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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Goleada nacionalista contra o Olímpia no retorno ao Alayon

Texto e fotos: Fernando Martinez


Terminada a saga do JP na Copa São Paulo já estamos de volta com aquela cobertura marota nas divisões de acesso do estado. Iniciamos os trabalhos no futebol profissional de 2020 com o glorioso retorno dos jogos do Nacional na capital bandeirante, pena que no Campeonato Paulista da Série A3 após o lastimável rebaixamento no ano do centenário. O adversário da estreia no Estádio Nicolau Alayon foi o Olímpia.

Pode ter se passado quase um ano do fatídico 30 de março de 2019, data do confronto contra o Juventus que rebaixou o clube, porém eu ainda não me conformo com a queda para o terceiro nível do futebol paulista. Foram vários os erros e é bastante incômodo ver a agremiação de novo na A3. Pelo menos a expectativa é que todos os absurdos que vimos na Comendador Souza durante a Copa Paulista não devem se repetir. Sem entrar em detalhes, posso dizer seguramente que foi o ponto mais baixo da centenária história da equipe. Nem em 2011, ano da pior campanha da sua história na Segundona, a coisa foi tão feia. Charles Miller, o pai do futebol brasileiro que teve suas origens na São Paulo Railway, com certeza deu várias voltas no túmulo.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Olímpia Futebol Clube - Olímpia/SP


Os capitães posam para o JP junto com o árbitro Daniel Carlos Luciano Fernandes, os assistentes Leandro Fernandes Rodrigues e Leonardo Jose Rodolfo Brandini e o quarto árbitro Ricardo Bittencourt

Os nacionalistas começaram a campanha com um bom empate contra o Paulista de Jundiaí fora de casa. E nada melhor do que enfrentar o Galo Azul nessa primeira peleja dentro dos seus domínios. Foi justamente contra esse adversário que o Nacional conquistou o acesso para a A2 em 2017. Mostramos aqui a derrota do escrete ferroviário no jogo de ida por 2x1. Na volta, vitória no tempo normal e nos pênaltis. Duas semanas depois, os então recém-promovidos foram campeões da Série A3 pela terceira vez na história.

O quórum para essa partida foi acima da média e contou com Milton Haddad, sempre com seu exemplar do Manifesto Comunista debaixo do braço, Victor Minhoto, o Dirty Harry do sul mineiro, e a dupla alvinegra Mário e Ricardo Espina. Rapaziada fina, elegante e sincera que também estava ligada no arbitral da Segundona que acontecia na sede da FPF próxima do Alayon.

Pena que o primeiro tempo do duelo tenha sido bem fraquinho. A rigor o Nacional criou apenas duas grandes chances de perigo. A primeira aos 15 minutos com um belo chute de Léo Ribeiro e defesa de Janílson e a segunda de novo com o camisa 11. O cruzamento de Thiago Pereira pela esquerda encontrou o avante local, mas ele chutou fraco pela linha de fundo. Já o time visitante nada fez e pouco foi ao setor ofensivo. O resultado parcial foi um óbvio 0x0.


Lauder, camisa 7 nacionalista, tentando o domínio dentro do Olímpia


O primeiro tempo foi fraco e com raras emoções. O Nacional foi pouco efetivo nas suas investidas


André Rocha (5) cruzando a bola dentro da área visitante

Tudo que não aconteceu na etapa inicial aconteceu na final, para a alegria da maior parte dos presentes. Os comandados de Tuca Guimarães mostraram muita vontade e aplicaram uma goleada até certo ponto inesperada. O detalhe é que a primeira oportunidade de perigo do segundo tempo foi do Olímpia aos três minutos. Mizael, camisa 3, completou escanteio da direita e, sozinho na pequena área, cabeceou na trave de Luís Henrique. O arqueiro tocou de leve na pelota antes dela encontrar o travessão.

Aos sete, depois de escanteio curto - sim, vocês leram certo - a bola foi cruzada na área visitante e André Rocha encheu o pé da entrada da área e abriu o marcador. Aos 12, Emerson Mi recebeu um passe primoroso de Léo Ribeiro e, sozinho dentro da área, chutou longe da meta. Aos 25 Vinícius Faria fez um golaço quando recebeu no campo de defesa, passou por quatro defensores, entrou na área e tocou no canto direito.

