino.







O Internacional tentou reverter a vantagem palmeirense obtida no jogo da volta, mas as donas da casa foram melhores


Milena deixando tudo igual aos 13 do segundo tempo


De pênalti, Katrine fez o quarto gol e colocou a equipe alviverde na final

O Palmeiras 4-1 Internacional faz com que as paulistas tenham a segunda melhor campanha do torneio até aqui. A melhor, como vem acontecendo nos últimos anos, é do Corinthians, adversário da decisão que vai em busca do terceiro título. As finais ainda terão as datas definidas: a ida será no Allianz e a volta certamente na Neo Química Atena.

Saí do estádio e infelizmente não tive como seguir com meu plano original de coberturas. Tinha três opções, mas os planos A e B começavam às 15 horas e não daria tempo de chegar. Apelei ao Plano C, um duelo do Brasileiro sub-20 no Morumbi. Acabou que perdi um monte de gols. Em breve falarei a respeito.

Até lá!

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Ficha Técnica: Palmeiras 4x1 Internacional

Local: Allianz Parque (São Paulo); Árbitro: Charly Wendy Deretti/SC; Público e renda: Portões fechados; Cartões amarelos: Carol Baiana, Shashá; Cartão vermelho: Sorriso 16 do 2º; Gols: Chú 6 do 1º, Milena 13, Maria Alves 23, Chú 30 e Katrine (pênalti) 37 do 2º.
Palmeiras: Jully; Calderan, Agustina, Thaís, Camilinha (Rafa Andrade) e Katrine; Carol Baiana, Julia Bianchi (Tainara) e Duda Santos (Dandara); Chú (Ottilia) e Maria Alves. Técnico: Ricardo Belli.
Internacional: Vivi; Leidi, Bruna Benites, Sorriso e Ari (Thessa); Mariana Pires (Milena), Isa Haas, Ximena (Fabi Simões) e Djeni; Wendy (Maranhão) e Shashá (Duda Flores). Técnico: Maurício Salgado.
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sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Internacional campeão do Brasileiro Feminino sub-18

Texto e fotos: Fernando Martinez


Cheguei aos 3000 jogos no dia 6 de outubro e então resolvi dar uma sossegada. Foram mais de dez dias de descanso até que, na tarde de quinta-feira, iniciei a saga rumo aos 4000 com nova final no currículo. Foi a minha estreia no Campeonato Brasileiro Feminino sub-18 justamente na grande decisão. São Paulo e Internacional de Porto Alegre duelaram no Estádio Paulo Machado de Carvalho em busca do caneco.

Essa foi a primeira edição do certame, outra atitude louvável da CBF no meio de várias coisas erradas que sempre fazem. Um total de 24 times começou a disputa no mês de julho divididos em seis grupos com quatro clubes cada em sedes fixas espalhadas pelo país. Foram quase quatro meses de disputa e, três fases após, são-paulinas e coloradas se garantiram na fase final.


Pacaembu pronto para a decisão do primeiro Campeonato Brasileiro Feminino sub-18 da história


Detalhe do troféu destinado ao campeão do certame

As paulistas fizeram uma campanha absurdamente boa e chegaram invictas no duelo de ida, mas foram derrotadas pela contagem mínima jogando em Porto Alegre. Por conta disso, se quisessem ser campeãs teriam que vencer por dois gols de diferença. Triunfo por um gol levaria a decisão para os pênaltis. As gurias coloradas jogavam por um empate.

Um número bem legal de pessoas compareceu ao velho Pacaembu. Dentro de campo também, pois o que tinha de gente da CBF ali não era moleza. Pelo menos eles não atrapalharam tanto e consegui captar as fotos das equipes sem nenhum problema. A única coisa chata na minha humilde opinião é a super população nessas imagens. O Inter ainda foi de boa, mas o São Paulo teve titulares, reservas, comissão técnica, diretores, amigos e mais alguns personagens não identificados. Saudade quando apenas os titulares apareciam.


São Paulo Futebol Clube (feminino sub-18) - São Paulo/SP


Sport Club Internacional (feminino sub-18) - Porto Alegre/RS


As capitãs dos times junto com o quarteto de arbitragem paulista composto pela árbitra Adeli Mara Monteiro, as assistentes Leandra Aires Cossette e Amanda Pinto Matias e a quarta árbitra Fernanda Ignacio de Souza

Como estava um calor fortíssimo e o sol atuava de forma implacável, no primeiro tempo fui até a numerada descoberta e acompanhei a peleja na companhia da dupla Renato Rocha e Caio Buchala, a dupla são-paulina que esperava ver in loco uma conquista do seu time. Pena que eles não curtiram o que rolou no relvado. As donas da casa não foram tão bem e, apesar de terem atacado bastante, poucas chances foram realmente efetivas.