Totalmente abatido, o Olímpia passou a ver o ataque nacionalista dar show. Aos 37, Matheus Teta, mais conhecido como Matthew Boob nos Estados Unidos, rolou para André Rocha, ou Andrew Rock no estrangeiro, e o camisa 9 ampliou a vantagem num chutaço de fora da área. Aos 41 a zaga visitante fez uma lambança de responsa e o camisa 17 Edson marcou o quarto tento paulistano. Na saída de bola o grande Felipe Fumaça marcou um belo gol e diminuiu o prejuízo do Galo.


O belo chute de André Rocha, o Andrew Rock, que abriu o marcador no Alayon


Comemoração dos atletas locais... cena que aconteceu quatro vezes no tempo final


O Olímpia pouco fez no tempo final e saiu de campo debaixo de uma goleada

O placar de Nacional 4-1 Olímpia saiu melhor do que a encomenda para o pessoal da Zona Oeste. Será um calvário e a esperança é que possam conquistar o acesso se possível na atual temporada. Na próxima rodada, o adversário será o Comercial de Ribeirão Preto, também na capital. O Olímpia vai tentar a reabilitação contra o Barretos no Maria Tereza Breda.

Saímos da Comendador Souza sem escalas até a sede da FPF para pegar algumas informações sobre a Segundona 2020. Lamentavelmente os dirigentes fizeram uma bobagem e ressuscitaram a quinta divisão no ano que vem. Entrarei no mérito disso quando o certame começar no próximo mês de abril. Já adianto que provavelmente foi um enorme tiro no pé.

Até a próxima!

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Ficha Técnica: Nacional 4-1 Olímpia

Local: Estádio Nicolau Alayon (São Paulo); Árbitro: Daniel Carlos Luciano Fernandes; Público: 255 pagantes; Renda: R$ 2.970,00; Cartões amarelos: Lauder, Thiago Pereira, Ricardo; Cartão vermelho: Lauder 20 do 2º; Gols: André Rocha 7, Vinícius 25, André Rocha 37, Édson Capa 41 e Felipe Fumaça 43 do 2º.
Nacional: Luís Henrique; Alanderson, Gabriel, Diego Chiclete e Thiago Pereira; André Rocha, Lauder, Matheus Teta e Emerson Mi (Ricardinho); Vinícius (Édson Capa) e Léo Ribeiro (Palito). Técnico: Tuca Guimarães.
Olímpia: Janílson; Yan, Mizael, Márcio e Lucas; Cleverson (Rodrigo), Jean Theodoro, Paulo Vítor e Felipe Fumaça; Ricardo (Vinícius) e Thiaguinho (Linik). Técnico: Alexandre Ferreira.
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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Olímpia sai na frente do Nacional na semi da Série A3

Texto e fotos: Fernando Martinez


Reta final de campeonato sempre significa momentos de gala, e posso dizer que o último sábado fiz uma rodada dupla de alto nível com confrontos decisivos na programação. Iniciei os trabalhos no Estádio Nicolau Alayon com o primeiro jogo da semi-final do Campeonato Paulista da Série A3 entre Nacional e Olímpia, velhos conhecidos em decisões. Foi a 11ª apresentação do clube ferroviário como mandante nessa A3 e a 11ª vez em que estive presente.

O Data Fernando informa que os dois se enfrentaram 16 vezes em todos os tempos com equilíbrio absoluto: seis triunfos para cada lado, quatro empates e dezenove gols marcados cada. A história mostra dois momentos cruciais entre ambos: no ano 2000 o Olímpia foi um dos promovidos para a A2 sendo derrotado em São Paulo pela contagem mínima e vencendo o Naça em casa por 3x0. Em 2014, o time da capital deu o troco e com um empate no Maria Tereza Breda, o acesso para a A3 foi consumado. De lambuja, o 1x1 eliminou o Galo.


Nacional Atlético Clube - São Paulo/SP


Olímpia Futebol Clube - Olímpia/SP


O árbitro José Cláudio Filho, os assistentes Rogerio Pablos Zanardo e Marco Antonio Motta Junior, o quarto árbitro Márcio Roberto Soares e os capitães dos times

Pro segundo confronto entre eles nessa A3 (no primeiro, realizado no interior, o Olímpia venceu por 2x1) o Nacional precisava fazer valer o fator campo e tentar conquistar algum tipo de vantagem pro duelo da semana que vem. O ótimo público de 880 pagantes viu um jogo aonde os donos da casa começaram assustando o setor defensivo adversário logo aos cinco minutos. Jeferson chutou meio sem querer e acertou a trave direita de Igor. Pena que esse acabou sendo o único ataque local em muito tempo.

Não demorou para o Olímpia dominar as ações e chegar por várias vezes perto da meta defendida por Felipe Lacerda. O arqueiro ferroviário fez boas intervenções e quando isso não aconteceu, as finalizações deixaram a desejar. Quando o primeiro tempo se aproximava do seu final, o Nacional voltou a se aventurar pelo campo de ataque e então saiu o gol. Emerson Mi recebeu um bom passe na intermediária e chutou forte, colocando a bola no canto direito do goleiro do Galo. Foi o terceiro gol do camisa 10 nacionalino na A3.


Falta a favor do Nacional nesse lance? O árbitro achou que não...


Bola levantada na área visitante durante o primeiro tempo


Alex Silva, 13 do Galo, vendo a bola passar em lançamento para Éder

Os quinze minutos de intervalo foram bastante concorridos com sorteios e aquele bate-papo maroto com os amigos presentes, sempre naquele quórum de respeito. O ponto em comum é que a maioria estava bastante animada com o triunfo parcial nacionalino, mesmo com a equipe não tendo uma atuação brilhante.

Na volta pro segundo tempo estava rolando até que um certo equilíbrio e vimos uma chance para cada lado nos primeiros dez minutos, porém o Olímpia achou o caminho do sucesso pelo alto. Aos 14 minutos o Galo atacou pela esquerda e a pelota foi cruzada na área. Veloso apareceu livre e fuzilou de cabeça, deixando tudo igual.

Apenas sete minutos depois o Nacional sentiu outro golpe em mais um ataque aéreo dos visitantes. A bola foi alçada da direita e Brumati tocou meio sem jeito no segundo pau. A pelota encobriu Felipe Lacerda e foi parar no fundo das redes. Para a festa dos torcedores visitantes, o Olímpia virou o marcador.

Os locais se mandaram ao ataque e apostaram na mesma estratégia que deu certo pro Galo, a jogada aérea. Só que embora vários cruzamentos tenham sido feitos dentro da área visitante, nenhuma cabeçada teve o destino desejado. Quando acionado, Igor fez defesas seguras que impediram o Nacional de chegar novamente ao empate.


O Nacional começou o segundo tempo tentando ampliar sua vantagem


Marcação firme da zaga visitante em lance pela direita



Dois momentos em que o ataque local tentou usar a mesma tática do Olímpia, porém sem sucesso


Placar final da peleja no Nicolau Alayon e que complica a vida do time ferroviário em busca do acesso

Quando o árbitro apitou pela última vez na tarde não teve choro nem vela: a partida terminou com o marcador mostrando o resultado de Nacional 1-2 Olímpia, o primeiro triunfo do time do interior contra os ferroviários na capital desde 2001. No duelo de volta o Olímpia joga por um empate para voltar à A2 depois de dez anos. O Naça precisa vencer por dois gols de diferença e se vencer por um, a decisão vai pros pênaltis.

Fim da sessão vespertina de futebol e hora de seguir até o ABC e conferir de perto a minha terceira final de A2 em todos os tempos e a sexta que contou com a presença do blog desde 2005. Foi uma decisão que resgatou muita coisa boa que há muito não se via.

Até lá!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Atibaia inverte os papéis e derrota o ex-líder Olímpia

Texto e fotos: Fernando Martinez


Na quarta-feira passada teve rodada cheia do Campeonato Paulista da Série A3, e dessa vez não assisti nada na Grande São Paulo. Peguei a estrada e fui até a cidade de Indaiatuba, não para ver um jogo do Primavera, e sim para acompanhar o encontro entre Atibaia e Olímpia, times 20 e 21 do Projeto 40, pela quinta rodada da primeira fase.

Esse é o segundo ano consecutivo que o Estádio Ítalo Mário Limongi é a casa do Falcão na A3, já que ninguém se digna a arrumar de verdade o Salvador Russani, fazendo com que ele possa ser liberado para partidas profissionais. Tudo bem que algumas determinações da FPF são exageradas, mas mesmo assim é um absurdo saber que não existe o interesse real em fazer com que o Atibaia jogue na sua própria cidade.

Falando nisso, o começo de campeonato não foi nada promissor para os atibaienses. Nas quatro rodadas iniciais o time conquistou apenas um empate e perdeu três vezes, ocupando a 18ª posição e à frente apenas de Taboão da Serra e Independente. Já pelos lados do Galo Azul, o panorama era completamente diferente: quatro vitórias, 100% de aproveitamento e liderança da competição.