Os dois primeiros bons momentos locais foram aos oito e treze minutos, respectivamente com Rafaela e Yaya. No primeiro, a camisa 17 chutou de longe e, contando com desvio no meio do caminho, obrigou Mayara a fazer ótima intervenção com a ponta dos dedos. Depois a meia finalizou de longe e a pelota passou perto. O Inter se defendia bem, porém aos 36 minutos a zaga derrubou Cris dentro da área. A defensora paulistana Lauren telegrafou a cobrança do pênalti e Mayara defendeu muito bem.

Na base do desgraça pouca é bobagem, na última oportunidade de perigo da etapa inicial, a primeira realmente relevante a favor das gurias coloradas, o gol visitante saiu. A bola foi alçada na área tricolor, a goleira vacilou e Belinha aproveitou o vacilo coletivo, ampliando a vantagem gaúcha em busca do caneco. Agora o São Paulo tinha 45 minutos para virar o marcador pensando pelo menos em levar a decisão aos pênaltis.


Atleta colorada sofrendo com dupla marcação são-paulina


Lauren teve a chance de abrir o placar a favor do onze paulista mas Mayara fez grande defesa e pegou o pênalti com estilo



Detalhe do lance que originou o gol do Inter - num enorme vacilo da arqueira local - e a comemoração das gurias coloradas

Resolvi ficar acompanhando de perto as avantes paulistas no segundo tempo. Por motivos óbvios, as garotas são-paulinas buscaram com maior afinco o gol, só que numa pressão meio sem graça e um tanto quanto insossa, já que a efetividade não foi das maiores. Aos oito, Yaya recebeu de Cris e tentou, sem sucesso. As coloradas assustaram em alguns contra-ataques realizados dos 10 aos 20 minutos, também sem sucesso.

Uma coisa que irritou até quem não estava torcendo para o São Paulo foi o número de vezes que atletas do Inter caíram no chão. Era só o time do Morumbi chegar perto da área visitante que alguma das meninas se esparramava no gramado. Sério, foi irritante ver o anti-jogo sendo praticado dessa forma. Aos 39, no bom e velho bumba meu boi, saiu o empate dos pés de Milena. A mesma Milena quase virou o placar aos 43 em belo lance individual.


Ataque são-paulino pela direita no começo do tempo final





O ataque paulista tentou buscar um resultado melhor de todas as formas: pela direita, pela esquerda, pelo meio e pelo alto... mas para a tristeza da sua torcida, fez apenas um gol, deixando escapar a chance de uma conquista importante

Quando o árbitro apitou o final da partida, o resultado de São Paulo 1-1 Internacional deu o primeiro caneco do Brasileiro Feminino sub-18 para as gurias gaúchas com uma bela campanha de oito vitórias, quatro empates e apenas uma derrota (1x2 contra o Santos na segunda fase). Certeza do trabalho bem feito que pode dar frutos no futuro. Mesmo com a derrota, o tricolor merece os parabéns por conta do ótimo trabalho realizado.


Com o 1x1, o Inter sagrou-se campeão brasileiro feminino sub-18



Toda a alegria das gurias coloradas depois do recebimento do troféu de campeão e das medalhas de ouro

Fiquei um bom tempo no gramado da velha cancha captando imagens da entrega de medalhas às vice-campeãs e do troféu de campeão ao escrete alvirrubro. Em duas semanas acompanhei in loco o São Paulo perder dois canecos. Desse jeito não vão me deixar acompanhar a final do Paulista Feminino no mês de novembro...

Até a próxima!

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Ficha Técnica: São Paulo 1x1 Internacional

Competição: Campeonato Brasileiro Feminino Sub-18; Local: Estádio Paulo Machado de Carvalho (São Paulo); Árbitra: Adeli Mara Monteiro (SP); Público e renda: Portões abertos; Cartões amarelos: Lauren (SP), Isabela (Int); Gols: Isabela 44 do 1º, Milena 40 do 2º.
São Paulo: Marcelle; Moura (Tay), Lauren, Maiara e Clara; Cris, Rafaela, Yaya e Larissa Santos (Milena); Giovaninha e Emily (Gica). Técnico: Thiago Viana.
Internacional: Mayara; Bruna (Nalon), Mariana, Isadora (Camila) e Tai; Isabela, Susan (Duda Flores), Julia (Gabi Batista) e Malu; Jhenifer e Queila (Maju). Técnico: Camila Orlando.
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