Sport Club Atibaia - Atibaia/SP (mas mandando seus jogos em Indaiatuba)


Olímpia Futebol Clube - Olímpia/SP


Capitães dos times junto com o árbitro André Luís Riquena, os assistentes Wellington Bragantim Caetano e Bruno Bonani Munhoz e o quarto árbitro Gabriel Petrini Cruz

Cheguei na cidade bastante tempo antes do apito inicial, e como a rodoviária é praticamente do lado do estádio, deu tempo de fazer o famoso pit stop na padaria que fica entre os dois endereços. Aliás, fica a dica: os sanduíches do lugar são ótimos e com preços justíssimos. Vale demais a visita.

Após a boquinha finalmente segui até a casa primaverina. O sol era fortíssimo e a temperatura estava na casa de 35 graus, com sensação térmica de 38. Por conta da grande diferença das campanhas no certame, escolhi acompanhar o ataque do time visitante, e por sorte, consegui ali uma milagrosa sombra para ficar minimamente protegido próximo ao alambrado.

O Olímpia até iniciou a peleja razoavelmente bem, embora sem criar chances tão agudas. A única oportunidade efetiva foi aos doze minutos em finalização de Naldinho. Depois disso, os papéis se inverteram por completo e parecia que era o Atibaia o líder do campeonato.

O onze laranja ficou mais tempo com a bola nos pés e soube neutralizar com sucesso todas as investidas visitantes. A boa atuação foi premiada aos 40 minutos quando o camisa 10 Róbson avançou pela direita e chutou cruzado pra colocar a bola no canto direito do goleiro Igor.


Atacante do Olímpia matando a bola em lance de ataque no começo do jogo


Gledson, 15 do Atibaia, armando o chute e Naldinho se esticando todo para tentar o corte


Bola levantada na área do time "da casa"


Veloso cobrando escanteio pela direita

No tempo final novamente quis crer que o Olímpia atacaria mais e então me dirigi ao outro lado do campo. Consegui uma sombrinha graças à salvadora ambulância estacionada ao lado da bandeira de escanteio. Dali vi o alvi-azul iniciar os trabalhos já assustando com chute na trave logo aos dois minutos.

O Atibaia tinha o setor defensivo adversário todo à sua disposição, e nas poucas vezes que os atacantes acertaram a troca de passes, a zaga visitante sofreu. Só que o Olímpia era melhor, e Max Pardalzinho quase deixa tudo igual aos 16 em lance que contou com grande defesa de Fraga. Três minutos depois foi a vez de Robinson levar enorme perigo em bola cabeceada na trave.

Na sequência do lance, o Atibaia conseguiu organizar uma ofensiva primorosa pela esquerda que terminou com um chute genial de Robinho na trave. O jogo estava sendo disputado num ótimo nível e com as duas equipes mostrando uma enorme disposição.

O time "da casa" foi cozinhando o Galo Azul com o passar do tempo e os visitantes não conseguiam mais acertar o último toque. Quando a partida se encaminhava para o fim e o Olímpia já estava na base do bumba-meu-boi, os atibaienses acertaram novo contra-ataque. A bola foi tocada para Reginaldo, e o camisa 11 entrou na área, chutou por cima do arqueiro e fechou o marcador.


Tiro de longe no ataque do Galo Azul


Investida do Olímpia pela esquerda do ataque


Robinson cabeceando com estilo em bola que bateu na trave

O inesperado placar de Atibaia 2-0 Olímpia marcou a primeira vitória do Falcão e a primeira derrota do Galo na A3 2017. Os laranjas subiram duas posições na tábua de classificação, agora estão em 16º, e o alvi-azul agora está na terceira colocação. A nova líder é a Internacional de Limeira.

Meu cronograma do Projeto 40 apontava uma viagem até Santos na quinta-feira, porém por uma série de motivos acabei ficando em São Paulo. Por conta disso vai rolar uma grande reorganização no planejamento, mas como aqui é na base do tudo pelo social, não há o menor problema.

Até a próxima!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Série A3: Flamengo derrota o Olímpia no sufoco e se mantém invicto


Mais um Carnaval chegou e mais uma vez fiquei longe da avenida, dos blocos e de qualquer coisa que me lembrasse vagamente a tradição momesca. Tirando a morgação e o descanso absoluto, movimentação mesmo só rolou no sábado com uma rodada dupla e minha estreia no Campeonato Paulista da Série A3 em 2016. A programação teve início no Estádio Antônio Soares de Oliveira, no encontro entre o Flamengo e o recém-promovido Olímpia FC.

Caí da cama muito cedo e segui para a cidade de Guarulhos junto com o trio Mário, Colucci e o folião Sérgio Oliveira. Ainda deu tempo de fazer aquele café da manhã natural numa padaria da região antes da sessão de futebol. O Flamengo queria emendar o terceiro jogo sem perder e a segunda vitória em casa, enquanto o Olímpia, derrotado nas duas primeiras rodadas, sonhava com uma reabilitação.


AA Flamengo - Guarulhos/SP. Foto: Fernando Martinez.


Olímpia FC - Olímpia/SP. Foto: Fernando Martinez.

Antes de falar da peleja em si, vale mencionar aqui o bom trabalho feito pelo Marcos Ribeiro, assessor de imprensa do Corvo e que tem prestado bons serviços ao clube. Ele está se empenhando em perpetuar a história do rubro-negro guarulhense e vem preparando um arquivo monstro com toda a trajetória da equipe no profissionalismo. Tive a chance de ajudá-lo com os resultados do Fla em 1979 e 1980 e espero que ele tenha sucesso nessa empreitada. A memória do futebol só é contada de forma verdadeira quando alguém tem iniciativas assim.

De forma exclusiva captei as fotos oficiais e fui então me esgueirar numa pequena sombra na lateral. Dali acompanhei o tempo inicial, só que infelizmente esse foi de longe o jogo mais fraco que acompanhei no ano. O Flamengo teve até mais posse de bola, mas chance de gol que é bom, nada. O Galo não foi nem sombra do ótimo time que conquistou o acesso na Segundona do ano passado e nada fez.

A partida ficou concentrada mais no meio-campo e foi difícil assistir algum lampejo de criatividade. Junta no pacote o calor sempre chato e voilá, sai do forno um prato cheio de tédio. O negócio foi tão arrastado que pareceu que o primeiro tempo teve 112 minutos. No intervalo, o placar era um óbvio 0x0.


Ingro avançando pela esquerda do ataque rubro-negro. Foto: Fernando Martinez.


Paulo Brumati tentando marcar de cabeça. Foto: Fernando Martinez.


Marcação firme do camisa 2 olimpiano. Foto: Fernando Martinez.


Ingro tentando abrir o marcador no fraco primeiro tempo. Foto: Fernando Martinez.

Saí do gramado e fui para a cabine do estádio acompanhar o segundo tempo longe do sol. A peleja continuou muito ruim e o primeiro chute no gol - a favor do Fla e com grande defesa de Juninho - saiu apenas aos 22 minutos. Isso mesmo, 67 minutos para alguém finalmente dar um chute em direção à meta. O Olímpia respondeu com boa chance e grande defesa de Wágner.

Aos 29 entrou em campo o camisa 18 Tom, e foi ele quem salvou a manhã nove minutos depois. O jogador flamenguista foi extremamente feliz e acertou um tirambaço cheio de efeito da entrada da área, vencendo o goleiro olimpiano e dando a segunda vitória pro Corvo na competição.


Jogadores fazendo pose especial para a foto. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração dos atletas do Corvo no solitário gol de Tom. Foto: Fernando Martinez.


Zagueiro local se preparando para afastar a pelota da sua área. Foto: Fernando Martinez.

O placar final de Flamengo 1-0 Olímpia manteve o rubro-negro entre os melhores na tábua de classificação e fez o Galo continuar com 0% de aproveitamento. Ainda jogando sob a parceria com o Corinthians, o rubro-negro tem planos bem audaciosos para essa A3... quem sabe não aconteça a volta para a A2 depois de seis anos.

Alguns integrantes da delegação que saiu da capital permaneceram em Guarulhos. Apenas eu e o Colucci, agora contando com a presença do indefectível Cosme, seguimos para a segunda sessão de futebol do sábado, agora em outro ponto da Grande São Paulo e com direito a momentos bizarros.

Até lá!

Fernando

terça-feira, 2 de junho de 2015

O líder Olímpia derrota o Barcelona em manhã histórica no Alayon


Posso dizer que o domingo passado foi especial. Menos de três anos depois de assistir o jogo de número 2000, cheguei ao jogo 2500 na minha extensa lista que começou em 1983. O mais legal de tudo isso é ter chegado nesse importante número num jogo perdidaço: Barcelona x Olímpia pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão no Estádio Nicolau Alayon.

Não tinha notado até analisar a minha lista que essas marcas fechadas estão sendo atingidas como um relógio: a cada três anos, desde 2003. Os amigos do JP acompanharam de perto as coberturas do jogo 1000 (Taboão da Serra x Osasco FC em 2006), do 1500 (Avaí x Corinthians em 2009), do 2000 (Guarulhos x Nacional em 2012) e agora do 2500. Se nada mudar muito de figura até lá, o 3000 virá no ano da Copa da Rússia... :)

Os personagens dessa histórica manhã vivem momentos distintos na Segundona Paulista. O Barcelona se afastou um pouco do G4, muito por ainda não ter vencido dentro de casa - um empate e duas derrotas - e não engrenou totalmente no certame. Não seria fácil jogar contra o líder Olímpia, mais uma vez pensando exclusivamente no acesso para a A3 em 2016. A equipe do interior bateu na trave no ano passado e não quer deixar a vaga escapar nessa temporada.


Barcelona ECL - São Paulo/SP. Foto: Fernando Martinez.


Olímpia FC - Olímpia/SP. Foto: Fernando Martinez.


O árbitro Carlos Roberto dos Santos Júnior, os assistentes Vicente Romano Neto e Fabrício Porfírio de Moura e os capitães dos times. Foto: Fernando Martinez.

Nessa peleja tive a companhia atualmente rara do bem-humorado Paulo "Shrek". Além dele, toda aquela rapaziada ishperta cumprindo o dever cívico de curtir os jogos do Elefante de perto. Além disso, o esperadíssimo frio e a chuva também deram as caras, matando um pouco a nossa saudade desse clima tão sensacional. 

Dentro de campo não houve nenhuma surpresa. Vi os três jogos anteriores do time paulistano no Alayon e posso dizer seguramente que esse foi o mais fraco. A equipe da casa não conseguiu assustar a zaga visitante em nenhum momento, e atuar assim diante de um dos melhores times da competição até aqui não é nada bom.

O Olímpia jogou na boa e, sem forçar a barra, chegou facilmente aos 2x0 ainda na primeira meia hora. Glauco fez o primeiro do Galo aos 14 minutos e Douglas ampliou aos 30. O Barça até ficou bastante tempo com a bola nos pés no restante do tempo inicial, mas o goleiro Cleriston, vazado apenas três vezes até agora, foi apenas um observador.


Falta para o Olímpia. Foto: Fernando Martinez.


Atacante do Galo marcando firme a saída de bola do time paulistano. Foto: Fernando Martinez.


Barcelona jogando pela lateral. Foto: Fernando Martinez.


Comemoração num dos gols do Galo. Foto: Fernando Martinez.

No intervalo a chuva apertou e fomos para as confortáveis cabines de imprensa da Comendador Souza. Dali acompanhamos a partida cair demais de produção. O Barcelona não chegou com perigo perto do gol Olimpiano e o onze azul e branco só ficou na boa para segurou a vitória.

Vale registrar que o momento mais genial ficou por conta de três minutos completamente surreais perto do fim da peleja. Num lance ríspido na lateral, um zagueiro do Olímpia fez falta dura num dos atacantes locais e isso gerou uma série de reclamações nas numeradas. Um enorme bate-boca aconteceu entre familiares dos dois atletas, e uma moça mais exaltada quase invadiu o gramado, claramente mostrando aquele famoso estado alterado da mente. Não conseguiu por conta da intervenção de uma alma serena que estava no alambrado.


Zaga do Elefante afastando o perigo. Foto: Fernando Martinez.


Oportunidade de gol desperdiçada pelos locais. Foto: Fernando Martinez.


Disputa de bola pelo alto. Foto: Fernando Martinez.


A zaga do Olímpia foi segura durante toda a partida, aqui segurando bem a pressão de um atacante local. Foto: Fernando Martinez.


Hooliganismo no Alayon e a quase-invasão de campo no fim do jogo. Foto: Fernando Martinez.

Como esse momento extra-campo foi o melhor lance do segundo tempo, o placar ficou mesmo em Barcelona 0-2 Olímpia. O Galo é mais líder do que nunca no Grupo 2 agora com 16 pontos, quatro acima do vice-líder Lemense. O escrete paulistano está em sétimo com os mesmos oito pontos. Faltam doze jogos para a primeira fase da Segundona acabar.

Até a próxima!

Fernando